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6. Resgate


Fic: O Segredo da Magia


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Holly acordara ainda com a cabeça pesada pela conversa com Harry, havia muito sobre esses bruxos que não sabia e que poderia mudar radicalmente seu pensamento sobre bruxos. Logo depois de levantar se aprontou rapidamente, pondo seu uniforme e saindo atenta aos sons da casa.


Ouviu a voz de Harry e Melissa contando algo, ele em quase sessenta e ela em pouco mais de trinta, então um alarme de som irritante soou, interrompendo a contagem.


-Isso! Venci com quase o dobro! –Harry comemora com um largo sorriso. Estava sentado no chão com um short curto e sem camisa, um tanto suado.


-Eu admito a derrota, mas vou querer uma revanche amanhã! –Melissa diz ofegante, usava uma roupa também adequada a exercícios. –Bom dia, Holly! –Cumprimenta a elfa assim que a vê no corredor.


-Bom dia! –Harry também cumprimenta-a com um sorriso.


-Bom dia. Vejo que acordaram cedo e bem dispostos. –Holly diz em tom aprovador.


-Sempre tento fazer um pouco de exercício pela manhã. Aliás, vou tomar um banho rápido e já venho providenciar o café da manhã. –Harry diz já se levantando e passando por Holly, que assim como Melissa o acompanha com o olhar.


-Delícia, não é? –Melissa diz em tom malicioso, fazendo Holly se surpreender e rir levemente.


-De fato, está em grande forma. –Concorda com Melissa, que ainda estava sentada no chão, Holly encaminhava-se para o sofá.


-E ainda é um doce de rapaz… Não sei como Hermione pode se manter tão confortável sendo apenas amiga, quando poderia ter bem mais. –Melissa fala balançando a cabeça negativamente.


-Talvez tudo seja tão perfeito como está, que ela tem medo de arriscar e perder tudo. –Holly sugere e Melissa concorda pensativa. Logo depois ouvem a porta ser aberta.


-Bom dia! Como estão? –Hermione entra guardando a sua chave, na outra mão trazia um grande embrulho.


-Bem. O que é isso? –Melissa pergunta com curiosidade.


-Chocolate. –Holly diz após sentir o aroma no ar.


-Mamãe pediu que trouxesse o preferido da irmãzinha. –Hermione diz com um sorriso terno, vendo Melissa se levantar rapidamente.


-Ok, vou tomar um banho e você põe essa delícia na mesa. –Avisa a sobrinha já disparando para seu quarto. Holly e Hermione riem.


*********************************************************


Naquela manhã Holly foi junto a Harry, Hermione e Melissa para o ministério da magia, onde se inteirariam de novidades sobre a investigação e onde Melissa ficaria para dar continuidade a sua pesquisa sobre os efeitos da penseira. A pesquisa fora o assunto no carro enquanto iam para o ministério e Holly desgostou tanto da idéia quanto Harry e Hermione, pois se uma “novidade” daquela chegasse a LEP, certamente o objeto mágico faria parte do equipamento como o uniforme e a arma.


Primeiro deixaram Melissa em sua sala, depois seguiram para o departamento dos aurores e apresentaram Holly aos outros colegas, antes de seguirem para o escritório de Stanford.


-Com sua licença, chefe. –Harry entra na sala seguido por Holly e Hermione.


-Capitã Short, sou George Stanford, diretor do Departamento de Aurores. É um prazer tê-la trabalhando conosco. –Diz formalmente, oferecendo a mão para que ela apertasse.


-Tem sido um prazer trabalhar com vocês também. –Diz no mesmo tom formal, apertando brevemente a mão do bruxo, que esboça um levíssimo sorriso ao olhar de Harry para Hermione.


-Por favor, sentem-se. –Fala indicando as três cadeiras à frente de sua mesa. –Uma agência do governo trouxa captou esta pequena anomalia que nos foi passada pelo nosso contato. Ele achou um pouco estranha, mas talvez possa ser uma pista, já que a Opala Koboi pode estar usando recursos tecnológicos trouxas. –Diz dando uma pasta com relatórios a Hermione.


-É um relatório de uma organização que estuda a existência de vida em outros planetas, do tipo que se dedica a processar seqüências de rádio para tentar achar alguma comunicação de extraterrestres. –Hermione diz passando os olhos rapidamente pelas primeiras páginas. –Uma comunicação suspeita foi encontrada, processada com todos os recursos e obtiveram algo em uma língua estranha, acharam inicialmente que era finalmente uma prova da existência de extraterrestres, mas acabaram por localizar a origem do sinal no País de Gales, então abandonaram o estudo achando que poderia ser alguma pista falsa dada por um governo para desviar a atenção deles de algo realmente grande. Sabe como essas ONGs são tão obcecadas quanto paranóicas, acham que tudo é conspiração do governo. –Diz ao terminar de folhear as vinte páginas do relatório.


-O País de Gales é longe o bastante para não despertar muitas suspeitas e perto o bastante para rápidos e furtivos ataques tanto na Inglaterra quanto na Irlanda. –Harry pondera acreditando no potencial da pista.


-De fato, parece ter bastante potencial. Vou escanear o relatório e enviar a Potrus. –Holly diz já pegando o relatório com Hermione e baixando a viseira de seu capacete.


-Consegue se comunicar bem com Potrus daqui? –Harry pergunta surpreso, pois os celulares mal funcionavam.


-Não consigo áudio ou vídeo, mas dá para enviar e-mail, enviarei uma cópia a Artêmis. –Explica já escaneando as páginas.


-Aqui há muita magia, acaba interferindo com tudo que é eletrônico, mas não é nada perto de Hogwarts. Lá seu capacete poderia ter uma pane total, talvez até apresentar sérios defeitos. –Hermione diz por mera curiosidade.


-Gostaria de estar em um lugar com tanta magia assim, seria uma experiência fantástica. –Holly diz realmente interessada.


-Quando tivermos um tempinho livre, a levamos. Estamos mesmo devendo uma visita a Hagrid e Minerva. –Harry diz olhando para Hermione, que concorda com um aceno.


-Assim que terminarem de enviar essas informações, quero que partam para o País de Gales, aqui há o endereço dos principais locais onde poderiam adquirir artefatos mágicos ilegais e neste outro uma lista para artefatos tecnológicos trouxas de alto nível. –Stanford diz entregando duas listas a Harry. –Entretanto devo adverti-los de que não estarão lá como aurores, não têm permissão para agir como força da lei. Poderão fazer algumas perguntas e investigações preliminares, mas nada de coagir, intimidar ou forçar ninguém a dizer qualquer coisa, o uso de força excessiva seguido de denúncia ao Ministério da Magia de Gales, causaria problemas internacionais e os aurores de lá poderiam exigir tomar a frente das investigações no território deles.


-Mas isso é um absurdo! Como espera que peguemos alguém desse jeito? –Harry se manifesta indignado. –Por favor, senhor suspeito, poderia me acompanhar até a Inglaterra onde irei colocá-lo em uma prisão. –Harry diz em tom forçadamente gentil, mostrando o quão ridículo tudo aquilo era.


-Entendo que se sinta frustrado, mas enquanto não houver uma prova contundente, não poderei fazer uma requisição formal ao ministério galês. O consolo é que em questões de extrema urgência o mérito é julgado em 24 horas. –Diz também insatisfeito, mas conformado.


-Isso é um absurdo. –Harry diz quase rosnando.


-Pelo visto não importa a raça, todo departamento de polícia é igual. –Holly diz também insatisfeita, mas já acostumada com questões de “jurisdição”.


-Não vamos nos estressar antes do necessário. –Hermione orienta pegando as listas e olhando os locais, traçando uma rota mental favorável.   


*****************************************************************


Harry, Hermione e Holly entraram no escritório que os dois dividiam e depararam-se com um rapaz muito alto, ruivo de cabelos curtos, ombros largos e braços fortes, vestido de jeans e camisa.


-Rony! –Harry exclama sorrindo, tinha um tempo que não via o amigo. Rony se volta para ele também sorrindo amistoso.


-E aí cara, tudo bem? –Rony diz indo até o amigo e apertando forte sua mão, depois ambos se aproximaram e deram tapinhas nas costas do outro.


-Trabalho duro, mas tudo tranqüilo por enquanto. Tenho lido nos jornais sobre o time, vocês estão muito bem. –Cumprimenta genuinamente feliz por ver o amigo.


-E o melhor inicio das últimas décadas! Aliás, esse fim de semana enfrentaremos o campeão da temporada passada, trouxe ingressos pra vocês. –Rony diz inicialmente animado, depois direcionando um olhar a Hermione e ficando um pouco tenso.


-Sábado é aniversário de casamento dos meus pais. –Hermione justifica um pouco defensiva, seus braços estavam cruzados a frente do corpo.


-O jogo é no domingo. –Rony diz esperançoso.


-Estamos em um caso muito complicado. Uma diabrete se juntou a uma quadrilha perigosa de bruxos e se não os prendermos logo, poderá virar algo ainda pior do que Voldemort foi. Vamos apenas tirar uma ou duas horas pra jantar com os pais de Hermione, fora isso é trabalho intenso, por isso Holly está na superfície em tempo integral. –Harry justifica e ao fim põe uma das mãos no ombro de Holly, que acena para Rony em cumprimento.


-Nossa, pra terem mandado alguém de lá é porque a coisa é séria mesmo. –Diz em um tom que tentava ser normal, mas escondia um pouco de frustração, que ele demonstrara ao esconder as mãos no bolso, os olhos fitavam Hermione.


-Holly você… –Harry começa e ela o interrompe.


-Claro. –Concorda já intuindo que Harry queria deixar Hermione e Rony a sós.


Hermione vê Harry lhe lançar um olhar que dizia que estaria ali caso ela precisasse. Rony observa Harry e Holly saírem, posicionando-se a frente da mesa de Harry, de frente para Hermione, que permanecia imóvel e tensa.


-Desculpe por aquele berrador, eu estava mal, me sentindo pressionado… as coisas não estavam indo bem no time naquela semana e eu estava precisando de um pouco de carinho, de conforto e quando você disse que de novo não poderia ir… desculpe-me. –Rony fala cabisbaixo, um dos pés se movendo nervosamente.


-Tudo bem, eu entendo como se sente. –Hermione diz também sem jeito.


-Então, no domingo não precisa ir ao jogo, mas vai ter uma festa depois caso vençamos e caso percamos poderíamos, só você e eu, jantar em um lugar legal. O que acha? –Pergunta um pouco ansioso.


-Seria ótimo, mas não dá. Esse caso é complicado e precisamos de dedicação máxima, estamos correndo contra o tempo. –Responde triste, mas firme.


-Eu só estou pedindo uma ou duas horas! –Rony se exalta, mas desesperado que irritado. –Eu sinto sua falta, quero estar com você!


-Eu também sinto sua falta, mas enquanto esse caso não terminar é melhor que a gente fique como está, não vale a pena voltar agora. –Hermione diz sem olhar para Rony, segurava as lágrimas.


-O que? –Rony diz incrédulo, olhando para Hermione. –Acha que eu sou o que para me por em espera? –Diz de modo quase agressivo.


-Rony, não é assim e você…


-Eu o que? –Ele a interrompe, estava furioso. –Esse caso pode demorar meses para ser solucionado, senão mais! Eu não posso parar minha vida para esperar por você, eu sou um homem e tenho minhas necessidades… E não leve por esse lado! Sabe que eu a amo, que sempre me contentei com o que estava disposta a me dar mesmo tendo belas fãs dispostas a me dar tudo o que eu quisesse… eu nunca a traí mesmo quando estávamos brigados, como agora, sempre te respeitei.


-Aonde quer chegar com isso, Rony? –Hermione fala querendo terminar de vez com toda aquela discussão. Como sempre acontecia, Rony tendia a ir para o lado errado das questões.


-Não quero e não posso parar minha vida, esperando o dia em que resolva parar de brincar de super-heroína e resolva viver! –Diz como se fosse óbvio, então respirando fundo antes de continuar. –Eu abri mão de minha adolescência, perdi um irmão, deixei muito do meu sangue em campo de batalha, já dei minha contribuição para humanidade e não quero mais! Eu quero viver, quero ter uma esposa e filhos, um lar, sorrisos pequenos e bracinhos para me abraçar, além de uma esposa amorosa e presente quando eu perder  ou gritinhos estridentes de “papai é o melhor” e uma esposa disposta e apaixonada com quem comemorar cada uma de minhas vitórias. Eu só quero o que todo homem quer, uma vida tranqüila e feliz, nada demais. Por isso eu disse para que aceitasse aquele cargo no departamento de execuções das leis mágicas, seria seguro e você teria horários fixos, poderia cuidar de uma casa e filhos, não ficaria arriscado sua vida…


-Quero fazer algo importante, gosto do meu trabalho! Veja a Tonks, viúva e com um filho pequeno, mas nem por isso deixou o trabalho e está indo muito bem. –Hermione argumenta defensiva.


-Deixe a Tonks de fora, até porque ela não está grudada no Harry! E você sabe que estar com ele é como tatuar um alvo na testa, os problemas perseguem ele e qualquer caso grave como esse vão jogar nas costas do grande herói do mundo bruxo! E não pense que não me importo com isso, ele é meu melhor amigo e odeio o fato de ele estar constantemente cara a cara com a morte, penso que deveria ter deixado essa vida, começado uma carreira no quadribol ou qualquer outra coisa, mas ele tem essa compulsão por querer salvar o mundo… -Rony diz quase angustiado, as mãos bagunçando os cabelos nervosamente. –Não quero o mesmo pra você, até porque você não é como ele, é uma pessoa sensata, regrada, não precisa disso…


-Não posso deixá-lo sozinho, não poderia dormir sabendo que ele estaria por aí com alguém que não poderia protegê-lo ou cuidar dele como eu posso. Além disso, esse caso veio pra mim, é pessoal, Harry está nessa porque é meu parceiro.


-Ainda sim você pode pular fora depois disso, não precisa entregar sua vida toda a humanidade, não é um cordeiro de sacrifício. –Diz como se tentasse chamá-la de volta a razão. –Aproveite que vai estar com sua família no sábado e observe-os muito bem, veja seus pais e a felicidade deles, então pense se é isso que você quer para sua vida ou se quer ser como Olho-tonto Moody, um grande auror com incontáveis feitos, que deu sua vida no campo de batalha e no funeral tinha dezenas de pessoas que o respeitavam, admiravam e que lamentavam a perda de um grande guerreiro, mas ninguém que dissesse que o amava. O jogo começa às duas da tarde, se você decidir por ter uma vida como a de seus pais, me envie uma carta até uma e meia confirmando que estará comigo, agora se quiser viver sozinha como Moody, sem deixar um filho, um neto, ninguém, continue sozinha.


-Rony… -Hermione diz com a voz embargada, os olhos úmidos.


-Não! Não tente falar nada. Eu não vou jogar minha juventude fora te esperando, não vou atrasar minha vida por pessoas que nem vão agradecer, eu cansei. Espero sinceramente receber sua carta, mas se não receber, será melhor não ler as colunas sociais por um tempo. –Avisa e logo depois sai sem olhar para trás.


Harry estava apoiado contra a parede com Holly ao lado, quando vê Rony sair como um touro de dentro da sala, batendo a porta e partindo diretamente para o elevador. Imediatamente tenta entrar na sala, preocupado com Hermione, mas Holly o segura.


-Ouvi o que eles disseram e acredito que ela precise de um tempo sozinha. Deixe que ela nos chame quando estiver melhor. –Holly diz com uma expressão séria. As palavras não eram direcionadas para ela, mas faziam todo sentido em sua própria vida. Assim como Hermione se via lançada em uma série de questionamentos sobre o que queria para si e o que lhe traria verdadeira felicidade, por isso entendia que era necessário um tempo privado de reflexão. Porém, sua atenção foi para Harry que parecia tenso e preocupado, mas guardava silêncio, rente a porta. –Não vai perguntar o que falaram?


-Se for importante que eu saiba, Rony ou Hermione me contará. –Ele responde de modo breve e Holly sorri. Harry era de fato uma pessoa diferente e merecia as opiniões elogiosas de seus amigos.  


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A espera por Hermione demorou minutos o suficiente para que Potrus e Artêmis descobrissem a fonte da transmissão interceptada no País de Gales, ficava na zona rural de uma pequena cidade, provavelmente um ótimo local para esconderijo.


Assim usaram a chave de portal que os levaria até Cardiff, depois usaram a lareira do ministério para ir até outra em uma loja próxima ao local onde ficava o possível esconderijo, a seguir alugaram um carro em uma loja trouxa e Hermione guiou rapidamente até o lugar, passando um pouco para que então caminhassem de volta, observando o em torno para detectar armadilhas e proteções mágicas.


Como o esperado, havia algumas proteções mágicas por perto, as quais driblaram sem muitos problemas, depois observaram por uns minutos o local alvo. Era uma casa antiga de uma fazenda, possuía dois andares, as janelas pareciam bloqueadas com madeira nos andares superiores, no andar inferior havia uma cortina que encobria a visão do interior. Holly usou a visão de calor de seu capacete para contar vinte corpos na casa, sete em baixo e na frente, cinco na parte de trás e o restante no segundo andar, um pouco espalhados.


-Podemos nos aproximar, um pouco, usar aquele antigo tanque de combustível como abrigo. –Holly indica um tanque cumprido que estava quase que na lateral da casa, coberto por ervas daninhas. –Potrus disse que está usando o satélite para conseguir uma planta da casa ou mais informações.


-Opala não está lá, não é? –Harry pergunta e Holly faz que não. –Bom, podemos entrar por lugares diferentes. Posso entrar pela frente chamando a atenção deles e vocês duas entram pela lateral ou pelos fundos.


-Potrus disse que há uma porta na outra lateral e uma porta nos fundos, poucos metros daqui. –Holly indica passando a mensagem de Potrus.


-Certo, vou pela frente, você pelos fundos e Hermione pela lateral. –Harry determina e Holly concorda, mas Hermione parece hesitar.


-Esperem! –Hermione diz antes que Harry e Holly saíssem do esconderijo, só então os dois virão que a camisa dela estava com os primeiros botões desabotoados, revelando no colo um círculo com símbolos circunscritos feito a sangue. –Já que estamos em desvantagem, é melhor que tenhamos proteção extra.


-O que isso faz? –Holly pergunta enquanto Hermione desenha o círculo em Harry, na mesma altura que o seu.


-Ele absorve ou repele feitiços fracos e médios, ou seja, se sentir uma magia muito opressiva e intensa, pule fora ou se defenda. –Hermione instrui, já terminando o círculo de Harry e indo para o de Holly.


-E se ouvir as palavras Avada Kedavra suma, pois o feitiço da morte não permite defesa até o momento e causa morte instantânea. –Harry a adverte e Holly assente.


-Não se preocupem comigo. –Holly abaixara a viseira e já estava pronta para ir, quando Hermione novamente os chama.


-Eu ainda tenho algo a testar. –Hermione explica enquanto tirava os sapatos e meias. –É algo que venho treinando há anos para uma situação complexa como essa. –Diz já começando a fazer um círculo mágico em seu pé.


-E o que faz? Te dá super velocidade? –Harry pergunta curioso.


-Melhor que isso. –No momento em que Hermione fala, finaliza o círculo e imediatamente seu pé começa a pegar fogo. Harry já se move no sentindo de apagar, mas Hermione o afasta. –É assim mesmo, não se preocupe.


-Você vai tentar fazer o que exatamente? –Holly pergunta curiosa.


-Com esses círculos pretendo me transformar na deusa do fogo. –Hermione responde de modo divertido. –Vou poder conjurar, manipular e dominar o fogo.


-E não pode fazer isso em mim? –Harry pergunta interessado, ao ver que Hermione já terminara com o outro pé e fazia o círculo na mão que cortara para obter sangue.


-Eu treinei anos para dominar essa técnica, portanto, não posso. –Hermione diz como se aquilo fosse óbvio.


-O fogo é destrutivo, expansivo, dominador por natureza. –Holly fala de modo respeitoso, afinal o fogo era um elemento perigoso e que merecia todo o cuidado.


-Para poder controlar a chama a ponto de não queimar minhas roupas, o chão ou tudo em volta, preciso de muita concentração e calma, coisas difíceis de você ter. –Hermione acrescenta e mostra como seus pés estavam em chamas, porém nada que os tocava pegava fogo.


-É quente, mas de um jeito meramente agradável. –Harry diz ao por uma das mãos em um dos pés de Hermione, que terminara com o círculo da mão esquerda, a qual agora também estava em chamas.


-Potrus agora não é hora para análises ou bancar o cientista. –Holly fala para o centauro, que ficara subitamente interessado naquele fogo. –Já que Hermione está assim, talvez seja melhor ela entrar pela frente e distrair os suspeitos.


-Acha que pode distraí-los? –Harry pergunta seriamente.


-Por uns dez minutos. Aliás, melhor não olharem pra mim se não acabaram se distraindo também. –Hermione diz com um sorriso maroto e confiante.


-Adoro quando sorri assim! Depois vai ter que me divertir com seu fogo! –Harry diz animado e em tom cúmplice. Já estava saindo do abrigo assim como Holly e Hermione.


-Pode deixar. –Hermione diz dando uma picadela para Harry, que já se afastava para ir para a lateral da casa.


-Isso lá é coisa com o que se preocupar no meio de uma missão! –Potrus reclama para Holly, que também havia ficado momentaneamente surpresa com aquele último diálogo.


-Eles não disseram isso que você pensou, são apenas crianças sem malícia. -Holly diz sem duvidar, por um momento sequer, de que falavam apenas do “truque” com os círculos mágicos.


-Nesse caso é melhor eu chamar reforços! Campo de batalha não é lugar pra crianças. -Potrus resmunga desanimado, odiava não ter controle sobre as operações.


-Antes de falar com Kelp, compartilhe as imagens com Artêmis e informe a situação. Ele tem como falar com Melissa, que está no Ministério da Magia e pode alertar Stanford. -Holly instrui aproximando-se atenta da porta lateral.


-Já estou fazendo isso. -Potrus diz enquanto terminava o link com o sistema de Artêmis.


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Hermione caminhara até a porta sem problemas, pensando em como faria sua entrada triunfal. Ela pára diante da porta e abre com violência com um feitiço ao tempo que fazia uma enorme língua de fogo invadir a sala alarmando os presentes e chamando a atenção dos demais.


-Olá rapazes! Vim aquecer o dia de vocês. –Hermione diz em tom divertido, brincando com o fato de o dia estar frio.


-Então solte a varinha e deixa que a gente apague esse fogo. –Um rapaz a sua direita fala cheio de malícia.


-Você é a amiga do Potter, não é? –Pergunta um homem que já devia ter passado dos quarenta.


-Sim, mas eu estou aqui como a auror Granger, então esqueçam a minha “fama”. –Diz fazendo uma careta. Era uma honra ser amiga de Harry, mas era incômodo que todos só a reconhecessem por isso.


-E o que pensa conseguir aqui auror Granger? –Outro deles pergunta com voz venenosa.


-Entrar aqui sozinha só pode significar que é suicida ou quer ser nossa amiga. –Novamente o rapaz fala com malícia.


-O destino é mesmo irônico. –Hermione comenta rindo levemente. –Em anos eu não me lembro de ter sido tão avidamente cortejada e quando isso acontece é justamente um suspeito. –Fala em tom decepcionado, quase suspirando frustrada.


-Vai é por isso que foi para o lado errado. Esqueça os aurores idiotas e fique aqui conosco, que garanto que não faltará quem lhe corteje. –Agora era outro que falava, os rapazes já riam e tinham uma postura menos tensa.


-Eu não sei, sou muito exigente... gosto de rapazes forte e polivalentes, é essencial que saibam dançar. –Fala com um sorriso maroto e então faz um casal de fogo, a mulher era de chama azul e o homem de chama dourada.


À medida que Hermione cantarolava suavemente um tango, seus olhos avaliavam toda a sala, passando por cada rosto. Todos ainda tinham as varinhas firmemente na mão, porém os olhos estavam hipnotizados no casal que bailava sensualmente no centro da sala.


Harry passou pela porta lateral, ao mesmo tempo em que Holly passava pela porta dos fundos. Ambos ouviam a voz de Hermione e as respostas dos homens na sala, tudo parecia sob controle, então Holly fez sinal de que averiguaria o andar de cima. Segundos depois ela desapareceu, então Harry se dedicou a avaliar o piso inferior.


Nos fundos havia uma cozinha, onde havia um fogão grande e duas mesas com várias cadeiras, mas agora estava vazia, todos os homens estavam no cômodo principal que era a sala. Na sala haviam pilhas de caixas pelos cantos e um conjunto de dois sofás grandes e duas poltronas perto de uma lareira.


No andar de cima, Holly, que estava invisível, observava que havia suspeitos na escada, observando a ação no primeiro andar. Uma análise rápida indicava que o piso superior era destinado a abrigar aqueles que fossem dormir. No entanto um barulho chama sua atenção e ela vai verificar, ficando surpresa ao encontrar dois homens acorrentados sentados de costas em duas cadeiras, ordenou que seu scaner verificasse os rostos dos prisioneiros e sorriu ao ver quase imediatamente que eram dois dos cientistas seqüestrados.


-Harry, Hermione. –Chama pelo comunicador que havia em seu capacete, os bruxos tinham um receptor/transmissor no ouvido. –Encontrei dois dos seqüestrados, vou libertá-los, mas é bom que chamem a atenção aí em baixo. O próximo plano era ficar visível e libertar os cientistas.


No piso de baixo, Hermione acaba sua apresentação de tango, acabara de ouvir Holly e estava pronta pro número principal.


-Benzinho, porque não solta sua varinha e vem dançar conosco? –O rapaz a direita de Hermione propõe, mas havia um claro tom de ameaça em sua voz.


-Claro, só espero que não se queimem muito com o show. –Hermione diz colocando a varinha no suporte de seu cinto e logo depois deixando que as chamas explodissem e tomassem seu corpo erguendo-a no ar.


Ao mesmo tempo Hermione conjurara um anel de chamas em volta dos criminosos, que começaram a lançar feitiços em sua direção, alguns tentavam apagar o fogo de si, outros tentavam evitar que o fogo atingisse as caixas empilhadas.


Harry ficou abismado ao ver a explosão de fogo, mas seguiu as instruções de Hermione e não tentou achá-la. Já havia separado as balinhas que usaria, as quais consistiam em esferas divididas ao meio por uma fina película que separava duas poções, que quando se misturavam e a esfera estourava, provocavam uma intensa cortina de fumaça. Jogou as três balinhas em pontos distintos da sala, fazendo uma fumaça esverdeada subir e dificultando a visão ainda mais, havia bastante fogo e raios coloridos cruzando a sala.


Harry começou a atacá-los pelas costas, observando que alguns deles começavam a cair inconscientes, provavelmente Holly estava atordoando-os com suas armas. De repente ouviu um grito de Hermione e um barulho seco no chão, um grupo de cinco inimigos se juntou ao redor de algo e Harry disparou para lá.


Holly viu Hermione cair, ouvia-a ofegar pela escuta, movia-se como se sentisse dores na cabeça.  De repente um dos que a cercavam voou para longe e antes que pudesse atirar em outro Harry aparecera, jogando-se sobre um rapaz e atordoando-o a socos e jogando-o contra os outros, Holly virou para a porta a tempo de ver que dois saíam correndo, mirou rapidamente com sua neutrino e atingiu um, depois atirou no outro que desaparece um instante antes de seu tiro tocá-lo.


-Imobilizamos todos dentro da casa, me ajude a apagar o fogo. –Harry fala na escuta.


-Ok, estou indo. –Holly diz já correndo para a casa.


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N/A: Oi, capítulo especial de aniversário para o Guto! Espero que você goste!


N/A²: Tivemos um pouquinho de ação com Harry e Hermione ao lado de Holly, além disso, Rony deu as caras e fez um ultimato a Hermione. O que acharam dessas partes?


Ana Rita: Não é que ele tenha medo da Melissa, só não está acostumado a ser “atacado” dessa forma. Holly ainda vai oscilar muito entre simpatizar e enciumar-se, mas no fim elas têm tudo para superar isso. Rony apareceu, o que achou desta cena?


James V Potter: Bom, o teste só vem no próximo cap., este aqui já ficou bastante longo, mas não creio que trará tantas surpresas em relação a Holly, mas talvez alguns em relação a pesquisa. O casal HH tem o Rony no meio pra atrapalhar, então deve demorar um pouco a desenrolar né.


Freya Jones: Eles são bem espertos sim, mas se não entender algo é só perguntar que eu respondo. O sacrifício é grande, mas não teria o benefício de ter uma “desculpa” para ficar com o Arty? A Melissa tem tiradas ótimas, penas que apareceu pouco nesse capítulo.


Silvia Cecil: Holly pode se encantar com esse Harry atencioso, mas acho que o tipo dela é mais um bad boy tipo o Arty rsrsrsrs.


Edilma Morais: Esse capítulo não teve nenhuma conversa “difícil” para dar uma folguinha a vocês, agora se é complicado pra você acompanhar imagine para mim escrever rsrsrsrs.


riraito: Esse argumento é muito bom, mas pense que ela teria o Arty e ficaria sem sua casa ou seu povoado, perde por uma lado e ganha de outro. Pelo menos gastar em livros é um investimento não é? Espero que tenha gostado dos livros. Palha deve aparecer mais a frente, ainda tenho que pensar nisso. E apareça mais, adoro comentários!


Próxima Atualização: Alvorecer e Reescrevendo a História 2.

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