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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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7. A Namorada Histérica do Gui


Fic: Vida De Adolescente


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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 Capítulo VII:


Olha, eu não sei por que, mas quando Deus me criou ele não foi muito com a minha cara... Tentem só adivinhar onde eu estou agora.


Quem respondeu o sótão, muito bem, acertou (não, vocês não vão ganhar balas 7 Belo por isso).


Pois é, agora que a Fleur veio para ficar eu tive que me mudar aqui pra cima. Pode uma coisa dessas?!


Bem, é o seguinte... Meu irmão Gui estava dando aulas particulares de inglês para a Fleur, e assim eles acabaram se conhecendo e se tornaram noivos. O Gui está querendo economizar um dinheiro para comprar um apartamento novo, onde os dois irão morar, e por isso perguntou se poderia ficar por aqui, para não ter que pagar aluguel.


Eu nesse momento estou sentado aqui nessa cama de casal velha, que meu pai precisou consertar um dos pés para eu poder usar. Por um milagre ela ainda está inteira, pois está cheia de cupim.


Mas se pensar bem até que aqui não é tão ruim... Quer dizer, minha mãe tirou o pó, os ratos e mais um bando de tralhas. Eu descobri que tinham um monte de coisas guardadas aqui que eu nem sabia que existiam. Como essa escrivaninha, esse pufe laranja (ele é enooorme, mas está furado. Vou pedir para mamãe costurar para eu poder sentar. Ele é lindo *-*), essa luminária de lava dos anos 80 (eu acho ¬¬. Nunca fui bom em décadas) e mais um bando de coisas.


Se a gente der uma geral vai até ficar maneiro, minha mãe falou que eu posso colar uns pôsteres na parede que não estraga, vamos trazer meu computador aqui para cima, vamos comprar um tapete grande para disfarçar o chão descascado e eu tenho o terraço (a parte que mais gosto na casa) só para mim.


A Gina que saiu azarada. Vai ter que dividir o quarto com a Fleur (mamãe não deixou ela e o Gui dormirem no mesmo quarto, achando que ela poderia estuprá-lo no meio da noite ¬¬), além que a minha querida cunhada quer um banheiro no quarto, coisa que apenas o quarto de Gina e dos meus pais têm. Ah, como aquelas duas se detestam.


-Rony! – gritou a minha mãe no alçapão. – O almoço está pronto!


Bem, eu tenho que te dizer que minha mãe também não foi muito com a cara da Fleur. A acha metida e que ela não merece o Gui. Acho que minha mãe não gosta de franceses.


Me levantei da cama e desci querendo ir no banheiro antes de comer, mas antes mesmo de eu bater na porta para saber se tinha gente Gina surgiu do quarto ainda de pijama com uma aparência horrível, parecendo mal humorada.


-Nem tente. – murmurou com irritação. – A Fleuma está ai a mais de duas horas, não pode usar o banheiro do nosso quarto porque não tem chuveiro. Pelo menos ela parou de criticar meus cabelos. – Gina se emburrou mais ainda e deixou sua voz fina, fazendo uma imitação perfeita de Fleur. – Seu cabele é vermelho de mais querrride. Tente algo mais clarro como loirro ou castanhe, mais comum. Como se eu quisesse ser comum! – a mesma suspirou. – Espero que Gui compre o apartamento logo, só faz uma noite que ela está aqui e eu já estou pirando!


-Eu posso usar o seu banheiro? – perguntei não dando muita atenção ao que ela falava. Gina é uma exagerada e está é morrendo de ciúmes da Fleur.


-À vontade. – ela murmurou descendo as escadas para almoçar. Gina tinha essa estranha mania, só começava a se arrumar (se vestir, pentear os cabelos e etc.) depois que tomava banho.


Fui ao banheiro e depois desci para almoçar. Mamãe estava terminando de colocar as coisas na mesa, papai e Gui já estavam sentados conversando e Gina esperava pacientemente batendo os dedos na mesa.


-Cadê os gêmeos? – perguntei estranhando a falta deles.


-Foram verificar a nova loja deles lá no centro. – falou meu pai e pude ver minha mãe ficar carrancuda. Eu a imitei. Significava que meus dias de trabalho estavam cada vez mais próximos.


-O que terrremos para o almoço? – veio uma voz do topo da escada.


Encarei Fleur descendo, com aqueles cabelos lisos e loiros balançando graciosamente. Senti meu coração acelerar e me controlei para o meu queixo não cair. Desde a Fleur tinha tomado banho e tirado aquela lama toda eu não conseguia vê-la sem ficar hipnotizado. Seus olhos azuis pareciam me chamar. Ela sorriu para o Gui, se sentando ao seu lado e lhe dando um beijo na bochecha.


 Senti Gina me dar uma pedalada e soltei um palavrão baixinho de um modo que apenas ela escutasse.


-Para você aprender a pensar com a cabeça de cima, e não com a de baixo. – ela murmurou no meu ouvido, irritada e eu senti meu rosto arder. Peguei o garfo e fiquei cutucando o prato, esperançoso de que ninguém, além de nós dois, tenha visto isso.


-Que horas é o seu treino querido? – perguntou a minha mãe colocando a panela de macarrão em cima da mesa.


-Hum, não é muito depois do almoço. – murmurei pegando a colher a catando o macarrão dentro da panela, o colocando no meu prato. Fleur me encarou com reprovação do tamanho da minha gula e me senti corar novamente. Mas, como eu poderia resistir a uma massa com molho branco?


-Quem vai estar lá? – dessa vez quem perguntou foi Gina.


-Ahh, os de sempre. Harry, Draco... Ah, a Hermione também. Ela vai treinar com o resto das lideres de torcida. – comecei a falar.


-Nem a vi saindo de casa ontem. – minha mãe falou.


-Ela não demorou muito, pediu para a mãe dela ir buscá-la. – falei mastigando a minha comida.


-Ela deve ter ficado com vergonha da gente. – falou Molly encarando eu e Gina severamente.


-Não comece mãe. – Gina falou se servindo de suco. – Nossa reação foi até pequena comparando com a gravidade da coisa.


-Gravidade? – perguntou Gui espantado.


-Sim, você aparecer do nada querendo ficar aqui porque tem comida de graça e ainda trazendo essa mala junto! – Gina exclamou irritada.


Gui ficou vermelho-púrpura e segurou a mão de Fleur com força em cima da mesa. Pude escutar ela falar coisas em francês, provavelmente nem um pouco agradáveis.


-Gina, não chame a Fleur dessa maneira. – disse meu pai em tom de reprovação.


-Obrrigade Arthur. – disse Fleur seca, encarando Gina. – Mas eu sei me virrar sozinhe. No vai serr uma garrotinha que irra me abalarr.


Comecei a devorar rapidamente a minha comida, com medo de ficar no meio das duas mulheres que estavam prestes a saltar e a começar a arrancar os cabelos uma da outra.


Gina cravou o garfo no prato, que por algum milagre não quebrou, e começou a comer sem se preocupar com as boas maneiras, mas nunca deixando de encarar Fleur com ódio. Já essa comia calmamente, mas retribuía o olhar com talvez mais voracidade que Gina


A porta se abriu com um estrondo. Fred e George entraram por ela com um sorriso no rosto.


-Conseguimos a nossa loja! – Fred exclamou.


A cozinha se encheu de exclamações de alegria, menos eu e mamãe participávamos delas. Mamãe provavelmente por eles terem largado a faculdade e, bem, eu por que logo eu vou ter que começar a trabalhar.


-E quando o negócio vai abrir? – perguntei, torcendo para que demorasse.


-Segunda mesmo. – disse George sorrindo debochado, apenas eu ali entendia aquele sorriso, e fiquei carrancudo. Mas, o que eu poderia fazer? Ou era isso, ou ter que enfrentar a minha mãe, além de perder o carro.


Olhei para o relógio, daqui a pouco eu teria que sair. Terminei de comer e levei o meu prato e o meu copo para a pia. Depois de lavá-los comecei a subir as escadas.


-Onde vai? – perguntou a minha mãe.


-Treino, lembra? – perguntei como se fosse obvio.


-Mas não é só daqui a três horas?


-Não. – menti. Na verdade, ainda estava com medo da minha irmã e da Fleur. – É daqui à uma hora, tenho ainda que me arrumar, e até chegar ao colégio, mesmo de carro, demora milênios.


-Vá rápido então.


Subi até o alçapão, antes pegando as minhas roupas no meu antigo quarto, já que não deu tempo de mudarmos tudo. Coloquei a camiseta de manga curta do meu time, e logo depois um casaco por cima. O dia estava muito gelado, eu ainda não sentia meus dedos dos pés e dava para ver o vapor saindo da minha boca.


Cacei as minhas chuteiras de baixo da cama, penteei o meu cabelo, uma olhadinha no espelho básica e caminhei até a garagem.


-Tchau, povo. – falei para a minha família antes de bater a porta. Bem, para completar o dia além de estar frio o tempo estava horrível. As nuvens negras pareciam que iam desabar sobre nossas cabeças a qual quer momento, odiava dias assim, escuros.


Tentei pensar no lado positivo, sem sol, eu não teria problemas para enxergar a bola quando estivesse no gol, e, pensei entrando dentro do meu carro e batendo a porta, meu carro tem aquecedor.


O som do motor chegou aos meus ouvidos e eu dei a partida, dirigindo pela a minha rua. Nunca falei sobre ela, não é? Bem, ela é simples, colocaram asfalto há pouco tempo e tem casas pequenas, mas bem cuidadas. Sim, aqui só mora um bando de velhas que têm como sonho de uma vida ganhar no concurso de jardins de Londres. Bem, na verdade esse concurso nunca existiu, mas elas estão fazendo uma campanha há anos, e parece que o clube municipal de jardinagem finalmente vai atender aos seus pedidos, esse ano na primavera.


Resolvi ir para a casa de Harry, estava sem nada para fazer e provavelmente não ia ter ninguém no colégio. Cheguei à casa dele depois de alguns minutos e o mordomo, que desde criança acho que ele tem uma semelhança enorme com o Pingu, veio atender a porta com todo aquele jeito esquisito.


-Olá Sr. Ronald, eu que eu poderia ajudá-lo?


-Fala ai, Pierre. – falei estendendo a mão e batendo na dele. Pierre me encarou como se eu fosse uma aberração. – Bem, onde está Harry?


-No andar de cima, em seu quarto. Tu não precisarás de um mapa novamente, Sr. Ronald?


Senti meu rosto ficar vermelho.


-Não, eu já aprendi que na porta da cozinha deve se subir as escadas e dobrar à direita, e não à esquerda.


-Ótimo. – Pierre sorriu. – Quando vós quiserdes algo, apenas toqueis o botão que há no quarto do Sr. Potter.


Assenti a cabeça, fingindo ter entendido alguma coisa que ele tinha falado, e entrei dentro da casa.


Bem, eu já estava acostumando com a grandeza da mansão da família Black, mas eu sempre acabava ficando hipnotizado com a grande televisão que havia na sala. Tirando isso, passei por ela sem perceber os detalhes, fitando meu corpo espelhado no chão, que dava para ser comparado com um grande espelho.


Lembrei-me o quanto fiquei chocado a primeira vez que Harry me levara ali, nunca vi moveis tão caros reunidos em um único lugar antes. Subi as escadas ao lado da cozinha e dobrei à direita, como eu deveria ter feito da última vez que vim aqui. Eu me perdi e acabei parando dentro da sala destinada a esportes do Sirius. Uma sala espaçosa, com um sofá enorme e uma TV de plasma de mais de 80 polegadas pendurada na parede, o resto do aposento havia pôsteres, troféus, uniformes, bolas de basebol autografadas, de basquete, etc. Bem, tenho que te dizer que é meu lugar favorito da casa.


Depois de caminhar por um longo corredor finalmente cheguei a uma porta, da onde vinha no volume máximo o som de um pagode horrível. Tampei os ouvidos com as duas mãos e chutei a porta para abri-la, o som nem foi percebido pela altura que estava à música.


A primeira coisa que percebi, além da música ter aumentado consideravelmente de tamanho, foi o calor. Mas não um calor bom, como qual quer pessoa gostaria fazendo cinco graus na rua, mas sim um calor infernal de 35 graus. Depois a segunda coisa que eu notei foi Harry pulando em cima da cama, completamente alucinado com a música, cantando desafinadamente e para a minha infelicidade usando apenas uma cueca.


-Meu deus, estou cego!! – berrei tapando os olhos e desmaiando teatralmente na poltrona de Harry.


Ele levou um susto ao ver que eu tinha entrado, e pegando o controle do seu som enorme que ocupava a prateleira inteira, abaixou o volume. 


-O que você está fazendo aqui? – ele me perguntou.


-Eu que gostaria de saber o que você está fazendo ouvindo esse lixo, nesse calor e ainda de cuecas.


-Bem, lixo em primeiro lugar é o que você escuta. - ele começou contando com os dedos. – Em segundo, eu odeio o frio, é a pior estação que existe.


-Então por que você mora na Europa?


Ele me ignorou friamente.


-E três, o jeito que eu estou vestido interessa apenas a mim, se eu quiser refrescar as minhas pernas eu vou fazer, e você que se dane. E quarto, quem você pensa que é para vir aqui e entrar assim no meu quarto?


-O seu melhor amigo, dã?


Ele me olhou revirando os olhos e colocou a sua música novamente.


-Você pode abaixar a temperatura do quarto?


-Não.


Suspirei, tirando o casaco e a camiseta. Estava insuportável ficar lá dentro com tanta roupa.


-Mas, afinal, por que você está aqui? – Harry me perguntou batucando com as mãos no móvel onde estava uma TV de plasma.


-Sem nada pra fazer. – murmurei encolhendo os ombros. – E o circo está pegando fogo lá em casa.


-Fred e George tacaram fogo na cortina de novo?


-Não estava falando literalmente. – disse irritado. Foi então que me lembrei que Harry ainda não sabia da novidade. – É que Gui arranjou uma noiva.


Harry começou a ter um acesso de tosse e eu lhe dei fortes pancadas nas costas para se recuperar. Ele ofegou, enchendo o pulmão de ar e depois exclamou.


-MENTIRA!!


-Eu não mentiria sobre algo assim. – falei chocado.


-Mas ele ainda não estava sofrendo pela Penny? – Harry perguntou, fazendo-me mergulhar em minhas lembranças.


Penny, uma garota meiga por fora, mas maligna por dentro. Ela e Gui estavam noivos, nunca tinha o visto tão apaixonado. Então, nas vésperas do casamento, ela deixou um bilhete no apartamento dele, falando algo sobre ser livre e de ter fugido de lambreta com um hippie chamado Carlito. Gui ficou completamente arrasado, alguns meses depois ele resolveu aceitar a promoção de seu emprego e foi trabalhar em outro país.


Mas o pior não é isso, um ano depois, exatamente, Penny bateu na porta lá de casa vestindo calças boca de sino, óculos redondos com a lente violeta, uma trança e parecendo que não tomava banho há dias. Ela começou a falar para a minha mãe (que já estava púrpura de raiva) que queria ver Gui e tinha ido até o apartamento dele procurá-lo. Bem, foi ai que minha mãe notou que a barriga dela estava avolumada e com um choque de raiva ela bateu a porta na cara dela.


Eu acredito que Penny ia ser burra o suficiente em tentar dar o golpe do baú em Giu, do modo em que parecia desesperada ela nem chegou a pensar nos meses do bebê, de como seria estranho ela ganhar o filho forte e saudável quando ela deveria ter tecnicamente apenas cinco meses de gestação.  


 Voltei ao presente, tratando de responder a pergunta de Harry.


-Era o que eu pensava também. Na verdade o que todos nós pensávamos. Foi um choque essa noticia..


-E como ela é?


-Metida a rica, francesa e incrivelmente gostosa. – falei sendo completamente sincero.


-Opa! – Harry exclamou parecendo mais interessado. Um sorriso travesso apareceu sobre os seus lábios e eu lhe mandei um olhar cortante. – Eu estou apenas brincando cara!


-Bem, de qual quer forma, Gina a odiou.


-Que palavra forte.


-Para o caso delas deveria existir uma pior. – murmurei. – Não conseguem ficar sem se bicar por um minuto, estavam quase puxando os cabelos uma da outra durante o almoço.


-Bem, então a coisa é mesmo séria. – Harry pareceu pensativo por um minuto. – Onde os dois estão dormindo? Sua casa não é grande o suficiente para tanta gente.


-Pois é. – falei me espreguiçando. – Sabe o sótão?


-Ahh. Aquele que nós brincávamos que éramos piratas quando éramos crianças?


-E você pegou aquele rato pensando que era um bicho de pelúcia! – exclamei lembrando a cena de Harry chorando e descendo, apavorado, as escadas.


-É... – Harry me encarou emburrado. – Eles estão dormindo lá?


Comecei a rir descontroladamente e ele me olhou sem entender nada.


-Vo, você acha que a Fle, Fleur iria aceitar dormir naquele lugar? – perguntei entre os risos.


-Eu ainda não a conheço ok? Como eu iria saber?


-Enfim, Fleur está tendo que dormir no quarto junto com Gina, e Gui no meu.


-NÃO!! – Harry exclamou rindo. – Não me diga que você...


-Estou dormindo no sótão, sim. – completei a frase dele e aguardei pacientemente sua crise de risos acabarem. – Deu?


-Arram. – ele disse limpando uma lágrima de seus olhos.


-Bem, no começo eu fiquei uma fera. Mas depois vi que lá é legal.


-Jura...


-Não, é sério. Tem um monte de móveis antigos lá, umas coisas meio “psicodélicas” dos anos 70, 80... Minha mãe se livrou dos ratos, finalmente vai me deixar colar pôsteres nas paredes e eu vou poder levar meu computador para lá.


-Sua mãe não te deixa colar pôsteres? E no quarto de Gina?


- Gina praticamente implorou para ela, mas essa tática comigo não funciona. Ah, e o terraço é todo meu.


-Você ama aquele lugar não é? Nunca vi nada demais nele.


-Ah, é só dar um trato. Fechar, colocar pufes, uma TV, almofadas, colchões, ia ficar um lugar legal para relaxar, além da vista é claro. Esse é o meu sonho desde criança.


-Suas ambições são realmente ridículas, Weasley. – Harry falou em uma imitação perfeita de Draco, que me fez rir. – Nunca irá crescer na vida se continuar com esses pensamentos pequenos. Existe fama e fortuna, se tiver sorte irá conseguir um pouco delas.


-Só faltava você ser loiro e ter olhos azuis, cara. – falei batendo na mão dele. – Nunca vi uma imitação tão boa.


-O Draco ainda vai acabar como gari, estou te falando. – disse Harry rindo. – Com aquelas notas ele não vai chegar a lugar nenhum.


-Muito menos nós então. – falei pensativo.


-É, esse é o lado ruim da coisa.


O encarei.


-Sério, vai botar uma roupa.


-Eu acredito que essa casa ainda seja minha.


Revirei os olhos e procurei o controle remoto da TV. Liguei e coloquei na Nick, onde estava dando Manual de Sobrevivência Escolar do Ned. Pode falar o que quiser que seja infantil e tal, mas eu não consigo parar de gostar desse programa.


-Viciado. – Harry murmurou rindo.


-Shh! – exclamei. – Baixa o volume aí da musica, não escuto nada que eles falam.


-Esse seriado já acabou há um tempo, você já viu todos.


-Mas esse é ótimo! É quando dá o primeiro beijo do Ned e da Moze e...


-Ta, não quero saber. – Harry me cortou, baixando o volume da música. – Quando nós vamos ter que ir para o treino?


-Daqui uma hora, mais ou menos. – murmurei.


-Ótimo, ainda não almocei. – Harry estendeu a mão até um botão vermelho na parede e quando o apertou deu um barulho de uma campainha. O botão ficava em cima de uma placa de ferro pequena, onde tinha furos. Não sei o nome, mas era um aparelho de comunicação parecido com um interfone.


-Sim, Sr Potter?


-Pierre, você pode trazer meu almoço para cá?


-Claro, já está subindo.


-Ótimo. – Harry se levantou e foi em direção a um armário pequeno que ficava preso no ar pela parede.


-O que você está fazendo? – perguntei confuso.


-Ahh, você nunca me viu comendo aqui em cima, não é mesmo? – Harry perguntou parecendo desinteressado. – Acho isso um exagero.


-O que você acha um exagero? – perguntei confuso.


Harry apenas abriu a porta do pequeno armário, e a visão que eu tive foi de cabos de ferro que se estendiam por um poço. Abri a boca para perguntar o que era aquilo, quando um mini elevador começou a aparecer vindo do andar de baixo, e parou bem na entrada revelando o prato de comida que levava.


-Uou.


-Eu sei, - Harry murmurou pegando o prato com batata fritas, bife e um pouco de salada. – Exagero ao extremo, mas é bem útil, não apenas para comida. – Harry esticou o braço e pegou os talheres cuidadosamente enrolados em um guardanapo, antes de se jogar na cama.


-Imagino que seja... – falei ainda encarando o mini elevador, agora vazio.


-Batata? – Harry me perguntou, e eu aceitei sem reclamar pegando um punhado e colocando tudo direto na boca. A comida das cozinheiras de Sirius era maravilhosa, mas perdia para a da minha mãe.


Enquanto Harry comia e eu roubava suas batatas, ficamos conversando sobre as técnicas que nós provavelmente iríamos treinar hoje. Para mim não fazia muita diferença, claro, mas eu ainda queria que Hogwarts ganhasse o troféu esse ano.


O tempo foi passando, e Harry finalmente resolveu por calças e foi se vestir para o treino, também coloquei minha camiseta e meu casaco já que Harry diminuiu a temperatura, senão morreríamos com tanta roupa.


Então estávamos prontos, Harry pegou uma mochila com roupas limpas para colocar depois do treino e nós fomos para o meu carro.


Chegamos à escola aparentemente deserta, quando finalmente consegui estacionar o carro em um lugar que não fosse proibido, eu e Harry caminhamos até a porta de Hogwarts.


-OI!!! TEM ALGUÉM AÍ?! – gritei pela porta que estava trancada.


-Não tem nenhum guarda do colégio para abrir a porta para a gente. – Harry murmurou olhando a extensão do muro da escola. – Que ótimo, acho que o treinador ainda não chegou.


-Mas claro que sim. – falei olhando o meu relógio de pulso. – Estamos atrasados quinze minutos para o treino. E ele sempre chega uma hora antes!


-Espere! – Harry sussurrou colocando o dedo indicador sobre os lábios, pedindo silencio. Ele encostou o ouvido na porta e depois de alguns segundos me chamou. – Escute isso.


O imitei e consegui escutar um alto e barulhento ronco.


-Não acredito que o guarda dormiu! – exclamei, e sem pensar mais nem um segundo, comecei a espancar a porta, dando chutes. – OI!! NÓS QUEREMOS ENTRAR!!


A porta de metal fazia uma barulheira e Harry tampou os ouvidos, me olhando irritado.


-ACHO QUE ISSO É SUFICIENTE, RONY! – ele exclamou. – NÃO QUERO FICAR SURDO!


Parei por um momento e pude escutar passos do outro lado. A porta se abriu e Filch apareceu com uma cara horrível (pior do que é diariamente).


-É melhor entrarem antes que eu os puna por violarem a propriedade da escola. – falou irritado e eu e Harry entramos correndo. Enquanto nos distanciávamos eu pude escutar os lamentos de Filch. “Bons tempos eram aqueles que se dava surra com régua e mandava aqueles pestes ajoelharem no milho... Que saudade do antigo diretor”.


-Graças a deus temos Dumbledore como diretor.


-Eu que o diga. – falou Harry diminuindo o passo.


-Vamos logo Harry, estamos atrasados.


-Rony, - Harry murmurou respirando fundo. – Aproveite o dia, o treinador não vai comer o nosso rim.


-Não, mas vai comer outra coisa. – Harry fez uma careta de desagrado. – E alias, estou morto de frio. Vamos logo para nós aquecermos.


Eu comecei a correr e pude ouvir os passos de Harry atrás de mim. Não demorou muito tempo para eu avistar o campo, e aprecei o passo ao ver todos os jogadores já se aquecendo.


Corri, descendo a lomba, e pude ver que estava chamando a atenção. As lideres de torcida estavam em um canto distante, dava para identificar Hermione entre elas. Ela usava uma calça de moletom marrom, o cabelo rebelde preso em um firme nó na nuca. É, ela estava novamente com a aparência da Hermione normal, e Cho e Pansy pareciam um pouco incomodadas com isso. Luna prendia a atenção delas, mostrando diferentes movimentos que iam praticar.


Acho que nunca expliquei isso para vocês não é? As lideres de torcida só surgiram graças à insistência das garotas há alguns anos atrás. O diretor aceitou a idéia, mas falou que não haveria nenhuma treinadora. Desde então a coisa toda das lideres de torcida é organizada pelas próprias alunas, e a única intervenção na escola nisso é a permissão delas se apresentarem nos jogos e os horários reservados na quadra ou ginásio para praticarem.


-WEASLEY, POTTER! NÃO SEI COMO AINDA NÃO TIREI OS DOIS DO TIME, ANDEM!


-Acho que é por nós jogarmos bem. – sussurrei para mim mesmo, apressando o passo.


O grito havia chamado a atenção das meninas. Cho quando viu Harry abanou animadamente, e ele retribuiu sem graça. Hermione também abanou para nós dois e Pansy a fitou com um olhar de censura.


-Meninas, aqui. Vamos! – Luna chamou. – Ah, olá rapazes! – murmurou distraída para nós, voltando quase que instantaneamente a mostrar os movimentos.


-Obrigada Srta. Lovegood. – murmurou Biff. – VOCÊS DOIS, ANDEM!!!


Nós nos reunimos rápido entre o time. Draco segurava a gargalhada.


-Ok, rápido. Vamos treinar a jogada da última aula. Ronald, na defesa. Potter, Malfoy e Marcos Flint no ataque. – Biff continuou a dizer o nome dos jogadores e suas posições. Eu comecei a caminhar para o gol, aquecendo o meu braço. O Biff nunca mandava a gente fazer alongamento, o que já nos fez perder a final de um campeonato, quando Dino teve cãibra quando ia fazer o gol e acabaram roubando a bola dele.


O treino começou normal, como sempre. Eu estava um pouco nervoso, admito. Nosso primeiro treino oficial, mas dei graças a deus que, pelo menos, Luna conseguia segurar a atenção das garotas, fazendo-as ficarem concentradas e nunca pararem para olhar o jogo. Esse era o meu problema, se o jogo era importante, ou se tinha muita gente olhando, eu jogava muito mal. Quase perdi a vaga de goleiro ano passado graças a isso.


Ocorreu tudo certo, as horas passaram e no total de todos os jogos levei apenas três gols. Muito bom para três horas de jogo. Enquanto Biff nos dispensava, falando o dia do próximo treino, Luna também dispensava as meninas.


-Nos vemos no próximo treino garotas! – Luna murmurou sorrindo. – Hermione, eu estou impressionada com você. – ela caminhou até Hermione sorrindo gentilmente.


-Obrigada Luna. Muito treino sabe com é. – ela começou a murmurar tímida, as bochechas em fogo.


-Devíamos combinar algo um dia desses. – Luna murmurou batendo palmas, animada. – Sabe, essas garotas enjoam. – Luna sussurrou algo no ouvido de Hermione que a fez rir.


-Vamos sim. – Hermione sorriu. – Irei falar com Gina.


-Ok. – Luna abanou, se afastando.


-Como foi o treino, Mione? – perguntou Harry já aderindo ao apelido dela.


-Hum... Muito legal. É ótimo trabalhar com a Luna. – ela sorriu. – Oi Rony.


-Oi Mione. – sorri de volta.


-Como vai Gina e a Fleur?


-Ah, desculpa por ontem. – disse vermelho. – Gina é cabeça dura mesmo, logo as coisas se acertarão.


-Não tem o que se desculpar. – ela murmurou com uma careta. – Eu que estava invadindo a reunião familiar. – ela riu.


-Vamos indo Rony? – Harry perguntou apertando o casaco. – Está esfriando.


-Vamos, vamos. – falei. – Até depois Mione.


-Até Rony, mande um oi para Gina. Tchau Harry.


Abanamos e começamos a voltar para os portões da escola. Quando estávamos nos afastando notei pela primeira vez uma única pessoa sentada nas arquibancadas. Krum havia ido junto com Draco e tinha assistido o treino. Ele desceu das arquibancadas e, em vez de ir até Draco, como eu esperava, foi falar com Hermione.


Algo no meu estômago começou a criar vida e eu me senti enjoado.


-Bem legal a Luna, não acha? – perguntou Harry me desconectando dos meus pensamentos sobre Krum e Hermione.


-Verdade. Sempre tive uma impressão patricinha dela.


-É, ela bem melhor que as outras.


-Falando em outras... Você ainda está iludindo a Cho, Harry.


Ele ficou vermelho.


-Não sei como ela não percebe, eu sou tão obvio... Não sou?


-Se até eu percebo isso, pode ter certeza que é impossível você ser mais obvio.


Harry riu, abrindo o portão da escola. Filch nos encarava como se estivesse nos amaldiçoando.


-Vamos logo, antes que ele mude de idéia. Sussurrei apressando o passo. Entramos no carro e eu levei Harry até em casa.


Quando cheguei na minha casa as coisas estavam bem mais calmas do que quando eu havia saído. Fleur e Gui estavam na sala vendo filmes. Papai estavava fazendo hora extra no trabalho e a minha mãe e Gina deveriam estar lá em cima. Passei por eles dando um “Oi” vago e subi as escadas.


-Quanto tempo mais eles ficarão aqui?! – Gina exclamava em voz baixa para a minha mãe.


-Não sei Gininha, talvez semanas, talvez meses.


-Eu irei explodir se ficar com ela por mais um minuto!


-Eu sei, ela não é uma boa companhia. Mas se é quem o seu irmão ama, teremos que aceitar.


-Eu arranjo uma nova noiva para ele, mas nunca vou aceitar ela!


-Falando sobre a Fleur de novo? – perguntei chegando mais perto e me intrometendo no assunto.


-Acho que você quis dizer Fleuma. Nunca vi uma mulher tão enjoativa, tão chata e tão metida como ela...


-Como vocês são exageradas...


-Nós?! – Molly exclamou. – Ela fica se metendo na minha comida. Falando como se cozinha lá na França ou ainda dizendo que eu cozinho gordura pura!


-Tecnicamente, tem algumas comidas suas, mamãe, que realmente são pura gordura.


O rosto da minha mãe ficou roxo, e eu me arrependi de cara e ter falado aquilo.


-Ótimo! – ela exclamou levantando os braços e passando por mim. – De agora em diante apenas salada para VOCÊ, Ronald! – e eu escutei os passos delas nas minhas costas, descendo as escadas.


-Salada... – murmurei. – Acho que vou morrer de fome.


-Boa sorte. – Gina murmurou caminhando para o quarto. – Quem mandou ficar babando pela Fleur, não é mesmo?


-Eu não estou BABANDO por ela! – exclamei.


-E eu sei dançar pagode. – disse irônica, batendo a porta do quarto.


-Babando... Babando fica você por aqueles pôsteres idiotas... – falei comigo mesmo entrando no meu antigo quarto, agora de Gui.


Ele havia feito o favor de não tirar nem sequer uma caneta minha do lugar. Meus pôsteres, meus CD, meu violão... Tudo como eu havia deixado; largados de qual quer jeito no chão. Fiquei feliz por ele não ter arrumado nada. Sentei na cadeira do computador, que está noite ainda eu já quero levar lá para cima.


Liguei o computador e entrei no MSN. Ninguém estava on, bando de povinho sem cultura. Procurei nos meus contados offiline e percebi que a Hermione havia me adicionado. Por algum motivo desconhecido por mim, fiquei muito animado com isso, mais do que normalmente ficaria.


Resolvi ignorar, e abri uma conversa com ela, mandando uma mensagem offiline.


 


R_weasley diz: Hey, Mione! Vc me add *-* Só não frite o seu cérebro de tanto estudar ta? :P A gente se fala depois, beijos


 


O tempo depois disso se passou rápido. Fiquei fuxicando no Orkut e escutando algumas músicas. Minha mãe berrou até praticamente perder a voz para eu ir jantar. Todos nós comemos em silêncio na mesa, Gui e Fleur de mãos dadas sobre a mesa, minha mãe lhe lançando olhares reprovadores.


Houve algumas pequenas discussões antes disso. Gina havia se recusado a comer no mesmo ambiente que a Fleur e havia se trancado no quarto, escutando Heavy Metal a todo volume. Meu pai e Gui ficaram irritados com ela, Fleur parecia feliz por não ter que ficar encarando a sua cara, e eu sei que mesmo fingindo, minha mãe compreendia a Gina. Não é a toa que levou um prato de comida para ela.


Como Molly prometeu, ela me serviu apenas de salada, e não me deixou pegar comida de verdade. Fiquei encarando os outros comerem com cara de cachorro pidão, mas isso não amoleceu a minha mãe. Hunf, quem disse que eu queria mesmo?


Passou o tempo sem nada de interessante acontecendo. Fui para o meu novo quarto, e dormi por umas três horas. Acordei às dez horas da noite e pedi para me ajudarem a levar o meu computador para cima. Meu pai levou o teclado, o mouse e as caixas de som, eu e o Gui levamos o computador e com muita insistência conseguimos convencer os gêmeos a nos ajudarem e os dois trouxeram o monitor.


Colocamos tudo em cima de uma escrivaninha velha que tinha lá, e eles falaram que montariam amanhã. Depois de toda essa função (vocês acham de desinstalar um computador não demora?), já era onze e meia e eu dormi novamente, o treino havia me deixado exausto.


Acordei às três da manhã morrendo de fome e de frio. Procurei alguns cobertores para me tapar e depois desci para a cozinha, assaltar os armários. Como sou burro e não sei cozinhar nada apenas peguei a caixa de Sucrilhos e levei lá para cima, iria comer com a mão mesmo. Depois de comer que nem um louco acabei caindo no sono sem escovar os dentes.


No dia seguinte acordei tarde, umas 11h30min, e encontrei Gina dormindo ao meu lado no chão, em cima de uns seis cobertores. Encarei-a sem entender, e joguei meu travesseiro na cara dela.


-Filho da put*, me deixa dormir! – ela exclamou pegando o travesseiro que eu havia jogado e tapando o próprio rosto com ele.


-O que você está fazendo no meu quarto? – perguntei perplexo.


-Eu não iria dormir de novo com a Fleuma! Antes em baixo da ponte junto com os mendigos do que no mesmo cômodo que ela!


-Ah Gina, vai se catar. Sai do meu quarto!


-Me obrigue. – ela murmurou ainda com a cabeça enterrada no travesseiro.


Bufei, não teria jeito mesmo, ela era muito cabeça dura e pesada para mim carregar (ok, é mentira). Eu poderia facilmente carregá-la para fora dali, mas provavelmente ficaria roxo de tanto apanhar e ainda era capaz de cair escada abaixo.


Levantei-me da cama e deixei-a lá tentando dormir, estava de bom humor hoje e não iria implicar com a minha irmã, pelo menos nem tanto.


Desci as escadas para tomar café da manhã e depois do almoço, mais ou menos, precisei ajudar Fred e George a levar algumas caixas dos produtos deles até o carro, o resto da mercadoria seria levado com um caminhão até a loja.


Eu fiquei realmente impressionado com o que dizia nas caixas dos produtos dos gênios. Fogos de artifícios, diferentes balas e chicles que lhe davam uma aparência de doente, coisas difíceis de se achar em uma loja de pegadinhas comuns.


-Deixa logo isso aí no carro maninho. – Fred disse impaciente e eu larguei a caixa dentro do porta-malas. – Você ainda terá bastante tempo com isso amanhã, quando irá começar a trabalhar. – ele e George deram um sorriso cúmplice.


-Não me lembrem disso, por favor. – murmurei desanimado batendo o porta-malas, o fechando com um estrondo que fez papai me encarar pela janela com cara de brabo.


-SÓ NÃO LACRE A PORTA! – ele berrou lá de dentro e eu dei um sorriso envergonhado, fazendo sinal de “ok” com a mão.


Voltei para dentro de casa enquanto eles iam para a sua loja. Subi para o meu quarto onde fiz o meu dever de casa, com grandes dificuldades devo acrescentar. No pôr-do-sol eu já havia acabado e então resolvi pegar o meu violão e subir para o terraço. Uma brisa forte batia contra os meus cabelos, me deixando com um leve arrepio de frio, mas a vista que eu tinha no momento valia à pena. 


Sentei-me na beira do terraço, deixando as minhas pernas balançando para fora, como se eu estivesse sentado em um muro. Posicionei o meu violão e comecei a tocar uma música qual quer, a primeira que veio na minha mente. Percebi que estava tocando Give Love a Try, uma música fácil de tocar e que tem uma batida gostosa.


-You... Like driving on a Sunday. You… Like taking off on Monday. – sorri me lembrando levemente de Hermione, ela deveria gostar dessa música. – You, you like a dream, dream come true... – Hermione provavelmente também deveria saber tocar isso, afinal, era da sua banda favorita. – I... Just a face you never noticed. Now… I'm just trying to be honest with myself, with you, with the world…


Vaguei minhas lembranças em eu e Hermione tocando violão aqui em casa, com Gina cantando e batendo palmas junto. Quando percebi estava pensando em eu e Hermione indo alugar o filme, eu lhe emprestando o meu casaco, nós dois estudando e por fim enquanto estávamos conversando ali mesmo, naquele terraço.


Parei abruptamente de tocar, ficando chocado comigo mesmo. Não entendia porque eu estava pensando tanto em Hermione, aquilo me deixava confuso. Percebi que era por causa da situação, da música que eu tocava, deveria ser apenas por isso que eu estava pensando nela. Lembrei de Lilá, de todos os momentos agradáveis que passamos juntos, e então percebi que não havia sido nenhum, nenhum deles. Eu namorava Lilá há um ano, mas tive momentos melhores com Hermione, a quem eu conhecia há apenas alguns dias.


Resolvi parar de pensar nisso, estava ficando confuso. O sol havia desaparecido no horizonte, ficando com apenas leves tons dourados que ainda pintavam o céu, o resto estando dominado por um azul que se distanciando do horizonte ficava cada vez mais negro, com algumas estrelas aparecendo por de trás das nuvens.


Levantei-me caminhando até o inicio da escada para acender a luz do terraço, e voltei para o meu canto. Achei melhor trocar de banda, antes que eu voltasse a pensar em Hermione e Lilá.


Depois de alguns minutos desci para o andar de baixo jantar, mas o clima estava tão desagradável com Gina trancada no quarto que resolvi apenas me servir de um prato de salada e levar para o meu quarto para comer lá.


Depois que terminei a minha refeição levei o prato para a cozinha, o lavando, e resolvi voltar para o terraço tocar mais um pouco.


Perdi-me completamente no tempo, tocando músicas pouco conhecidas, até mais ou menos umas onze horas da noite, quando um vizinho berrou pedindo para eu calar a boca e tentando me jogar um sapato. Falei uma lista de palavrões para o velho e voltei para o meu quarto. Até foi bom, pois estava frio e eu precisava me aquecer.


Encontrei Gina deitada novamente sobre os cobertores ao lado da minha cama e bufei, eu não iria aguentá-la toda noite no meu quarto, no dia seguinte falaria com a minha mãe.


Me deitei na minha cama e adormeci.

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