CAPITULO 116
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Autora: Bem, o recadinho aqui no começo já deve assustar um bocado não é?
Preciso explicar a demora. Fiquei esses dias tentando escrever, mas não conseguia. Vão entender porque meu deu essa pena, esse pesar e essa impotência para escrever. Não é fácil decidir como fazer isso. Vai piorar no 117, que acreditem está difícil de escrever! Só posso dizer que é passageiro, no 118 vem o alivio. Certo?
Provavelmente ficou superficial, porque confesso não consegui escrever como devia. Não teve jeito, não quis sair de jeito nenhum!!!!!!!!!!!!!!
Não abandonem a fic. Vocês me conhecem, dou com uma mão, e tiro com a outra!
Beijos e me perdoem está doendo tanto em mim quando em vocês!
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COMEÇO DO FIM
Malfoy estava decidido a se vingar. E essa decisão estava em sua face. Desesperada, Gina implorou:
-Malfoy, por favor, minha filha...ela pode estar morta. Me deixe... – calou-se quando ele riu - ..é só um bebê indefeso!
-Potter também era penas um bebê indefeso – ele ironizou – e olhe todo o estrago que cometeu!
-Porque fez isso, Malfoy? – Rony perguntou, talvez para confundi-lo – Não pode ser por Mary!
-Mary? -ele perguntou surpreso – Acha que alguém realmente faria alguma coisa por causa dessa cadela?
Eram inimigos, mas nisso concordavam!
-É amante dela! – ele insistiu, querendo dar a Harry a oportunidade de achar um meio de atacá-lo sem ferir Gina.
-Sim, mas isso foi sem querer – ele pareceu verdadeiro – se soubesse onde estava me metendo...! Mary veio até mim, pedindo um filho para enganar o otário Wesley! Acha que me negaria? Acha mesmo que me negaria? -ele riu feliz com a própria façanha – Depois, o dinheiro dos seus pais comprou me silencio e a boa vida que sempre tive antes de ficar pobre! Saiba, Wesley, cada dia que saia para trabalhar eu ficava na sua casa, comendo sua esposa na sua cama!
-Era um favor que me fazia – ele resmungou, não querendo pensar em suas filhas. Ou no fato de não serem suas.
-Porque Greg? – Harry perguntou fitando àquele homem com nojo.
-Porque você voltou para me assombrar, Potter! Poderia colocá-lo em Askaban e ainda ficar com sua mulher e sua fortuna. O que aconteceria com sua doce mulherzinha quando estivesse em Askaban? Frágil e sofredora? Nada mais natural do que voltar para o antigo marido! Era um bom plano, admita!
-Solte-a, Malfoy – ele exigiu novamente – Ou terei que matá-lo por isso!
-É mesmo? – seus olhos brilharam e ele tirou a varinha do rosto de Gina apontando para Harry. – Me ataque, Potter, a anos espero o momento de me vingar!
-Vingar pelo que? – ele perguntou – O único responsável pelos danos a sua família, foi você mesmo ao se aliar a Voldemort! E o mesmo vale para o seu pai!
-Não use sua boca imunda para falar do meu pai!
Acertando na ferida, viu o rosto sem expressão, tingir-se de vermelho.
-Seu pai foi um sórdido capaz de transformar o próprio filho em um monstro!
-Cale a boca, Potter, ou perco a paciência”! – ele deixou claro, com um gesto, que Gina seria o alvo de seu retaliação.
-Solte-a – Harry mandou.
-Não vou abrir mão de tão belo escudo – ele debochou recuperando o controle.
-Onde está Hermione? – Rony perguntou, desistindo de ajudar a sobrinha, e ficando cada minuto mais aflito.
-Está na minha cama, repousando de nosso enlace de amor – ele debochou, rindo. – Não percebeu ainda, Wesleys? O destino de suas mulheres, é serem minhas! Não é homem o bastante para dar conta de mulher alguma!
-Mas sou homem o bastante para criar suas duas filhas e torná-las seres melhores do que você jamais será! -ele gritou de volta, furioso.
-Sim, mas quando estiver morto, será a primeira coisa que mudarei. Conheço homens que pagam um bom preço por meninas nessa idade.
Não era uma brincadeira, por incrível que parecesse, ele não estava brincando!
-Então, só me resta matá-lo antes que possa fazer isso – Rony disse seco e direto, olhando para Harry como quem diz algo.
Gina estava parada, imóvel. Uma de suas mãos estava sobre o braço de Malfoy, como se precisasse segurar-se ou segura-lo, pois aquele braço passava por seu pescoço e numa reação natural, precisava agir, como se pudesse evitar o pior. Seu outro braço estava caído ao longo do corpo.
Contrariando seu corpo, seus olhos expressavam o terror que a consumia. Tentava ver a pequena figura de Fely silenciosa imóvel do outro lado da sala, e então, olhou para Harry.
No fundo da alma, Harry sabia que sua mulher, a pequena Wesley não via, ouviam, ou pensava em nada que não fosse a filha. Ela o amava, e amava o irmão, mas esse amor não era tão forte, ou tão animalesco quanto o amor de mãe, e não foi surpresa, quando a mão livre alcançou movimento, e sem que Malfoy notasse, ela o agarrou em sua parte sensível de homem, apertando e causando dor suficiente para que fraquejasse e pusesse se soltar.
Foi um segundo de acaso e ela correu pela sala, não sendo alvo, agora que Malfoy estava desprotegido e mais ocupado com Harry e Rony.
-Sectumsempra! – Gritou Malfoy
-Estupore! – gritou Harry!
-Morrea! – gritou, Rony, nada convencido a não usar maldiçoes das trevas em Malfoy.
-Serpentearis! – Malfoy lançou seu feitiço com outro intento, enquanto conjurava proteções.
Uma gigantesca serpente apareceu na sala, muito perto a Gina, ameaçando-a.
Ela estava longe, a mente perdida, na dor que carregava em seus braços. Como estava mais perto, Rony colocou-se entre o corpo caindo ao chão, da irmã, com a filha morta nos braços, alheia a tudo, e o réptil faminto por sangue.
Quando Harry notou que não conseguia controlar àquela cobra, mesmo falando sua língua, pois era apenas fruto de um feitiço e não era real, se ateve a Malfoy lutado com ele, e tentando apanhá-lo.
Gina apertava o corpinho sem vida de seu pequeno anjo contra o peito, quando ouviu um grito de dor e elevou os olhos, vendo Rony cair e ser atacado duas vezes, aquela bocarra gigante, cravando-se em sua carne, enquanto ele tentava se proteger.
-Incendiari! – Harry gritou, em pânico ao ver o estado do amigo, fazendo aquela cobra virar uma bola de fogo e em segundos desaparecer. – Rony!
-O que foi, Potter? Está com medo de me enfrentar sozinho? – Malfoy perguntou, rindo, diante de seu desespero .
Sua resposta foi um poderoso feitiço que o laçou contra a parede e o deixou desacordado no chão. Vitorioso, Harry aproximou-se, lançando-lhe um feitiço que garantiria que Malfoy não se moveria tão cedo.
Gina ergueu os olhos quando Harry se aproximou, depositando sua varinha no chão e tentando tocá-la.
-Minha filha... –ela sussurrou – Harry,,,minha filha... – as lágrimas e os soluções a impediram de continuar e ele tocou seus ombros, desejando ter as palavras certas, sem saber que a dor em seu olhar era mais forte do que qualquer palavra de conforto.
Harry foi o mais gentil dos homens, ao tirar o corpo pequeno do bebê de seus braços, e colocá-lo sobre o chão, entre as mantas que envolviam Fely. Ele fez um carinho no rostinho do bebê, sentindo àquela perca dentro dele. Aquela menininha sorria para ele quando o via, e estendia as mãozinhas para segurar seus dedos sempre que a carregava em seus braços e seus olhos azuis e vivos como os da mãe parecia olhar para ele com reconhecimento, um sentimento que pode unir duas pessoas sem laços e sangue.
Ele soluçou, tentando não chorar, mas não podendo evitar.
-Não posso viver sem ela... – Gina foi sacudida por soluções e ele a abraçou, mantendo sua cabeça em seu ombro, enquanto olhava por sobre ela, na direção de Rony.
-Eu já volto – ele sussurrou, limpando a face e levantando-se do chão.
Só então, foi capaz de ver Rony ferido. Havia muito sangue para que pudesse identificar a ferida em toda a sua extensão, mas podia ver claramente as marcas das prezas que laceraram seu peito e barriga.
Segurando a mão do amigo, ele disse no mais completo assombro:
-Vou tira-lo daqui, Rony, agüente, vou tira-lo daqui.
Ele apenas o olhou, sem forças para falar, e quando o fez, não era mais que um sussurro:
-Hermione...
Sim, esquecera de Hermione. Olhando para as escadas, ele soltou a mão de Rony, tencionando correr e achá-la, para tirarem Rony dali antes que fosse tarde demais.
Em sua presa, não lembrou da varinha, muito menos viu Malfoy, que fingira estar imobilizado, erguer a varinha que pendera esquecida em suas mãos quando achara ter o vencido, e lançou a pior das maldiçoes em sua direção:
-Avada Kedrava!
Foi um feitiço certeiro, que não errou o alvo. Mas o alvo não foi Harry. Gina, que vira a ação, mas não tivera forças para gritar, se erguera desesperada, e se lançara em frente a Harry para protegê-lo. Proteger a única coisa que amada e ainda lhe restava.
Seu corpo gelou instantaneamente e antes da consciência partir, ela soube que era o melhor. A dor tinha ido embora. A dor tinha se acabado. E Ginervra soube, que a morte, não era apenas uma passagem. Era o fim.
Harry assistiu o corpo cair ao chão diante dos seus olhos e levou um segundo para entender. O riso de Malfoy que tentava se erguer, o fez acordar, ou não, visto que não souber dizer como, mas em segundos estava sobre ele, esmurrando-o até tirar a varinha de suas mãos, arrancar-lhe sangue e tirar-lhe a vida.
Arfante, ele deixou o corpo no chão e aproximou-se de sua Gina.
A dor a fez perder a consciência por alguns segundos. Mary mantinha a varinha conectada nela, aumentando o tempo da cruciattus. Hermione se contorceu, pois o torpor durou pouco, e consciente, teve que agüentar toda a tortura.
Ao longe ouvia vozes e gritos e sua pálida esperança de ser salva havia se esgotado. Mais um pouco, pensou, e estaria morta. O prazer de Mary era tanto, vem vê-la se contorcer de dor, que talvez, fosse a única coisa que ainda a mantinha viva, não lhe daria a satisfação de vê-la morrer!
Ou não, visto que tinha viva em sua mente a imagem de seu amor, Rony, o menino que atormentou seu tempo de estudando, perturbando seus nervos, e sua capacidade de raciocínio, e o mesmo Rony, que atormentou seus hormônios e seu coração durante a adolescência e o Rony, homem, que a fizera mulher e lhe dera uma esperança de felicidade.
As doces lembranças de Hermy e Sara, as meninas a quem se apegara como se fossem suas filhas! Seu bebezinho, que sentia estar sendo magoado dentro de seu ventre,a quem desejava tanto e com tanto afinco que lhe causava dor pensar em ver machucado!
Se apegava a vida, embora seu corpo, estivesse cansado de tanto lutar.
-Morra! Morra sua desgraçada! Porque não morre? – Mary gritava, em um mundo feito de vingança e horror – Morra!
Sua voz ficou distante e ela parou de lutar.
Mary contemplou a oponente vencida e sorriu. O sorriso virou riso e então lagrimas. Estava livre de Hermione Granger! Seria verdade? Aproximou-se e chutou-a na altura na barriga varias vezes, mas ela não esboçou reação, alem de um suave gemido de dor.
Sem forças, agonizante. Sentaria e a assistiria morrer lentamente.
Mary limpou as lagrimas da face, olhando para ela com alegria extremada.
-Foi tudo sua culpa, Hermione. Me fez cometer tantos desatinos! Desde o dia que as meninas nasceram eu soube que apenas elas poderia manter Rony ao lado, e tudo, porque você estava em seu coração! Por sua causa, tive que aceitar menos que mereço! Tive que manter Draco ao meu lado todos esses anos, por sua máxima culpa, tive que pedir a ele que envenenasse as meninas todas as vezes em que você estava nos pensamento de Rony e isso ameaçava afastá-lo de mim! E agora...está partindo das nossas vidas. Acabou.
Mary suspirou profundamente, assistindo aquele espetáculo. Deu alguns passos para trás, pois Hermione se mexia, como se tentasse se levantar. Mais alguns passos, e ela não sentiu quando o salto de seu sapato quebrou-se.
O pé perdeu o apoio e ela resvalou para o lado, mas não achou nada em que se apoiar. Caiu no cão, e o que seria apenas uma queda, trouxe um dor rápida e aguda, quando bateu a testa na quina de um móvel.
Morta, de olhos ainda abertos, Mary teve o fim que mereceu.
Traída por si mesma e pela própria loucura.
Hermione assistiu a cena e não acreditou até vê-la sem vida diante de si. Rastejou até o corpo e apanhou a varinha conjurando um feitiço contra a dor que conhecia desde os tempos da luta contra Voldemort.
Ele não curava, apenas afugentava um pouco a dor.
Ela conseguiu levantar e descer as escadas.
Nos últimos degraus o mundo parou diante de seus olhos.