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10. ninguém pode me parar agora.


Fic: Not So Little Anymore - acabou, é.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O gosto do beijo dele era uma mistura gostosa de limão e açúcar. Eu vou falar uma coisa que vai soar suuuper piegas, mas eu não sei, sinceramente, quanto tempo aquele beijo durou. Com certeza, mais de dois minutos. Depois daí, eu parei de contar o tempo. A boca dele era deliciosamente doce, e ao mesmo tempo, gelada – provavelmente porque ele estava tomando suco antes. Quando ele separou os lábios dos meus, eu ainda segurava suas vestes com toda a força, e por um segundo, meu impulso foi de me jogar em seu pescoço e implorar por mais um beijo.


Dã, é óbvio que eu não fiz isso. Mas qualquer pessoa teria implorado por outro. Homem ou mulher (Y).


OK, SEI QUE ALGUÉM AÍ DEVE ESTAR DOIDO PRA PERGUNTAR, então eu respondo. O beijo dele era um milhão de vezes melhor do que o do Louis, pronto, falei. Mas não me levem a mal. Não é como se o beijo do Louis fosse ruim. Só que, perto do beijo do Kevin, era infantil e inexperiente. Me perguntei quantas garotas Kevin já não deveria ter beijado pra chegar naquele nível de beijação O_O (?)


Ele me encarou sem um pingo de vergonha na cara, literalmente. Seus olhos estavam divertidos, provavelmente zombando da minha careta de insegurança. É, eu estava bem nervosa. Sei lá, eu nunca tinha passado por uma experiência daquelas. Aliás, eu nunca tinha beijado ninguém além do Louis, e como eu já disse, o beijo do Kevin era tremendamente melhor. Quando o silêncio ficou perturbador demais pra nós dois, ele deu uma risada baixa.


- E então? – Ele disse em voz baixa, segurando minha mão de um jeito firme e carinhoso. Senti meu corpo derreter, metaforicamente falando, ÓBVIO.


- Como assim, ‘e então’? – Eu perguntei, e minha voz tremeu. Ele sorriu e acariciou minha mão.


- Em uma escala de um a dez. – Ele falou, fazendo-me uma expressão insegura nada convincente. Eu percebi que ele não estava me pressionando e que tudo que eu devia fazer era relaxar, então eu relaxei, oras. Eu fingi pensar por um momento e ri.


- Hmm, sendo honesta? Oito. – Ele abriu a boca de indignação e eu cai na gargalhada. – Ok, ok, nove. – Ele pareceu um pouco mais satisfeito com o nove e sorriu, extremamente malicioso, e ergueu a sobrancelha.


- E o que faltou pra que eu não recebesse nota máxima? – Ele perguntou, apertando minha mão de leve. Eu deslizei as pernas no banco extenso e pus a mão no cotovelo dele, sorrindo distraidamente.


- Acho que faltou alguma coisa. – E enquanto falava, fui subindo a mão pelo braço dele. Ele olhou de esguelha e sorriu. – Faltou mais... Como se diz? – Eu estava com a mão no ombro dele e o apertei de leve. – Tato.


Acho que no ato ele entendeu o que eu estava falando, porque deslizou para bem mais perto de mim, mas assim, beeeeeeeeeeeeeeeeeeem mais perto de mim; Resumindo, ele estava com o corpo colado no meu, e eu tremi toda com aquela aproximação. Eu ouvi algumas Slytherin’s em volta cochicharem entre si. Ele tocou o nariz no meu novamente e suas mãos encontraram meu corpo, e ele acompanhou todas as minhas curvas até chegar na cintura.


- Mais ou menos assim? – Ele sussurrou, de um jeito tão sexy que me deixou sem ar.


- Mais ou menos assim. – Eu respondi no ato, e ele me beijou rapidamente nos lábios. Deslizou a boca molhada para meu pescoço, e para minha surpresa, ele o mordeu, delicadamente. Eu não senti dor, apenas prazer e vontade de arrancar as roupas dele. Nunca tinha sentido isso na vida. Afinal, minhas únicas reais experiências que passassem dos beijos foram com Louis, e ainda assim, foram apenas nos meus sonhos. Mas Kevin me dava a impressão de que iria me levar dali para o seu quarto a qualquer momento e me faria mulher.


Não era má idéia, sinceramente. Mas vamos deixar isso pra lá, porque meus devaneios pervertidos não têm importância nenhuma, comparado com o que aconteceu em seguida.


Enquanto ele beijava meu pescoço, eu abri os olhos por um segundo: Tempo suficiente para ver, por cima do ombro de Kevin, um Louis enfurecido, lívido, observando-nos do outro lado do Salão. Ele foi até Fred e o cutucou nas costas, e falou algo para ele. Eu me assustei e meu coração acelerou quando Fred nos viu e sua expressão se contorceu em ódio. Ele correu até nós, já sacando a varinha, e eu não tive tempo de reagir.


- Fique longe da minha irmã, seu merda! – Foi o que Fred berrou enquanto me puxava pra longe de Kevin. Eu me soltei das mãos dele com facilidade e olhei para Kevin, esperando que ele sacasse a varinha. Ele, ao contrário do que eu imaginava, observava Fred com olhos serenos, olhos quase divertidos. Eu podia quase ver uma sombra de um sorriso se formando no seu rosto, mas nada confirmado.


- Fred Weasley II... – Eu comecei, ameaçadoramente, meus punhos se cerrando involuntariamente. – Que porra você pensa que está fazendo?


Ele me encarou com surpresa, quase assombro, como se a resposta praquela pergunta fosse óbvia demais pra ele perder seu tempo me respondendo.


- O que eu estou fazendo? Estou livrando você desse... – Ele firmou mais a varinha no punho, apontando-a para Kevin, que continuava calmo. – Desse Slytherin miserável e maldito!


- Desculpe, Weasley. - Começou Kevin, e sua voz era tão gentil que ele poderia muito bem estar falando comigo. Mas ele estava olhando para meu irmão. – Eu entendo que você talvez não me aprove ou aprove meu relacionamento com a sua irmã. Mas eu realmente gostaria que me chamasse pelo nome, e não por esses apelidos pejorativos. Eu não me lembro de ter feito nada que lhe ofendesse a tal ponto.


O jeito formal com que falava e o quase-sorriso no rosto dele me fez esquecer a raiva de Fred por um segundo. Kevin me olhou por um instante e, aí sim, sorriu. Eu acho que suspirei na hora, porque Fred praticamente rugiu.


- Você nasceu, e isso já seria o bastante, Walker. Mas você insiste em arruinar com a vida das garotas da minha família, então é, você me ofende.


Kevin franziu o cenho por um segundo, olhando intensamente para Fred.


- Não arruinei a vida de ninguém. – Ele respondeu simplesmente, depois de uma pausa. Fred riu sem humor nenhum, maniacamente.


- Como não? Você ainda tem a cara-de-pau de mentir? De se fazer de SANTO? – Fred não parecia nada bem. – Lucy, seu verme nojento, LUCY! Você não lembra o que fez a ela? Você arruinou a vida dela!


As pessoas em volta cochichavam excitadas sobre a cena. Eu me sentia nauseada, e surpresa por Fred saber da história entre Lucy e Kevin. Não que houvesse alguma história pra saber ¬¬’ Afinal, eles nunca tiveram nada, certo? Certo? O_O


- Fred, agora chega. – Eu disse, aflita. Pus a mão no braço dele e tentei baixá-lo, mas Kevin sorriu e eu perdi a força.


- Não, não, Rox. Deixe-me responder seu irmão, para que nunca mais sejamos submetidos a esse tipo de situação constrangedora. – Ele começou a se levantar, lentamente, e Fred começou a levantar a varinha. Kevin era muito maior do que Fred, e ainda maior do que eu. Nem parecia ter a idade do meu irmão. – Eu e sua prima, Lucy, nunca tivemos nada. Nem ao menos amizade. Tudo que aconteceu foi uma fantasia na cabeça dela de que eu a amava, ou que eu correspondia ao amor que ela tinha por mim. Mas eu perdi as contas de todas as vezes que afirmei a ela que não, eu não correspondia a aquele amor, e não, eu nem ao menos gostava dela. Pra ser sincero... – Ele suspirou por um momento. Não parecia se importar que todos estivessem ouvindo. – Eu detestava Lucy. Por motivos que, pelo jeito, ela não demonstrava na sua frente, ou na frente de sua família. Mas na intimidade, com minha irmã, que era sua confidente, eu vi uma face de Lucy que não gostei, desde o princípio. Fim-da-história.


E o modo com que ele disse essa última frase realmente pôs um ponto final na história. Fred abaixou a varinha, olhou para mim com uma expressão de censura e saiu para o outro lado do Salão, falar com Louis. Eu sorri para Kevin, altamente constrangida. Nos sentamos no banco novamente e ele me observava com ternura.


- Eu estou... Profundamente... Arrependida. – Eu comecei, quase tremendo. De repente, me dei conta que queria chorar. – Por tudo. Me desculpe, de verdade, me desculpe.


Ele levou a mão até meu rosto e acariciou minha bochecha, com um sorriso lindo no rosto.


- Não se preocupe com isso, Roxanne. – Ele disse, e eu me dei a liberdade de me aproximar mais dele. A mão dele era tão quente, comparada com os lábios... – Não foi culpa sua. Afinal, isso é coisa de irmão mais velho mesmo. Se Trace estivesse por ai aos beijos com um... – Eu tive a impressão que ele fosse dizer ‘Weasley’, mas ele mudou de caminho. – Garoto mais velho, eu com certeza me incomodaria.


- Mas você é diferente. – Eu falei sem pensar. – Você é diferente, Kevin, de todos os outros. Enquanto eles são babacas, pervertidos e arrogantes, você é gentil, carinhoso e... – Eu olhei pra cima, mordendo o lábio, catando as palavras. – Tem um beijo tãããão bom! – Eu disse, e depois olhei pra ele. Caímos na gargalhada ao mesmo tempo.


- Eu já comentei que meus lábios estão aqui para servi-la? – Ele disse, se aproximando. – A hora que a senhorita quiser.


Eu sorri e o beijei de novo. Durou pouco, de novo. Senti uma mão meio trêmula no meu ombro, me puxando. Soltei-me de Kevin já puta da cara.


- Argh, tenha Santa paciência! – Eu falei, alto demais. – Não se pode mais se pegar nessa escola em paz não?


- Rox. – Disse Louis. Ahn, o quê? Louis? Que cara-de-pau dele, vir falar comigo no meio do meu beijo com Kevin! Eu via nos olhos dele que ele estava se segurando pra não explodir de ódio. – Posso falar com você um minuto?


- Claro, Louis. Só um instante. – E sorri para ele. Depois beijei Kevin, mais uma vez. O gosto do beijo foi um pouco melhor. Eu podia sentir Louis tremendo. – Pronto. – Eu disse, assim que parei de beijar Kevin, que sorria, segurando meu rosto. – Agora podemos conversar.


Seguimos pelo Salão em silêncio: Ele tremia mesmo. Eu estava distraída, contente e me sentia leve, como se fosse sair voando a qualquer momento. Ele me levou até os jardins, que estavam lindos, mais lindos do que qualquer outro dia. Todas as cores pareciam berrar pra mim.


- E então, Louis? – Eu falei, após um momento de silêncio. – O que queria falar comigo?


Mais silêncio. Ele parecia escolher as palavras metodicamente.


- Você... – Ele disse, torcendo as mãos, sem olhar pra mim. – Não pode.


Eu cruzei os braços.


- Não posso o que, Louis?


- Não pode fazer isso. – Ele falou, e eu percebi que ele estava ficando mais e mais aflito. – Não pode... Namorar Kevin Walker.


Eu ri. Mas ri com gosto. Ri com vontade. Ri achando a maior graça. Descruzei os braços e sorri para Louis. Cheguei bem perto dele: Nossos narizes quase se tocaram.


- E quem vai me impedir?


Dei mais uma risada e rodopiei, voltando leve e tranqüila para o Salão Principal. Louis ficou ali. E eu estava me sentindo nova. Totalmente renovada. Uma nova Roxanne.


É... A pequena Roxanne cresceu, baby.



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