CAPITLO 113
REFRESCO
Malfoy dormiu por várias horas. Horas que Hermione desejava usar em sem favor próprio, para achar um jeito de fugirem. Mas com Mary e seus reforços, foi impossível.
Se estivesse sozinha, e não estivesse grávida, ela se arriscaria.
Mas as coisas não eram do jeito que desejava e estava começando a se conformar com isso. olhando para Gina, que pendia numa poltrona, a filha nos braços, lutando contra o sono, ela levantou-se esperando um escândalo de Mary, mas ela apenas lançou-lhe um olhar de ódio.
-Gina – ela tocou em seu ombro, e ela sobressaltou-se – Deixe-me ficar com Fely. Precisa dormir um pouco.
-Não, não preciso – ela negou e Hermione tirou a menina de seus braços.
-Estive desacordada por um bom tempo, não sinto sono – ela lembrou e viu Gina cair em um sono leve.
Era bom que dormisse e descansasse enquanto tivesse oportunidade. Estava de olho na varinha de Mary e se conseguisse apanhá-la, Gina teria que ser rápida e estar muito desperta para conseguir dar conta dos elfos.
-Quando nasce seu filho?
Mary perguntou de súbito, depois de horas de silêncio tenso.
-Não te interessa – ela respondeu, baixo, para não assustar o bebê.
-Não pode estar de mais que dois meses – ela disse pensativa e se aproximando – Se fossem gêmeos, sua barriga estaria maior – ela observou e Hermione desejou mandá-la para o inferno. – Não fique com medo pelo seu filho, ele será criado com todo amor e carinho, quando você partir.
-Do que está falando? – fitou-a como se àquela demente estivesse ainda mais louca que a uma hora atrás!
-Pensei muito – ela disse sorrindo – Vou matá-la. Mas isso não quer dizer que não posso esperar um pouco mais. Fico pensando...Rony iria adorar criar seu filho, como criamos as meninas. Sou uma mãe tão dedicada!
-Você é louca – ela disse em tom de observação desconsiderando o que ela dizia.
-Oh, não! Hermione! Vou deixar Malfoy usá-la o quanto quiser, depois que o bebê nascer, é claro. Até lá, cuidarei para que tenha uma vida de princesa, cuidada e amparada em cada pequeno desejo – ela garantiu e Hermione conteve um risada.
-Muito obrigada, Mary, mas ainda prefiro matar você e viver minha gestação ao lado de Rony – disse no mesmo tom que ela.
Aparentemente esse tipo de dialogo era normal em que a mente de Mary vivia.
-deixe-me cuidar dela, para que descanse – Mary ofereceu os braços e Hermione nem se deu ao trabalho de responder.
-Se quer me ajudar, traga-me algo para comer. Sinto fome – não era de todo mentira.
Mary se moveu, e Hermione ocultou um sorriso antes de dizer:
-Não gosto da sua comida. Eles devem saber cozinhar, não é?
Mary olhou para os elfos, humilhada. Fora rebaixada ao nível de elfos. Para Hermione, era inacreditável, que mesmo no poder, ela se deixasse comandar daquele modo. Era uma mulher doente, e quase sentia pena dela. Quase...!
Ao menos se livrara dos elfos. Restava-lhe Mary e seu plano de conseguir por as mãos em sua varinha.
-Ainda quer segura-la? – Hermione perguntou olhando para sua face, que se iluminou. Era tão previsível!
-Sim, quero segura-la para que possa descansar, Hermione. Para que nosso bebê não sofra com essa situação passageira...
“nosso bebê”.
Hermione tremeu diante do som dessa frase.
-Não pode segura-la com uma varinha em mãos e não confio nas suas intenções se mantiver a varinha apontada para mim. Como saberei que não pretende me matar e acabar com meu bebê? Você disse que faria isso, lembra?
Mary pareceu lutar contra tudo que acreditava, até decidir-se por deixar a varinha sobre uma sozinha e pegar Fely. Antes que a menina fosse posta em seus braços e Hermione tivesse oportunidade de apanhar a varinha e imobilizada, uma voz as parou:
-Entre essa criança para a mãe.
A voz vinha da escada, e acordou prontamente Gina. Malfoy, um pouco pálido pela ressaca, desceu rapidamente e agarrou Mary pelo braço, tirando-a do caminho.
-Nunca mais desobedeça uma ordem minha! – ele gritou com ela e Mary tentou se justificar, mas no foi ouvida.
Ele jogou a varinha em sua direção e Hermione lutou para não aparentar decepção.
-Porque isso, Malfoy? – perguntou aparentando normalidade – Achei que estivéssemos do mesmo lado agora!
-Ainda não tenho muita certeza disso – ele falou contrariado, com um olhar lascivo e ao mesmo tempo desconfiado.
-Então me deixe convencê-lo – ela sorriu insinuante, e notou o quanto Mary avermelhava de indignação.
Malfoy se aproximou e tocou seus cabeços, um toque de reconhe4cimento, deslizando uma mexa longa e crespa pelos dedos, e observando esse movimentos, antes de olhar em seus olhos, medindo sua decisão.
-Não tente me enganar, sangue ruim. – ele avisou.
-Porque tentaria enganá-lo?
-No passado você não se bandearia para o meu lado – ele lembrou.
-Sim, no passado era uma menina boba e idealista. Agora, tudo mudou – ela respondeu sem fugir ao desafio. – Só peço uma coisa, Malfoy, antes de abandonar minha antiga vida.
-E o que você quer? – ele soltou seu cabelo, tenso.
-Harry tem uma grande fortuna, mas se ela morrer...ele vai te perseguir o resto da vida. Tem aliados políticos e dinheiro não vai lhe faltar para isso. não seja tolo, Harry não se importa com dinheiro, ficará conformado se devolve-la viva. Vivera sua vidinha simplória ao lado dos Wesley feliz da vida! E você, ficará livre para ter a vida que pediu a Deus, sem se preocupar com nenhum justiceiro no seu encalço! – sorriu – Sabe como Harry é!
-Ele foi seu amante? -ele perguntou petulante – além do Wesley? Potter é seu amante?
-Não me diga que acreditou na historinha de uma chave de portal temporal! – ela era tão convivente, que Gina ficou na duvida por um segundo.
-Oh, então, Potter não foi o bastem para mantê-la do lado ‘bom’ – ele pareceu deliciado.
-Harry é um bom amigo. Será um bom marido....Harry é...Bom – ela sabia, que a essa hora a mente dele estava a toda velocidade.
-E o Wesley? -ele parecia tão interessado que Hermione se perguntou como ele não era capaz de notar a própria obsessão nos dois, Harry e Rony.
Ela soltou um longo suspiro olhando para Mary:
-Agüentou essa louca por seis anos. O que você acha que ele é?
Malfoy riu alto, apreciando seu senso de humor negro.
-Venha comigo, Granger, tenho presa para lhe mostrar o quão perfeito amante sou – ele estendeu a mão virando-se para Mary e dizendo:
-Cuide de nossas ‘visitas’.
Hermione sentiu um enjôo que nada tinha a ver com a gravidez. Era um enjôo de nojo, por tocar em sua mão, e permitir que seus dedos a segurasse, levando-a com ele pela escada. Ela chegou a olhar para trás, para Gina, mas esta apenas olhava para os dois com incredulidade.
Uma pena que Gina não entendera sua situação.
Mas se conseguisse convencer Malfoy a deixar Gina e Fely viver, seria uma mulher feliz. Talvez pudesse atrasar o inevitável.
E onde, em nome de Merlin, estavam Harry e Rony?????