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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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9. Capítulo IX.


Fic: thegossipqueen. - CAPÍTULO TREZE. coments?


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Math E. Gomez. ® 2OO8. Todos os direitos reservados, proibida a reprodução por todo ou quaisquer meios.






Capítulo IX.
Meus nada-doces dezoito.


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thegossipqueen.net
your first source into the queens' life.




ATENÇÃO!: todos os nomes de pessoas ou lugares foram abreviados – ou pelo menos tentados ser – para proteger os verdadeiros inocentes. Ou melhor, a minha identidade secreta.

Novato por aqui? Então deixa eu te apresentar a realeza do West New High. Eles são ricos, poderosos e tudo que você um dia quis ser. Eles sabem que o dinheiro não traz felicidade, mas pode muito bem comprá-la. Com as esmolas que eles dão nas ruas, os mendigos podem comprar uma caixa do melhor uísque que tem no supermercado. E até os seus cocôs conseguem ser perfeitos.

Eles não são aquelas celebridades instantâneas que vivem por aí querendo fama. Eles são a nata da sociedade londrina, o chantilly do café mais caro que tem pra vender na Starbucks. Eles não estão em programas de TV’s, boates ou festas comuns. Eles fazem suas próprias festas, ou são facilmente encontrados em desfiles e lojas caríssimas.

E, o mais importante. Não dizem a eles o que fazer, eles dizem. Eles ditam as próprias regras e viveram para esbaldar da vida no estilo mais GG de ser.

Mas se eles são a realeza, por que não falar deles?

L era a maior cafona do WNH. Ela vestia roupas feias, não tinha amigos e até fedia. Até que um dia, E começou a dar bola pra ela. Não, galera, não era um amor lésbico que surgia. E sim uma bela amizade. E aí, a doce L, juntamente com M e E deixou de ser cafona. E elas viraram as rainhas.

Então E foi embora. E L ficou sendo a única rainha. Mas aí E voltou. E daí, a confusão começou...

FLAGRA: L é a maior vadia do mundo. Ela traiu seu namorado com Seth na praia! Pobre T... E não são apenas boatos, é a mais pura verdade. Tanto que E tem fotos provando isso. Mas que safada! Tirar fotos da melhor amiga traindo o namorado, realmente foi golpe baixo E!

Mas quem liga?

Bem, L liga. E ela precisou rapidamente de um segredo terrível de E para acabar com a sua reputação para sempre. E o segredo veio quando ela menos esperava...

PEGUEI: E e S se agarrando no vestiário. Sem problemas, aparentemente. A única coisa que vai causar problemas é que M é a namorada de S. E R é o namorado de E. Parece que eles não vão se perdoar tão cedo... pelo menos R não. Agora, preste atenção, melhor amiga e namorado? Bem clássico. Onde eu já ouvi esta história antes? Ou será que é apenas um dejá vú absurdo?

A vingança de M foi inesperada. Agora ela é a rainha. Novas amigas, novas roupas, novas maneiras de agir. M mudou. Pra melhor ou pra pior? Ninguém sabe.

Um belo dia, uma amiga de E, A, resolve dar as caras novamente, se apelidando de J. Isso não é nenhum problema, tirando as crises de nervosismo e a conversa inesperada na coordenação de esportes. O que será que E esconde?

Eu não sei. Ainda não sei. Mas estou prestes a descobrir e não terei medo de contar.

E porque eu faço isso? E quem sou eu? Desculpe te desapontar, mas isso você nunca vai descobrir. Ou quem sabe vai? Eu não tenho a menor idéia, mas estou louca pra descobrir o que acontece depois disso. Principalmente por E ter matado A acidentalmente. E pra piorar as coisas para E, R decidiu que não vai perdoá-la tão cedo... E eu sei que você também está morrendo para descobrir.


xoxo,
The Gossip Queen.






; narrado por emmeline vance.




Eu estava num beco escuro. Realmente eu não sabia o que fazia ali, apenas que tinha ido parar ali. Estava deitada no chão Algumas latas de lixo me faziam companhia naquele lugar tão sombrio, e, para melhorar a situação, uma leve e fina chuva caía no céu. Uma jaqueta azul marinho me encobria e meu cabelo molhado cintilava na escuridão, e eu ficava lá parada.

Até que um vulto familiar apareceu na entrada do beco.

- Remus? – indaguei aflita, a água entrando por entre a minha boca e abafando os sons que saíam nervosamente da minhas cordas vocais. Tinha que ser ele. Tinha. Quem mais? Quem mais em sã consciência estaria naquela cidade horrorenda, naquela hora, logo ali? Meu super-herói.

Ele não respondeu, apenas continuou andando em minha direção, até que chegou em um ponto que eu pude vê-lo. Não vestia casaco, porém estava todo molhado, igualmente às suas roupas e seu cabelo. Sua boca sorria em minha direção, porém eu estava um pouco transtornada.

- Remus? – indaguei novamente. Eu já tinha certeza daquilo, mas não podia perder a chance de confirmar que aquilo não era apenas uma alucinação da minha cabeça. – Remus é você?

Ele lançou um sorriso tímido. Aquele sorriso tímido que só ele sabe fazer.

Mas isso foi há algumas horas atrás e realmente a gente tem que começar pelo começo...

quatro horas e treze minutos antes;

Eu estava concentrada nos meus sonhos, apesar de não ter tido nenhum sonho nesta noite. Já devia ser tarde, eu sabia disso, mas eu tinha a obrigação de me mostrar concentrada naquilo. Porque, como em todo ano, o dia do meu aniversário era um dos piores dias da minha vida.

Coisas ruins aconteciam. Era uma espécie de carma. Como no meu aniversário de quinze anos, que invés de a minha mãe contratar um DJ, ela contratou um palhaço. E ele fazia malabarismo. E no meu aniversário de dezesseis anos, tudo ia ser perfeito, até que o meu vestido enganchou na maçaneta da porta e rasgou por inteiro. Eu fiquei tão triste que nem tive coragem de descer à festa. Foi realmente uma sorte a Lily ter levado sushi para o quarto.

Mas nada, absolutamente nada, supera o mais desgraçado de todos os aniversários: o de dezessete anos. Foi quando eu estava grávida do Tiago. Bem, lá, minha mãe me convenceu a ir a um restaurante, para comemorar, eu, a Mandy, uma amiga minha, e a minha avó, Mariah. Bem, lá, ela e a minha avó começaram a falar coisas de duplos sentidos, como a burrada que eu tinha feito. Fiquei muito irritada e decidi ir embora, então, fui atropelada por um carro. Eu estava de quase oito meses. E foi aí que eu...

- PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAM! – ouvi o barulho alto, parecido com o som de uma daquelas trombetas de brinquedo, usadas para comemorar coisas, como o Carnaval ou a Parada Gay. Ah não, eu odeio comemorar coisas. Principalmente quando é o meu aniversário. O nome já diz, meu. Por que eu não posso comemorar o meu momento comigo mesma?

Tentei me concentrar mais na escuridão, talvez ter aquele sonho que eu não tive mais cedo. Inutilmente.

- VAMO LÁ, BELA ADORMECIDA! – berrou uma voz familiar. Marlene, lógico. Bem, eu espero sinceramente que ela não me dê motivos para me fazer me arrepender de ter a convidado para passar alguns dias aqui na minha mansão de praia.

- ACORDA EMMY! – berrou Lílian. – JÁ É MEIO DIA E MEIA!

Abri os meus olhos lentamente para me deparar com quatro carinhas sorridentes e caricatamente alegres, com as mãos nas costas e um olhar de surpresa! que eu tanto odiava. Será que pelo menos uma vez na vida eu não poderia ter um aniversário monótono e silencioso, solitário e reflexivo? Por que, meu Deus?

- F-E-L-I-Z! Tenha um dia feliz! Por que hoje é o seu aniversáaaarioo! (8) – cantarolavam os quatro, numa espécie de coro, enquanto eu ainda digeria o motivo daquilo tudo.

- Eu vou dar o primeiro presente! – berrou Marlene McKinnon, minha louca amiga, tirando as mãos das costas e, surpreendentemente, com um presente dentro de uma caixinha roxa finamente embalada com uma fita cor de rosa. Na caixa tinha uma etiqueta escrita com uma caligrafia bonita, de Marlene McKinnon para Emmeline Vance. Parabéns!

Abri a caixa com um sorriso falso, tentando exprimir imensa felicidade. Quando abri a caixa, tinha um vestido casual, mas bem bonito e fino.

- É lindo! – falei, começando a gostar da idéia de presentes.

Ela lançou um sorriso satisfeito na minha direção, e um olhar vitorioso para com a amiga e o namorado. Quer dizer então que siso está virando tipo uma competição para ver quem dá o presente de aniversário mais perfeito? Eu mereço! ¬¬

- Da nova coleção de Inverno da McKinnon. Essa é uma peça única, nem vai pro desfile!

Sorri docemente para ela e percebi que, juntamente com o vestido, tinha um delicado cartão escrito numa caligrafia inconfundível.  
Um modelo único para minha amiga única. Parabéns pelos seus dezoito anos, Lene.

- Bem, eu achei que você ia gostar de sair com um modelito único feito exclusivamente para você. Bem, não foi exclusivamente para você, mas você tem a cara da nossa grife, então eu acho que esse vestido vai comb...

- Já chega, Lene. – falou Sirius. – Você está afim de alugar ela só pra você é?

Ela lançou uma cara emburrada pra ele e levantou-se da cama. Ele então trouxe um pacotinho preto, não tão elegante como o de Marlene, porém, eu gostei. Ele lançou um olhar enigmático pra mim e então eu ri abrindo. Era um CD.

- MCFLY?! – berrei.

- É. – ele riu da minha empolgação. – E essa é só a primeira parte do presente, você mal pode...

- Shh. – falou Lene, numa cara desconfiada.

Ela lançou um sorriso enigmático pro Sirius e ele levantou desanimado.

Tiago veio logo em seguida, trazendo uma pequena caixinha preta. Parecia ser algo bastante caro. Ele não me disse uma só palavra, apenas entregou-me a caixa e ficou me encarando, tímido. Abri e era um colar muito brilhante.  E muito bonito também.

- Brigada, Ti. – murmurei. Ele assentiu e deu de costas, juntando-se à Marlene e Sirius, que cochichavam alguma coisa.

Daí foi a vez da Lily. Mas ela não tinha nenhum presente, apenas um sorriso. OMFG! Será que ela esqueceu de mim? Quer dizer, a gente ‘ta desde o ano novo aqui nessa casa e ela esqueceu de mim? Do meu aniversário de dezoito anos? Que raio de amiga é essa?

- Eu tenho uma surpresa pra você.

Olhei para Lily incrédula. Achei que ela soubesse que eu odeio surpresas.

- Coloque uma roupa de praia, que eu vou te mostrar! – falou ela, alegre. – Lembra que eu prometi a te ensinar a surfar?

Levantei alegre. Desde os meus cinco anos de idade eu queria aprender a surfar. Mas em Londres não tem mar poxa! E os salva-vidas de Brighton não são gostosos. Mas chegou a hora da Lily me ensinar a surfar. Coloquei o biquíni amarelo, pra combinar com o meu longo e loiro cabelo que brilhava no sol.

Chegando ao andar de baixo da minha mansão, quando estávamos prestes a sair para surfar, nós cinco deparamos com Remus Lupin, que aguardava na sala. Bem, nós éramos ex namorados. Mas devíamos seguir o exemplo de Lily e Tiago, que tinham acabado o namoro – mesmo ele nunca entendendo o porquê – e continuarmos amigos. Bem, pelo menos eu acho que Lílian e Tiago continuam amigos. Eles só tem algumas discussões às vezes (a cada cinco minutos), mas isso é relativo.

Porém, comigo e Remus era diferente. Nós estávamos oficialmente brigados. Bem, eu não estou brigado com ele, por que acho que ainda gosto dele. Mas ele não fala comigo desde aquele dia. Eu tentei ligar várias vezes, eu precisava conversar com ele, acertar tudo entre nós, contar a verdade. Mas ele me ignorou. E continua me ignorando.

- Por que você não disse que ela estaria aqui? – sussurrou ele para Lene, alto o bastante para qualquer um da sala ouvir. Bem, ele vem à minha casa e pergunta à Lene porque eu estou aqui? Ótimo. Ela lançou um sorriso tímido e murmurou:

- Você ainda vai me agradecer, seu tolinho.

Ele revirou os olhos e veio falar comigo, mas ainda assim sem olhar nos meus olhos.

- Err. Parabéns Emmy. – ele então estendeu a mão e eu estendi também. Agora, você aí, consegue ver a gravidade do problema? Nem um beijo na bochecha ele consegue me dar! Acho que vou entrar em depressão, virar emo, cortar o cabelo, pintar de preto, virar uma barata e ser esmagada. Ô vida cruel...

- Então. – falou Lily. – Nós já estávamos de saída, não é Emmy, foi muito bom ver vocês, mas agora a gente...

- PERA! – berrou Lene, do nada, apontando para Tiago e Remus. – Eles vão com vocês.

- O quê? – indagamos os quatro juntos.

- É. Vocês vão à praia surfar e eu e o Sirius vamos ficar aqui, de bobeira. – ela então lançou uma piscadela maliciosa para Lily e depois sorriu pra mim. Nossa que tarada. Ela então lançou olhares para os garotos e eles logo entenderam a mensagem. Mas eu acho que não peguei. Será que tenho dislexia? – O Javier está meio ocupado, se importam de pegar um ônibus?

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- OK. – berrou Lílian, em pé, no ônibus lotado. – Agora é oficial: eu nunca mais pego um ônibus na vida.

- Por que você sempre tem que reclamar das coisas? – indagou Tiago. – Sempre foi assim, tudo que eu fazia, você reclamava. Reclama, reclama, reclama. Só sabe reclamar Lílian. Mas aí, cadê a solução? Você se acha boa demais pra fazer tudo, mas...

- Você é que se acha bom demais, - revidou ela.

OK, agora é oficial: eu nunca mais pego um ônibus lotado com Lílian e Tiago. Porque pegar um ônibus lotado já é ruim, você fica sentindo o odor podre das pessoas o tempo todo e ainda fica parando. E dá uma gastura danada. Agora, se você tiver dois amigos que se amam e ficam atacando eles mesmos e discutindo o relacionamento dentro do ônibus é mil vezes pior.

Enquanto o casal sensação discutia, eu olhei para Remus. Ele também me olhava timidamente. Por que ele não vem logo aqui dizer que me ama e me beija de uma vez por todas? Pra que eu fui estragar o nosso relacionamento? Bem, talvez as pessoas tenham razão: só se dá valor ao que se tem, quando se perde. Mas eu não pensava que eu ia sofrer tanto pra isso...

- CHEGAMOS À ROTA 23. – berrou o motorista, para que todos ouvissem.

- É a nossa. – sussurrou Lily, parando de brigar com o Tiago. Logo, nós pagamos o ônibus e descemos.

Era uma praia deserta. Tinha uma pequena descida feita de areia para ir até a praia. Havia um pequeno trailer e uma lanchonete, feita em madeira, as duas lado a lado, porém separadas entre si por um espaço, formando um beco. Tinha também um banheiro, a alguns metros da lanchonete. O mar brilhava devido ao sol, que era ofuscado por algumas nuvens cinza que apareciam de repente.

- Feliz aniversário, Emmy. – falaram os três, sérios. Até parecia que eu tinha esquecido aquelas pessoas animadas que cantarolavam um feliz aniversário pra mim mais cedo.

- Brigada. – murmurei. Então, nós descemos e caminhamos até a praia. Tiago foi até a lanchonete vazia e pegou umas pranchas que estavam lá. Remus de pronto sentou-se na areia e passou a observar o mar. Quando fazíamos menção de ir até lá, ele nem se mexeu.

- Vão vocês, - respondeu, após Lily perguntar se ele não ia até lá. – Não estou pro mar hoje.

Lílian deu de ombros e nós seguimos para o mar. Lá, Tiago e Lílian tentaram me ensinar a surfar, mas isso foi antes de eles começarem a brigar. Ela fez questão de listar todas as namoradas fúteis que ele teve e ele teve o atrevimento de dar sua opnião de todos os caras que já enfiaram a língua dentro de você, como ele mesmo disse. Daí eles passaram a falar sobre o tipo de pizza favorito de cada um, que por incrível que pareça era diferente, os livros que ela lia que dava dor de cabeça nele, os programas que ele assistia que dava a ela vontade de vomitar, até chegar ao Seth Simpson e ai partiram para...

- Já chega. – falei, incrédula de ver até que ponto um casal que se amava tanto, mas estavam separados por pura besteira podia chegar. – Vou voltar à praia.

Pelo visto eles não me ouviram e continuaram berrando, cada um na sua prancha, gesticulando coisas e falando palavrões por palavrões. Cheguei à beira do mar e, toda molhada, me sentei perto Remus, que se afastou alguns centímetros de mim e me lançou um olhar estranho, mas depois ele voltou a olhar o sol, coberto de nuvens cinza, que se punha à nossa frente.

- Sabe, - comecei, soltando uma risadinha excêntrica. – há dois anos eu sonhava que eu me casaria com você aqui, em Brighton, na praia, no por do sol, só eu, você e os nossos amigos.

Ele me encarou por um segundo, querendo dizer algo, mas hesitou. Depois, lançou um simples sorriso e voltou a encarar o por do sol negro como se ele fosse uma garota que ele estivesse prestes a conquistar. Por que ele tinha que ser tão enigmático? Me beija logo, porra!

Logo, Tiago e Lílian voltaram do mar, atacando uns aos outros, novamente.

- Cara, eu não consigo mais passar um segundo com ele. – comentou ela, no que era pra ser um sussurro, mas ela fez questão de falar em alto e bom som pra ele ouvir.

- Eu é que não agüento... – começou ele, mas eu fiz questão de interromper. – Esse lance de “continuar a ser amigos” definitivamente não funciona com essa ruiva, é incrível!

- Vamos voltar? – sugeri.

Logo nós nos levantamos, guardamos as pranchas na lanchonete (aparentemente abandonada) e fomos, calados, esperar no ponto de ônibus. Não demorou muito, só algum tempo para o casal começar a cantar uma música de acampamento, e o ônibus chegou.

Começou a cair uma leve chuva, e eu fiquei com uma cólica. Daí eu lembrei que eu tinha menstruado faz dois dias. E sempre que eu mênstruo, pode ser estranho, mas isso não acontece com nenhuma das minhas amigas, só comigo, eu tenho uma enorme vontade de vomitar, fora a cólica. E dessa vez, não era só a cólica. O vômito começava a subir pelo meu estômago.

- Eu preciso ir ali... no banheiro. – falei pro Tiago, enquanto eles subiam no ônibus.

- Você ‘ta bem? – indagou Remus.

- Hm. Acho que sim. – falei, meio nauseada.

- Dá pra esperar um pouco? – pediu Lily, ao motorista do ônibus.

- Só se for rápido. – falou ele, apressado, olhando para o relógio.

- Não, não, vão sem mim. – insisti. Eu queria ficar sozinha. Sei lá, eu tava com vontade de pensar em tudo. Por que, por mais que o momento do vômito seja um momento horrível, é meio filosófico e eu penso em tudo que aconteceu e acontece comigo. – Eu pego o próximo.

Eles se entreolharam, mas o meu olhar os fez desistir. Apesar da Lily ainda querer ficar ali comigo, eu a convenci de seguir com o Remus e o Tiago. Daí então, me locomovi devagar até o banheiro, a chuva começava a aumentar gradativamente, a medida que eu chegava mais perto do pequeno banheiro de madeira. Minha barriga dava voltas e voltas e eu só queria chegar à privada o mais rápido possível.

Eu abri a porta, me protegendo da chuva, e posicionei minha cabeça perto da privada, porém, quando fui colocar o vômito para fora do meu corpo, ele não quis sair. Eu sabia que era melhor fazer aquilo. Por pior que eu me sentisse na hora, depois ia ficar bem melhor. Usei toda a minha força para provocar o vômito, mesmo com a minha barriga insistindo em doer. E aí, eu finalmente consegui.

Mas o que eu achava que ia acontecer, não aconteceu. E depois do vômito eu comecei a ficar tonta e minha cólica não cessava. Tudo ficou preto e eu caí. E fique lá, caída, desmaiada e sozinha. Feliz aniversário, Emmy, você merece.

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Eu estava num beco escuro. Realmente eu não sabia o que fazia ali, apenas que tinha ido parar ali. Estava deitada no chão Algumas latas de lixo me faziam companhia naquele lugar tão sombrio, e, para melhorar a situação, uma leve e fina chuva caía no céu. Uma jaqueta azul marinho me encobria e meu cabelo molhado cintilava na escuridão, e eu ficava lá parada.

Até que um vulto familiar apareceu na entrada do beco.

- Remus? – indaguei aflita, a água entrando por entre a minha boca e abafando os sons que saíam nervosamente da minhas cordas vocais. Tinha que ser ele. Tinha. Quem mais? Quem mais em sã consciência estaria naquela cidade horrenda, naquela hora, logo ali? Meu super-herói.

Ele não respondeu, apenas continuou andando em minha direção, até que chegou em um ponto que eu pude vê-lo. Não vestia casaco, porém estava todo molhado, igualmente às suas roupas e seu cabelo. Sua boca sorria em minha direção, porém eu estava um pouco transtornada.

- Remus? – indaguei novamente. Eu já tinha certeza daquilo, mas não podia perder a chance de confirmar que aquilo não era apenas uma alucinação da minha cabeça. – Remus é você?

Ele lançou um sorriso tímido. Aquele sorriso tímido que só ele sabe fazer. Mas daí, quando ele percebeu que eu estava o observando, começou a nascer em seus olhos certos traços de ódio. E ai começaram a passar algumas imagens na minha cabeça, algo como um presente, um CD do McFly, pranchas, e...

- Você está bem, Emmy? – indagou ele, com certa insegurança.

... vômito.

- A-a-cho que sim. – murmurei baixinho. – O que você ‘ta fazendo aqui?

Pelo que eu me lembre ele tinha embarcado naquele ônibus que ia de volta para perto da minha casa, onde ele poderia ligar para o seu motorista ou para o seu pai, e seguir para casa como se nada tivesse acontecido. Nada. Ele nunca teria vindo aqui, nunca teria se encontrado comigo e qualquer oi, como vai? despercebido no corredor do West New High seria por pura coincidência ou educação. Eu não seria mais um empecilho na sua vida, e ele poderia viver feliz como se nunca tivesse me namorado/esperado. Fim.

- Na verdade, - falou ele, meio furioso, por entre a chuva que caía fortemente. – você tinha que me agradecer! Eu te tirei daquele banheiro e eu te coloquei nessa jaqueta enquanto fui procurar ajuda!

Me levantei, um pouco transtornada.

Então quer dizer que ele não foi no ônibus. Então quer dizer que ele ficou aqui por minha causa? E depois ele ainda fala que não me ama... Será que ele não podia apenas parar de reclamar por um minuto, dizer o quanto me ama e me beijar de uma vez por todas? Todo mundo sabe que beijo na chuva é tão... sexy.

Levantei-me. Ele se aproximava mais de mim, que estava no fim do beco.

- Por que a gente não segue andando? – falei eu. – Minha casa não deve ser muito longe e...

- Você não acha que se desse pra ir andando eu já não teria saído daqui a muito tempo? – e me deixado sozinha, desmaiada dentro de um banheiro? Muito cavalheiro você. E eu achando que tinha sido salva pelo Príncipe Encantado... acabei de perceber que foi pelo sapo, isso sim!

E, antes que eu pudesse fazer um escândalo, com direito a citações históricas de homens machistas que deixam as mulheres desmaiadas sozinhas numa praia deserta, ele então segurou minha mão e começou a me puxar para o trailer, que estava com uma pequena rachaadura na porta.

- Você invadiu o trailer?!– indaguei, chocada.

- E você preferia ficar molhada até pegar um resfriado? – indagou ele, de cara fechada. Na verdade, eu preferia outras coisas. Mas, como não sou tarada nem nada, decidi fechar a cara também e dar um ponto final no bate-papo.

O trailer era escuro, velho, sujo e fedia a atum enlatado. O morador parecia ter apenas abandonado o trailer, ou quem sabe tinha esquecido dele. Eu sinceramente não me incomodei muito com a sujeira e o cheiro da pequena casa. Aliás, já estive em lugares bem piores...

Mandy. Sua casa cheia de preservativos e gasolina. Gasolina era uma palavra que ardia em meu peito. Eu não poderia esquecer que matei a pobre e inocente menina. OK, vamos tirar o pobre e inocente, por que se ela tem uma casa cheia de preservativos, drogas e chantageia as pessoas com DVDs contendo conteúdo adulto, sinceramente ela está muito mais pra chapada e tarada. Mas, mesmo assim, ela não merecia morrer. Não daquela forma.

Mas até hoje eu ainda me lembro daquele dia... Eu fiquei culpada. Não comia, não bebia e vomitava. Foi um horror.

/flashback/

- Você soube da garota que morreu num incêndio ontem? – perguntou minha mãe, ao abrir o jornal, quando eu me sentei na mesa para deliciar o meu café da manhã. Eu estava faminta. – Olha! É a Mandy!

Acabei de perder o apetite.

- A-a Mandy morreu mãe? – inguei, fingindo surpresa, enquanto olhava distraidamente um artigo sobre a Blake Lively atrás do jornal que minha mãe lia atentamente.

- Morreu. – falou ela, friamente. Deixei uma lágrima cair do meu olhar e ela observou-a descer sobre a minha face. – Você já é muito grandinha, Emmeline. Você sabe, as pessoas morrem e eu não tenho tempo para ficar agüentando os seus problemas. Faça-me o favor...

Ela então pareceu engolir o pedaço de pão que mastigava enquanto falava comigo. Ela sempre foi tão fria... Será que ela às vezes não podia apenas me entender? Por que será que ela foi ter uma filha então? Ah, deixa pra lá. Na vida de uma cantora famosa, é melhor nem se meter.

- Mas... – comentou ela, ao se levantar. – Diz aí que o corpo não foi encontrado... que estranho, não é?

Queimada. Nem as cinzas restaram pra contar história...

/fim do flashback/

Mas a Mandy me leva a outro ponto da história: a minha gravidez. E isso foi o principal fato pelo Remus me odiar tanto... eu precisava tê-lo de novo. Fazia um ano que eu perdi a minha filha, e muitas outras coisas aconteceram e acontecem e eu preciso de alguém pra me apoiar. Alguém que não seja apenas um amigo... que seja mais que isso.

- Por que você ficou então? – indaguei, enquanto sentava num mini-sofá onde ele tinha sentado, porém, em lugares opostos. Coloquei o celular que estava no meu bolso agora em cima da pequena cofee-table na nossa frente. Ele não olhou pra mim, nem respondeu à minha pergunta.- Vamos, responda. – insisti. – Por que você ficou? Por que você não foi embora com a Lily e o Tiago?

- Por que... hoje é o seu aniversário e eu estou realmente precisando fazer caridade esses últimos dias. – ah é, caridade, é? O que você fez de tão errado, Lupin? Ou isso seria algum pedido que você fez pra Deus? Sua carinha de safado pidão não me engana, Lupin.

- Arrependido com o que faz comigo? – indaguei, com voz sedutora.

- Quem devia se arrepender era você. – rebateu.

- VOCÊ É MESMO UM IDIOTA! – explodi, me levantando da cadeira e gesticulando.

- NÃO, VOCÊ É QUE É! – berrou ele, também irritado. – VOCÊ É QUE NÃO DEVIA TER SIDO BURRA O SUFICIENTE PRA DESMAIAR AQUI! NÃO DAVA PRA ESPERAR ATÉ CHEGAR EM CASA?

- MELHOR AQUI OU NO ÔNIBUS? – perguntei, desafiadora.

Ele não respondeu. Pareceu um pouco confuso, porém irritado e violado. Ele estava sem armas, realmente brigava por algo sem cabimento. Quando será que ele vai entender que o que eu mais quero é ele? ARGH! Que idiota. Agora ele não está mais olhando na minha cara.

- Até quando você vai insistir que não me ama? – perguntei, direta. Sentei-me, e ele, que já estava sentado, olhou bem nos meus olhos e se aproximou.

- Se eu disser que me ama você vai me abandonar de novo? – perguntou ele, seus lábios cada vez mais próximos dos meus.

- O que você está esperando pra me beijar? – indaguei, rindo, e ele então lançou aquele sorriso tímido.

Nossos lábios se aproximavam a cada milésimo de segundo, quase ao encontro. Ia ser perfeito, depois de tanto tempo sendo ignorada, finalmente uma demonstração de amor, finalmente um beijo... mas aí, na hora H, quando nossos lábios iam se tocar – finalmente – o meu maldito celular tocou uma música de punk estridente. E o clima foi pras alturas, daí ele nem olhou mais na minha cara de tão envergonhado...

Não foi dessa vez.

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; narrado por lílian evans.




- Consegui ligar. – falei, interrompendo Sirius e Lene dando o maior chupão.

Bem, esse negócio de eu vou te levar numa praia, isso foi a mais pura mentira. Bem, a praia foi só, meio que, uma distração pra gente preparar uma surpresa pra ela. Ela insistiu que não queria nenhuma festa, queria só algo simples, quem sabe um bolo... mas nós somos as Rainhas! E ela está fazendo dezoito anos hoje, isso simplesmente não pode passar com um bolinho qualquer.

Enquanto nós estávamos na praia, a Lene e o Sirius prepararam uma baita festa, com tudo que a Emmy tem direito, até show do McFly. Mas agora, eles ficaram na praia e eu não estava conseguindo ligar pro celular da Emmy... ué, isso é uma festa de aniversário e sem a aniversariante definitivamente não rola.

- Lene? – falei eu, tentando chamar a atenção dela, que beijava Sirius descontroladamente. Ela apenas fez um sinal de OK com os dedos e continuou beijando ele. – Tudo bem, se comam, eu não ligo.

Mas o importante é: eu consegui falar com a Emmy e o Javier já está a caminho. Ou seja, daqui a alguns minutos ela vai chegar pra deixar a festa bem melhor, pois eu consegui distrair, a Lene conseguiu fazer essa festa perfeita, o Sirius conseguiu reunir a galera, agora só falta ela.

Enquanto ela não chega, é melhor dar uma andada por aí, ver gente bonita e quem sabe assim, inocentemente, espiar o que o Tiago está fazendo, ou melhor, com quem ele está fazendo. Os McFly's começaram a subir no palco. Eu nunca gostei muito de McFly sabe, sempre achei os cantores ridículos, a voz deles horríveis e as músicas mal elaboradas. Mas fazer o que se um bando de fãs-loucas adoram? Inclusive a Emmy...

Dei uma procurada enquanto eles cantavam uma música chamada Do Ya, e encontrei. Tiago ria bastante ao lado de uma vagabunda, digo, garota de cabelo preto, usava aparelhos, mas nem por isso deixava de ser um pouco bonita. Usava roupas coloridas e, os dois, seguravam um copo de uísque nas mãos.

Mas isso é um absurdo! Ou melhor, uma falta de absurdo. Eu dou as costas por três minutos e ele já começa a dar encima de uma piranha qualquer!

- Posso saber quem é essa vadia? - indaguei, chegando de jeito. Os dois me olharam assustados, mas depois ele relaxou e ela ficou bastante irritada com o pequeno adjetivo que usei para me referir à sua pessoa.

- Vadia é a tua...

- Adi. - ele disse, lançando um olhar de censura a ela. - Essa daqui é a Lily, minha ex-namorada. Lily, essa daqui é a Adi.

- Ah, Adi. - falei eu, em tom jocoso. - Que original.  

- Melhor do que Lily. - falou a pequena criatura mono silabada, desafiadora.

- Ah é, você pode me dizer por quê?

- Não. - falou ela, com um sorriso. - Mas posso te mostrar.

Ela então segurou Tiago pela camisa que ele usava, puxou para perto da sua cara e, lançando um sorriso bastante malicioso, tascou-lhe um chupão. Foi horrível ficar ali, parada, vendo aquela puta fazer tudo que eu queria fazer faz um tempão. E o pior é que demorou bastante. Bastante mesmo. Foi tipo um minuto, e quando ele acabou ainda riu pra ela e pra mim. ARGH! Isso não podia ficar assim.

Eu tinha que me vingar de qualquer forma. Foi aí que me passou na cabeça algo... quem era que toda garota queria pegar nessa festa? Quer dizer, aposto que até a Adi Puta quer pegar o Danny Jones. Eu sei muito bem que ela é viciada em McFly... MWHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAAHHAHA. Orkut gente, Orkut. A criatura é cheia de comunidades do McFly.

Fui lá tentar curtir as músicas que eles cantavam. Mas eram tão fúteis e ridículas que eu desisti. Quando eles foram embora, eles passaram por uma espécie de bar, onde a Adi e o Tiago estavam se pegando, e então eu empurrei a multidão e avancei encima do vocalista e tasquei-lhe um beijo, acenando como louca para a Adi e o Tiago me verem. Cara, esse vocalista beija mal demais! E, será que ele já ouviu falar sobre pastilhas anti-mau-hálito? Mas, tanto faz, o importante é que eu consegui o meu objetivo: deixar a Adi com inveja e o Tiago com ciúme. RÁRÁ. Já viram com quem vocês estão lidando?

Depois que a euforia passou e os dois continuavam olhando pra mim boquiabertos, eu lancei uma piscadela e virei de costas e nem liguei. Eu mandei você vir mexer comigo? Acho que não.

- O que você ainda quer aqui? - perguntou Emmy, chorosa.

- Eu... eu queria te dar o presente de aniversário. - falou Remus, envergonhado.

- O presente de aniversário que eu quero, você não pode me dar. - sussurrou ela, olhando para o vácuo.

Seu quarto estava muito bonito. Sirius e Lene fizeram questão de mandar os empregados trocarem os edredons da cama, limpar, colocar velas, trocar de lâmpada, para ficar tudo perfeito para esse momento. Desde o começo dava pra prever que, se o Remus e a Emmy estivessem sozinhos, num quarto cheio de velas, limpinho, no dia do aniversário dela...

- Por que você não gosta do seu aniversário? - indagou ele, de repente. - Tem muitas pessoas, seus amigos, comidas boas, música legal, até um show do McFly fizeram pra você e você preferiu entrar pelos fundos!

- É como uma maldição. Nunca eu consigo passar o meu aniversário feliz. Nunca. No de quinze anos, teve palhaço! - berrou ela, triste. - E no de dezesseis eu rasguei o meu vestido. No de dezessete eu... sofri um acidente. E agora nesse...

Ele sentou-se na cama do seu lado. Ela olhou fixamente pra ele e ele pra ela. Ele tirou uma mecha do seu cabelo que estava no meio de seu rosto e acariciou a sua pele macia. Até parecia um sonho. Então, ele sorriu timidamente pra ela e tirou uma pequena caixa preta.

- Feliz aniversário. - murmurrou ele, entregando a caixa na sua mão.

Ela abriu a caixa e lá tinha um colar de coração.

- Hm. Brigada. - falou ela, meio triste.

- Por que você está triste?

- Eu não queria nada disso. Eu não queria o colar, eu não queria o vestido McKinnon, eu não queria a praia, eu não queria o CD do McFly...

- Então, o que você queria? - indagou ele, confuso.

Ela não respondeu e então ele foi se aproximando até dar um beijo nela.

- Você. - sussurrou ela.

- Então feliz aniversário. - falou ele, sorrindo.

E eles se beijaram, se deitando na cama e...

- Lílian Evans espiando o casal? - indagou alguém ao meu ouvido. - Isso é tão feio!

Olhei pra trás e me surpreendi. Tiago Potter estava atrás de mim, com um sorriso gigantesco para mim. E eu olhei irritada pra ele. Era o fim da picada, até quando eu estava vendo minha amiga se dar bem, eu ter que agüentar ele me enchendo o saco.

- O que é agora Tiago?

- Eu queria só conversar com você. - falou ele, malicioso. - Me acompanhe.

- Então? - falei.

Ele me levou pra um lugar muito bonito. A mansão da Emmy era ligada a uma praia. Ela estava meio deserta, mas ainda iluminada pelas luzes das mansões que a rodeavam. O barulho do mar era bastante agradável e ótimo para casais... casais! Nós não éramos um casal e nunca poderíamos ser.

- Eu... vi que você beijou o carinha lá do McFly por minha causa. - falou ele, convincente, sentando na areia, um pouco longe da beira do mar.

- Não foi não! - objetei, de pronto. - Aliás, ele beija muito bem sabia. Melhor do que você. - mentira. O beijo do Tiago era incomparavelmente perfeito. Nenhum chegava a um nível tão preciso de perfeição. Nenhum.

- Ai é? – perguntou ele, malicioso. – Duvido.

- Pois vai ficar duv... – falei eu, cheia de mim, mas ele me interrompeu com um beijo.

Não era um beijo qualquer. Era o beijo. O beijo que eu tanto queria. O que beijo que eu não tinha fazia quase dois meses. O beijo que eu não podia ter. Era o desejo que eu fazia todas as noites, secretamente e silenciosamente, antes de por minha cabeça no travesseiro. O beijo, sem dúvidas.

Mas era do beijo que eu temia. Ele me fazia pensar, toda vez que eu pensava nele, sobre a pequena criança que ele teria com a Emmy. E hoje, eles seriam uma família feliz, com seu pequeno bebê, um casal que se amava e que eram perfeitos um pro outro. Perfeitos um pro outro não saía da minha cabeça.

Até que eu tinha que dar um jeito de parar isso. Eu estaria fazendo o que eu abominei; melhor amiga e namorado. Ok, eles até podiam não ser namorados, mas eles seriam. E eu não consigo parar nisso sem me abominar e me achar um monstro toda vez.

Isso não ia dar certo.

- Hm. – comecei, afastando um pouco ele de mim, com o seu sorriso mais feliz. Deu até pena. – Ah. É que... Tiago, eu não sei se nós devíamos...

- Devíamos o quê? – indagou ele. – Você me ama, eu te amo. De que mais nós precisamos?

- É que... – falei eu, evitando o seu olhar. – É...

- Sabe de uma coisa. Eu queria fazer isso há muito tempo, mas eu meio que tinha vergonha. Eu sei que nós éramos namorados, com anel de compromisso e tudo. Mas nós terminamos e eu não tive a iniciativa de te pedir... ah, quer saber? – falou ele, levantando da areia e se ajoelhando, enquanto tirava uma pequena caixinha do bolso do casaco jeans. – Lílian Elizabeth Evans. Quer namorar comigo?

Quero. Quero, claro que eu quero! Era o que eu mais queria em todo esse tempo. Mas e o bebê...? Ah, quer saber, o bebê que se foda. Ele ‘tá morto mesmo. E a Emmy... bem, se duvidar, ela faz outro filho hoje mesmo. Então a resposta é sim! Sim, um milhão de vezes sim.

- S...

Nesse momento, começaram a soltar uns fogos. Olhei para o lado, e o nome Emmelinne, 18 estava formado por entre os fogos que explodiam. Por que agora? Por que agora ela tinha que vir me perturbar? Depois disso eu simplesmente não podia mais aceitar. Era como uma trava.

Os fogos continuaram e o Tiago ficou hesitante, esperando uma resposta positiva. Mas como eu falaria pra ele, com um bonito anel de esmeralda na minha frente, que eu não podia namorar com ele?

- Hm. – falei eu, quando os fogos acabaram. – Acho melhor... Acho melhor a gente ser só amigo.

Fiquei tão vermelha depois dessa que só me restava correr e me esconder. Um novo ano começava. Melhor ou pior, eu nem sei. Mas só sei que não quero pagar nada pra ver.






n/b: AAAAAAAAHHH EU JÁ SABIA O QUE IA ACONTECER NO CAPÍTULOOO! :D
Eu amei, amei amei ele todinho! ^^ Mas Danny Jones não pode beijar tão mal! :O Senão ele não ‘tava pegando a Miss Inglaterra. DANNY PEGA EU! o/
Aaaaaii math, eu ameeei o capítulo! :B ficou tão lindo! Remus Emmeline juntos são a coisa mais fofa que existe! *--*
Ah, e eu quero o James, fato. (y)

;**

n/a: berna, vc me paga!! KKK



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