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1. Capitulo um.


Fic: Dangerous.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo um: Surpresas e ameaças.


A fama é algo que me agrada mais do que qualquer coisa.É algo vindo dos céus, cujo objetivo é dar respeito, riqueza e poder a seu escolhido e claro, trazer problemas inimagináveis.
O meu começou há, mais ou menos, uma semana quando aquele maldito convite chegou.Estava em minha grandiosa mansão, cercado por obedientes Elfos Domésticos, sentado em minha confortável poltrona, o controle remoto em uma mão e o envelope em outra.Eric, um de meus ricos amigos, faria uma festa para os ex-alunos de Hogwarts e seria a oportunidade perfeita para todos exibirem suas mulheres fúteis e gostosas, todos menos eu.
Claro, para um cara como eu, rico, atraente ao extremo e famoso, seria fácil conseguir qualquer mulherzinha barata que se joga pelo dinheiro, mas eu precisava impressioná-los, mostrar a eles que eu tinha a mulher perfeita.Mas isso é um tanto difícil em meu caso, afinal eu costumo dormir com duas ou três mulheres por semana, jamais cogitei a idéia de ter uma...Mulher fixa em minha vida.Eu precisava de alguém que fosse elegante, educada, e ao mesmo tempo sexy e atraente, uma mulher interessante que soubesse falar sobre outras coisas além da nova grife de inverno.E eu precisava dela por uma semana inteira.Eu tinha, é claro, uma mulher em mente, mas ela jamais aceitaria.
Porque ela jamais aceitaria? Simples, eu sou filho de Draco Malfoy e Pansy Parkinson, e ela é a caçula dos Potter, Ginevra e Harry Potter.Claro, ela tem uns dezenove anos, e na época da escola não havia cara algum que não sonhasse em ir para a cama com ele.Inteligente, bonita, simpática, esperta, ágil, sensual, tudo que um cara procura.Preciso arquitetar um plano que a obrigue a aceitar o convite e se passar por minha mulher, mas como?


-

Se eu soubesse que ser Editora Chefe de uma revista para adolescentes era tão monótono teria seguido minha segunda opção, ser uma popstar de sucesso.Não ria, eu canto muitíssimo bem e recusei um contrato com uma gravadora, ouviu?
Mas voltando ao assunto monotonia, há meia hora atrás pedi um café a minha assistente pessoal e até agora ela não trouxe, raios será que ela foi fabricar esse café? Batidas na porta, claro, deve ser ela.Tomara que esse café esteja quente ou ela vai pro olho da rua.Há, eu sempre digo isso, mas jamais consigo despedir a Emily.Ela é como uma melhor amiga pra mim, eu reclamo dela, mas não vivo mais sem ela.Pobre de mim.
- Lídia, atenda a porta, sim? Estou ocupada.
Mas não recebi resposta.Olhei para os lados e percebi que ela estava em horário de almoço.Ótimo, lá vou eu interromper meu precioso e monótono trabalho pra atender uma porta.Levantei-me e fui até a bela porta de carvalho, enquanto as batidas ficavam cada vez mais fortes.
- Até que enfim Emily, achei que tinha ido...Malfoy?
Imagine a minha surpresa ao ver que não era minha assistente, mas sim o filho do pior inimigo do meu pai.Ele foi entrando, sem nem pedir licença e se sentou na cadeira, colocando os pés em cima da mesa como se fosse dono do pedaço.E esse papel é meu.
- Olá Potter.Como está?
Olhei bem pro Malfoy e fui até minha mesa, sentando-me na mesma e tirando com violência os pés dele da MINHA mesa.Apoiei as mãos ao lado do corpo e encarei-o de forma quase assassina, já que meus olhares sempre dizem tudo.

-

Ela fitou meus olhos azuis, e eu fitei seus olhos verdes incrivelmente belos.Sabia, não só pelo olhar dela, mas também pela sua expressão, que ela estava ao mesmo tempo confusa e pronta para me matar se eu relaxasse em seu escritório novamente.
- O que você está fazendo aqui? Ah, não, espera ai.Eu não ligo, então cai fora Malfoy.
Eu simplesmente sorri para ela, apoiando minhas mãos atrás da cabeça e inclinando levemente a cadeira, como sempre fazia nos tempos de Hogwarts.Encarei a pequena Potter por um tempo, sem me mexer ou nada dizer, procurava as palavras certas para lhe explicar a proposta.Afinal, como chegar na pessoa que você mais odeia, e esse sentimento é recíproco, e dizer a ela que ou ela passa sete dias em uma mansão de desconhecidos fingindo ser sua mulher ou ela perde o emprego.Sim, eu acabara de saber que a revista onde ela trabalhava era uma das minhas posses, e eu podia despedi-la se quisesse.
- Como pode tratar seu ‘chefe’ dessa forma? – Perguntei, ainda sorrindo malignamente para a ruiva a minha frente.Ela pareceu mortificada, entendera o que eu quis dizer.Potter respirou fundo e me lançou um daqueles olhares mortais que costumava lançar quando eu aprontava algo com ela na escola.
- O que você quer?
Eu voltei a cadeira no lugar com um baque e me levantei, ajeitando meu terno e minha gravata e a prensei contra a mesa, deixando meu rosto a centímetros do dela, provocando-a, no que pude perceber seu rosto atingir vários tons de vermelho ao mesmo tempo, talvez de vergonha ou até de raiva.
- Preciso de você por sete dias.Sete dias e sete noites.Você vai fingir ser minha mulher, vai sorrir, vai ser a garotinha perfeita que todo o homem quer.Impressiono meus amigos, você continua no seu empreguinho de merda e depois, prometo, nunca mais terá que me ver novamente.
Ela mordeu o lábio, pensativa.Parecia estar pesando o lado positivo e o lado negativo da história, e com esse gesto só tive mais certeza de que ela era a mulher perfeita para o serviço.
O relógio bateu seis horas, o horário de saída dos empregados.Ela sorriu e chegou automaticamente o rosto para mais perto, sussurrando calmamente.Pude sentir aquele cheiro natural de lírios vindos de seus cabelos perfeitamente vermelhos.
- Quando? – Perguntou com uma voz um tanto sensual, parecia querer testar-me.
- Hoje à noite partimos, de carro, nada de aparatar.
- Vejo-te ás oito.
- Estarei lá.
E assim, eu sai de seu escritório, mas ainda sim pude ouvir um audível “Desgraçado” vindo de lá.


~

Cheguei em casa, jogando o casaco para um lado e já fui tirando rapidamente minhas roupas, para tomar um longo e relaxante banho.Não podia acreditar que eu, Lizzye Potter, estava sendo obrigada a me passar por mulher de Jake Malfoy, o segundo cara que eu mais odeio na face da terra.Entrei no chuveiro, ligando-o e deixando a água correr lentamente por meu corpo, pensando em como sairia daquela enrascada, e não achei resposta.”São só sete dias Liz.Sete loongos dias.” Pensei comigo, imaginando-me ao lado de Malfoy.Só de pensar em beija-lo ou toca-lo já sentia uma ânsia enorme.
Terminei meu banho as sete e meia e sai para meu espaçoso quarto.Troquei de roupa com uma calma que não era minha, e comecei a arrumar minhas malas.Max, meu labrador muitíssimo bem treinado, veio até mim e pousou sua cabeça em meu colo.Sorrindo eu comecei a coçar sua cabeça e ele latiu agradecido.Sinceramente, com um cão tão fofo desses quem precisa de homem? Mas a campainha tocou, acabando assim com o meu sossego.
Levantei-me, Max vindo ao meu lado, e abri a porta da sala dando de cara Malfoy, vestindo uma camisa social branca e uma calça jeans surrada.Parecia um adolescente.
- Pronta? – Ele perguntou e eu assenti.Fui ao quarto, peguei minhas malas e voltei para a sala.Achei Malfoy brincando com meu cachorro.
- Vai leva-lo? – Mais uma vez eu assenti, arqueando a sobrancelha, como se o desafiasse a dizer o contrario.Ele me olhou e sorriu. – Espero que ele seja treinado.
- Ele é. Max vamos nessa, garoto.
Max me seguiu até a porta, mas antes que eu pudesse passar Malfoy pegou as malas da minha mão e foi levando-as.Lancei um olhar a Max, que soltou um som estranho como se também não soubesse o que estava havendo.Dei de ombros e nós dois saímos, trancando a porta e acompanhando Malfoy até o carro.Seria uma longa viagem, e uma péssima semana.E pior, amanhã é segunda feira.




N/A: Capitulo minúsculo, mas serve por enquanto.Capitulo dois já sendo escrito.Quem quiser conversar, adiciona o msn.
Beijos. :*

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