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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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7. Powerless


Fic: Restless - Rose&Scorpius - FINALIZADA ULTIMO CAP ON


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Powerless
(Sem Força)


Só podia ser brincadeira.

Era de propósito. Tinha certeza!

Vou dizer uma coisa. Fugir das coisas é mais inútil do que socar o vento – uma comparação grotesca, o que combina com todos esses acontecimentos, então tanto faz.

Eu estava indo muito bem no Departamento, depois que aquele agito do campeonato europeu finalizou de uma vez, tive tempo para respirar, algo que desejava há muito tempo. O trabalho no Ministério não estava mais tão cansativo, o sr. Dansford havia me dado um descanso, por perceber que tudo tinha saído como planejara, e decidiu que eu não deveria me esforçar tanto durante as próximas semanas. E eu achando, na maior inocência, que ele tinha mudado – virado um chefe compreensível de um dia para o outro –, praticamente me vi em outra decepção ao notar que ele só tinha me reservado para depois voltar a abusar como sempre.

Julgando-me inutilmente esperançosa, não queria nem saber o que ele deixaria nas minhas mãos caso descobrisse que eu andei dormindo com seu filho.

– Ele nem vai desconfiar – Josh falou, enquanto nos beijávamos. E, para constar, estávamos numa sala do Ministério, escondidos de todos. Aquilo só me auxiliava a lembrar dos velhos tempos, na escola, que eu saía escondida com meu ex-namorado para ninguém nos ver. Bons tempos aqueles. – Além disso, o que temos a ver com o trabalho?

– Seu pai vai achar que eu sou uma vaca ou algo do tipo, como ele acha que todas as mulheres são quando ele sabe de uma coisa dessas...

Ele parou de beijar meu pescoço e olhou para mim.

– Mas você não é. Quantas vezes já ficou assim com alguém? Eu já disse, ele não vai fazer nada...

O estranho era que eu não estava preocupada com aquilo mesmo. Porque, por exemplo, eu não me senti desconfortável como deveria quando Jenny abriu com tudo a porta da sala e se revelou realmente surpresa aos nos ver ali, daquele jeito.

– Opa! Desculpem. – Mesmo que ela nunca parecesse sem-graça ao interromper alguma coisa, Jenny realmente parecia não estar acreditando. – Eu não sabia que... Fala sério. Hum, não quero incomodar vocês nem nada, mas preciso falar urgentemente com você, Rosely.

Eu saí dos braços de Josh, e acompanhei Jenny até o corredor. Ela colocou a mão na minha testa, como se fosse medir minha febre.

– Estranho – comentou. – Rose Weasley se agarrando pelos cantos com o filho do chefe no horário de trabalho... Realmente estranho.

Eu dei uma risada, e tirei sua mão da minha testa, e comentei:

– Podemos colocar isso como a primeira manchete do Profeta Diário!

– Ah, meu Deus! O que um homem não faz com você! – ela suspirou enquanto andávamos. – Se bem que eu acho que isso não tem nada a ver com o Josh, realmente.

– Era sobre isso que queria falar comigo? – perguntei.

– Quase – respondeu. – De fato, com todas as coisas que andaram acontecendo, a volta do Malfoy e tal, você só está fazendo isso para tentar ignorar, achando que vai adiantar alguma coisa, se agarrando com outro. Eu conheço muito bem você, ruiva – ela acrescentou ao ver meu olhar de descaso. – Você pode aparentar estar toda desse jeito agora, mas... não adianta se esconder de quem te conhece há tempos, você continua a mesma Rose Weasley de sempre.

– Onde? – questionei, realmente curiosa para saber. – Não existe mais nenhum pedaço daquela Rose Weasley aqui, Jenny. Eu não vejo em lugar algum.

– Talvez esteja dentro da sala do sr. Dansford, é só você entrar lá. Ele está te chamando.

Jenny foi para o seu setor e eu caminhei até a sala do sr. Dansford. Não compreendi a principio o que ela quis dizer com “talvez esteja dentro da sala”, mas posso comentar que eu senti meu estômago se revirar quando abri a porta e entrei na maior calma.

Que dissipou como toda mísera vez que nos encontrávamos. Preciso dizer o nome daquele ser parado de costas para mim, ao lado da mesa do Dansford? Vocês já sabem. Já devem imaginar. Por causa do suspense desnecessário que eu estou fazendo agora.

Então Jenny quis dizer que o pedaço daquela Rose Weasley estava dentro da sala do meu chefe. O único ser dentro daquela sala, além do Dansford, era Scorpius. Então ela quis dizer que o meu pedaço velho e mofado estava no Scorpius. Grande filósofa, a Jenny.

– Srta. Weasley! – exclamou o sr. Dansford, levantando-se da mesa, numa animação que me deixou preocupada. – Ainda bem que a Gilmore deu o meu recado a você. Lembra dele, do famoso Malfoy? Campeão europeu, melhor jogador de Quadribol!

– Claro que eu lembro – respondi, sorrindo. De onde vinha aquele sorriso era realmente um mistério. – Como vai?

Jenny e todas as outras mulheres do mundo – ou não – me chamariam de estúpida naquele momento, quando eu estendi minha mão para Malfoy apertá-la.

Eu
me achei estúpida, porque quando ele a apertou, aquela sensação da mão dele na minha não passou tão despercebida assim.

Isso foi bem estranho, concordo.

O exagero tomou conta, quando eu tentei tirar minha mão dali e ele não parecia disposto a soltá-la.

Era como algemas. Porque eu me senti aliviada, imensamente aliviada, quando fiquei livre dela.

– Tenho um trabalho para você, Weasley – contou Dansford. Grande novidade. – Acho que irá gostar. Já disse a mim uma vez que gosta de crianças. Estou considerando isso agora, porque, como todas férias de verão, há um evento com os novos alunos de Hogwarts. E nós vamos organizar outra vez e acontecerá depois de amanhã, para ser exato.

– O Acampamento de Verão Mágico? – quis confirmar, e Dansford o fez.

– Exatamente! AVM, para não gastar saliva. Você vai ser a monitora do evento, que ocorrerá só entre os alunos do primeiro ano de Hogwarts. Não tem problema, né? Então ótimo. Compraremos a passagem para a viagem até a Escócia, na Estação King’s Cross. Apareça mais tarde para recebê-la.

– Espera um minuto. O senhor quer dizer que vou a Hogwarts, cuidar e direcionar mais de cem crianças irresponsáveis em um evento de gincanas, durante um dia inteiro?

– Só foi confirmada a presenças de quinze crianças – e ele se aproximou de mim. Deu alguns tapinhas amigáveis no ombro de Scorpius, e ainda comentou: – E como todo ano os alunos escolhem um de seus maiores ídolos para participar também, Scorpius Malfoy está aqui para resolver isso tudo.

Olhei bem para o rosto de Scorpius. Olhei mesmo, mal ousando acreditar que ele faria alguma coisa do tipo. Mal ousando acreditar que ele aceitou aquilo. Mal ousando acreditar porque diabos ele estava sorrindo e mal ousando acreditar no que eu acabava de ouvir da voz dele:

– Vai ser bem interessante, Weasley. Aceite.

– Irá resistir? – perguntou Dansford, pressionando-me.

– Preciso pensar, se tiver uma chance disso – eu disse.

– Ela vai aceitar – assegurou Scorpius, olhando para mim.

– Ótimo, Weasley, darei prazo até amanhã para se decidir. Mas, lembre-se, não haverá pagamento esse mês se não fizer isso.

– COMO É QUE É?

QUÊ? QUÊ?

– Não use esse tom de voz comigo, srta. Weasley.

– Isso é injusto! – eu exclamei, sem me conter. – Assim eu sou obrigada participar desse negócio. E que diferença faz?! Como... como?

– Injusto!? Você não fez nada nesse mês! O único trabalho que estará tendo será esse e se não o fizer, deverá receber alguma coisa?

Meu queixo estava caído.

Se você é filha de Ronald Weasley, você não consegue agüentar. Injustiça como aquelas não eram bem-vindas na minha vida. Não mesmo! A raiva crescendo a cada centímetro da minha alma, e eu querendo ao mesmo tempo sair dali para não azarar um dos dois. Eu estava preste a fazer isso. Era um Ronald no meu lado esquerdo, e Hermione no direito. O lado Ronald prevalecia, e eu ia começar a dizer o que estava na ponta da minha língua, há muito tempo. Mas o da Hermione existia em evidência e a razão ainda estava na minha mente. Eu não queria ficar desempregada. Eu tinha contas de luz para pagar!

Dansford parecia acompanhar a minha luta psicológica.

Uma hora o lado Ronald ia vencer. E eu não via a hora daquilo acontecer. Mas por enquanto, respirei fundo e pensei categoricamente: Eu vou sobreviver. Nada de ruim vai acontecer, são apenas crianças.
E um cara que eu amei durante muito tempo.

Antes de sair da sala eu pedi para que mandassem o passaporte no meu apartamento. Eu falei que tentar fugir era inútil, não falei?








– Pára de rir – pedi, mau-humorada. Mas Lily não conseguia se conter. Ela estava passando o dia em casa, enquanto eu me arrumava para viajar a Hogwarts naquela tarde.

– Desculpa, mas é engraçado. Quero dizer, imagina... você... comandando aquelas brincadeiras idiotas durante um dia ao lado do... do Scorpius! Eu sei que não é para rir, eu sei que você está muito nervosa. Mas reflita como será o seu dia...

– Não vai ser ao lado dele. Torço com todas as minhas forças para que ele só fique lá por um tempinho. Ele só vai ser a atração do momento, e duvido que sobrevive com crianças. Ele odeia crianças.








– Achei que odiasse crianças.

Scorpius desviou o olhar para os quinze alunos ali na frente, quando me ouviu perguntar aquilo. Ainda com um sorriso cujo motivo de estar ali no seu rosto eu desconhecia, ele falou para que só eu escutasse:

– Só quando estão com a boca bem fechada. Mas, afinal, qual é o problema? Eles me amam. Idolatram-me como se eu fosse um herói.

– Aposto que sempre desejou isso, não? – eu cruzei os braços. – Ser a atenção de todo mundo.

– Não de todo mundo, só a sua.

Eu me aproximei para cochichar:

– Eu já disse uma vez e pretendo não ficar repetindo, Malfoy. – Eu odiava que cada vez que minha voz ficava perigosa, o sorriso da boca dele mais se alongava. – Eu estou fazendo isso para manter um emprego, não vamos levar nada para qualquer lado pessoal, por favor.

– Um emprego que você odeia, a propósito – ele acrescentou. – Mas não se preocupe, posso fazer isso valer a pena.

– Eu duvido.

– EI! – um dos alunos berrou, atrapalhando nossa discussão. – Quando que isso vai começar?

Scorpius sorriu ainda na minha direção e pediu:

– Apresente-me a eles, Rose Weasley.

– Ah, não precisa – eu disse, descontraída, olhando para o grupo. – Vocês já o conhecem.

Estávamos no campo de quadribol de Hogwarts. Era sábado, três horas da tarde. A criançada que ficava no castelo durante as férias já tinha almoçado e agora esperava um espetáculo acontecer. O espetáculo era Scorpius Malfoy se exibir na vassoura, mostrar a eles algumas técnicas de quadribol. Todos pareciam ansiosos, e Scorpius mais ainda ao montar na vassoura. Quando já se apresentava há três metros de altura, ele perguntou:

– Alguém mais quer me acompanhar?

As meninas exclamaram, eu senti pelas vozes agudas.

Eu já disse que aquilo era ridículo?

Sim, era.

O calor estava infernal, prendi meu cabelo com um laço enquanto me afastava até a arquibancada, para sentar por lá. E eu assisti tudo. Assisti mesmo. Cada movimento que Scorpius fazia, impressionando seus admiradores. Por mais que meu orgulho suplicasse para não me afetar com aquilo, a não me intoxicar, eu assistia, sem jamais deixar de acompanhá-lo com os olhos. Era isso o que acontecia quando o avistava jogando Quadribol, razão pela qual recusei todo aquele tempo assisti-lo em campo. Era como se eu voltasse a admirá-lo, como se eu voltasse ao tempo e lembrasse das vezes que ele piscava para mim, malicioso, depois que agarrava o pomo-de-ouro, na maior satisfação. E como eu me derretia toda vez que ele fazia aquilo.

E o fato de que eu estava em Hogwarts novamente, depois de três anos longe das áreas do castelo, não ajudava em nada. Até o cheiro me lembrava dos tempos em Hogwarts, de tudo o que eu passei por ali, não só durante os jogos de Quadribol jogados no campo e assistidos naquela arquibancada, mas o calor do verão, o céu azul claro, repleto de nuvens brancas. Era como um deja vu.

Eu engoli um suspiro, forçada a pensar que tudo aquilo tinha acabado. De uma forma que ainda hoje reflete meus pensamentos, mas eu ignoro.

Tudo bem, eu só ia ficar lá por vinte e quatro horas. No dia seguinte já podia ir embora. E voltar à mesma rotina. Esquecer. Tentar esquecer, pelo menos.

– Esperem só até eu contar para Drina que eu conheci Scorpius Malfoy – exclamou uma garota, para um grupo de amigas na arquibancada ali ao meu lado. – Ela vai morrer de inveja. Ah lá! Ele agarrou o pomo!

Naquele momento, Scorpius rodeava todo o campo numa alta velocidade. Desviei o olhar quando ele estacionou na frente da arquibancada de seus espectadores. O pomo-de-ouro que antes oscilava pelo campo agora estava calmo nas mãos dele. Como se não houvesse refúgio melhor.

– Em menos de dois minutos – ele contou. Eu ergui as sobrancelhas quando notei que o olhar dele parecia que esperava de mim a mesma reação que os alunos tiveram.

Scorpius não mudara nada. Até mesmo na parte de jogar o cabelo distraidamente de lado, para tirar da testa os fios que o atrapalhavam.

– Você tem que me ensinar a voar assim! – exclamou um garotinho que se chamava Devon.

– Quer tentar? – ele perguntou. O garoto não hesitou e correu de volta para o campo, e então todos os outros fizeram o mesmo. E eu fiquei por lá, na arquibancada com algumas garotas que suspiravam e cochichavam. Ver Scorpius sendo recepcionista com seus fãs era algo que eu não imaginava que ele seria.

Tudo o que eu queria saber era por quanto tempo aquilo ia durar.

Assim que o “espetáculo” terminou, fomos à floresta. Eu explicava sobre as plantas, e o que os alunos iam aprender em Herbologia. Respondia perguntas e comentava fatos importantes. Porque era esse o objetivo do Acampamento, ensinar algo extra aos alunos que não tinham o que fazer nas férias, de um modo divertido.

Só que havia um problema. Ninguém prestava atenção no que eu falava; ficavam fazendo perguntas a Scorpius. Comentando que ele era isso, era aquilo. E Scorpius aproveitava seu momento para dizer tudo sobre ele. E eu quase desisti de dar uma de idiota explicando para o vento e para as árvores, quando Scorpius ficou ao meu lado, fazendo o grupo de alunos pararem na nossa frente.

– É melhor que vocês prestem atenção agora. – Ele parecia sério. – Podem considerar isso uma das coisas mais chata do mundo, mas é importante. Rose deixou de fazer muitas coisas hoje para vir aqui, então façam valer a pena a ela. Ela sabe das coisas e ignorar alguém assim é uma falta de respeito inadmissível. – Vendo as expressões cansadas dos alunos, ele acrescentou: – Mas depois vai ter quadribol de novo.

De relance, ele olhou para mim para conferir a minha reação. Considerando aquela atitude dele, eu lhe disse:

– Obrigada.

Um sorriso foi tudo o que ganhei. Antes que ele saísse, deixando-me sozinha com aquelas crianças, ele falou:

– Da próxima vez eu grito com eles se você quiser. Tchau.

Ele ia embora? Espera...

Mas já tinha aparatado.

Eu não queria ficar ali! Aqueles pré-adolescentes me achavam tão sem-graça que eu não fazia idéia do que fazer. Durante aquelas quatro horas de brincadeiras, quem animou o pessoal foi Malfoy. Até aquele momento eu estava sendo inútil.

Uma garota chamada Violet, de cabelos presos, baixinha e tão magra quanto, aproximou-se de mim e me pediu para afirmar sua explicação sobre mini-explosivins e outras criaturas. Foi aí que me senti mais à vontade.

Mas então começaram a caçoar a garota.

– Lá vai a sabe-tudo!

E ela parou de explicar, numa postura muito intelectual, baixando a cabeça. A desanimação tomando-lhe conta.

– Continue – eu a incentivei, aflita que ela tivesse parado no meio de uma inteligente observação.

Ela negou e disse baixinho:

– Eles vão me zoar. Deixa pra lá.

– Não vão não. – E eu olhei para eles perigosamente. Depois sorri para Violet. – Inteligência não deve ser motivo de piada. Minha mãe costumava dizer isso a mim, então não se preocupe. E ela foi considerada a aluna mais inteligente de Hogwarts na época dela, o que significa que não deve desistir de mostrar que sabe das coisas. Eles não sabem, então as piadas são eles. Não você.

Ela levantou seus olhos para mim, e fez uma afirmação rápida com a cabeça. Voltei para a turma, e perguntei:

– Alguém mais saberia me explicar quais foram as funções dessa planta no período da segunda guerra?

Um garoto ergueu a mão.

– Quando o Scorps vai voltar?

Demorei um tempinho para responder:

– Não tenho certeza quando o Scorps vai voltar.

– Que chatice! Estamos de férias e temos que ficar escutando isso!

Realmente. Criança não tinha consideração! Eu quase joguei isso na cara delas, mas preferi continuar o meu trabalho, para não ficar contra ninguém, coisa que eu já estava decidindo fazer. Mas me controlei.

Scorpius reapareceu depois de duas horas, quando os alunos entraram no lago para se divertirem, depois de uma mini-partida de quadribol no campo. Eu tinha aproveitado o momento que eles não precisavam de mim, para entrar no castelo. Algo que desejava desde que pisei naquele terreno novamente.

Estava vazio. Principalmente o salão principal. Parecia que todos os outros alunos decidiram passar as férias com suas famílias. Adiantei-me até o corredor entre as mesas das casas, e apenas ouvia o barulho dos meus passos ecoando o salão. Franzi a testa, a saudade finalmente impregnando meus pensamentos. Sentei-me na mesa da Grifinória, como tantas vezes já fizera, e fiquei por lá durante um bom tempo, com as mãos apoiadas na cabeça, só pensando.

Então Scorpius apareceu atrás de mim, em pé. Eu me virei para encará-lo, na tentativa de saber, observando seus olhos, se ele também lembrava das coisas que eu lembrava.

– Desde que a vi outra vez eu senti que alguma coisa estava errada com você – ele falou. – Desculpe ter demorado tanto tempo pra voltar.

Não era bom estar ali. Era, mas ao mesmo tempo não era. Porque eu disse, incapaz de tirar meus olhos do dele, incapaz de dizer com a voz firme:

– Você nunca devia ter ido.

Ele ficou passível. Sentou-se ao meu lado, e pediu:

– Diga que você entende. Entende porque tudo teve que acontecer daquela forma, o meu desespero...

– Eu entendo! – exclamei inconformada. Sim, eu entendia! Aquela forma de tentar me fazer feliz, achando que nunca seria bom o suficiente para mim, aquela forma idiota de me fazer odiá-lo, beijando outra garota, traindo-me, para que eu então desejasse nunca mais vê-lo. Tornar as coisas mais fáceis para então seguirmos uma própria vida, separados. Eu entendia. Mas não aceitava. – Naquela época – minha voz ficou mais baixa e rouca –, pareceu que quando tentei mantê-lo perto de mim você decidiu fugir de todas as coisas. Como se fosse uma saída para nós dois. Mas não foi para mim.

– Essa é a razão pela qual me vê em seus dias atualmente – ele disse, num sussurro, aproveitando aquele momento em que eu decidi esquecer de levar aquilo para o lado não-pessoal. – Essa é a razão que me fez entrar naquele time de Quadribol, vencer todos os jogos, porque de alguma forma eu sabia que só conseguiria chegar até você outra vez dessa maneira. Se demorei, foi por causa do medo infeliz de voltar e ver que estava do jeito que eu desejei. Feliz, com alguém que conseguiu conquistá-la melhor do que eu, vivendo nas melhores condições, sorrindo todos os dias. Mas olhe só o que eu encontro. O reflexo dos meus próprios erros, não surpreendo-me por ainda encontrá-los no seu olhar. Eu só quero apagá-los hoje. Mas você não deixa, você se recusa.

– Se eu me recuso – falei, tirando a mão dele do meu rosto, que tinha se aproximado dali enquanto Scorpius fazia aquele discurso –, é por causa do medo infeliz de me arriscar...

Ele terminou minha frase que eu tive a incapacidade de terminar:

– ... a voltar a amar alguém que um dia decepcionou você?

– É. Então não me faça correr esse risco. De novo.

Scorpius me olhou aparentemente revoltado, e voltou a ficar em pé.

– Prefere viver se enganando? – perguntou. – Achando que é capaz de desejar aquele cara da maneira como me deseja todos os dias, do que se arriscar a voltar comigo?

– Voltar com você? – eu juro que quase dei uma risada alta. – Isso nunca mais vai acontecer. Você acha que voltar e pedir desculpas vai me fazer voltar a você? Como se fosse simples, fácil! É tarde demais. Sempre será tarde demais agora.

Eu me levantei, agressivamente, e tive vontade de correr, mas as batidas do meu coração tiravam minhas pernas da resistência que elas tinham. Então Scorpius conseguiu me alcançar e dizer com a voz que pareceu ecoar todo o castelo. Ele estava alguns passos atrás de mim, ao dizer:

– Vejo que vou ter que partir para o lado que eu estava tentando evitar por enquanto. Porque parece que você precisa acordar de uma vez, então me perdoe. O pedido foi seu.

Eu ia retrucar que era ele quem precisava acordar. Ele. Mas quando me virei para apontar meu dedo e acusá-lo de toda culpa, foi como um golpe de um leopardo. Rápido, ligeiro, mortal. Como se nada nunca tivesse distanciado aqueles lábios um do outro.

Apertei com força meu pulso no seu peito, tentando empurrá-lo, tentando socá-lo, bater nele, fazer tudo para se afastar de mim, ou eu me afastar dele. Era inútil, outra vez. Como socar o vento. Enquanto conseguia me beijar, ele agarrou meu rosto, afundou seus dedos longos na minha nuca, entre meus cachos e finalmente me prendeu. A força dele era maior que a minha, que diminuía a cada maldita vez que ele sugava meus lábios desesperadamente.

Senti meus dois pulsos serem fortemente segurados, impedindo que o agredisse. Eu tentei de tudo para não ceder, para nem ao menos abrir a boca e dar alguma satisfação a ele.

Mas que satisfação?

Eram só pedidos e tentativas fracassadas de uma mente machucada e inquieta. E negação de um coração necessitando voltar para o seu lugar, que arrancava miseravelmente toda a minha força para resistir.

– Ainda há tempo – ele sussurrava, sem fôlego. Os lábios deles se mexeram, roçando minha pele. A sensibilidade dela fez que meu corpo se arrepiasse. Droga. – E eu nunca... – ele me empurrou contra a parede do grande portão, prendendo-me completamente ali. Não havia escapatória. – Nunca vou machucar você outra vez.

– Palavras – eu murmurei com desgosto, mas de algum modo delirando com a boca dele na minha, que nem se apertavam direito, só se encostavam imperceptivelmente, e com o gosto dele invadindo todo o meu cérebro – não significam nada.

– Então só me beija.

Tudo o que eu posso dizer é que não havia mais como. Não havia mais como nem ao menos tentar parar o que se começou ali. Estávamos em uma Hogwarts vazia, vivendo mais um déjà vu. Isso era o mais perigoso, quando uma vez você recusa, na próxima você cede. E percebe que não pode mais fazer nada. Agora tudo estava na decisão do seu maldito coração. O mais difícil era confiar nele. Nunca se sabe até onde ele pode te levar.

E eu estava com muita raiva, quando me vi correspondendo o primeiro, o segundo, o terceiro... todos os movimentos daquela boca que continha a mistura de perfume e veneno. O beijo tinha aquela mistura, docemente dolorida. Sempre tivera, eu ainda lembrava. Mas era só a raiva, tanto minha quanto à dele, que sustentava nossos gostos, nossas línguas, num movimentar de lábios urgente, trêmulo, nostálgico, excitante e completamente furioso.

Fúria por ceder, por aprofundar. Por ter todo aquele desejo. Ainda. Por ele. Raiva ao notar que, enquanto eu queria sair dali, dos braços dele, meu coração se contraía com mais força contra meu peito, avisando que seria um erro. E me fazia corresponder um beijo roubado. Mas mesmo assim era um erro, uma vez que sabia que teoricamente eu estava com outro. Além de vergonha, era ódio por simplesmente admitir, em meio a tudo o que estava acontecendo, que eu precisava dele mesmo assim. E de todo o efeito que Scorpius causava em mim.

Parecia que eu podia sentir tudo de novo.

A testa dele estava grudada na minha. Minha pulsação, descontrolada. Eu abri meus olhos, ao sentir sua boca se afastar um centímetro da minha, fazendo-a formigar. Temi ver o que eu veria. O olhar de Scorpius era meu ponto fraco.

– É... – ele parecia estar analisando alguma coisa. Ainda segurava meus dois pulsos, então era impossível que eu saísse dali, mesmo que eu ainda lutasse e me contorcesse, sem sucesso. – Agora pergunto-me como consegui sobreviver sem isso durante tanto tempo. E se meu plano desse certo... talvez eu devesse pensar em ser um pouco egoísta. Não quero mais fazer alguém ter o que eu preciso ter.

– Você não devia...

– Claro que devia – ele retrucou. – Você sentiu alguma coisa, não sentiu? Você ainda me ama.

– Não foi amor – eu disse, mal reconhecendo minha voz.

– Ódio, amor – ele deu de ombros, num sussurro. – Que diferença faz? É quase a mesma coisa. Eu faço você sentir, Rose, qualquer sentimento. E você vai precisar disso, pra viver. Ainda não percebeu? – ele deu um sorriso. – Tudo bem, você vai perceber. E quando desejar, é só olhar para trás. Estarei seguindo seus passos.

Então ele me soltou finalmente. Voltei a respirar, não ousando acreditar no que tinha acontecido.

– Preciso ir embora agora, e assim notará minha falta – ele avisou, aproveitando que eu estava com incapacidade de falar. – Mas você sabe que me verá outra vez, o que lhe causa alivio. Então não vou me despedir. Cuide-se.

Aproximou-se para me dar um beijo na testa. Depois sumiu, foi embora. Deixando-me com obviamente uma expressão de pura surpresa. Sem contar que meu peito subia e descia fracamente, desejando nada mais além de ar, enfraquecendo-me.

Ele pensava que falar todas aquelas coisas, beijar-me daquela maneira, aproveitar-se da minha fraqueza, e depois ir embora para me deixar refletir, fosse me reconquistar. Ele realmente achava que eu ia ceder mais do que já tinha cedido. Ele realmente achava que podia me fazer perder o controle, tirar todo o poder e a força que eu tinha, só com palavras, beijos e idas, e depois afirmativas de que haveria uma volta.

Ele realmente achava que eu ainda precisava dele.

Ele tinha tanta razão que até estremeci.


 






– Rose – alguém sussurrava. Eu estava com os olhos fechados, deitada num colchão. Talvez ainda fosse madrugada, e o vento da floresta onde as barracas de acampamento estavam formadas uivava com força. Eu acordei, e olhei diretamente para Violet. – Desculpe acordá-la, mas... eu estou tendo pesadelo e...

Durante o tempo que fiquei com aquelas crianças, inspecionando-as, conheci melhor Violet, que havia me chamado atenção desde que se mostrou ser bastante inteligente. Era uma garota tímida, insegura e dificilmente se relacionava com aquelas outras crianças. Além disso, Violet vivia com a sua avó, era órfã, e pelo que parecia, medrosa. O que me fez ter uma maior responsabilidade sobre ela. Mas ela era a mais gentil de todo aquele grupo, que era difícil me zangar com aquilo.

Na realidade nem preocupei, pois eu não conseguia pregar os olhos de jeito nenhum naquela noite.

– Um pesadelo?

– Não consigo dormir – revelou tão baixo como se temesse que suas colegas que dormiam ao lado pudessem ouvir. – Eu odeio acampamento. E o barulho e... eu estou incomodada e com frio.

– Tudo bem, é só você ignorar isso. Já que amanhece.

– Rose... sei que também não consegue dormir! – ela insistiu. Eu me ajeitei no colchão e me sentei de frente para ela. Era acostumada com esse tipo de coisa. Quando tinha dez anos Hugo costumava aparecer no meu quarto e insistia para que eu conversasse com ele, meu irmão era sonâmbulo e tinha fobia do escuro. Além disso, quando eram férias n’A Toca, Lily tinha um pesadelo, eu sempre a ajudava a esquecê-lo e nós varávamos a noite conversando. Então decidi tentar o mesmo com Violet.

– Quer conversar sobre alguma coisa? – perguntei.

– Eu adoro seu cabelo – disse. – Sempre quis ter um igual, ondulado e ruivo acastanhado. O da minha mãe era assim, mas puxei o lado do meu pai. Minha mãe era muito bonita. Às vezes eu sinto falta dela.

– Como ela se chamava?

– Rose.

– Oh... sério?

– Muita coincidência, não é? – Isso explicava as tantas vezes que ela só me chamava. O pensamento de que talvez ela adorasse dizer meu nome porque era o mesmo de sua mãe fez meu coração contrair em compaixão. – Eu queria sonhar com ela hoje.

– Infelizmente não controlamos isso – eu disse, sorrindo para deixá-la mais confortável. – Mas você pode mantê-la em seus pensamentos. E que pesadelo você teve?

– Eu levei bomba em todas as matérias esse ano!

Aquilo me fez rir genuinamente. Como aquela menina foi parecida comigo na época do meu primeiro ano escolar! Exceto pelo fato de ser anti-social e órfã, e ter desgosto de acampamento. Sempre adorei acampar.

– Eu já tive muuuitos sonhos assim – falei. – E, juro, isso nunca aconteceu de verdade. É só uma preocupação que você tem, o que torna normal esse tipo de sonho.

– Hum... tá.

– Tenta dormir de novo então – pedi, deitando-me novamente no colchão. – E pense em algo bom. Vai funcionar.

– Ok. – Ela hesitou alguns segundos, sem sair do lugar. – Rose?

– Quê?

– Por que você não está conseguindo dormir?

Eu encostei a cabeça no travesseiro e disse:

– É difícil pregar os olhos quando se tem que cuidar de quinze crianças.

– Estamos completamente seguros aqui – ela observou. – Já que você invocou um feitiço protetor ao redor dessa barraca, sem contar que Hogwarts é um lugar tão seguro... E não somos nenhuma criança.

– São sim. Olha, Violet, tente dormir. É sério, se não você vai ficar que nem zumbi amanhã.

– Você está pensando nele?

– Nele quem?

– Desculpe o atrevimento, eu juro que não quis... mas vi você e aquele Malfoy que todo mundo fala, se beijando. Eu ia pegar uma coisa na sala comunal, e...

– E por que acha que devo estar pensando nele só por causa disso? – perguntei, tentando parecer brava para ela ficar ressentida por entrar naquele assunto. Mas ela não sabia de nada, ela era só uma criança curiosa.

– Porque... porque eu vejo as meninas da minha idade só falarem sobre isso, principalmente quando um garoto beija uma delas. Falam que só ficam pensando naquilo.

– Não tenho mais essa idade – contei, para sua decepção. – Então não se preocupe, eu não estou pensando nele.

O que era uma tremenda mentira.

Fez-se então um breve silêncio. Violet ajeitou-se no seu colchão, e achando que ela não ia mais falar, virei-me para o outro lado e fechei os olhos.

– Como é?

Ao ouvir a voz dela de novo, eu quis aparatar.

– Como é o quê?

– Beijar?

– Por que quer saber disso, Violet?

– Eu acho que nunca vou fazer isso.

– É nova demais para se preocupar em saber, ou em fazer. Além disso – eu abaixei a voz –, eu não sei te dizer.

– Por quê?

– Dependendo do que você sente pelo garoto, o gosto é diferente.

– Quantos garotos você já beijou?

Eu suspirei, e respondi com a voz mole:

– Alguns. Mas isso não interessa, volta a dormir.

– Rose?

– Que foi, meu Deus!?

– Você acha que alguém vai se interessar em mim algum dia?

– Sim – respondi, cansada. – Só não fique muito ansiosa, ou faça perguntas.

– Desculpe.

– Não tem problema.

– Rose?

– ...

– Como é amar?

Eu mordi os lábios.

– Saberá quando sentir, Violet. Agora boa noite, ok? Eu quero dormir.

– Desculpe – ela cochichou outra vez. – Eu sempre quis saber sobre isso, mas nunca tive com quem conversar.

– Aham.

– Boa noite.

Outro silêncio. De repente alguma coisa tomou conta de mim.

– Violet?

– Oi?!

– Eu posso te dizer uma coisa. Quando você gostar de alguém, só não deixe que esse sentimento tome conta de você. Aí quando quiser escapar, você não vai ter controle nenhum para conseguir.

Eu sabia que ela era inteligente o bastante para entender. Mesmo que demorasse, ela ia entender, pois gravaria aquelas palavras na sua mente. Porque se dissessem isso a mim, antes de tudo, eu ia entender. Então Violet, espantada, perguntou – para variar:

– Porque eu vou querer escapar desse sentimento?

– Pode não durar pra sempre, e ficar insistindo.

– Não acho – ela disse, distraída. – Acho que amor nunca acaba. Amor de verdade não.

– Deve ter lido isso em algum conto de fadas – eu disse.

– Eu só vi meus pais. Vovó disse que eles se amarem para sempre.






N/A: E aqui está mais um capítulo, e atualizações todo sábado! Hehe =D A princípio, fiquei em dúvida se a Rose deveria ou não corresponder ao beijo do Scorpius. Mas devo dizer que está na hora da Rose acordar mesmo, e talvez o fato de sentir de novo o gosto dele, fosse fazê-la despertar. Precipitado? Um erro? Uma traição? "Isso-deveria-ter-acontecido-mesmo"? Sei lá, parei o capítulo nessa parte para vocês tirarem suas conclusões, eu sou apenas a autora que quando escreve não tem controle com as palavras, e sai o que sair (?) hauahuaha Releio, e penso que se não houvesse essa última parte, ficaria um vazio no capítulo. Apesar de tudo, espero que tenha ficado bom! =D

RESPOSTAS AOS COMENTS :)

Leeh Malfoy: Leeh, minha fiel leitora, milhões de obrigadas! Nem sei o que dizer, hehehe. Sério, como já disse adoro receber seus comentários, adoro ver como você percebe as coisas, do jeito que eu adoraria que os leitores percebessem! O Malfoy da minha cabeça é o mesmo que o seu, e isso é tão legal! Bem, fico contente e feliz que esteja gostando, e comentando em TODOS os capítulos. Espero que tenha gostado desse novo! Beijos e mais uma vez obrigada!

ana christie: Muito obrigada pelo elogio! Siim, são bem parecidas *-* Beem, espero que volte a comentar assim que terminar de ler os capítulos! Obrigada!

CaahFabri: *––* Brigada, brigada, brigada! Pelos elogios, e como autora que escreve fics tão dramáticas eu fico muito contente ao saber que mesmo com todos os fatos emotivos, não pareça ser piegas, como diz. Eu luto pra não ficar ridiculamente sentimental, embora por causa da trama toda, seja inevitável algumas vezes. Por outro lado, é como se eu tivesse atingindo um objetivo saber que a narração passa aos leitores as mesmas sensações da Rose. Adorei saber que gostou do motivo do Scorpius, e era para a justificativa ser idiota mesmo, e não havia como haver outra senão esta. Espero que tenha gostado desse novo capítulo! Fico feliz de tê-la com leitora, que você continue acompanhando a fic! Obrigada!

Jamii Altheman: Obaaaaa, leitora nova! *-* Obrigada pelo comentário, os elogios! Que bom que está gostando *-* Aqui está o prox cap, espero que tenha ficado bom! *-*

Enfim, um beijo a todos vocês. E peço a quem segue a fic e chegou até aqui, que comentem! Preciso de opiniões, é tão bom saber as perspectivas dos fatos de vocês! Beijos, e até o próximo capitulo. Chega de enrolação, porque agora é hora de vocês comentarem u.u'

P.S: Se alguém quiser, aqui está meu MSN:
be.lac@hotmail.com

FUI :)

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Comentários: 1

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Enviado por Lana Silva em 27/12/2011

Nossa Violet é uma fofa *-* Amei o questionario dela para a Rose ficou muito bom!

Nota: 5

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