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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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8. Praça Abandonada


Fic: Vida De Adolescente


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo VIII:


 


Meu sono estava ótimo, mas então eu senti algo realmente pesado pular em cima de mim. Gemi baixinho, sem forças para fazer qual quer outro movimento.


-OI MANINHO!! – o ser em cima de mim exclamou travessamente e eu abri os olhos, encontrando os olhos castanhos de Gina me fitando, com os seus cabelos rebeldes caindo sobre as sardas, um sorriso largo no rosto. Ela estava de bom humor, isso eu não tinha dúvidas. Sua cabeça estava baixa o suficiente para que eu conseguisse vê-la sem me virar de frente.


-Ginerva, vai se catar e me deixa dormir. – murmurei sentindo o peso dela sobre as minhas costas se acentuar.


-Estou te fazendo um favor, você se esqueceu de colocar despertador, tive sorte por ter ficado com insônia. – ela começou a falar e eu fechei os olhos novamente. – Vamos, levante-se logo! Eu dependo de você para ir à escola.


-Ok, ok, estou me levantando. – falei sonolento e senti ela sair de cima de mim e alguns segundos depois o alçapão do quarto bater com força.


Fiquei mais alguns minutos na cama e então resolvi me levantar, morrendo de frio. Aquele sótão era extremamente gelado, além de estarmos entrando no inverno. Desci para o meu antigo quarto, não tinha levado nenhuma muda de roupas para cima ainda, e tive que ir lá pegar no meu armário.


Quando entrei Gui já não estava mais lá, havia ido para o trabalho. Peguei as minhas roupas e achei melhor me trocar lá mesmo, não iria subir novamente. Já pronto peguei meus materiais e desci para a cozinha. Mamãe e Gina comiam tranquilamente, a Gina ainda naquele estado estranhamente feliz.


-Bom dia Roniquinho. – minha mãe falou enquanto eu caminhava em sua direção. Sentei-me ao seu lado e ela me deu um beijo na testa.


Ajeitei-me na cadeira e estiquei o meu braço para pegar algo para comer, mas a minha mãe me parou, segurando meu braço firmemente.


-Nem pense nisso! Só frutas! – ela disse e eu distanciei devagar meu braço da direção do bolo.


-Por quê? – exclamei sentindo meu estômago roncar.


-Ele está cheio de gordura. – respondeu simplesmente, em tom de voz seco.


Olhei com cara de pidão para aquele delicioso bolo de cenoura com cobertura de chocolate puro, me arrependendo de ter comentado que a comida da mamãe era gordurosa. Suspirei, pegando uma ameixa que havia ali em cima, e a mordi.


Gina me encarou provocante e pegou um grande pedaço do bolo, o mordendo e logo depois lambendo a ponta dos dedos sujas de calda de chocolate. Minha vontade foi pular no seu pescoço e lhe roubar o bolo ferozmente.


Terminamos de comer, as frutas enganaram o meu estômago temporariamente, poucos minutos depois eu já estava com fome. Levantamo-nos, eu com fome mesmo, e saímos para ir para a escola. Já no carro a encarei pelo canto do olho e perguntei.


-Por que você está tão feliz? – eu estava curioso. – O que aconteceu com a raiva da Fleur?


-Da Fleuma? Está mais forte do que nunca. – ela disse com simplicidade, sorrindo para mim. – Mas eu tenho um plano para acabar logo com essa bobagem.


-Bobagem? – perguntei confuso.


-É, essa bobagem da Fleur morar com a gente e se casar com o nosso irmão.


-Ah, sim claro, um plano é? – perguntei desconfiado.


-É, um plano. Por acaso você é surdo? – perguntou como se fosse óbvio.


-E o que seria exatamente esse plano? – perguntei ignorando o comentário dela, enquanto estacionava na frente da escola.


-Bem... – Gina começou a murmurar abrindo a porta do carro. Ela saiu e fechou a porta com força, me encarando pela janela. – Você verá. – ela disse abanando para mim pelo vidro e logo depois dando umas batidinhas no capô do carro, antes de caminhar para longe.


-SÓ NÃO LACRA A PORTA! – berrei, mas ela já não conseguia mais escutar.


O sinal para o inicio das aulas tocou e eu saí do carro, colocando o alarme logo depois. Segui a grande onda de alunos que caminhavam para dentro da escola, indo em direção à minha aula.


-Uon-Uon! – ouvi uma voz exclamar enquanto eu caminhava pelo corredor e antes mesmo de eu ter absorvido essa informação braços agarraram o meu pescoço e um cheiro de perfume forte tomou conta nas minhas narinas.


-Li... – comecei a falar, mas os lábios dela já estavam colados nos meus.


Deixei-me levar e me apoiei contra a parede, puxando-a para mais perto, nossos corpos ficando colados. Algum engraçadinho que passava no meio daquele monte de gente chutou a minha perna, e eu me separei rapidamente de Lilá procurando o responsável. Não o encontrei, mas em compensação me lembrei que tínhamos aula.


-Vamos, não queremos chegar atrasados, não é? – perguntei para ela a puxando pela mão. Ela parecia emburrada, mas me seguiu, ficando o mais perto de mim possível, o que me irritou. Eu estava me sentindo sufocado com toda aquela atenção.


Entramos na sala e o professor ainda não tinha chegado. Passei os olhos pela classe, Harry ainda não estava lá, mas vi Hermione em um canto, lendo.


Ia cumprimentá-la, mas Lilá me impediu, segurando forte o meu braço.


-Fica aqui comigo. – ela fez biquinho e me arrastou para a mesa onde ela sentaria. Eu ia protestar, mas ela me roubou um beijo rápido, apenas um tocar de lábios, e depois começou a falar sem me deixar dizer uma palavra, me impedindo de sair dali.


-Não, você não tem idéia do que ele fez com ela e... – ela começou a falar um bando de futilidades, coisas sobre artistas e diferentes famosos, algo que me deixou entediado.


Falar com Hermione com certeza seria mais produtivo do que aquilo. Direcionei o olhar para ela e vi que ela me fitou brevemente, dando um oi desanimado e discreto com a mão, antes de voltar ao livro.


Lilá segurou fortemente o meu rosto com a mão esquerda, me fazendo voltar a fitá-la, e me beijou. Eu estava começando a ficar irritado com essa atitude dela e quando ia me afastar escutei a portas sendo aberta. Nós nos separamos rapidamente e Lilá se sentou, enquanto eu me virava para a porta.


O professor, uns cincos minutos atrasado, adentrou por ela carregando grandes quantidades de folhas, vi Harry entrando logo atrás de fininho, provavelmente havia perdido a hora.


Fui me sentar no fundo da sala, e vi que Harry também. Sentamo-nos um do lado do outro e quando o professor começou a dar aula começamos automaticamente a conversar.


-Hey, esqueceu de colocar o despertador por acaso? – sussurrei para ele divertido.


-Não, na verdade cheguei cedo ao colégio. – ele sussurrou de volta, sem desviar os olhos do quadro, para não chamar a atenção.


-Cedo? – eu estava surpreso.


-Pois é, acabei caindo da cama, e lá em casa estava tedioso.


-Ta, mas, se você veio para o colégio cedo, por que entrou na sala atrasado?


-Eu estava me divertindo, e acabei me distraído e perdendo a hora. – ele disse com um sorriso de lado.


-Divertindo-se é? – perguntei para ele, meus pensamentos desviando automaticamente para Cho.


-Hey, senhores, quietos aí atrás! – o professor ordenou e nos calamos quase que instantaneamente. Hermione havia se virado levemente para trás e girado os olhos com cara de desaprovação.


Os minutos se passaram e eu copiava a matéria que o professor dava no quadro assim como Harry. Quando eu achei que já estava seguro perguntei para ele novamente.


-Estava com a Cho?


-Que?! – ele parecia chocado com a minha idéia e havia se virado quase que completamente para mim, a voz um pouco mais alta do que deveria. O professor nos fuzilou com os olhos, estava visivelmente irritado.


Calamo-nos novamente e após alguns minutos acabou o primeiro período. Fomos para a próxima aula e me sentei ao lado de Harry novamente, curioso para saber com quem ele estava antes da aula.


-Harry, me fala com quem você estava antes? – perguntei para ele aos sussurros.


-Com a Cho é que não era, pode ter certeza. – ele disse como se fosse obvio, bufando.


-Ah, fala de uma vez. – eu disse começando a me irritar.


-Com a sua irmã.


Arregalei os olhos e ia começar a falar quando o professor nos encarou. Passaram-se alguns minutos e falei com Harry novamente.


-Minha irmã?


-Sim, nós somos amigos ué, algo contra? – ele perguntou levantando uma das sobrancelhas e eu fiquei quieto, encarando o quadro negro sem realmente ver.


-Não. – respondi simplesmente, na minha mente vagando milhares de perguntas.


Nunca imaginei que algum dia Harry e Gina iriam se dar tão bem, quer dizer, antigamente ela tinha aquele bloqueio de falar com ele, e se derretia toda sempre que o via, era realmente engraçado. Mas agora ela tinha mudado, conseguia falar palavras compostas por mais de uma sílaba e estava realmente mais legal, e, querendo negar para mim mesmo, mas sendo impossível, ela estava incrivelmente bonita.


Lembrei-me levemente do nosso papo durante o carro e me lembrei de uma coisa. Ela poderia não ter contado para mim, mas será que teria feito alguma objeção para contar ao Harry? Não custava nada perguntar.


-Hey, Harry, a Gina me comentou algo hoje no carro...


-Sim...?


-Bem, ela te falou sobre algum plano ou algo assim?


Harry me encarou confuso.


-Eu não sei de nada cara.


-Bem, ela anda estressada com a Fleur sabe? E ela comentou sobre algo para expulsá-la lá de casa.


-Uou, a Gina é realmente doida. – ele murmurou rindo pelo nariz. – Mas isso me dá medo.


-Bem vindo ao clube. – murmurei. Gina constantemente me dava medo, aquela ruivinha é perversa.


 -O que ela poderia fazer com a Fleur?


-Não sei, aquela mente é um mistério, pode-se esperar qual quer coisa dela. – eu disse rindo e leve, como era exagerado.


O professor nos mandou calar a boca e passamos quietos durante o resto da aula, os pensamentos do plano da Gina vagando pela minha mente. O que ela estaria bolando agora?


Esse período acabou assim como o seguinte, nos libertando de uma vez para o recreio. Fugi dos braços de Lilá, não queria agüentá-la novamente por mais longos minutos. Fiquei a espiando atrás do meu armário, e tive sorte, ela foi andar com Pansy e nem me procurou.


Saí do meu esconderijo e comecei a caminhar sem rumo, até achar Hermione conversando animadamente com Luna no corredor.


-Hey Mione, Luna. – eu disse sorrindo para elas.


-Oi Rony, eu já estava indo, tenho que resolver algumas coisas com o Neville. – Luna disse simpática para mim.


-Neville? – perguntei curioso e com uma ponta de esperança pelo meu amigo. Aquilo seria possível?


-É. Ele me falou algo sobre uma nova espécie de planta que achou aqui no pátio do colégio, bem interessante de acordo com ele. – ela disse distraidamente, olhando para mim com os olhos fora de foco. Ela era um pouco estranha, mas ainda sim legal. – Vou indo Mione, Rony. – ela abanou para nós e saiu saltitando dali. Nunca havia notado esse, digamos... Lado de Luna.


-Ela é muito mais do que parece. – Hermione murmurou como se adivinhasse os meus pensamentos.


-Realmente. – falei vendo os cabelos dourados dela desaparecerem do corredor lotado de alunos.


-Eu sinceramente prefiro o jeito como ela é comigo, do que o jeito como ela age na frente de todos.


-O que você quer dizer com isso?


-Sabe... – ela começou a caminhar e eu a segui, nós estávamos sem rumo. – Ela é, digamos, muito mais inocente do que se parece.


-Inocente? – eu estava completamente confuso.


-Bem, não é essa exatamente a palavra. Como eu poderia lhe explicar? Ela não é uma líder de torcida metida, que a única coisa que faz da vida é ler revistas de fofocas e ficar no Twitter o dia todo, entende? Ela meio que vive no próprio mundo, se interessa por coisas que os adolescentes geralmente nem notam e acredita em coisas, hãrm, exóticas.


-Eu percebi... Ela é um pouco fora do ar não é mesmo? – perguntei para Hermione rindo de leve.


-Sim, o seu ex apelido no antigo colégio era Di-Lua, não é exatamente algo agradável, não acha?


-Depende do ponto de vista.


-Zoavam com ela. – Hermione respondeu direta.


-É, não é algo agradável. – murmurei e nós não conseguimos refrear uma risada.


-Quero te mostrar um lugar. – ela disse sorrindo e segurou a minha mão. Uma onda de choque subiu até a minha espinha, mas ignorei aquela estranha sensação, não estava entendendo direito.


Hermione me guiou para fora do prédio, mas ao invés de caminhar na direção aonde a maior parte das pessoas ia, ela foi para o lado oposto. Distanciamo-nos cada vez mais das pessoas e, depois de nos enfiarmos dentro dos jardins cercados por grandes arbustos nós demos de cara com um grande prédio, de aparência extremamente antiga, feito de granito. Ela soltou a minha mão, e eu caminhei três passos em direção ao prédio.


-Que lugar é esse? – perguntei confuso, não me lembrava de lá.


-Outro prédio da escola, como todos os outros, onde se dava aulas. – Hermione disse dando de ombros. – Só que ele não é usado há trinta anos, algum problema com a eletricidade que a escola nunca resolveu, ou algo assim.


-É. Essa escola é realmente velha. – murmurei rindo levemente e então encarei o prédio mais uma vez. – Mas porque você me trouxe até aqui?


-Venha. – ela murmurou caminhando até a porta do prédio e fazendo força contra ela. A porta de madeira velha e meio comida pelos cupins se abriu com um rangido, apenas uma fresta de um tamanho suficiente para uma pessoa minúscula passar.


Hermione, que era pequena e magra, passou facilmente, mas eu precisei empurrar a porta mais um pouco. Quando consegui passar entramos dentro do prédio escuro e deserto.


-Alguém sabe que você vem aqui? – perguntei ao fitar o lugar repleto de poeira e teias de aranha.


-Dumbledore me deu permissão, claro. – ela disse seguindo por uns dos corredores escuros e eu fui atrás. – Eu só queria ter acesso aos jardins e ele liberou a entrada por esse prédio, para que eu pudesse passar. A única coisa que eu deveria fazer era não contar para ninguém, pois era capaz de invadirem o prédio.


-Então por que está me trazendo aqui? – perguntei curioso.


Ela parou de caminhar por alguns segundos, apenas para virar o rosto e poder me encarar nos olhos.


-Porque eu confio em você. – ela sorriu de lado e continuou a caminhar e eu, um pouco confuso, segui-a.


-Mas a gente nem se conhece.


-Eu sei, mas eu sinto que posso confiar em você. Não sei direito que sensação é essa, afinal eu sempre fui realista e radical com esse tipo de coisa, mas algo em você faz eu me sentir melhor quando estou ao seu lado. – ela continuou falando e por algum motivo senti meu rosto enrubescer. 


-Não irei contar a ninguém sobre esse lugar.


-Eu sei. – ela disse simplesmente. Sim, ela sempre sabia.


Chegamos ao final do corredor, onde havia uma daquelas portas de saída de emergência. Hermione a empurrou com força e a porta se abriu com um estrondo. Saí do prédio e fitei o lugar, levemente confuso. Quer dizer, lá não havia nada demais, estávamos nos fundos do colégio. Era em algum tipo de praça abandonada, havia algumas rachaduras no chão de concreto e um pouco mais a frente uma pracinha velha.


-Bem, é aqui. – ela murmurou com os olhos brilhando.


-Mas, que lugar é esse exatamente? – perguntei a encarando.


-Onde meus pais se conheceram. – ela disse sorrindo e então começou a caminhar em direção aos balanços.


Eu a segui e então ela se sentou sobre um deles, as correntes enferrujadas balançaram momentaneamente. Imitei o seu ato, me sentando no do lado dela, e ficamos ali em silêncio.


-Bem, a minha mãe comentou sobre isso aqui comigo há alguns anos, e eu sentia uma grande curiosidade em conhecer. – Hermione falou se balançando levemente em cima do balanço. – Eu gosto daqui, pode parecer não muito agradável para outras pessoas, mas me sinto bem quando estou aqui. É para onde costumo vir quando estou me sentindo sozinha, é um bom lugar para relaxar e ler.


-Sem ninguém para te encher o saco. – eu disse rindo e ela me acompanhou. – Hey, quando vamos combinar de você ir estudar lá em casa? – perguntei para ela, fitando o meu próprio reflexo na poça de água que havia um pouco a frente.


-Eu estou livre amanhã. – ela respondeu fechando mais o casaco no momento em que um vento repentino passou, deixando nós dois arrepiados de frio.


-Legal. – falei animado. – Espero que seja mais legal estudar contigo do que sozinho.


-Não pense que nós iremos ficar de pernas pro ar sem fazer nada, Rony. – ela disse séria. – Eu vou lá para te ajudar nos estudos, e é isso que irei fazer. – o tom de voz mandão dela me deixou levemente irritado.


-Eu sei disso Srta. Certinha, não precisa me relembrar sobre o seu vicio por estudos.


-Vicio? – ela indagou aparentemente irritada, mas tentando se controlar. – Escuta aqui Ronald, você acha que eu realmente gostaria de perder meu dia estudando com você?


-Acredito que sim, você iria estudar de qual quer jeito. – eu falei dando de ombros. – Quer dizer, a menos que você seja anti-social.


-Ter a sua companhia é a mesma coisa de estar acompanhada por um poste! – ela exclamou saindo do balanço com um salto e eu a imitei. – Prefiro ficar sozinha a ficar com você!


-Ah é?! – agora eu que estava irritado. – Então por que me trouxe até aqui?!


-Porque...! – ela já ia revidar quando perdeu a fala e eu sorri vitorioso, nem mesmo ela sabia por que havia me levado até ali.


-Por que...? – perguntei a provocando e ela fechou a cara, se virando de costas e saindo com passos firmes dali.


-Vai tentar se afogar em uma poça da água, Ronald! – ela exclamou ainda de costas, se distanciando, e eu tive vontade de rir. Poça da água? Meu deus.


-Poça da água?! – exclamei, entre os risos, seguindo-a. – Não tinha outra melhor não?!


-Vai tentar colocar uma roupa na sua namorada! Ultimamente ela tem vindo apenas usando um cinto para a escola! Bem, mas eu acho que você gosta quando tem um bando de machos cheios de testosterona se esfregando nela não é mesmo? – senti o meu rosto ferver de raiva e parei de caminhar, enquanto eu a via se distanciando.


-Não coloque a Lilá na história! – gritei irritado.


-O que foi? Apenas estou sendo sincera. – ela levantou as mãos para o alto. – Ela é uma baita de uma...


-Não ouse terminar essa frase! – exclamei, morrendo de raiva.


-Ou o que?! Não posso ser franca?! – ela também gritava e então parou de andar, se virando e chegando perto de mim.


-Franca?! Você está é falando mal dela, isso sim! – eu começava a gritar me aproximando dela. Encarávamo-nos com raiva, praticamente soltando faíscas um no outro. – Só porque ela é muito melhor que você!


Hermione franziu as sobrancelhas, logicamente raivosa e antes que eu pudesse processar o seu movimento ela já estava dando fortes tapas, um seguida do outro, nas partes do meu corpo onde ela conseguia alcançar.


Ela tinha bastante força para uma garota, principalmente quando estava assim, com ódio. Em meio as minhas tentativas de segurar as suas mãos acabamos nos enroscando de um jeito bizarro e sem conseguir me equilibrar caí no chão sujo do corredor mal iluminado, levando Hermione junto comigo.


Ela parou de me bater automaticamente, talvez pelo susto, nunca soube. Ela estava muito perto de mim, perto demais, a sua boca a apenas poucos centímetros da minha. Nossos rostos ficaram rubros instantaneamente e senti o coração de Hermione bater mais rápido em cima de meu corpo, ou era o meu coração descompassado daquele jeito? Antes que eu conseguisse tirar minhas conclusões ela já havia se recuperado do choque, levantando-se em pouquíssimos segundos.


Levantei apenas parte do meu corpo do concreto frio, encarando-a apoiado pelos cotovelos, o meu rosto ainda ardendo. Hermione já estava de costas andando a passos rápidos para fora do prédio abandonado, murmurando sozinha o quanto eu era estúpido, pelo o que eu havia entendido.


Senti meu rosto arder novamente, mas dessa vez o motivo era de pura raiva. Me levantei, tirando o pó de minhas roupas, e comecei a sair do prédio também, em passos firmes e punhos cerrados do lado do corpo, franzindo as sobrancelhas e com a mandíbula travada. Nunca alguém havia me irritado tanto.


Vi Hermione à frente olhando para o relógio de pulso.


-Ótimo! Por sua causa acabamos não indo no período de aula! – ela exclamou com uma mescla de raiva, tristeza e desespero.


-Minha causa?! – exclamei irritado. – Agora a culpa é minha?!


-Sim!


-Mas foi você que me trouxe aqui!


-Nunca teria trazido se soubesse o quanto você era idiota!


-Eu, idiota?!


-Sim, você!


-Foi você que começou a me bater!


-Você me comparou com a sua namorada!


-E daí?! Ela é mesmo melhor do que você, e foi você que começou a falar mal dela!


-Você tinha me provocado! Merecia ouvir umas boas verdades!


-Argh! – exclamei levantando as mãos para cima. – Não dá para conversar com você.


Hermione fez força para abrir a porta e passou por ela, eu fui logo atrás, e depois a fechei.


-Apenas, não fale comigo, ok? Estou cansada de discutir. – Hermione murmurou enquanto caminhava.


-Ótimo.


-Ótimo. – ela repediu a minha fala e suspirou.


Em seguida um silêncio mortal caiu sobre nós dois. Eu me sentia desconfortável com aquela situação, mas não daria o braço a torcer.


Voltamos para a parte principal do colégio, agora com todos os alunos já em aula. Tivemos que tomar cuidado para os guardas não nos verem, pois era proibido ficar fora das salas sem passe de corredor quando não era hora do intervalo.


Logo o sinal tocou, e eu e a Hermione não precisamos mais ter cuidado ao caminhar distraidamente pelos corredores. Ela se separou de mim, e eu perdi seus cabelos na multidão.


Fomos para a aula, da qual eu não tinha com Hermione. Neville ficava tentando puxar assunto comigo e eu mal o respondia, seco. Estava mal humorado, os momentos com Hermione ainda batucando na minha cabeça. Como ela conseguia ser tão cabeça dura, tão mandona, irritante e sabe tudo?!


A aula passou voando e eu não prestei atenção em nada. Quando tudo acabou simplesmente me levantei da classe, peguei as minhas coisas e me dirigi para o carro. Entrei nele e liguei o motor, mal tendo total noção que Gina e Harry conversavam no bando de trás. Levei Harry para casa e depois fui para a minha.


Fleur e Gui não estavam, haviam saído para um almoço romântico de acordo com a minha mãe, e Gina ficou satisfeita por não ver o rosto de Fleur novamente. Nós três comemos em silêncio, papai estava no trabalho como de costume e os gêmeos organizando a sua loja.


Acabei de comer a minha salada (mamãe ainda não havia me perdoado) e então fui para o sótão. Fiz os deveres de casa, com muita dificuldade devo acrescentar, e logo depois fui instalar o meu computador. Foi complicado, depois de algumas horas eu estava completamente enroscado em cabos quando a minha porta abriu com um estrondo.


-MANINHO!! – Fred gritou adentrando dentro do quarto, logo depois George. – Levanta a bunda gorda daí! Estamos indo para a loja!


-Que loja? – perguntei confuso, me desenroscando dos fios.


-A nossa loja! Lembra-se? Trabalhar de graça até o fim do ano ou alguém ficará sabendo de uma multa...


-Golpe baixo. – murmurei franzindo as sobrancelhas. – Chantagistas.


-Não creio que isso seja o termo adequado. – quem falou dessa fez foi George. – Iremos pagar a sua multa, é uma troca de favores.


-Eu ganharia muito mais se apenas trabalhasse. Além da multa vocês não irão me dar mais nenhum dinheiro.


-Escuta “aquee” biba loca. – Fred começou a falar colocando a mão na cintura, a outra apontando o dedo para mim, a voz fina, pronto para rodar a baiana no maior estilo bicha de ser. – Se não fosse por nós dois, honey, você já teria virado presunto, sem carro, sem carteira, e sem as bolas, okays? – Fred fingiu jogar os cabelos compridos imaginários para trás, suspirando e fazendo pose de estressada.


-Ok, entendi o recado “honey”. – ironizei enquanto George se controlava para não cair na gargalhada. – Pode parar com o barraco agora.


-Tudo bem, Roniquinho, se apresse. – ele falou voltando ao normal e batendo na minha nuca.


Terminei de me desenroscar, penteei o cabelo e já estava pronto para ir. Fomos do meu carro, George dirigindo. Tentei protestar, mas não teve jeito. Acabei no banco de trás, com os gêmeos no controle. Por vezes buzinado e paquerando as garotas que passavam na rua.


George estacionou em uma calçada no centro, as ruas estavam movimentadas. Descemos do carro e então eu vi que estávamos na frente de uma loja com a vitrine pequena, toda de vidro. Um letreiro grande e laranja chamava a atenção com os dizerem Gemialidades Weasley. Fred se aproximou da porta de madeira e retirou uma chave do bolso, abrindo a porta com ela.


O lugar que aparentemente era pequeno visto de fora na verdade era enorme, se estendendo todo para os fundos. Fred acendeu os interruptores e eu então fiquei boquiaberto. Pelas paredes se estendiam muitas prateleiras, todas elas lotadas de produtos dos meus irmãos. No teto pendiam pendurados, hum, o que seria aquilo? Aqueles aviões em miniatura de cópia perfeita, que ficavam ligados girando em voltas. Também havia um daqueles globos espelhados de discoteca, algumas máscaras curiosas entre vários outros enfeites que deixavam o lugar muito mais interessante.


George caminhou para o caixa, que ficava atrás de um balcão, e colocou o seu grosso casaco em um manequim que usava uma peruca roxa e nariz de palhaço.


-Bem Rony. – começou Fred indo até os fundos da loja e passando por uma porta, quando voltou trazia um avental laranja cuidadosamente dobrado nos braços. – Esse aqui vai ser seu uniforme.


-Uniforme?


-Sim, vai querer que nossos empregados trabalhem com as roupas que usam por ai na rua? Mas que falta de profissionalismo. – ele disse como se fosse óbvio e tacou o avental do meu peito, que quase caiu no chão, mas consegui pegá-lo a tempo. – Fique feliz que desistimos da idéia do boné também.


-É, ou você ficaria uma grande abóbora, principalmente com esse cabelo. – George completou e eu coloquei o maldito avental, me dirigindo para o caixa.


-Vou abrir a loja. – Fred disse caminhando em direção a porta e a abrindo. Logo depois ligou a vitrine, onde lâmpadas compridas de diferentes cores neon se acenderam. A vitrine era do mesmo estilo do teto, muito doida. Com diferentes manequins com fantasias bizarras, alguns brinquedos estranhos, logros entre outros.


Bem, eu estava tranqüilo. Eu achava que apenas ficaria ali, vegetando a tarde toda. Como a loja era nova eu duvidava que tivessem muitos clientes. George então pegou o celular do bolso e discou um número. Alguns segundos depois a pessoa atendeu e ele apenas disse “Pode trazer o povo todo”.


-Como assim? – perguntei confuso.


-Rony, nós não somos retardados, chamamos todos os nossos amigos lá da faculdade para inaugurarem a loja!


Em poucos minutos já havia oitenta pessoas dentro daquela loja apertadíssima. Todos eram da idade dos meus irmãos, e incrivelmente infantis como eles. Berravam, riam, e compravam muito. Eu não parava ali no caixa, já havia confundido os trocos, derrubado metade do dinheiro no chão e dado os produtos para as pessoas erradas. Mas também, começar o trabalho com mais de cinqüenta pessoas na loja é para se matar.


Resumindo, quando chegou na hora de fechar mal tinha produtos das prateleiras e eu estava exausto. Nunca achei que ser caixa fosse tão cansativo.


Fomos para casa, passei na cozinha para pegar um sanduíche natural (sem comida de verdade, lembram?) e subi sem nem procurar por ninguém. Fleur e Gina deveriam estar brigando de novo, pois vozes irritadas vinham do quarto da minha irmã. Ignorei, estava cansado de tudo aquilo, subi para o quarto, terminei de instalar o computador, mas não o liguei, apenas o deixei pronto e caí na cama, morrendo de sono.


 


-O que você está fazendo aqui?


Eu já havia acordado e ido para a escola novamente. O tempo havia passado voando, e eu estava mais irritado que o normal. Ver Gina e Fleur brigando em casa de cinco em cinco minutos era para matar qual quer um.


Eu estava sentado na minha carteira, penas esperando a aula começar, quando ela sentou-se na minha mesa.


-O que foi? É proibido? – ela me perguntou arqueando as sobrancelhas e eu bufei. Não que eu não goste de Hermione, mas ainda estava com raiva dela pela nossa briga de ontem.


-Bem, acho que não é legal se sentar em cima da mesa do local de estudo dos outros.


Ela suspirou.


-Bem, Ronald, o que eu vim falar é rápido. Eu irei de carona para a sua casa hoje?


-O que? – boiei legal.


-Sim, quer dizer, mesmo eu estando com raiva de você e você de mim, nós ainda temos que estudar juntos. Não vou deixar de cumprir algo que o professor pediu apenas porque tivemos um desentendimento.


-Eu sei que você está louca para passar mais tempo comigo, vamos admita. – falei sorrindo sacana e o rosto dela corou.


-Como se perder meu tempo estudando com você fosse a melhor coisa do mundo. Eu poderia adiantar todos os meus temas ao invés de revisar uma matéria que eu já sei de cor e sorteado, ainda mais para um idiota que mal percebe os meus esforços em ajudá-lo e ainda por cima fica implicando comigo, quando na verdade ele está dependendo de mim para passar de ano.


-Eu não estou dependendo de você para passar de ano!


-Eu nunca disse que era você, mas se a carapuça serve.


Bufei.


-Ok, eu não quero mais brigar. – ela disse olhando para mim. – Vamos apenas estudar hoje e deixar as implicâncias de lado por um momento ok? Falo com você depois da aula. – ela disse se afastando da minha mesa.


Dei de ombros e a aula se seguiu. Mal percebi quando já era a hora da saída.


Segui para o meu carro, percebi que Hermione vinha atrás de mim, mas não trocamos uma palavra. Cheguei ao carro e Harry e Gina já estavam lá, conversando animados. Aqueles dois estavam cada vez mais próximos, mas com o meu mau humor eu não estava de saco para me preocupar com eles.


Entrei no carro sem falar com ninguém, e logo eles também entraram. Gina e Harry atrás, e Hermione veio na frente, pois iria ficar muito apertado lá atrás. Foi estranho, parecia que havia uma parede de tijolos entre nós e eu me senti mal, não gostava daquela sensação.


Fomos para minha casa, liguei o som para me distrair um pouco, mas a sensação não passou, muito menos quando começou a tocar Strike na rádio. Apesar de ser a minha banda preferida, aquilo me lembrava quando eu e Hermione começamos a nos falar.


Chegamos em casa, mamãe cumprimentou Hermione com uma imensa alegria. Hermione foi muito simpática com todos os meus irmãos, apenas não falou comigo, e então todos nós fomos almoçar.


Minha mãe me deixou comer comida de verdade porque tínhamos visitas, e eu agradeci mentalmente por Hermione ter vindo. O resto do almoço se passou rápido, e depois eu e Hermione subimos em silêncio, carregando as nossas mochilas para o meu quarto.


Hermione já ia entrar pela porta quando eu a parei.


-Não é aí, é lá em cima. – murmurei esticando o braço e puxando por uma corda o pequeno alçapão, revelando as escadas. Hermione me encarou confusa.


-Por que lá em cima?


-Agora é o Gui que está ocupando o meu quarto. Tive que me mudar para cá. – falei subindo as escadas e Hermione me seguiu.


-Onde ele e a Fleur estão?


-Não tenho nem idéia. – falei terminando de subir as escadas e então me jogando na cama.


-Aqui é... Legal. – Hermione murmurou se sentando no pufe e abrindo a sua mochila.


-Sim, tenho muito mais privacidade, além de ter o terraço.


-Não gosto do terraço. – ela sussurrou e então tirou o caderno de história. – Vamos começar?


Bufei e me sentei na beirada da cama, mais próximo dela.


-Bem, o que você sabe da matéria?


-Nada. – falei simplesmente.


-Tenho então muito trabalho para fazer. Ah, vamos lá.


Ela começou a explicar tudo, e eu estava cada vez mais entediado. Ela não fazia nenhuma pausa, nem para eu fechar os olhos e descansar por alguns segundos. Já havia se passado uma hora, ela já havia feito um resumo de uma parte da matéria e passado marca texto nas partes mais importantes, e se eu ouvisse mais uma palavra relacionada à história eu surtaria.


-Ok, vamos de cansar um pouco.


-O que eu te falei? Eu apenas vim aqui para estudar Ronald, não irei ficar de pernas pro ar.


-Apenas vamos descansar um pouco, pare de exigir tanto de si mesma. A vida não é apenas estudos.


-Eu sei muito bem que a vida não é apenas estudos, Ronald. Mas os estudos conseqüentemente é uma parte importante da vida.


-Até mesmo o Albert Einsten se divertia Hermione. – ou talvez não, não tenho idéia, só sei que ele é o único cientista famoso que eu conheço.


-Ok, apenas alguns minutos, e depois voltamos a estudar, ok?


Afirmei com a cabeça sorrindo e me deitei na cama, para a minha surpresa Hermione se deitou ao meu lado, mas virada com a cabeça na direção dos meus pés.


-Você acha que entendeu alguma coisa? – ela me perguntou risonha e eu sorri.


-Mais do que com aquele velho explicando, com certeza.


-Ele é realmente muito chato, mas gosto de história.


-Eu gosto é de fazer nada. Escola não é comigo.


-Percebe-se. – ela falou e então ficamos em silêncio. – Eu estava com raiva de você... Ainda estou. Mas é difícil de ficar sem falar com você.


-Sim, sou irresistível.


-Eu simplesmente tenho simpatia com você, você é meu amigo, mesmo sendo um completo idiota.


-Ah, muito obrigada pelo elogio, eu também gosto de você. – murmurei e ela riu levemente. – Mas você é muito cabeça dura.


-Acredite, você é mais.


-Acho que na verdade ficamos empatados.


-Eu... Estou curiosa. – ela murmurou, nós dois fitávamos o teto, eu com as mãos estiradas ao lado do corpo e ela torcendo as próprias mãos em cima da barriga. – Não quero ser metida, mas a Gina ,me falou sobre essa Fleur, mas não tive muito tempo de conversar com ela. Bem, você poderia me explicar essa história direito?


Comecei a falar para a Hermione sobre todos os barracos que ocorreram desde a chegada de Fleur, e pela a sua cara percebi que ela não havia gostado muito dela, mesmo não a conhecendo.


-Mas, então, ela chega assim, do nada, e já acha que é a dona da casa? – Hermione perguntou ainda deitada na direção oposta, mas dessa vez apoiada nos cotovelos para conseguir ver meu rosto.


-Resumindo sim. Mas acho que é um pouco também da implicância que a Gina tem com ela.


Hermione deu um sorrisinho, rindo.


-O que foi?


-Piada interna.


-Ah, explica.


-Vocês homens são todos iguais. Não conseguem nem ver um rabo de saia que já saem correndo e babando atrás da coitada.


-Rabo de saia? Essa expressão é de que século?


-Do...


-Ta, eu realmente não quero saber, foi apenas uma ironia.


-Não foi exatamente uma ironia.


-Tanto faz. A intenção era essa.


-Então você não sabe o que significa ironia.


Bufei irritado.


-Nós não tínhamos que estar estudando? – tentativa de mudar de assunto.


-Sim. – ela disse se levantando em um pulo e voltando para o pufe, onde estavam as suas coisas. Arrependi-me de ter lembrado sobre os estudos, a coisa que eu menos queria era estudar. Mas eu havia perdido pelo menos uma hora apenas conversando com ela. Sempre era assim, eu nunca via o tempo passar.


Como eu disse, as horas se passaram voando, e Hermione logo teve que ir embora.


Assim como terça se passou rápido, a semana também foi assim. Eu estava me aproximando muito de Hermione, éramos ótimos amigos. E outra coisa que também mudou foi que Luna, sim, ela mesma, começou a falar mais comigo.


Ela era uma pessoa completamente diferente da qual eu imaginava. Ela era desligada demais, vivia falando sobre coisas sem sentido, sobre gnomos e fadas que entravam pelas nossas orelhas e que esse era o motivo de nós muitas vezes ficarmos tontos. Mas tirando isso, ela era realmente uma pessoa muito legal.


Conseqüentemente, ela acabou se afastando das lideres de torcida, mas elas sempre a seguiam por todo o lugar, é que agora Luna apenas começou a ignorá-las. Eu e Lilá? Ainda está tudo normal, mas ela está cada vez com mais ciúmes de Hermione, algo que eu não entendo. Quer dizer, eu nunca ficaria com a Hermione, nunca, isso eu tenho certeza.


 ~*~


Apenas um comentário para fazer, apartir desse capítulo, as coisas vão realmente começar a esquentar *-* Estou chegando perto de escrever as cenas da fic que eu mais esperava! São cenas realmente importantes, e vão ser bem longas. Por isso, acredito q vou demorar para postar o próximo cap. Vou tentar fazer o melhor que conseguir :)

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