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19. Noite Longa


Fic: O Mistério de Starta - por Livinha e Pamela Black - Último Capítulo no AR!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 19


 Noite longa


 


Chegar a sua casa nunca lhe parecera tão necessário. Enfrentar Karl depois de reviver o que tivera com ele contando a Gui deixou Syndia sensível. Porém, ela sentia estar se saindo bem. Mas, mais uma vez, as palavras daquele homem tiveram um incrível poder sobre ela. Aquelas palavras açoitaram seu medo em relação aos sentimentos de Draco, e a frieza dele quando ela disse querer ir sozinha para casa a deixou dilacerada.


Ele não deveria ter dito aquelas palavras daquela maneira. Deveria ter sido mais compreensivo. Draco deveria ter mandado-a calar a boca e levado-a para casa mesmo ela dizendo não querer. Além disso, como ele poderia condená-la por ela apenas lembrar o combinado de ambos? Como ele poderia distorcer suas palavras daquela maneira?


No entanto, as palavras de Gui do dia anterior voltaram, martelando-a:


Aquele imbecil gosta de você. Até eu já percebi isso. Agora só falta ele notar que perder você é algo totalmente idiota.


Será que fora ciúmes o que Draco sentira? O fato de ele atacá-la daquela maneira com palavras devia-se única e exclusivamente por sentir ciúmes de Karl? Agora, pensando com mais tranquilidade, Syndia percebia que essa conclusão era a única cabível, e a reação dela ao encontro com Karl fora irracional – para não dizer infantil, uma vez que prometera para Gui, e principalmente a si mesma, de que sua reação ao ex-namorado seria completamente diferente.


Portanto, não devia culpar Draco pela reação dele. O fato de ela não ter contado a ele exatamente tudo sobre ela e Karl decentemente mostrara apenas que, sim, ele tinha razão em agir daquela maneira. Syndia apenas respondera às perguntas dele anteriormente de maneira vaga, dizendo que Karl era um fantasma de seu passado, nada mais. Isso levantaria suspeitas, despertaria ciúmes. Ela fora realmente infantil.


O som da campainha a fez sorrir esperançosa. No entanto não foi com Draco com quem se deparou ao abri-la, mas com Eleonora.


- Syndia, eu a vi quando chegou – ela falou, estudando a feição da moça e estranhando a alegria esperançosa que depois se transformou em leve decepção. – Você não me parecia bem, mas agora parece melhor... Preocupei-me à toa?


Syndia sorriu levemente para a senhora à sua frente, convidando-a a entrar. Assim que Eleonora se sentou, ela contou tudo o que acontecera – ocultado, obviamente, o fato de ter acontecido no Ministério Bruxo; contara apenas que se encontrara com Karl quando foi ver Draco no trabalho dele.


- Agora eu sei que não deveria ter agido daquela maneira. Eu fui infantil, fui tola! – Syndia irritou-se consigo mesma, levantando do sofá, agitada.


- Você não está sendo muito severa consigo mesma, querida? – Eleonora tentou condescender. – Aquele homem, Karl, ele foi muito cruel com você. Não é de se estranhar sua reação quando o vê.


Syndia suspirou. Cruzou os braços na altura do peito, para em seguida deixá-los cair, desgostosa.


- Seria normal se eu ainda sentisse por ele o que sentia meses atrás, Eleonora. – Ela sentou-se novamente ao lado da amiga. – Você sabe como eu agia quando qualquer coisa me lembrava de Karl. Meu dia era uma droga. Mas, depois que comecei a me envolver com Draco...


- Seu sofrimento parecia uma manchinha à toa.


- É. Draco conseguiu mascarar e, pouco a pouco, acabar com essa angústia que eu tanto sentia. Claro que ver Karl na primeira vez não foi fácil, mas foi pior do que hoje. Àquele dia não estava preparada, e hoje eu estava certa de que diria a Draco que – Syndia hesitou levemente, sentindo seu rosto esquentar.


- Que? – encorajou Eleonora com um sorriso.


- Que eu o amo – Syndia acompanhou a expressão da senhora à sua frente.


- E por que não disse? O que aquele verme fez que não permitiu que você dissesse ao seu namorado que o ama?


- Ele disse que Draco estava comigo pelos mesmos motivos. Que queria apenas o nome respeitável de minha família, já que fortuna eu não tinha mesmo.


- Ah, Syndia... E você acreditou nele?


- Não é que eu não tenha acreditado, Eleonora, é que...


- Você acreditou – afirmou a senhora penosamente.


- No momento – Syndia confessou. – Draco não respondeu à altura, apenas mandou Karl ir embora. Eu esperava uma resposta de Draco, mas ele não deu. Ele não disse que era mentira, que ele estava comigo porque gostava de mim, ou qualquer coisa assim! Ele apenas mandou Karl embora e me puxou para sairmos dali! – Syndia bufou,irritada, tanto consigo quanto com Draco. – Mas agora eu sei por que ele fez isso. Quero dizer, acho que sei.


- Por quê?


- Segundo Gui, Draco gosta de mim. Porém eu conheço aquele cabeça dura, e ele nunca confirmaria. Não é da personalidade dele deixar os outros perceberem que tem algum poder sobre ele, entende?


- Você arranjou um namorado muito problemático, querida.


- E a senhora vem falar isso a mim?!


Novamente o som da campainha fez Syndia ficar esperançosa, assim como Eleonora.


- Será ele? – a senhora perguntou enquanto Syndia ia até a porta.


No entanto, era Gui.


- Gui? O que foi?


- Vim ver como você estava – ele falou dando de ombros e ficando aliviado ao ver a amiga mais tranquila.


Syndia o convidou para entrar e o apresentou à Eleonora.


- Este é Gui, meu colega de trabalho, Eleonora. Esta é Eleonora Prescott, Gui, minha vizinha – e virando para o amigo, com apenas os lábios completou – “trouxa”.


- Muito prazer, Sra. Prescott.


- O prazer é meu, rapaz.


- Bem, vejo que você está melhor – Gui disse para Syndia.


- Sim, eu percebi que fui uma tonta – retorquiu, irritando-se novamente. – Vou ter que conversar com Draco, explicar as coisas. Isso se ele ainda quiser me ver.


- Ah, ele vai querer, com certeza – falou Gui.


- Como você tem certeza, rapaz? – Eleonora perguntou, estranhando a animação mista ao sarcasmo de Gui.


- Bom, aquele idiota gosta da Syndia; ela sabe disso, contei a ela.


- Hei!


- O quê?


- Não ofenda Draco!


- Mas eu não o ofendi, apenas fiz uma constatação, Syn – Gui retorquiu, sorrindo para Eleonora, que retribuiu.


 - Claro...


- Sério, Syn. Eu tenho certeza que o Malfoy não vai aguentar ficar longe. Se você for conversar com ele, vocês vão se entender.


- Eu terei que contar toda a verdade a ele.


- Eu acho que ele será compreensivo – acrescentou Eleonora.


- Será?


- Dê um voto de confiança ao Malfoy, Syn – disse Gui, dando de ombros. – Quem sabe ele não a surpreende?


- Pode ser... – Ela xingou alto em seguida. – Por que aquela coisa tinha que voltar? Ele não estava bem naquele país de yankees? Ele só veio para me atormentar, nada mais! Atrapalhar minha vida com Draco!


- Isso só acontecerá se você permitir, Syndia – Eleonora contrapôs sensatamente. – Afinal, pelo que você me disse, sua vida agora é outra, com Draco.


- Com certeza. Karl é apenas um verme nojento, um explosivim.


- Um o quê? – estranhou Eleonora. Syndia lançou um olhar feio para o amigo.


- Um animal nojento – Gui retorquiu sem se alterar –, mistura de larva cheia de pernas e lagosta sem casca que meu irmão disse ter lido num livro. Uma coisa que só ocupa espaço.


- Animal interessante – riu Eleonora diante da explicação de Gui. Syndia apenas meneou a cabeça. – Syndia, querida, agora que vejo que você está realmente bem e que vai colocar aquele...ahm...


- Explosivim – Gui respondeu, solícito.


- Isso. Aquele explosivim no lugar que lhe é devido, eu já vou. Qualquer coisa, é só me chamar. Boa tarde para vocês.


- Boa tarde, Sra. Prescott. Foi realmente um prazer conhecê-la.


- Digo o mesmo, rapaz.


Assim que Eleonora saiu, Syndia deu um tapa no braço de Gui.


- Explosivim? Não seria melhor dizer acromântula? Dementador, quem sabe?


- Ah, Syn, ela recebeu muito bem meu animal imaginário.


- Sei... Acho melhor você seguir o mesmo caminho que Eleonora. Vá ver sua noiva, quero tomar banho. Estou morta de cansaço.


- Está me expulsando? Quanta educação...


- Não. Só quero que vá embora. Tenho muito que pensar, nossa viagem, por exemplo! Preciso entender o que foi tudo aquilo.


- Sei que vou me arrepender disso, pois não é a primeira vez que vou dizer, mas... Dê uma chance a ele sim, Syndia. Ao Malfoy.


- Fique tranquilo – ela sorriu. – Vou pensar nisso também. Preciso saber como vou abordá-lo sem ser escorraçada – completou com sarcasmo.


- Ele não vai te escorraçar porque gosta de você, e por um milagre de Merlin, você gosta dele. E sei que no fundo, bem, mas bem no fundo mesmo, ele é alguém tolerável e compreensivo.


- Gui Weasley...


- OK! Já vou, já vou.


Quando ele estava à porta, Syndia o chamou:


- Ei, Gui! Obrigada.


- É para isso que servem os amigos – ele piscou.


Finalmente sozinha e com a cabeça em ordem, Syndia decidiu o que faria. Não seria algo fácil, disso ela tinha certeza. Conversar com uma pessoa quando o orgulho dela estava ferido era uma coisa, mas conversar com Draco Malfoy quando o orgulho dele estava ferido... Ah, que os deuses a ajudassem!


Rapidamente entrou no banheiro e tratou de relaxar no banho que tanto desejava.


Por mais que desejasse ver Draco naquele momento, Syndia não o fez. Conhecia bem o rapaz para ir até a casa dele, pegando-o ainda de mau humor. Gui dissera ter a certeza de que Draco responderia bem à conversa que ela pretendia ter, mas, mesmo assim, não gostaria de arriscar. Portanto, achou melhor desviar sua mente para outros pensamentos.


Na viagem de volta a Inglaterra, mais uma vez a certeza de já ter ouvido falar em Starta a assolou. Ela sabia que fora em um lugar de seu convívio normal onde vira alguma coisa sobre essa cidade, contudo o lugar não lhe vinha à mente. E parecia que quando mais pensava no assunto, mais difícil ficava chegar a uma solução.  


Desistindo, então, de tentar pensar sobre isso naquele momento, resolveu deitar-se e dormir. Mesmo ainda sendo cedo, estava cansada, e não iria à casa dos pais para dizer que havia voltado. Além de sua mãe obviamente perguntar sobre Draco e...


Syndia retesou-se na cama. Isso! Era exatamente isso! Era na casa de seus pais onde estavam os papéis sobre a cidade de Starta!


Trocou de roupa rapidamente e, tão logo conseguiu, saiu para a casa dos pais a fim de procurar extenuamente por esses documentos que, ao que agora se lembrava – e a deixava irritada, uma vez que veio tudo à sua memória –, pertenceram ao seu avô. Quanto ao motivo de Shady estar ligado a essa cidade, isso, Syndia já não fazia ideia.


 


xxx


 


Eu prefiro ir sozinha... foi nosso combinado.


Essas palavras ainda martelavam na cabeça de Draco. Por mais que ele soubesse qual era o acordo estabelecido para ele e Syndia se envolverem, essas palavras não o deixavam em paz, assim como o olhar que ela lhe lançara no dia anterior. Era um olhar de desconfiança e medo. E pensando, Draco não conseguia entender o motivo disso tudo.


Ele nunca prometera alguma coisa a Syndia. Nunca prometera que o relacionamento deles evoluiria para algo sério, algo normal. Mesmo com a história que Gui Weasley lhe perturbando a mente, ele ainda não conseguia perceber de onde Syndia tirara aquele medo. Apenas por pensar que ele, Draco, estaria com ela por seu nome? Isso era ridículo! A família Malfoy já tinha seu próprio nome.


Mas você pensou em descartá-la tão logo saísse com ela, uma voz sensata, porém cruel, disse em sua cabeça.


- É, mas eu não fiz - respondeu a si mesmo, irritado. - Pelo contrário, comecei um relacionamento idiota sem pretensões.


Draco havia entrado no banheiro, desejoso de um banho, contudo, ao se olhar no espelho, meneou a cabeça.


- Ótimo. Agora estou falando sozinho e ainda respondendo a mim mesmo. O que mais falta me acontecer?


- Uma visita, senhor Malfoy.


Draco pulou, assustando-se com a voz fina e esganiçada à porta de seu banheiro.


- Dimbo, quantas vezes tenho que dizer que não gosto que me surpreenda dessa maneira? - Draco disse entre os dentes.


- Desculpe Dimbo, mestre - choramingou o elfo doméstico. - Mas Dimbo bateu na porta e chamou duas vezes, senhor, mas não teve resposta. Dimbo então teve que entrar e...


- Certo, certo - Draco o cortou, aborrecido. - Quem está aqui?


- A Srta. Syndia Vechten, senhor. A senhorita diz que quer falar com o senhor, senhor Malfoy.


Draco expressou apenas um pouco de sua surpresa. Então Syndia estava em sua casa. O que será que ela queria?


- Diga a ela que desço em alguns minutos. Estou terminando de tomar banho.


- Sim, senhor.


- E sirva algo a ela.


- Sim, senhor.


Com uma mesura, Dimbo saiu do quarto de Draco, o qual se apressou em tomar banho. Em pouco tempo já descia as escadas que levavam a sala de visitas da Mansão Malfoy.


Syndia levantou-se tão logo ouviu o som de passos. Em suas mãos estava a xícara de chá, intocada, que Dimbo lhe trouxera dez minutos atrás. Não conseguiu beber nada, uma vez que estava nervosa. Sabia que encarar Draco não seria uma tarefa fácil, principalmente por estar disposta a colocar tudo em pratos limpos com ele, tanto seus sentimentos quanto sua situação com Karl. O fato de Draco parar a dois passos dela também não ajudou muito.


- Olá, Draco.


- Oi, Syndia.


Eles ficaram se olhando até que Draco pediu que se sentasse. Ela assim o fez.


- Como estão seus pais? - ele perguntou apenas para que não ficassem quietos.


- Bem - ela respondeu. Mas notando que aquilo estava sendo muito idiota, começou a fazer o que tanto queria. - Me desculpe pelo que fiz ontem.


- Não acho que seja necessário você se desculpar, Syndia - Draco disse indiferentemente, ao que Syndia estranhou.


- Não?


Ele deu de ombros.


- Pedir desculpas é para casais que têm pretensões, certo?


E lá estava as desculpas de sempre.


- É que as coisas não são tão simples - ela tentou.


- Caso você não tenha notado ainda, Synda, eu não sou burro - irritou-se Draco. - Mas não vou pedir explicações.


- Não?


- Não, pois sei que você não vai dar. - Draco soltou o ar, exasperado. Quando a encarou, Syndia viu mais que irritação em seus olhos; ele estava frustrado. - Eu não sou de drama, e você sabe disso, mas eu não agüento mais essa desconfiança ridícula. Eu nunca dei a entender que não gostava de você, que estava me aproveitando de você. Ambos sabíamos o que estávamos fazendo. Só que...


- Só que?


- Por que você quer saber?


- Porque eu gosto de você, Draco.


- Sei... E sua confiança em mim está ladeando esse “gostar”, não? - disse sarcástico. - Eu notei isso ontem quando você preferiu dar razão àquele homem. Você só quis saber de ir embora, acreditando nele.


- Eu não nego que acreditei em Karl naquele momento. Mas minha crença nele acabou tão logo começou. Eu estava muito magoada ainda com o que aconteceu entre ele e eu. Porém não importa mais. Não agora. Eu confio em você, Draco. Muito. - Syndia hesitou apenas dois segundos. - Na mesma intensidade que gosto de você.


- O quê? - surpreendeu-se Draco. Ele não esperava uma declaração daquelas. Não com tanto furor.


- Eu quero dar satisfações a você, Draco. Eu confio em você.


Por um momento, Draco desconfiou das palavras de Syndia. Será que ela realmente confiava nele, ou era apenas uma maneira de fazê-lo esquecer-se de cobrar qualquer explicação? Será que o Weasley havia dito a ela que lhe contara a história que a envolvia com aquele homem do ministério, por isso estava ali? Sendo assim, resolveu verificar.


- Quem era aquele homem? - perguntou de uma vez.


Syndia respirou fundo, aceitando o teste de Draco. Ele merecia. E ela lhe devia, mas também por si mesma. Ela queria uma vida completa com Draco - ou, caso ele não quisesse realmente se envolver, com outra pessoa. Cansara de ser a garota que se escondia de tudo simplesmente por ter tido um momento ruim em sua vida. Não deixaria Karl marcá-la dessa maneira. Não mais.


- O nome dele é Karl Sincery. Ele foi meu namorado - falou tão suavemente quanto conseguiu, gostando do resultado.


- É por isso que ele a afeta tanto? Você ainda gosta dele? - perguntou. Se notara que em sua voz havia um resquício de ciúmes, não demonstrou. Ainda não conseguia admitir que seus sentimentos por Syndia haviam mudado tão fortemente. Além disso, mesmo ouvindo a história de Gui Weasley, ele também queria essa confirmação saindo da própria boca de Syndia.


Syndia conseguiu rir diante dessa pergunta. Uma risada sem humor, entretanto.


- Karl foi o mais perfeito dos namorados. Perfeito até demais, se quer saber - ela falou com a voz amarga. - Eu o amei muito, na época.


Draco fez uma careta ao ouvi-la. Syndia continuou sem, contudo, encará-lo.


- Mas ele não era bem o que eu pensava, e quando descobri isso, a conseqüência foi a pior que poderia acontecer.


Syndia hesitou. Chegara o momento de contar tudo. Ou simplesmente repetir o que Adam e Gui sabiam.


- Você me contaria essa consequência? - Draco perguntou, estudando o rosto de Syndia.


Ela respirou fundo e o encarou. Havia dor nos olhos dela.


- Draco, não vou negar que me dói falar disso. Mas se você realmente quiser saber, eu conto.


Eles ficaram em silêncio. Por mais que quisesse realmente se certificar da veracidade do que Gui Weasley lhe dissera, algo no semblante da mulher à sua frente dizia a Draco que ele não mentira para proteger uma amiga. Mas ele não disse nada. Syndia interpretou o silêncio e o olhar dele como um pedido de explicação. Portanto, tudo o que ela contara a Adam, quando ele ainda estava vivo, a Eleonora, em sua casa, e para Gui quando ainda estavam em Jerusalém, repetiu para Draco.


As palavras pareciam sair de sua boca assim como aconteceu com os outros. Palavra por palavra, parecendo gravada em sua mente como se estivessem gravadas lá. Somente quando a história chegou ao ponto em que ambos se agrediam que Draco a cortou. Estava chocado demais para fazê-lo antes, surpreso diante de tanta confiança que alguém, pela primeira vez, depositava nele.


- Se não quiser, não precisa falar mais, Syn – ele disse, parecendo sincero. - Se não quiser me dizer os pormenores, não precisa. Eu não sou do tipo sádico.


Syndia preferiu continuar de outro ponto. Sentir a sinceridade na voz de Draco juntamente com o carinho, a fez sentir-se mais determinada. Não era momento para dúvidas ou medos. Era apenas o momento de mostrar a Draco que ela confiava nele sim, e que também o amava.


- Todo meu romantismo - ela falou, olhando-o -, aquela coisa de encontrar o homem perfeito, caiu por terra. Karl era meu homem perfeito, entende? Cheio de sorrisos, mimos, palavras bonitas... Mas depois do nosso relacionamento, ele me tratando feito... Feito um trapo velho... - Syndia suspirou. - Depois de tudo isso, eu não consegui acreditar mais em homem algum para um relacionamento. E então apareceu você. Com toda essa insistência, arrogância, prepotência... – ela riu. – Tudo o que eu não queria.


Pensando que aquela seria a hora em que Syndia pediria desculpas mais uma vez e o dispensaria, Draco falou com uma leve irritação:


- Bem, se depois de tudo eu sou o que você não queria, então é melhor voc-


- Mas por mais que eu realmente não quisesse me envolver com alguém - Syndia o cortou, querendo sorrir -, você apareceu, me propondo algo que eu me agarrei querendo mentir para mim mesma. Eu sei que você disse que só quer aproveitar esse momento, sem compromissos. Mas eu já me envolvi com você, Draco, e gosto de você da forma que eu jurei a mim mesma que não gostaria de outro homem. Não estou te cobrando nada. Só estou esclarecendo como você me pediu. E caso você queira acabar com tudo isso, afinal estou tendo “pretensões”, vou entender. Eu te amo e estou disposta a continuar nosso relacionamento. Mas, e você?


Draco ficou em silêncio. A surpresa por ter Syndia confiando nele não foi nada comparado àquilo. Então ela realmente o amava? E ele? Gostava mesmo dela? Era amor o que sentia por Syndia? Ou era apenas uma atração física? Nunca se apaixonara antes, como ele poderia saber que o que sentia e que às vezes o consumia era amor?


Sim, ele sentira falta dela nesses dias em que estivera em Starta, e a vontade de quando a viu no dia anterior fora de levá-la para sua casa e fazer amor com ela, matar a saudade. E quanto a viu magoada por Karl sua vontade era azarar aquele imbecil e beijá-la até que se esquecesse de tudo. A mesma vontade que sentia agora. Mas tudo parecia tão difícil.


Syndia, entretanto, vendo o silêncio de Draco, a luta em seus olhos, a determinação em não encará-la, interpretou os sinais de outra maneira. Se ele realmente gostasse dela como Gui dissera, então ele teria ao menos se levantado da poltrona em que estivera sentado desde então e teria se aproximado. Teria lido a dor em seus olhos, a vontade de ser abraçada por ele. Por isso mesmo, quando Draco murmurou seu nome, ainda sem encará-la, interpretou a incerteza na voz dele como pena.


- Não precisa falar nada, Draco - ela interrompeu. - Tem coisas que acontecem, independentemente de nossa vontade. Não vou forçar nada.


Com isso, Syndia levantou-se do sofá e, tão rápido quanto conseguiu, saiu daquela casa.


Draco não a segurou. Ainda estava intrigado demais com tudo o que escutara da boca de Syndia. Indeciso demais. Não sabia se seguia ensinamentos de uma vida toda sobre nunca se envolver emocionalmente com alguém ou deixava tudo o que Lúcio lhe dissera para trás, enterrado como seu pai estava. Aquela fora a noite mais longa de sua vida.


Também foi a mais longa para Syndia.


 


xxx---xxx


 


As nuvens encobriam parcamente a lua cheia, porém, quem quisesse apreciar seu brilho poderia fazê-lo sem frustrar-se. Isso era o que indicava o sorriso de um homem que, através da janela, vislumbrava aquele brilho. Sua atenção só foi tirada da lua quando a porta de seu escritório se fechou, indicando que alguém entrava.


- Ele chegou - uma voz arrastada disse com um leve ar de riso.


- Não o trate assim, Lúcio, ele é um bom rapaz. Tem-nos ajudado muito, apesar de sempre ser destratado.


Lúcio Malfoy sorriu novamente.


- Se não fosse por saber o que ele é capaz de fazer, pensaria que Short é, na verdade, um capacho por ainda trabalhar para meu filho, Alexander.


Alexander Malcom olhou para Lúcio, então.


- Seu filho aprendeu muitas coisas, porém não polidez.


- Não sei se seria falta de polidez o fato de ele tratar um empregado como eles bem merecem.


Alexander apenas meneou a cabeça. A porta de seu escritório foi aberta novamente e por ela passou uma pessoa com uma capa de viagem que lhe tampava as feições. Elliot a retirou assim que se encontrou seguro no escritório.


- Todos foram contatados, Guardião Sênior. - Sua expressão fria contradizia com todo o receio que ele mostrava sentir em frente a Draco, no entanto o respeito continuava diante de seu superior.


- Ótimo trabalho, Elliot - Alexander falou suavemente. - Sendo assim, você sabe o que fazer, não sabe?


- Sim, senhor.


- Ótimo, pois será essa noite. Não acho que será difícil incapacitar dois bruxos.


- Não, senhor. Além disso, o Guardião dos Cavaleiros enviou alguém.


- Verdade?


- Sim. O avião chegou do Oriente há uma hora. Ele preferiu vir de maneira impura, pois era mais seguro.


- Sem sombra de dúvidas. Onde ele está?


- Purificando-se, senhor. Deve chegar a qualquer momento.


- Ótimo. Sabia que poderia confiar em Ibrahim. Ele enviou Absar, presumo.


- Sim, senhor.


Alexander sorriu.


- Claro que Ibrahim enviaria seus olhos para essa missão. (1) Então só nos resta esperar Absar que... Ah, ele chegou - falou Alexander ao ouvir alguém chegando.


Absar, um jovem de pele morena, mostrou-se tão calado quanto respeitoso quando ficou na presença do Guardião Sênior.


- Com todos aqui, podemos ir.


Sendo assim, os quatro homens se levantaram e aparataram na Rua das Flores, em um bairro bruxo de Londres. Sem problemas, passaram pelo portão adornado, ao centro, por um lírio em alto relevo, chegando à porta. Bateram duas vezes e Alexander sorriu quando Lyx abriu a porta de sua casa.


- Alexander - ela o cumprimentou animadamente. - Que ótimo recebê-lo, embora não esperasse.


- É bom vê-la tão predisposta, Lyx - Alexander retorquiu, ainda à porta. - Isso facilitará as coisas.


- Coisas? - a mulher retorquiu, estranhando, mas sorrindo para seu visitante.


Sem dizer nada, Alexander Malcom apenas deu um passo para a esquerda, revelando Absar. O árabe apenas apontou a varinha para Lyx, que caiu desacordada no mesmo instante.


- Procure Oren - Alexander ordenou friamente a Elliot. - Mas, aconteça o que acontecer, não o mate. Tenho muitas perguntas a fazer.- Virando para Absar, falou em árabe. - Dê um jeito nas duas elfos domésticas que há aqui.


Encontrar Oren não foi difícil. Ele estava em seu escritório, e tão logo os pais de Syndia encontraram-se despertos, Alexander sorriu a ambos. Quanto a Lillu e Didi, as elfos que serviam a família Vechten, nem sinal.


- Boa noite - ele cumprimentou os pais de Syndia.


- Alexander, o quê... O que está acontecendo? - Lyx perguntou assustada e com a voz chorosa. Ela segurava o marido em seus braços, ainda desnorteado. Um corte na bochecha de Oren e um enorme inchado em sua testa mostravam que o marido não fora fácil de pegar como fora com ela.


- Eu preciso perguntar algumas coisas a vocês, Lyx, apenas isso.


- Mas o que significa tudo isso?


- Você sabe o que é isso, Lyx. Só vou refrescar-lhe a memória para que fique mais fácil, ok?


Alexander deu um leve sinal para Elliot e Absar, os quais tiraram Oren do sofá e deixaram-no desequilibrar-se e cair.


- Não!


No mesmo instante em que Lyx gritou, o feitiço saiu da voz de Elliot. A mulher assistiu, impotente, à tortura do marido. Sua vontade era correr até ele, mas duas mãos fortes a seguravam.


- Solte-me!


- É melhor você responder às nossas perguntas, Sra. Vechten. Podemos ficar assim a noite toda.


Lyx olhou horrorizada do marido para Lúcio, quem a segurava. Ver Lúcio Malfoy em sua casa foi tão assustador quanto vê-lo segurando-a. O pai de Draco estava envolvido nisso. Ele não morrera como todos pensaram. Agora ela entendia o motivo de Draco não querer enterrar o pai no jazigo da família. Enterrá-lo lá significaria um funeral, o que exigia a presença de um corpo. Era mais fácil enterrar um monte envolto num lençol nos terrenos de Azkaban do que qualquer outra coisa. Ela devia avisar Syndia de que Draco era perigoso. Mas ela devia antes livrar seu marido daquela tortura.


- Vocês não perguntaram nada! - ela gritou, chorando. - O que querem saber?


Alexander elevou sua mão, ao que Elliot parou com a tortura. Oren relaxou o corpo devagar, respirando pesadamente. Lyx tentou ir até ele, Lúcio a segurou.


- Você terá seu tempo - ele disse.


- Onde estão? - Alexander perguntou. Ele parecia sentir-se numa visita social, pela sua voz suave e educada.


- O quê?


- Os papéis de seu pai Shady. O diário dele, as escrituras antigas.


- Diário? Que escrituras?


Os gritos sufocados de Oren pareciam perfurar os ouvidos de Lyx. Ele tentava resistir à maldição da tortura, mas seu marido não era mais o auror de antigamente.


- Eu não sei! - ela gritou. - Eu não sei onde estão, faz muito tempo que meu pai os guardou.


- Procure-os, então. Como Lúcio lhe disse, temos a noite toda.


- Por favor, parem de fazer isso ao meu marido, deixem Oren em paz! Ele não tem nada a ver com isso!


- Ele tem tudo a ver com isso, pois está casado com você. Ele é pai de Aisha - Alexander retrucou friamente.


- Eu vou procurar, eu vou procurar! Eu juro, mas deixem Oren em paz.


- Comece a procurar então, Lyx - retorquiu Alexander.


Como se fosse para forçar as palavras do homem, Lúcio ergueu a mulher, tirando-a do torpor que se encontrava olhando para o marido se retorcendo no chão. Tão logo ela se levantou, a tortura parou.


- Eu não sei onde estão exatamente. Mas vou procurar! - apressou-se em completar quando viu Elliot prestes a continuar seu trabalho de tortura.


- Faça-o.


Sob os olhos de rapina de Absar, Lyx começou a revirar o escritório. Ela sabia o que eles procuravam e sabia que não estava ali. Ela sabia que estava no sótão, mas retardaria a procura o máximo possível, querendo pensar em algo. Ou simplesmente para deixar seu marido se recuperar. Oren saberia pensar em algo. Ele era esperto. Experiente. Já fora auror, saberia pensar numa estratégia, mesmo eles estando em desvantagem numérica e de força e sem varinha...


Lyx mordeu o lábio inferior, tentando controlar o choro que queria escapar. Ela não poderia mostrar-se fraca, tinha que ser forte. Por ela, por seu marido e principalmente por Syndia. Ela sabia que isso iria acontecer um dia, como seu pai a prevenira.


“Eles virão, Lyx. Esteja preparada.”


Quando decidira se casar com Oren, percebeu que seu pai ficara muito feliz, independentemente de esse não ser o casamento de sonhos dele. Depois, ela percebeu que a alegria do pai não era por sua felicidade, mas por Oren ser um auror forte e experiente, um bruxo de qualidade. Ele saberia proteger a família.


Mas nada adiantara. Casar-se com um auror não mostrou proteção, os feitiços que cercavam a casa não serviram para nada, uma vez que Alexander soube chegar com amizade, primeiramente. Para entrar na casa dos Vechten, deveria ter autorização de qualquer um, antes. E Alexander tinha. E o sangue que corria nas veias de Lúcio Malfoy também era permitido a entrar por causa de Draco. Quanto aos dois sujeitos, não foi difícil entrar por estarem com dois bruxos autorizados. A mesma proteção que cercava a residência dos Vechten, embora mais fraca, era a mesma que cercava Starta: somente quem os deuses permitiam adentravam seus portões.


Porém, o fato de Syndia não morar mais com os pais, fez as defesas diminuírem. E Lyx não se preocupou em reforçá-las. Estava muito animada e acomodada, pensando que a Ordem de Starta nunca bateria à sua porta. Ao menos sabia que Syndia tinha mais proteção, uma vez que eles tentassem pegá-la em casa. Não, eles não poderiam pegá-la. Não poderiam sacrificar sua filha por poderes escuros e tortos.


- Estou perdendo a paciência, Lyx - a voz de Alexander rompeu os pensamentos de Lyx.


- Não estão no escritório. Tenho que procurar em outro lugar. Acho... Acho que no sótão.


- Lúcio, Absar, vão com ela - falou Alexander.


Antes de sair, Lyx cruzou seu olhar com o marido. Percebeu um brilho nos olhos de Oren, o que significava que ele já estava entendendo o que acontecia. Oren não sabia de tudo, mas Lyx tivera que contar a ele algumas coisas sobre a Ordem de Starta. E seu marido já estava desperto o suficiente para perceber que eles finalmente chegaram em sua casa. No entanto, o brilho nos olhos de Oren mostrava que ele também sabia, assim como Lyx, que Syndia pegara aqueles papéis no dia anterior. Eles não haviam visto que papéis eram aqueles nas mãos da filha, mas eram velhos demais para não serem as escrituras que Alexander queria. Dois movimentos leves com a cabeça fizeram lágrimas caírem abundantes pelos olhos azuis de Lyx. Oren fora claro: não, não entregaremos nossa filha.


As palavras de Lúcio ecoaram na mente de Lyx: temos a noite toda.


Aquela foi a noite mais longa e dolorosa da vida dos pais de Syndia.


 


xxx---xxx


 


Os olhos de Syndia não se moviam. Se não fossem pelas lágrimas que caíam em alguns momentos e que eram logo contidas pelas mãos da moça, poder-se-ia pensar que ela estava em choque. Mas não estava. Ela estava, na verdade, encarando os pais, deitados cada um em uma cama, no hospital Saint Mungus.


Não conseguia entender quem fizera aquilo. Não poderia ser ladrões, pois nada foi roubado. Bruxos das trevas, também era infundado. Seus pais não participaram das guerras bruxas. Ninguém poderia querer alguma vingança. Apenas um ato cruel que Harry e Rony estavam investigando.


Assim que todos tomaram conhecimento do ataque aos Vechten, o Departamento dos Aurores iniciou uma investigação. Desde o tempo de Voldemort não se ouvia falar de um ataque desse tipo. Alguns até especulavam que o futuro do casal seria o mesmo fim dos Longbottom. No entanto, o que mais assombrava era a semelhança do ataque.


Será que Voldemort retornara de alguma maneira?, era o que a sociedade bruxa perguntava. 


Harry e Rony, assim que souberam de tudo, pediram para Quim que os deixassem investigar. Depois de pensar por um momento, o chefe dos aurores permitira. Mas não sabiam de onde começar. Tudo fora muito bem planejado e o fato de Lyx e Oren estarem desacordados, mesmo depois de um dia inteiro, não ajudava em nada.


O sol já havia se posto há alguns minutos quando uma curandeira entrou no quarto e verificou o casal.


- Como eles estão? - Syndia perguntou ansiosa e com a voz rouca pelo desuso e o choro contido.


A curandeira suspirou.


- Srta. Vechten, por que não vai para casa descansar? A senhorita está aqui desde a madrugada, não comeu nada que trouxemos e continua na mesma posição nessa poltrona.


- Como eles estão? - Syndia perguntou entre os dentes e se levantando. Não registrou a dor em suas articulações.


- Da mesma maneira que três horas atrás. Estáveis. Nenhuma melhora, mas também nenhum agravante.  


- Por que nada muda? Por que vocês não fazem nada para ajudá-los? - Syndia nem percebeu que começava a gritar. - Vocês estudaram para isso, por que não podem fazer nada?!


- Srta. Vechten, por favor, controle-se - a curandeira falou duramente. Depois suspirou. - Sei como isso é difícil, mas há momentos em que nós apenas podemos esperar. Eles precisam reagir às poções que ministramos e aos feitiços de recuperação. Enquanto eles não acordarem para sabermos o que ocorreu de verdade, é difícil estipular um tempo para a recuperação.


Syndia mostrou-se mais calma e se sentou novamente na poltrona. No entanto, estava gritando por dentro. Sabia que se não se mostrasse calma e continuasse a ter seus ataques histéricos, a curandeira a tiraria do quarto. E ela não queria ficar longe dos pais.


Assim que a curandeira saiu, outra pessoa chegou. Era Draco.


Mesmo que Syndia quisesse a presença dele para confortá-la – o que ela notou acontecer só em vê-lo parado à porta –, imaginou que isso não aconteceria. Por isso foi uma surpresa tê-lo ali.


- Oi.


- Olá, Syndia – Draco respondeu, entrando no quarto e fechando a porta. Ele olhou alguns segundos para os pais de Syndia antes de perguntar como eles estavam.


- Estáveis – ela respondeu. – O que quer que isso signifique – suspirou.


Eles ficam em silêncio. E pela primeira vez era um silêncio constrangedor.


A intenção de Draco ao decidir ir ao hospital foi para confortar Syndia. Ele descobriu sobre o ataque apenas naquele momento, pois fora à casa da moça. A vizinha, Eleonora, dissera, com um pouco de surpresa por ele não saber das notícias, que os pais de Syndia estavam no hospital. Sofreram um tipo de ataque. Porém, ela não sabia qual hospital que era, uma vez que Syndia não disse. Mas Draco sabia.


O ataque saíra sim no jornal, O Profeta Diário, contudo Draco não tocara no jornal. Sua cabeça àquela manhã estava no que Syndia lhe dissera na noite anterior. A história dela e de Karl sendo verdade, o que mostrava a confiança que ela sentia por Draco. Além do amor que ela dizia sentir.


Ao decidir ir à casa dela, Draco sabia que seria um passo enorme que daria em sua vida. Isso seria admitir que sentia o mesmo por Syndia, por mais que suas concepções o mandasse dar meia volta e esquecê-la para sempre. Mas saber do ataque aos pais de Syndia e ter a certeza de como isso a afetava, fez com que uma bola amarga se alojasse em sua garganta. E ver o olhar desesperado de Syndia quando chegou naquele quarto de hospital só fez com que desejasse que suas concepções tivessem sido outras enquanto crescia com Lúcio.


- Eu não estou num dia bom, Draco – Syndia disse num murmúrio, sem encará-lo, quebrando os pensamentos de Draco.


- Eu sei – ele disse baixo.


- E o combinado era...


- Eu lembro o que combinamos no dia do seu aniversário – ele a interrompeu suavemente.


Syndia o olhou. Sorriu sem humor.


- Não precisa ter pena de mim, Draco. Estou bem.


- Está bem? Você acabou de me dizer que não estava num dia bom – ele retorquiu com um meio sorriso.


- Você não tem que vir aqui. Sabe disso.


Syndia desviou seu olhar para os pais. Novamente veio uma nova vontade de chorar, porém não apenas por eles.


- Sei que não tenho que vir. Sei que não sou obrigado, também.


- Então por que veio?


- Pelo que você disse ontem, lá em casa.


- Oh... Draco - falou num suspiro -, não estou com cabeça para conversar sobre aquilo. Nem sei por que eu falei tudo aquilo.


- Não sabe? Ou quer retirar tudo o que disse?


- Não! – Ela olhou para Draco novamente. – Quero dizer... Sei o que disse e não retiraria uma vírgula. Mas você não preci-


- Eu vim, não vim?


- Por quê? - ela pergunta estranhando.


- Pelo que você me disse ontem, lá em casa - ecoou.


Syndia sorriu levemente. Percebeu que Draco parecia não querer se aproximar. Ele estava no mesmo lugar quando entrara no quarto, mantendo também a mesma posição com as mãos dentro dos bolsos da calça. Ela o conhecia bem para saber que ele estava tentando esconder sua insegurança. E ao contrário do que sentira durante todo aquele dia, o coração de Syndia permitiu-se aquecer diante da mudança que ela via acontecer no homem que amava.


- Por que essa mudança repentina?- ela perguntou, curiosa.


- Pelo que você me disse ontem, lá em casa.


- Draco...


- Porque eu entendi mais do que poderei admitir no momento, Syndia.


Ela sorriu para Draco. Com esse sorriso, ele sentiu-se mais seguro e aproximou-se dela. Fez Syndia levantar-se e a abraçou.


- Vai ficar tudo bem – Draco sussurrou em seu ouvido.


E, novamente, Syndia permitiu-se chorar. Mas naquele momento, ela sentiu que tudo ficaria bem. Draco estava com ela.


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(1) Absar, um nome árabe, significa “olho”.


N/B - EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ TERMINOU O CAPÍTULO ALI!!!! Eu não acredito!!!! AAAaahhhhhh!!! Eu vou ter uma síncope! Primeiro, a múmia paralítica sexi-psico-depressiva-obsessiva do Malfoy fica travando tudo! Aí o Lúcio, O LÚCIO!, ressurge das cinzas mal cheirosas onde ele estava escondido pra machucar pessoas!!! E aí, quando a múmia por uma obra milagreira de Santo Expedito resolve se mexer, VOCÊ TERMINA O CAPÍTULO!!!! Eu vou dormir! De bico! Tô emburrada, fique sabendo! Só desemburro com um capítulo novo enooooooormeeeeee, com direito a muito beijo, mistérios em Starta, ação, o Lucio apanhando, muito beijo, mais mistérios, o Draco nos lençois "desprevenido" e mais beijos! Ai,ai, ai... <( - ;D -  Tudo isso pra dizer que eu amei, Betinha! Até as partes difíceis! =D - Beijos muitos, e estou esperando o próximo!!! - E tô de bico, hein! Hihihihihihihihi...


N/A – Sim, muitas coisas acontecendo por aqui, coisas ruins e boas! Espero que todos tenham gostado!


E fica de bico não, mana!! Aihm, que agora me dói a consciência! Hihi... Mas só um tanto..até o capítulo 20 sair do forno (o que não vai demorar muito!).


Um beijo em todos que acompanham a fic, especialmente: Bruna G. Weasley e Paty Black! Amocês, irmãzinhas! Próximo Capítulo: “Estranha aliança”


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