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8. Acontecimentos


Fic: Como perdoar um inimigo DM-HG Long


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 8


Acontecimentos


 


Tirou a camiseta para treinar. Pensou muito para elaborar o esquema de treinamento. Precisava exercitar-se. Puxou a camiseta preta, jogando-a no banco ao lado. Enquanto amarrava seu cabelo notou que a grifinória estava lá, olhando.


 


- Se quiser, conjuro um babador, Granger. – disse rindo.


 


Hermione aproximou-se lentamente. Andava de maneira calma, mas absurdamente sedutora. Draco deu um passo para trás e caiu em uma cadeira que não estava lá no minuto anterior.


 


- O que está fazendo, Granger? – A menina aproximava-se jogando a gravata escolar no chão. Depois abriu os botões da camisa que usava.


 


- Até parece que não sabe, Malfoy. – então ela senta no colo de Draco. Uma perna de cada lado. A saia sobe por causa da posição. O loiro olha as coxas e com um pouco de receio começa a tocar as pernas da morena a partir do tornozelo. Os sapatos e as meias haviam sumido. Draco vê que a cabeça dela caiu para trás, gostando do toque.


 


- Você endoideceu? – ele pergunta, não entendendo aquela reação.


 


- Claro... – então ela tira a blusa. Um sutiã creme. Da cor da pele. Draco começa a ficar excitado. Sente que o suor escorre lentamente pela testa.


 


O sutiã havia sumido. Os cachos descem cobrindo os seios e entre eles uma marca. Uma linha bem clara na vertical. Quase alcançando seu umbigo. Draco sabe que não pode tocá-los, então aperta a perna da garota com mais força. Assim que faz isso sente seus dedos queimarem. Desce seus olhos e vê que a perna dela queimava onde ele tinha tocado. O queimado começa a se espalhar pelas pernas.


 


O loiro olha assustado para a grifinória. Levanta-se rapidamente. O rosto era de Adolf que dizia: “Você não pode ficar com uma sangue-ruim”. E ria. Aos seus pés, o corpo dela.


 


Draco acordou. Imaginou se tivesse gritado alguma coisa, mas o quarto permanecia na mesma penumbra e no mesmo silêncio. Era a primeira noite que o sono mudava. Foi até o banheiro e jogou água no rosto. Olhou as próprias mãos. Não havia nada. Respirou fundo, tentando se acalmar. Sentia o coração pulando dentro do peito. Ainda estava escuro. Voltou para o quarto, mas sempre que fechava os olhos via o corpo nú de Granger caído aos seus pés. Morta.


 


Desistiu de dormir e ficou olhando o teto. Aos poucos os barulhos da manhã fizeram com que levantasse. Talvez o sonho fosse presságio de algo ruim, pois assim que olhou pela janela viu uma grande coruja chegando. Era de seu pai.


 


“Parece que não está agindo como a traidora da sua mãe. Aguardamos qualquer notícia. O que achou do ataque? Pena que não morreu mais gente. Soube que lançou um feitiço na sangue-ruim amiga do Potter. O Lorde e eu ficamos orgulhosos. Qualquer coisa que queira me avisar, mande pelo Adolf. Se souber da sua mãe, avise-me IMEDIATAMENTE .”


 


Não precisava de assinatura. Respirou mais tranquilo ao saber que sua mãe ainda estava escondida. Com um feitiço, fez o pergaminho desaparecer. Foi ao banheiro tomar um banho.


 


Hermione acordou sentindo-se culpada por sentir-se bem ao lembrar do beijo de Malfoy. Conhecia apenas de nome os estudantes que morreram. Três deles eram nascidos trouxas e os outros eram mestiços. Assim que saiu do Salão, acompanhada por seus amigos para tomar café, notou a diferença no ambiente. Um silêncio mórbido.


 


Sentou-se à mesa e pouco depois a voz de Minerva tomou conta do lugar.


 


- É com pesar que informamos sobre a morte de cinco estudantes. As famílias já tomaram as devidas providências e agradeceram aqueles que tentaram ajudar. Nenhum de vocês tem permissão para ir ao enterro. O ataque sofrido foi absurdo e precisamos tomar medidas de prevenção. – todos estavam em silêncio. Hermione, Rony e Harry olharam-se com um pensamento Será que a Ordem decidira falar sobre o treinamento? - A partir do dia de hoje todos estudantes interessados poderão participar de um curso de aperfeiçoamento. As aulas serão diárias na Sala de Duelos. Teremos alguns aurores como professores e não há limite de idade. Todos os passeios para Hogsmead foram cancelados. – Houve murmúrios contrariados após a esse comunicado.


 


O dia passou rapidamente e Hermione não conseguia deixar de olhar para Malfoy mesmo que fosse por alguns instantes. Muitas vezes encontrava o olhar do loiro sob si. Não podia rir. Não podia sorrir e nem acenar.


 


Chegou ao terceiro andar acompanhada de Gina e Harry. Todos ainda abatidos com os últimos eventos. Harry estava cansado e irritado. Algo devia ser feito. Culpava-se internamente pelas mortes e ficar parado era uma besteira. Entrou na sala e ficou em silêncio. Pouco depois, a sala foi enchendo. Os estudantes conversavam em voz baixa, exceto Draco que estava lendo um livro afastado. Todos se calaram ao ver a presença imponente de Quim entrar na sala, seguido por Moody, Tonks, Minerva, Artur, Molly (ambos foram correndo abraçar os filhos, inclusive Harry e Hermione), Joseph, Slughorn e mais três bruxos e uma bruxa desconhecidos por todos ali.


 


- Atenção todos! Devido ao último evento precisamos adiantar muito os nossos planos.


 


- Estava demorando... – murmurou Harry, mas foi ouvido.


 


- Como disse, senhor Potter? – Quim perguntou, tentando esconder sua irritação por ter sido interrompido.


 


- Eu disse que estava demorando. Quantos inocentes precisam morrer? Há meses que eu e meus amigos pedimos licença para sair e cuidar do problema. Isso nos foi negado! – ele falava com raiva e Gina segurava a mão do namorado na tentativa de acalmá-lo – Estamos presos aqui fazendo tudo que nos ensinam... Imobilizamos diversos Comensais. Algum deles foi preso? – a resposta foi um grande e profundo silêncio.


 


- Harry – Lupin falou com a voz calma. O lobisomem era quem mais tinha de próximo de um pai ou padrinho depois da morte de Sirius – Você está certo. Hoje mesmo, vocês partirão. – Completou com a voz calma.


 


- Madame Pomfrey – disse Minerva – responsabilizou-se por criar uma ala de enfermaria específica para nós. Qualquer um que se machuque aqui ou em missão, deverá dirigir-se à sala no final deste corredor.


 


Quim retomou seu discurso.


 


- Como eu estava dizendo, vocês três – e apontou para Harry, Ron e Hermione – partem hoje mesmo. Deverão pegar tudo que precisem e partir a meia noite.


 


- E para onde vamos? – perguntou Hermione.


 


- Conversamos sobre isso depois, senhorita Granger. Serão substituídos pelos senhores Colin e Richard e pela senhorita Elliot. Os que ficarem precisarão esforçar-se mais nos treinos e pesquisar tudo que encontrarem sobre as horcruxes. Têm acesso liberado para acessar a Seção Restrita. As pesquisas começam hoje também, exceto pelo senhor Malfoy.


 


- E farei o quê? – ele perguntou tentando esconder um nervosismo que se apossou dele.


 


- Ajudará a fazer mais poções. Slughorn falou da sua competência. Precisamos de uma grande quantidade de poções medicinais. Ficará de plantão na nossa enfermaria. Tem um local específico para o preparo de poções. O senhor Malcon ficará no seu lugar.


 


- Deverei ficar por um tempo indeterminado limitado ao terceiro andar?- perguntou incrédulo.


 


- Sim, senhor Malfoy. – respondeu Quim. Draco bufou contrariado. Era simplesmente um absurdo. – Potter, Weasley e Granger, venham comigo. Malfoy, acompanhe Slughorn. Os outros em treinamento, agora!


 


O grupo foi em direção à nova enfermaria. Assustaram-se com a beleza. Era menor que a do castelo, mas mesmo assim dava uma grande sensação de conforto. As camas eram cobertas por lençóis azuis. Quadros bruxos e trouxas decoravam o ambiente. Vasos com diversas flores eram encontrados decorando o ambiente. Madame Pomfrey estava sentada em uma mesa, anotando algo e parou quando percebeu que não estava mais sozinha.


 


- Boa noite a todos... Meu serviço terminou por aqui! Slug, tudo que precisar está atrás daquele biombo, sim? Boa sorte, crianças. – e saiu da sala. O professor de poções conduziu um Draco contrariado até a posição indicada pela professora. O outro grupo permaneceu no mesmo local.


 


- Vocês irão até a antiga casa dos pais de Voldemort. Já foi verificada e não há nenhum tipo de vigilância lá. São responsáveis por destruir a horcrux. Não andem com ela! Destruam lá mesmo!– ele olhou para os lados - Essa sala foi preparada para receber e enviar uma chave de portal. – os três amigos olharam-se espantados. – Não sabemos o que espera ao destruírem a horcrux é melhor virem diretamente para cá. Outra coisa importante – ele colocou cada uma de suas mãos nos ombros de Rony e Hermione – Você, Harry, precisa sair de lá vivo. Se não sobreviver, não teremos como derrotar Voldemort. Não tenham receio em... Em matar se for necessário. – os grifinórios olharam espantados. Harry foi o primeiro a falar:


 


- Não está pensando que eu sacrificarei meus amigos...


 


- Harry, - iniciou Rony olhando Hermione que o incentivou com um aceno de cabeça – já sabíamos que esse era um risco... Estamos com você e nem tente nos convencer do contrário.


 


- Você fica e nós vamos se continuar com esse argumento – disse Hermione séria olhando o amigo que reprovava tudo com o olhar.


 


- Bom... – cortou Quim – Façam as malas. Weasley, pegue alimentos na cozinha. Não se esqueçam de minimizá-los. Despeçam-se de todos e voltem para cá. Tentem resolver tudo em até três dias. A chave levará vocês a uns 50 quilômetros de distância da casa. Não aparatem, suspeitamos que as aparatações estejam sendo rastreadas.  


 


Eles concordaram em silêncio e quando saíam da sala, Draco saía também. Os olhos dele e de Hermione encontraram-se. A morena disse:


 


- Vou pegar um mapa da cidade bruxa na Biblioteca. Será importante conhecer rotas alternativas.


 


- Boa ideia, senhorita Granger. Apressem-se. – falou Quim apressadamente - Espero vocês aqui.


 


- Eu também! – falou Slughorn sorrindo.


 


Draco imediatamente entendeu a ideia da garota. Desde que ouvira que ela saíria numa missão seu coração apertou-se e lembrou do sonho que tivera. Esperou o tempo que achou que seria suficiente para ela fazer as malas, ir à Biblioteca, achar o que procurava e ir para o local onde sempre se encontravam.


 


O professor de poções estava fazendo algumas anotações, quando Draco interferiu:


 


- Professor, desculpe interromper.


 


- Claro, senhor Malfoy. – Slughorn respondeu olhando seu aluno.


 


- Darei uma passada no meu quarto para pegar algumas coisas, já que ficarei por aqui durante um tempo.


 


- Merlin! Não havia pensado nisso! Vá sim... E depois que voltar converse com seu futuro Draco Malfoy. – O professor disse rindo, como se fosse a piada mais engraçada. O loiro sorrira para ganhar mais simpatia e partiu. Não precisava ir até seu quarto. Conjuraria mais tarde tudo que precisava. Se faltasse alguma coisa, era só falar com Malcon.


 


Andou tentando segurar a pressa em suas pernas. Seria suspeito. Entrou na Biblioteca e agradeceu por não estar muito cheia. Ao entrar nos corredores que levavam ao ponto de encontro, começou a correr. Chegou silenciosamente e encontrou Hermione sentada no parapeito da janela. Os pés dela apoiados de um lado e as costas no outro. A janela estava aberta, fazendo entrar um vento frio. Ela abraçava os joelhos e parecia não ter percebido sua presença. Ele enganou-se:


 


- Achei de não conseguiria sair. – ela disse ainda sem fita-lo. Draco não sabia o que fazer. O vento balançava os fios que insistiam em escapar de sua trança. Estava linda.


 


- Sempre consigo o que quero, Granger. – Aproximou-se – Como sabia que era eu?


 


- Sabendo... Sou a sabe-tudo... – Hermione respirou fundo e deixou a cabeça apoiar nos joelhos. Draco a envolveu em um abraço lateral. – E se alguma coisa der errado?


 


- Não dará, Granger. Se você demorar, eu vou atrás de você e aplico tantas detenções que sua ficha escolar ficará suja por anos – ele brincou beijando a cabeça dela – Olhe para mim... – ela obedeceu. – Cuide-se, ok?


 


Draco olhou-a nos olhos. Pegou uma das mãos dela e beijou. O cheiro dela o deixava fora de si. Começou a subir seu beijo. Ele sentia em seus lábios a pele arrepiada dela e isso o animava ainda mais.


 


Hermione sentia a boca fria e a língua quente dele sobre sua pele. Era algo que ela nunca poderia descrever. Em determinado momento, ela puxou delicadamente a cabeça dele. Passou carinhosamente os dedos pelos fios lisos e longos. Sorriu.


 


Draco nunca sentiu nada parecido ao ver aquele sorriso. Hermione aproximou-se e começou a beijá-lo. Nisso, as pernas dela já estavam em volta dele. O loiro pousou as mãos na coxa dela, mas assim que sentiu sua pele sobre o tecido da calça dela, lembrou do seu pesadelo e afastou-se rapidamente.


 


- Alguma coisa errada? – ela perguntou.


 


- Não... – ele afastou-se mais ainda, passando nervosamente as mãos pelo cabelo.


 


- Está tudo bem, Malfoy? – Hermione desceu e observou o sonserino andando de um lado para o outro no estreito corredor.


 


- Tudo. Só se cuide, ok?


 


- Claro, Malfoy. – Ela concordou olhando para o loiro que aos poucos parecia se acalmar. Draco aproximou-se.


 


- Acho que podemos começar a nos chamar pelo nome não é mesmo, Baixinha? – perguntou, piscando para ela, que sorriu.


 


- É, Draco – nunca foi tão bom ouvir seu nome sendo falado – Eu preciso ir agora – e as palavras seguintes acabaram com a magia – Só queria te dizer uma coisa. Vou cuidar de mim, mas existe o risco de eu não voltar.


 


- Como? – Draco puxou-a para um abraço. – Como assim, Hermione?


 


- Pelo Harry... – ele afastou-se e olhou friamente nos olhos da grifinória.


 


- Pelo Potter? Você morreria pelo Potter? – Draco socou uma estante. Voltou a passar a mão pelo cabelo. Rapidamente Hermione aprendeu que este gesto significava o quão nervoso ele estava.


 


- Por causa da profecia, você sabe. – a garota tocou levemente o braço musculoso dele. Só que Draco tirou o braço impedindo a continuidade do toque. – Não cometerei erros que já cometi... Teve uma época que gostei do Rony e – isso deixou o loiro mais irritado – E demorei muito para dizer... Não sei o que acontecerá lá, só queria te dizer que... Pare de andar e olhe para mim! Obrigada – Hermione notou que os olhos dele estavam mais escuros, enfurecidos – Só queria dizer que estou apaixonada por você. Não sei como aconteceu, mas apaixonei-me por você, Draco.


 


Ao ouvir aquelas palavras, o coração dele bateu mais rápido. Passou a sua mão pelo contorno do rosto dela e olhou-a nos olhos. As palavras também sou apaixonado por você surgiram em seu pensamento, em seu coração, mas ele não falou. Apaixonada por mim, vem falar do Weasley e que morreria por Potter?, ele pensou e logo sua consciência sussurrou ela está apenas sendo sincera, Draco Malfoy. Fale o que deve ser falado.


 


- É algum plano para ver se realmente sou fiel à Ordem? – foi o que ele perguntou. Hermione piscou e mexeu a cabeça tentando entender sua pergunta. – Não entendeu? Acha mesmo que sou um idiota, Granger? – ela olhou-o assustada. Como o humor de alguém é capaz de mudar tão rápido?  - “Estou apaixonada por você”... Até parece! Não sei nada sobre essas malditas horcruxes! É isso que quer saber? Arrancar alguma coisa de mim? – ele olhava friamente para ela. Com raiva. - “Estou apaixonada por você”... Diz isso, mas saiu anteontem com Connery, diz que já foi apaixonada pelo pobretão e que morreria pelo Potter. Grande paixão, Granger. Não esqueça que sou um Malfoy!


 


Hermione não reagia às palavras. Deixou seu orgulho de lado e declarou-se. Não esperava ouvir o mesmo, porém aquelas palavras... Não impediu que as lágrimas corressem por seus olhos. Passou por ele e no fim do corredor disse:


 


- Achei que estivesse conhecendo um novo Malfoy, um Draco com coração. Só que toda hora você faz com que eu lembre que você é um Malfoy. Um Malfoy igual ao seu pai. – dizendo isso, foi embora.


 


Draco estava de costas. Aproximou-se da janela e olhou para cima. O céu estava encoberto e a noite parecia ser chuvosa. A consciência voltou: Eu te avisei... Ficou ainda alguns minutos, olhando para o céu. Depois, saiu correndo. Não queria mais saber se alguém acharia estranho. Precisava chegar antes que ela partisse. Agradeceu por não encontrar Mayer, o único que teria coragem para perguntar sobre seus passos.


 


Abriu a porta da sala de treinamento com tanta força que a porta chocou-se com a parede. Minerva assustou-se e perguntou:


 


- Está tudo bem, senhor Malfoy?


 


- Eles não estão aqui? Despedindo-se? – ele perguntou passando os olhos rapidamente pelo ambiente.


 


- Não, eles foram para enfermaria. – pela resposta seca dada por Gina, imaginou que ela sabia parte da história. Não queria saber disso agora. Fechou a porta e correu até o fim do corredor e abriu a porta com força mais uma vez, assustando Quim, Slughorn e o casal Weasley.


 


- Eles já foram?


 


- Sim, senhor Malfoy. Algum problema? – indagou Quim.


 


- Não... Nada. Acho que vou dormir, foi um longo dia. Avise Malcon sobre Mayer, caso ele não saiba. Mente fechada o tempo todo. – andou até uma porta atrás dela um simples quarto. Pelo menos ficaria sozinho.


 


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A conhecida puxada no umbigo levou o trio. Caíram num local descampado, já estava escuro e era possível ouvir trovoadas.


 


- Acho melhor acamparmos naquela floresta. – Rony disse apontando para o lado. Hermione olhava o mapa e concordou em silêncio. Os três andaram sem conversar nada. Hermione ia um pouco à frente. Harry e Ron perguntavam-se através dos olhares o que poderia ter acontecido. Hermione havia chegado à enfermaria com os olhos vermelhos e não quis responder nenhuma pergunta.


 


Encontraram um bom lugar entre as árvores e armaram a barraca. Era a mesma que Harry havia ficado na época do Torneio Mundial de Quadribol. Hermione tomou iniciativa:


 


- Vou preparar alguma coisa para nós. Estão com fome? Eu estou um pouco... – Ela emendava uma frase na outra, deixando os meninos receosos.


 


- Hermione! – falou Harry com firmeza – O que houve?


 


Os olhos delas encheram de lágrimas.


 


- Oh, Harry... – e correu para abraçar o amigo.


 


- O que ele fez dessa vez? – perguntou Harry segurando a raiva. Rony olhava de um para outro sem entender nada.


 


- Será que alguém poderia explicar? Ele quem? Connery?


 


Harry respirou fundo e após o consentimento da amiga começou a falar. Contou para o ruivo o episódio do casamento. Rony ficava vermelho a cada palavra. Estavam sentados à mesa, que ele socou.


 


- Por que não me contou, Hermione?


 


- Ah, Ron. Não queria confusão. Não valia a pena! Desculpe ter escondido isso de você. Quero contar tudo... Não quero mais segredos entre nós. – a garota segurou a mão dele, que respirou fundo.


 


- Certo... O que ele aprontou agora? – perguntou. Hermione olhou para os dois. Sabia que eles não aceitariam de início... Só que precisava contar.


 


- Bom, meninos... Ron, você é apaixonado pela Carol? – ela perguntou. O ruivo corou na hora e Harry segurou uma risada.


 


- Ah, Mione... Que pergunta. É difícil responder isso para você... Sabe, namoramos...


 


- Todos sabem que não deu certo... Responda minha pergunta, Rony! – insistiu no seu jeito Hermione Granger de ser.


 


- Sim... – ele abaixou a cabeça – Simplesmente aconteceu...


 


Harry estava observando tudo. Então algo que não queria acreditar passou por sua cabeça e perguntou:


 


- O que quer dizer com isso, Mione? Por que essa pergunta agora?


 


- Bom... – azul para o verde, verde para o azul. Seus olhos iam de um lado para o outro - ... É que eu... Estou apaixonada pelo Malfoy – disse num suspiro.


 


O segundo soco que Ron deu na mesa fez com que ela se partisse ao meio. Harry levantou-se enfurecido.


 


- Malfoy? O cara que te humilhou durante seis anos? – perguntou Harry, já que o ruivo procurava mais alguma coisa para quebrar.


 


- Ele mudou...


 


- Mudou tanto que está chorando por ele... – Rony murmurou enraivecido.


 


- Eu sei disso... Mas, sei lá... Ele ajudou-me aquele dia do ataque e quando estamos juntos... Quando ele me beija...


 


- Está beijando o Malfoy??? – Harry perguntou atônito.


 


- Sim... Por favor, não quero ser julgada, ok? – falando isso, ela deixou seu corpo cair na primeira cama que encontrou. Os dois amigos respiraram mais fundo. Sentaram-se ao lado dela e pediram para ouvir o que havia acontecido.


 


- Ah, Mione eu realmente não sei... Não entendo o Malfoy – Harry soltou sinceramente sua frase. – Cuide-se, ok? Que tal jantarmos agora?


 


- Claro... Estou morrendo de fome! – Ron completou agradecendo pela mudança de assunto.


 


Hermione preparou uma carne com batatas, salada e suco de uva (N.A.: CHEGA DE SUCO DE ABÓBORA!!!).


 


- Mione, que delícia! – disse Ron entre mastigadas – Onde aprendeu cozinhar assim?


 


- Com meus pais. Eles adoram culinária.


 


Harry e Ron cuidaram da louça e pouco tempo depois todos estavam dormindo. Hermione já havia lançado feitiços protetores. A noite foi calma e sem problemas.


 


O dia seguinte foi de caminhada. Não paravam para comer. Tudo era feito andando. No final daquele dia, dormiram e jantaram mais um prato preparado por Hermione.


 


Chegaram então às imediações da casa. Ficaram de guarda até a noite cair. Ninguém havia aparecido.


 


- Acho que podemos entrar, Harry – sussurrou Hermione.


 


- Também acho – confirmou o rapaz de olhos verdes. Olhou para Rony que apenas assentiu com a cabeça. Caminharam em silêncio até a entrada da casa. Harry tentou abrir e não conseguiu. Hermione cutucou o amigo, apontando a maçaneta. O menino-que-sobreviveu olhou atentamente e notou inscrições.  Língua de cobra. Pediu que a porta se abrisse. Abriu. Ron sorriu e disse:


 


- Voldermort não é muito criativo...


 


Entraram na casa e começaram a procurar. Tudo cheirava a pó e morte. O lugar era escuro. As janelas estavam fechadas e as tábuas rangiam. As portas estavam emperradas e só com magia podia-se abrir. Vasculharam tudo. Reviravam camas e armários vazios. Até que Ron viu um objeto brilhando. Um ponto brilhante entre as tábuas comidas de cupim.


 


- Harry! – gritou – Mione! Venham aqui. – os dois chegaram e encontraram Rony abaixado. Logo perceberam que ele achara.


 


- Ótimo! Vamos destruir agora! – exclamou Harry animado!


 


- Não... – Hermione impediu quando ele apontou a varinha – Precisamos pensar em como... Dumbledore não conseguiu com a varinha...


 


- Merda! – exclamou Harry – Podemos conjurar a espada! Ela apareceu na Câmara Secreta. Somos e seremos sempre fiéis a Dumbledore (N.A.: Não briga comigo, Gabriel.... ). – Mal acabara de falar, um barulho cortou o silêncio. Olhando em volta identificaram um ponto vermelho que crescia conforme se aproximava, Fawkes.


 


Os três grifinórios sorriram com a lealdade do animal. Depois disso, Hermione fez uma cópia do medalhão que encontraram. Harry a destruiu com um único golpe.


 


- Será que o Voldemort não saberá que é uma cópia? – perguntou Ron.


 


- Ele nunca viria até aqui, Ron. – finalizou Hermione. – Vamos embora – peguem algo que sirva para usarmos como chave do portal.


 


- Beleza, Mione. – disse Harry pegando a primeira coisa que encontrou na sua mochila. Hermione preparara a chave com cuidado. Deviam cair exatamente na Enfermaria da Ordem.


 


- Lá fora é melhor... – disse a morena. Os três saíram apressados. Mal deram dois passos e tiveram que parar. Dez Comensais estavam com as varinhas apontadas. – Ora, a recepção é feita antes da visita...


 


- Ainda sem noção do perigo, Granger? – uma voz abafada pela máscara perguntou.


 


- Melhor abaixarem as varinhas – disse uma voz feminina. Não era Bellatriz.


 


Hermione murmurou para os amigos:


 


- Abaixem, logo a chave funcionará. Melhor darmos as mãos. – Tudo foi muito rápido. Hermione falava, mas notou que um dos Comensais agitou a varinha, um feitiço não verbal. Pulou na frente de Harry. O feitiço atingiu sua barriga.


 


- NÃO!!! – gritou a mesma voz feminina – Não era para atacar agora!


 


Hermione foi amparada por Harry. Os Comensais gritavam uns com os outros.


 


- Harry... – cochichou Ron – A chave... Vamos...


 


- Ela não respira, Ron... – disse desesperado, mas antes que pudessem continuar qualquer discussão foram puxados.


 


****************************************************************


 


Draco passou os outros dias em silêncio. Apenas ria forçadamente das piadas do professor Slughorn. Eles prepararam diversas poções. O loiro afundava em culpa e arrependimento. Não aceitava o tamanho da sua imbecibilidade. Não entendia o fato daquela menina, fazer com que seus pensamentos ficassem desordenados. Estava acostumado estar no controle do relacionamento, mas com aquela grifinória era totalmente diferente.


 


Draco foi informado que cuidariam de catalogar todas as poções. Ele trabalharia com Connery, fazendo uma lista dos ingredientes faltantes. Slughorn ficaria com Pomfrey, anotando as poções curativas que foram produzidas nesses dois dias.


 


O trabalho foi interrompido pela aparição do trio. O sorriso no rosto das pessoas durou poucos segundos. Assim que viram Hermione desmaiada, foram correndo ver o que estava acontecendo:


 


- Merlin... Ponha a garota na cama. – disse para Harry. O professor aproximou-se para saber qual poção deveriam usar. Foi tão rápida e tumultuada a chegada que não perceberam a expressão no rosto do ruivo. Assim que “pousaram”, ele procurou o sonserino com os olhos.


 


Draco levantou para tentar se aproximar, mas foi impedido por um soco de Rony, que acertou o supercílio. Ele nem tentou defender-se, já imaginava por que apanhava. Antes que pudessem separar, ainda foi acertado com uma joelhada no estômago. Connery correu para segurar o grifinório.


 


- Parem com isso já! – protestou Pomfrey – Qual feitiço lançaram nela?


 


- Não sabemos – bufou Ron acalmando-se, mas ainda era segurado por Joseph.


 


- Foi quando saíamos da casa, ela pulou na frente... Um feitiço de cor vinho a atingiu na barriga – assim que falou a cor, Harry percebeu o desespero no rosto da medi-bruxa. Connery soltou Ron e eles se aproximaram. A cara de Slug também não era das melhores.


 


- Ela precisa ir ao St Mungus – falou Slug.


 


- Sim, eu sei. Avise Minerva agora. Estou indo com a senhorita Granger. Quanto tempo ela está sem respirar? – Pomfrey perguntou fazendo um feitiço de levitação.


 


- O tempo do caminho pela chave-de-portal até agora... – respondeu Harry. Não teve tempo de mais nada, a medi-bruxa preparou rapidamente uma chave e partiu. Slug pediu para que todos esperassem pela chegada da Diretora antes de alarmar os outros quanto ao estado de Hermione. Antes de sair, Rony perguntou:


 


- Que feitiço é esse?


 


- Um feitiço... É... Ele atinge os órgãos. O coração ainda bate, mas muito fraco. Por isso a sensação que ela não respira. – respondeu Slughorn.


 


- É para pensarmos que ela morreu? – tornou a perguntar Rony, mas quem respondeu foi Draco. Ele já havia estancado o sangue. Era legível seu desespero.


 


- Não só isso, Weasley. Esse feitiço começa a parar todos os órgãos. É dolorido. Como um pesadelo em que não pode acordar. Eles têm mais uns 10 minutos antes que Hermione morra.


 


Todos ficaram em silêncio. Connery olhou para o loiro:


 


- Como conhece...?


 


- Já fui castigado com ele. – respondeu e afastou-se, mas foi impedido por Harry que não ligou para o que acabara de ouvir. O moreno apontou a varinha:


 


- Se as últimas palavras que Hermione ouviu da sua boca, foram aquelas que ela nos contou, pode ter certeza que nada vai me impedir de acabar com sua vida. – Connery tentou separar os dois, mas Ron interferiu. Harry era mais baixo que o loiro, mas seus olhos estavam escuros de raiva.


 


- Pode ter certeza, Potter, que estará apenas me ajudando.


 


A discussão não pôde continuar, Minerva entrou na sala assustada.


 


- Oh,... Não acredito! Vocês estão bem? – Minerva conferia os garotos, parecia Molly.


 


- Quim está aí? – Harry fez a pergunta.


 


- Harry! – Ron chamou – Não adianta isso... Mesmo que Quim não falasse nada, ela faria a mesma coisa.


 


- Acho melhor falar avisar os outros... Potter e Weasley venham comigo. Malfoy espere aqui, daqui a pouco Madame Pomfrey trará a senhorita Granger. O resto do atendimento será feito aqui.


 


A Diretora saiu com os dois e foram direto para a sala de treinamento. Gina e Carol correram para abraçar os meninos. A euforia durou pouco, pois perceberam a ausência de Hermione. A notícia deixou todo mundo preocupado.


 


- Precisamos pensar em alguma coisa. – os aurores que ficaram no lugar dos estudantes, estavam lá – O outro lado não pode saber que três de vocês saíram.


 


- A sorte é que eles foram vistos aqui... – disse Neville.


 


- Podemos fazer o contrário, Minerva – começou a auror que interpretava Hermione – Dizer que nós estávamos usando a poção polissuco, mas do lado de fora. Usamos os corpos escolhidos para confundir os inimigos.


 


- Ainda não entendi... – Padma murmurou e a auror continuou.


 


- O plano deu errado, pois fomos achados e atingidos. Eu vou para o Hospital e assumo a minha forma, ficando no lugar de Hermione, que estará aqui.


 


- Essa ideia não tem sentido nenhum! – exclamou Padma entendendo.


 


- Exatamente – falou Morgan – Eles não entenderão... O que não falta é testemunha para comprovar que o trio estava aqui.


 


- Mas, Hermione voltará recuperada? Ela precisa frequentar as aulas... – falou Carol.


 


- Colocamos outro auror. Ela foi atendida logo. Dentro de dois dias estará totalmente recuperada. – falou Richard.


 


Todos concordaram. Eles queriam ficar na enfermaria, à espera de Hermione, mas apenas a auror foi autorizada. O treino terminou mais cedo e houve uma comemoração silenciosa quando souberam sobre a destruição da horcrux.


 


Slug juntava várias poções. Pedia para Draco pegar outras e o sonserino obedecia. Minerva entrou com a auror e esperaram. Minutos depois, que mais pareceram horas, Pomfrey chegou com um medi-bruxo que trazia Hermione no colo.


 


- Ponha a senhorita na cama, Jack. – pediu a medi-bruxa.


 


- Deixa que eu cuido disso – falou Draco que estava sentado. O medi-bruxo pensou em protestar, mas calou quando viu o tamanho do loiro e a raiva em seus olhos. Passou delicadamente Hermione para o outro colo. – Conheço as poções para o tratamento. Eu fico aqui.


 


- Malfoy, o senhor precisa voltar. Os medi-bruxos responsáveis ficarão aqui. – falou a Diretora.


 


- Não. A senhora vai me desculpar, mas eu já passei por isso e sei exatamente a quantidade que deve ser ministrada. – o loiro colocou Hermione na cama. Ajeitou o corpo adormecido, depois a cobriu com um cobertor. Virou para todos na sala – Saio daqui depois de imobilizado. E desmaiado.


 


- Senhor Malfoy! – protestou McGonagall, mas foi interrompida pela auror.


 


- Deixe, Minerva... Se ele já passou por isso, sabe o que está fazendo... Quem fez isso com você? – ela perguntou.


 


- Meu pai. Ela precisa de descanso...


 


O medi-bruxo nem pensou em protestar, voltou para o hospital com a auror que fingiria ter levado o feitiço. A antiga professora de transfiguração ficou dividida entre brigar ou dar colo para Malfoy, mas depois se despediu e saiu da sala, seguida pela Madame Pomfrey. Slug olhou seu aluno.


 


- Qualquer coisa é só chamar, Malfoy. Não esqueça que precisa descansar também. – dizendo isso saiu da sala. Draco lacrou a porta com um feitiço. Relaxou o corpo ao ver que estava sozinho. Virou-se e passou a mão pelos cabelos de Hermione.


 


- Não se preocupe, Baixinha. Sairá dessa e eu cuidarei do filho da puta que fez isso com você. – Hermione respirava com um pouco de dificuldade, Draco ajeitou-se e deitou ao lado dela. Pouco depois, pegou no sono.


 


O loiro acordou com um murmúrio de Hermione. Ela ainda estava dormindo.


 


- Acho que você acorda ainda hoje. É forte e corajosa. – foi até à estante e pegou uma poção. – Vou levantar um pouco sua cabeça para beber o remédio. Não é tão ruim, Baixinha. – e virou o líquido azul na boca dela.


 


Draco passou o dia assim, conversando com a garota. Ele percebeu que as bochechas dela começaram a ficar mais coradas.


 


No final da tarde, ouviu batidas na porta. Não queria abrir, só que não estava a fim de arrumar mais confusão com Weasley e Potter. Tinha certeza que eram eles. Lançou um feitiço para que a porta pudesse ser aberta e pediu para entrarem.


 


- Por que estava trancado com ela, Malfoy?- perguntou Rony.


 


- Porque ela precisa de tranquilidade. Boa noite para você também. – o ruivo entrou de mão dada com Carol. Mais atrás vinham Harry e Gina.


 


- Como ela está, Malfoy? – perguntou Carol.


 


- Bem. Acredito que ainda hoje ela acorde. – passou a mão pelo rosto dela – é uma garota forte.


 


- Sabe, Malfoy – começou Harry – Acho melhor tirar esses dedos dela. Agora.


 


- Olha, Potter, fiz cagada. Só que isso EU corrigirei com a Hermione. Assim que ela acordar – respondeu o loiro aproximando-se ameaçadoramente de Harry.


 


- Acho que aqui não é o melhor lugar e nem agora o melhor momento para brigas. – interferiu Gina entrando no meio dos garotos.


 


Hermione tentou abrir os olhos, mas não conseguia. Sentiu os dedos frios contornando seu rosto. Começou a ouvir vozes. Identificou todas, apesar de não conseguir abrir os olhos. Disse num fio de voz:


 


- Eu não morri... – sorriu ao perceber que todos calaram e começaram a chamar por ela.


 


- Saiam do caminho! Preciso dar mais uma dose da poção! – brigou Draco. Hermione sentiu vontade de chorar.


 


- Não consigo abrir os olhos... – ela murmurava, já ficando desesperada.  


 


- Acalme-se – a voz dele era calma e mesmo que Hermione não quisesse, obedeceu – Isso é comum acontecer. Vou dar uma poção para você tomar. Você abrirá os olhos, no começo tudo será escuro. Não fique nervosa, Baixinha. Aos poucos voltará a enxergar. Só demora alguns minutos, ok?


 


Hermione acalmou-se. Sentiu que ele tocava sua nuca com delicadeza. Um líquido quente passou por seus lábios, língua e garganta.


 


- Abra os olhos... – ele pediu.


 


- Onde estão todos! Vocês ainda estão aqui? – ela perguntou nervosa mexendo a cabeça.


 


- Sim, Mione – disse Ron – Seus olhos já estão abertos... Harry, Gina e Carol também vieram. – a morena sorriu.


 


- Eu reconheci a voz...


 


- Não esqueça de piscar. Seus olhos precisam de lubrificação... – falava Draco ao seu lado. Ele tocou a mão, mas Hermione puxou. Não queria sentir o toque dele. O coração do loiro apertou-se de tristeza quando sentia a mão dela escapar da sua.


 


Aos poucos, a escuridão foi tomando forma e as figuras embaçadas tomaram forma. Piscou mais algumas vezes e logo pôde identificar os rostos preocupados.


 


- Estou enxergando normalmente...- e deu um sorriso. Ron foi o primeiro abraçar a amiga, sendo seguido por Carol, Gina e, por último, Harry.


 


- Você não devia ter pulado na minha frente... – disse enquanto abraçava a amiga.


 


- Não discutirei isso com você, Harry... Estão todos bem? – ela perguntou.


 


- Sim. – respondeu o menino-que-sobreviveu e contou tudo desde que ela fora atingida pelo feitiço.


 


Draco estava lá, calado e ignorado por todos. Após, alguns minutos ele interferiu na conversa:


 


- Ela precisa de descanso. Avisem a Diretora. Visitas só amanhã.


 


- Não sairei daqui, Malfoy – desafiou Harry.


 


- Não é uma opção, Potter... – e antes que começassem outra discussão, Gina puxou o namorado alegando que a amiga realmente precisava descansar. Assim que todos saíram, a sala ficou em silêncio.


 


- Eu queria falar com você... No dia que partiu tentei te procurar, mas não te alcancei...


 


- Olha Draco,... Você já falou... Eu não quis de forma alguma te pressionar. Por que disse para meus amigos que preciso descansar? Estou bem. – ela tirou o lençol do corpo e sentou-se na beirada da cama.


 


- Porque eu preciso resolver isso com você... – ele ficou na frente dela – Estou sendo um idiota... É que perto de você não consigo me controlar... Quando dou por mim já falei idiotices... Por favor... Última chance,... – Draco viu que Hermione levantou a cabeça e olhou em seus olhos – Sei que não me cobrou nada – o loiro pegou nas mãos dela – Eu fui um idiota... Não quero ser como meu pai... Adorei ouvir que está apaixonada por mim... Eu também estou completamente apaixonado por você, Hermione. Entendo se você não me perd...


 


- Está apaixonado por mim...? – rosto dela iluminou-se com aquele sorriso que Draco tanto adorava. Hermione olhava os olhos num tom que ela não conseguia definir. Ele sorriu também. Os dois aproximaram-se começaram a se beijar. Draco afastou-se um pouco e sussurrou:


 


- Senti sua falta...


 


Eles continuaram a se beijar. Hermione passava suas mãos pela nuca dele, puxando-o ainda mais para perto. Draco tinha uma mão na cintura e outra na perna dela. Não deixou que os pesadelos que o atormentavam influenciassem esse momento.


 


Hermione deixou-se levar por aqueles toques que tiravam sua razão. Ela sentiu as mãos dele tocarem sua barriga por cima do tecido.


 


- Você é lindo, Draco... – ela sussurrou no ouvido dele, que se arrepiou com a boca dela tão próxima a um lugar sensível.


 


- Eu não mereço uma garota como você... – ele começou dizendo, mas foi calado pelos lábios dela. Hermione começou a desabotoar a camisa preta que ele vestia. Afastou os dois lados e começou a beijar o peito dele. Draco gemia de prazer. Ela tirou a camisa dele, fazendo com que esta escorregasse pelos braços.


 


Os dois aos poucos foram deitando na cama da enfermaria. Hermione usava uma calça de moleton com uma camiseta de gola alta. Draco tocou sua barriga, ainda por cima do tecido, os dedos foram subindo. O loiro já havia percebido que a garota estava sem sutiã. Ele estava ao lado dela, que tinha a cabeça sobre um dos braços do sonserino.


 


Os dedos dele continuaram a subir, até chegarem aos seios da garota. Ela arrepiou-se com o toque.


 


- Desculpe... - Draco falou afastando suas mãos.


 


- Não... Não pare... Nunca fiz isso... Quero que seja com você. – ela suspirou.


 


Draco tornou a beijá-la e deixou que seus dedos tocassem um dos seios dela. Tocava-o com malícia e desejo, aos poucos sentiu que os bicos estavam enrijecidos. Hermione desceu sua mão pelo peito definido dele, que já tinha algumas gotas de suor. Chegou até a calça e desceu até alcançar o pinto. Hermione separou-se do beijo e sorriu ao perceber quão excitado ele estava. Começou a tocá-lo ainda sem saber muito o que fazer, porém o toque estava deixando o sonserino muito mais excitado.


 


- M-Mi-Mione... Espera.... – e juntando todas as suas forças foi até a mão dela e separou de si.


 


- Não sei fazer direito... Mas vou melhorar... – ela falava rapidamente.


 


- Não é isso... Não quero que a nossa primeira vez seja aqui,... Você precisa descansar. – beijou a testa dela e desceu da cama. – Só seu cheiro já me enlouquece... Darei a última dose do dia de hoje. – Hermione ajeitou-se na cama e suspirou. O loiro deu o remédio – Durma. Estarei aqui... Velando seu sono. - E Hermione dormiu.


***

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Comentários: 2

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Enviado por Madeline Waldorf Bass em 13/11/2011

aff eu quero esse draco para mim

Nota: 5

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Enviado por Julia S. Snape em 12/11/2011

quen romanticoOoOoOo.

Nota: 1

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