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7. Duplo sentido


Fic: Lady Ginevra


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 7


 


A verdade era que tinha casado com um monstro.


Depois de conviver com o marido três meses, Gina chegou a essa triste conclusão. Harry era cruel. Era terrivelmente teimoso, cabeça dura e dava ordens insensatas. E essas eram suas melhores qualidades. Tratava-a como a uma inválida. Não podia levantar um dedo, vestiam-na da cabeça aos pés e um dos soldados sempre a seguia. Gina aceitou todas essas tolices durante uns dois meses, até que não agüentou mais. Então se queixou, mas em vão: Harry não deu atenção. Tinha idéias muito estranhas em relação ao casamento. Queria que Gina ficasse trancada e cada vez que a moça saía para respirar ar fresco, Harry tentava fazê-la entrar outra vez.


Os jantares eram insuportáveis. Esperava-se que Gina mantivesse um ar digno durante toda a refeição, enquanto ao redor reinava o caos. Nenhum dos homens que os acompanhavam no jantar tinha boas maneiras: eram estrepitosos, grosseiros e emitiam ruídos dos mais desagradáveis.


E neste caso, essas também eram as melhores qualidades dos homens. Gina não criticava os soldados. Tinha a sensação de que era preferível que se mantivesse separada do clã na medida do possível. Em sua opinião, manter-se à parte significava paz e isso era o único que Gina desejava conquistar.


Como Harry não a deixava ir caçar, Gina passava a maior parte do dia sozinha. Supunha que o marido a achava muito frágil para empunhar o arco e a flecha: o que podia fazer para corrigir uma idéia tão absurda? Para evitar que lhe embotasse a pontaria, fabricou um alvo que fixou no tronco de uma árvore, ao pé da colina, e praticou com o arco e as flechas. Na verdade era muito hábil e a orgulhava alardear que tinha ganhado algumas vezes de Ronald em uma disputa de tiro ao alvo.


Enquanto praticava, ninguém a incomodava. As mulheres a ignoravam quase completamente. As MacLaurin a tratavam com franca hostilidade. Várias das jovens seguiam o exemplo da líder natural, uma mulher robusta de bochechas vermelhas e cabelos muito claros, chamada Belatriz. Cada vez que Gina passava perto dela, a mulher lançava bufos desdenhosos muito pouco femininos e, entretanto, Gina não acreditava que fosse má. O que acontecia era que a senhora do lugar lhe parecia uma inútil. Gina não podia culpá-la se sua presunção era correta. Enquanto Belatriz trabalhava desde o amanhecer até o por do sol nos campos que se estendiam além da fileira de árvores junto com as outras mulheres cultivando os campos e sustentando as colheitas, Gina vagava a seu desejo pelo feudo e tinha certeza de que aparentava ser a preguiçosa rainha de um senhorio.


Não, Gina não culpava às mulheres pelo ressentimento que lhe demonstravam. Parte da responsabilidade era de Harry por não lhe permitir que se relacionasse com elas, mas Gina, sendo sincera consigo mesma, compreendia que ela mesma cedia à separação e não fazia nada para mudar a opinião das mulheres sobre ela. Segundo seu antigo costume, não tentava ser amistosa sem parar para pensar no por quê.


Na Inglaterra não tinha tido amigas porque seu marido não permitia. "Mas aqui, nas Highlands, tudo é diferente — pensou — o clã não desaparecerá nem se moverá daqui".


Depois de três meses de solidão, teve que admitir que embora sua vida fosse agradável era também solitária e aborrecida. Queria adaptar-se. E tão importante quanto isso, queria ajudar a reconstruir o que seu primeiro marido tinha destruído. Harry estava muito ocupado com a reorganização para ocupar-se dos problemas de sua esposa e, de qualquer modo, Gina não tinha intenções de queixar-se perante ele. Era um problema que teria que resolver por si mesma.


Uma vez que definiu o problema, dedicou-se a procurar a solução. Já não queria permanecer separada do clã e procurava unir-se às atividades toda vez que podia. Apesar de ser extremamente tímida, preocupou-se em saudar cada uma das mulheres que passavam apressadas por ela. As MacBain sempre respondiam com um sorriso ou uma palavra amável, mas quase todas do clã MacLaurin fingiam não ouvi-la. Claro que havia exceções: pelo jeito, Leila e Megan, as duas MacLaurin que a ajudaram com o banho na noite de núpcias, tinham-lhe simpatia, mas as outras rejeitavam qualquer amostra de amizade.


Essa atitude a confundia: não sabia o que fazer para modificar a opinião que tinham dela. Uma terça-feira em que Remus tinha a obrigação de vigiá-la, formulou a pergunta:


— Remus, queria conhecer sua opinião a respeito de um assunto que me preocupa. Não consigo encontrar um modo das mulheres MacLaurin me aceitarem. Tem alguma sugestão para me dar?


Enquanto a escutava, Remus coçava o queixo. Ainda que visse que Gina estava inquieta pelo modo como o clã se comportava com ela, não se atrevia a explicar os motivos porque não queria ferir seus sentimentos. Depois de tê-la cuidado durante vários dias, a atitude do próprio Remus para com a senhora se suavizou. Embora continuasse sendo tímida, não era uma covarde como a consideravam as mulheres MacLaurin.


Gina notou a hesitação de Remus e achou que não queria falar porque alguns membros do clã poderiam ouvi-los.


— Acompanha-me colina acima?


— Claro, milady.


Não disseram uma palavra até que estivessem longe o suficiente do lugar e, por fim, Remus rompeu o silêncio.


— Lady Gina, os highlanders têm boa memória. Embora um guerreiro morra sem vingar uma ofensa, morre em paz porque sabe que algum dia seu filho ou seu neto cobrará a ofensa. As inimizades inveteradas nunca se esquecem, os pecados jamais se perdoam.


Gina não entendia a que se referia, embora parecesse muito sincero.


— E é importante não esquecer, Remus?


— Sim, milady.


Remus pareceu ter concluído a explicação, mas Gina sacudiu a cabeça, impaciente.


— Continuo sem entender o que tenta me dizer. Volte a tentá-lo, por favor.


— Muito bem. — respondeu o soldado — Os MacLaurin não esqueceram o que seu primeiro marido fez.


— E me culpam, não é verdade?


— Alguns jogam a culpa em você. — admitiu o homem — Mas não se preocupe com a desforra. — se apressou a acrescentar — A vingança é coisa de homens. Os highlanders não incomodam às mulheres nem as crianças. E, por outro lado, seu marido mataria qualquer um que se atrevesse a tocá-la.


— Não me preocupa minha segurança. — replicou a jovem — Posso me cuidar, mas não posso brigar contra as lembranças. Não posso mudar o que aconteceu. Não fique triste, Remus, acho que conquistei algumas das mulheres. Escutei que uma delas me chamava "valente". Se eu lhe desagradasse, não me elogiaria desse modo.


— Não é nenhum elogio. — afirmou Remus, irritado — Não posso permitir que acredite nisso.


— O que é que tenta me dizer? — perguntou Gina, frustrada.


Era difícil obter uma resposta direta do soldado. Gina demonstrou paciência enquanto esperava que Remus se expressasse com franqueza.


Remus exalou um forte suspiro.


— Chamam Alvo "inteligente".


Gina assentiu.


— Alvo é muito inteligente.


Remus sacudiu a cabeça.


— Acham que é estúpido.


— Em nome dos céus, então, por que o chamam inteligente?


— Porque não o é.


Gina adotou uma expressão perplexa.


— Chamam seu marido de piedoso.


— Agradaria o lorde ouvir semelhante elogio.


— Não, milady, não lhe agradaria absolutamente.


Gina continuava sem entender e Remus acreditou que seria uma crueldade deixá-la permanecer na ignorância.


— Seu marido se enfureceria se soubesse que na realidade os MacLaurin o consideram um homem piedoso. As mulheres põem o qualificativo oposto, entende? É um joguinho tolo. Na realidade acreditam que o lorde é um homem duro e por isso o admiram. — acrescentou o homem com um gesto afirmativo — A um chefe não agrada que o considerem piedoso ou de bom coração: consideraria-o uma debilidade.


A jovem se ergueu com lentidão. Começava a compreender o significado do jogo das mulheres.


— De modo que, se o que você afirma é verdade, significa que consideram o Alvo...


— Retardado.


Por fim compreendeu. Antes que se virasse, Remus viu que tinha os olhos cheios de lágrimas.


— Isso significa que, segundo elas, eu não sou valente e sim covarde. Agora entendo. Obrigado por incomodar-se em me explicar isso Remus. Sei que foi difícil para você.


— Milady, por favor, me diga quem foi a mulher que ouviu dizer isso.


— Não direi. — afirmou Gina sacudindo a cabeça. Não podia olhar para o soldado, pois se sentia desconfortável e envergonhada — Me desculpe, por favor? Acho que entrarei no castelo.


Não esperou que lhe respondesse; virou-se e correu colina abaixo. De repente, deteve-se e virou outra vez para o soldado.


— Rogaria-lhe que não contasse esta conversa a meu marido. Não gostaria que se preocupasse com uma questão tão insignificante quanto os jogos tolos de certas mulheres.


— Não direi. — aceitou Remus. Para ele era um alívio que Gina não quisesse que MacBain se inteirasse do insulto, pois sem dúvida armaria um escândalo infernal. O soldado se enfurecia que essa conduta tão cruel proviesse das mulheres do clã MacLaurin. Como chefe, sentia a pesada carga de deveres contraditórios. É obvio, tinha jurado lealdade a MacBain estava disposto a dar a vida pelo lorde. O juramento se estendia à esposa e Remus faria qualquer coisa que lhe pedissem para proteger lady Gina de todo mal.


Contudo, como também era o chefe de seu próprio clã, estava convencido de que eram os MacLaurin e não os MacBain que tinham que resolver os próprios problemas. Se contasse ao lorde a crueldade das mulheres com lady Gina se sentiria um traidor. Remus sabia que eram Belatriz e suas seguidoras as culpadas e decidiu ter uma firme conversa com as mulheres. Ordenaria-lhes que se comportassem com a senhora com o respeito devido a sua posição.


Gina subiu ao dormitório e permaneceu ali o resto da tarde, oscilando entre a irritação e a autopiedade. Certamente que se sentia ferida pela crueldade das mulheres, mas esse não era o motivo de seu pranto. O que na realidade afligia Gina era a possibilidade de que tivessem razão. Seria na verdade uma covarde?


Não tinha as respostas. Queria ficar no quarto, mas fez um esforço e desceu para jantar. Harry já teria retornado da caça e Remus também estaria presente e Gina não queria que nenhum dos dois imaginasse seus conflitos.


O salão estava repleto de soldados. Quase todos já estavam sentados diante das duas mesas largas que ocupavam o lado direito do salão. O cheiro da madeira nova e das aparas de pinheiro se mesclava com os densos cheiros de comida, que era levada ao salão em duas tábuas de trinchar gigantescas, com pão negro duro feito dois dias atrás.


Ninguém ficou de pé quando a senhora entrou e isso incomodou Gina, embora não achasse que se mostravam deliberadamente grosseiros. Vários deles a saudaram com a mão ao vê-la. Os soldados não compreendiam que tinham que ficar de pé quando ela entrava no salão.


Gina se perguntou que coisa faria esses homens bons e orgulhosos se sentirem como um só clã. Esforçavam-se em manter-se separados. Quando um dos MacLaurin fazia uma brincadeira somente os do mesmo clã riam. Os MacBain nem sequer sorriam.


Também se sentavam em mesas separadas. Harry se sentava à cabeceira de uma das mesas e todos os outros lugares, exceto um à direita do lorde reservado para a esposa, eram ocupados por soldados MacBain. Todos os MacLaurin se sentavam juntos na outra mesa.


Essa noite, Harry não prestou a menor atenção. Tinha um rolo de pergaminho entre as mãos e o lia com expressão sombria.


Gina não o interrompeu. Os soldados de Harry, em troca, não estavam tão ensimesmados.


— O que é que quer Gillevrey? — perguntou Sirius ao lorde.


— É o lorde do clã que vive ao sul de nosso feudo, milady. — explicou Remus a gritos, da outra mesa — A mensagem é dele. — acrescentou. Em seguida perguntou ao lorde — O que é que quer o velho?


Harry terminou de ler a mensagem e voltou a enrolar o pergaminho.


— A mensagem é para Gina.


A menção a surpreendeu.


— Para mim? — perguntou, tomando o rolo.


— Sabe ler? — perguntou Harry.


— Sim — respondeu a mulher — Me propus a aprender.


— Por quê?


Gina se encolheu de ombros.


— Porque me proibiam — murmurou isso. O que não lhe contou foi que Draco a provocava, repetindo uma e outra vez que era muito néscia para aprender algo importante, e Gina sentiu o impulso de lhe mostrar que estava equivocado. Foi um desafio oculto, pois Draco nunca soube que Gina tinha vencido as dificuldades de aprender a ler e a escrever. E o professor temia muito Draco para dizer-lhe.


Harry não lhe entregou o rolo e perguntou com expressão feroz:


— Conhece um barão chamado Randolph Goode?


A mão de Gina se deteve no meio do gesto e num instante empalideceu. Sentiu-se desfalecer e tomou ar para se acalmar.


— Gina? — insistiu Harry ao não receber uma resposta imediata.


— Conheço.


— A mensagem provém de Goode. — disse Harry — Gillevrey não o deixará cruzar a fronteira até que eu lhe dê permissão. Quem é esse homem e o que quer?


Gina quase não pôde dissimular a agitação. O que mais desejava era sair correndo, mas resistiu a esse impulso de covardia.


— Não quero falar com ele.


Harry se recostou na cadeira. Percebeu o medo e o pânico da esposa e essa reação diante da mensagem não o agradou. Acaso não compreendia que estava a salvo? Maldição, ele não permitiria que lhe acontecesse nada!


Exalou um suspiro, compreendendo que, certamente, Gina não sabia. Quando aprendesse a confiar nele, já não a assustariam as mensagens vindas da Inglaterra.


Harry sabia que se mostrava arrogante e não se importava. Nesse momento, o que mais desejava era tranqüilizar sua esposa: não gostava de vê-la amedrontada. Além disso, tinha outro motivo: queria saber a verdade.


— Acaso esse barão te ofendeu de algum jeito?


— Não.


— Quem é, Gina?


— Não quero falar com ele — repetiu, com voz trêmula.


— Quero saber...


Gina fez um gesto negativo e Harry interrompeu a pergunta. Tomou o queixo e a obrigou a deixar de sacudir a cabeça.


— Me escute. — ordenou — Não tem obrigação de vê-lo nem de falar com ele — prometeu em voz baixa e convincente.


A expressão da jovem se tornou dúbia e incerta.


— Sério? Não o deixará vir?


— Sério.


O alívio de Gina foi evidente.


— Obrigado.


Harry a soltou e voltou a reclinar-se na cadeira.


— Agora, responda a minha pergunta. — repetiu — Quem demônios é o barão Goode?


Nesse momento, todos os soldados presentes no salão estavam silenciosos e atentos. Para eles era óbvio que a senhora estava assustada e tinham curiosidade de saber o motivo.


— O barão Goode é um sujeito poderoso na Inglaterra. — sussurrou Gina — Dizem que é mais poderoso que o rei John.


Harry esperou que continuasse, mas transcorreram vários minutos até que compreendeu que não diria nada mais.


— É um dos favoritos do rei? — perguntou.


— Não. —respondeu Gina — Odeia John. Muitos barões compartilham a opinião de Goode sobre o monarca. Uniram-se e diz-se que Goode é o líder de todos eles.


— Gina, está falando de uma insurreição.


Gina negou com a cabeça e baixou o olhar.


— É uma rebelião silenciosa, milorde. Neste momento, a Inglaterra é um caos e muitos dos barões acreditam que Arthur é quem teria que ter sido nomeado rei. Era o sobrinho de John. Geoffrey, o pai de Arthur, era o irmão mais velho de John e morreu poucos meses antes do nascimento de seu filho.


Sirius tentou seguir a explicação e a essa altura franziu o semblante.


— Milady, acaso você afirma que quando o rei Richard morreu Geoffrey teria que ter sido o rei?


— Geoffrey era mais velho que John. — respondeu a jovem — Era o próximo na linha de sucessão porque Richard não teve filhos, você sabe? Mas Geoffrey já tinha morrido. Há quem considera que seu filho era o verdadeiro herdeiro do trono. Até se uniram em defesa da causa de Arthur.


— De modo que os barões lutaram pela coroa?


A pergunta foi de Harry e Gina assentiu.


— Em cada ocasião que podiam, os barões apoiavam a causa de seu rei. Nos últimos anos John fez numerosos inimigos. Ronald acredita que qualquer dia explodirá uma franca rebelião. Goode e os outros esperam uma boa razão para livrar o país de John. Não querem esperar, pois John mostrou ser um monarca terrível. — acrescentou em um murmúrio — Não tem consideração nem mesmo com os membros de sua própria família. Sabe que durante o conflito se voltou contra seu próprio pai e se uniu ao rei da França? Henry morreu com o coração destroçado porque sempre acreditou que John era o mais leal de seus filhos.


— Como se inteirou de todas estas coisas? — perguntou Sirius.


— Por meu irmão Ronald.


— Ainda não explicou por que Goode iria querer falar com você — recordou Harry.


— Talvez acredite que posso ajudar à causa de destituir John, mas embora eu pudesse não o faria. Neste momento seria inútil. Não envolverei minha família na luta. Tanto Ronald quanto minha mãe sofreriam se eu dissesse...


— Se dissesse que coisa? —perguntou-lhe o marido.


A mulher não respondeu.


Sirius a acotovelou para chamar a atenção.


— Acaso Arthur quer a coroa? — perguntou.


— Sim. — respondeu Gina — Mas eu não sou mais que uma mulher, Sirius. Não me interessam os jogos políticos ingleses. Não sei por que o barão Goode deseja falar comigo. Não sei nada que possa ajudar a destronar John.


Harry se convenceu de que era mentira. E também de que estava aterrorizada.


— Goode deseja formular certas perguntas — afirmou.


— A respeito do que? — perguntou Sirius, ao ver que a senhora mantinha-se em silêncio.


Harry respondeu sem desviar o olhar da esposa:


— A respeito de Arthur. Agora está certo de que o sobrinho do rei está morto.


Gina começou a levantar-se, mas Harry segurou-lhe a mão e a obrigou a ficar sentada. Sentiu-a tremer.


— Não falarei com Goode. — exclamou — Arthur desapareceu faz mais de quatro anos. Não entendo por que o barão continua interessado no paradeiro do sobrinho do rei. Não tenho nada a dizer.


Gina já tinha revelado mais do que pensava: ao referir-se a Arthur empregou o tempo passado.


Gina já sabia que o sobrinho do rei estava morto. Harry pensou que também devia saber como tinha morrido e quem o tinha assassinado. Refletiu sobre as consequencias que teria o fato se sua hipótese estivesse certa e moveu a cabeça.


— Inglaterra é outro mundo no que se refere a nós. — afirmou — Não permitirei que nenhum barão venha aqui. Gina, eu nunca deixo de cumprir minha palavra. Não falará com nenhum deles.


A mulher assentiu. Sirius começava a fazer outra pergunta, mas o olhar severo do lorde o conteve.


— Terminamos de comentar esta questão. — afirmou — Sirius, me informe sobre os progressos na construção do muro.


Gina estava muito inquieta para continuar a conversa. Tinha o estômago embrulhado e apenas pôde comer um sanduíche de queijo. Havia javali e restos de salmão salgado, mas sabia que lhe dariam náuseas se provasse alguma coisa.


Contemplou a comida e se perguntou quanto tempo mais teria que ficar ali antes que a desculpassem.


— Tem que comer algo — disse Harry.


— Não tenho apetite. — respondeu — Não estou habituada a comer tanto antes de me deitar, milorde. — se desculpou — Na Inglaterra é costume servir uma refeição entre as dez e o meio-dia e mais tarde se toma uma refeição leve. Levará tempo para me acostumar à mudança. Desculpe-me? Queria subir.


Harry assentiu. Como Sirius a olhava fixamente, Gina lhe deu boa noite e se dirigiu a entrada. Viu Dumfries deitado à esquerda da escada e imediatamente deu uma volta para não passar perto do animal. Não afastou o olhar até que passou junto a ele e em seguida correu.


Preparou-se sem pressa para deitar. Cumprir esse singelo ritual a acalmava e a ajudava a controlar o medo. Concentrou-se em cada pequena tarefa. Acrescentou dois lenhos ao fogo, lavou-se e em seguida se sentou para escovar o cabelo. Odiava esse trabalho. Parecia que não terminava nunca de desfazer os nós. Doía-lhe o couro cabeludo pelo peso da massa ondulada de cabelo e quando terminou estava muito cansada para trançá-lo.


Ficou sem ocupação e tratou de pensar em coisas frívolas, convencida de que assim bloquearia os temores e terminariam por desaparecer.


— Harry tem razão. — murmurou — A Inglaterra está em outro mundo.


"Estou a salvo, — pensou — e Ronald e mamãe também estarão seguros na Inglaterra enquanto eu ficar calada".


Gina largou a escova e fez o sinal da cruz. Orou pedindo coragem e orientação divina e, por fim, orou pelo homem que deveria ter sido rei: por Arthur.


No momento em que finalizava as preces, Harry entrou e encontrou à esposa sentada a um lado da cama, contemplando as chamas da lareira. Fechou a porta, tirou as botas e caminhou até o lado oposto da cama. Gina se levantou e se virou para olhá-lo.


Pareceu a Harry que sua esposa estava triste.


— Ronald me disse que o rei John tem medo de você.


A mulher baixou o olhar.


— De onde tirou essa idéia?


— Gina.


A jovem levantou o olhar:


— O que?


— Quando chegar o momento, dirá o que sabe. Eu não a forçarei. Aguardarei. Quando estiver disposta a confiar em mim, o fará.


— Dizer que coisa, milorde?


Harry deixou escapar um suspiro.


— Dirá o que é que a aterroriza tanto.


Gina teve o impulso de discutir, mas se conteve: não queria mentir a Harry.


— Agora estamos casados. — disse — E não é só você que tem o dever de me proteger, Harry. Também é meu dever proteger você sempre que puder.


O homem não compreendeu a estranha afirmação: protegê-lo? Demônios, ela tinha tudo calculado! Supunha que era ele quem devia protegê-la e cuidar de si mesmo. Procuraria viver muitos anos para cuidar de sua esposa e do Alex.


— As esposas não protegem os maridos — afirmou em voz alta.


— Esta esposa o fará — replicou Gina.


Ia discutir, mas a esposa o distraiu. Não fez mais que desatar o cinto do roupão e o tirou: debaixo não usava nada.


Harry ficou sem fôlego. Deus, que linda era! Atrás de Gina o fogo a banhava em um resplendor dourado. Sua beleza não era empanada por nenhum defeito. Tinha os seios redondos, a cintura estreita e as pernas longas.


Harry não teve consciência de ter se despido. Sustentou o olhar de Gina por longos minutos até que o coração começou a golpear no peito e sentiu o fôlego entrecortado pela excitação.


Gina lutou contra o pudor: sabia que estava ruborizada porque sentia o calor no rosto.


Os dois se deitaram e se cobriram ao mesmo tempo e em seguida se aproximaram um do outro. Gina ainda estava de joelhos quando Harry a atraiu para seus braços. A fez deitar-se, cobriu-a com seu próprio corpo e a beijou.


Gina enlaçou os braços no pescoço e o puxou para si. Estava desesperada pelas carícias do marido: essa noite o desejava. Necessitava o consolo e a aceitação do marido.


Harry, por sua vez, necessitava satisfação. Distribuiu carícias rudes nos ombros, nas costas, nas coxas, e o contato com essa pele sedosa o excitou.


Gina não precisava que a incitassem a responder: não podia parar de acariciá-lo. Tinha o corpo tão robusto e a pele tão cálida e a incitava de tal modo com a boca e com as mãos que em poucos minutos se sentiu possuída por uma febre de paixão.


Era impossível ser inibida com Harry. Era um amante exigente, terno e rude ao mesmo tempo. Com suas carícias íntimas atrevidas acendia o ardor de Gina e quando seus dedos a penetraram e o polegar esfregou o sensível casulo oculto atrás das dobras úmidas de sua carne, Gina enlouqueceu.


O homem pegou sua mão e a colocou sobre seu pênis duro e ereto. A mulher o apertou, impulsionando-o a soltar um gemido rouco e gutural. Harry murmurava palavras eróticas de estímulo e indicações do modo como desejava que o acariciasse.


Harry não pôde mais suportar muito tempo a doce agonia. Afastou-lhe as mãos com brutalidade, elevou-lhe as coxas e a penetrou profundamente. Gina gritou de prazer. Cravou-lhe as unhas nos ombros e arqueou contra ele para recebê-lo com mais plenitude. O homem estava a ponto de derramar nela sua semente nesse mesmo instante e teve que apelar a toda sua disciplina para conter-se. Moveu a mão entre os dois corpos e a acariciou com os dedos até sentir que Gina alcançava o clímax e só então permitiu sua própria satisfação.


O orgasmo o devastou. Gemeu de puro prazer ao derramar a semente em sua esposa. Gina gritou o nome do marido e Harry, o de Deus.


Harry se deixou cair sobre a esposa com uma exclamação rouca e satisfeita. Não se retirou de dentro dela, querendo prolongar a maravilha que acabava de experimentar.


Gina tampouco queria afastar-se de seu marido nesse momento. Quando Harry a abraçava se sentia querida. Também se sentia segura... e quase amada.


Mas em seguida, o peso de Harry a esmagou e por fim teve que pedir que se afastasse para poder respirar.


Harry não tinha certeza de ter restado energia e essa idéia o divertiu. Rolou para o lado levando Gina junto com ele, levantou as mantas para cobri-los e fechou os olhos.


— Harry.


O homem não respondeu e Gina tocou o peito com o dedo para lhe chamar a atenção. Só obteve um grunhido como resposta.


— Tinha razão: sou fraca.


Esperou que dissesse que estava de acordo, mas Harry não disse nada.


— Um vento do norte poderia me levar — disse, usando as mesmas palavras que Harry na primeira noite que passaram como marido e mulher.


Deixou passar vários minutos e em seguida voltou a falar.


— Mas as outras coisas não são verdades. Eu não deixarei que sejam.


Fechou os olhos e fez suas orações. Harry pensou que tinha dormido e ele ia imitá-la. Mas em seguida, em um sussurro suave, mas cheio de convicção, ouviu-a dizer:


— Não sou covarde.


 


Na.: Depois de muito tempo sem deixar Nas...lá vai.


Que saudade!!!!! Bom continuo ocupada, e muito, facul, filho, trabalho, kasa, marido, familia...aff não é facil...


Quando lembro venho aqui e posto, pois é me esqueço!!! Mas são tantas coisas que não lembro até de trabalhos da facul!!!


 


Bom, vou continuar assim, postando uma vez na vida outra na morte, mas hoje ja aproveito e deixo dois caps...


 


Obrigada pelos comentarios, eles me fazem lembrar de postar, mas nem smepre estou com tempo...quando mandam para o meu e-mail tento ler, mas estao vindo tudo errado.. :(...


mas...beijao galera, espero nas minhas ferias de verao poder continuar minha fic (de minha autoria), saudade de escrever...


 


abraçao


 


tonks B

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