FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

14. a irmandade.


Fic: Not So Little Anymore - acabou, é.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

- Você definitivamente tem que parar com isso. – Eu disse, fechando o zíper da minha saia. Preciso dizer que eu e Kevin tínhamos voltado a nosso lugar na Sala Precisa, e que tínhamos transado de novo, e que foi maravilhoso? Não, né?


- Parar com o que? – Ele disse, ainda sentado na cama. Ele estava só de calça e sem camisa, e a luz do sol, fraquinha, batia no corpo dele. Era fatalmente sexy.


- Com esse negócio de resolver nossas brigas com sexo ou beijos desenfolegantes. – Eu disse, séria, virando para ele com as mãos na cintura. Ele riu.


- Desenfolegantes? – Ele repetiu. – Essa nem é uma palavra de verdade.


- Mas você entendeu o que eu quis dizer, não entendeu? – Eu disse, meio irritada. Não que eu tivesse motivos reais pra me irritar: Eu tinha acabado de sair de uma maravilhosa sessão de sexo com meu namorado, que era lindo, gentil, carinhoso, e principalmente, AR-RA-SA-VA na cama. Mas eu estava realmente cansada de ele resolver tudo daquela maneira, me ignorando, e desse jeito de ele zoar tanto comigo.


- Entendi, meu amor, entendi. – Ele disse, impaciente, mas ainda assim, lindo. Ele levantou-se e me abraçou, e avançou para me beijar.


PUTA MERDA, ELE JÁ IA FAZER DE NOVO?


- Kevin! – Eu disse, me afastando. – Porra, que inferno! Eu acabei de falar que não quero que faça isso, que droga!


- Mas amor, eu só ia te beijar! – Ele disse, rindo. Ele não ouviu nada do que eu dissera não? Me irritei de vez. Peguei minhas coisas e sai daquele lugar, P da vida.


E mal tinha dobrado o corredor e dei de cara com Sophis e Alison. INFERNO! :@


- Ei, Roxanne! – Exclamou Sophis com aquela voz de veludo dela. Eu fui obrigada a me virar, afinal, era impossível que não tivesse ouvido. Sorri amarelo. Elas sorriram branco, branco-leite.


- Querida, que surpresa te encontrar aqui. – Disse Alison, enquanto ela e a irmã caminhavam elegantissimamente na minha direção. Elas eram tão IRRITANTEMENTE bonitas. – Foi liberada mais cedo também?


- É. Como todo o resto do castelo. – Eu disse. Elas pararam do meu lado e me plantaram um beijo estalado, cada uma em uma bochecha.


- Quer fazer alguma coisa conosco? – Disse Sophis, trocando um rápido olhar com a irmã, que riu. Eu franzi o cenho.


- Tipo o que? – Eu falei, desconfiada. As duas colocaram a mão em meu ombro: E assim eu pude ver suas unhas, longas e lindas, perfeitamente manicuradas.


- Tipo pegar a Rede de Flu e ir para a reunião d’A Irmandade? – Disse Alison para a irmã, sorrindo. Eu me toquei que estava por fora da conversa.


- Do... Do que estão falando? Que irmandade? – Eu perguntei. Alison envolveu meus ombros e caminhou comigo, praticamente me arrastando. Sophis a seguiu com as mãos juntas nas costas e um sorriso misterioso no rosto.


- A Irmandade, Roxanne. A Irmandade é o grupo de bruxas mais antigo, tradicional e secreto de toda a Inglaterra. Apenas as melhores bruxas podem entrar. – Ela olhou para a irmã por um momento. Tudo aquilo parecia fascinante e macabro ao mesmo tempo, e por algum motivo, me senti atraída. – Eu e minha irmã, por sorte, estamos entre elas. E achamos que você seria ótima.


Eu engasguei.


- Mas vocês me conheceram hoje... Como podem saber? – Eu disse, e por algum motivo, aquilo pareceu muito divertido para as duas, que gargalharam alto. As risadas clássicas ecoaram pelo corredor.


- Acha mesmo que só conhecemos você hoje, Roxanne? – Disse Sophis, sorrindo para mim. – Nós sabemos tudo para você. Sua história, sua árvore genealógica, seus gostos, suas manias. Sabemos que você adora Poções. Sabemos que deu o primeiro beijo com seu primo, Louis, em um natal aqui em Hogwarts, quatro anos atrás. Sabemos que seu sonho é ser auror, mas todos acham que você não iria agüentar. Sabemos que seu sangue é um dos mais puros dessa escola, nos últimos tempos. – Ela sorriu. – O que houve hoje foi mais uma apresentação formal. Mas conhecemos você já há tempos.


- Por isso pedi a Kev que nos apresentasse. – Disse Alison, e o modo íntimo com que ela disse ‘Kev’ me irritou para caramba. – Porque sabíamos que você merecia, mais do que ninguém, entrar para A Irmandade.


- E Kevin tem conhecimento dessa Irmandade? – Eu perguntei, tentando parecer simpática. Elas sacudiram a cabeça.


- Apenas garotas podem saber, e mesmo assim, são poucas as que têm esse privilégio. – Disse Sophis. – E você está entre essas poucas, Roxanne. Agora você sabe.


- Isso lhe dá uma escolha a ser feita. – Disse Alison, completamente o discurso da irmã. – A) Você pode entrar para A Irmandade, sob o juramento de que nunca contará a ninguém sobre ela, nem mesmo a sua família - Ela ressaltou. – a não ser que o Conselho aprove, e curtir o resto da sua vida todos os privilégios secretos e maravilhosos que A Irmandade possui. Ou, claro, temos sempre a opção B.


- E qual é a opção B? – Eu perguntei. Sophis suspirou.


- Teríamos que efetuar um feitiço obliviante em você imediatamente e apagar toda a sua memória sobre tudo o que lhe dissemos, e mais um pouco. – Disse ela, sorrindo-me tristemente. – Mas sinceramente, não queremos fazer isso. Até porque seria tolice sua não aceitar nossa oferta, um desperdício enorme e uma perda para A Irmandade.


- E então, Roxanne? – Perguntou Alison, e as duas irmãs pararam na minha frente, os braços cruzados. – Opção A ou B?


- E-Eu não posso ter... Um prazo pra pensar? – Eu perguntei, insegura.


Pausa para ponderar algumas coisas.


Eu entendo que muitas meninas matariam para estar no meu lugar. Ser convidada pelas duas garotas mais glamurosas de Hogwarts para um grupo secreto e cheio de vantagens – pelo menos, pelo que elas disseram – que apenas as melhores bruxas poderiam ter convidadas, etc. Mas temos que considerar que era algo arriscado, afinal, eu não sabia nem se essa história toda era verdade. Talvez fosse só uma espécie de trote para provar a todo mundo a tapada que eu era. Mas elas falavam de um jeito sedutor. Me dava vontade de aceitar a proposta, e ir checar. Eu só saberia se aceitasse, pelo jeito. Mas também tinha o contra de que eu não suportava a idéia de ter algo secreto - a palavra me fazia sentir tão poderosa – com Alison e Sophie Travier. Na verdade, não é que eu não ‘suportasse’. Mas me parecia algo muito... Perigoso. Mas talvez, mais perigoso ainda fosse discordar delas.


Eu suspirei, fundo, fechei os olhos e pensei em tudo isso, e mais um pouco, por um simples segundo. Abri os olhos e falei, confiante.


- Opção A. – Eu falei, e as duas bateram palmas e riram de excitação.


- Fabuloso! – Guinchou Sophis com sua voz aguda e me abraçou. Alison sorriu para mim.


- Então vamos. Quanto antes melhor! – Disse Alison, e as irmãs Travier me pegaram pelas mãos e correram comigo na direção das escadas. Descemos vários e vários lances de escada, atravessamos o Salão Principal, os jardins e fomos até o Estádio de Quadribol. Lá, paramos, e eu ofegava profundamente.


- Gente... Calma... – Eu ofeguei, e se eu tivesse piscado, não teria visto o que elas fizeram. Sophis e Alison pegaram as varinhas e tocaram em uma das pedras do muro do Estádio, e ali abriu-se um buraquinho, que cresceu, cresceu e deu lugar a uma porta alta e larga, grande o suficiente para nós três passarmos com folga. Elas bateram a porta. Eu achei que era uma ilusão. Uma voz, vinda de sabe-se lá daonde, com um tom grave e autoritário, exclamou.


- Identificação, por gentileza.


- Sophie Marie Elisabeth Travier Winstead. – Disse Sophis.


- Alison Margareth Genevieve Travier Winstead. – Disse Alison. As duas olharam para mim e fizeram um olhar significativo.


- Ahn... Roxanne Kimberly Johnson Weasley? – Eu perguntei, e a porta abriu-se totalmente. Um longo corredor mal-iluminado estava na minha frente. Entramos e assim que eu passei, a porta se fechou.


- Sério que seu segundo nome é Kimberly? – Perguntou Alison. Eu assenti. – Meu Deus, é mil vezes melhor do que Margareth! – Andamos pelo corredor distraidamente, calmamente.


- Melhor do Marie. E Elisabeth também. – Disse Sophis, com um tom triste. – Podemos te chamar de Kimberly?


Eu sorri, pela primeira vez, sinceramente. Kimberly era um nome LINDO, e eu adoraria que esse fosse meu primeiro nome.


- Claro! É um nome lindo. – Eu disse, e me toquei, de repente, que adorava Sophis e Alison.


Continuamos a andar pelo corredor mal-iluminado, e quando olhei pra trás, não havia mais a porta, apenas as pedras. Havia um tapete vermelho embaixo de nós, com um brasão bordado em ouro de tempos em tempos. Não falamos mais nada. Uma outra porta de madeira escura apareceu na extremidade do corredor, e Sophis bateu.


E quando a porta abriu-se, era inacreditável demais, até pra mim.


Era um salão enorme – muito maior do que o Salão Principal – com paredes cor-de-linho de uma textura macia e clássica. Vigas de estilo romano sustentavam o teto, daonde pendia um lustre que deveria ser três vezes uma cama de casal ENORME. Havia um par de escadas com o mesmo tapete do corredor, portas e mais portas. O lugar era iluminadíssimo, e havia mais uma gama de detalhes que não vou citar agora.


Mas o mais inacreditável, de longe, eram as pessoas dentro do salão. Eram todas jovens, elegantes, poderosas e lindas, lindíssimas, como Alison e Sophis. Ao invés de me sentir inferior estando ali, no meio de tanta gente linda, me senti poderosa como todas as outras. Afinal, se todas eram lindas e todas foram escolhidas para estar ali, como eu, eu também era como elas: Linda, elegante e poderosa.


- Seja bem-vinda à A Irmandade, Kimberly. – Disse Sophis, me guiando pelo Salão. As outras bruxas sorriam para mim, e todas tinham os lábios cobertos por aquele mesmo batom vermelho-sangue que Alison e Sophis tinham. Subimos as escadas e entramos em uma sala menor, e a porta trancou-se as minhas costas.


– Boa-tarde, Cassidy. – Disse Alison para a garota loira a nossa frente. Ela tinha uma expressão angelical e usava vestes vermelhas-e-douradas. Alison, para minha TOTAL surpresa, pareceu amedrontada diante dela. Eu olhei para Sophis, e ela estava com os olhos vidrados, engolindo em seco. Eu parecia ser a única que não via motivo para sentir medo.


- Sophie, Alison, saiam. – Ela disse, secamente. Eu achei aquilo um pouco antipático. As irmãs Travier pareceram surpresas por um momento, e até ofendidas, mas se retiraram.


- Vamos te esperar lá fora. – Sussurrou Sophis, enquanto a irmã a puxava para fora. Eu assenti e sorri.


Foi um silêncio curto. A porta trancou-se e Cassidy sorriu.


- Desculpe a grosseria, Roxanne, mas eu não gosto muito dessas duas. Slytherins demais, e eu, como uma Gryffindor de honra, não gosto desse comportamento. – Ela acenou a varinha pro teto, e a sala iluminou-se, e era linda. As paredes eram brancas, e havia um quadro grande de um urso polar atacando um astronauta em uma ilha, que eu não entendi muito bem. Havia uma escrivaninha feita da mesma madeira escura das portas, e poltronas vermelhas com detalhes em dourado, e mais um monte de detalhes que eu não preciso dizer. – Deixe eu me apresentar de verdade. Sou Cassidy Jacklore, presidente d’A Irmandade. – E estendeu a mão, sorrindo. Ela usava o mesmo batom vermelho-sangue de todas as outras. Eu sorri e apertei a mão dela, que era linda, magra de dedos longos. – Vamos, sente-se, e vamos falar sobre sua nova vida.


Nova vida, eu repeti para mim mesma, e me sentei. Ela sentou-se na poltrona vermelha atrás da escrivaninha e olhou para mim com os olhos verdes famintos. Sorria.


- Aposto que Sophie e Alison não devem ter lhe explicado nada, portanto eu vou responder qualquer pergunta que você tenha. E aposto – e espero, principalmente – que você tem muitas. – Ela disse, e eu sorri. Era mais confortável estar com uma Gryffindor do que com duas Slytherin. Eu me sentia mais... Em casa.


- Na verdade, tenho mesmo. – Eu disse, e tentei organiza-las, de modo que pudesse ser mais objetiva. – O... O que é, exatamente, A Irmandade?


- Esperava que fosse sua primeira pergunta. – Ela disse, e respirou fundo. – Muuuuitos anos atrás, antes mesmo de Hogwarts ser fundada, uma bruxa de cerca de uns dezoito anos, a francesa Madeleine Bresson, que havia se formado em Beauxbatons, casou-se com um inglês, o Conde William Winnipeg, forçada pelo pai. Ela, de má vontade, mudou-se de Paris, sua terra natal amada, para Londres, morar com o marido. Ele trabalhava no Ministério – que na época, era muuuito mais desorganizado que hoje em dia, entretanto, muito menos corrupto. Ela já estaria infeliz por tudo, mas como se não bastasse, seu marido a tratava muito mal. Ele era rico e importante, mas era um canalha. A traía descaradamente, agredia-a e proibiu-a de usar sua varinha, entretanto, na frente dos outros, o Conde de Winnipeg era um verdadeiro cavalheiro. Ela era forçada a ser a Condessa, enquanto tudo que queria era ser a assassina do Conde.


Eu absorvia cada palavra como uma esponja enorme de informações (?). Conseguia imaginar tudo: A linda condessa, agredida pelo marido, amedrontada e infeliz, entretanto, glamurosa e linda, como todas as garotas d’A Irmandade...


- Em um desses jantares que a corte inglesa organizava, - Ela continuou. - ela conheceu a esposa do Conde de Gray, a Condessa Veronica Bleediotie, que estava grávida. As duas viraram amigas, e os seus maridos aprovavam isso, e muito, pois era muito bom para a imagem deles que as suas esposas confraternizassem. Elas começaram a se encontrar todas as sextas e conversavam muito e muito. Veronica era uma bruxa magnífica, formada na Irlanda, entretanto, o marido, o Conde de Gray, era um canalha tão grande quanto o conde de Winnipeg. As duas se identificaram uma com a outra, afinal, eram muito parecidas, em vários aspectos.


Eu agora imaginava a condessa Veronica Bleediotie, com um barrigão enorme de grávida, sendo agredida pelo biltre com quem fora obrigada a se casar...


- O sétimo mês de gravidez de Veronica foi crucial para a história dessas duas condessas e de tantas outras mulheres, mas também foi importante pois foi o mês de fundação de Hogwarts, por uma feliz coincidência. No sétimo mês, Veronica confidenciou à Madeleine que o filho que ela esperava não era do conde de Gray, e sim, de James Griffin, o Conselheiro do conde: E com certeza, quando o filho nascesse, a verdade viria à tona. Era óbvio que o conde mataria Veronica. – Ela empertigou-se na poltrona, angustiada com a lembrança. – Madeleine jurou ajudar a amiga a fugir e se esconder do Conde. Pediu ajuda, então, a uma amiga muito leal que fizera, que acabara de participar na fundação de uma escola.


- Helga Hupplepuff? – Eu perguntei, insegura. Ela sorriu.


- Exatamente. Helga e Madeleine conheceram-se por acaso, em uma festa na casa da condessa de Darrieux. Madeleine sabia que poderia contar com a lealdade e a amizade incondicional de Helga, e no mesmo dia, mandou-lhe uma carta, aonde pedia que Helga, secretamente, arrumasse um lugar na escola que ela fundou, aonde ela pudesse acolher Veronica e Madeleine. Helga, obviamente, ajudou-a, e criou esse lugar aonde estamos agora. Veronica e Madeleine fugiram às duas da manhã, à luz da lua, no dia 16 de agosto daquela época, cujo ano é incerto.


- Foram muito corajosas. – Eu pensei alto. Ela sorriu.


- Não é a toa que foram as fundadoras d’A Irmandade. Mas então, o plano delas funcionou, afinal. As duas refugiaram-se nesse local por anos: Foram dadas como desaparecidas, e depois como mortas. Helga, como sempre leal, não contou a ninguém sobre o paradeiro delas, nem com os outros fundadores de Hogwarts. Veronica teve seu bebê em um dos quartos desse lugar aonde estamos, uma filha, que batizou de Georgia, como sua mãe. Ela foi muito bem criada, em um meio totalmente mágico. Quando o conde de Winnipeg fora assassinado por um de seus criados, Helga voltou à mansão aonde ele e Madeleine moraram e resgatou sua varinha. Meses depois, o conde de Grey morreu por uma doença não-diagnosticada, e a varinha de Veronica também pôde ser resgatada. Mas Veronica e Madeleine não estavam satisfeitas com aquela vida, secreta e escondida, como duas foragidas. Até porque elas sabiam que elas não eram as únicas abusadas, tanto moral quanto fisicamente, por aqueles monstros que eram os homens daquela época. Elas tinham conhecimento disso, mais do que qualquer um. Precisavam agir, fazer algo, para ajudar as outras garotas cujas vidas estavam sendo sugadas. Essa foi a idéia principal que levou-as a criar A Irmandade.


- Um começo muito nobre. – Eu falei. Ela assentiu.


- Com toda a certeza. Elas esperaram alguns meses após a morte do conde de Gray e então saíram desse lugar, de Hogwarts, e voltaram a ‘vida real’, por assim dizer. Veronica e Madeleine assumiram novas identidades, como Danielle Quahog e Dakota White, respectivamente. Georgia fora registrada como Georgia Helga Quahog, em homenagem à, obivamente, Helga Hupplepuff. Elas moraram juntas por um tempo, e depois arranjaram empregos. Começaram a recomeçar a vida. Mas ainda assim, queriam ajudar aquelas garotas. Então, tiveram a idéia mais louca do mundo, que mudaria a vida delas.


- Qual foi? – Eu perguntei, ansiosa, tentando memorizar cada letra da história que ela me contava. Ela suspirou.


- Viraram prostitutas. – Eu engoli em seco. – Prostitutas de luxo. Sabiam muito bem como portar-se para a corte, eram bem-educadas e eram lindas. O trabalho era... Nojento e degradante... – Ela disse, franzindo o cenho, com dificuldade para falar aquilo. Claramente, aquele assunto causava muito mais impacto em Cassidy do que em mim. – Enfim. Elas puderam, desse modo, ter contato com as garotas da corte. Mas não era um contato de grande tempo, portanto, elas precisariam de uma espécie de código. Elas diziam às garotas que, se decidissem voltar-se contra o estilo de vida que estavam levando, tudo que tinham que fazer era usar o batom vermelho e sair na rua. “Estaremos de olho”, ela dizia. As garotas foram saindo com seus batons vermelhos aos poucos, e foram se refugiando, assim como Madeleine e Veronica, nesse lugar aonde estamos agora. Assim, formou-se A Irmandade. As garotas refugiadas começaram a ajudar outras garotas, e logo não eram apenas as condessas e garotas da corte, mas também as empregadas abusadas, as filhas repreendidas demais e as prisioneiras simples dos maridos abusivos. Todas tratavam-se como irmãs, portanto, uma irmandade.


Ela sorriu para mim. Era incrível como Cassidy conseguia me colocar por dentro da história, totalmente.


- Logo a pequena Georgia teve idade suficiente para entrar em Hogwarts. Outras garotas que nasceram nesse lugar cresceram, educadas apenas por mães, muitas mães. Todas tinham um potencial incrível para magia. Quando Hogwarts tornou-se o que é – ou seja, quando tinha todos os melhores bruxos da Inglaterra sendo educados pelos melhores professores de várias partes do mundo – Georgia achou que A Irmandade deveria continuar. Trazer as melhores bruxas para que elas fossem educadas como ela foi: Para ser uma lady. Ao contrário de Salazar Slytherin, por exemplo, o sangue-puro não era um fator importante. O que importava mais era a potência mágica, a beleza e a graciosidade. Naquela época, era muito mais fácil de encontrar garotas assim do que hoje em dia. – Ela suspirou, cansada. – Veronica e Madeleine morreram de velhice. Nenhuma doença específica. Mas suas ‘irmãs’ continuaram A Irmandade, sob a liderança de Georgia. Logo, novas garotas foram sendo convidadas, todas lindas, poderosas, como todas nós. – Ela disse, dando um sorriso envergonhado por sua falta de modéstia. – Georgia casou-se com um homem chamado Dimitri Jacklore.


Eu sorri.


- Seus antepassados. – Eu conclui, e ela assentiu.


- Exato. Por isso, sou a presidente d’A Irmandade. A liderança do nosso grupo passou de mão em mão das meninas da família Jacklore há mais de mil anos. Claro que algumas garotas mais ambiciosas não concordaram com essa decisão de passar o ‘trono’ apenas pelas mãos das Jacklore, e se opuseram. – Ela fez um gesto impaciente com a mão. – Bem, nos livramos delas. Garotas que traem A Irmandade tem sua memória apagada e todos os privilégios que tinham n’A Irmandade, revogados. É como se a organização não existisse, para elas. – Ela olhou para mim com os olhos penetrantes. – Mas sei que você não cometerá esse erro.


Um silêncio profundo incendiou a sala. Ela me observava com um jeito tão confortável, que aquele silêncio não me constrangeu.


- Eu tenho só uma pergunta a fazer. – Eu falei, torcendo as mãos. Ela assentiu. – Por que o nome ‘A Irmandade’?


Ela riu alto, jogando a cabeça para trás e se encostando na poltrona. Sua risada lembrava a risada de uma criança, era deliciosa de se ouvir.


- Ótima pergunta, Roxanne! – Ela disse, sorrindo radiantemente. – Quase ninguém a faz. Bem, quando resolveram... Como vou dizer, ‘oficializar’ a organização, houve uma briguinha interna entre as irmãs sobre que nome deveria ser. Então uma delas, qual era o nome?, Julie Vance, acho que era esse o nome, deu a idéia de chamar a irmandade apenas de ‘A Irmandade’. As outras concordaram e assim ficou.


Eu ri. Era tão fácil imaginar as coisas acontecendo, quando Cassidy as contava!


- Nossa... Quer dizer que, por mais de mil anos, uma organização de bruxas perfeitas se criou... Bem embaixo dos nossos narizes. – Eu falei. Era tudo surreal, não era? Mas era fácil de acreditar, agora que eu via tudo de perto. – Eu aceito, obviamente. É uma honra enorme.


Ela juntou as mãos e as esfregou uma na outra.


- Magnífico, Roxanne. Então... Vamos começar?



Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.