CAPITULO 115
SERPENTEANDO
Rony soube que algo estava errado quando os dois elfos ergueram as varinhas ao vê-lo entrar, não precisou grane esforço para imobilizá-los, mas quando olhou para Harry souberam que era ali o esconderijo.
Só poderia ser!
Elfos não atacam bruxos a menos que tenham expressas ordens quanto a isso.
Com o coração acelerado, Harry fez sinal para que Rony se calasse e fizesse o menos barulho possível, antes de saírem da cozinha.
Na sala, Gina desistiu da fuga quando ouviu sons vindo da cozinha. Deveria ser outros comensais de Malfoy, e assustada, ela se escondeu. Atrás de uma mesa, no canto da gigantesca sala, se escondeu segurando a filha nos braços, rezando para que não fossem mortas.
-Merlin, nos proteja -ela sussurrou, beijando a cabeça de Fely e acalmando-a para que não fossem ouvidas – Harry, onde está você? – seu sussurro se perdeu no vazio, quando ouviu o som ficar mais forte, dessa vez vindo do segundo andar.
Mary tinha entrado no quarto e Malfoy esperou que dissesse o que desejava. Mas ela olhava para ele com ódio e rancor.
-Não pode fazer com ela! – disse afinal.
-Porque não? está com ciúmes? – ele riu incrédulo.
-Ela espero um filho! Um filho que será meu e de Rony!
-E daí? – ele deu de ombros.
-É um homem bruto, Draco. Eu suporto sua paixão. Mas a fragilidade de uma gravidez...por favor – ela pôs as mãos em seu peito, meiga – fiz tanto por você, não é? Me faça esse favor.
-Não – ele tirou suas mãos e se aproximou do banheiro, batendo na porta.
Ouviu um tremulo “já vou” e sentiu um estremecimento de antecipação.
-Draco!
Os olhos de Mary imploravam que não virasse as costas para ele. Que não a trocasse por Hermione. Que não ferisse seu coração novamente!
-Sempre foi apenas o dinheiro, não é? – perguntou baixo.
-Eu fiz meu preço. Você aceitou – ele respondeu olhando para a porta do banheiro, esperando que sua musa saísse o fizesse o homem mais realizado da face da terra.
Era verdade, pensou, Mary, ouvindo a porta do banheiro abrir. Sua antagonista saiu, de cabelos molhados, perfumada e limpa, mas ainda vestindo as mesmas roupas de anres, e olhou de um para o outro, sobretudo para a fúria de Mary.
-Diga a ele que não fará nada até o bebê nascer – ela mandou e Hermione olhou para Draco, medindo o campo perigoso que traçava.
-Afinal, quem está no comando? Mary? – ironizou sabendo que isso ascenderia uma fogueira de orgulho masculino – Malfoy...essa mulher me odeia. Se me quer ao seu lado, livre-se dela!
Suas palavras serviram de incentivo para Mary que gritou:
-Ele é bruto! Vai ferir nosso bebezinho!
-Ora, cale a boca, Mary!
Cheio dela, Malfoy acertou-lhe uma bofetada. Mary tropeçou, mas não caiu, pelo contrario investiu sobre ele. Um soco, e Malfoy a derrubou.
Hermione não fez nada observando sua rival apanhar. Não foi uns tapinhas bobos, Malfoy batia para valer. Os socos foram substituídos por chutes quando ela caiu no chão, Malfoy mais parecia um logo feroz e quando deu-se por satisfeito, passou uma das mãos nos cabelos louros, recompondo a postura e olhando para Hermione:
-Sempre quis fazer isso – havia muita, mas muita satisfação no olhar dele. Concretizara uma fantasia antiga e Hermione não pode negar que queria o mesmo que ele!
Arrancar alguns fios de cabelo daquela cabeça oxigenada não faria mal a ninguém afinal!
-Malfoy...
-Draco. Daqui para frente me chame de Draco – ele aproximou-se e ela se afastou um passo.
-Mary tem razão, não pode me machucar – ela pediu.
-Importa-se com o filho do Wesley? – havia desconfiança em sua voz.
-Sim, se isso me fizer fazer Rony pagar por tudo que me fez. – mentiu.
Ele pareceu aliviado e ao mesmo tempo deliciado.
-sempre soube que era perfeita para mim, ainda em Hogwarts, eu já sabia.
Ela não respondeu e deixou-o beijá-la. Correspondeu. Sim, correspondeu. Não havia paixão ou interesse, mas não o deixaria saber.
Passara vinte minutos embaixo do chuveiro se culpando e martirizando, mas agora, estava conformada.
Ou não. seu olhar pegou a imagem de Mary acordada, mas sem conseguir levantar. Ela segurava a varinha precariamente nas mãos e parecia querer acertar um feitiço.
-Não! – gritou afastando-se e empurrando Malfoy.
Ele pego de surpresa, apenas assistiu quando ela retirou a varinha das mãos de Mary e empurrou-a de volta para o chão.
-Muito nem, Hermione. – ele elogiou tencionando se aproximar.
Ela sentiu o peso da varinha em mãos e olhou para ele. A complacência havia mudado e ergueu a varinha.
-Fique longe de mim, Malfoy.
Sua expressão deixava claro a surpresa de ser enganado e então, a fúria. Se fosse outra mulher, poderia ter se deixado coagir apenas por seu olhar, mas varinha a varinha, ela não tinha medo!
Não mesmo!
Malfoy estava prestes a sair do torpor e atacá-la quando ouviu.
Um grito ecoou pela mansão e ele não acreditou no que ouviu. A escolha entre o peixe que desejava apanhar. Escolhendo entre o desejo e o dinheiro, como sempre, foi vencido pela própria ambição e aparatou.
Hermione ficou chocada, mas não surpresa. É claro que ele poderia aparatar ali dentro! Afinal, era seu ninho de cobras!
Gina estava no mais completo pânico quando reconheceu, atrás de uma fresta do móvel, que eram Harry e Rony. Tão aliviada não pensou nas conseqüências ao sair de seu esconderijo.
-Harry! – ela gritou atraindo sua atenção.
Ele sentiu o coração parar ao ver sua Gina, frágil e assustada, o rosto marcado pelas lagrimas, sozinha, no meio daquela gigantesca sala de estar.
-Gina! – ele correu em sua direção mas foi barrado por algo.
Bem diante dos seus olhos, desaparatou seu pior inimigo desde Voldemort. Draco Malfoy estava entre ele e Gina e não poderia passar a menos que o vencesse.
-Potter – ele disse num tom de prazer inestimável – Wesley – ele olhou zombeteiro para Rony – Chegaram cedo para minha festa – ele emendou.
-Saia da minha frente, Malfoy! – Harry exigiu mas ele não se abalou.
-Quanta grosseria, Potter. Isso não fica bem no menino que sobreviveu!
-Sim, mas fica bem no homem que o matará! – ele respondeu, erguendo a varinha assim como Malfoy o fazia. – Vá atrás de Hermione, eu cuido do Malfoy! – fosse para Rony, mas Malfoy riu.
-Não é necessário, Wesley – ele provocou – a provocante sangue ruim fez um trato comigo. –ele riu malicioso.
-Não perca tempo tentando me enganar -ele respondeu dirigindo-se para a escada.
-Oh, é mesmo?
Num movimento ágil, Malfoy atraiu Gina para si e segurou a varinha a centímetros de sua face, a pequena Fely foi tirada dos braços da mãe e com um floreio de sua varinha foi parar do outro lado da sala, num movimento que arrancou um choro alto.
Gina gritou e quase correu, mas ele a segurou ferindo sua pele de pêssego com a ponta da varinha.
-Minha filha! -ela gritou desesperada quando o choro cessou. – Felicity!
-Nem um passo, Wesley – Malfoy gritou fazendo Rony parar e não poder acudir a sobrinha. – E então, Potter? Estou esperando o que me pertence!
-Meu dinheiro? – ele ironizou tentando não se abalar, mas com o coração na boca – Eu lhe daria se tivesse certeza que me devolveria minha família viva!
-Sua família? – ele riu – A mulher e a filha de outro? Que feio, Potter, ficando com o resto dos outros!
-Não sabe o que diz – ele respondeu, aflito sobre como tirar Gina de seus braços.
-Uma pena. Porque não iria matá-las – Draco contou – Ia entregá-las vivas e correr o mundo com minha nova amante, esbanjando o seu dinheiro. Mas, você tinha que se apressar, não é Potter? E como sempre estragar tudo!
-Solte-a, Malfoy. Será nossa ultima batalha, não use Gina como escudo!
-E você? Não usa seu paspalho amigo como escudo? -ele retrucou.
-Deixe Rony sair com Gina e Fely e seremos só nos dois.
Malfoy soltou uma gostosa risada, mirando-o com ódio logo a seguir:
-Realmente, sempre previsível, Potter.
Hermione ouviu o som das vozes no andar de baixo e tencionou sair, quando sentiu algo segurar seu pé.
Esse algo era uma Mary tinhosa que não a deixaria ir tão fácil.
A diaba tinha força nas mãos e precisou de um pequeno esforço para soltar-se e quando virou de costas, sentiu algo bater com força contra si. Zonza por um segundo, caiu no chão, vendo uma cigarreira de ferro caída aos seus pés.
O mal estar quase passou quando sentiu-se sendo empurrada com força para o chão. Sua cabeça doía pela força da pancada e acabou caindo, os braços protegendo o ventre, e tentando ver Mary através das nuvens de escuridão que acercavam-se de seus olhos, avisando-lhe que desmaiaria.
-Mary, não faça isso... – sussurrou ou não, ela não conseguia ouvir a prorpia voz.
-Chegou a hora, Hermione, chegou a hora de me pagar!
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Autora: parei na melhor parte não é?
Sim, eu sei que isso não se faz!!!!
Terminando o próximo,se der coloco ainda hoje!!!