CAPITULO 109
A hora chegou
Hermione esperou que eles aparatassem, para entrar.
Não quisera atrapalhar, muito menos tirar-lhes a atenção, mas não iria acreditar que Mary não tentaria fugir! Ela invadiu o quarto e olhou em volta, até ver Mary em um canto, chorando como se o mundo houvesse acabado.
-Como é cínica – disse olhando para ela – e ainda tem coragem de chorar?
-Você... –ela disse olhando para Hermione com nojo e raiva - ...ele nunca vai ser seu – ela disse quase sem forças, de tanto chorar.
-É mesmo? – Hermione apontou a varinha para ela, quando Mary se levantou e cambaleou até a cama – E por acaso acha que ele ainda vai ser seu depois do que viu nesse quarto?
-Agora não há mais segredos -ela disse limpando as lagrimas, naquela sua lógica distorcida da realidade – Rony vai me perdoar e vai aceitar. Vamos ser tão felizes, Hermione, quando nosso bebezinho nascer, vamos ser tão felizes!
Ela tinha colocado as mãos no ventre e Hermione riu.
-Deixa de ser mentirosa, Mary. Ouvi quando disse que o perdeu – ela quase gargalhou diante de sua expressão de completo desespero. – Acredite, Rony, não sentira falta desse filho imaginário -ela colocou a mão sobre o próprio ventre, sorrindo para irritá-la. Era uma pequena vingança pessoal – Ele estará muito ocupado com o filho que vou lhe dar, para lembrar que você existe!
-É mentira! – Mary gritou – Você disse que era apenas um mentira!
-Oh, sim, uma grande mentira para te enganar. Sabe...fico enjoada só de olhar para sua cara. Deve ser um sintoma da gravidez, não suportar sua presença desagradável!
-Porque não vai embora? – Mary gritou, enfurecida, descontrolada ao saber que a criança realmente existia.
-Porque quero ter certeza que estará aqui quando os aurores chegarem!
-Ele nunca vai ficar com você – Mary diminuiu o tom de voz, muito ódio em seu olhar.
Hermione ergueu uma sobrancelha em desafio, imaginando como alguém poderia ser tão perturbado a crer nisso.
Seria uma longa espera, mas ela não tinha presa. Ver Mary pagar por seus crimes, era algo que faria com o maior prazer!!!!
Gina tinha colocado Felicity no berço quando alguém arrombou a porta. Assustada, ela quase caiu, olhando em pânico para os destroços da parede, para a imagem do homem que avançava, a varinha em punho, mirando a varinha em sua direção.
Com o desespero de uma mãe, ao tentar salvar a cria, ela apanhou a própria varinha e mirou, na anciã de se defender.
Tão rápido como ele veio, também sumiu. Apavorada, ela girou em torno de si, procurando-o. aquele hotel estava com proteção, então como era possível?
Quem seria capaz de passar por tantos feitiços de segurança, com Dobby de vigília. Medo a fez tremer, quando a imagem de Greg surgiu diante de seus olhos, ele estava muito perto do berço, os olhos fixos nela.
-Largue a varinha – ele ordenou e Gina olhou para a filha, tão perto dele.
-Greg, não faça isso!
-Largue a varinha – ele insistiu, e seu olhar deixava claro que algo muito ruim aconteceria se não o obedecesse.
-Greg! – ela quase implorou., mas ele não a ouviu.
-Pegue-a – ele mandou, escondendo o nervoso com uma mascara de frieza.
Deixando a varinha no chão, ela apanhou Fely no berço, mantendo-a junto de si e gritou quando ele a envolveu com um feitiço de cordas mágicas.
Levou apenas um segundo, então, os três desaparecerem.
Harry encontrou o quarto destruído. O chão cheio de entulhos. Cheiro de medo no ar. Rony apurou os ouvidos quando entrou, logo atrás dele. Haviam encontrado Dobby desfalecido no corredor, mas não havia tempo para lamento.
Não havia sinal de Gina, ou do bebê, com exceção de sua varinha no chão. Ela jamais partiria sem sua varinha. Era obvio que havia sido levada a força.
-Para onde ele foi? – Harry falou para o vazio, em seus olhos o horror de pensar em sua família nas mãos do louco do Greg.
-Não sei – Rony disse apanhando algo no chão – Harry – ele segurou um broche em suas mãos, olhando para o amigo com desconfiança e horror nas pupilas azuis – O que isso está fazendo aqui?
Harry segurou aquele objeto com o desespero de um homem que espera uma solução mágica aparecer diante de si e tira-lo daquela situação. Entendimento cruzou sua face, e ele sentou-se na beira da cama, quando a realidade feia, tornou-se ainda mais horripilante.
Ele conhecia aquele objeto. Carregara um muito parecido por anos, mas o seu tinha o símbolo da Grifinólia. Era um broche de uma das casas de Hogwarts.
-Greg foi Lufa-lufa – Rony disse, mas não era preciso.
-Eu o mato se encostar um dedo em Gina – Harry disse levantando-se e jogando àquele maldito objeto sonserina contra a parede – EU O MATO DE ENCOSTAR NA MINHA MULHER E NA MINHA FILHA!!!!!!!!!
Rony não o condenou, pois o mataria caso Harry não o fizesse.
-Não – Hermione disse, divertindo-se quando Mary tentou escapar, andando perigosamente próxima a porta. Colocou-se entre ela e a saída e sorriu - Não vai fugir dessa vez!
-Vá para o inferno, sangue-ruim – ela disse entre dentes, mal contendo o ódio.
-Sabe que prefiro a verdadeira Mary ao papel que representa? É muito mais interessante! Veja, é feia e rancorosa. Falsa e vazia de sentimentos. Muito melhor do que ser irritante e dissimulada! Não acha?
Mary fulminou-a com os olhos e não respondeu nada.
-Achou mesmo que manteria essa farsa pela vida toda? que esse Greg seria seu amante para sempre? Que Rony jamais descobriria?
Mary olhou-a com uma frase na ponta da língua, como se quisesse contar vantagem, mas aquilo era demais, não poderia deixar escapar!
-Vamos, Mary, me deixe saber com quem estou lidando! – Hermione insistiu.
-Greg...não vão apanhá-lo – ela disse sorrindo, de algo que somente ela sabia.
-Oh, é mesmo? Pelo que soube, Greg nunca foi um grande auror! – ela provocou e Mary quase riu – Porque não me conta?
-Você se acha a grande bruxa – Mary riu baixinho – a grande bruxa do século! Mas não é nada além de uma toupeira cega! Incapaz de ver o que está diante dos seus olhos!
-E o que está diante dos meus olhos, Mary? – ela perguntou achando que havia mesmo um grande segredo. – Não quer ter a satisfação de me ver incrédula? Heim?
Mary quase cedeu, mas então, negou com a cabeça e olhou para o espelho do quarto. Havia um grande espelho na parede, e ela se aproximou, olhando sua bela imagem, enrolada em um lençol.
-Acha mesmo que ele me deixaria para trás?
Ela perguntou de lado, com um ‘que’ de superioridade da voz e no olhar e Hermione demorou a entender, até ouvir um ‘ploc’ atrás de si.
Antes que tivesse tempo para virar-se ela sentiu o mundo rodar e então, tudo escureceu....