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12. Kev traz sua fama.


Fic: Not So Little Anymore - acabou, é.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Eu acordei com um sopro bem de leve no meu rosto. Abri os olhos e dei de cara com aquela criatura tão angelical, estendida por cima de mim, apesar de eu não sentir seu peso. Eu sorri para os olhos dele.


- Bom-dia, Kevin. – Eu falei, meio zonza. Eu não lembrava como tinha ido parar naquele lugar tão bonito, mas não me importava. Sentei-me na cama, com Kevin ao meu lado. Estava sem roupa. Usei o lençol como uma roupa improvisada e tirei o cabelo do rosto com a mão. Ele estava apenas de calça, com o peito musculoso nu.


- Bom-dia, Roxanne. – Ele disse, os olhos cautelosos mirando meu rosto. Eu olhei em volta, e como um raio, as lembranças da noite anterior apareceram no meu cérebro.


Que noite, meu Merlin, que noite!


- Tudo bem? – Ele perguntou, atencioso, depois de um loooooongo silêncio meu. Eu assenti com a cabeça e sorri.


- Tudo maravilhoso. Só estou com fome. – Eu disse, quando de repente me toquei que estava com fome :S (?)


Ele sorriu e se inclinou sobre mim por um momento, segurou-me pela nuca e me puxou para um beijo profundamente carinhoso. Eu ri quando ele me soltou.


- Pode alcançar minhas roupas antes que eu tenha uma recaída? – Eu disse, e rimos juntos de novo. Acho que eu estava boba por causa do sexo. Ou talvez, por causa de Kevin. Ou só estava boba porque eu era boba mesmo.


 


 


 


Fomos para o Salão Principal ainda meio bagunçados, de mãos dadas. Eu ria o tempo inteiro. Ele me abraçava pelos ombros e beijava meu cabelo. Era bem a hora do café-da-manhã. Entramos no Salão e vários olhos de todas as Casas voltaram-se para nós. Cochichos e mais cochichos. Ô, bando de gente sem ter o que fazer ¬¬


- Acho que vou pra minha mesa. – Eu sussurrei no ouvido dele. – Meu irmão provavelmente está afim de matar nós dois. – Ele fez uma expressão pouco amigável.


- Se seu irmão te disser algo que não deve... – Ele começou, e eu pus o dedo na sua boca, rindo.


- Não se preocupe, bobo. Eu sei cuidar daquele lá melhor do que você imagina.


- Se cuidar dele a metade do que cuidou de mim, eu fico tranqüilo. – Ele disse com um sorriso hipermalicioso, e eu bati em seu ombro, gargalhando, antes de ele me beijar daquele jeito que me tirava do chão.


 


 


 


Minha primeira aula do dia era Herbologia, com o professor Longbottom. Era superestranho estudar com Neville, afinal, ele era um dos agregados da minha família: Vivia nos jantares lá de casa e vovó adorava ele. Mas ele me tratava como todas as outras alunas durante a aula. Quando a aula acabava é que ele me tratava como Rox Weasley mesmo.


Aquela aula era mista – eu odiava aulas mistas, ainda mais com a Slytherin. As garotas que eu vira cochichando sobre mim antes, no café-da-manhã, agora cochichavam sobre mim na aula de Herbologia. Eu nem vi quem se sentou ao meu lado: Só vi uma cabeleira loira lisíssima, e um jeito meio displicente. Era da Gryffindor.


- Não ligue para elas. – Disse a garota loira, percebendo que eu estava incomodada com as três garotas sentadas imediatamente atrás de nós. – São só um bando de invejosas porque você está namorando Kevin Walker e elas não. – Ela disse em voz um pouco mais alta, e as Slytherins atrás de nós cessaram os cochichos sobre mim, e provavelmente começaram a xingar, silenciosamente, a garota loira sentada ao meu lado.


- Eu sei. Mas ainda assim, me incomodo. – Eu franzi o cenho para ela. Ela nem olhava para mim e tampouco para o professor: Estava concentrada em algo que escrevia, furiosamente. – Qual o seu nome? – Ela pareceu surpreender-se por um segundo, arregalando os olhos para mim, e eu vi que ela tinha olhos ferozmente azuis. Lembrava-me os olhos de Victoire, mas eram de um tom mais escuro do que o da doida varrida que era minha prima.


- Ah. Sou Kammy. – Ela disse, estendendo a mão. O pulso dela estava coberto de pulseiras pretas e brilhantes, e suas unhas eram enormes e pintadas de cores escuras. – Kammy Engels. Eu sei, você é a Roxanne Weasley. – Eu apertei sua mão e sorri.


- Muito prazer, Kammy. – Eu virei para a frente, e ela continuou escrevendo furiosamente no pergaminho, quase o furando. – Posso fazer uma pergunta? – Ela resmungou em resposta, e eu achei que aquilo era um ‘sim’. – O que você está escrevendo?


Ela parou de escrever e eu achei que fosse sair fumaça do pergaminho. Ela riu, visivelmente sem achar graça.


- É uma carta de ameaça para meu namorado. Ele me traiu, sabe. – Ela disse, fazendo um sinal de impaciência, como se aquilo fosse banal. – E eu estou terminando com ele nessa cartinha e contando para ele os métodos medievais que eu vou usar no pênis dele quando eu o vir de novo.


Eu gargalhei alto. Ela sorriu: Falava aquilo com tanta naturalidade que eu realmente acreditei que ela fosse fazer tudo aquilo.


- Mas ele não estuda em Hogwarts? – Eu perguntei. Ela negou com a cabeça.


- Não, se formou no ano passado. Mas me traiu em Hogsmeade com uma garota aqui de Hogwarts, do último ano. Ah, obrigada por me lembrar. Tenho que escrever o que vou fazer a ela quando pôr minhas mãos dela em um lugar reservado. – E ela voltou a maltratar o pergaminho. Eu ri.


- Mas você tem certeza que ele te traiu? – Eu perguntei, apreensiva. Ela parecia falar sério sobre tudo aquilo. Ela pegou alguma coisa no bolso interno do sobretudo e me entregou sem tirar os olhos do pergaminho. Era a foto de um garoto alto, de cabelos pretos e pele morena, aos agarros com uma garota loira que eu reconheci no ato como Alicia Cunningham, da Slytherin. Oh, little bitch! Eu devolvi a foto a ela.


- Nojento, eu sei. Mas eu não posso culpá-la por isso. Meu namorado é gostoso mesmo. – Ela deu de ombros e guardou a foto, soprando o pergaminho. Parecia ter terminado. Leu rapidamente e o enrolou, colocando-o dentro da mochila.


- Ficou bom? – Eu perguntei, apreensiva. Kammy me dava medo. Ela sorriu.


- Ficou exatamente como eu queria. Ele vai se borrar todo quando ler isso. – Ela disse, e eu tive que me segurar inteira pra não cair na gargalhada. – Sabe, Roxanne, você é legal. A maioria do pessoal daqui do colégio tem medo de mim. – Eu franzi o cenho.


- E por que eu teria medo de você? – Eu disse, fingindo uma tolice que não era minha. – Só por que você está ameaçando pessoas e usa métodos medievais nas genitálias alheias, não quer dizer que você seja merecedora do meu medo. – Ela sorriu, eu sorri, e rimos juntas.


Viramos amigas.



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