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4. Pós-ceia com os Delacour.


Fic: Not So Little Anymore - acabou, é.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Por favor, Deus, se você estiver me ouvindo, se quiser me mandar uma prova do seu poder, por favor, não permita que eu tenha babado no ombro do Louis. Foi o que eu pensei, com o rosto ainda enfiado no ombro dele, no vão entre seu pescoço e sua clavícula. Era um local confortável e extremamente agradável, pois eu podia sentir o cheiro de Louis em primeira mão. Não abri os olhos, fingi que ainda estava dormindo e tentei continuar sentindo aquele cheiro inebriante. Meu nariz estava quase tocando no seu pescoço, e ao me dar conta disso, meus braços se arrepiaram. Senti que uma mão estava mais quente do que a outra e então vi que Louis segurava uma delas. Abri os olhos aos poucos. Não tinha babado. Louis tinha me coberto com seu casaco. Ai, Deus. Eu estava com o cheiro dele no corpo todo.


Vic, Louis e meus tios estava cantando uma música em francês, uma que eu conhecia levemente, La Vie En Rose. Tia Fleur e Vic eram as melhores, claro, pois eram malditas perfeitas. Louis cantava baixinho, provavelmente pra não me acordar. Ai, Deus +1. Como ele era lindo. Lindo, lindo, lindo!


Levantei a cabeça aos pouquinhos e Louis percebeu imediatamente, sorrindo pra mim. Não soltei a mão dele, óbvio, eu nunca mais queria soltar a mão dele. Sorri pra ele e esfreguei um dos olhos com os nós dos dedos.


- Dormiu bem, prima? – Ele me perguntou. Eu assenti infantilmente com a cabeça. – Espero que meu ombro tenha servido o suficiente.


- Não incomodei? – Eu perguntei. Por favor, Deus, que eu não tenha roncado. Victoire riu contidamente. Isso me deixou meio incomodada. Louis olhou para a irmã rapidamente enquanto ela cobria a boca com a mão.


- Nem um pouco.


- Garrotes, - disse Tia Fleur. – Cheguemes. Vames, vames, saiam do carr. Seu pai e eu vames para nossa casa ao norrt, então vocês ficam aqui. – Todo Natal, depois da ceia, tia Fleur e tio Bill se retiravam para a casa deles em Liverpool e lá ficavam até a véspera do ano novo. Era tipo um ritual. Saímos do carro e mandamos beijos para eles, que responderam e aparataram com o carro. Entramos na enorme mansão dos Delacour-Weasley e fomos para a sala, onde nos jogamos nos sofás azuis em risadas.


- Bem, temos toda uma noite pela frente, garotas. – Louis disse dando uma jogada de olhar especial pra mim. Eu devo ter ficado violeta na hora. – Vou tomar um banho quente. – Ele tirou o casaco preto que estava usando e eu o segui com o olhar enquanto ele subia as escadas e estiquei o pescoço a tempo de ver ele tirando a blusa. As costas dele eram perfeitamente musculosas, como seus braços e ombros. Desabei no sofá no colo de Victoire, dando um suspiro profundo.


- Deus, seu irmão é perfeito. – Eu sussurrei e Victoire gargalhou abertamente. – O que é, hein? O que é que você tanto ri?


- Você nem sabe. – Ela disse, articulando com os dedos manicurados. – Você falou enquanto dormia. Coisas. Interessantes.


Visto que meu sonho era quase sexual, eu imaginei o que raios deve ter saído da minha boca. Tapei-a de espanto. Franzi o cenho.


- Deus, Victoire, o que? – Ela riu jogando a cabeça com aqueles lindos cabelos loiros pra trás. – O que eu disse?


- Por onde começarei? – Ela contou nos dedos. – Primeiro você deu risadinhas estúpidas, como daquele clube idiota de adoradoras do meu irmão dá quando ele passa a mão nos cabelos. – Existia um clube. De verdade. – Depois você ficou falando o nome do Louis umas mil vezes. Quase gemeu, na verdade. – Eu gemi no sonho também. – Depois você se empertigou toda em um megagemido e disse que amava o Louis. E ficou repetindo isso até acordar.


Eu subi minhas pernas e me encolhi no sofá, com o rosto enfiado nas mãos e me mexendo como uma altista. Porra, porra, porra, será que nem dormindo eu não conseguia calar a minha boca? Victoire riu e bateu nas minhas costas.


- Fica fria, prima, Louis nem ligou. Só riu e te cobriu com a roupa dele, o que foi superfofo. – Ela ficava fria porque não era com ela. Afinal, Louis não sabia que eu o amava. E que eu o desejava. E que, de noite, sozinha no meu quarto, eu imaginava Louis pelado e... Ah, vocês entenderam. Mas vocês também pensariam se vissem aquelas costas.


- Ele beijou a Lucy na festa. – Eu disse, lembrando-me disso de repente, vai entender por que. Victoire assentiu com a cabeça, passando o braço em volta do meu ombro.


- Eu vi. – Ela disse, suspirando. – Achei ridículo da parte dele. Se bem que foi praticamente por educação que ele a beijou.


- Como assim? – Eu tirei o rosto das mãos e me sentei como uma pessoa normal se sentaria em um sofá. Victoire colocou os joelhos de lado no sofá, parecendo uma musa grega.


- Bem, ela meio que forçou o beijo. Sabe como é, ela o carregou pra uma parede e o beijou, assim, simplesmente. Deu pra ver que não foi recíproco de início, mas acho que ele quis evitar constrangimentos e tal, então deixou rolar. – Ela enrolou a ponta de uma mecha loira de cabelo que caia por cima dos olhos. – Acho que não foi muito legal. E você viu como ele agiu com ela depois. Ele a rejeitou totalmente.


Ok, me chamem de ingênua, mas quando Victoire falou aquilo, uma luz de esperança iluminou o meu cérebro. Era mesmo verdade. Ele realmente tinha meio que rejeitado a Lucy no jantar, principalmente naquela hora em que ela foi supergrosseira para com a vovó Molly, e ele não ficou nem um pouco triste por eu ir dormir na casa deles, e não Lucy. E era eu quem estava com o cheiro dele no meu corpo, e não ela.


- E é bem coisa da Lucy forçar um beijo. – Victoire disse. Eu assenti com um sorrisinho de canto.


- Será? – Eu perguntei, quando ouvimos a porta do banheiro de cima abrir e fechar. Louis veio com uma toalha preta enrolada na cintura e secando o cabelo com outra, menor.


Acho que não é exatamente necessário eu dizer que quase tive um orgasmo só de ver.


- Garotas, eu tive uma ideia maravilhosa. – Ele falou, apoiando-se no corrimão da escada. Victoire me olhou com um sorriso malicioso. Ela sabia o que eu estava sentindo e sabia que não poder ir até ali e arrancar aquela toalha era mais do que tortura pra mim. Maldita, rindo da minha desgraça. – Que tal irmos para alguma boate louca que esteja fazendo uma festinha pós-ceia? Conheço uma ótima.


- Acho uma ótima ideia, irmão. – Victoire disse, sabendo que eu seria incapaz de falar qualquer coisa. – Mas é melhor colocar uma roupa antes. Né, Rox?


Não. Fique como está, ou, se preferir, sem a toalha.


- É. – Falei.


Ele sorriu e foi para o quarto. Infelizmente, não tive a sorte de antes e não consegui ver quando ele tirou a toalha. Victoire caiu na gargalhada.


- Vá à merda. – Eu disse, cobrindo o rosto com a mão e sentindo todo meu corpo se relaxar. Eu não tinha como saber, mas acho que eu tinha acabado ter um orgasmo.



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