Povos e Povas... rsrsrs
Zilhões de desculpas pela enorme demora.. confesso.. sou uma pessoa muito enrolada nos ultimos 3 meses.. mas.. nesse rolo que saiu o final dessa fic.. espero que gostem, sinceramente!
A todos, obrigada pelo apoio..pelos comentários!
E já aproveitando a deixa para responder... essa fic não terá continuação..não vejo necessidade, sinceramente!
E aos que torceram para que outra fic SS/HG viesse dessa pessoinha que vos fala.. bem.. comunico que sim.. a bendita veio! xD
Peço que aguardem..pois em breve, estarei postando aqui:
"Aconteceu no Expresso de Hogwarts"
Capitulo Final
O dia passou ligeiro, quando se deram conta já estavam se despedindo, para se organizarem até o jantar. Ele sentia-se sereno, ela, tão leve que achava capaz levitar sem entoar nenhum feitiço.
Hermione deixava seu dormitório na torre da Grifinória para seguir até o Grande Salão quando viu Harry, Gina, Rony e Luna, sentados num canto do salão comunal, observando-a. Seguiu até seus amigos, e não conseguiu parar de sorrir um só segundo. Sentiu-se tola por isso, mas afinal, quem ligava?!
À alguns metros dali, Severo Snape, em seu total estado de torpor por tamanha felicidade, aceitava uma das dezenas de balas de limão que Alvo Dumbledore oferecia. Tentava se ater a conversa que o diretor travava, mas sua mente vagava aos suaves e intensos momentos vividos durante o dia.
Mal ouviu quando Dumbledore comunicou que nomearia Hermione Granger como professora júnior de poções, já que ela possuía um vasto conhecimento. O que a faria tornar-se professora em Hogwarts e não impediria um possível relacionamento entre eles.
Cada qual com sua companhia seguiu para o Grande Salão onde o jantar seria servido aos alunos e professores. Por lados opostos, Severo e Hermione adentraram no salão principal ao mesmo tempo. Seus olhares logo se encontraram.
Dumbledore se encaminhou até a jovem, comunicando-a em tom baixo sua proposta e se ela estaria de acordo. Dito sim, ela acompanhou-o até a mesa dos professores, onde, magicamente, foi adicionado mais um lugar. Lugar esse ao lado de Snape.
Muitos alunos olhavam-na sem compreender o que se passava, até mesmo alguns professores. Mas o que mais chamou a atenção foi no momento em que Alvo comunicava a todos sobre a nova professora, Snape inclinando-se até o ouvido da jovem professora Granger, sussurrando alguma coisa. Coisa essa ao qual ela riu e fez que sim, energicamente com a cabeça.
- Parabéns meu anjo... e obrigado, você me livrou de todo o primeiro, segundo e terceiro ano. O que significa mais tempo livre nas masmorras! – a voz dele saiu descaradamente rouca.
A reação de Hermione foi rir abertamente a insinuação dele; ele mostrava-se um homem maravilhoso, mais do que tudo que ela um dia imaginava. Enquanto continha seu riso...
- Acho que deveríamos nos casar! – seu tom agora casual, porém sério.
Após tais palavras penetrarem em seu cérebro, tudo que conseguiu foi sorrir encantadoramente e dizer sim. Um sim mudo em palavras, mas ainda assim, um sim.
Todo o salão observava a cena que beirava o surrealismo. Severo Snape dizendo algo a Hermione Granger que a deixasse tão radiante e não as lágrimas. Os alunos mais antigos estranhavam todo o desenrolar da cena, mas, à mesa da Grifinória, Gina, Harry, Luna, Neville e Rony sorriam cúmplices a amiga.
Terminada toda a explanação de Dumbledore sobre a mais nova professora júnior de Hogwarts e servido o jantar, com diversos olhares furtivos lançados a nova professora, a perplexidade de muitos foi ver quando o temível e cruel mestre de poções usou de sua famosa saída lateral a mesa dos professores, mas desta vez, seguido de uma sorridente e radiante, quase saltitante grifinória sabe-tudo, Hermione Jane Granger.
- Severo... – Hermione tocou-lhe o braço gentilmente, o que fê-lo parar e virar para olhá-la. – Eu... eu.. você.. – respirou fundo, demonstrando sua frustração consigo mesma. – Deixa pra lá!
Ele estava ansioso, temia o que ela queria lhe dizer. Quando se tratava de Hermione, toda a segurança e autoconfiança que possuía simplesmente desapareciam.
Viu-a afastando-se com uma expressão de frustração na face. Querendo mandar seus medos e receios para bem longe, ele a alcançou e sem nada pronunciar, simplesmente e literalmente a puxou, levando-a para uma sala no corredor vazio onde estavam...
Bateu a porta, encostando Hermione à mesma. Reparou como ela estava com o rosto afogueado e tinha os olhos quase que arregalados para ele.
Sua forma de pedir desculpas pelo susto, foi beijando-a calorosamente, ao que recebeu resposta prontamente. Partindo seus lábios, buscou aprofundar o beijo... sentiu as suaves mãos tocarem na base de sua nuca, acariciando os cabelos ali, enviando pequenos estremecimentos a cada extremidade de seu corpo. Abandonou os lábios dela e seguiu lateralmente até alcançar-lhe o ouvido, depositando uma leve mordida no lóbulo da orelha da mulher em seus braços, que respondeu sonoramente ao ato.
- Peça.. me permita saber o que você quer... fale comigo Hermione! – sua voz saindo mais rouca e timbrada. Snape deu espaço, sem desfazer a pressão sobre seus corpos, e buscou-a na face. Hermione parecia perdida tamanha a presença do homem que impunha o corpo contra o ela. Sentia suas pernas terrivelmente fracas, seus olhos pesavam, sua boca estava seca, suas mãos frias, algo estava acontecendo ali, mas ela ainda não sabia o quê!
- Apenas me leve com você! – conseguiu dizer cegamente. Ao que Snape se aproximou para beijá-la, ofegou, sentiu-se envolta ainda mais e o ar lhe faltou momentaneamente. – Severo!
Algo no tom que ela usou ao dizer o nome dele, o fez parar para observá-la. Só então ele percebeu o que estava acontecendo... ao deixar seus medos e temores de lado, permitindo que as ultimas muralhas caíssem, ele se entregou totalmente e livremente, fortalecendo o elo físico e o primordial, fechava-se o ciclo do enlaçamento de suas almas.
O reencontro do que os trouxas chamam de almas gêmeas.. seu coração encheu-se de algo morno, não conseguia contemplar a face de Hermione, tudo o que via eram luzes ofuscantes e velozes passarem por seus olhos... buscou as delicadas mãos dela, entrelaçando-as nas suas.. fechou seus olhos, permitindo-se sentir a presença a sua frente.. fundindo eternamente o contato entre as duas almas.
Entregou-se, sem reservas, sem receios, sem anseios, apenas doou-se livremente ao que carregava dentro de si..
A aura elementar que os envolveu, os deixou em torpor, ambos sentiam a energia se expandindo, parecia não haver limites, já não sabiam dizer a quanto tempo estavam ali, parados, juntos, mãos dadas e olhos fechados... a muito custo, Hermione conseguiu abrir seus olhos, mesmo cega pelas luzes e flashes que cortavam sua visão, soube que não precisaria “ver” para saber onde e como tocar o homem a sua frente. Desprendendo uma de suas mãos das dele, levou-a até a face de Snape, guiando-o para si.. selando a união com um beijo cálido sobre seus lábios...
Suas almas, assim como seus corpos, se chamavam, se comunicavam, se necessitavam.
Hermione sorriu-lhe docemente quando abriu os olhos. Nenhum dos dois precisou falar ou elucidar o que se passou ali, em seus íntimos estavam todas as respostas, respostas até para as perguntas que ainda nem sequer haviam sido formuladas por ambos.
- Tente não demorar demasiadamente! – Snape disse segurando-lhe a face nas mãos, perdendo-se nos lindos olhos castanhos.
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- Mione! – gritou Gina assim que viu a monitora chefe da Grifinória passar pelo retrato da mulher gorda.
- Sim? – perguntou radiante e sorrindo.
- Hermione Jane Granger – disse vencendo a poucos e longos passos a distancia que as separavam. – Você irá me fazer usar veritasserum em você, acaso não vá imediatamente para seu quarto comigo e me contar exatamente tudo o que está acontecendo! – Gina cruzou os braços denotando uma falsa indignação, ao que Hermione apenas sorriu mais largamente, pegou-a pelo braço e sem esforço, a arrastou para seu quarto.
Após fechar a porta e utilizar-se de um abafiatto, Hermione permitiu jogar-se na cama, sem importar-se com o olhar surpreso da amiga sobre si.
- Minha querida Ginevra Weasley, futura senhora Potter... – a ruiva não pode evitar a expressão de espanto. - ... eu não tenho palavras para contar tudo que vivi nas ultimas 24 horas...
Hermione deixou um longo e profundo suspiro escapar.. Gina, não parecendo acreditar no que e como via sua amiga, sentou-se e acompanhou o gesto anterior da amiga, ao se jogar na cama.
- Por Morgana, Mione... há dois anos que eu não a vejo tão feliz.. o Snape deve ser muito bom mesmo! Gina riu.
- Imaginei que Harry já teria lhe contado. – a morena falou após rir junto com a amiga. E sim, Gin, ele é muito mais que maravilhoso! Sem delongas, sem reservas, sem “mas”... ele é o Severo, apenas Severo, não o Professor Snape.. nem o Terrível Mestre em Poções ou ex comensal espião herói de guerra.. não.. apenas Severo Snape.. o bruxo e o homem mais surpreendente, apaixonante e verdadeiro. Eu o amo Gina, há muito tempo. Foi eu quem o retirou da Casa dos Gritos.. eu não podia deixá-lo ir.. não podia perdê-lo Gin. Esses dois anos sem vê-lo, sem ter noticias, esperando em vão que um dia ele me procurasse, alimentando fantasias tolas, brigando com minha própria mente, que muitas vezes me julgava e me dizia para esquecê-lo, que ele nunca ao menos me dirigiria a palavra quando voltasse a Hogwarts...
Ledo engano minha amiga... ele tinha os mesmo receios que eu, assim como os mesmos sentimentos, os mesmos desejos...
Hermione calou. Não havia mais o que dizer. Gina observava-a maravilhada. Entendia a complexidade de quando se quer explicar algo relativamente simples, tal como o amor que carregamos não no peito, mas na própria alma.
Ambas permaneceram em seus mundos paralelos, cada qual repassando seus momentos até que, Gina, resolve querer detalhes sobre como Hermione e Snape se acertaram; apesar da vergonha e timidez ao falar abertamente sobre os fatos, Hermione o fez.. e o que se pareceu poucos minutos de conversa, se estendeu por mais de duas rápidas horas. Foram interrompidas por leves batidas na porta, que foi prontamente atendida pela ruiva.
- Harry... – Gina sorriu e foi puxando o namorado para dentro, fechando a porta a seguir.
- Vocês duas não cansam? – perguntou atônito.
- Cansar? Do quê?
- De tanto conversar, oras! Vocês tem idéia de que horas são?!
Neste momento, Hermione buscou o relógio ao lado da cabeceira de sua cama.. já passavam das 22h.. estava atrasada para a sua ronda, e para Severo.
- Oh merda! – Pôs-se de um salto da cama, verificou se estava com sua varinha e certificando-se, despediu-se ligeiro dos amigos e saiu.
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Snape estava deitado no sofá da sala de seus aposentos particulares em Hogwarts. Estava exausto, pelas poucas horas de sono na noite anterior, pelos eventos do dia e também pelo evento após o jantar... sentia-se esgotado, como se lhe sugassem, como se drenassem suas forças pouco a pouco. Sentia-se só.. as masmorras pareciam mais frias e sufocantes. E ele sabia o por que...
Hermione... ela não estava ali!
Relembrando das sensações que ambos sentiram naquela sala vazia, Severo permitiu-se cochilar. Sabia que ela viria, a pergunta que sua mente fazia era: Quando?!
Após terminar sua ronda pelos corredores e algumas salas vazias, Hermione correu habilmente para seu quarto, tomou um rápido banho, trocou as vestes da escola por uma camisola, que não satisfeita, transfigurou-a numa longa e atraente camisola vermelha.. cobrindo-se com um robe negro. Seus cabelos em grossos e úmidos cachos soltos.. pegou sua varinha e se foi na mesma pressa que chegara. Controlou-se ao longo do caminho para não sair correndo de encontro às masmorras.
Repetiu as mesmas senhas, refez os mesmos passos.. mas essa noite, foi presenteada com a imagem de seu amado dormindo, profundamente, no sofá próximo a lareira que tinha seu fogo quase extinto.
Sem querer acordá-lo, fechou a porta suavemente atrás de si.. encaminhou-se até o quarto, preparou a cama, se desfez do robe, jogando-o na poltrona ao lado, junto com sua varinha e seguiu para a sala..
.. Snape acordou com o perfume de violetas o invadindo, e um tanto desnorteado. Sentou buscando se acostumar a quase penumbra em que já estava a sala. Seu primeiro pensamento foi o de que já deveria ser tarde e o segundo, foi o de que Hermione não viera...
O segundo foi contrariado quando sentiu a mão suave em seu ombro...
- Severo... venha para a cama meu amor, já é tarde!
A pequena mão lhe deixou, mas ainda sentia seu calor... a voz suave e baixa nada mais pronunciou. Pôs-se em pé e seguiu até seu quarto.. seu olfato apurado sentindo cada vez mais o perfume de sua amada.
Imaginando como seria difícil dormir naquela cama grande e fria sozinho, parou abruptamente quando a viu belamente adormecida, agarrada ao seu travesseiro, exibindo suas curvas estupendas naquela provocante e longa camisola vermelha.
Sua mente buscou coerência.. ela dormia profundamente, então, como poderia ter ido até a sala chamá-lo?!
“Será que ela era sonâmbula?!” Não...sabia ser algo de outra natureza. E convencendo-se disso, silenciosamente despiu-se, pondo-se apenas de uma boxer, deitou ao lado de sua mulher e amada. Cuidadosamente ergueu-a para deitá-la sobre seu peito, mas o movimento, mesmo suave e lento, a despertou. Hermione espreguiçou e enroscou-se sorrindo no homem...
- Eu tentei te fazer vir pra cama quando cheguei, mas você dormia tão profundamente que vim e deixei você lá! Hermione riu baixo e abriu os olhos para ver o homem que a tomava nos braços. – Eu te amo!
- E eu te amo meu anjo... agora e para todo o sempre!
Tais palavras sendo ditas enquanto se contemplavam olhos aos olhos.
Se perguntassem a dimensão, o quanto, o tamanho do que sentiam, ambos ficariam mudos em resposta... pois, em nenhum lugar, seja no mundo trouxa ou no mundo bruxo, resposta simples e simplesmente não há!
Severo Snape e Hermione Granger,
Eternas almas gêmeas a se reencontrar!
FIM