CAPITULO 114
Doação
-Mary não tentou entrar em contato com as meninas – Harry lembrou-o enquanto eles terminavam de revistar a casa, onde a poucos dias, era também o lar de Rony.
Aquela casa de bonecas, perfeitamente arrumada, não ofereceu nenhuma pista nova. O desespero estava prestes a irromper, quando Rony jogou um dos enfeites de Mary contra a parede, quebrando-o em mil pedaços.
-Isso não vai resolver a situação – Harry avisou, movendo o pescoço de um lado para o outro, sentindo-se enjaulado, sem saber para onde ir.
Dependendo de informações de aurores que sequer conhecia a capacidade profissional.
-Eles precisam voltar – Rony disse de repente, como se fizesse sentido – Não podemos obrigar os pais de Mary a dizerem seu paradeiro, muito menos interrogá-los, visto que não são suspeitos e até contra prova, Mary pode ter sido seqüestrada também. Mas, de os obrigar a voltar, e os pegar de jeito, podemos arrancar a verdade!
-E qual é sua idéia? Eles estão fora do país, ninguém sabe onde. Levará muito mais tempo para encontrá-los do que achar Malfoy!
-Sim, a menos que...os façamos voltar – havia uma expressão quase doentia na expressão de Rony – Vamos tirar deles aquilo que mais amam, Harry.
-Mary está desaparecida e eles não voltaram – Harry lembrou-o desanimado. O desespero ainda estava presente, mas o desanimo e a preocupação, levavam suas forças e o faziam fraco.
-Oh, e quem disse que eles a amam? – ele perguntou com uma súbita idéia.
-Não está pensando em usar suas filhas como iscas, está? Olhe, Rony, sou contra usar crianças, mesmo sabendo que eles voltariam pelas netas. Não acho boa idéia...
-Eles não voltariam pelas netas . existe apenas uma coisa que os fará voltar, Harry – ele disse, apanhando a varinha, e apontando-a para o amigo – A casa.
Hermione olhou para aquele quarto com a vista um tanto turva.
Era impecável. O maior e mais luxuoso quarto que alguém teve o prazer de ver e entrar. Gigantesco, mas parecia uma casa, espaçoso e bem decorado.
Não pense em Rony, ela disse a si mesma. Não pense em Rony.
Não com dois assassinos fazendo-a de refém.
Não com Gina impotente com sua inocente filha nos braços. Não, seu pudor e sua moral, ficariam de fora. Garantira a vida de seu bebezinho, nem que isso lhe custasse a humilhação de ter que estar com Malfoy.
-Pensamentos feios, sangue ruim?
Ela conteve uma resposta ácida, antes de virar-se e olhar em seus olhos:
-Se vamos ser amantes, e me quer ao seu lado, precisa parar de me chamar desse modo – vendo sua expressão desconfiada, ela emendou – Meus pais morreram. Não quero lembrar que eram trouxas. Isso não faz mais parte da minha vida. Ou quer que o lembre de quem eram seus pais e como o abandonaram para servir Voldemort? Sem terem-no preparado para isso?
-Sem passado – ele concordou satisfeito com sua motivação.
Hermione sabia que ele esperava uma atitude sua, que mostrasse seu verdadeiro interesse. Olhando bem de perto, ela notou quando ele engoliu em seco, e perceber que ele estava tenso.nervoso.
Malfoy estava nervoso pela primeira vez em que faria sexo com ela. Malfoy nervoso com uma mulher, ou melhor, nervoso com o que quer que fosse! Essa constatação era ao mesmo tempo perigosa, pois mostrava seu interesse, e também tranqüilizadora, pois ele poderia ser manipulado.
-Sem passado – ela concordou, pensando inadvertidamente, em Rony. Para agradá-lo e lhe assegurar dos sentimentos que nutria, sempre lhe fazia carinhos e falava o quanto o amava, mas essa experiência não era valida com Malfoy. Seria capaz de vomitar nele outra vez, se tivesse que fingir amor eterno, por isso fez a única coisa que supôs ser capaz de mostrar a ele suas intenções – Gostaria de tomar um longo banho e me preparar. Se importa? estou suja e cheirando mal. Não quero me deitar com você nessas condições.
Um flash de surpresa e incompreensão passou na face de Malfoy e ela se perguntou como deveria ser triste a via de um homem, cujas amantes se importavam tão pouco com seu desejo e em lhe agradar. Pensou novamente em Rony e até conseguiu sorrir:
-Posso?
Ele concordou e a deixou ir.
Fechando a porta do banheiro, sentiu os joelhos fraquejarem e teria caído se não se apoiasse na pia. O que estava fazendo?
Ganhando tempo. Que Merlin a perdoasse e Rony também.
-Pode entrar? – Harry perguntou esperançoso.
-Posso, Mary me deu todas as senhas de segurança quando nos casamos. Era para quando ‘criasse juízo’ e viesse morar com meus sogros. – ele ironizou – mas não vamos entrar. Vamos incendiar a casa!
-Tem certeza?
Harry perguntou, incerto. Uma sensação ruim o fazendo ter duvidas.
-Harry, a casa destruída os fará voltar imediatamente! -ele moveu a varinha, mas Harry segurou seu braço a tempo.
-eu não sei se é boa idéia. Estou com uma sensação ruim. Muito ruim. E se houver alguma pisca dentro da casa?
-Será que seriam tão burros a ponto de deixar algo que os incrimine dentro da própria casa? – ele duvidou.
-Se pensarem como a filha, porque não?
Era uma pergunta e tanto. Realmente, porque não?
-Vamos entrar pela porta dos fundos – Rony decidiu – Verá com seus próprios olhos até onde vai a vaidade humana. Essa casa é um monumento ao desperdício!
-Não me importa, tudo que posso pensar é em encontrar Gina e Felicity.
-Não se preocupe, enquanto não transferir sua fortuna para Malfoy elas ficaram vivas. Ele não é tão burro a ponto de perder seu objeto de troca. – ele apontou para o local por onde poderiam entrar. –Sou auror e não posso me descontrolar, mas quando por as mãos sobre Malfoy, tenho medo de fazer uma besteira!
-Eu no seu lugar, me preocuparia mais com Mary. Malfoy vai estar ocupado com Gina- havia muita amargura em sua voz.
-Mary está me devendo uma. – ele disse tirando uma chave trouxa das vestes e abrindo a porta dos fundos – Não esqueci o que ela fez sobre as meninas. Harry, elas não são minhas de verdade...não posso perdoá-la por isso!
-Aproveite essa situação e de fim a vida dessa infeliz – Harry sugeriu, e Rony fingiu não ouvir, pois era apenas o medo e a raiva falando por ele. Harry não era um assassino! – É exatamente isso que farei com Malfoy.
Sua voz não deixava margem para dúvidas.
Como auror treinado, quis ter presença suficiente para repreende-lo. Mas não o faria. Não quando, pensava com tanto carinho na idéia de eliminar Mary da face da terra!
Mary esperou, e nada aconteceu. Nenhum som vindo do andar de cima. Eles estavam no quarto a uns vinte minutos, mas ela não ouvira nenhum barulho.
Conhecia Malfoy e ele não era uma amante silencioso. Sempre havia muitos gritos, ou gemidos de dor, quando ele a possuía brutalmente, ou então, quando lhe batia!
Aquele silencio era desconcertante.
Ela olhou em volta, para a bela e fria sala e então, olhou para Gina.
-Quer que ascenda a lareira? Está ficando frio aqui....
-Seria muito bom se pudesse fazer isso – Gina respondeu, controlando a língua, pois notara maravilhada que apenas as duas estavam ali. Esperava um momento de distração de Mary para tentar fugir.
Fazer valer o sacrifício de Hermione.
-Mary...- ela chamou em voz baixa – Notou o que está acontecendo?
-Não tente me pedir para fugir – Mary alertou e pela primeira vez desde que se descobrira prisioneira, ela teve medo de Mary.
-Não era isso...- tentou dar uma ar inocente em sua face – estou preocupada com você, Mary. É a mãe das minhas sobrinhas!
-Preocupada comigo? – ficou surpresa.
-Hermione roubou-lhe Malfoy...como fez com Rony. O que acha que vai acontecer quando Harry pagar o resgate e eu for libertada? – fingiu acreditar nessa mentira de ser libertada! – Eles ficaram junto e você...terá perdido Rony, as meninas, e Malfoy. Ficará sozinha quando tem direito a tudo que Malfoy conquistou! E quem estará usufruindo? Hermione!
-Oh, Deus – Mary sussurrou, só agora pensando nessa possibilidade.
-Não deixe acontecer, Mary. Não deixe que Malfoy tire de você o dinheiro, e o bebê do Rony...o bebezinho dos dois! Impeça-o o fazer amor com Hermione, para que ela não lhe lance seu encanto!
Mary se ergueu do sofá como se de repente um mundo de expectativas e conhecimento houvesse se aberto diante dela. Gina a observou subir correndo as escadas e sentiu por Hermione, mas tinha certeza que Malfoy daria um jeito em Mary. Mesmo assim teria que deixá-la para trás.
Sentindo essa perca, ela olhou para a filha em seus braços e ficou cega para tudo e todos. Tinha que salvar Felicity.
Hermione estava consciente disso, a ponto de se sacrificar para lhe dar a oportunidade de salvar Fely.
Mesmo querendo ir, ela não conseguiu. Suas pernas não a obedeciam.
Como poderia deixar Hermione para trás?
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Autora: Amanhã vai começar os últimos 4 capítulos. Devo posta-los amanha e segundo a noite. Vai ter um epilogo também.
Virão coisas tristes e por favor, leiam até o fim (é que eu tenho o habito de desistir de ler quando os mocinhos sofrem..hehehehehe...)
No último capitulo virá uma grande surpresa, que será um anuncio. Espero que fiquem bem ansiosas, pois estou em cólicas de tanta ansiedade para ver as reações!!!!
Beijos!