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3. Capítulo 3 - Apenas Dance


Fic: A Carta da Minha Vida


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O céu, uma pulseira e a primeira dança.






Nós só tínhamos um ao outro, você me contava todos os desastres que aconteciam com você na escola. Como as outras garotas e os meninos a tratavam mal. Já a escutei desabafar sobre seus pais, que iam se separar, sobre quem você estava apaixonada. Também já a vi sofrer por amor, algo que desejei nunca mais ver de novo. Aquela imagem de você chorando por um cara que não a merecia me perturbava durante o sono.


Lembro-me que um dia você chegou lá na minha casa, parecia deprimida. Eu te perguntei o que era, mas você falou que não era nada. Passaram-se algumas semanas e você continuou daquele jeito, até que finalmente falou que o problema era Draco Malfoy. Eu fiquei tão enfurecido que me lembro de ter saído correndo de casa e de ter ido até uma lanchonete em que ele freqüentava. Mas mesmo depois disso você continuou sofrendo, falando que ninguém nunca a amaria.


Foi então que um dia eu quis lhe fazer uma surpresa para ver se você se animava.


Estava pensando na noite que nos conhecemos, quando a idéia me ocorreu. Afinal, eu ainda te devia uma primeira dança...


 


Rony verificou o relógio mais uma vez, dez e meia. Fitou o céu, já escuro. Teve sorte, aquela noite estava completamente sem nuvens e as estrelas dominavam, com uma linda lua cheia, branca, no centro do céu. Ainda bem que tinha parado de nevar.


Ainda apoiado no parapeito da pequena varanda dos pais deixou que o vento varresse seus cabelos para longe tremendo levemente de frio. Adorava essa sensação, parecia que ele ficava mais vivo, mais feliz.


Fechou mais fortemente o casaco e fitou o chão coberto de neve lá de baixo. Gina e Harry entravam no carro, no banco de trás, enquanto os pais de Rony se sentavam na frente. Suas pegadas ficaram marcadas na neve fofa.


Seu pai deu a partida e o carro saiu, deixando as marcas da roda no chão.


Era natal. Sua mãe insistiu que Rony fosse com eles na casa de sua tia Muriel, onde seria a ceia. Mas ele não quis ir.


Os pais de Hermione tinham brigado de novo. A mãe dela tinha saído de casa com apenas uma muda de roupa, e seu pai agora se encontrava bêbado em cima do sofá. Achou melhor que Hermione passasse o natal com ele. Tia Muriel a convidou para a ceia, mas Rony achou melhor ficarem os dois em casa, afinal, Hermione não estava em clima de festa. Já estava deprimida com diversas coisas antes, e agora essa veio só para piorar.


Fitou mais uma vez o céu, a noite estava linda. Sorriu, sem querer, e entrou dentro de casa. Desceu para a cozinha e pegou as xícaras de chocolate quente, o cobertor e varias almofadas enormes. Subiu novamente e colocou tudo em frente à lareira do quarto dos seus pais, aos pés da cama.


Fitou mais uma vez o relógio de pulso. Ela chegaria às onze. Olhou seu aparelho de som, estava velho, mas ainda funcionava.


A campainha tocou. Rony desceu depressa as escadas e ela logo estava ali. Hermione o encarava com um sorriso triste, e em suas mãos ela erguia um pacote redondo e outro retangular e plano. 


-Feliz natal. – ela disse.


-Obrigada. – Rony falou sorrindo, pegou os presentes da mão dela e a abraçou. Quando se soltaram ele a fitou, estava claro que ela tinha chorado a pouco tempo. Seus olhos estavam iguais ao dia em que se conheceram.


-Vamos subir? – ele perguntou a segurando pelo pulso e a puxando escada a cima. Não pode deixar de notar o arrepio que subiu a sua espinha.


-Vamos. – a mesma disse, tentando alegrar a voz, sem muito sucesso.


Rony a levou para o quarto dos seus pais e deixou seus dois presentes em cima da cama.


-Vem cá. – ele falou ligando o rádio e a levando para a varanda.


-O que você está fazendo? – ela perguntou com o tom levemente brincalhão. – Uou. – exclamou por fim, ao encarar a vista. Estava linda, e a leve brisa estava muito fria, mas não incomodava, ao contrario, apenas deixava o momento mais prazeroso. – Eu não sabia que aqui era tão lindo.


-E hoje está ainda mais. – ele falou indo para o seu lado, e por fim a fitando.


Ela continuou a olhar o céu, encantada, e depois de um tempo o encarou. Ele a olhava, sorrindo. Chegou mais perto e estendeu a mão, se curvando levemente.


Hermione o encarou, completamente confusa. E então com um click compreendeu e riu.


-Você está passando bem Rony?




I just want you close
Where you can stay forever
You can be sure
That it will only get better




-Bem até demais. – o mesmo falou rindo ligeiramente. – E então? Vai aceitar parte do seu presente de natal?




You and me together
Through the days and nights
I don't worry 'cause
Everything's gonna be allright




-Você está se achando de mais Ronald Weasley. – Hermione falou pegando a sua mão, e rindo. – Como se dançar com você fosse à melhor coisa do mundo. – ela viu o sorriso dele desaparecer, e o dela ficou maior ainda. – E eu tenho que concordar com você.


 


People keep talking
They can say what they like
But all I know is
Everything's gonna be allright




Antes que Rony processasse o sentido do que ela falou, Hermione já estava agarrada firmemente em seu pescoço. Ele, sentindo seu coração disparar estranhamente e ficando vermelho, colocou suas duas mãos atrás da cintura dela, abraçando-a carinhosamente.


Os dois começaram a girar devagar na sacada, com a música tocando no fundo. Hermione precisou apoiar sua cabeça no peito de Rony, pois era bem mais baixa que ele.




No one, no one, no one
Can get in the way of what I'm feeling
No one, no one, no one
Can get in the way of what I feel
For you, you, you
Can get in the way of what I feel for you




-É. – ela falou olhando para o rosto de Rony e sorriu. – Você realmente é um pé de valsa.


-Aulas particulares quando eu tinha seis anos. – ele fez uma careta, girando mais uma vez. – Era obrigado a fazer junto com os gêmeos. Desistimos quando eles sem querer arrancaram a peruca da cabeça do professor e ela caiu dentro da lareira.


Hermione riu e fechou os olhos, deixando ser guiada. O vento tirava seus cachos do seu rosto e Rony a encarava como se fosse à coisa mais maravilhosa que existia no mundo.




When the rain is pouring down
And my heart is hurting
You will always be around
This I know for certain




Os dois ficaram um tempo em silencio, até que Hermione o quebrou.


-Porque você está fazendo isso? – ela disse o encarando. Havia apenas curiosidade expressa no seu rosto, e talvez, um pouquinho de esperança? – Sabe, eu adorei, mas... Tem algum motivo especial?


Rony a fitou, dessa vez sério.


 


You and me together
Through the days and nights
I don't worry 'cause
Everything's gonna be alright




-Eu só queria que você visse que é importante. – ele olhou uma vez para o céu. – Que você fez a diferença para mim.


Hermione ainda o fitava em silencio.


-E eu quero que você nunca esqueça. – ele a fitou novamente. – Que eu te amo, e que quando parecer que você não ter ninguém é só olhar para o lado que eu vou estar ali.




People keep talking
They can say what they like
But all I know is
Everything's gonna be alright




E então ela tirou as mãos do seu pescoço e o abraçou forte pela cintura, o rosto pressionado contra o casaco grosso do amigo. Rony ficou parado, sem ação enquanto Hermione começava a soluçar.


-Te amo. – foi à única coisa que ela conseguiu dizer, enquanto derramava mais lágrimas. Rony entendeu que aquela simples palavra significava muito mais.




No one, no one, no one
Can get in the way of what I'm feeling
No one, no one, no one
Can get in the way of what I feel
For you, you, you
Can get in the way of what I feel


 


Então ele a abraçou forte, deixando que ela chorasse o quanto fosse preciso, para desabafar todos os desesperos. Ela segurava com força a parte de trás do casaco de Rony e ele mexia nos seus cachos.




I know, some people search the world
To find something like what we have
I know, people will try
Try to divide something so real
So 'till the end of time
I'm telling you
That no one




Eles já tinham parado de dançar, e ficaram abraçados ali, sentindo o tempo passar.


-Vai ficar tudo bem. – Ron murmurou no ouvido de Hermione, e ela se apertou mais ainda contra o corpo dele.


-Com você, vai... – sussurrou, a voz abafada contra o casaco.




No one, no one
Can get in the way of what I'm feeling
No one, no one, no one
Can get in the way of what I feel for you




Rony sentiu uma incrível vontade de beijá-la, mas não se mexeu, por enquanto apenas amigos já estava ótimo. Era melhor ficar com ela assim, do que ficar sem ela.


-Você me perdoa? – ela perguntou, com o rosto ainda escondido.


Ele a encarou confuso.


-Pelo que?


-Apenas diga.




Oh oh oh...


 


-Perdôo. – ele disse completamente confuso. Ela suspirou, aliviada. – Não vai me falar?


-Desculpe. – ela respondeu enquanto sacudia a cabeça.


Ele a abraçou mais uma vez, forte, e a soltou enquanto a musica acabava.


-Vem. Vamos nos esquentar. – Rony disse a segurando pela mão e dando uma ultima olhada no céu, entraram dentro de casa.


Hermione se soltou de Rony, enquanto sentava nas almofadas que estavam na frente da lareira.


-Melhor? – ele perguntou fechando o vidro da varanda.


-Sim. – ela disse se ajeitando.


Rony se sentou ao lado dela, sorrindo, e tapou os dois com os vários cobertores que tinha. As chamas da lareira ainda estavam vivas, e Rony tinha deixado as canecas de chocolate quente na frente da lareira as mantendo quentes com sucesso.


Hermione pegou uma delas e deslizou mais ainda por baixo do edredom, ficando com apenas o rosto e as mãos segurando a caneca fora dele. Rony pegou a outra e se amontoou perto de Hermione, tentando se esquentar mais.


As canecas quentes esquentavam seus dedos frios, dando uma sensação de conforto. Rony a olhou e sorriu feliz, ela correspondeu o sorriso, só que um pouco desanimada.


-Preocupada?


-Meus pais... Sabe como é. – ela disse, mas parecia esconder alguma coisa.


-Isso vai se resolver. – falou Rony desconfiando levemente e a abraçando com apenas uma mão pelos ombros.


-Foi bom eu vir para cá. – ela começou a dizer. – Gosto de ficar com você.


Hermione colocou a caneca já completamente vazia no chão e deitou a cabeça no colo de Rony com naturalidade, tentando se ajeitar.


O mesmo prendeu a respiração, sentindo seu coração disparar de novo e seu rosto ficar corado. Hermione pareceu não notar, deitou, se tapando e deixando apenas do queixo para cima aparecendo, virada para cima fitando o rosto do amigo de um ângulo diferente.


-Sabe, desse ângulo você até fica bonitinho. – ela disse inclinando levemente a cabeça para o lado, fazendo o amigo se engasgar com o chocolate entre uma risada.


-Obrigada pelo o elogio. – ele falou se recuperando.


Hermione sorriu e com os dedos começou a brincar com os fios ruivos que caiam mais próximos.


-Sabe... Me sinto segura com você... – ela enrolou uma mecha ruiva entre os dedos. – é como se eu fosse para um lugar diferente, que todas as minhas preocupações desaparecessem. – ela soltou o cabelo e o fitou.


Ele sorriu e se aproximou lhe dando um beijo na testa.


-Fico feliz em ajudar.


Ela olhou o pulso de Rony, depois olhou seu rosto sorrindo.


-Feliz natal!


Rony olhou surpreso para o pulso. Seu relógio marcava meia noite e três.


-Feliz natal!


Hermione se inclinou levemente para frente e o abraçou pelo pescoço. Depois saiu do seu colo e se sentou ao seu lado.


-Abre os seus presentes!


Rony se lembrando dos dois embrulhos se levantou e os pegou em cima da cama dos pais. Colocou-os no colo de Hermione e botando os chinelos saiu do quarto.


-Vou pegar o seu presente! – gritou.


Não demorou muito e ele voltou com um embrulho pequeno. Sentou-se novamente ao lado de Hermione e lhe deu.


-Obrigada. – ela disse o pegando. – Mas abre o seu primeiro!


Rony pegou os dois pacotes no colo de Hermione. Abriu primeiro o redondo.


-A rodinha! – exclamou ao ver a roda do seu skate quebrado. – Nem me lembrava mais que você tinha guardado!


-Para que você lembre-se de mim. – ela sorriu enquanto Rony começava a abrir o outro pacote.


Era um porta-retrato, todo detalhado feito de uma madeira mais clara. Nele havia um desenho a lápis de Rony e Hermione. Ele fitou impressionado, Hermione havia copiado eles dois de uma outra foto e estava perfeito. Parecia que tinha sido uma foto tirada com aquelas opções de efeitos para desenho que tem. Hermione tinha também feito relevo e sombra no desenho, o deixando muito realista.


-Uau Hermione!


-Se quiser pode tirar o desenho e colocar outra foto.


-Bem capaz! Eu adorei! – Rony colocou os dois presentes de lado com cuidado. – E agora abra o seu.


Hermione rasgou o papel de presente, animada, e então fitou a caixa de veludo azul marinho. Com um misto de receio e curiosidade ela abriu a caixa, revelando uma pulseira de prata, simples mais muito delicada. Ela a pegou, admirada, e a colocou contra a luz da lareira. A pulseira brilhava muito, e então ela notou que havia dois pequenos pingentes, eram discretos, mas ainda mais delicados e belos do que a pulseira.


-Um “R” e um “H”. – Rony falou inseguro fitando o rosto de Hermione. – Fiquei com medo de que ficasse algo como os namorados usam, por isso escolhi uma pulseira, e não um anel. A nossa pulseira da amizade.


-É linda Ron... – Hermione falou ainda hipnotizada. – Muito linda. – ela o encarou sorrindo. – Obrigada.


-De nada.


Hermione esticou o pulso e deu a pulseira para Rony. Ele a colocou no seu braço e Hermione levantou a mão, analisando o presente.


-Muito linda. – murmurou mais uma vez e bocejou. – Me deu sono.


-Quer deitar na cama de Gina? – Rony perguntou a encarando.


-Não eu fico aqui com você. – Hermione respondeu deitando no colo de Rony de novo. – Fazendo companhia.


Rony não pode deixar de sorrir por dentro.


Conversaram mais por algumas horas, antes de Hermione cair no sono. Rony a encarou, ainda no seu colo, enquanto ela respirava profundamente. Sem conseguir controlar seu desejo começou a se inclinar para frente, seus lábios desejando os dela.


Sentia seu hálito batendo contra seus lábios, e fechou os olhos devagar, se aproximando mais. Afastou-se bruscamente quando ela murmurou alguma coisa. Já estava começando a falar uma explicação quando ela se virou para o outro lado e murmurou algo de novo, antes de voltar a respirar pesadamente.


Rony suspirou aliviado ao ver que ela não tinha acordado. Inclinou-se novamente dessa vez depositando o beijo na bochecha exposta.


-Se você prefere... – murmurou sorrindo, se sentindo idiota por estar falando com alguém que estava dormindo. – Amigos, por enquanto.




Nunca tive coragem de te contar que naquela altura eu já lhe queria de um jeito muito mais forte do que uma simples amiga.

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