Sexta-feira. Seis dias após tê-la possuído. Malfoy, você está ficando frouxo. Desde quando fica tanto tempo sem "pegar" uma garota, heim? Mas de hoje ela não escapa. Podem apostar.
Me arrumei com verdadeiro esmero. Coloquei um perfume não muito chamativo, pois não queria atrair muito a atenção das pessoas. Só sentiria esse perfume quem estivesse muito próximo a mim. Aliás, não importa qual perfume eu coloque, eu sempre chamo a atenção das pessoas, mesmo que não queira.
Desci as escadas do dormitório calmamente, saí pela abertura secreta e me pus a trabalhar, afinal, eu ainda tinha mais de três horas para a reunião na sala da professora de transfiguração.
Segui caminho com a varinha apontada para frente e os sentidos em alerta para qualquer movimento suspeito que pudesse indicar perigo.
Virei um corredor próximo, e notei que estava deserto. Continuei por ele e segui em frente, subi os degraus para o segundo andar e continuei patrulhando até o momento de me juntar a McGonagal e a Ela .
Olhei o relógio de pulso, faltava quinze minutos para começar a reunião. Então me apressei. Mas, ao virar no corredor que dava acesso à sala da professora, me choquei em algo que me fez cair sentado contra o chão. Resmunguei completamente irritado:
- Seu idiota, por que não olha...
Minha voz sumiu quando, ao fitar o empecilho que me derrubara, percebi que a pessoa em questão me observava cauteloso e com um semblante irritado, além de um brilho no olhar que tornava claro a sua fúria.
- Cuidado com a língua, Draco. Pode acordar sem ela, qualquer dia desses. - Ameaçou-me de modo sarcástico.
Levantei-me, sem deixar de fitá-lo um momento se quer, e, num gesto instintivo, limpei minhas vestes.
- Desculpe professor, Snap. - retruquei no mesmo tom, igualmente irritado.
Ele continuou a me observar, deixando-me intrigado, e, por um momento, vi um brilho diferente no seu olhar sombrio .
Minha mente clareou, como a luz do archote sobre nossas cabeças, e logo entendi o que estava acontecendo.
- Sei o que esta tentando fazer, mas não vou permitir. – Falei imediatamente, semicerrando os olhos.
Ele ergueu as sobrancelhas, como se me desafiasse.
- E o que estou tentando fazer? - Perguntou com a voz calma, como só alguém de sangue frio conseguiria.
- Está tentando ler minha mente, assim como Zabini.
- Já se perguntou por que faço isso, Draco? – ele disse, ainda com aquele olhar mortífero.
- Não me interessa. Tudo o que sei é que não vou permitir que o faça.
- Pois bem. Vou lhe contar assim mesmo. Fiz uma promessa, e jurei que o protegeria. E pretendo cumpri-la. Mas, se você não facilitar, terei que usar de toda minha "sabedoria" para fazê-lo. Deixe-me ajudá-lo, Draco?
- Não! – respondi rapidamente, levemente sobressaltado no tom de voz, enfatizando bem meus pontos de vista, aborrecido. - O Lorde me escolheu para matar o velho e pretendo fazer isso sozinho.
- Fale baixo, Draco. Alguém pode ouvi-lo. – Snap me repreendeu, caminhando alguns passos à frente e me ultrapassando, enquanto vasculhava os arredores com os olhares, como se procurasse alguém que pudesse ter ouvido minhas palavras.
Snap era astuto, e sabia muito bem como conduzir as coisas, mas eu não podia deixar que ele me ajudasse, pois sei o que aconteceria se ele o fizesse. O Lorde das Trevas mataria a nós dois. E, também, não podia permitir que mais uma vida fosse sacrificada. Eu não suportaria ter na consciência a morte de mais uma pessoa de quem eu gosto. Por mais que eu não consiga dizer isso a ele.
- Que ouçam! Não me importo. - respondi ríspido, em tom alterado, enquanto o via se virar para mim novamente.
- Sua teimosia ainda vai destruí-lo, Draco. Por que não me deixa ajudá-lo?
- Já disse que não preciso da sua ajuda.
- Nem mesmo para poder ficar com a Srta. Granjear, Draco? – ele disse um sorriso sarcástico brincando no canto de seus lábios.
Choque. Tenho certeza que essa era a expressão que meu rosto exibia nesse momento. Sentia meus olhos arregalados, e minha boca levemente aberta. Como Cape sabia sobre ela?
Quando ele falou novamente, desfazendo meu transe momentâneo, é que eu realmente percebi que ele não estava de brincadeiras.
- Não se preocupe Draco, não pretendo entregá-lo ao Lorde. Mas tome mais cuidado quando estiver distraído em minha aula. – Snap alertou-me.
Só então as idéias clarearam em minha mente. Snap havia lido minha mente na aula de hoje, quando eu estivera distraído e vulnerável.
Malfoy, como você é burro. Repreendi a mim mesmo, em pensamento. Snap sorriu meio lábio e disse antes ir embora dali:
- Quando tudo isso acabar, espero que tenha mais sorte do que eu e que a faça muito feliz.
Virou-se, mas antes pude ver um sorriso diferente em seu rosto: um sorriso reconfortante.
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Droga! Droga! Mil vezes Droga! Malfoy, seu idiota. Como pôde deixar seu professor de poções lerem seus pensamentos? Enfatizei a mim mesmo.
Não sei quanto a vocês, caros amigos, mas, com certeza, se eu continuar a andar de um lado para o outro nesse corredor deserto, vou ter que dar uma boa explicação na manhã seguinte. Primeiro: por não ter terminado a ronda. Segundo: por estar fora do quarto. Terceiro: por ter um buraco enorme debaixo dos meus pés, de tanto caminhar a passos pesados no mesmo local. E quarto, mas não menos importante: Por ter faltado à reunião com a professora Mcgonagal.
- A reunião. – eu disse em voz alta, como se houvesse apenas me dado conta disso naquele momento.
Olhei o relógio enquanto corria o mais rápido que pude em direção à sala da professora de transfiguração. Dois minutos. Mais um lance de escadas superado. Um minuto. O corredor dobra a direita. Meio minuto. O corredor dobra a esquerda... Cinco segundos, meu mundo para de girar e uma fúria de vulcão aflora dentro de mim, obrigando-me a estancar no lugar e querer explodir de tanta raiva.
Daria tudo - mas sabem o que é TUDO - para não ter visto o que vi.
Realmente, Merlim queria me castigar.
Lá estava Ela, com a capa preta da casa da Grifinória, o brasão de monitora pendurado no bolso, e, por baixo daquela vestimenta, um vestido lilás, que mais mostrava seu corpo perfeito do que o escondia. Dava para notar as alças finas do vestido quando ela tentava arrumar a capa para cobrir os ombros. A barra era tão curta que me parecia mais um top do que um vestido. Realmente, Hermione Granger estava tentadora, vestida daquela forma.
O pior é que eu não era o único que percebera isso. Aquele idiota de cabelo preto e cacheado da Lufa-Lufa, que ousara falar dela com um amigo, alguns dias atrás, bem na minha frente, agora estava cheio de intimidade para cima dela. E, para meu completo desgosto, ela tem dado muita confiança para ele ultimamente, sempre sorrindo para ele .
- Vadia! - Murmurei baixinho. – Céus, o que estou dizendo? - Repreendi a mim mesmo, lutando entre a razão e o coração.
Alguém, por favor, me interne na ala para loucos do Sant Mungus?!
Mas o que se passou a seguir me tirou completamente do sério, levando a razão a falar mais alto naquele momento. Aquele trasgo da Lufa-Lufa se aproximou dela e, ao pé do seu ouvido, disse algumas palavras que a fizeram rir gostosamente. Até no cabelo dela aquele cretino ousou tocar. Ele realmente merece morrer por causa disso.
- Arrrg! Agora já chega. Isso foi demais. - Resmunguei para mim mesmo e avancei decididamente em direção aos dois, que nem ao menos notaram minha presença.
- Olha se não é a Sangue-Ruim e o novo namoradinho babaca. - Exclamei, destilando todo meu veneno. - Que foi Granger, já se cansou do pobretão do Weasley? - Alfinetei, já que, no passado, eu soube que Hermione gostava do Weasley, mas ele não quis ir adiante com o relacionamento, por alguma razão que até permanece uma incógnita para mim. Acho que foi por isso que colhi aquela fruta primeira.
Eles me encararam como se eu fosse de outro mundo. Mas vi nos olhos castanhos uma pontada de mágoa. Admito que isso me doeu. Mas não podia deixar que eles saíssem por cima. Tinha que mostrar para aquele garoto imbecil que Hermione Granger me pertencia, e faria de tudo para que ambos entendessem o recado.
- Cuidado com a língua, Malfoy... - O lufano se postou na frente de Hermione como se quisesse protegê-la de mim, e apontou-me o dedo indicador. Havia um brilho assassino no seu olhar.
- Engraçado... Já me disseram a mesma coisa hoje. - Retorqui, interrompendo-o. - E ainda continuo com minha língua intacta. – Finalizei, cruzando os braços na frente do peito de um modo desafiador.
Ele me fuzilou com o olhar e, quando foi abrir a boca para me responder, a professora apareceu, interrompendo o clima pesado que houvesse se instalado no corredor. Ela nos observou por um momento e, por fim, falou:
- Boa noite, crianças. Que bom que já chegaram. - Abriu mais a porta, nos dando passagem. -Vamos, entrem. Temos muitos assuntos para resolver.
Hermione passou por nós dois rapidamente, e sumiu dentro da sala.
Continuei encarando o cara e, por fim, ele entrou na sala também, me direcionando um olhar gélido, assim como eu mesmo fazia em relação a ele.
Entrei na sala e pude visualizar onde Hermione havia se sentado. Ela me lançou um olhar indecifrável, e, quando me aproximei dois passos em sua direção, outra garota, da Corvinal, entrou na sala, esbaforida, pedindo desculpas pelo atraso. Provavelmente havia corrido um pouco. Ouvi McGanagal dizer que ela não estava tão atrasada e que podia se sentar em uma das cadeiras disponíveis. O broche de monitora brilhou em sua gravata enquanto ela caminhava em direção à Hermione.
Notei que havia outras cadeiras livres e escolhi uma um pouco distante dos outros. O lufano sentou-se duas cadeiras depois das que estavam sentadas as garotas. Antes de correr o olhar pela sala, os meus olhos se encontraram com os da Granger. Acabei sorrindo meio lábio, e ela se mexeu desconfortável na cadeira, quebrando o contato em seguida. Continuei vagando o olhar em direção à professora, mas não antes de colocar minhas vistas naquele imbecil da Lufa Lufa. Meu sorriso desapareceu instantaneamente.
Fuzilei-o com meus olhares. Senti que meu corpo se tornou tenso. Assim como o dele também, pelo que pude notar. Se continuássemos a nos encarar daquela forma, um de nós com certeza mataria o outro. Eu certamente acabaria com aquilo que ele chama de cara, tamanha era minha raiva. Apenas parei de olhá-lo quando McGonagal começou a falar.
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Tédio. Essa era a palavra exata que definia aquela reunião. Dá para acreditar que McGonagal nos passou mais trabalho do que já tínhamos? Agora, além do monitoramento, temos que planejar simulados para cada turma, de acordo com cada matéria, a partir do mês que vem. Inacreditável. Já não chega os deveres que os professores passam para nós, agora temos que fazer simulados. Isso é demais.
- Não se preocupe Sr. Malfoy. Os professores auxiliarão todos vocês para que haja tempo de todos terem tempos livres, para que possam descansar de tanto trabalho.
O modo sarcástico como Minerva se dirigiu a mim não me agradou nem um pouco. Só daí então percebeu que havia pensado alto demais.
- Des-desculpe, professora. - Pedi com um sorriso amarelo no rosto.
- Bom... Agora que já discutimos o ponto principal da nossa reunião, quero que escrevam o nome de vocês nesse pedaço de pergaminho e me entreguem. – Disse, passando os papéis para nós, através de levitação – Sortearei, aleatoriamente, cada papel, e o primeiro fará parceria com o segundo; o terceiro com o quarto e assim por diante. – McGonagall finalizou.
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Isso é que é ter sorte. Acabei fazendo parceria com a Granger. Não suportaria ter que ver ela sempre ao lado daquele cara. Ainda mais depois que o vi cheio de "gracinhas" para cima dela. Mas, me parece que ela não gostou muito do resultado, pois ficou me olhando de forma não muito satisfeita.
Mas acho que seu olhar está mais para preocupação, por ter de permanecer os próximos dias na minha presença, por tanto tempo e tão constantemente .
Humpf! Vou fazê-la mudar de idéia rapidinho.
- Bom., acho que podemos dar nossa reunião por encerrada. E mesmo porque já esta tarde e eu não quero ninguém perambulando pela escola até altas horas. Estão dispensados.
McGonagal encerrou, nos dizendo um breve boa-noite.
Começamos a nós mexer dentro da sala, e eu percebi que Hermione ficou mais alguns minutos parados no lugar em que estava sentada. Meu olhar não deixou de notar que ela fazia um esforço enorme para se atrasar na sala da professora, e só pude imaginar que ela queria que todos nós saíssemos e a deixasse para trás. Mal sabia que sua estratégia iria dar errado.
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Escutei seu sapato fazer um pequeno barulho no piso do corredor. Ela andava rápido, pude notar. O barulhinho ficou mais perto e, quando ela se pôs em meu campo de visão, agarrei-a pelo braço. Ela se surpreendeu com o repentino encontro e soltou um pequeno grito de espanto. Mas, ao perceber que se tratava de mim, foi logo disparando:
- Ai, Malfoy... Você me assustou... O que você quer?
- Quero falar com você, Granger. Por um acaso está fugindo de mim? – Perguntei, tentando controlar a minha raiva. A cena do lufano falando aos cochichos no ouvido dela aflorou em minha mente como flash's.
Ainda a segurava delicadamente e, ao mesmo tempo, possessivamente pelo braço.
- E por qual razão eu fugiria de um sonserino metido à besta que nem você?
Odeio quando ela responde uma pergunta com outra. Isso só fez aumentar a minha raiva.
- Ora, Hermione. Odeio quando "se faz de burra". Sabe muito bem do que eu estou falando.
- Desculpe. Mas acho que perdi essa aula. E quer fazer o favor de me soltar?
Mérlim, de onde ela tirou tanta ironia? Mas que cara-de-pau!
- Quero saber por que tem me evitado depois do que "rolou" no vestiário? Entre nós? Contra-argumentei sem ter ligado para o pedido.
- O que rolou no vestiário foi uma loucura momentânea. Nunca deveríamos ter feito o que fizemos. E se tivesse tido alguma conseqüência? - Parei para analisar suas palavras por um instante e pude ver que seus olhos demonstravam um brilho diferente, despreocupado.
- Pelo modo como fala, acho que não haverá nenhuma conseqüência, não é? - Meu jeito debochado de falar às vezes surpreende a mim mesmo.
- Sorte nossa que não. Agora, quer fazer o favor de me soltar?
Olhei bem no fundo de seus olhos e alguma coisa dentro de mim me fez obedecê-la. Soltei-a no mesmo instante.
Ela, porém, começou a se esquivar e caminhar para longe de mim.
E a mesma coisa que me fez soltá-la gritou para que eu a parasse imediatamente. Atravessei seu caminho, impedindo-a de continuar, e disse:
- Ainda não. Temos que conversar.
- Eu não tenho nada para conversar com você, Malfoy.
As palavras, ditas com tanta dureza, me deixaram super irritado.
- Mas eu tenho. - Falei em tom mais ríspido do que imaginei. - Quer me dizer que palhaçada foi aquela?
Ela me olhou como se não estivesse entendo nada do que eu estava falando.
- Não sei do que está falando, Malfoy.
- Ora Granger. Não se faça de "santa". Estou falando de você e daquele imbecil do Sheldom.
Seu olhar demonstrou, na mesma hora, que ela havia entendido a quem eu me referia.
- O que faço ou deixo de fazer com meus amigos não é da sua conta, Malfoy.
Dizendo isso, passou por mim novamente e continuou sua caminhada sem ao menos olhar para trás. Como um vulcão prestes a explodir, a raiva me consumiu dos pés à cabeça. Vir-me-ei para ela e disparei as palavras, sem perceber que caminhava na sua direção.
- Vadia! – Gritei, vendo-a parar bruscamente e se virar para mim.
- O que foi que disse? - Perguntou irada.
- Exatamente o que ouviu. Você é uma V-a-d-i-a. - Enfatizei bem a frase para que ela não perdesse nenhuma sílaba. Agora estava bem próximo a ela. Fuzilava Hermione com o olhar - Gostou tanto de dar para mim que agora quer dar para o primeiro que encontrar, não é?
Vi seus olhos se encherem de lágrimas, mas minha ira era tanta que não me deixei abalar.
- Você é...
- Eu sou o que, Granger?
- Você é repugnante e desprezível. – A sua voz saiu embargada por causa do choro.
- Esqueceu-se de vil e asqueroso, meu bem... – retruquei, divertido.
PLAFT...
(N/A) Bom galera, quero agradescer aos leitores dessa fic que não me abandonaram... Ainda. Rsrsrsr...E desejar Boas Vindas ao novos leitores e dizer que é um prazer ter vocês como seguidores... Espero que gostem desse cap e tambem espero que não esteja muito bravos pela demora... Afinal de contas não posso apressar muito minha beta, ela é uma pessoa muito ocupada, e quase anda sem tempo para betar minhas loucuras.... Mais ela é demais, e não dá pra negar isso. Cris, te adoro menina. Beijos a todos o leitores antigos e mais uma vez bem-vindos leitores novos...
Bjos LANDA MS.
N/B (Crik Snap): Eii.. Como vão? HAHA ficamos um tempinho sem atualização... Mas gentee... O tempo de espera valeu muito a pena!! Ficou demais, Landa!! =D Sem palavras... Sabe que apóio muito a tua fic... E adoro a sua idéia! =D E a fic está ficando cada vez melhor... Sinto que vêm muitas aventuras por ai! =D Hahaha Super curiosa para ver como essa história vai terminar... Mas antes que ela termine... Quero muitas NCs hahaha!! Não deixem de comentar.