FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

12. Capitulo 12


Fic: Razão ou Emoção Atualizada Último on!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

CAPITULO XII


 


—  É um menino — afirmou o técnico que manipulava o aparelho de ultra-sonograíia.


No monitor Hermione podia ver, sem sombra de dúvida, a de­finição sexual do bebé no seu ventre. Podia relaxar, agora, e pensar no nascimento de seu filho sem a angústia de pensar que poderia ser uma filha, o que alteraria tudo. Para ela, me­nino ou menina não queria dizer nada, porém para Harry era importante.


Durante os últimos quatro meses, desde que a gravidez havia sido confirmada, dissera a si mesma que o filho deles seria amado, fosse qual fosse seu sexo. Agora tinha mais empatia pela mãe. Alicia tivera cinco filhas, cada uma delas negando-lhe a liberação mental e emocional que um menino teria proporcionado.


Claro, o bebé ainda precisava nascer, mas a ultra-sonografia revelara que seu desenvolvimento era perfeito e ela não teria problemas de saúde, a não ser a fadiga natural numa gravidez. Em mais quatro meses e meio o testamento de Lawrence estaria satisfeito, terminando sua tirania.


Um filho dela e de Harry. E se bem que fosse o neto legal de Lawrence, não havia qualquer conexão genética entre o pe­queno e o homem que ela considerava um sádico egoísta.


—Pode vestir-se agora, sra. Potter — disse o técnico. — Espero que o fato de ser um menino seja uma boa notícia para a senhora e seu marido.


—Sim, é. Se bem que ele gostaria também se fosse uma menina.


—Talvez na próxima vez — sorriu o técnico.


Próxima vez. Hermione não podia pensar nisso, não naquele momento. Só depois de avaliar Harry como pai. Tinham in­timidade na cama, mas o passado do marido ainda era um mistério para Hermione. Parecia que ele guardava sua vida em compartimentos separados e só permitia a entrada da esposa nos que considerava parte do relacionamento deles.


Assim que saiu da clínica, Hermione pegou o celular que Harry insistia que levasse sempre com ela. Era quase meio-dia e o calor de fevereiro a fez parar sob uma árvore para fazer o telefonema. Se bem que não fosse uma emergência, estava aflita para con­tar-lhe o resultado da ultra-sonografia. Se fosse uma menina, teria que ter tempo para se preparar, mas era um menino.


Sorria quando atenderam.


— Escritório do sr. Potter. Em que posso ajudar? — disse a voz impessoal.


— Aqui é Hermione Potter, esposa de Harry. Eu queria falar com ele.


— Oh! — Houve um curto silêncio surpreendido, pois era a primeira vez que ela ligava para lá. — Ele está numa reunião, sra. Potter. Um momento que passo a ligação.


— Se for uma reunião importante...


— Não, não. A senhora tem prioridade máxima.


Ouviu a secretária passando a ligação e dizendo que era ela. A voz de Harry soou preocupada.


—     Hermione, o que foi?


Ela sorriu da angústia dele.


— Estou bem, Harry. É o bebé... Eu queria lhe dizer que vamos ter um menino.


— Um menino? — Ele parecia aturdido. — Como sabe?


— Fiz uma ultra-sonografia. — Ela repetiu, orgulhosa: — É mesmo um menino.


Silêncio por vários segundos. Então, ele voltou, reprovador:


— Você marcou uma ultra-sonografia e não me disse nada?
Uma sensação de culpa insinuou-se no contentamento de Hermione.


— Eu não quis dizer — confessou.
Ele suspirou:


-— Eu queria ter estado com você, Hermione. O desapontamento dele a tornou ainda mais culpada. Fora errado excluí-lo da experiência de ver o filho pela primeira vez.


—    Desculpe, Harry. Iria atrapalhar o seu dia e...


Ela hesitou; estava atrapalhando o dia dele naquele mo­mento. Sua decisão havia sido egoísta, não considerara os sen­timentos dele.


— Estou com um vídeo da ultra-sonografia — acrescentou.
— Você o verá hoje à noite.


— Ah! — Havia alívio no suspiro dele.


— O bebé é perfeito — assegurou.


— Isso é ótimo, Hermione. Ótimo! — Mais calor agora. — A ultra-sonografia mostra mesmo que é um menino?


— Sem dúvida. Acabo de sair da clínica. Achei que você gostaria de saber.


— Sim. Obrigado.


Afinal, fizera bem em telefonar, reassegurou-se Hermione.


—Bem, vou deixá-lo voltar à sua reunião...


—Um menino... — repetiu ele, aturdido.
Não ansioso, não triunfante: aturdido.


O sexo do filho deles não importava realmente para Harry, pensou Hermione. Um menino não representava a extensão do seu ego, como para Lawrence Granger. Harry não era farinha do mesmo sacol


Embalada pela esperança de uma feliz futura família, Hermione despediu-se:


— Nos vemos à noite.


— Sim, à noite...


Ela pôde perceber o riso na voz dele e ficou alegre.


—     Até, então — e desligou.


Andando pelo estacionamento do prédio Hermione pensava nos dois lados do caráter do marido. Ele podia ser tão terno quanto era rude, gentil, forte, cálido e terrivelmente frio. Socialmente, mantinha uma encantadora polidez que jamais era quebrada em qualquer circunstância, o perfeito convidado, o perfeito an­fitrião. No entanto, Hermione sabia que a mente dele trabalhava em dois níveis: superficialmente, satisfazendo as exigências das demais pessoas; e profundamente: guardando tudo que elas diziam que fosse importante para ele.


Percebera isso por comentários que o marido fazia quando ficavam a sós. Às vezes Hermione recebia essas pequenas confi­dências como uma prova de que Harry confiava nela a ponto de revelar seus pensamentos íntimos. Outras vezes preocupava-se com o que ele não dizia, certa de que guardava para si a maioria dos fatos.


No entanto, não podia se queixar da generosidade dele, prin­cipalmente no que lhe dizia respeito. Como seu carro, quando o ganhara. Tudo que ela quisesse, ele lhe dissera. O custo não importava. Ela podia ter escolhido entre um Porsche ou uma Ferrari, mas não se via transportando cerâmicas e materiais em carros esporte. Decidira-se por um sedan e ele escolhera o Mercedes-Benz ML320, o melhor do mercado.


Ajeitou-se no assento do motorista, pensando que aquele carro ultra-seguro era muito mais prático para transportar um bebé e toda sua parafernália. Sorrindo a essa perspectiva, saiu do estacionamento e dirigiu-se para casa, pegando a estrada que levava a Rose Bay. Ao ver a propriedade ela se apaixonara, e Harry a comprara no mesmo instante.


A construção era moderna e dava para a face norte. Todas as salas e quartos, com uma das paredes inteira de vidro, eram voltados para a baía. Uma casa aprazível, pensara Hermione, completamente ao contrário, em estilo e clima, da imponente mansão Granger. E situada do outro lado da baía, também.


As paredes brancas e o piso de lajotas haviam lhe dado liberdade para escolher as cores que bem quisesse para os móveis. E escolhera cores alegres e brilhantes, nada sombrio ou neutro. Talvez fosse o temperamento italiano se revelando, mas ela gostava de vibrações positivas.


Os quatro meses anteriores tinham sido bons, com Harry fazendo sua parte do acordo e Hermione a dela. Parecia-lhe tanto tempo já, mas tinha sido apenas em agosto do ano anterior. Eles se haviam casado na primeira semana de outubro e ela reconhecia que tinha pouco de que se queixar e muito de que ser grata.


Harry era um bom e dedicado marido. Amante fantástico. Sua casa era linda. O que havia sido o conservatório, numa extremidade da construção, fora remodelado para servir de estúdio para ela e equipado com tudo que um ceramista pode precisar ou querer.


As coisas que deixara guardadas em Broome haviam sido transportadas para lá. Um decorador de interiores encarrega­ra-se de comprar os móveis e equipamentos que ela indicava. Tinham sido contratados arrumadeira, cozinheira, copeira e jardineiro. Hermione tinha muitas horas livres para trabalhar e criar novas peças de cerâmica.


Harry oferecia-lhe uma vida privilegiada, tudo era feito segundo suas necessidades e desejos. No entanto, faltava-lhe a sensação de ser amada, incondicionalmente amada. Bens materiais não preenchiam esse anseio.


Desde que voltara a morar em Sídnei ela vira Felicity e Vanessa em acontecimentos sociais, como uma estreia na ópera, um vernissage de mostfa de arte. E o único contato com elas fora um polido cumprimento. Não que quisesse estreitar laços com as irmãs, mas não gostava de viver como se as ignorasse.


Quando fora comprar as roupas que convinham à esposa de Harry Potter, uma vez encontrara a mãe na Double Bay Butique e impulsivamente a convidara para ir tomar um café. A mãe aceitara, se bem que Hermione logo percebera que o fizera por curiosidade e não com intenção de iniciar um relacionamento.


— Você está grávida? — perguntara Alicia diretamente, de­ pois de se haverem sentado a uma mesa.


— Sim, estou — respondera Hermione.


Ela estava consciente de que seria um alívio para a família saber que havia um bebé a caminho, uma criança que liberaria as heranças delas.


Alicia sorrira e fizera um comentário irónico.


— Harry não perde tempo. — Depois a olhara de soslaio.
— Ele é tão ambicioso quanto Lawrènce.


— É, mesmo? — fora a resposta dela, despreparada para aquele tipo de comentário.


— Fico imaginando se ele irá devorar sua vida como Lawrence devorou a minha.


A conversa entre as duas não havia ido muito além disso e deixara Hermione com a perturbadora sensação que ela costumava pôr de lado dizendo a si mesma que Harry não era como Lawrènce e que sua vida não seria como a de sua mãe.


Ocupada por esses pensamentos, mal prestou atenção no ca­minho de volta para casa. Virando automaticamente para sua entrada de garagem, notou que chegara em casa sem perceber.


Censurando-se pela falta de cuidado, guardou o carro na garagem, ainda pensando na vida de sua mãe. Uma vez dentro de casa, foi para o estúdio onde sua privacidade era assegurada e telefonou para Alicia Granger.


—Hermione?


Na voz da mãe havia a nota de perplexidade de quem não imaginava o que a quinta filha poderia querer com ela.


— Vai ser diferente, mãe. —Hermione falou como se a mãe soubesse o que pensara. — Fiz uma ultra-sonografia. O meu bebé é menino.


Silêncio. Sua satisfação em comunicar o fato teve vida curta.


— Ligou para jogar isso na minha cara?


— Não — protestou Hermione. — Eu só queria...


Parou sem saber o que dizer. Como explicar o desesperado desejo de apagar o passado?


— Partilhar sua alegria? — voltou a mãe, sarcástica.


— Não... Por favor, conte a Caroline — pediu, sem jeito. — E às minhas outras irmãs. Elas poderão receber suas heranças quando o bebé tiver nascido.


Lágrimas ardiam-lhe nos olhos. Desligou o telefone e afun­dou na poltrona, rendendo-se à onda de emoção. Aceitar os fatos era o mais sensato. Sua mente reconhecia isto. No entanto, muitas vezes não se podia ignorar a dor. Ela queria uma mãe. Queria um pai. Queria as irmãs. Queria que Harry a amasse. Por que não conseguia ser certa para alguém?


De súbito, percebeu que tinha as mãos no ventre e lem­brou-se do seu filho, do pequenino ser que vira no monitor do computador, palpitando em seu ventre. Uma nova vida come­çaria quando o bebé nascesse. Ela poderia dar amor, então. Amor de mãe, pelo menos. E faria tudo maravilhoso para seu filho. Ele jamais seria privado do que realmente importava.


Depois de se refazer, Hermione subiu para a suíte que ocupava com Harry. Foi lavar o rosto marcado por lágrimas, prendeu os cabelos, vestiu short e camiseta, então desceu para trabalhar um pouco. Lidar com cerâmica era o melhor calmante.


Seu estômago, vazio e inquieto, dizia-lhe que comesse algu­ma coisa, apesar da falta de apetite. Precisava pensar no filho. Passou pela cozinha onde a cozinheira e governante, Renée Harper, lidava no fogão.


—     Pronta para almoçar? —perguntou Renée.


A governante tinha uma disposição maternal para com Hermione, que escolhera a gorducha senhora de meia-idade entre outras candidatas por ter instintivamente gostado dela e isso pare­cia-lhe mais importante do que impressionantes referências.


—  Não se preocupe comigo, Renée. Quero apenas um san­duíche e um copo de suco de fruta.


— Comprei lindos abacates. Eles são muito nutritivos, sabe?
Bons para o bebé.


— Está bem, então me prepare um também.


Quis comer ali na cozinha, mesmo, e contou a Renée sobre a ultra-sonografia. A governante exultou com a notícia e falou sob encantos e características dos menininhos. A conversa ele­vou o moral de Hermione e quando foi para o estúdio pôs-se a moldar uma peça com entusiasmo.


A tarde passou depressa. Uma batida à porta do estúdio tirou a concentração do vaso que modelava. A argila alterou-se na roda e ela voltou-se para a porta, impaciente.


—O que é?


Os empregados sabiam que suas horas no estúdio eram sa­gradas. A porta abriu-se e Renée, com um gesto de desculpa, fez Alicia entrar!


—A sra. Granger insistiu...


Hermione ergueu-se com as mãos sujas de argila e fitou, incré­dula, a elegante figura de Alicia Granger, que parou olhando com interesse os potes e vasos dispostos sobre pedestais. Quan­do voltou-se para a filha parecia tão espantada quanto ela.


— É isto que você faz? — perguntou, com respeito na voz.


— É... — Hermione respondeu, tensa. Depois fez um aceno para a governante. — Obrigada, Renée.


A porta fechou-se.


Alicia movimentou-se com cuidado até um pedestal que era encimado por um vaso alto em tons de .azuis que tinham o efeito cristalino que Hermione estava experimentando.


— Trabalho seu? — perguntou, tocando-o.


— Sim.


—     É bonito — Alicia sacudiu a cabeça. — Muito bonito.
Surpreendida pela inesperada apreciação, Hermione pôde apenas pronunciar um fraco:


—     Obrigada.


A sra. Granger continuou a andar devagar pela ampla sala, admirando as peças, ocasionalmente tocando uma ou outra. Hermione não tinha ideia do que passava pela cabeça de sua mãe, por que viera. Nervosa, foi até a pia, lavou as mãos e enxugou-as no avental que usava, esperando que Alicia completasse a volta. Quando estava diante dela de novo, seu olhar era avaliador.


—Eu não a conheço, absolutamente — disse, parecendo falar mais para si mesma.


—Você não quis conhecer.


Era a verdade dita com simplicidade.


—Não, eu não quis — concordou Alicia. — Você foi um ato desesperado que não deu certo, Hermione. Na maior parte do tempo eu não suportava sequer olhá-la. Senti alívio quando foi embora.
Fiquei pensando nisso desde que me ligou para dizer do bebé.


—Sinto muito. Eu não queria perturbá-la. — Hermione suspirou e tentou expressar seus pensamentos. — Na última vez que nos encontramos você fez paralelos e isso me assustou. — Olhou a mãe, num apelo angustiado. — Preciso que minha vida seja diferente.


Alicia assentiu.


—Estou contente com esse menininho por você, Hermione. Estou,mesmo. Você não merecia o que teve de Lawrence e de mim.  Espero que harry a trate bem.


—Obrigada.


—Quanto às condições do testamento, tenho certeza que Lawrence pensou em mim — disse, ironicamente. — Felicity e Vanessa estão bem de vida com o que ganharam nos seus divórcios. No entanto, a novidade irá dar alívio a Caroline e Nadine. Vou contar a elas.


—Por favor... Caroline fez uma referência a isso no meu casamento.


—Imagino — Alicia sorriu, triste. — Ela odiava Lawrence provavelmente mais do que você.


—Por quê? — quis saber Hermione, que jamais imaginara isso.


—Porque ela é inteligente e esperta. Pensou que pudesse ajudar o pai, mas ele escarneceu a ideia. Uma mulher entre seus pés?


Impensável para um homem como Granger.


—     Por que ficou com ele, mãe? — perguntou Hermione.
Queria entender a escolha de Alicia, já que aquele não podia ter sido um casamento feliz para ela.


—    Oh, Lawrence era poderoso, excitante e desafiador. Outro homem não chegaria aos pés dele. Eu não estava preparada para viver sem ele. — Alicia fitou a filha. — Imagino que você sinta o mesmo por Harry.


Sentia? Hermione jamais pusera seus sentimentos nesses termos, no entanto as palavras da mãe, outro homem não chegaria aos pés dele, eram verdadeiras.


—    Até o fim eu quis Lawrence — continuou ela, o olhar perdido no nada. — Olho para trás agora e vejo tudo que fiz para mantê-lo comigo... o que ganhei e o que perdi... e compreendo como era obsessiva em relação a ele. Talvez fosse até uma doença. — Calou-se, respirou fundo, depois olhou triste para Hermione. — Realmente, tínhamos escolha? Ou tudo aconteceu conosco num arrasador poder de forças?


Era uma pergunta que fazia pensar. Hermione lembrou-se do co­mentário de Harry sobre ela ter escolhido ir embora de casa, não recebendo mais nada de Lawrence. Na realidade, sua fuga de uma vida que se tornara um pesadelo não havia sido uma escolha consciente. Ela fora embora porque tinha que ir, empur­rada pelo insuportável. Até mesmo a escolha de se casar comHarry havia sido influenciada por forças emocionais.


—    Por que veio aqui, mãe? — perguntou.


Estava curiosa e não se sentiu sem jeito ao perguntar. A franca conversa o permitia. Alicia sacudiu os ombros.


—    Na certa acha isso estranho depois de tantos anos de indiferença, mas de repente eu quis conhecer você Hermione. — Ela deu um sorrisinho. — Talvez seja um pouco tarde para uma ligação mãe-filha. Impossível, eu diria, por tudo que car­regamos. Mas gostaria de conhecer a pessoa que você é.


Hermione ficou olhando para a mãe, sem acreditar no que ouvira. O oferecimento de uma ponte que as unisse de algum modo era como o arco-íris depois de anos de chuva. Com medo que ele desaparecesse, Hermione procurou mantê-lo sem parecer emo­tiva demais.


— Eu também gostaria... — disse do modo mais casual que pôde. — Conhecer você, quero dizer.


— Não sou uma pessoa muito bonita — avisou Alicia.


— Estou interessada — sorriu Hermione. — Você é a minha mãe.


— Sim, sou — concedeu ela, seca. — Talvez possamos almoçar juntas na semana que vem... ir comprar coisas para o bebé...


— Podemos, sim. Telefone-me quando quiser.


—  Um menino... — Alicia sorriu e balançou a cabeça. — Eu teria dado minha vida por um menino!


— Eu me sentia assim nesta manhã, antes de saber.
O olhar da sra. Granger aqueceu-se, por fim.


— É bom conversar com você sobre isso, sem recriminações.
Ela não queria sentir-se culpada, pensou Hermione.


—  Bem, vou indo — disse Alicia, contente. — Vou deixá-la com seu trabalho.


—  Eu a acompanho — ofereceu Hermione, tirando o avental.


—  Não. Encontro o caminho. — Alicia aproximou-se e to­cou-lhe o braço. — Obrigada, Hermione. Eu telefono.


Hermioen sentiu-se emocionada com aquele gesto. Não era um toque de amor, mas era uma aproximação e não precisava de mais palavras. Sua mãe caminhou rapidamente para a porta, abriu-a, saiu e fechou-a, deixando-a com a sensação de que uma porta muito mais delicada se abrira.


Tirou o avental, desinteressada do trabalho. Foi para a porta de vidro deslizante que dava para o jardim e saiu. Um novo começo, pensou, aspirando o ar salgado da baía, adorando a brisa que brincava com seus cabelos. Levou a mão ao ventre e sentiu o pequeno volume que abrigava seu filho e de Harry. Ia ser um novo começo para todos.


Dali por diante seria mais aberta com Harry e o encorajaria a ser mais aberto também. Os sentimentos que ficavam es­condidos podiam assumir outros significados, alimentando dú­vidas e preocupações. Ela queria conhecer mais das escolhas dele, queria saber para onde estava indo e o que o levava.


O caçador...


Aquela noite, prometeu a si mesma. Aquela noite não ficaria sem as respostas que queria.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.