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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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11. Capítulo XI.


Fic: thegossipqueen. - CAPÍTULO TREZE. coments?


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo XI.
Mentir é a maior diversão de uma garota quando ela não pode tirar a roupa.



Narrado por; Lílian Evans.




Lílian,

Eu me arrependo por ter feito isso. Muito.
Mas eu acho que não tem mais como mudar isso, infelizmente.
Sinto muito.


T.

Algumas palavras estavam ilegíveis.  Sua caligrafia estava tremida. Tentei respirar e depois veio uma estranha sensação de riso. Não que eu estivesse achando a situação cômica, porém eu não sabia se ria para não chorar, ou chorava para não rir.

Mas rir era a última coisa que eu queria agora.

Ao ler aquelas palavras, exatamente as mais tremidas, cada uma delas era como uma apunhalada no meu coração. Eu me lembrava de tudo o que havia acontecido na noite passada; da saída, da briga, do por que você não pega um ônibus?, da pergunta, do beijo, da ligação e do aeroporto.

Aeroporto. ARGH! Sabe a minha vontade? De mandar o resto do mundo ir para a puta que pariu. Tudo bem, eu sabia que não era culpa do Tiago. E muito menos da Emmy. Mas isso me magoou muito. Muito. E era difícil olhar para ele, que estava lá atrás, na última carteira, e olhando  discretamente para mim.

Pensei um pouco no que iria responder, se deveria responder. Talvez eu não tinha conseguido – ou quem sabe eu não conseguirei! – me expressar direito nos três minutos antes de começar a aula. A primeira aula, de física, e eu já tinha essa enorme carga emocional pela frente. Parabéns, Lílian Evans, você é a mais fracassada do ano!

Comecei a amassar furiosamente o pequeno pedaço de papel que estava na minha mão, que eu já tinha lido tantas e tantas vezes. Alguns segundos depois me senti estúpida, nula. Talvez aquilo que eles dois tinham feito no passado – e as conseqüências do ato – podia até  ser por culpa deles.  Mas também podia ser um engano. Um doce e simples engano.

Mas que engano cruel.

Será que depois de saber de tudo isso ele ia querer terminar o nosso romance? Abri o papel, tentando ser o mais silencioso possível para a Mrs. Kennedy não descobrir, e então reli as palavras trêmulas. Mas eu acho que não tem mais como mudar isso...

E se tudo acabasse?

Tudo bem, Lily, você é mais forte que isso. Lembra da primeira vez que acabou? Não, não é melhor lembrar dessa. E que tal aquela vez que...

Fui interrompida por um cutucar nas costas. Tinha passado tanto tempo pensando nos problemas relacionados à minha vida que não tinha reparado quem mandava e entregava os bilhetes. Agora pude perceber que era uma aluna novata.

Ela tinha uma pele branquinha, cabelos loiros cor de mel e um sotaque americano. Vestia roupas cor-de-rosa, um óculos da mesma cor, e tinha aparência de ser uma riquinha mal informada. Mas sabe, eu até fui com a cara dela. Ela parecia meio que uma mistura da Emmy, comigo. Seu sorriso brilhou furiosamente ao se referir a mim.

- Bilhete para você. – falou ela, com sua voz doce.

- Obrigada. – falei eu, segurando o bilhete recém-entregado na minha mão. – Você é novata, certo?

Ela sorriu novamente em minha direção, mas continuava distraída, estudando Mrs. Kennedy.

- Sim. – falou ela. – Meu nome é Ashley. Ashley Hale.

Ela então ela, estendeu a mão delicadamente para me cumprimentar. Senti a sua voz suave. Foi como ela já me conhecesse. Apertei a sua mão calorosamente.

- Bem eu sou a...

- Eu sei. – interrompeu ela, ajeitando os seus óculos.

Como ela saberia? Ah, claro. Virei-me. Não queria mais falar sobre esse assunto. Não hoje. Nem amanhã. Nem nunca mais. Essa thegossipqueen.net já tinha atormentado a minha vida – pelo menos achei eu. E ela provou que sabia de muito, muito mais.

Meu punho começou a se fechar furiosamente; tentei relaxar, respirar, mas a figura da Gossip Queen me fazia relembrar do drama que eu estava vivendo – um drama que eu tinha esquecido por alguns segundos ao falar com a novata Ashley.

Foi quando eu percebi que ainda segurava um bilhete de Tiago na mão. Olhei para trás e pude perceber que ele me olhava fixamente. Seu olhar era tenebroso, mas ao mesmo tempo piedoso. Ele não sabia o que dizer, não sabia o que fazer e não sabia como se portar diante disso. E eu podia ajudá-lo. Mas só restava uma pergunta: ele queria isso?

Preciso falar com você. Pessoalmente.

Não adianta mais enrolar conversar sobre isso.

Vou te esperar lá fora no final dessa aula. .

T.

O que era tão importante assim para ele precisar falar comigo? A dúvida surgiu em minha cabeça: queria ele ficar comigo e que eu o ajudasse com o problema da filha ou ele preferia terminar comigo e voltar para a mãe da filha dele? Eu não sei qual a resposta. Só sei que eu odeio essa criança com todas as minhas forças.

O resto da aula foi entediante. Para Mrs. Kennedy, tínhamos perdido muitos conteúdos durante os holiday’s hiatus e agora precisaríamos acelerar duas vezes mais os conteúdos dessa vez. E agora, teríamos prova surpresa quase toda quinta-feira. Ótimo.

Olhava para o relógio de cinco em cinco minutos, tentando ver se a aula acabava logo. Infelizmente, foi mais rápido do que eu imaginava que seria. Ao ouvir a sineta, Tiago se levantou rapidamente, antes que qualquer um pudesse pensar em guardar o material, e seguiu em direção para fora da sala. Levantei-me vagarosamente. Não adianta mais enrolar conversar sobre isso.

Chegando lá, tentei ser diplomática em relação às outras pessoas, mas estava explodindo; queria jogar toda a raiva da existência daquela maldita criança nele. Ao olhar para a cara dele, me segurei para não me jogar nos seus braços: ou matava ele enforcado, ou beijava ele. Seria até interessante, se a filha da Emmy ganhasse um irmão...

- Olá. – falou ele, tímido, enquanto caminhava em sua direção.

- Oi. – murmurei, quase sem voz. Maldita voz.

- Então, olha eu queria dizer que... – começou ele, olhando para cima, procurando palavras, argumentos. – É que... a Emmy, ela...

Emmy. Não lembro de ter visto ela hoje... as pessoas vão comentar, lembrei-me. De fato, todo mundo olhava para nós naquele momento. Nós ali, semi-juntos. O casal: a traída e o traidor. Soaria engraçado, se não fosse trágico.

Mas aí veio a pergunta anterior: iria ele desistir de nós, ou ignorar as pessoas e ficar comigo?

Enquanto ele falava palavras que eram barradas pelos meus ouvidos, tentei responder essa pergunta mentalmente, até perceber que não levaria a nada e que ele era a única pessoa que poderia me dar essa resposta concreta e completamente. Tentei não hesitar e ser direta:

- Hm. Você quer terminar comigo?

Ele pareceu estar sendo nocauteado pelas minhas poucas palavras.

- Como é que é, Lily? – perguntou ele, um pouco confuso.

- Você quer terminar comigo? – perguntei, exausta.

- Depois de ontem, depois de tudo que eu passei com você, você realmente acha que eu quero terminar com você?

- É que... – falei eu, um pouco corada. – É que você agora tem um filho com a Emmy e eu pensei que, depois disso, eu pensei que...

- Shh. – falou ele, colocando um de seus dedos nos meus lábios. – Não. Eu te amo, Lily. – falou ele, me dando um beijo na bochecha.

- Eu te amo também. – falei, envergonhada do que eu tinha falado. Mas a atmosfera ao seu redor, sua expressão, o seu beijo, fez como se tudo estivesse bem. Estava tudo bem. Pelo menos até agora.

Ele me abraçou uma última vez.

- Eu te amo. – repetiu ele, como em uma melodia.

Isso me eu a impressão de estar em uma atmosfera reconfortante. E isso era bom.

- Eu te amo também. – repeti, igualmente.

Sinto muito.


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Continuei andando em direção ao refeitório. Não foi nada divertido – juro – olhar para as pessoas como se elas quisessem me comer – ou tivessem medo de mim. Eu sabia que isso seria um pouco chocante para elas, não tanto quanto foi para mim, lógico, mas a traição exposta em um site público não era algo que a gente via todos os dias – ou veria, a partir de agora. 

Seus olhares frenéticos, mixando curiosidade e reprovação vinham a mim a toda hora; desde quando eu deixei de conversar com o Tiago e fui até a biblioteca, devolver alguns livros de Shakespeare que eu tinha pego só por diversão, até a minha chegada honrosa ao refeitório, onde, acredito eu, oitenta por cento da escola esteja. E agora parecia que os oitenta por cento da escola me olhavam.

Tentei não ligar para eles. Lembrei do que eu tinha falado ontem para Emmy, da importância que dei às pessoas que comentariam sobre ela, nós... Talvez ela tivesse certa... isso realmente era algo que nós deveríamos nos preocupar.

Segui o caminho da bancada de alimentos, onde pegava o almoço todos os dias, para depois seguir em direção à mesa das rainhas, onde, pelo que já tinha visto, Marlene e Sirius já estavam sentados. Pelo menos eles para me darem apoio num momento desses.

Junto à fila, na minha frente, estava Ashley Hale, que pareceu estar bastante feliz. Com o seu celular na mão, ela mostrava a todos algo nele, até perceber que eu estava indo em direção a ela. Ela então guardou o celular rapidamente e disfarçou, limpando o óculos na blusa.

- Ah, oi. – comentou ela, fingindo ter acabado de reparar a minha presença ali.

- Olá. – falei eu, um tanto quanto desconfortável. O que será que a novata, meio que uma garota nada, que chegou aqui e já está achando que pode mandar no pedaço, está escondendo de mim? – Hm. Ashley...

- Oi? – falou ela, distraída.

- O que você mostrava para eles, - apontei para as pessoas que estavam na nossa frente, que lançaram de olhares preocupados. – antes de eu chegar aqui?

- Err... nada. – falou ela, e se virou novamente.

Mas não demorou muito até eu conseguir convencê-la a me mostrar o celular. Ela demorou um pouco, procurando a coisa certa. Então, ela abriu a pasta de fotografias do celular e me mostrou uma um pouco... inesperada.

Emmy estava com uma cara preocupada, a poucos centímetros de distância da cara de Tiago, que também era de preocupação. Eles estavam quase se beijando. Eles estavam abaixados, ela tinha acabado de deixar cair alguma coisa. Era como se eles estivessem fazendo alguma coisa errada, algo que eu não pudesse saber.

- Olha, eu sinto muito sobre isso e... – começou ela com uma voz melosa. Agora aquele sotaque americano estava me irritando. Não era mais docinho, era apenas... irritante. Parece que agora a loirinha de óculos cor-de-rosa está mostrando que não é tão inocente assim.

Tive vontade de bater nela. Mas me controlei e apenas coloquei o prato de volta para onde eu tinha pego. Então, dei de costas deixando ela falando sozinha.

- Amn. Você não vai mais comer? – perguntou ela, hesitante.

- Não. – falei, virando e fazendo uma voz melosa. – Perdi a fome.

Ela lançou um sorrisinho para mim, então deu de ombros e continuou a mostrar o celular para quem viesse na fila. Sua voz soava triunfante – era como se ela tivesse conseguido algo que ela tanto quisesse: prejudicar a mim, a Emmy e o Tiago.

Andei em direção a minha mesa. Marlene e Sirius pararam de se beijar e passaram a me encarar também.

- Tão olhando o que? – explodi, enquanto me sentava a mesa. Será que... será que os dois estão tendo um caso? Ou será que eles estavam apenas comentando sobre a filha deles? ARGH. Não agüentava mais pensar sobre esse assunto.

- Err. Nada. – falaram os dois, rapidamente.

Então, de repente, soltei um grito que ecoou pelo refeitório inteiro. As cheerleaders pararam de fofocar, as emos pararam de se drogar, as obesas pararam de comer, e Ashley Hale, a novata, olhou para mim com uma cara triunfante – realmente ela tinha conseguido o que ela queria.

- Você precisa se acalmar, Lily. – falou Sirius.

- COMO EU VOU ME ACALMAR? – perguntei nervosa, ao perceber que as pessoas continuavam olhando. Resolvi baixar o volume da voz. – Se o meu namorado e está me traindo com a minha melhor amiga!

- Você tem prova? – indagou Marlene.

Peguei o celular rapidamente. Sim, eu tinha a prova. Aliás, todo o mundo tinha a prova. Digitei rapidamente o site, e lá estava, a foto dos dois – exatamente a mesma que Ashley tinha me mostrado há alguns segundos atrás. E embaixo, tinha o mais gozado comentário.


Parece que T realmente está trocando a cobertura da L pela cereja da E. Desconfiar, todo mundo já fazia, agora nós temos a prova.
Eu também quero um pedaço desse bolo.
xoxo,
The Gossip Queen.




- É suficiente? – indaguei para os dois, mostrando o celular.

- Na verdade não. – falou Lene. Sirius parecia um pouco constrangido com o assunto de Tiago e Emmy. Era como se ele reprovasse qualquer hipótese que os dois estavam juntos. Creio eu que seja por mim. Creio eu. – Vai ver os dois só estavam comentando sobre a filhinha deles.

Gritei novamente. Os olhares agora estavam assustados.

- Acho que você precisa conversar com ela. – insistiu Marlene, tentando me acalmar. – Ela pode estar querendo conversar com você. Ela pode estar precisando da sua ajuda.

Lembrei-me novamente de ontem. Eu vou enfrentar com você. Ela realmente podia estar precisando de mim. E tudo isso, toda essa fofoca, podia ser apenas um boato mentiroso. Mas eu tinha que ouvir da sua boca. Eu queria ouvir da sua boca, a negação de que Tiago era apenas o pai da sua filha, mais nada.

- Tudo bem. Vou marcar um encontro.

Lene olhou pra mim triunfante e comeu a cereja do seu bolo. ARGH. Quase gritei novamente.


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A aula demorou um pouco para começar, a nova professora era um pouco inexperiente. Eu estava um pouco receosa por ter que falar com a Emmy, mas Lene me obrigava com os olhos. Ao chegar (ela e Tiago, conversando alegremente, mas aí eu lancei a eles um olhar e ela pareceu se distanciar mais dele). Levantei da minha carteira e fui em direção à que ela sentava – que era na fila oposta a minha e Tiago -, e ela me lançou um sorriso simpático. Lancei outro. Sempre disseram que eu não era muito simpática, mas eu sempre tentava ser. Agora, eu não queria.

- Então, - falei, rapidamente. Queria conversar com ela, queria saber tudo o que tinha acontecido, mas não o fim. Tudo isso porque eu tive medo. Medo de me descontrolar com ela e os boatos que rolavam. Pude reparar que todo mundo olhou para onde eu estava indo. Ela pareceu incomodada. - Eu queria conversar com você.

Dei de costas para Emmy, tentando adiar a nossa conversa, aproveitando o fato de que a nova professora já se preparava para começar a aula. Mas Emmy segurou a minha mão e, quando eu olhei, ela sussurrou rapidamente:

- Depois da aula, no St. Jude’s Park.

Assenti com a cabeça.

A aula terminou num piscar de olhos. Tiago saiu rapidamente de novo, mas dessa vez não pude deixar de perceber que ele olhava fixamente para Emmy ao sair - e não para mim. Esperei Emmy organizar alguns livros - Lene passou por mim e não esqueceu de sussurrar um rouco boa sorte - e então, as duas, seguimos para o St. Jude's Park.

O St. Judes Park era um parque ecológico que não ficava muito longe da escola, e que era um pouco parecido com o Central Park nova-iorquino. Eu e Emmy sempre íamos lá quando brigávamos e sempre fazíamos as pazes. Mas dessa vez era diferente porque eu ainda não tinha brigado com ela. Ainda.

Ela sentou no banco, com um sorriso enorme. Sentei logo depois dela, mas não estava muito sorridente. Queria ir direto ao ponto, mas não tive coragem. Enrolei um pouco, tentando falar sobre assuntos idiotas, como a novata loira e a nova professora, mas acabava sempre chegando a algo que me lembrasse o que eu realmente estava fazendo ali.

Até que decidi arriscar:

- Hm. Emmy. Você viu o... blog ultimamente?

- Não. - falou ela, ficando um pouco séria. - Foi atualizado?

- Foi. E... falou algo sobre você e... o Tiago.

Emmy abriu o celular rapidamente e colocou na página do blog. Leu e olhou criticamente para mim.

- Eu não consigo acreditar que...

- A questão é: - falei, perdendo um pouco de controle. - Você está, ou não tendo um caso com o Tiago?

Ela pareceu ficar chocada. Percebi o que tinha feito e então corei, mas ainda vacilei olhar para ela esperando uma resposta. Ela então se inclinou e colocou a mão na cabeça. Depois olhou para mim e disse:

- Eu não posso acreditar que você acreditou nela. Pior, você achou que eu iria... trair você! - exclamou ela. Corei novamente, mas dessa vez foi bem mais forte que da primeira. Como eu podia ter duvidado da minha melhor amiga? Que espécie de pessoa era eu? Será que eu a julgava pelo que eu teria coragem de fazer? Ou será que teria?

- Eu... - tentei me explicar, mas ela me interrompeu.

- Você é a minha melhor amiga. - murmurou ela. - Eu nunca faria isso com você.

Olhei para ela envergonhada. Ela colocou o celular do seu lado no banco, juntamente com a sua bolsa, e pegou a minha mão.

- Desculpa. - falei, deixando escapar uma lágrima. - Eu nunca devia ter desconfiado de você. As pessoas comentaram e...

- Não. - falou ela, com um sorriso. - Vamos esquecer isso...

- É. - falei, rindo. - Vamos esquecer. E a sua filha?

- Ela vai se chamar Kate. - falou Emmeline, com o maior sorriso dado por ela que eu já vi. Me senti bem em ver aquele sorriso.

- E a sua avó? Ela realmente trocou a criança por uma morta na maternidade?

- Sim. - falou ela, com uma expressão revoltada. - E minha mãe ajudou! ARGH. Mas tudo bem, ela já foi até a França buscar a Katherine e eu vou perdoá-la.

- E a pequena Kate? - indaguei.

O céu começou a ficar nublado. Deu a impressão de que iria cair uma tempestade e tanto hoje. É melhor pegar seus guarda-chuvas, amiguinhos!

- Estou morrendo para vê-la. - disse Emmy.

De repente, eu tive a vontade de prolongar essa conversa por muito tempo; a conversa, a longa conversa, que ainda não tínhamos tido desde que ela voltou de Nova York, há tanto tempo atrás. Conversaríamos sobre garotos, o Tiago e o Remus, nossas mães chatas, sobre a pequena Kate... sobre tudo o que costumávamos conversar antes de ela ir embora.

- Amn... - falei, rindo. - Eu estava pensando, que tal eu ir à Starbucks pegar um café para nós duas, e ficarmos a tarde conversando, como nos velhos tempos e...

- Oh. Acho que não vai dar. - falou ela, olhando no relógio. - Eu tenho um compromisso às cinco e são quatro e quarenta e cinco, e eu acho que eu vou chegar atrasada.

- AH! - exclamei. - Desculpe, não sabia que tinha que ter horário marcado na sua agenda!

Nós duas rimos. Estava tudo bem.

- Hm. Então, lá vou eu. - falou ela. - Nos vemos amanhã?

- Com certeza, falei.

Ela então se despediu de mim com um abraço e, correndo, foi até a rua pegar um táxi. Fiquei feliz por finalmente ter me livrado das desconfianças. Não consigo imaginar como eu pude pensar que a Emmy e o Tiago estavam saindo! Eu sou uma completa idiota.

Peguei o celular rapidamente e disquei o número da Lene.

- Lene!

- E ai, L, percebeu que é uma completa idiota?

- Rará, você e suas gracinhas, M. - destaquei o M para lembrá-la da The Gossip Queen. Esse definitivamente seria o nosso motivo de piadas por muito tempo. - Sim, eu sou uma idiota!

Nós duas rimos. Foi aí que eu percebi que, no banco onde Emmy sentou, havia um celular cor-de-rosa. Ah, Emmy, como sempre esquecendo as coisas por onde ela anda!

- Que bom que você reparou...

O celular de repente vibrou. Mensagem.

- Aliás, eu queria conversar com você...

Do Tiago? O que o Tiago quer com a Emmy?

- Sei lá, eu tenho sentido o Sirius um pouco estranho ultimamente...

From: Tiago Potter To: Emmeline Vance
Estou na Main Str., a 5 min. Vc ja esta chegando?

- Que tal você vir pra minha casa agora e...

A cinco minutos da Main Street? Só pode ser a Last Cafeteria. Mas... a Emmy está realmente se encontrando com o Tiago? Quer dizer então que ela mentiu pra mim?

- Então você vem?

- Hm. Não. Eu tenho um compromisso. - falei, fechando o celular e seguindo para a Last Cafeteria.


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O tempo começava a se fechar à medida que eu caminhava em direção ao café. Não era possível que depois de toda a nossa conversa, a Emmy tivesse coragem de ter alguma coisa com o Tiago... e ainda na minha cara! Acho que a Emmy, e muito menos o Tiago faria isso.

Olhei no relógio; eles já estavam lá faziam dez minutos – era o tempo suficiente para acontecer um adultério. Mas eles podiam estar apenas conversando sobre a vida, e a filha deles. Ou então eles podiam estar se beijando e fazendo coisas proibidas. Não tenho tempo a perder... A Last Cafeteria ainda está muito longe.

Estiquei a mão.

Não demorou três minutos para um táxi aparecer. Ajeitei o cabelo e a saia. Algumas gotas úmidas caíam do céu exatamente no meio da minha nuca. Ignorei e entrei no pequeno carro amarelo antes que perdesse mais alguns segundos pensando em água.

- Hm. Para a Last Cafeteria, por favor. – sussurrei, ao entrar no carro.

Enquanto o carro corria nas ruas molhadas, abri o celular da Emmy. Fui na pasta das fotos e comecei a passar as diversas fotos. Algumas eram de antes de ela ir embora. Sua cabeleira loira brilhava pegando mais da metade da foto, e eu um pouco ofuscada, com meus cabelos vermelhos. Como sempre: a ofuscada.

Continuei passando; era como um book. Alguém fotografava-nos em cada pose que fazíamos. Era engraçado. Eu ri, sozinha, enquanto uma lágrima caía do meu rosto. Bons tempos. Bons tempos mascarados com mentiras, farsas e traições. Mas nem por isso deixavam de ser bons tempos.

As gotas de chuva começaram a cair furiosamente;

Imaginei Emmy, naquela noite. Com Tiago em seus braços. Ele tirava o seu vestido, ela gritava. Ela arrancava a sua calça, ele sorria. Outra lágrima caiu. E se não foi assim? E se foi exatamente assim? Comecei a repassar furiosamente as fotos de nós duas, até que encontrei uma foto de Emmy e Tiago, em uma das nossas viagens à Brighton. Passei, e vi outra. E outra, e outra e mais outra. Mandy sorria em algumas fotos também, mas eram eles dois, os que apareciam mais. Apaguei todas, todas as fotos.

- Chegamos, senhorita. – falou o motorista.

Peguei algumas libras no casaco de cashmere e joguei no banco da frente daquele carro. O motorista fez uma cara de surpresa ao ver a nota, mas eu não ligava se era mais do que eu devia pagá-lo. Ele então me passou um guarda-chuva, “A senhorita não vai querer se molhar, vai?”, ele insistiu e eu acabei aceitando.

Desci rapidamente do carro amarelo e, querendo ou não, agradeci mentalmente pelo motorista do táxi ter me oferecido o guarda-chuva. A chuva estava realmente muito forte, e fazia um barulho enorme, mas eu ainda não desisti, apesar de ficar tentada, de descobrir o que faziam Tiago e Emmy naquele estabelecimento.

Eles estavam sentados em uma mesa, um pouco próximas da grande janela de vidro que fechava o café. Preferi não entrar – queria observá-los de longe, sem que eles percebessem.

Ela parecia um pouco confusa. Falava sobre algo inimaginado: quem sabe, deduzia sobre a sua filha. A chuva ficou um pouco mais fina e seca; ele sorria, enquanto bebia um gole do seu café favorito. Eles estavam só conversando sobre a pequena Katherine. Só.

Me senti absolutamente bem, e um pouco culpada. Eu era uma monstra! Como eu podia, novamente, me deixar levar por aqueles estúpidos boatos espalhados naquele site mais estúpido ainda? A solução era simples: eu era estúpida. Ri de mim mesma.

Decidi dar de costas e me esconder em qualquer buraco. Talvez na casa da Lene. Mas aí, eu vi uma cena que eu não gostei muito. Tiago estava com um lenço na mão e, com um sorriso duvidoso, limpou uma lágrima do rosto de Emmy e tirou uma mecha do meu cabelo da frente; como se fazem os namorados.

Cadê o namorado da Emmy quando ela precisa de um?

Passei a observá-los com um olhar mais crítico, até que os dois pararam, um olhando fixamente para o rosto do outro, como se eles fossem se beijar.

Não suportei ficar olhando para aquilo. Não, eu não era estúpida. Eu estava certa. Ele então aproximou mias um pouco e deu um abraço nela.

Foi impulsivo. Tentei resistir, mas foi mais forte que eu. Eu não tinha muito tempo, era verdade, eu também não tinha pensado direito. Coloquei a mão rapidamente no bolso do casaco de cashmere e o abri rapidamente. Mirei e peguei a essência do momento. Apertei em enviar para e-mail e escrevi rapidamente dicasparamim@thegossipqueen.com. e fiquei à beira de um ataque.

Você tem certeza?, perguntei a mim mesma, novamente.

Ela agora chorava. Ele enxugou a sua lágrima novamente e eles ficaram, novamente, olho no olho, e, quase, lábio com lábio.

Mandei.

Nunca tive tanta certeza na minha vida.

Dei de costas; eu não ia ficar ali para ver o meu namorado e a minha melhor amiga se beijando como se eu não existisse. A chuva continuava a cair, mas eu ignorei e continuei seguindo com o meu guarda-chuva recém ganhado.


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Um dia depois...


Não tinha sido tão ruim assim. Quando eu cheguei à escola, todos me olhavam assombrados. Estava na cara que todo mundo já sabia: Lília Evans, a corna do mês. Do ano. Da escola, para sempre. Eu realmente mereço esse título? Ou melhor, eu realmente devia ter feito isso comigo mesmo?

Mas no decorrer das aulas, pude perceber que eu, uma hora, seria claramente esquecida. E foi até bem rápido, se tratando de Lílian Evans, a rainha dos escândalos nos últimos... seis meses? Mas eu até fiquei aliviada. Mais um para a minha lista não ia ser nada bom.

Mas a pior parte de tudo isso foi ficar fugindo do Tiago. E eu percebia que ele ficava me olhando uma ou duas vezes durante as aulas, e também tentava me mandar bilhetinhos que eu jogava fora quase sempre. Emmy tentou falar comigo algumas vezes, mas não consegui não ser indiferente. Eu agora tinha... nojo dela. Como ela teve coragem de dar encima do meu namorado sabendo que eu o amo? E ainda pior, ela teve coragem de mentir para mim.

- Você devia tentar pelo menos comer alguma coisa. – falou Lene, olhando para o meu nova-iorquino ainda não tocado. Ela e Sirius já tinham devorado uns quatro juntos, e eu ainda não tinha comido nem cinco por cento do meu. Eu estava sem fome. Eu estava sem nada, aliás.

- Você vai querer? – indagou Sirius, lambendo a colher do seu último prato.

Lene deu tapa na sua barriga e olhou-o severamente. E depois, voltou-se para mim:

- Tiago não deixaria de comer se terminasse com você.

Olhei-a com pavor. Parecia que ela tinha dito o nome de um serial killer que estava me caçando pela cidade. E para mim, era isso. Por que, a cada vez que eu ouvia seu nome, a cada vez que eu pensava nele, ou a cada vez que eu percebia que ele estava olhando para mim, era como se ele enfiasse uma faca dentro do meu peito.

- Oh. Desculpa Lil’. – falou Lene, meio culpada, meio centrada em algo atrás de mim. – Mas já está na hora de você falar com ele.

Olhei para trás, e lá vinha ele. Sorridente, com seus cabelos despenteados e uma blusa alaranjada – a que eu tinha dado a ele no seu aniversário. Aquela blusa que eu tanto amava, na pessoa que eu tanto amava. Eu relaxei por um momento, enquanto em caminhava falando com uns amigos pela entrada do refeitório e tive certeza: ele era o cara certo para mim.

Mas depois, eu lembrei de tudo. E como um impulso, fui para debaixo da mesa, sussurrando:

- Vocês me pagam!

Os dois riram.

- Ainda dá pra te ver aí. – murmurou ele, e então berrou: - TIAGO! AQUI!

Você me paga, Sirius.

Tentei ser rápida. Precisava sair dali antes que Tiago sequer percebesse que eu tinha passado por ali. Me levantei rapidamente, percebendo que ele ainda cumprimentava alguns amigos, e peguei o prato com o nova-iorquino cobrindo a minha cara, para impedir que ele me visse. Sirius e Marlene riram da minha cara.

Riam enquanto podem, pensei, enquanto caminhava pelo corredor, tento a certeza de que ele não olhava para o pequeno ponto amarelo com um nova-iorquino na cara. Mas os meus pensamentos, e o meu caminho também, foi interrompido por algo ou alguém que eu esbarrei.

- AHH! – gritou a criatura, ao ter o meu nova-iorquino inteirinho na sua roupa.

- Ai, meu Deus. – falei eu, olhando para trás para ver se o Tiago me olhava, mas ele apenas discutia assiduamente com Sirius e Lene. – Desculpe, eu...

Ela começou a tirar o prato e a comida do seu vestido cor-de-rosa. Seu cabelo loiro-azedo me deu náuseas e os seus olhos furiosos brilhavam pelos óculos.

Duas palavras; Ashley Hale.

- Pensando bem, - comecei. – eu retiro o pedido de desculpas.

- Quem você pensa que é? – indagou ela.

- A... Rainha? – falei eu, com desdém.

- Na verdade, depois de tudo – falou ela, com confiança. – você ainda acha que as pessoas do West New High vão te considerar Rainha?

Ela lançou uma gargalhada. Eu ri também, mas da sua cara patética.

- Quem vocês acham que é a Rainha? – indaguei, para um casal que passava do nosso lado.

- Lógico que é você! – exclamaram os dois, rindo de Ashley. Lancei-os um sorriso, mas Ashley não parecia muito feliz.

- Desculpa. – falei eu, doce. – Só tem lugar pra uma rainha.

Todos da mesa onde ela estava riram. Me senti o máximo; com menos de dez palavras deixei a minha maior rival deste ano no chinelo. Cuidado comigo, Ashley.

De repente, uma pessoa gritou. Reconheci logo a voz da Lene. Quando olhei para trás, ele não estavam mais na mesa, e sim num canto encostado na parede numa espécie de roda. Algumas pessoas gritavam, anunciando uma briga. Olhei para Ashley, que agora ria de mim por perceber que Tiago estava envolvido na briga.

- Vai lá, Rainha.

Corri ao círculo mais próximo a parede, para ver o que se passava. Lene estava aflita, sussurrava alguma no ouvido de Sirius. Encostado na parede, estava Tiago, com a blusa laranja agarrada por Remus.

OMFG!

Acho que Remus viu o thegossipqueen.net ultimamente.

- Por que você fez isso, cara? – perguntou Remus, com uma mistura de raiva e pena do amigo, que já, perceptivelmente, tinha levado um soco dele. – Por quê?

- O que eu fiz, cara? – indagou Tiago, sem entender o que estava se passando.

- Por que você beijou a Emmy no café?

- O quê? – indagou ele, surpreso.

Remus se armou para dar um soco na barriga dele.

- Você é muito cínico, sabia. – comentou ele. – Todos esses anos... eu confiei em você. Eu pensei que você amasse a Lílian!

- Eu amo a Lílian! – berrou ele.

- Estou vendo. – falou ele, e então começou a fazer o movimento de soco.

Ele disse que me amava. Ele disse que me amava! Senti o meu corpo tremer; meu coração queria, com todas as forças, acreditar nisso. Mas para a minha cabeça, era tudo uma grande mentira. Mesmo nesse dilema, não pude deixar de sorrir.

- Remus, não! – berrou alguém. De repente, o círculo de pessoas se abriu, e uma garota de cabelos loiros, um vestido xadrez, Converse, e de uma beleza insuperável caminhou em direção a eles. Remus ficou paralizado ao vê-la; Tiago também.

Claro. Só a causadora de tudo seria capaz de desfazer isso. Vai lá, Emmy.

- Remus. – insistiu ela. – Solta ele.

Remus a obedeceu, mas a fúria controlava os seus olhos, assim como a fúria de um lobo ao perceber que a sua presa tinha se esquivado, e ele tinha perdido a batalha.

- Por que você fez isso comigo, Emmy? – perguntou ele, com os olhos um pouco chorosos. As pessoas começavam a desfazer o círculo e voltar para a comida; nenhuma suspeita de a briga voltar. – Por que você beijou ele no Café? Por que você... não me ama como eu te amo?

- Eu te amo! – exclamou ela. – Talvez a gente precise conversar.

Ela então segurou a sua mão e, sem olhar para mim, para Tiago, para Lene ou para Sirius, dirigiu-se em direção à saída da escola, com ele. Tiago foi se aproximando de mim, sem que eu percebesse. Lene olhou para mim, e depois para ele, e então sugeriu:

- Talvez seja a hora de vocês conversarem também.

Nós dois assentimos e fomos em direção à saída da escola, igualmente ao outro casal. Porém, quando chegamos lá, eles já tinham saído. Então, sobramos eu e Tiago. Sentamos num pequeno banco que tinha perto da porta por onde os alunos entravam e ficamos em silêncio por alguns minutos.

Tiago decidiu cortar o silêncio.

- Será que você podia me explicar o que aconteceu aqui? – indagou ele, com uma voz inocente.

- Acho que você já sabe. – suspirei. – Melhor que todos, aliás.

- Não, eu não sei! – insistiu ele. – De repente, foi como se as pessoas me culpassem por algo, depois você fica fugindo de mim e agora o Remus quase me espanca. – ele apontou para o machucado perto da sua testa.

Como, depois disso, ele não soubesse o que estava acontecendo? Cínico!, pensei.

- Se você quisesse ter terminado, era só ter me dito ontem. Eu sempre soube que essa história de namorar, tendo uma filha com a minha melhor amiga não ia dar certo. Mas você podia ter, ao menos, sido honesto comigo.

Ele me olhou com os olhos arregalados.

- Eu ia entender. – insisti.

- Lílian Evans. Eu não queria acabar com você.

- Então por que você fez aquilo?

- Aquilo o quê? – perguntou ele, mais uma vez inocente.

- Por favor, não diga que você não sabe! – supliquei. – Por que você sabe! Eu estava lá, Tiago, eu vi tudo.

- O que você viu? – indagou ele, um pouco mais impaciente do que antes.

Por um minuto, eu quis acreditar nele. Por um minuto, eu queria ignorar tudo, Emmy, Katherine, Café, tudo, e beijá-lo, ali mesmo. Mas algo foi mais forte; algo que me dizia que ele estava me enganando.

Peguei o celular no bolso da minha calça, não o meu celular, mas o celular da Emmy. Aquele celular, que tinha a prova. A grande prova de que ele estava me enganando esse tempo inteiro. Localizei rapidamente a foto e coloquei bem em cima da sua vista, para ele saber que eu sabia de tudo.

Ele ficou surpreso, mas então sorriu.

- Ah! Eu não acredito nisso, Lílian Elizabeth Evans! Você teve ciúmes disso?

- O quê?

Acho que perdi alguma coisa. Não entendi a piada, de que ele ria agora.

- Você achou que... eu e a Emmy?

- Pera aí. - falei eu, desta vez confusa. – Vocês dois não... se beijaram?

Ele deu uma risada profunda.

- Claro que não! – exclamou ele, com um sorriso gigante.

- Ai meu Deus! – exclamei eu, e comecei a chorar.

Eu não acredito. OMG! O que eu fiz? Eu espalhei um falso boato do meu próprio namorado beijando a minha amiga, quando na verdade, tudo isso não passou de uma idiota desconfiança? Eu quero me matar.

- Ei, amor, por que choras? – perguntou ele, ainda com um tom de riso.

Olhei para cima, começava a escurecer. E o tempo estava novamente nublado, o que anunciava uma nova chuva.

- Olha, Tiago. – falei, um tanto quanto desesperada. – Eu fiz uma enorme besteira.

Ele parou de rir e dessa vez ficou sério.

- Você sabe a... Gossip Queen? – indaguei.

Ele assentiu. Uma lágrima caiu do meu rosto.

- Essa foto... eu mandei essa foto.

Ele me olhou assombrado. Mais lágrimas caíram do meu rosto.

- É. – comentou ele, após um silêncio torturante. – Você realmente não confia em mim.

- Não! – exclamei, tentando me desculpar. – Eu, s...

- Shh. – falou ele, colocando o dedo na minha boca. – Eu não quero terminar com você.

Eu sorri, sem graça. Mas ele continuava sério.

- A questão é: você quer terminar comigo?

Não respondi.

Será mesmo que eu gostava dele? Será mesmo que tudo isso que eu construí, tudo isso que eu lutei por foi em vão, porque na verdade eu não quero ele? Será que eu realmente o amo? Por que eu o amo? Por que eu não tinha nenhuma confiança no meu namorado, e, pior, na minha melhor amiga?

As perguntas me sufocavam. Ele deu um suspiro e levantou-se, pegando da minha mão o celular da Emmy, então fez menção de ir embora.

- Aonde você vai? – perguntei, ainda chorando.

- Vou até a casa da Emmy. – falou ele, sem olhar para mim. – Me desculpar pela besteira que você fez.

Ele deu mais alguns passos. Já estava quase de noite, e a chuva começou a cair, porém, de leve.

- Então, - indaguei, mais alto, para que ele pudesse ouvir. – Nós... terminamos?

- Acho que você sabe a resposta, Lily. – falou ele e depois, caminhou até desaparecer de vista.

Fiquei lá, sozinha. Eu não sabia o que fazer, para onde ir. Acho que nós tínhamos terminado o namoro. E foi tudo minha culpa! Estúpida. Instintivamente, peguei o celular e disquei o número da minha mãe.

- Alô? – indaguei. – Mãe?

Limpei as lágrimas e, com um suspiro, falei:

- Esqueça tudo que eu lhe disse ontem. Eu mudei de idéia. A resposta é sim.

A chuva começou a cair fortemente.



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Narrado por; Emmeline Vance.




- Foi tudo um mal entendido. – insisti, novamente.

Estávamos agora na minha casa. Não havia ninguém, além de nós. Eu estava um pouco desconfortável, e Remus estava bastante nervoso. Eu não posso acreditar nisso! Aquela Gossip Queen está passando de todos os limites! Mas como será que ela soube sobre o meu encontro com o Tiago?

Bem, isso não importa. O que importa agora é que eu tenho que convencer o Remus de que eu o amo. Mesmo sendo parte verdade. Minha cabeça quer o Remus, mas o meu coração quer o Tiago. O que eu faço?

- Como pode ter sido um mal entendido? – indagou ele, furioso. – Vocês praticamente se beijavam naquela foto!

- Ele só estava tentando... tirar um cisco do meu olho. – objetei.

Eu bem sabia que não era verdade.

/flashback/

- Como ela é? – indagou ele.

- Ué. – falei, confusa. – Como eu posso saber?

- Ah, é mesmo. – falou ele.

Ele deu uma risada abafada. Foi um pouco constrangedor. A cada segundo que eu passava ali, era como uma tortura. Porque, na verdade, eu queria beijá-lo. Era estranho. Nós parecíamos aqueles casais, discutindo sobre a filha. Mas nós não éramos. Não éramos um casal, e sim amigos.

Apenas amigos, tentei memorizar.

- Olha, tudo que nós fizemos no passado e... – começou ele.

Isso me deu uma profunda tristeza. Caramba, como eu sou burra! É como se eu tivesse perdido uma vida inteira. Uma filha! ARGH! Como eu me arrependo.

Meus olhos começaram a coçar e um lágrima caiu.

- Ei, ei, por que choras? – indagou ele. Ele então tirou um lencinho e enxugou a minha lágrima, com o seu toque suave. Ele então tirou uma mecha do meu cabelo que havia descido para o meu rosto e me encarou, como se eu fosse um doce, pronto para ser comida por uma criança faminta.

Eu não consegui resistir. Coloquei a minha cabeça um pouco mais inclinada... era como se fôssemos nos beijar. Mas ele recuou e eu fiquei mais constrangida ainda.

- Me desculpa. – sussurrou ele.

- Não, me desculpa você. – falei eu, com mais lágrimas caindo do meu rosto, como a chuva lá fora.

/fim do flashback/

- Eu te amo, Remus. – insisti.

- Por que você estava lá com ele? – perguntou ele, pela milésima vez.

Eu cansei. Levantei-me e falei:

- Olha, você não confia em mim?

Ele ficou calado, envergonhado.

- Eu sou sua namorada. E eu acho que se você não confia em mim... nós não vamos dar certo. Nunca.

Ele me olhou, com mais fúria nos olhos.

- Você está terminando comigo?

- Você quer terminar?


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Eu terminei com o Remus. ARGH! Eu sou uma idiota. Agora, eu nunca mais vou ter nenhum dos homens da minha vida. E é tudo culpa da Gossip Queen.

Tirei a roupa.

Eu precisava relaxar. Precisava tomar um banho, um banho bem demorado. Um banho para apagar todas as coisas sujas da minha vida. Por que, meu Deus, eu fui me apaixonar pelo namorado da minha melhor amiga? Eu não mereço isso. Ela não merece isso. Remus não merece isso.

Ao ligar o chuveiro, ouvi um barulho.

Ding, dong.

Deve ser a comida chinesa que eu pedi. Sem a minha mãe, que está em turnê pela Europa, e a minha avó, que foi buscar a Katherine na França, eu tenho que ficar pedindo comida todos os dias. Mas o curioso é que eu tinha pedido a menos que cinco minutos... que rápido.

Peguei uma toalha e me enrolei nela. Peguei o dinheiro e corri para a porta. Quando eu abri, eu vi a pessoa que eu menos imaginava ver.

Tiago Potter estava encima do carpete do meu apartamento, totalmente molhado. Seus cabelos bagunçados e os seus óculos brilhavam com a luz que vinha de fora da casa. Suas roupas estavam totalmente encharcadas e ele tinha um celular cor-de-rosa nas mãos.

O meu celular! Mas... como ele encontrou o meu celular?

- Eu vim pra me desculpar. – falou ele, um pouco tímido. Depois de perceber que estava de toalha, ficou um pouco corado, e então continuou num falatório sem fim. – Olha, Emmy, eu sinto muito por tudo ok. Eu não queria que você brigasse com o Remus, eu queria que você fosse feliz com ele, mas é que, sabe, naquela hora, lá no restaurante, eu não sei o que me deu, eu, foi uma coisa, sabe, muito estranha e, tipo, eu queria, muito, muito mesmo, pedir desculpas por tudo o que aconteceu, eu...

Resolvi interrompe-lo de uma maneira surpreendente. Dei um beijo na sua boca molhada.

O silêncio dominou-os e continuamos nos encarando.

- Uau. Emmy, mas...

- Eu não namoro mais com ele. – sussurrei no seu ouvido. – Eu quero você.

Agarrei-o e beijei-o, guiando-nos para o sofá. Eu tirei a sua camisa e abracei-o. Ele tirou o celular do bolso e colocou encima da pequena coffee table. Continuei beijando ele freneticamente. Até que o celular dele tocou.

- Atende. – falei.

Ele pegou o celular. Pude ver que era a Lily. Ele me olhou e então apertou o botão ignorar e sussurrou, no meu ouvido:

- Eu não namoro mais com ela. Eu quero você.

Ele tirou a minha toalha.


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thegossipqueen.net
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ATENÇÃO! todos os nomes de pessoas e lugares foram abreviados para proteger os verdadeiros inocentes. Ou melhor, a minha identidade secreta.

Oi gente! Se eu fosse você, eu sentava em uma cadeira, por que eu tenho uma bomba que vai fazer você cair para trás. Sabem a nossa Rainha favorita, L? Pois é, ela tem todos os motivos para se suicidar. Como se já não fosse o bastante, ou seja, todas as escapadinhas de T, L agora tem que lidar com um novo problema.

Não, queridos, a gravidez e perda de um filho de T e E não foi o suficiente para fazer com que L enlouquecesse, mas tem algo que eu acho que vai ser suficiente.

Já estão sentados?

A filha de E não morreu!

Isso mesmo, você não leu errado. Se você caiu, levante-se, porque essa não é a única bomba que eu vou contar. Parece que a vovó da E não ficou muito satisfeita com a gravidez da neta e seqüestrou a bisneta para que todos pensassem que ela estava morta! Que mulher macabra. Mas ela foi pra França pegar a bisneta e devolver para Emmy, o que a fez se redimir, virar uma ótima pessoa e nunca fazer nada mais de errado certo?

Errado.

Pobre L. Tão jovem, com uma grande sobrecarga amorosa dessas! Mas não se preocupe, E, pelo que tudo indica, L vai tentar reconstruir uma vida sem o T. E bem longe de Londres.

Minhas fontes afirmam que a mamãe da nossa Rainha recebeu uma proposta para trabalhar na Califórnia! E aí, Lily, qual a sua resposta? Sim ou não?

Eu não sei, mas aposto que vocês logo, logo vão saber.

Agora, queridos, está muito tarde e a Gossip Queen precisa descansar para as milhares de fofocas que vão ser mandadas a mim amanhã. Desejem-me bons sonhos e boa sorte na busca pelas novidades na vida da realeza do West New High.


Sonhem comigo.
xoxo,
The Gossip Queen.


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n/b: OMG OMG OMG OMG! :O Até perdi o fôlego agora! E estou com um ódio da Emmy e do Tiago agora. ¬¬ Mal terminaram seus respectivos namoros, e já foram se pegar! Estou chocada com isso, math! UHSUAHSUAHSUHASUAUS, anyway, tadinho do Remus! Aiai, se a Emmy não quer ele, pode mandá-lo para mim que eu o aceito, muito obrigada. XD
Capítulo perfeito como sempre *-*
beijobeijo ;**

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