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Visualizando o capítulo:

4. O Baile.


Fic: Menina dos Olhos.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Novamente aqui, com mais uma capitulo... agora começam os desentendimentos.


Obrigada novamente aqueles que acompanham, obrigada mais ainda aqueles que são carinhosos e me deixam uma review!


Mika, coitado do Sev. Eu pensei em deixar o Domingo para ele descansar e recobrar as forças... Afinal, ele não é mais nenhum menininho! 'u'


 


AO CAPITULO ENTÃO!


BOA LEITURA!




Chapter Four: O Baile.


 


...e depois, então.


Que conquistar o ultimo desafio


quando aprender a voar


quando achar que já tem tudo


o que vai querer depois?”


 


Querer Depois


Pitty.


 


O único motivo certo pelo qual o Baile Ministerial não fora cancelado era que, inúmeros Aurores estariam presentes, então assim sendo, os convidados não deveriam temer o ataque dos Comensais da Morte fugitivos. Era um bom dia para um Baile, estava uma manhã agradável quando Hermione acordou com Bichento miando de fome. Ronald havia chegado pela madrugada, e estava jogado na cama em uma posição inusitada. Hermione devia ter mesmo um sono pesado, porque os roncos de Ronald podiam ser ouvidos da cozinha no andar de baixo. Uma coruja buraqueira entrou pela cozinha jogando o Profeta Diário sobre a bancada de mármore. Estendeu a pata com uma bolsinha e Hermione depositou o dinheiro da entrega. Feliz com o próprio trabalho a coruja piou alto em contentamento. Bichento tinha uma cara enfezada e quando soube que o 'intruso' fora embora sossegou.


Passou a manhã e parte da tarde enfiada no laboratório que poções que tinha em casa. Era um hobby, preparar poções, fechou a porta que levava a seu reduto e fortaleceu as proteções. Haviam muitos ingredientes instáveis ali dentro para serem negligenciados.


- Hermione?


- Oi! - respondeu ao chamado rouco de Ron.


- Acho melhor começar a se arrumar logo, eu não quero chegar atrasado! - O ruivo descia as escadas com o rosto inchado de sono. - O que tem para comer?


- Procure na dispensa oras!


- Digo Mione, o que você fez para o almoço?


- Eu não almocei hoje, estava no laboratório...


Ron deu de ombros e saiu em direção a cozinha. O sol já começava a se por quando Hermione terminou de fazer o lanche junto com Ron, os dois subiram e o ruivo permitiu que a mulher tomasse banho primeiro, Hermione olhou o relógio de pulso e viu as horas. Estava quase pronta, quando Ron entrou no banheiro com dois cabides na mão.


- Qual dessas Mione?


O ruivo tinha uma veste de gala em cada mão. Hermione ponderou entre a preta e a risca de giz. Mordendo o lábio inferior apontou a preta. O rapaz saiu deixando Hermione sozinha. O espelho refletia o rosto de Hermione, levemente maquiado, com um batom vermelho que combinasse com o tom de vermelho do detalhe de seu vestido. Os cabelos presos de forma que caísse apenas sobre o ombro direito. Nada de brincos nem de colares, tudo o que ela dependia era apenas de sua própria beleza.


 


O Átrio estava lotado de pessoas imponentes, as varinhas eram registradas na entrada, uma musica agradável era ouvida ao fundo das inúmeras vozes das pessoas que conversavam entre si. Severo Snape andava lentamente, haviam casais recostados a Fonte dos Irmãos Mágicos. Elfos andavam entre os bruxos servindo, todos eles, Snape notou, vestidos com um coletinho preto e uma gravata borboleta. Revirou os olhos, até mesmo quando olhasse para um elfo lembraria dela. Encontrou Minerva a um canto, conversando com a Matriarca da família Weasley.


- Boa noite Senhoras! - disse cortes.


Minerva e Molly sorriram ao ver o tão temido mestre de poções com uma veste de gala comum ao invés daquelas roupas negras e forradas de botões que ele costumava usar. Os cabelos negros, presos por uma fita de cetim. Quem o olhasse poderia até dizer, que ele era um nobre gentil com uma família feliz.


- Boa Noite Severo! - respondeu Molly.


- Parabéns Severo, assim até parece humano! - tripudiou Minerva.


Severo Bufou, curvou-se e voltou a caminhar entre as pessoas, ao ver Potter e a esposa, virou-se fingindo não te-los visto. Ele deveria saber, aquilo nunca funcionava com o Potter. Ele e a jovem esposa, o alcançaram.


- Snape!


- Potter!


- Está muito elegante esta noite! - disse Ginny sorridente.


Snape lembrou-se do episódio do homem com o problema de narizes por todo o corpo quando viu o sorriso estampado no rosto sardento da Potter.


- E como reagiu o paciente com o problema de muco senhorita?


- Ah perfeitamente Snape, como todos aqueles que tomam as poções que o senhor faz!


- Potter meu menino! - ouviu-se do emaranhado de pessoas e Horácio Slughorn apareceu sustentando a pança com uma faixa amarela. - Senhora... - e beijou a mão de Ginny. - Severo!


- Horácio.


- Harry, Hermione e meu irmão chegaram... Senhores, vou me retirar por uns instantes. - e deu um beijo na bochecha do marido.


Snape acompanhou de soslaio o caminho que a ruiva fazia entre a multidão, e de repente parar. Hermine Granger estava ali, vestida de negro, com uma faixa vermelha abaixo dos seios, “Grifinória” pensou Snape. Estava perfeita, mas o sem momento de contemplação foi cortado por um solavanco que Slughorn lhe deu. Depois de lançar um olhar mortal para o bruxo velho voltou a procurar a Granger, mas já a tinha perdido.


- Com licença! - e afastou-se.


Precisava desculpar-se pela péssima maneira no Beco Diagonal, então começou uma pequena busca pelo recinto. Não havia tanta gente assim para que ele perdesse a mulher de vista, ainda mais que ela estava com dois Weasleys e seria de fácil visualização. Encontrou-a finalmente perto de McGonagall e da Senhora Weasley. Porém antes que pudesse chegar ao local, a voz magicamente ampliada do Ministro pode ser ouvida.


- Boa Noite Senhoras e Senhores. Eu sou o Ministro da Magia, Kingsley Shacklebolt, estamos aqui com dois nobres propósitos. Um deles, é comemorar a liberdade da nossa comunidade. - Muitos aplausos foram ouvidos. - E o segundo, comemorar a liberação dos elfos da escravidão! - desta vez, houveram menos aplausos.


“Agora, antes de dar inicio as festividades e lhes entupir com bebidas e comidas delirantemente deliciosas, gostaria de fazer um anuncio oficial! - todos olharam o Ministro com seriedade. - Gostaria de informa-los, que a tão conhecida Hermione Jane Granger, que lutou a nosso favor na Grande guerra, entra agora para a classe aristocrata de nossa raça, como Chefe do departamento de Execução das Leis Mágicas.”


Agora sim, muitos aplausos foram ouvidos, Kim, gesticulava para que Hermione fosse até ele lhe beijou a mão direita. Hermione exibia um sorriso radiante. Snape ficou tentado em descobrir se havia alguém no recinto que não sentia-se bem ao ver aquele sorriso.


- Estejam à vontade! - disse por fim o Ministro.


Se Snape achou dificuldade em encontrar a Granger, agora a dificuldade estava em aproximar-se dela, muitos bajuladores estavam cumprimentando-a pelo cargo conquistado. Assim sendo, a melhor das opções era perambular pelo Átrio enquanto bebia uma dose de Whisky de fogo.


Snape estava próximo aos elevadores que levavam aos outros andares quando algo lhe chamou a atenção. Um risinho besta, que ele conhecia de algum lugar, porém a muito não ouvia. Seus pés tornaram-se leves enquanto caminhava para a fonte incessante dos risinhos. Entre a ultima lareira e o primeiro elevador, era dali que os risinhos vinham, com toda a movimentação dos bajuladores para cumprimentar a Senhorita Granger ninguém podia ouvir, mas os ouvidos treinados de Snape captariam qualquer atividade ilícita. E quando pôs os olhos entre o vão, sorriu com a visão que teve. Os olhos castanhos de sua ex-aluna se arregalaram exatamente como das vezes que ele a pegara pelos corredores de Hogwarts. E do mesmo jeito um gritinho mortificado saiu de deus lábios. Snape deveria saber, aqueles risinhos só podiam pertencer a Lilá Brown. Mas o seu regojizo não fora ver a Loira desesperada e sim ver o homem que a acompanhava arregalar os olhos e abaixar a cabeça em submissão. Snape virou os calcanhares e saiu para a multidão novamente.


Hermione andava procurando o namorado entre os muitos convidados do Ministro. Encontrou Ginny recostada a Fonte dos Irmãos Mágicos com cara de poucos amigos, recostou a seu lado e as duas resmungaram em uníssono, olharam-se e riram uma da cara da outra. Antes que pudessem dizer qualquer coisa, Ronald apoiou sua enorme mão sobro o ombro de Hermione.


- Tudo bem? - Ele perguntou.


- E porque não estaria? - Hermione estranhou.


Molly e Minerva se aproximaram dos três no instante que Harry lançara um olhar de suplica pra Ginny que saiu em defesa do Marido. Hermione engatara em uma conversa com Minerva sobre elfos domésticos quando um deles parou a frente delas oferecendo água de gilly.


Em nenhum momento depois de ter chegado Ron moveu-se para longe de Hermione, firmemente preso a cintura da namorada estava tão alheio a tudo a sua volta que nem percebeu quando a Mãe se despediu deles. Aparentemente mais calmo afagava a cintura fina de Hermione quando seu coração deu um salto. Severo Snape aproximava-se.


- Boa Noite Senhorita Granger. - disse. - Senhor Weasley!


Hermione notou a momentânea rigidez que seu companheiro adquiriu e o tom amarelado que ocupou a face de Ron quase a preocupou, se não soubesse que o namorado morria de medo daquelas chegadas repentinas de Snape.


- A proposito Senhorita Granger, meus parabéns pelo cargo conquistado e as minhas mais sinceras desculpas pela grosseria de quinta-feira.


- Desculpas aceitas Snape! - respondeu Hermione séria.


Minerva parecia deliciada com a visão de um Snape tão mais humano. Observou ele tomar a mão de Hermione e beijar suavemente olhando de esguelha para o namorado da menina.


- Minerva, creio que deve estar muito orgulhosa de sua pupila. - observou Severo.


- Extremamente orgulhosa Severo, e você também deveria, afinal, a educação dela passou por seus cuidados também!


- Sem duvidas Minerva que a Senhorita Granger orgulha todos nós. Não Sr. Weasley?


O ruivo gemeu daquela maneira que ele fazia quando temia que algo saísse de seus planos, apertou-se mais contra Hermione que lhe olhou curiosa, até mesmo o medo tinha limites. Afinal Ron nuca fora do tipo de homem que se escondia debaixo das saias de uma mulher.


- Snape, Obrigada pelo Elogio! - respondeu a menina sorridente, afinal se Snape estava querendo jogar de bom moço, ela poderia entrar no jogo dele. - Esperei muito por um elogio vindo do Senhor e antes tarde do que nunca não mesmo?


Snape sorriu mostrando os dentes irregulares, meneou a cabeça e pegou duas taças de vinho de uma bandeja que um elfo oferecia e estendeu uma a Hermione e outra a Minerva e novamente servindo-se de uma para si próprio.


- Minerva, não acha incrível que mesmo depois de tanto tempo a Senhorita Granger é tão educada e ainda mantêm o respeito me chamando de Senhor mesmo quando eu não mais sou seu tutor?


- O respeito senhor, é algo que eu preso acima de tudo nesta vida! - disse Hermione séria que olhou para o lado quando Ron gemeu novamente. Fracamente aquilo já estava ridículo.


- Certamente. - respondeu Minerva. - Tudo nesta vida parte do respeito mutuo!


Snape sorriu vitorioso ao olhar a cara de suplica que Ron Weasley lhe lançava, não precisava nem munir-se com um bom Legilimens para saber que o ruivo implorava que Snape não contasse a Hermione o que vira entre o elevador e a lareira.


- E acha Senhorita Granger que o respeito tem de ser reciproco? - indagou mostrando ao cabeça de fosforo que não era por ali que ele pararia.


Hermione era conhecida pela sua inteligencia, e um pouco mais de informações especuladas ligaria o interruptor dentro da cabeça da Sabe-tudo.


- Claro que sim Snape, tanto em cunho acadêmico, profissional, social e amoroso. - Hermione tomou um gole de seu vinho e olhou para Minerva que deu de ombros entendendo menos que Hermione.


- Concorda Senhor Weasley, - Snape saboreou cada movimento da face do ruivo enquanto pronunciava lentamente seu nome. - que a base de um relacionamento duradouro é acima de tudo o respeito entre os envolvidos?


Ron estava verde, uma linha de suor percorreu o seu rosto enquanto ele abria e fechava a boca buscando por ar. Quanto tempo mais levaria para Hermione enche-lo de perguntas agora? Harry vinha em direção a eles, Ron viu a face de Hermione adquirir uma expressão vazia, assim como ela fazia quando assimilava alguma nova informação dentro de sala e de repente contorcer-se em entendimento.


- Ron! Venha, Kim quer falar conosco. - Ron fora pego pelo colarinho e arrastado por Harry.


- Severo, que raios aconteceu aqui? - Minerva estava muito curiosa.


Hermione olhou em volta e viu um olhar lançado de Lilá para Ron e este franzir mais ainda o rosto como se recebesse uma cruciatus. Os olhos de Hermione procuraram rapidamente as obsidianas a sua frente suplicando por mais entendimento. Os olhos de Snape era puramente ternura agora, muito embora suas feições ainda mantivessem a seriedade. Minerva deu de ombros e saiu de perto dos dois resmungando.


Hermione apoiou a taça sobre o beiral da fonte e se afastou, porém os dedos frios de Snape fecharam-se em seu braço. Hermione o encarou, seu peito arfava procurando por ar. Repentinamente o ar daquele ambiente ficara extremamente pesado para os pulmões de Hermione aguentar, respirar tornara-se dolorido demais. Os olhos da jovem estavam molhados.


Snape fechou os próprios olhos assentindo e ambos saíram dali em silêncio. A noite gelada da Londres trouxa apanhou Hermione de Surpresa obrigando-a se abraçar, mas teria feito aquilo mesmo se estivesse debaixo de um sol de 40°. Alguns carros passavam apressados pelas ruas e tudo o que Hermione ouvia era seus próprios saltos batendo na calçada.


- Senhorita Granger?


- Duvido que alguma vez ele tenha realmente deixado de se encontrar com Lilá! - disse Hermione, sua fala embargada pelas lágrimas que tentava segurar.


- Senhorita Granger?


- Eu mereço mesmo isso? Me dedico a ele como uma boa companheira e ele me retribui como?


As lágrimas desciam sem resistência nenhuma o rosto branco de Hermione e Snape sentiu-se como o pior homem do mundo por ter levado a ela pensar e juntar todos os fatos que lhe era oferecido.


- Hermione, me desculpe!


- Você não tem do que se desculpar Snape, não foi você quem me traiu durante todos esses anos! - E um riso de escarnio saiu dos lábios vermelhos. - E eu me martirizando por ter permitido que me beijasse.


- Hermione eu não sabia que você ia sofrer tanto assim com o fim do seu relacionamento.


- Não é pelo fim Snape, não havia amor da minha parte mas eu nunca me deixei levar pela libido! Agora eu vejo que não havia amor de nenhuma das partes. E aquele dissimulado fingia para todos que era perdidamente apaixonado por mim!


Snape aproximou-se de Hermione e a abraçou, a jovem jogou-se contra o corpo do bruxo a sua frente e se afundou nos braços acolhedores. Sentia os espasmos da mulher em seus braços enquanto olhava fixamente para o topo dos cabelos muito bem alinhados dela. E então ela aconchegou-se mais, passando o rosto pelo corpo do bruxo e o encarou de baixo.


- Me tira daqui...


O pedido morreu no mesmo instante em que os dois sumiram sem se importar se houvesse trouxas para os ver. Seus pés firmaram-se no chão mas o rosto de Hermione continuou enfurnado no peito do homem que a segurava pelos ombros. Snape já tinha causado bastante estardalhaço para uma noite, não ousaria ir além daquilo. Seus pensamentos foram interrompidos por um tintilar de objetos de metal caindo. Hermione olhou a pequena elfo domestico com um pequeno vestido de babados.


- Desculpe Dolly Senhor, Dolly não sabia que o senhor dela chegaria.


- Tudo bem, pode retirar-se Dolly.


A Elfo domestica fez um assentimento com a cabeça, pegou os talheres no chão e saiu. Snape finalmente deixou Hermione, a mulher olhou toda a sua volta, aquela não era a casa da rua da fiação, era uma casa aconchegante, limpa, ampla. Havia uma enorme lareira acessa e porta retratos de prata sobre o console. As paredes brancas eram cobertas ocasionalmente por quadros de pessoas distintas. O chão era coberto com o mais fino tapete persa e haviam três sofás e duas poltronas verde musgo cercando a lareira, havia ainda em um canto quase esquecido, um bar de madeira escura repleto de taças e copos de variados modelos, e garrafas lustrosas aparentemente cheias. Uma escada de mármore branco podia ser vista com uma bifurcação ao final, separando-se para duas alas.


Snape oferecia um dos sofás para Hermione enquanto sentava-se. Hermione sentou ao lado do bruxo que desatava o laço de seu cabelo deixando as madeixas escuras emoldurar-lhe o rosto.


- Tive a liberdade de lhe trazer a minha casa Senhorita Granger.


- E aquela outra?


- Aquela era do trouxa que me deu o nome, era de Tobias Snape meu... Pai.


Hermione aproximou-se de Snape, ainda sentia-se muito vulnerável e aquela novidade toda poderia ser perigosa. Ela olhou para um quadro em particular, sobre a lareira, uma bela mulher com longos cabelos negros, muito semelhantes aos de Snape lhe sorria da moldura dourada. Os olhos negros eram as mesmas obsidianas que seu antigo professor de poções exibia, nariz afilado e lábios volumosos.


- Minha Mãe. Eileen Prince. - Snape mexeu-se a fim de aproximar-se mais de Hermione. - Esta Senhorita Granger, é a Mansão Prince.


- Mansão Prince... - resmungou.


- Sim, Sou o ultimo dos Prince.


Por um longo momento nenhum dos dois moveu-se, estavam no mais absoluto silencio quando a elfo domestico entrou novamente, trazendo junto consigo uma bandeja cheia de biscoitos e bolinhos de caldeirão, junto com um bule de porcelana, branco com desenhos de paisagens em um tom terroso e duas xícaras da mesma família do bule. Hermione percebeu, era a mais fina porcelana chinesa. Com uma reverencia a elfo se afastou. Snape servia as xícaras enquanto Hermione via a pequena elfo se afastar e sumir em uma porta.


- Ela é livre Senhorita Granger!


- Mas, eu... Bem, eu sempre achei que o senhor achasse a minha causa uma idiotice.


- Idiotice? Não Senhorita, eu nunca achei, verdade seja dita, toda vida é uma vida e nenhuma delas merece ser escravizada. Eu apenas achava que o que a Senhorita almejava fosse impossível de se conseguir devido a natureza dos elfos domésticos.


- Nunca fomos o exemplo de boa relação entre aluna-professor não é mesmo, então entendo que algumas questões tenham ficado mal relacionadas.


Snape entregou a Hermione uma xícara, a morena aceitou prontamente sorvendo um gole do liquido quente. Hermione fungou. Sentia os olhos arderem querendo derramar mais algumas lágrimas. Quanto mais ela tentava, mais complicado ficava prender as lágrimas do lado de dentro. E não era pelo fim do seu relacionamento com Ron, porque se tivesse acabado da forma natural, onde cada uma das partes envolvidas escolhe isso, tudo estaria certo, mas a dor que sentia em seu peito era a dor de ser traída, traída pelo homem que dizia amá-la incondicionalmente e do homem que considerava um excelente amigo acima de tudo. Fungou novamente e soltou um longo suspiro.


Snape percebia a melancolia ao seu lado, aquela que normalmente era todo sorrisos e felicidade, adquirira uma tristeza impropria de si e que não ficava nada bem naqueles olhos. Compelido a desculpar-se, porque de certa forma tinha parte naquilo tudo, Snape segurou com a mão livre o ombro de Hermione, dando um aperto firme obrigando a menina a virar-se para ele. Pois se ela parecia mulher, aquela era uma frágil casca que acabara se quebrando e mostrando a menininha frágil que a Senhorita Granger era.


- Desculpe-me Senhorita Granger...


- Shiiiiii... - ela pediu soltando um sorrisinho simples. - Já falei que não foi culpa sua Snape.


- Senhorita Gran....


Hermione alargou um pouco mais o sorriso interrompendo o que quer que Snape tivesse a falar, fazendo o homem a sua frente franzir o cenho e observar a morena a sua frente com curiosidade.


- Até quando Snape?


- Até quando o que? - Os dedos de Snape que estavam no ombro feminino foi removido e agora retirava a xícara fria de Hermione e pousava as duas sobre a mesinha.


- Até quando vai me tratar como sua aluna? Senhorita Granger... Senhorita...


- Hermione?


- Muito melhor!


- Bem, Hermione, - recomeçou. - e agora? O que vai fazer agora?


Hermione pensou, olhou para as próprias mãos no colo e sentiu-se desamparada. Ela sabia o que precisava fazer, só não tinha a certeza do que iria fazer. Respirou profundamente e encarou a lareira a sua frente, com o fogo crepitando, vasculhou a sala procurando o conhecido vasinho de flores com o conhecido pó de flu e então lembrou-se, se Snape pode aparatar para dento, possivelmente ela poderia desaparatar. Encarou os olhos negros e levantou os lábios com um pequeno sorrisinho.


- Eu tenho que ir... – começou, mas para onde ela iria mesmo? Possivelmente Ronald estaria em sua casa, esperando-a.


A ultima coisa que Hermione Granger queria naquele momento, era encarar um Weasley, qualquer um que fosse, porque ela estava fraca e conhecia perfeitamente das manias que eles tinham, perguntas indiscretas, atos impensados e pouca tendência a se desculpar.


Prevendo aquilo, ou ele teria sutilmente lido na mente da mulher a sua frente? Pouco importava, mas antevendo a fala da jovem Snape levantou-se e parou a frente dela, parecendo inúmeras vezes maior. As roupas que usava nem de longe amedrontavam, mas aquele não era o que ele queria. Estendeu uma mão pálida para Hermione que segurou prontamente.


- Vai para onde Hermione?


- Bem... Eu, eu... Posso ir para um hotel e...


- Nada disso! Com aqueles Comensais a solta a senhorita acha que eu permitiria que pernoitasse em um hotel?


Hermione deu de ombros, Snape a puxou, e a mulher ficou quase da mesma altura do bruxo. Hermione sabia que haviam Comensais soltos, mas não importava-se muito naquele momento com antigos seguidores do Lord Sombrio. Soltou sua mãos da de Snape e andou pela sala até uma das janelas, puxou um pequeno pedaço da cortina verde musgo e olhou a noite alta. Havia uma névoa perolada cobrindo tudo que podia supor-se como chão. Snape aproximou-se deixando seus passos serem ouvidos e parou pouco atrás de Hermione.


- Fique, há muitos quartos aqui Hermione, - começou ele puxando a cortina da mão dela e fechando a janela. – e os Comensais não sabem que esta casa existe, não encontrarão a Senhorita.


- Talvez... O que estou pensando? – Hermione olhou para o antigo professor. – Snape, para com isso!


O cenho de Snape franziu-se em desentendimento. Afinal de contas, o que aquela mulher estava dizendo? Hermione andou de volta para o sofá e parou encarando as costas do bruxo.


- Eu, eu não sei onde você enfiou aquele sardônico morcego, mas eu realmente o preferia a esta imitação barata que se tornou! – começou, fazendo Snape virar seus calcanhares. – Não se preocupe, sobrevivi uma vez aos Comensais, consigo sobreviver de novo! Agora se me der licença, tenho uma vida para resolver e um relacionamento para por fim. Até... – Hermione pensou. – até a próxima desavença!


E com um pequeno deslocamento de ar Hermione se foi. Snape continuou parado, olhando para o local onde o corpo de Hermione estivera ocupando segundos atrás e em sua cabeça debatia-se aquilo que lhe havia sido dito. Desavença... Desavença... era verdade, sempre que Snape a encontrava, alguma coisa acontecia, ele sempre estragava o momento para ela, sempre. O peso da diferença de idades recaiu sobre ele, frustrando-o, deixando-o impotente perante a situação. O que ele realmente queria com a Sabe-tudo? Era apenas sexo? Era amor? Snape não sabia realmente o que era. Queria ela para si, possessivo da forma que sabia ser, porém, aquela mulher não era fácil, e mesmo que estivesse querendo tanto quanto ele, não seria tão simples assim.


E depois que conseguisse Hermione? Continuaria sendo aquele homem sórdido que era? Ela estava certa, quem era aquela cópia barata que ele havia se tornado? Aquele não era ele, não era Snape... Fechou os olhos e desaparatou.

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