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6. Em Hogwarts


Fic: Como perdoar um inimigo DM-HG Long


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 6


Em Hogwarts


 


 


Seus olhos passaram rapidamente pelas quatro listas. Estavam em ordem alfabética. Logo localizou seu nome na casa nomeada Black. Desceu até a letra W, mas não achou o nome que procurava. Não acredito..., foi até a letra P, e Harry também não estava na mesma casa que ela. Dos seus amigos da Grifinória encontrou apenas Simas e Neville. Contra sua vontade, desceu os olhos até a letra M. E estava lá, com todas as letras: Malfoy, Draco. Era realmente muito castigo para um dia só. Ao lado, os horários de aula. Com sua varinha fez uma cópia do pergaminho. Sentou-se no sofá e deixou a cabeça cair para frente. Pouco depois, ouviu passos e sentiu Ron sentando-se ao seu lado.


 


- Que cara é essa, Mione? Geralmente acorda de bom humor... – disse Ron beijando os lábios da morena.


 


- Não caímos na mesma casa... – ela olhou para ele. O olhar dele mostrou a decepção.


 


- Tem certeza? – perguntou com um fio de esperança, mas já sabia a resposta.


 


- Sim... Você ficou na casa Longbottom e Harry, ficou na casa Dumbledore... – deixou sua cabeça cair sobre os ombros do ruivo.


 


- Não acredito... Devem ter feito de propósito! – disse inconformado. Logo, viu Harry aproximar-se com o olhar desanimado.


 


- Já vi que não caímos na mesma casa... Pelo menos teremos as horas de treinamento para nos ver... – falou o rapaz com os olhos verdes chateados por ter que estudar no seu último ano afastado de seus amigos.


 


- Bom, não tem jeito mesmo... Vamos tomar café... – disse Hermione desanimada.


 


- Não fique assim, Mi! Quem sabe teremos aulas quando juntar alguma turma. – disse Ron andando de mãos dadas com a morena.


 


Hermione não respondeu. Já havia visto que não teriam aula juntos. Sentaram-se e a grifinória tentou espantar as últimas notícias. Quando estava acabando seu café recebeu um pergaminho entregue por um menino do primeiro ano.


 


<i> “Srta. Granger,


Preciso conversar assuntos da monitoria. Conto com a sua presença e a do senhor Malfoy hoje, na minha sala, às 19h30. A senha é </i> Todos os Sabores. <i> Sem atrasos.


Obrigada,


M. McGonagoll. </i>”


 


- O que é isso, Hermione? – perguntou Ron.


 


- Recado da diretora. Precisa conversar comigo e com o Malfoy na sala dela. – respondeu a garota brincando com uma torrada, ao invés de comer.


 


- Ué? Será algo da monitoria? Ela avisou que não teria monitor-chefe esse ano... – interrogou Ron confuso.


 


- Não tenho idéia, Ron... Bom, vamos que as aulas começam daqui a pouco e não quero chegar atrasada... – disse Hermione levantando-se, despedindo-se com um longo beijo na boca do namorado.


 


 


Draco acompanhava ao longe toda a movimentação da mesa da Grifinória. Ficou alegre com o bilhete recebido. Teria uma oportunidade de conversar a sós com Hermione. Com certeza encontraria a morena no caminho para a sala da Diretora. E ainda teve a sorte de cair na mesma sala que ela, talvez nem precisasse esperar até perto do jantar para desculpar-se.


 


Assim que viu a garota levantando, saiu da mesa indo na mesma direção. Porém, sofreu um atraso causado por seu colega Adolf.


 


- Ei, Draco, viu que caímos na mesma casa da amiguinha do Potter? – ele perguntou.


 


- Sim, vi. Isso é que começar o ano com o pé esquerdo. – ele disse olhando na direção em que viu a garota sumir. Tentou desviar, mas foi impedido.


 


- Andou exercitando-se? – essa pergunta fez com que o loiro encarasse o jovem à sua frente. Até para um sonserino, ele causava medo. Adolf Mayer era alguns meses mais novo que Draco. Foi educado dentro das mesmas idéias e concepções. A diferença é que o loiro sempre sentia remorso ao torturar pequenos animais nas suas aula de Arte das Trevas. Já, Adolf, adorava. Era um prazer para ele. Adolf tinha os cabelos lisos e grossos, bem pretos. Eram cortados ao estilo militar. A pele clara, realçava suas sobrancelhas negras e espessas, que quase se juntavam acima dos olhos. Tinha 1,80 e muitos músculos. Draco entendeu a pergunta. Sempre foi mais magro, esguio, mais baixo. Tinha muita destreza em escapar dos feitiços jogados pelo colega de casa, pois sabia que passaria dias na cama se fosse acertado. Porém, as coisas mudaram em poucos meses, Draco já ultrapassava em altura uns bons cinco ou seis centímetros.


 


- Sim. Precisei ficar afastado esses últimos meses e o exercício fez parte da minha rotina. – respondeu encarando o moreno.


 


- Soube que fugiu. Seu pai disse que andou escondido. Tem notícias dele? – ele perguntou cruzando os braços.


 


- Não. Isso é algum tipo de interrogatório, Adolf? – Draco perguntou em encarando o colega.


 


- Imagina... Só que ninguém ficou muito satisfeito com sua atuação. Eles querem algum tipo de informação para o plano ser concluído. – respondeu.


 


- Fiquei em vários lugares. Não tive contato com ninguém. Consegui roubar uma coruja assim que fugi e comuniquei ao meu pai. Depois disso, não tive mais nenhuma notícia. De absolutamente ninguém. – respondeu sem desviar o olhar. Sabia que o rapaz à sua frente estava tentando acessar sua mente. Draco lançava imagens distorcidas de locais comuns.


 


- Sei. Sua mãe sumiu também. Lucio não está muito satisfeito por ela ter interferido em suas ações... Pelo menos temos Snape do nosso lado que tem fornecido muitas informações.


 


- Minha mãe é uma fraca e não sei dela. Se não fosse pela interferência do Snape teria terminado minha tarefa – o loiro mentiu, ainda bloqueando sua mente e lançando imagens falsas. – Agora, acho que temos aula, certo?


 


- Certo. Vamos juntos... Ainda somos da mesma classe. – disse após observar o colega durante alguns instantes.


 


Draco xingou em pensamento. Deixou o ar entrar em seu cérebro ao perceber que não estava mais sendo “lido”. Chegaram à sala e Draco observou que Hermione estava sentada ao lado de Simas. Seguiu ao lado de Adolf e viu que o garoto dirigiu-se para a mesa logo atrás da dupla de grifinórios.


 


- Por que quer sentar bem aqui? – Draco perguntou em voz baixa.


 


- Para encher o saco da sangue-ruim... – respondeu.


 


A aula ainda não havia começado, então Adolf cutucou Hermione com a ponta da varinha. Sem saber de quem se tratava, ela virou para trás e bufou assim que se deu conta.


 


- Ei, sangue-ruim, não desistiu mesmo de voltar, né? Saiba que seu destino é o mesmo do diretor caquético. – provocou. Draco observava tudo calado. Deu um sorriso falso, ninguém poderia desconfiar.


 


- E eu espero que seu destino seja o mesmo da sua mãe – respondeu a morena piscando. No ano anterior, a mãe de Adolf havia recebido um beijo do dementador por tentar fugir de Azkaban. Na hora que ouviu essas palavras ele apontou a varinha para Hermione. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Simas virou para trás rapidamente e desarmou o inimigo, sem usar a varinha. Adolf espantou-se com o movimento ligeiro. O irlandês ouvia a tudo calado. O sonserino estava sentado atrás dele, falando, dessa forma, na diagonal com Hermione.


 


- Acho bom – Simas disse com varinha do outro em sua mão – ter mais cuidado para onde aponta sua varinha. E acho também que deveria aprender a segura-la... Matéria do primeiro ano, Mayer. – Simas devolveu a varinha. Antes que o outro pudesse fazer qualquer coisa, o professor Binns entrou na sala. Hermione agradeceu o amigo com um olhar e virou para frente, prestando atenção em tudo que era dito. Anotava tudo que achava importante para auxiliá-los na busca pelas horcruxes. A sala estava muito abafada e Hermione com o cabelo solto. Então, ela segurou o cabelo e fez um coque.


 


Draco estava bem atrás da grifinória. Ele achava essa aula muito chata. Precisava lutar contra o sono e o calor. Não sabia o que estava tornando a sala tão quente. Olhou ao redor e viu que muitos se abanavam. Os que estavam acordados. De repente sentiu uma rápida brisa vindo em sua direção. Uma brisa perfumada. Olhou para frente e viu que Hermione estava arrumando os cabelos. Viu que com um feitiço ela os prendeu em um coque. Apenas alguns fios estavam soltos. Eles estavam colados na nuca suada da garota. Teve um ímpeto de pegar aqueles fios para que se juntassem aos outros. <i> Deixa de besteira! </i> Ele pensou sacudindo a cabeça.


 


A aula acabou e Draco fez de tudo para enrolar e sair por último. Queria uma chance para falar com Hermione. Ela nem havia olhado para ele. Porém, desistiu, minutos depois, quando viu que Simas estava ao lado dela.


 


O dia passou bem rápido, nem no almoço Hermione conseguiu encontrar-se com Ron. Não suportava mais os olhares lançados por Adolf. A alegria era ter Simas e Neville como companhia. Os dois rapazes revesavam-se para sentar ao lado dela. Logo no primeiro dia, Longbottom foi muito elogiado pelos professores. Estava mais atento e menos, muito menos estabanado.


 


Hermione jantou mais cedo, já que teria um encontro com a diretora. Queria chegar lá antes e evitar encontrar Draco pelo caminho. Assim que estava terminando Ron chegou dando um beijo no alto de sua cabeça.


 


- Oi, amor! Nem nos vimos hoje – disse o ruivo abraçando-a.


 


- Pois é... E hoje é só primeiro dia. Vamos ver se amanhã conseguimos almoçar juntos.


 


- Pelo menos temos o jantar... – disse Rony servindo-se. Parou quando viu o rosto da namorada.


 


- Não... Eu já estou terminando. Tenho aquela reunião com McGonnagoll.


 


- Ah, é mesmo... – ele disse murchando.


 


- Bom, não deve ser nada demorado! Encontro com você no salão comunal, ok? – a resposta foi uma aceno de cabeça. Hermione havia reparado que Draco olhara para mesa dela algumas vezes. Resolveu sair quando ele estivesse distraído e logo isso aconteceu. Despediu-se novamente dos amigos e saiu correndo.


 


Draco não estava mais agüentando o mesmo papo sem sentido. Adolf só sabia falar sobre a guerra e em como o Lorde triunfaria. Pansy conversava com outras garotas sobre futilidades. Crabbe e Goyle olhavam com cara de paisagem. Voltou seu olhar para a mesa da Grifinória e notou que quem procurava já não estava mais lá. Levantou-se rapidamente e Pansy, perguntou:


 


- Onde está indo, Draquinho?


 


- Tenho uma reunião com a chata da diretora. Encontro com vocês mais tarde. – saiu correndo. Passou pelos corredores correndo muito e desviando de vários estudantes que só não xingavam por saberem que era Draco. Chegou à estatua e não encontrou a Granger. Esperou alguns minutos e nada dela aparecer. Decidiu subir senão chegaria atrasado e não teria nenhuma desculpa para inventar para a diretora.


 


- Todos os sabores – disse num fio de voz. Chegando lá em cima encontrou Hermione sentada. Ela nem virou para ver quem havia acabado de chegar.


 


- Oh, senhor Malfoy, sente-se. Hermione chegou um pouco mais cedo. Estávamos a sua espera... – disse a diretora. <i> Espertinha, tentou escapar de mim... Na hora da saída não haverá escapatória. </i> - Bom, chamei vocês aqui para falar sobre a AD. Como sabem os treinos continuarão.


 


- Sim, professora, mas Harry não será mais responsável por ensinar-nos?


 


- Não, querida. Vocês precisam treinar feitiços avançados... Não dá mais para aprenderem só com Harry por melhor que ele seja. O professor Connery ficará hospedado aqui, sob um disfarce. Ele aperfeiçoará o treinamento de vocês em Defesa Pessoal. As aulas com Lupin, Moody e Tonks também voltarão. Precisam estar preparados e lutar com o que tiverem, entenderam? – eles concordaram calados – Escolhi conversar com os dois, pois são os mais organizados e aplicados em sala. Seriam escolhidos monitores-chefe esse ano. – Hermione sorriu orgulhosa de si mesma – Quero que criem um calendário de treinos. Essa é uma lista – e entregou um papel nas mãos de Hermione – com mais nomes que podem chamar para fazer parte dos treinos. De forma alguma essa notícia pode vazar. Temos que manter sigilo sobre o nosso treinamento e, principalmente, sobre a aliança de Draco conosco.


 


- Já estou cuidando disso, diretora. Ninguém desconfia. Adolf Mayer tentou ler minha mente hoje após o café, mas ele não conseguiu acessar. Assim que eu tiver notícia de qualquer movimentação por parte dos Comensais ou de Voldemort, aviso vocês.


 


- Ótimo, ótimo. Você sabe bem Oclumência? – ela perguntou.


 


- Fui ensinado por Snape e minha mãe desde os cinco anos. – pela primeira vez Hermione virou-se para o lado, encarando o perfil de Draco.


 


- Então ficará responsável por ministrar essa aula. Hermione já sabe um pouco, mas precisa de mais treinos. Sabe fazer um bom uso do <i> Legilimens? </i> – ele assentiu – Ótimo. Será bom para praticar nos estudantes.


 


- Diretora, desculpa a interrupção, mas não acha arriscado, Malfoy lendo nossos pensamentos? – Hermione perguntou não concordando com a idéia da professora. A professora respirou fundo, arrumou seus óculos e respondeu:


 


- É nossa única alternativa. E tenho certeza que Malfoy não faria nada com aquilo que ele observar. Não é mesmo?


 


- Claro. A minha palavra foi dada. Estou ao lado da Ordem.


 


- Reunião terminada. Quero o calendário pronto até depois de amanhã. Usaremos uma sala do terceiro andar para o treinamento. Já está ampliada e com tudo o que necessitarem para o treinamento. – continuou a diretora. – Escolhemos esse andar por ser proibido. Ninguém irá nos incomodar por lá. Assim que escolherem as novas pessoas que participarão da Ordem, quero uma lista. Filch já está avisado sobre nossos treinos e não poderá punir nenhum de vocês por estarem lá. Acho que é só. Agora dão licença que preciso descansar. – a animaga percebeu que Hermione faria uma pergunta e logo cortou – Não responderei mais nada agora. Na próxima reunião continuamos a nossa conversa. Quero tudo pronto até depois de amanhã. Sem reclamações – disse olhando para o loiro. Boa noite. – e saiu em direção aos seus aposentos no fundo da sala.


 


Hermione virou-se e antes mesmo que a escada descesse, ela pulou para baixo. Draco admirou-se pela rapidez e agilidade, mas logo saiu correndo atrás dela.


 


- Granger, espera! – ela acelerou a corrida – Não me faça lançar um feitiço, Granger. Pare! – Vendo que ela diminuía a velocidade, logo a alcançou – Preciso falar com você. – ele disse. Ainda de costas ela falou:


 


- Mais alguma piada para acrescentar? Ou vai continuar o pensamento do seu amigo?


 


- Não é seguro falarmos aqui. Entre nessa sala. – ele abriu uma porta. Era a mesma sala que entraram dois meses atrás, esperando notícias da Ordem. Ela entrou depois dele, mas continuou de costas. Draco fechou a porta e lançou um feitiço para trancar e impedir qualquer um de ouvir o que se passava ali. – Não venha com ironias que elas não combinam com você, Granger. – ao ouvir as palavras do loiro ela virou-se.


 


- Como se me conhecesse para saber o que combina ou deixa de combinar comigo... – ela sentou-se na primeira cadeira que encontrou. Draco pegou uma outra e colocou de frente para a morena.


 


- Olha... Tudo na minha vida mudou muito rápido. Num minuto estava com uma varinha apontada para Dumbledore e no outro estava envolvido com a Ordem. – Draco começou dizendo, escolhendo quais seriam as melhores palavras – A minha vida foi um inferno nesses dois meses de treinamento, mas também aprendi muitas coisas. Sempre fui educado para ser quem eu sou. É muito difícil separar-se disso. Estou matando o Malfoy dos anos anteriores – ela levantou a cabeça e encarou aqueles olhos pela primeira vez. Draco sustentou o olhar por alguns instantes, mas depois desviou.


 


- Imagino o quanto deva ser difícil, Malfoy. No entanto, quando tentei ajudá-lo, você continuou com suas humilhações. Não precisava ter falado o que me falou...


 


- Eu sei, mas não estou acostumado a receber ajuda. Desculpa, ok? – ele perguntou buscando os olhos dela que miravam o chão. Hermione olhou-o nos olhos, ele desviou novamente.


 


- Tudo bem. Parece estar sendo sincero. – estendeu a mão – Paz, ok? Passaremos mais tempo juntos esse ano. Vamos tentar fazer isso com calma e inteligência. Precisamos estar juntos para acabar com essa guerra. – A mão estendida na direção do loiro. Draco mirava a parede e aceitou o gesto. Estendeu sua mão.


 


Saíram da sala em silêncio. Eles olhavam para frente sem trocar nenhuma palavra. Depois de algum tempo, Draco perguntou:


 


- Weasley ficou muito bravo por não caírem na mesma casa?


 


- Sim, na verdade ficamos chateados. Eu meio que já esperava isso...


 


- Sério? Por quê? – ele perguntou olhando para o perfil da garota.


 


- Ah,... Imaginei que separariam nós três. Eu, Ron e Harry. Acho que para observar estudantes de outras casas, encontrar aliados ou inimigos. Conquistar as coisas aos poucos, sabe? – ela perguntou parando.


 


- Não sei se entendi, afinal já conhecem muita gente... Por que parou? – Draco comentou observando que a garota havia parado.


 


- Porque o caminho para Grifinória é entrando nesse corredor. Boa noite, Malfoy. – disse Hermione estendendo a mão novamente.


 


- Oh, verdade. Boa noite, Granger – retribuiu o gesto e seguiu reto para pegar o caminho em direção às masmorras.


 


<hr>


 


No dia seguinte, Draco consegue, discretamente, marcar um encontro com a garota para decidirem sobre os horários de treino e a lista de mais convocados.


 


- Bom, acho que devemos treinar de segunda à sábado. Domingo, podemos montar um grupo de estudo o que acha? – Hermione perguntou. Eles estavam sentados à mesa. O local era enorme e devia ocupar boa parte do terceiro andar. Contava até com uma biblioteca com livros avançados. Hermione já havia separado alguns para ler. Tinha um pergaminho na mão e a pena na outra. – E os treinos de Oclumência depois do Natal.


 


- Como assim “grupo de estudos”? – ele perguntou.


 


- Para um poder tirar dúvida do outro. Por exemplo, se eu quiser me aperfeiçoar em oclumência, marco um horário com você. Se alguém, tiver dificuldade com o Patrono; aulas com Harry,... E por aí vai.


 


- É uma boa idéia... E você, Granger, daria aula do que?


 


- Não sei... Feitiços simples sem varinha... Ou Defesa Pessoal. – ela disse encolhendo os ombros. - Acho que nós podemos decidir isso.


 


- Certo. E sábado podemos treinar até o horário do almoço. Depois disso, os estudantes ficam livres para estudar a matéria desse ano. – Draco sugeriu.


 


- Nossa! É verdade! Ficaremos malucos... Nem sei como daremos conta disso...


Bom, mas vamos escolher novas pessoas... – Eles passaram os olhos pela lista lendo o nome de cada um. Hermione continuou: - Acha que mais alguém da Sonserina estaria interessado em participar?


 


Draco riu abertamente. Sinceramente.


 


- Granger, você confiaria mesmo em mais alguém de lá? – ele peguntou incrédulo com a sugestão dela.


 


- Ah, sei lá... Só uma sugestão. Se você mudou... – ela ficou envergonhada com o comentário.


 


- Obrigado pelo voto de confiança, mas vamos dar uma olhada nas outras casas. Mais seguro. Que acha das gêmeas Patil? – perguntou olhando para Hermione.


 


- De confiança. Podemos chamá-las. E os irmãos Creevey também. Esse Zacarias é um pentelho! Está fora, definitivamente.


 


- Não podíamos esperar outra coisa de um integrante da casa Lufa-lufa. – Ele notou a cara de contrariada que ela fez e calou-se.


 


- Tem a Carol Vane, por falar em Lufa-Lufa. É uma ótima aluna. O que acha? – ela perguntou olhando o nome.


 


- Acho que é de confiança. Ela é nascida trouxa e já a vi realizando feitiços. Aprende rápido. Tem também esse John Fowl. Era amigo de Cedrico, lembra?


 


- Sim, foi um dos únicos a acreditar na versão de Harry e Dumbledore. – ela disse anotando o nome do garoto. - Acho que não precisamos chamar mais ninguém... Melhor poucos de confiança, há muitos...


 


- Tem razão. Agora precisamos organizar os horários de aula. – disse o sonserino puxando um pergaminho. – Acho que podemos marcar Defesa Pessoal duas vezes por semana. É onde a maioria tem mais dificuldades.


 


- Concordo... Duas aulas seguidas? – perguntou Hermione


 


- Isso. Puxar o treino deles. Podíamos treinar duas horas por dia, acha pouco? – Draco olhava para do pergaminho para a expressão de Hermione.


 


- Parece tão pouco duas horas... Só que não temos muita opção... Que tal três? Não atrapalharia quem tem que fazer ronda... Das 19h às 22h. Nós temos boa parte dos Monitores aqui, podemos dar um jeito de escolher o local da ronda.


 


- Ótima idéia! Sábado das 7h ao 12h – Ele dizia enquanto anotava, após a confirmação de Hermione que apenas acenava com a cabeça – Domingos podemos fazer nesse horário também, aí cada um se organiza. Horário que precisará assistir alguma ou dar alguma aula específica. - escreveram tudo e Hermione fez uma cópia. Jogou um feitiço e as palavras sumiram. Depois passou a varinha pela lista de nomes da nova AD e tornou a passar a varinha no pergaminho com os horários dos treinos. Draco observava tudo calado e quando Hermione levantou e começou a juntar suas coisas ele disse: - Que feitiço usou?


 


- Já pensou se alguém pega esse pergaminho com você? Por mais que diga que seja algo “roubado”, eles saberão do nosso treino. Assim não há problema, apenas os nomes que constam nessa lista poderão enxergar as palavras escritas. – ele olhou espantando, escondendo sua admiração. – Pegue o seu. – ela aconselhou apontando para o pergaminho dele que estava sobre a mesa, já enfeitiçado. Assim que ele tocou, as palavras surgiram. Quando soltou o pergaminho, as palavras apagaram.


 


- Até que às vezes você tem boas idéias, Granger. – ele falou, sem perder seu olhar superior.


 


Hermione continuou organizando suas coisas quando percebeu que Draco continuava parado: - Não vai organizar suas coisas, Malfoy?


 


- Não, vou aproveitar para treinar um pouco. – ele disse, ainda sentado.


 


- Gostou das roupas novas? – ela perguntou percebendo que usava uma camiseta preta com uma calça azul escura, que ela havia escolhido.


 


- Sim. Obrigado por ter indicado boas lojas para Tonks. - ele agradeceu levantando-se.


 


- Não tem nada para agradecer – ela sorriu de lado, o que passou despercebido pelo loiro que foi para o outro lado, mas sem se afastar muito. Hermione virou-se para pegar mais um ou dois livros. Foi quando viu Draco, tirar a camiseta. Hermione não conseguiu disfarçar. O movimento foi rápido, mas a garota observou cada detalhe. A camiseta subindo e mostrando o abdômen, definido. Nada exagero, no entanto. O peitoral surgiu em seguida mostrando os pêlos bem claros. Quase da cor dos cabelos. Depois ele amarrou os cabelos fazendo um rabo, foi quando percebeu que Hermione o observava. Finos fios da franja despenteada caiam sobre seus olhos.


 


- Se quiser, conjuro um babador, Granger. – disse rindo.


 


Hermione saiu do seu estado semi-hipnótico e, sem saber o que dizer, mostrou a língua. Juntou rapidamente suas coisas e saiu correndo daquela sala. Foi o mais rápido que pôde até o Salão Comunal. Queria encontrar Rony. Chegou lá e o encontrou dormindo no sofá. Deixou suas coisas na mesa e aproximou-se vagarosamente.


 


- Ron, acorda... – ela falou aos poucos, enquanto passava as mãos nos cabelos dele.


 


- Ahn, Mione... Desculpe... Peguei no sono... Que horas são? – ele perguntou totalmente sonolento. Sentando-se de forma mais reta.


 


- Já passa das 23h... Tínhamos muita coisa para organizar e eu perdi totalmente a noção das horas. Desculpe. – disse beijando o namorado.


 


- Sem problemas. Malfoy te provocou ou fez algo? – ele perguntou passando a mão pelos cabelos da morena.


 


- Não, ele comportou-se muito bem. – ela disse tentando afastar a última imagem que tinha do loiro.


 


- Vou jogar uma água no rosto e já volto, ok? – disse levantando-se.


 


- Não, não se preocupe. Está morrendo de sono e eu também. A partir de amanhã os treinos serão puxados. Horários inclusive aos finais de semana.


 


- Certo. Encontro com você no café, então.


 


- Combinado, Ron. Descanse bem. – despediram-se com um beijo. Hermione pegou seu material e assim que trocou de roupa e deitou na cama, dormiu.


 


Hermione encontrou com Ron ainda no salão comunal e caminharam de mãos dadas, contando sobre as aulas. Hermione contou sobre o pré-planejamento que havia feito juntamente com Malfoy. Ele encheu a namorada de beijos, orgulhoso por ela.


 


Logo que possível, ela marcou uma reunião com a diretora na hora do almoço. Draco foi avisado e encontraram-se na hora marcada. Explicaram o que pensaram, a divisão das aulas, a carga horária, etc. Minerva olhou atentamente o pergaminho com os dias de treino.


 


Segunda-feira - McGonnagol


Terça-feira – Lupin


Quarta-feira - Moody


Quinta-feira - Connery


Sexta-feira - Connery


Sábado - Tonks


 


- Claro que, qualquer coisa, os dias podem ser reajustados dependendo da disponibilidade de cada professor. – Draco falou.


 


- Os horários estão ótimos. E a idéia sobre os treinos de Domingo, foi excelente. Parabéns aos dois. Convocarei todos os que indicaram hoje para uma reunião de apresentação de nossas idéias. Logo em seguida, Moody assume o treino. Sobre o feitiço que usaram neste pergaminho...


 


- Foi idéia da Granger, Diretora. – Draco disse apontando a menina que estava sentada ao seu lado.


 


- Muito boa idéia. Farei isso com todos os pergaminhos que serão entregues na nossa reunião. – disse com um leve sorriso nos lábios.


 


- Não precisa, professora. Eu já fiz isso – e tirou da sua mochila um envelope gordo. Cheio de pergaminhos – Tem um para cada estudante e também para os professores.


 


- Oh, que ótimo – disse Minerva pegando o envelope – 30 pontos para a casa de vocês.


 


- Obrigada.


 


- Obrigado. – eles responderam juntos e saíram. Tomaram direções opostas apesar de terem o mesmo destino. Não queriam ser vistos juntos, para não levantar nenhum tipo de suspeita.


 


A reunião aconteceu e todos os novatos, sentiram-se orgulhosos de terem sido chamados. Assinaram um contrato mágico. Mas a melhor notícia ainda estava por vir.


 


- Bom, - começou a Diretora – sabemos do tempo que esse treino ocupa e eu, juntamente com os outros professores, decidimos cancelar os NIEMs. A sala adorou, exceto Hermione – No entanto,... – a voz autoritária fez com que todos se calassem – isso acontecerá com quem se dedicar às lições dadas pelos professores e também aos treinos. Estamos entendidos?


 


Todos concordaram e, assim, começou o treino.


 


Hermione e Rony acharam que teriam esse momento para ficar um pouco juntos, treinarem juntos,... Engano. As duplas nunca eram entre os dois. Geralmente eram separados.


 


As semanas passaram-se. Todos já estavam habituados com o novo esquema de pontos e de estudo. Ninguém desconfiava dos treinos que aconteciam no terceiro andar. Aos poucos a melhora de todos era notável. Hermione, Harry, Draco, Ron, Luna e Neville eram o destaque. As aulas de Defesa Pessoal era o que mais exigia de todos.


 


A presença de Draco já não era vista com espanto pelos colegas. As gêmeas sempre estavam de olho nele. Mas, ele não dava corda. Não estava a fim de envolver-se em mais nada.


 


Três meses depois, final de novembro, e o namoro de Hermione com Ron estava no mesmo. Raras vezes tinham oportunidade de estar a sós. Os poucos momentos em que isso acontecia, eles acabam dormindo. Sábado Ron chegou do seu treino e após o banho desceu para o Salão Comunal. Lá encontrou Hermione sentada próxima à janela olhando a chuva fina que caia.


 


- Está tudo bem, Mione? – ele perguntou fazendo carinho nos cabelos que desciam pelas costas dela.


 


- Sim... Só pensando em nós... – ele estava em pé, o parapeito onde estava fazia com que ficasse quase da altura dele.


 


- Pensando em quê? – ele perguntou, mas já pressentia qual seria a resposta.


 


- Há quanto tempo não nos beijamos de verdade? Quanto tempo não podemos realmente namorar? – ela perguntou olhando para aqueles olhos azuis. Ele deixou a cabeça cair e suspirou.


 


- Também já pensei nisso. Em cinco meses não ficamos juntos nem cinco vezes... Só é difícil ter que fazer o que precisamos fazer.


 


- Eu sei... Acho até nosso sentimento deu uma esfriada, não acha? – ela perguntou. O ruivo suspirou e respondeu:


 


- Acho... Mas ainda te amo como amiga, sabe disso né? – ele olhava nos olhos dela, segurando delicadamente seu queixo.


 


- Eu sei... Eu também, Ron... Gostaria que as coisas tivessem sido diferentes... – eles se abraçaram. O ruivo afastou-se e deu um beijo na testa dela.


 


- Avise quando esse seu maravilhoso coração tiver outro dono, ok? – ela apenas sorriu diante das palavras dele e voltou a abraçá-lo.


 


Harry e Gina tiveram mais sorte. Geralmente treinavam juntos, por estarem no mesmo nível. Nenhum dos dois tinha função de Monitor, então podiam namorar após os treinos.


 


<hr>



- Draco, gostaria de conversar com você – disse Adolf assim que o loiro voltou do jantar.


 


- Claro. – <i> Mente fechada </i> - O que quer saber, cara? – perguntou Draco jogando-se no sofá.


 


- Onde tem ido todos os dias após o jantar? Você passa aqui e depois sai – o moreno perguntava olhando bem dentro dos olhos do loiro, mas não conseguia sustentar por muito tempo.


 


- Correndo. Estou dando voltas no campo de quadribol. Outras vezes na Biblioteca. Por que quer saber da minha vida?


 


- Nada, não. – disse levantando-se – Soube da sangue-ruim?


 


- Saber o quê? – perguntou inocentemente.


 


- Não está mais com o Weasley.


 


- E por que isso nos interessaria? – ele perguntou fingindo desinteresse.


 


- Ah, é sempre bom saber o que os amiguinhos do Potter andam fazendo. Já reportei ao meu pai.


 


- Nem mesmo Weasley agüentou a sabe-tudo. – brincou Malfoy para disfarçar seu nervosismo.


 


- Ah, mas o ruivo idiota não é burro...


 


- Do que está falando? – Draco indagou levantando e aproximando-se do “amigo”.


 


- Vai dizer que não notou? A Granger está gostosinha... Bonitinha, até. – ele disse isso fazendo gestos obscenos. Draco virou de costas. Deu uma risada falsa, sem entender por que se sentiu incomodado com este comentário.


 


- Adolf, vou correr um pouco. Estou de saco cheio desse Potter e companhia. Apareço mais tarde. – disse saindo do Salão.


 


Ele caminhava por diversos corredores. Não queria correr o risco de ser seguido. Precisaria avisar à Ordem que tinham alguém desconfiado. Chegou à sala mais cedo que o horário do treino. Entrou silenciosamente e viu que tinha alguém lá.


 


Granger.


 


Ele percebeu que ela não havia notado sua presença. A morena usava uma calça e uma blusa de moleton. Um conjunto de cor vermelha. Ela estava se alongando. Depois disso, tirou o blusão. Usava uma regata preta. A morena abaixou-se e começou a fazer flexão. O loiro olhava o decote que se formava. <i> Sem sutiã... </i>


 


- Se quiser, conjuro um babador, Malfoy. – ela disse rindo. O loiro foi pego de surpresa, não sabia que havia sido notado. Ela levantou-se. Poucas vezes notou o sonserino sem graça como naquele momento.


 


- Como soube que era eu? – ele perguntou. Mas ficou sem resposta, um barulho começou ser ouvido no corredor. Hermione colocou seu blusão rapidamente. Isso não passou despercebido por Draco.


 


O treinamento era com Connery. Após o aquecimento, sentaram-se para ouvir o que professor tinha para falar.


 


- Vocês têm que estar preparados para fugir de feitiços. Treinaremos isso exaustivamente. Fugir e dominar o inimigo. Preciso de dois ajudantes... Hermione que já treina comigo há algum tempo e... Draco. – Os dois vão para o centro da sala. – Draco, você vem com sua varinha e ataca Hermione que estará desarmada.


 


- Acho que isso não dará certo, Connery! – exclama Ron impaciente.


 


- Isso é o que eu quero ver... – diz o professor. – Podem começar! – Diz o professor afastando-se.


 


- PETRIFICO TOTALIS! – ele lança mirando o peito da adversária que desvia, rolando pelo chão. Logo em seguida, Draco grita - RICTUMSEMPRA – apontando para baixo. Porém, ela é mais rápida. Já imaginando que seria novamente alvo de um feitiço, já havia feito um roleio no chão pronta para saltar. Levanta-se e antes que Draco possa dizer o próximo feitiço, ela cai aos seus pés passando-lhe uma rasteira. Com a queda sua varinha cai. Com um movimento de mão, Hermione levita o objeto até seu professor. Draco levanta-se num pulo e se posta na frente da grifinória.


 


Ele inicia dando um chute, mas ela é mais rápida e abaixa-se. Porém, é pega desprevenida e é sua vez de receber uma rasteira. Draco rapidamente sobe em cima dela, imobilizando-a.


 


- Essa foi por pouco, Granger... Quase consegue ganhar de mim... – ele diz, sorrindo aquele sorriso irônico e sedutor. Nesse momento, ele falhou. Distraiu-se. Com um rápido movimento de quadril, Hermione consegue sair de baixo dele. Empurra-o para o lado. Ele cai de bruços no chão, seus braços imobilizados por ela, que sussurra:


 


- O que estava dizendo mesmo, Malfoy? – com um feitiço, conjura cordas e amarra seu oponente.


 


A sala vem abaixo em vivas e Connery cumprimenta Hermione, devolvendo a varinha ao sonserino, depois de desatar o nó que o prendia.


 


- Boa luta, Malfoy – diz o professor entregando a varinha. Hermione aparece para cumprimentá-lo, mas o sonserino a joga no chão, imobilizando-a. Seu quadril prende o quadril dela com força. Não cairia no mesmo golpe. As mãos dele seguram as dela na lateral do corpo.


 


Hermione tenta soltar-se, mas não consegue. Então para e olha para seu “adversário”. Draco sustenta o olhar e seu sorriso irônico desmancha-se. Hermione respira longamente. Os cabelos haviam se esparramado pelo chão. O rosto corado, por causa da luta. Draco sente a respiração dela. O ar que sai pela boca tem um aroma delicioso. <i> Menta </i>, ele pensa. Eles olham-se nos olhos e pouco tempo depois Draco acorda do seu transe e sussurra de forma que só ela possa ouvir:


 


- Não pense que uma sujeitinha sangue-ruim como você, pode ganhar de um Malfoy – e sai de cima dela, que ainda demora alguns segundos para levantar. Ouve a frase do professor que já estava na metade:


 


-... Sempre é bom estar atentos. Só considerem uma luta ganha, quando inimigo estiver imobilizado. Treinando em duplas!


 


- Connery, será que posso treinar soco e chutes naquele saco? – Hermione pergunta. Não pôde acreditar nas palavras que ouviu. Ele sempre tinha alguma coisa terrível para falar. A garota foi uma das primeiras que apostou na mudança de Draco. Isso ficou claro para qualquer um ali dentro.


 


- Claro! Você está bem? Machucou-se com a queda? – ele perguntou, após concordar.


 


- Estou bem, sim. Só quero treinar chutes mais altos e rápidos. Depois treino com alguém...


 


Draco observava tudo de longe. Estava treinando com John, da Corvinal. O garoto era lento e seus movimentos previsíveis. Viu quando Hermione foi treinar sozinha. <i> Por que falou aquilo, Malfoy? </i>. Era sua consciência. Nem ele havia entendido. As palavras pareceram erradas, só que ele não soube se controlar.


 


- Por hoje é só. Tenham um bom final de semana e não deixem de treinar resistência e alongamento. Boa noite! – despediu-se o professor – Hermione, eu poderia falar com você um instante?


 


- Claro... – respondeu a garota. Todos iam saindo moídos da sala. Draco deixou-se ficar para trás.


 


Joseph Connery trabalhava como auror no Ministério Escocês. Sua especialidade era a estratégia de combate corpo a corpo. Trabalhava muitas vezes sob disfarce, quando o Ministério não queria correr o risco de ser identificado a partir do uso da varinha. Era de uma família mestiça. Sua mãe era bruxa e seu pai, trouxa. Seu pai, Johnnatan Connery era um dos maiores especialistas de artes marciais da Europa. Desde pequeno colocou seu filho sob treinamento. O garoto desenvolveu paixão por esta arte. Na escola onde estudou, conseguiu dispensa aos finais de semana para treinar e participar de competições. Era um rapaz de 24 anos com um cabelo num tom de castanho bem claro. Seus olhos eram de verde escuro. Tinha 1,85 e músculos bem distribuídos pelo corpo.


 


Connery começou treinar Hermione quando ela tinha apenas 14 anos. Ele estava, nessa época, começando seu reconhecimento no Ministério Escocês. Assim que viu a garota magra e com ar de CDF sabe-tudo, achou que ela nunca aprenderia lutar. Porém, enganou-se. Quando a conheceu, Hermione era apenas uma criança, ele estava com 20 anos na época. Porém, ela tinha agora 17 anos. Havia-se tornado uma garota linda. Madura para idade. Connery estava acompanhando muitas aulas na Escola, com o pretexto de ser um estudante intercambista que almejava ser professor de Hogwarts. Via como a menina sabia responder a tudo com exatidão. Joseph Connery estava apaixonado por Hermione. Sabia disso há algum tempo, mas a diferença de idade era um empecilho para ele. No entanto, agora ela era maior.


 


Poderia chamá-la para sair. Não havia nada que o impedisse, nem a relação professor-aluno, já que não pertenciam a nenhuma instituição. Olhando Hermione enxugar seu rosto em uma toalha e se aproximar, não percebeu que Draco estava entre algumas estantes.


 


- O treino está ótimo. É uma boa turma não acha, Joseph? – Hermione perguntou aproximando-se do professor.


 


- Sim, eles são bem aplicados. Alguns precisam treinar velocidade, mas pelo tempo que temos não há muito o quê podemos fazer... – ele respondeu sentando-se num banco. Hermione imitou seu gesto.


 


- Então... Queria falar alguma coisa comigo? – ela baixou a cabeça – Já sei do que se trata...


 


- Sabe? – Joseph tinha certeza que nunca tinha deixado transparecer nada.


 


- Sim. Foi meu erro hoje. Com Malfoy. Realmente uma distração tola, Joseph. – a menina disse ainda sem levantar a cabeça. Draco observava tudo entre dois livros que havia afastado. O professor pegou no queixo dela, fazendo com que levantasse a cabeça.


 


- Não, não foi. Isso acontece com qualquer um. Ele desrespeitou algumas regras fazendo o que fez, mas vamos lutar com a ausência delas, então... Queria te pedir uma coisa, na verdade.


 


- Claro... O quê? – ela disse mais animada por saber que não havia errado totalmente.


 


- Semana que vem acontecerá um passeio para Hogsmead. Quer ir comigo?


 


- Como?


 


- Quer ir comigo, sabe? Tipo... Tipo um encontro... Topa?


 


A pergunta soou estranha para Hermione. Quando conheceu Joseph teve uma quedinha por ele, não sabia ao certo, na época, o que sentia por Ron. Achava Joseph um cara além de lindo, maduro. Só que seis anos de diferença é muita coisa para quem tem 14 anos. Só que agora...


 


- Você está marcando um encontro comigo? – Hermione não acreditava. Ron gostar dela era uma coisa... Mas, um cara como aquele...


 


- Sim... Sei que temos uma grande diferença de idade, mas você atingiu a maioridade agora... Acho que de alguma forma sempre gostei de você... – Joseph disse segurando nas mãos dela. Draco não acreditou na cara de pau do professor. Não tinha direito nenhum de confundir uma garota como a Granger. <i> O filho da puta só quer se aproveitar... </i> e com estes pensamentos, foi silenciosamente em direção à porta. Joseph estava se aproximando vagarosamente dos lábios de Hermione. Porém, um forte estrondo foi ouvido. Os dois levantaram assustados e com a varinha em punho.


 


- Que susto, cara! – exclamou Joseph.


 


- Ah, é só você, Malfoy. – ela disse. <i> Só eu, só eu... </i>, ele pensou.


 


- Desculpa, eu não queria atrapalhar. Apenas lembrei de um negócio que preciso conversar com você, Granger.


 


- Bom, de qualquer forma preciso ir – falou o professor – Então, nosso encontro está de pé? – indagou olhando nos olhos de Hermione.


 


- Claro, Joseph. Bom fim de semana. – a garota disse despedindo-se. Virou de costas e organizou sua mochila – Então, Malfoy. Que negócio tem para falar... Preciso voltar à minha Torre.


 


- Primeiro quero me desculpar... – ele aproximou-se alguns passos, mas ainda estava perto da porta.


 


- Não estou a fim de ouvir suas desculpas, Malfoy. – Hermione colocou a mochila no ombro e virou-se para ele com os braços cruzados – Fala logo o que tem para falar.


 


- Não falo nada se você não me desculpar! – ele disse de forma mimada.


 


- Acho que o problema é <b> SEU </b>! Estou muito bem sem suas desculpas. – dizendo isso, avançou em direção à saída que foi bloqueada por ele. – Sem gracinhas, Malfoy. Saia da minha frente.


 


- Não saio até você me ouvir! – Hermione irritou-se com essa fala e com um movimento de mão fez com que Draco voasse longe. Empunhou sua varinha – <b> SUA MALUCA! </b>


 


Hermione sorriu e retomou seu caminho em direção à porta. Só que Draco também lançou um feitiço sobre ela que voou para o outro lado. Os dois levantaram-se com a varinha em punho. Ambos lançaram um feitiço ao mesmo tempo, que explodiu no ar.


 


A garota aproveitou e saiu correndo em direção à porta, Draco, porém era bem mais alto. Em dois passos alcançou Hermione. Ela chegou a abrir a porta, mas ele surgiu por trás, empurrando a porta para que se fechasse. Desistindo, Hermione tirou sua mochila das costas e a jogou no chão. Depois deixou sua cabeça pender, até que a testa ficasse encostada na porta.


 


- Fale logo, Malfoy. – murmurou. Ele a pegou pelos braços, virando-a.


 


- Não consegui me controlar. Não sei por que falei aquilo. Não penso isso. Você sabe. – ele disse segurando os braços dela com firmeza, mas sem machucar.


 


- Eu não sei nada a seu respeito. Lembro da conversa que tivemos meses atrás, mas parece que você não tem jeito... Qualquer oportunidade que tem para me ofender, você ofende. Estou cansada disso, Malfoy.


 


- Desculpe-me – Draco procurou os olhos dela, que miravam um ponto qualquer atrás dele. Talvez o sonserino até soubesse, só que não queria admitir...


 


<hr>


 


Flashback (Quarto da Sonserina: Noite anterior à luta que tiveram).


 


<i>


Tirou a camiseta para treinar. Pensou muito para elaborar o esquema de treinamento. Precisava exercitar-se. Puxou a camiseta preta, jogando-a no banco ao lado. Enquanto amarrava seu cabelo notou que a grifinória estava lá, olhando.


 


- Se quiser, conjuro um babador, Granger. – disse rindo.


 


Hermione aproximou-se lentamente. Andava de maneira calma, mas absurdamente sedutora. Draco deu um passo para trás e caiu em uma cadeira que não estava lá no minuto anterior.


 


- O que está fazendo, Granger? – A menina aproximava-se jogando a gravata escolar no chão. Depois abriu os botões da camisa que usava.


 


- Até parece que não sabe, Malfoy. – então ela senta no colo de Draco. Uma perna de cada lado. A saia sobe por causa da posição. O loiro olha as coxas e com um pouco de receio começa a tocar as pernas da morena a partir do tornozelo. Os sapatos e as meias haviam sumido. Draco vê que a cabeça dela cair para trás, gostando do toque.


 


- Você endoideceu? – ele pergunta, não entendendo aquela reação.


 


- Claro... – então ela tira a blusa. Um sutiã creme. Da cor da pele. Draco começa a ficar excitado. Sente que o suor escorre lentamente pela testa.


 


- Você é... – diz olhando nos olhos dela – É... – e assim que pisca vê que os cabelos dela agora estão soltos. O sutiã havia sumido. Os cachos descem cobrindo os seios e entre eles uma marca. Uma linha bem clara na vertical. Quase alcançando seu umbigo. Draco dirige seus dedos até o local, mas antes que possa tocar, acorda.


 


</i>


 


- Merda! Esse sonho outra vez! – olhou por baixo das cobertas... Excitado. Levantou-se e foi tomar uma ducha fria. Todas as noites era a mesma coisa. Desde que flagrara Granger olhando para ele na sala de treinos, tinha o mesmo sonho. Pequenas variações como a cor da camiseta, do sutiã ou da gravata dela. Ou a roupa que ele mesmo usava. De resto, era tudo igual. O toque nas pernas torneadas e macias. O peso delicado e excitante sobre seu quadril. Os cachos descendo por todo o corpo de Hermione.


 


Draco saiu do banho e voltou a deitar. Três meses que o mesmo sonho se repetia. Não entendia nada. Nunca conseguiu tocar em outra parte que não fossem as pernas da menina. Sempre acordava quando estava prestes a tocar na fina marca que ela tinha. <i> Estranho... Coisas de sonho mesmo. No casamento, ela estava com um decote beeem generoso e não vi nada. Amanhã tomarei uma poção para dormir sem sonhos. Chega! </i> E rapidamente caiu no sono.


 


<hr>


 


Agora estava ali. Próximo a ela. Na hora da luta estava com o corpo dela preso ao seu. O perfume dela misturando-se com o suave hálito de menta. Falou merda para afastar a lembrança e as sensações que os sonhos vinham lhe causando. Talvez o sonserino até soubesse, só que não queria admitir... A imagem da Granger estava realmente mexendo com sua cabeça.


 


- Olhe para mim. – ele pediu sem soltar os braços dela. Hermione obedeceu e ele fixou-se naqueles olhos. – Estou sendo sincero. Desculpe-me. – Draco nunca sustentou um olhar por tanto tempo como sustentava agora. Os olhos dela eram castanhos. Seria até considerado normal. Draco não achava isso de forma alguma. Havia algo neles...


 


Hermione sentia o braço esquentar sob o toque das mãos de Malfoy. Seus longos dedos brancos davam a volta no fino braço dela. Por mais que tenha treinado, não queria desenvolver musculatura e perder sua feminilidade. Feminilidade? Essa ficava escondida sobre roupas largas. Ousou duas vezes na vida: no baile do quarto ano, quando foi dispensada por Rony e depois no casamento, onde ouviu críticas nada boas da parte de Draco. Mal sabia que alguns garotos já haviam notado as mudanças em seu corpo que aos poucos tomava forma de mulher.


 


Ouviu quando ele pediu que olhasse para ele e seu rosto virou-se imediatamente. Sempre que tentava olhar Malfoy nos olhos, isso nunca levava mais de alguns segundos. E agora estava ali. Por isso a gravata do casamento de Gui havia combinado tão bem com ele. Era impossível definir aquela cor. Estavam azuis escuros. Como o céu quando está despedindo-se do sol. Vemos que o escuro toma conta e esconde o claro. Respirou fundo e disse:


 


- Tudo bem, Malfoy... Deixa para lá, ok?


 


- Estou mesmo perdoado? – ele pergunta ansioso.


 


- Claro – Hermione sorri sincera. – O que mais queria contar?


 


Mas fica sem resposta, pois Draco, que ainda não havia soltado seus braços a puxa para um beijo. Hermione sente que fica na ponta dos pés. Os lábios dele causam um choque nos seus e ela abre a boca dando passagem para que a língua dele encontre a sua.


 


Draco não poderia explicar o que passou por ele para ter agido dessa forma. Mas, ao ver a boca dela sorrindo de forma tão serena... Precisava beijá-la. Os lábios estavam salgados. Lágrimas causadas por ele. Logo sentiu a boca dela abrindo e a sensação que percorreu seu corpo ao sentir a língua dela em contato com a sua foi indescritível.


 


Envolveu Hermione em um abraço, fazendo com que ela saísse do chão. Encostou o corpo dela na parede. Sentiu as pernas dela entrelaçarem sua cintura... A grifinória parecia não ter controle do corpo. As sensações que ele causava... Não chegava nem perto do que sentia quando beijava Rony. Sentiu seu corpo ser pressionado na parede. Draco a segurava com uma mão só. A outra passava carinhosamente pelo rosto dela. As bocas não se separavam. A mão descia do rosto para o pescoço. Descia do pescoço para o colo. Foi quando Hermione abriu os olhos e sussurrou:


 


- Não podemos continuar com isso...


 


Os olhos dele ainda fechados. Ele aspirou o perfume dela e aos poucos fez com que ela saísse do seu abraço.


 


- Desculpe, eu ... Não sei... Sinto muito – ele disse embaraçado afastando-se. <i> Por Merlin! Será que ela sentiu alguma coisa? </i> Estava envergonhado. Ficou excitado. Virou de costas para ela.


 


- Sem problemas... – ela ainda sem fôlego – Esse assunto morre aqui. – Pegou a mochila e saiu correndo pelo corredor.


 


Draco foi até o saco de treinamento e deu um forte soco: <i> Merda! </i> Depois se dirigiu para seu quarto, dormindo após tomar sua poção.


 


Hermione chegou rapidamente no quarto. Agradeceu por não encontrar ninguém acordado. Deitou sua cabeça no travesseiro e chorou. Chorou até dormir. <i> Ele sente muito por ter me beijado. </i>


 


O assunto que tinham a discutir ficou esquecido por esta noite.

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Comentários: 1

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Enviado por Madeline Waldorf Bass em 12/11/2011

Ah finalmente. Hahha

Perfeita a cena do beijo.

Nota: 5

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