CAPITULO 111
Terrível espera
-Ninguém viu Hermione.
As noticias não poderiam ser piores. Desde que perderam a pista de Mary e possivelmente Draco Malfoy, eles estavam desesperados atrás de Hermione.
-Olhe o que encontramos – um auror mais jovem chamou Rony, pois eles ainda estavam naquele hotel barato, onde deveria estar Mary. Ele havia sido interditado e os aurores garantiam a segurança para que pudessem investigar e colher qualquer indicio que apontasse o local onde estariam.
Fazia duas horas que as duas estavam desaparecidas e ele olhou para o auror e seu sorriso com uma vontade incontrolável de bater em alguém. Fazia força para se controlar e não gritar e tinha que conduzir aquela investigação friamente, mas estava sendo o inferno cada minuto longe de sua irmã e sua mulher. E havia a pequena e frágil Felicity.
Seguiu-o para o longo corredor, onde avistou Harry também se aproximando. Ele não parecia melhor que ele. Seus olhos transmitiam todo o desespero interior que o tomava.
-Vejam- o auror tirou das mãos de outro auror um pequeno menino, e quando ambos se aproximaram viram que não era um menino, mas sim um velho homem, muito baixinho e franzino – Ele estava dentro do armário do quarto. Provavelmente viu tudo que se passou lá dentro.
-Como não o vimos antes? – Harry perguntou, e ainda havia uma gama desespero em sua voz, por mais que tentasse ocultar.
-Há uma passagem secreta que parte de dentro do velho armário para vários pontos do hotel. É um pequeno espaço, construído para uma única pessoal – ele deixou obvio que fora criado pelo velho calado – Provavelmente não sabiam de sua presença, pois deve espiar todos os hospedes que lhe interesse.
-Levem-no para interrogatório – Rony ordenou, quando notou que o velho homem se calava e fugia ao seu olhar – Use todos os feitiços permitidos para lhe arrancar a verdade!
-Não demoraremos, senhor – o jovem auror saiu apressado arrastando o pequeno homem, que estava imobilizado e Rony olhou para Harry.
-Rony...
-Não diga nada, Harry – ele pediu ou perderia a cabeça – Hermione não deveria ter nos seguido. Foi inconseqüência! Burrice! Tem idéia do que Mary fará com ela?
-E você? Tem idéia do que Malfoy fará com Gina e Fely? Do que será capaz para me atingir?
-Não esqueça, é minha irmã e minha sobrinha também – ele lembrou-o e Harry concordou. Não era hora para desentendimentos entre eles.
-Harry Potter! – o mensageiro apareceu no corredor, correndo arfante, carregando uma carta em sua mão ferida por inúmeras bicadas de coruja – Isso chegou para Harry Potter!
Logo atrás dele vinha um auror, vigiando-o visto que nenhum funcionário do hotel estava livre de suspeitas e até averiguarem os álibis e as inocências serem provadas, todos estavam detidos!
-O que é isso? – Rony perguntou quando a expressão de Harry mudou drasticamente.
-Malfoy. Como pensamos, é ele quem está por trás disso – estendeu o biblete para Rony que perplexo não acreditou no que leu.
-Ele enlouqueceu? Quer trocar Gina por toda sua fortuna?
-Malfoy quer que passe tudo que tenho no banco para o nome de Mary – ele confirmou, menos indignado do que Rony – ele sabe que farei tudo para ter sua irmã de volta.
-Sim, e eu sei, que no momento que ele tiver posse do que deseja, Gina será uma mulher morta – a crueza de Rony não afetou Harry, pois sabia disso também.
-E Hermione e Fely também – ele completou, notando que as palavras desapareciam do bilhete rapidamente.
Malfoy não era um homem tolo. Não tinham nenhuma prova que o ligasse ao seqüestro. Se não fosse pela influencia de Rony e da família Wesley, agora que Harry Potter estava desacreditado, eles nem teriam uma investigação.
Até o momento, para o ministério, Gina havia fugido com a filha e o marido, que regressara depois de muitos meses dado como morto. Algo sobre o pobre Greg querer proteger a família das mãos sórdidas e dos planos horrendo do ex-amante frustrado e perigoso Harry Potter.
-Nick descobriu que os pais de Mary foram para a Europa – Rony disse, referindo-se ao jovem auror com quem conversara mais cedo – O que é estranho, visto que eles nunca deixam aquela maldita casa.
-Porque diz isso? – Harry estranhou seu tom jocoso.
-A maior, mais cara e mais elegante casa do mundo bruxo. Porque alguém iria querer sair de lá? Porque um pobretão sem um tostão furado no bolso não iria idolatrá-los pela perspectiva de morar naquela digníssima mansão? – ele ironizou, lembrando-se da humilhação.
-Malfoy deve ter um refúgio. Para onde Mary iria?
-Ela iria atrás de mim, depois atrás das meninas e por ultimo dos pais – ele disse convicto – Visto que não sou opção, e que as meninas estão com meus irmãos, protegidas, sobra apenas os pais.
-Acha que foi para a Europa com eles?
-Não – ele maneou a cabeça – Mary não desistiria. Por isso levou Hermione. Só não sei como conseguiu apanhá-la! Hermione é sempre tão cuidadosa, tão sagaz!
Sua inconformação fez eco aos pensamentos de Harry.
-Ela pensou que fosse dar conta apenas de Mary – Harry defendeu-a, pois agiria do mesmo modo.
-Isso não pode estar acontecendo! – Rony disse entre dentes, quando o mesmo auror que levara o homem que encontrara no armário, voltar apressado, com a sombra do que seria um sorriso satisfeito na face. – O que ele disse?
-Era mesmo Malfoy – disse exultante – Enviei um comunicado oficial, estão mandando reforços. Draco Malfoy passou a noite com sua mulher...sua ex-mulher e então, depois que foram apanhados, voltou e estuporou Hermione Granger e junto a Mary, aparataram.
-Para onde? – Harry perguntou ansioso.
-Ele não sabe. Enviei alguns aurores para antigos locais usados por Malfoy como esconderijo até anos atrás. Até o dia que o ministro teve a brilhante idéia de considerá-lo recuperado o bastante para sair de Askaban!
Isso era algo que jamais entenderiam. O poder cega as pessoas. Mas emburrece-las? Já era demais!