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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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6. Thoughtless


Fic: Restless - Rose&Scorpius - FINALIZADA ULTIMO CAP ON


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Esse não ficou nadinha pequeno! A primeira parte são uns flashback, percebam a empolgação da autora ao escrevê-lo. \o Mas tudo bem hehe Boa leitura!








Thoughtless
(Inconseqüente)


Eu já disse! – gritava Scorpius para dois monitores-chefes, da Lufa-Lufa e da Grifinória, que lhe acusavam de ter roubado o pergaminho da diretora McGonagall, que encontraram em sua mochila naquela tarde. Estavam no meio do corredor, e eu via tudo enquanto me aproximava. – Nunca encostei as mãos naquilo, nunca!

Não vamos acreditar em você, Malfoy – disse o monitor da Lufa-Lufa.

Pararam para pensar que alguém pode ter colocado isso na minha mochila?

Olha, cara, no máximo você vai receber uma detenção, como sempre, é só dizer logo que foi você e pare de mentir.

Scorpius estava vermelho de tão nervoso.

Eu não estou mentindo – ele sibilou, tentando se acalmar. – Nem sei que pergaminho idiota vocês estão falando.

Pergaminho idiota? – exclamou o monitor da Grifinória, pasmo. – Você não tem nem idéia do que aquilo significa para o mundo bruxo atual? Esse pergaminho, se você o roubasse e ele tivesse desaparecido, ocultaria todas as informações que o ministério precisa para saber quem assassinou o Novo Ministro! É um dos pergaminhos mais valiosos, e só a McGonagall tem acesso a ele. E olha onde nós o encontramos. – Tirou o pergaminho da mochila de Scorpius, que o rapaz segurava. – A diretora não vai ficar muito feliz, e quantas detenções você já levou esse semestre? Vinte? Se levar mais uma, por isso, é capaz de ser expulso.

Alguém queria que aquilo acontecesse. Scorpius tinha vários inimigos.

Ele colocou as mãos no rosto, sem argumentos justificáveis.

Droga.

Foi você? – perguntou o lufa-lufa.

Não.

Vai ficar negando até quando? Até a gente fazer você tomar uma poção da verdade?

Ótima idéia. Façam isso!

Até mesmo os monitores.

Não, seria desperdiçar poção valiosa a alguém como você. Sabemos que é culpado, então não vamos perder tempo. Está evidente – falou o grifinório. Eles se aproximaram de Scorpius. – E essa é por pegar a minha irmã, e depois deixá-la chorando aí pelos cantos, por cagada que só você é capaz de fazer, Malfoy. Todo mundo sabe disso.

Scorpius fez algo que nunca o vi fazer. Baixar a cabeça, como em lamentação, e deixar aqueles que lhe acusavam de algo que ele jurava não ter feito, simplesmente saírem com informações erradas.

Aquilo aconteceu alguns dias depois que ele tinha me beijado pela primeira vez. Ele mal olhara na minha cara depois, e eu não insisti muito. Mas eu estava completamente apaixonada, e sabia que ele se encontrava na mesma situação, então quando o vi ali no corredor, invulnerável, eu me aproximei para lhe perguntar:

Vai deixar ser acusado de alguma coisa que não fez?

A injustiça está solta por aí, em todos os lugares. Eu fui injusto muitas vezes, acho que mereço isso – ele respondeu, dando de ombros. Depois sentou-se no chão, encostando-se à parede e enterrou as mãos no cabelo, murmurando: – Eu não tenho confiança de ninguém agora. É uma conseqüência por tudo que eu fiz.

Sentei ao seu lado, apoiando no chão os livros que eu segurava. E olhei para ele, mas ele olhava para frente, pensando.

Você deve mostrar que se arrepende – falei. – Mesmo que isso afete seu orgulho.

Mas ele estava preocupado com outra coisa.

Acha que vão me expulsar? Se eu levar mais uma detenção... meu histórico escolar não vai ser nada bonito. E meu pai vai me matar.

Não – eu respondi, embora também estivesse em dúvida. – Hogwarts não expulsaria um aluno tão brilhante.

Cala a boca, Weasley... até parece que você não me conhece.

Olhe pra mim – eu pedi, um pouco tímida. Ele me obedeceu. Seu olhar indicava uma tristeza que eu reparei pela primeira vez naquele momento. – Ainda existem coisas que eu quero saber sobre você. Pois creio não conhecê-lo. Senti que o conhecia quando disse a mim na ala hospitalar aquela vez que você gostaria de ter sido um amigo. O resto, as coisas que hoje você se arrepende de ter feito, foram só formas que você usou para ocultar o quanto você pode ser bom. Mas você oculta tudo isso porque você não está disposto a fazer algum bem, e eu não entendo o por quê!

Ele fez uma expressão desesperada, a testa estava franzida. Chegou a morder os lábios por bastante tempo. O olhar dele quase me cegou, mas mantive-me impassível. Mesmo que meu coração estivesse descontrolado.

Eu só acho que eu devo ser bom quando estou com você – ele falou tão baixo que mal consegui ouvi, mas eu estava perto. – Quando não estou, eu volto a ser o lixo de sempre, e raiva de tudo é a única coisa que eu sinto.

Não disse nada. Deveria acreditar naquelas palavras?

Eu estendi minha mão, hesitante, até a dele. Scorpius congelou, e olhou confuso para nossas mãos. De repente a apertou. Voltou a olhar para mim.

Eu agradeço por isso – ele disse. – Por ficar aqui mesmo com tudo o que eu sou.

Eu gosto de você, Scorpius – confessei.

Acredita que eu não roubei o pergaminho?

Você falaria a verdade pra mim?

Eu não sei mentir a você.

Então... foi você?

Temia a resposta.

Um silêncio, eu esperando. Ele fez que sim com a cabeça. Ao mesmo tempo em que senti decepção, eu senti o alivio. Ele estava dizendo a verdade.

Por que fez isso? – perguntei cautelosamente. – Sabendo que o pergaminho era importante?

Estava escrito nele que meu pai é um dos acusados de ter assassinado o ministro. Eu queria que ninguém soubesse disso. Então eu o peguei para tentar rasgá-lo ou tirar aquela informação de algum jeito. Depois eu ia devolver.

Mas seu pai não...?

Não! Meu pai não é assassino! Por que ele faria esse desfecho depois de tudo o que aconteceu a ele?! O problema é que as pessoas não querem saber da verdade realmente. Só do que lhes vêem aparente. Pela razão da minha família ter uma mancha negra no passado! Eu odeio isso...

Se seu pai não o matou, Scorpius – eu falei – ele não será julgado. A verdade vai prevalecer, sempre prevalece. Mesmo que demore. Vão descobrir quem matou o ministro, e se não foi seu pai, nada vai acontecer a ele. E se você confessar que pegou o pergaminho, não haverá conseqüências ruins.

Besteira.

Eu não podia discutir com aquilo. Mas decidi que deveria fazer alguma coisa. Ele precisava de ajuda, mesmo que não confessasse. Scorpius estava, entre os olhos, suplicando ajuda. Pedi para que me acompanhasse. Ele não perguntou onde estávamos indo, mas hesitou quando chegamos até a sala da diretora.

Você precisa dizer – eu disse quando paramos na frente da porta. – Se não quiser conviver com a culpa.

É só um pergaminho!

Que o senhor pegou. – A diretora McGonagall saiu de sua sala, como se já soubesse que estávamos ali. – Como ousa fazer uma coisa dessas, sr. Malfoy? Isso é um caso extremamente preocupante. Não é a primeira vez que faz isso. E não é a primeira vez que nega ter sido você. Devemos estabelecer algumas providências.

Quando será a detenção? – ele perguntou.

Detenção? Não haverá detenção.

Eu vou ser expulso? – Scorpius achou engraçado. – Expulso por causa de um... pergaminho?

Vamos conversar na minha sala. Acompanhe-me. Srta. Weasley, pode voltar para a sua sala comunal.

Antes que eu saísse, Scorpius me puxou para perto dele.

Eles vão me expulsar... – murmurou.

Não, não vão. Ela só quer conversar com você – eu o tranqüilizei. – Diga a verdade sobre tudo, como se fosse para mim.

Então ele se afastou, acompanhando a diretora, como se seu destino estivesse nas mãos delas.

Mas nada aconteceu. Apenas deram chances a Scorpius, e ele soube aproveitá-las de alguma forma, pois mais nada fizera em relação aquilo. Ele não fora expulso, nem levara detenção. Mas a Sonserina havia perdido cinqüenta pontos. Naquela época, o verdadeiro assassino do ministro foi revelado, e Draco Malfoy saiu ileso da situação. Mas Scorpius, profundamente, estava arrasado. Arrasado consigo mesmo a tal ponto que chegou finalmente a me pedir ajuda. Eu achei aquilo tão estranho, tão não-Malfoy. Abraçava-me com intensa realidade. Eu o fazia sentir bom o suficiente para não ferir nem a ele próprio, e ele não queria que aquilo continuasse acontecendo.

Em cada abraço dele, parecia que eu me queimava. Sentia-me masoquista demais quando ele envolvia com força seus braços em meu corpo; aquela sensação de calor deixava-me ansiosa, no desejo de senti-lo todas as vezes que ele estava por perto. Encaixávamos perfeitamente um no outro, e eu adorava a perfeição. E ficava admirada. A adoração de poder acariciar suas costas e protegê-lo de alguma forma enquanto ficávamos abraçados. Protegê-lo da raiva que ele sentia quando estava sozinho.

Acho que era por isso que eu o amei. Ele me desejava, para tentar ser o que queria mas não conseguia ser. Ele não dizia, mas precisava de mim. Eu o amei porque, pode parecer estranho, ele precisava ser amado.

Desde quando tem medo da água? – ele perguntara uma vez. Estávamos sentados de frente para o outro, sobre a ponte de Hogwarts, encostados em cada pilar. Adorávamos aquele lugar, uma das poucas coisas que tínhamos em comum. Era silencioso e não havia muita gente que passava por lá. Scorpius costumou me levar para ficar olhando o lago de Hogwarts, e lá pelo horizonte as montanhas.

Não tenho medo da água realmente – falei. – É mais do desespero que eu sinto quando percebo que não consigo alcançar a superfície da água, depois que entro nela. É meio diferente.

Você já afogou?

Não.

Então não precisa temer esse desespero. Você é corajosa o suficiente pra controlar isso. – Ele ficou um tempinho pensando. De repente se levantou, e me ofereceu uma mão. – Venha.

Eu não soube bem o que ele queria. Perguntei aonde ele ia me levar, mas não recebi resposta alguma. Saímos apressados da ponte, até que ele me puxou pelo jardim, onde tivemos que passar correndo para ninguém nos ver. Naquele sábado de verão era ainda quatro horas da tarde, e Scorpius havia me levado até uma área desconhecida perto da floresta.

Olha – eu disse enquanto pisava cautelosamente na grama –, espero sinceramente que você não esteja me seqüestrando, o que eu acho uma coisa absurda. Mas essa floresta é meio que restrita e a gente não pode entrar aqui.

A floresta era restrita – ele me corrigiu, orgulhoso. – Há muito tempo atrás. Então não estamos violando nenhuma regra, relaxa.

Se aparecer uma aranha gigante e comer todos os seus ossos, eu vou dar muita risada.

Uuuuh! – ele riu, enquanto ainda me fazia seguí-lo por um caminho estreito. – Não vamos encontrar nada de assustar, só vamos nadar.

Nadar? Você é maluco. Nem tem um...

Antes que eu negasse que houvesse um lago ou até mesmo um riacho, eu me calei. Exatamente por ver um ali há poucos metros. Quando subimos um pequeno morro observei que caía uma cachoeira nas águas fundas do riacho. Espreitei em direção aquilo, eu nunca soube que havia uma espécie de outro lago secreto em Hogwarts. Mas, como sabemos, Hogwarts era cheia de surpresas.

Tirei minha atenção do riacho quando percebi que Scorpius estava arrancando a própria blusa, sobrando apenas a calça jeans preta no corpo.

Só voltei a respirar assim que o vi pular o morro de uma altura de dois metros, até mergulhar no lago. Achei bem engraçado quando ele emergiu da água e, sorrindo, mandou eu pular também.

Opa! Calma, que eu até vou tirar minha roupa antes – falei sarcasticamente.

Eu não vou reclamar. – Ignorando meu olhar, ele nadou até a margem e saiu da água. Subiu o morro de novo, e eu achando debilmente que ele ia desistir, fiquei parada só para analisar a figura dele, e o efeito que o Quadribol fazia com os garotos daquele castelo.

Mas então percebi que ele se aproximava, com uma expressão marota.

Não – eu soltei uma risadinha, me afastando. Mas ao mesmo tempo querendo não ir embora. Caramba, aquilo era perigoso.

Você vai pular sim.

Não. Não! – ele colocou seu braço nas minhas pernas, e me carregou. Eu soquei o peito dele, tentando me desvencilhar. Ele fazia careta.

Putz, como você é gorda!

Idiota, me coloca no chão.

É melhor você se segurar em mim. Se não quiser se afogar.

Antes que eu pudesse reagir, ele já havia me levado até a beira do morro e pulado comigo na água. Eu soltei um gritinho, lembrava. Por sorte, a água não estava gelada, mas totalmente fresca. Mesmo assim eu acabei me segurando firmemente nele, mais pelo desejo de senti-lo perto de mim do que pelo desespero iminente de me afogar, o que naquelas circunstancias era impossível, já que o lago não era tão fundo. Scorpius garantiu que eu estava segura, e juntou meu corpo ao dele, enquanto a água auxiliava mais naquilo. Então eu não me preocupei.

Ah... – eu sorri, enquanto tirava o cabelo molhado do rosto. – Não foi tão ruim assim.

Nunca se arriscou dessa forma, creio eu – ele falou, voltando a expressão séria.

Nunca.

Jamais alguém, muito menos um garoto, me levara para aquele canto, nem mesmo puxara meu corpo até o dele, nem mesmo me olhara de um jeito que me fizesse sentir desejada. Nem mesmo houvera outro que me deixasse tão desnorteada, sem controle, como Scorpius estava me deixando naquele momento. E ele nem fazia esforço, era só o fato de que sua respiração também estava acelerada. Eu sentia a pulsação dele batendo contra o
meu peito, por causa dos nossos corpos que estavam colados.

Ele segurou meu rosto para puxá-lo até o dele, então seus lábios tocaram os meus, e o arrepio me alcançou, causando uma espécie de queimadura. A sensação multiplicou-se assim que ele entreabriu a boca para levar sua língua até a minha, e depois eu sentia que podia corresponder a qualquer movimento dos lábios deles. O gosto dele misturado ao da água, quase como no nosso primeiro beijo, sufocava-me. Mas aquele estava muito mais urgente, ardente, exaltado, enlouquecido.

Ele mordiscou meu lábio e então arquejei a procura de ar. Mas fiz aquilo levantando o pescoço, expondo-o para que Scorpius começasse a beijá-lo, roçando sua língua ali. Suas mãos, na água, mas arrastando-se por todo o meu corpo, simplesmente seguraram minha blusa e eu a senti sendo levantada, e tirada. Parecia que minha pele pedia para ser tocada. Ele passou os lábios no meu queixo, enquanto sua mão direita segurava minha perna esquerda entrelaçada na sua cintura, e talvez sua outra mão contornava o meu corpo.

Eu achei que ia perder o controle. Já estava perdendo, deixando-o fazer aquilo. Mas eu era estupidamente racional mesmo num momento daqueles, mas o que realmente me fez parar foi quando Scorpius voltou a me beijar na boca de uma forma agressiva, mas na realidade era pelo fato de ter começado algo que na minha cabeça não deveria acontecer tão cedo. E eu voltei a pensar.

Espera, Scorpius. – eu pedi, colocando dois dedo entre nossos lábios. Angustiado por ter sido interrompido, ele franziu a testa olhando para mim. – Eu sei que está acostumado... com aquelas outras garotas... que trocariam tudo pra ficar assim com você sem camisa... mas calma aí.

Tirei calmamente suas mãos que seguravam minha perna, e me desvencilhei um pouco dele para recuperar o fôlego. Então eu disse:

Não estamos nem juntos.

Não? – ele pareceu achar aquilo estranho.

Você não mencionou nada sobre isso. Não que eu ache que você é do tipo que menciona...

Achei que esse beijo mostraria alguma coisa.

Mostrou que queria arrancar minha blusa – falei, olhando para ela oscilando na água ali do lado. – E conseguiu. Mas acho que deve ser o costume. – Eu não estava zangada. Perguntei displicente: – Quantas já vieram aqui com você?

Uma – ele respondeu como se o obvio estivesse bem ali. – Você está se comparando com as outras garotas?

Não vai me dizer que você nunca chegou a...

Já – ele respondeu antes que eu terminasse a pergunta. – Mas e daí? Depois eu enjoava delas com facilidade.

Ah, claro. – Eu vesti minha blusa, e de alguma maneira eu consegui me aproximar de uma rocha e me apoiar nela até sair do lago. Scorpius me seguia.

Você liga pra isso? – ele perguntou quando alcançamos o morro, estávamos encharcados. – Quero dizer, se eu já ou não tive outras.

Eu não ligo – falei com sinceridade. Não ligava mesmo. – Você pode ficar com quem você quiser, Scorpius. Se eu me intrometi nisso, a escolha não foi minha. Nem sua, creio eu.

De repente então ele pegou meu braço e me virou para que eu o encarasse.

Olha, eu não me importo se você se intrometeu. Eu queria que você se intrometesse.

Então terá que entender.

Entender o quê?

Falei tão depressa que nem mesmo eu acompanhei meus pensamentos:

Que eu não sou que nem elas, que eu gosto de você e que eu quero ficar com você e que eu nunca me senti assim e que ninguém nunca teve interesse em mim como acho que você está tendo de modo que eu me sinto ridiculamente assustada por isso e eu acho que qualquer coisa que fizermos tem que ser importante e... – Como aquilo era ridículo para ele! Até sentia em sua expressão. – Tá, você não entende.

Scorpius deu de ombros.

Posso tentar.

Pisquei.

Essas duas palavras, vindo de alguém como Malfoy, era uma declaração. Eu conhecia o modo como ele tratara outras garotas, e o modo como tudo fora fugaz com alguma delas, e o modo como que para qualquer outro garoto aquilo seria difícil. Eu soube, de todas as formas, que Scorpius Malfoy me amou. Não havia dúvidas disso. Ficamos juntos tempo o suficiente para cada um ter certeza daquilo sem precisar de palavras.

Para o desespero das minhas amigas, eu tinha confiança em Malfoy. Não acho que, enquanto estávamos juntos naquela época, ele tenha me traído. E se tivesse eu descobriria, pois não havia fofoca que escapasse naquela escola. Afinal, como acham que todos descobriram que eu e ele, frutos proibidos, estávamos juntos? Infelizmente havia sido num momento de despreparo. E eu tinha a certeza que queria continuar com Malfoy para fazer os outros, a minha família, entender que eu queria tê-lo.

Eu achava que fazer aquilo valeria a pena. Lutar por ele, quero dizer. Não valeu a pena, mas não me arrependi também. Eu não me arriscara até ser deserdada nem nada, e mesmo que meus pais não aceitaram, ainda ficamos juntos, embora nos tempos de férias tínhamos que nos separar.

Minha mãe sempre me falava da importância de amar alguém, e o que isso poderia trazer na vida e blá blá blá. Ela falava da importância de se reservar para aquele que nos deixava convicta... e todas aquelas conversas de mães, as quais eu me alertava de escutar, e eu concordava. Scorpius tentou entender. Conseguiu.

O que demonstrou seu amor. Até um certo momento, porém.

Rose, esse é Gaspard, filho dos Swifts! – Uma vez meu pai me apresentou a Gaspard, um rapaz alto e moreno. Vira que ele tinha uma pequena rosa agarrada à mão direita quando desci às escadas para atendê-los, e então ele a entrou a mim. Era a férias de verão do sétimo ano, meus pais convidaram uma família para jantar no aniversário do Hugo e então fui apresentada ao filho mais velho do casal, como se ele fosse meu pretendente. Como se estivéssemos vivendo no estilo um século atrás ou algo assim.

Oi – eu falei, cumprimentando-o gentilmente.

Ele era alegre, sorria animadamente e me entregou a rosa com muita educação. Eu ouvi toda a história dele de como ele fora o melhor aluno da escola de bruxaria da Irlanda e como ele havia sido tricampeão de xadrez de bruxo. Sem contar que a família Swift era muito respeitada no Ministério, e meu pai adorava-os. Obviamente queria que eu me apaixonasse pelo Gaspard. Não que eu tivesse tentado, nem ao menos tive o trabalho de parecer legal o suficiente para Gaspard me querer.

Mas, enquanto passava as férias com a gente, viajando conosco, ele sempre dava um jeito de ficar a só comigo, pra tentar alguma coisa. Estávamos numa loja do Beco Diagonal, quando ele comentou:

Você é muito bonita, já te falaram isso?

Obrigada – sorri. Por dentro, querendo estrangular meu pai por colocá-lo ali nas férias.

Quando Gaspard passou as mãos no meu cabelo, segurei o pulso dele com educação e, um pouco sem-graça, afastei-me e disse:

Olha, agradeço e adoro sua gentileza, mas...

Desculpe – falou. – Se ultrapassei qualquer limite. Mas eu... quero ficar com você. Estou desesperado. Porque o amor é como uma criança: deseja tudo o que vê.

Ele já veio pra cima de mim, e eu me desviei, com um riso seco no rosto.

Será que eu vou ter que te lembrar que eu tenho um namorado?

Como não vejo anel algum no seu dedo, presumo que não seja nada demais entre vocês dois.

Dei outra risada, de mim mesma, por ter sido boba a pensar que Gaspard realmente iria se importar com aquilo.

Veja – falou, pegando minha mão e me mostrando o espaço vazio onde deveria estar um anel brilhante. – Ele nem ao menos te fez o favor de lhe dar um anel, mesmo namorando.

Eu não preciso disso.

Aposto que ele deve ter o máximo de fortuna, mas prefere gastar com sapatos e coisas supérfluas para ele mesmo, do que lhe dar um anel ou um colar. Ah, por falar nisso... – Gaspard colocou as mãos no bolso e tirou de lá um colar. Realmente caro. Realmente brilhante. – Aceite. Comprei numa das lojas do Beco Diagonal agora.

Fiquei olhando para ele. Meu Deus, eu estava começando a achar que o cara era meio maluco. Já aparecia para mim entregando-me poemas e cartas, citando frases de Shakespeare e dizendo o quanto adoraria ser um trouxa e viver a vida deles por algum tempo.

Agora... um colar?

Gaspard, meu querido – eu falei, preocupada. Quero dizer, eu conhecia meu pai, e ele não faria nada para que Gaspard ou qualquer outro comprasse um colar caro para me conquistar. – Guarde isso agora mesmo. Eu não vou aceitar, sinceramente. É absurdo.

Não seja boba. Aceite, é um presente meu. Não custou tão caro, cinco galeões se me perguntar.

Scorpius apareceu de repente atrás de mim, as mãos dele estavam no bolso da calça e ele olhava pacientemente para Gaspard. Depois para o colar. Eu fiquei aliviada ao vê-lo por ali no Beco Diagonal, principalmente porque fazia duas semanas que não nos falávamos. Gaspard segurava minha mão, e então talvez eu decifrasse aquela expressão de Scorpius como uma zangada.

Que tenso – exclamou Gaspard, após um tempo silencioso. Eu tirei minha mão da dele.

Eu estava falando com seu primo por ali – Scorpius disse a mim, apontando sua cabeça para Albus que se afastava da rua com passos largos. Eu congelei. – Fiquei curioso em saber quem é esse, seu primo falou dele.

Gaspard Swift. – Gaspard estendeu a mão, que foi apertada. – E você?

Scorpius Malfoy.

Depois que eles se conheceram, Gaspard voltou a olhar uma loja de colares e anéis, deixando-nos a sós. Contei o que meus pais pretendiam com a hospedagem que deram a Gaspard, por causa da amizade que ele tinha com o Hugo também. Achei que Scorpius ia achar tão ridículo quanto eu, mas foi diferente.

Seu pai apenas quer alguém bom o suficiente para você, e para ele também – disse com a voz vazia. – Não o culpo por isso.

O que quer dizer?

Scorpius olhava para Gaspard dentro da loja, e disse rispidamente:

Olhe só para ele. Aposto que nunca roubou um livro na vida.

Scorpius então foi embora, deixando-me ali, sozinha.

Em Hogwarts que ele começou a ficar estranho e eu notar. Às vezes chegava a me evitar, mesmo querendo parecer sem-querer. E nem tínhamos feito nada que pudesse deixá-lo enjoado de mim! E quando conversei com Albus sobre minhas impressões, uma noite na biblioteca, ele disse como justificativa:

Ah, eu devo ter falado umas coisas pra ele.

O que você disse?

O que seu pai anda tentando dizer a você todos os dias, Rose. Que vocês não devem ficar juntos.

A gente sabe disso! Mas Scorpius nunca se comportou assim. Tem mais coisa...

Eu disse a ele – Albus parecia ressentido. Ultimamente ele andou tentando entender que eu gostava de Scorpius. Bastante. – Desculpe se for isso, mas eu disse a ele que ele estava “prendendo” você.

Não entendi nada.

Como assim?

Eu disse que Gaspard estava disposto a lhe dar um futuro melhor, não só economicamente mas que podia lhe fazer bem, muito mais do que o Scorpius faria. Porque nossa família prefere mais Gaspard do que ele...

ALBUS! – eu quase o estrangulei. – Por que você disse isso!?

Ah, Rosie! – Albus se irritou. – Até parece que Scorpius liga para o que eu disse. Ele nunca acredita no que eu falo. E não é novidade para ele isso, é? E falei só para irritar, um tipo de vingança pelo que ele tinha feito com a minha vassoura de Quadribol no jogo passado.

Isso... isso... você não devia. Só devia ter ficado calado. Só isso.

Saí um pouco apressada da biblioteca e tentei encontrar Scorpius em todos os lugares possíveis. A sensação de que talvez Scorpius se importasse com o que Albus dissera tomou conta de mim de uma maneira ruim. Então eu precisava saber se era aquilo mesmo.

Perguntei a alguns colegas se haviam visto Scorpius pela escola. Disseram-me que ele estava na sala comunal da Sonserina. Eu não saberia entrar lá e precisava falar com ele. Mas por sorte, encontrei-o saindo da sala quando cheguei nas masmorras.

Qual é o seu problema? – perguntei. – Você nunca fala! Sempre fica aí reprimindo seus sentimentos, mas você nunca fala o que há de errado com você!

Isso não... interessa muito – ele disse baixinho. – Hum... é melhor você voltar para a sua sala.

O que Albus disse a você? Aquele dia? É por isso que está agindo assim?

Alguns alunos saíam da sala, esvaziando-a. Scorpius puxou meu braço e entramos na sala comunal da Sonserina.

Eu não gosto do Gaspard – enfatizei, sentando-me ao seu lado no sofá. – Você sabe.

Eu sei. Mas é porque você gosta de mim, não?

Gosto? – aquela palavra era tão grotesca comparada a tudo. – Scorpius, não é só isso.

Eu sei. – Ele parecia inquieto.

Olhe para mim. – Quando fui obedecida, prossegui: – Eu confio em você. Eu quero estar com você, e não com Gaspard ou qualquer outro que meu pai quer que eu fique. Achei que já tivesse deixado bem claro.

Scorpius tinha uma expressão indecifrável. Apoiei minhas mãos em cada lado de seu rosto e lhe dei um beijo. Na tentativa de fazê-lo acreditar que eu estava convicta, aprofundei. Ele não resistiu, contribuindo para o beijo ficar mais urgente. Parou de repente, afastou-se um centímetro para me encarar. Pegou minha mão e nos levantamos.

Ao subirmos uma escada, e Scorpius abrir uma porta revelando seu quarto, o qual ele não dividia com ninguém, meu coração disparou. Mas não tive tempo de pensar em muita coisa, eu sabia que era aquele momento, e que ninguém atrapalharia. Scorpius sentou-se na cama, e em pé fui puxada pela mão dele. Abaixei a cabeça para olhar seus olhos.

Ele atacou minha boca como se não quisesse perder mais nenhum segundo, cansado de ter que ficar me esperando. Sentei em seu colo, entrelaçando minha perna a sua cintura. A língua dele roçou meus lábios, depois meu pescoço e foi até minha orelha, ele a mordiscou e sussurrou no meu ouvido:

Eu quero você.

Acreditando naquilo, parei para ver novamente sua expressão. Lembro como notei que ele havia dito de uma forma excitante, pela razão de parecer que estava confessando um pecado, uma coisa que não deveria, que queria ter evitado. Mas que foi impossível.

Tantas vezes eu confundi o momento certo para aumentar o limite, que quando me ajeitei em seu colo, levantando minha blusa para arrancá-la, Scorpius pareceu surpreso, mal acreditando. Beijei-o levemente na boca, passando a mão pelo tecido da sua camisa branca. Tirei a gravata verde dele, depois abrindo um... dois... três botões da camisa que ele vestia até tirá-la de seu corpo. Scorpius inclinou-se quando beijei seu pescoço, torturando-o dessa vez, e seus braços ao redor me apertaram, me tocaram, como se não pedissem mais nada além da minha pele.

Até ali havia acontecido o que várias vezes já fizemos. A novidade naquele momento, porém, era o fato dos nossos corpos terem ficado logo mais tarde inteiramente colados, deitados na cama, e ele tirado minha saia, e eu a calça dele. Os toques de sua mão que me embriagavam, me queimavam; meus pensamentos mais racionais fora da minha mente. Corria o maior risco de sofrer por isso e eu nem fazia idéia! Como poderia adivinhar? Naquele momento, eu me entreguei a Scorpius de uma forma que não seria capaz de me entregar a outra pessoa. Estava pensando que jamais me arrependeria.

Pois me parecia o mais certo. Mas só me parecia. E então sei que me enganara muitas vezes nessa vida.





Meus olhos se abriram simultaneamente, revelando aos meus pensamentos que já amanhecera. Eu deveria estar lembrando dele? Estava deitada de lado na cama, um braço me envolvia com cuidado mostrando que ali ao meu lado havia alguém.

Josh acordou e apoiou-se com o cotovelo para me ver. Depois recebi seu sorriso. Eu lhe enviei outro, afagando um dedo em seu rosto. Perguntou-me a sensação de acordar ao lado dele, e eu lhe dei uma resposta. Esta que o fez sorrir outra vez, e me beijar. Fazer o que fizemos, outra vez.

Mas eu ainda pensava nele, mesmo sendo beijada por outro. E você deve estar me perguntando o por quê.

Eu já sabia de tudo.

Dias haviam se passado desde aquele breve reencontro entre Malfoy e eu, que não acreditei que seria o único, óbvio. Albus e Jenny haviam voltado, contado todas as novidades da lua de mel deles. Agora estavam morando em uma casa, a qual eu visitava todos os dias. Acho que passei a ficar mais naquela casa do que no meu próprio apartamento, depois que Scorpius passou a me “visitar”.

– Eu meio que voltei a morar em Londres. Pelo menos nesse período de férias – ele se explicou, numa manhã, quando deparei com ele no hall do hotel, sentado folgado no sofá. – E disse que nos veríamos outra vez, não disse? Aqui estamos.

Várias vezes ele tentou puxar um assunto, perguntando-me como estava indo meu trabalho, e o que eu andava fazendo. Na rua, não que ele ficasse me seguindo, mas quando me avistava, aproximava-se de mim. Principalmente acompanhava-me no parque, quando eu estava fazendo exercício e correndo pela área, como metade dos trouxas daquela cidade fazia no verão.

Isso mesmo, Scorpius estava passando as férias na cidade trouxa de Londres, onde eu morava.

E descobri que ele acompanhava a minha rotina. Sabia que toda sexta-feira a tarde, eu saía do apartamento e caminhava pelo parque. Porque nas duas vezes que fui, nos encontramos lá. E não era coincidência.

– Está sem resistência – Scorpius apontou, analisando-me, quando me sentei, exausta, na grama para descansar. Mas eu nunca descansava! Quando o vi se aproximar, aumentei o volume da música no fone de ouvido.

Eu tentava ignorá-lo de alguma forma, e só responder as suas perguntas como se ele fosse outra pessoa qualquer, que passou despercebida na minha vida. Mas eu acabava sempre lembrando de alguma coisa.

Quando eu soube de tudo, de todos os motivos que uma vez precisei saber, eu estava sozinha numa sala do prédio, durante a noite. Aquela sala era um aposento espaçoso e luxuoso onde sempre no final de semana algum artista aparecia para tocar piano ou outros instrumentos. Mas só havia eu por lá. Adorava aquele lugar, e tocar o piano. Pressionava as teclas suavemente, na procura de calma e sensibilidade. Fixei a atenção a musica que eu tentava tocar, mas de repente ouvi uma voz:

– Weasley.

Sem querer, meus dedos atropelaram e parei imediatamente. Esfreguei minhas mãos nas pernas, olhando para Scorpius:

– Você me assustou.

– Desculpe – aproximou-se. – Não pretendia.

– Ok, eu já vou sair. Já deve estar tarde. – Levantei-me, meio atrapalhada.

– Não, fique – ele ordenou. Reparei que ele segurou meu ombro para me fazer sentar novamente. – Não vai se encontrar com alguém agora, vai? Eu preciso falar com você. E não tampe os ouvidos.

Eu bufei.

– Vai, pode falar.

Só que ele pareceu me estranhar naquele momento, olhou-me como quem não me conhecesse. Finalmente o olhar que eu desejava receber dele! Mas não fiquei tão satisfeita como imaginei que ficaria. Ele franziu a testa, e perguntou:

– Isso foi minha culpa? Toda essa... indiferença?

– Achei que já soubesse a resposta.

– O que eu fiz a você, Rose Weasley? – a pergunta era retórica, reflexiva. Não exigia nada, ele se perguntava aquilo.

– Nada – eu dei de ombros. – Só conseguiu o que queria. Se livrar de mim, se é o que quer saber e não sabe.

Ele passou atrás do piano, com passos lentos. Soltou uma risada indecifrável, olhando-me. Por que tudo nele era feito em códigos? Comecei a cutucar uma tecla do piano.

– Nunca, jamais entendeu – ele comentou.

– Ahh! Então você esperava mesmo que eu entendesse porque você quis me deixar depois de tudo o que passamos, que a propósito, eu ainda lembro. Scorpius, eu nunca entenderia isso. Sabe, achava que ia viver com você para sempre. – Apertei sete teclas ao mesmo tempo, com força. O som ecoou todo o aposento. – Mas acabou destruindo tudo.

– Eu precisei.

– Huuuum! – agora levantei depressa, sem que ele me impedisse. Eu até dei uma risadinha. – Olha, ainda não sei porque você insiste em querer criar um elo entre a gente de novo, aparecendo aqui e seguindo-me em tudo quanto é lugar. Se quer desculpas, eu aceito. Numa boa, se te impede de dormir bem durante a noite. Satisfeito?

Então ele finalmente revelou:

– Por esses anos, por tudo o que apareceu pra mim e me distraiu, a única coisa que ainda lembro e que tenho certeza jamais ter dito a você é que eu não a queria. Satisfeita?

– Diga a verdade, e não o que eu quero ouvir.

– Eu nunca menti a você.

– Tem certeza? A gente poderia ter resolvido muita coisa, se você não resolvesse me chifrar. E não vem me dizer que precisava, isso não explica absolutamente nada.

Dessa vez eu saí. Empurrei a grande porta do lugar e andei pelo corredor. Girei os olhos quando o senti logo atrás de mim.

– Fiz aquelas coisas para a minha miséria. Olhe para mim, Rose Weasley! – ele aumentou o tom de voz e segurou meu braço para me fazer encará-lo de frente. – Não foi uma boa maneira terminar tudo daquele jeito – confessou Scorpius. – Eu não sabia como fazê-lo sem evitar sofrimento seu. Eu só desejava que você não me desejasse mais. Sempre teve acesso a coisa melhor, no entanto você estava presa a mim, e eu não podia permitir isso.

– Me solta.

– Você sempre mereceu coisa melhor do que apenas um pedaço de sonserino idiota e irresponsável, com quem não teria futuro algum. Eu nunca quis te abandonar, eu queria que você me abandonasse.

A voz dele estava cada vez mais perto de mim. Fechei meus olhos, o seco na minha garganta incomodando-me. Eu queria dar o fora dali.

Afaste-se
, afaste-se, afaste-se, eu suplicava em pensamentos. Mas ele não podia ouvi-los, e não havia palavras na minha voz que eu pudesse formular para impedi-lo de se aproximar mais com seu rosto.

– Calma – ele pediu, quando tentei me desvencilhar assim que ele veio com sua boca até o meu ouvido. – Não se preocupe, não ousaria fazê-la trair aquele que te faz bem de alguma forma. Embora meu desejo fosse beijá-la agora. A nostalgia predomina.

Fui tentar empurrá-lo, mas não ocorreu efeito algum. Onde estava a minha força naquele momento? Eu desejei a verdade todo aquele tempo. E lá estava ela. Mas que diferença aquilo faria agora?

– Por favor, não me encontre mais – eu pedi. – Não tente mais se explicar, não peça mais o meu perdão, só me deixe em paz. Você conseguiu o que queria, Scorpius. Eu estou bem sem você.

– Esse é o problema – ele sussurrou. – Você acha que está. Mas nenhum de nós está. O que fez meu plano falhar terrivelmente. Achei que viveria melhor sem mim, mas... Rose Weasley, ninguém vai roubar o meu lugar em você. Essa é a verdade. Eu só tenho que reconquistá-la outra vez. Eu ainda a desejo.

– Não. Se. Atreva.

Consegui me afastar e ir embora.

Eu não queria ser reconquistada. Não podia. Porque sabia que ele ia conseguir. Então achei que o único modo de fugir daquilo fosse me aprofundar em Josh. O único que acordara ao meu lado nas manhãs.

Mas eu devia saber, aquilo não interferiu em nada naquela vontade do Scorpius de reatar.




N/A: Ahhh, eu não podia transformar o Scorpius em uma pessoa cruel, né? Esse foi o jeito dele, pessoal, o jeito dele de deixar a Rose seguir a sua própria vida sem ele, já que não se achava digno de fazer parte dela também. Felizmente, o plano falhou. Scorpius quer concertar as coisas. Eu não vou dizer MAIS NADA, só espero que o capítulo tenha despertado essa impressão. Digam-me o que acharam! \o/

Meus agradecimentos vão à Leeh Malfoy, SEMPRE NÉ? (eu ri com essa do Scorpius sequestrar a Rose, achei uma ótima idéia ASHIUASHUISA e fiquei mto contente com seus elogios! e agradeço por tudinho, como sempre. *-* Espero que esse capítulo tenha recompensado o pequeno anterior. Tá aí! Beijão!) a CaahFabri (adoreei seu comentário, mto obrigada! Espero que depois desse cap, a impressão que tivemos do Scorpius tenha mudado!) e a Duda Pirini (Será que matei a curiosidade!!? Obrigada pelo comentário! Beijooos)

É isso, galera. Mil beijos, e té mais! :**

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Comentários: 1

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Enviado por Lana Silva em 25/12/2011

Aww*-* apaixonada por essa fic...O capitulo é tão perfeito que nem preciso tecer comentarios!

Nota: 5

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