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4. Speechless


Fic: Restless - Rose&Scorpius - FINALIZADA ULTIMO CAP ON


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 3 - Speechless (SEM FALA)


– Srta. Weasley!

A conversa foi interrompida quando meu chefe do departamento se aproximou. Jenny estava contando, num ar surpreso como se ainda não ousasse acreditar, que Albus a pediu em casamento e lembrando como havia aceitado o pedido. Eu caminhava ao seu lado calmamente pelo corredor do Ministério, em direção ao setor do sétimo nível, onde trabalhávamos há dois anos. Ao ouvir a voz do sr. Dansford chamar meu sobrenome com urgência, logo me desliguei da conversa de Jenny e virei-me para atendê-lo. Ele andava apressado, e a expressão dele tornou-se nítida enquanto se aproximava – não parecia muito contente. Ele nunca parecia contente.

Segurei o braço de Jenny para fazê-la parar de andar e me esperar.

– Oi, sr. Dansford – cumprimentei, tentando ser simpática como sempre fazia ao vê-lo.

– Minha sala. – Apontou o dedo para mim, absorvendo minha simpatia como sempre fazia ao me ver. – Agora.

– Que será que houve, Rose? – perguntou Jenny, olhando-me, assim que Dansford desapareceu de vista.

Bufei, já imaginando o que era. Nem dei ao trabalho de responder a ela, de modo que apenas avisei que a encontrava mais tarde e que depois conversaríamos, então segui meu chefe até sua sala.

Eu não havia feito nada que deixasse um chefe zangado. Dansford era naturalmente assim, conhecia-o há bastante tempo. Tanto que minhas expectativas pelo que já me esperava na sala dele naquele momento estavam corretas. Trabalhando durante dois anos no infortúnio de fazer tudo para ele, sendo secretamente explorada, talvez por ser a única com força de vontade suficiente e que desejava agradar os que avaliavam meu desempenho, eu já tinha quase certeza do que ele queria.

– Estamos diante de um período agitado ultimamente, srta. Weasley – dizia ele. Era um senhor carrancudo, acima dos sessenta anos, terno preto, gravata branca, um bruxo elegante, e que antes me dava calafrios pela sua expressão observadora, mas agora só me dava enjôo, pela expressão falsamente agradável que via estancada ali em seu rosto ressaltado pelos fios branco de cabelo. – E é por isso que chamo você aqui. Primeiro, antes de tudo, gostaria de lhe perguntar uma coisa. Viu o que saiu no Profeta Diário essa semana?

– Sim. O ginásio de Londres foi escolhido para presentear a final do Campeonato Europeu de Quadribol – eu respondi, prontamente.

– Muito bem. E sabe o que isso significa?

– Que temos uma grande responsabilidade em mãos? – tentei. Ele afirmou. – Então o que eu tenho que fazer?

– Organizar o evento. Times incríveis e bem sucedidos estão esperando não apenas um ótimo lugar para que ocorra o jogo, mas muito mais que isso. E você sabe o que é, não sabe?

– Sinceramente, não faço a mínima idéia. Nunca organizei uma final de campeonato.

– Fará isso em alguns dias pela primeira vez. Acho que já tem conhecimento geral do assunto, e confio em você para isso.

– E eu vou ter que fazer tudo sozinha? – estremeci com a idéia. Todas as coisas que ele me pedia para fazer sempre acabavam sendo responsabilidade individual, então não duvidava que seria o mesmo naquele momento. Mas, por sorte, Dansford negou com a cabeça.

– Não se preocupe, terá ajuda o suficiente para isso. Estou então encarregando você de reunir os bruxos desse departamento para relacionarem idéias e fazer dessa a melhor final de uma copa européia.

Não deixei de dar uma risadinha.

– Mas, se não me engano – eu disse, sem me conter – o senhor que faz essas reuniões já que é o chefe...

Recebi um olhar gelado em troca. Ignorei-o. Desse modo Dansford ergueu a sobrancelha, e perguntou:

– Está negando um serviço?

– Não, senhor. Só não acho jus-

– Então assunto encerrado. Traga-me relatórios sobre as reuniões, os nomes dos bruxos que ajudarão na organização do jogo. Só isso por enquanto, Weasley, agora pode sair.

Era por essas e por outras que eu me perguntava porque ainda continuava trabalhando no Departamento de Jogos e Esportes Mágicos. Mesmo que no começo tenha sido uma época excelente, onde meus trabalhos eram avaliados como um dos melhores, parecia que hoje, mesmo ainda sendo, não fazia mais diferença alguma. Percebia, enquanto saía apressadamente daquele setor, que a graça havia se esgotado. Mas, por uma razão que desconheço, alguma coisa ainda me prendia àquele departamento. Só não fazia idéia do que era.

– Nossa – comentou Jenny quando contei a ela. Era final de tarde, estávamos no apartamento que dividíamos uma com a outra desde os dezoito anos, mas que agora seria apenas meu já que Jenny estava morando com Albus. Naquele momento eu tentava fazer o vestido de madrinha entrar no meu corpo. – Sabe o que eu acho? Que você não contesta, simplesmente deixa a coisa como está. Se não quer fazer esse trabalho, não faça! Pra quê deixar aquele velho insistir?

– E você quer que eu seja liquidada?! A última vez que tentei negar um trabalho, o cara quase me liquidou até o último fio de cabelo.

– Quanto exagero!

– O olhar dele, pelo menos, me dizia que se eu não saísse de lá o mais rápido possível ele acabaria comigo. É sério. Você não sabe disso porque ele nunca lhe ordena a fazer alguma coisa.

– Rose, você tem coragem o suficiente para desafiá-lo. Por que não o faz?

– Desafiar pra quê? – eu olhei para ela inconformada. Mais inconformada pelo fato que o vestido não entrava de maneira alguma em mim. Malditos chocolates. – Não vai adiantar nada, Jenny. Ele é o chefe. Além disso, eu preciso me manter ocupada. Se eu desafiá-lo o perigo de perder o cargo no departamento é grande.

– Eu duvido – assobiou Jenny. – Você é tipo a mão e o braço do Dansford, obviamente ele não seria louco de expulsar você do cargo.

– Não importa mais, eu disse que organizaria o jogo e farei isso – falei, checando-me no espelho. Jenny havia feito um feitiço para alargar o vestido e que então entrasse finalmente no meu corpo.

– E quais serão os bruxos que você vai escolher para ajudá-la nessa responsabilidade? – perguntou.

– Ainda não sei, tenho que pesquisar um pouco mais.

– Não se preocupe em pedir minha ajuda, ouviu bem?

– Esquece. Você está fora disso – avisei. – Você vai se casar com o Albus daqui alguns dias, e não quero você se preocupando comigo e nem com as minhas coisas. Espero que você tenha escutado direitinho para que eu não fique insistindo em tirá-la dessa tarefa toda hora.

Mesmo admirando-a por estar sempre disposta a fazer qualquer coisa para ajudar os que precisavam, eu não queria que continuasse se preocupando com problemas meus. Sempre notei como ela se preocupava mais com seus amigos do que com ela mesma. Parecia não gostar de contar seus problemas, e eu sinceramente achava que ela não tinha nenhum, exatamente por não se preocupar em dizer que tinha. Talvez tenha sido essa razão que fez Albus pedi-la em casamento. Nunca achei que ele desejasse, para a vida toda, o tipo de mulher que costuma sofrer por qualquer coisa.

Nos dias que se passaram, ocupei-me em entrevistar bruxos interessados na organização da final do campeonato. Dois, três, quatro bruxos encontrei para me ajudarem. Era uma tarefa complexa, mas não impossível para mim. Eu não acreditava que um dia seria. Consistia em conversar, perguntar e analisar. Fazia isso com facilidade. Desse modo, conseguiria reunir um grande número de bruxos do departamento com antecipação até o próximo mês, onde anunciariam os dois times convocados para a final. Depois a organização se iniciaria. Mas ainda faltavam três meses para o jogo em si.

Enquanto isso, Lily e eu ajudávamos Jenny com as preparações do casamento, que ocorreria na próxima semana. Ela estava tranqüila, realmente tranqüila. Nada de histerias, mesmo que na vez que ela experimentou o vestido de noiva tenha ficado sem fala. E eu mais ainda por saber que minha melhor amiga estava vestindo aquela peça para simplesmente se casar com meu primo.

– Meu Deus, eu estou maravilhosa – ela sorria para o próprio reflexo no espelho. – Veja isso.

– É um vestido simples para casamento, se é o que deseja – comentou, educadamente, a vendedora. Jenny, meio exaltada, disse que seria aquele mesmo.

Enquanto observava Jenny com o vestido em pé na frente do espelho da loja, aquele tecido branco e típico fez uma ligeira imagem perpassar minha cabeça por dois segundos: meu reflexo no espelho, sendo eu aquela que experimentava o vestido de casamento, e não Jenny. A idéia, ao mesmo tempo fascinante, era ao mesmo tempo ridícula e egoísta. Para mim, pelo menos. E antes que eu pudesse, inevitavelmente, me afogar naquele sonho antigo e desnecessário, Jenny perguntou como ela estava. E eu respondi, com um sorriso:

– Maravilhosamente preparada para se casar.

– Nunca imaginei que veria você usando um desses – falou Lily. – Nunca imaginei que meu irmão poderia se casar. O que é que está acontecendo com esse mundo?! Mas você está linda, de qualquer jeito, Jenny. Agora é só esperar vinte e cindo de outubro chegar. Nervosa?

– Nenhum pouco. Acho que fiz a escolha certa. Por aceitar, vocês sabem. Então não tem do que se preocupar. Mas talvez eu esteja até um pouco... ansiosa.

Suspirei, num forçado embalo para tentar demonstrar que eu estava feliz. Muito feliz mesmo por ouvir aquelas palavras. De alguma forma, era maravilhoso fazer parte daquilo. E eu sabia, com todas as minhas forças, eu sabia que eu tinha parte e sempre teria na vida deles, não só porque sou da família de Albus, mas porque, segundo Jenny, eu era a culpada por eles estarem juntos. E essa, sem dúvidas, era um feito pelo qual eu sentia muito orgulho de receber tal culpa.


***


– Quer ajuda?

– Não, obriga...da... – minha voz parou no ar quando o vi. Eu tinha derrubado no chão, na forma mais desastrada e típica de minha pessoa, todos os relatórios que havia feito das reuniões do departamento, enquanto andava apressada em direção a sala de Dansford, para lhe entregar os pergaminhos. E, numa distração sem desculpas, agachei-me para recolher de volta, como se eu simplesmente não pudesse usar magia para isso. E quando faltavam dois pedaços de pergaminhos, senti a aproximação de alguém. E quando a voz masculina familiar ofereceu ajuda eu ergui a cabeça. Perdi a fala.

– Algum problema com você? – Joshua Dansford perguntou, obviamente percebendo a minha lerdeza.

– Não. Não. Só estou um pouco... enrolada aqui, mas vai ficar tudo bem. – Toda a vez que eu falava com o filho do meu chefe, eu tentava não pensar muito que ele era filho do meu chefe. Eu não chegava a contemplá-lo da maneira como deveria com esse pensamento.

– Estava passando por aqui e a vi. Que papeis são esses? – perguntou realmente interessado. E eu lhe expliquei. – Ah, sim – comentou sorrindo. Um sorriso muito elegante, a propósito. – Aposto que está se dando bem com isso. Você sempre se dá bem, não é mesmo?

– Conseguimos contratar dançarinos e músicos para animarem mais ainda a final do campeonato por aqui – eu contei. – É um bom começo, imagino.

– Sim, meu pai ficaria satisfeito. Quer que eu a ajude a carregar tudo isso?

– É sério, tá tudo bem.

– Por favor, deixe-me fazer alguma coisa por você. Estou completamente folgado, e vê-la carregando tudo isso não me conforta em nada.

A gentileza dele sempre me animava. Abri o meu sorriso mais sincero demonstrando minha gratidão. Entreguei-lhe metade dos pergaminhos e ele ficou contente, o que o fez começar a falar enquanto caminhávamos. Josh era um rapaz interessante, devia admitir. A diferença entre pai e filho ali era gigantesca. Havia sido um corvinal excelente durante a época em Hogwarts, sendo dois anos mais velho que eu e começamos a nos conhecer assim que passei a trabalhar para seu pai.

Eu estava conversando com Lily em uma loja do beco diagonal sobre meu novo emprego naquela época. Acabei ressaltando que não tinha achado meu chefe agradável. Josh, por coincidência, estava ali perto, e ao ouvir o nome de seu pai mencionado na conversa ele se virou para mim. O sorriso do rosto dele fez com que eu me sentisse mais envergonhada ainda, principalmente quando ele falou: “Eu o conheço. É meu pai. Mas podem continuar falando dele, já estou acostumado a ouvir sobre isso.” E foi assim que nos conhecemos. Ele sempre pareceu entender aquilo, e então era indiferente quanto aos meus sentimentos pelo pai dele.

Uma vez até disse:

– Preocupo-me mais em saber o que você pensa sobre mim. Esforço para que haja alguma diferença entre eu e ele, você sabe.

Eu tinha noção o suficiente para perceber que havia sempre uma oculta mensagem em cada palavra dele. Parecia que havia um sensor de alerta em mim, avisando quando tais palavras estavam pretendendo chegar a outros lugares.

E enquanto caminhávamos pelo Ministério e ele me ajudava a carregar as coisas, Josh contava sobre um relacionamento que havia dado errado, e estava inconformado.

– Ela ficou me acusando pela falta de atenção. Simplesmente achava que eu não dava atenção a ela. Tão ridículo.

– Hum... entendo.

– Seus casos também foram assim?

– Meus casos? Não. Os seus nem são ridículos comparados aos meus. Mas pra quê falar sobre eles, né? – desviar aquele assunto era a única solução. – Você vai a festa de casamento do meu primo, não vai?

– Sim. Fiquei feliz por ele ter me convidado.

– Agradeça a mim, eu que insisti.

Opa, abri aquele espaço sem querer. O sorriso dele se alargou.

– Nos veremos no casamento então – ele disse quando estacionamos na frente da porta da sala do pai dele. Devolveu-me os pergaminhos, e depois inclinou-se para me dar um beijo no rosto, displicente. – Até logo, Rose.

Quando se afastou, bati fracamente na porta da sala, e depois que ela se abriu fui permitida a entrar. Dansford me esperava em sua habitual cadeira. Entreguei-lhe os relatórios, sem dizer uma palavra. Logo em seguida, depois de guardá-los, Dansford disse:

– Muito bem, srta. Weasley. Agora aproveite este final de semana.

Eu não gostava quando ele dizia aquilo. Queria ressaltar que a próxima semana seria terrivelmente cansativa. Mas apenas agradeci e fui embora.

Culpo o destino por tudo o que estava acontecendo. Todos aqueles trabalhos, aquela responsabilidade de organizar o campeonato, simplesmente estavam ligados a uma linha. Essa linha me levou para mais perto de Scorpius Malfoy.

Outra vez.

Quando a França, time dele, venceu a semifinal, eu não me importei que seria eles que jogariam em Londres contra a Escócia. Não porque estava tentando, mas porque eu sabia que Jenny estava certa ao dizer que caras não voltavam para dar explicações. Principalmente um que desaparecera da minha vida há bastante tempo como carrapato no verão. Eu havia confessado que esperava explicação para que havia acontecido. Jenny só demonstrou impaciência quanto a isso, o que me fez sentir estúpida. Eu não queria ser mais estúpida do que eu já era, então realmente não me importei. Soube que a próxima tarefa minha para o departamento era encontrar um lugar pelo qual os jogadores deveriam ser hospedados enquanto esperavam pela última partida, e eu quem deveria levá-los até lá. Segundo Dansford “devemos ser recepcionista".

Eu nem fiz questão de reclamar.

Mas as coisas haviam mudado, depois do casamento de Jenny e Albus, que já no dia seguinte saíram para a lua de mel deles. Mas não foi por causa disso. Naquela festa de casamento havia acontecido uma coisa que, se eu fosse mais nova, teria me arrependido de ter feito. Mas não me arrependi. Joshua me convidara para dançar, o único, e então nos beijamos. Não havia muito detalhe naquilo, como todos outros que já alcançaram os meus lábios e muito mais que aquilo. A diferença daquela vez foi que Joshua havia me convidado para sair, além de ter olhado para mim depois e ter sorrido.

Foi aquele sorriso que me convenceu de que não valia a pena se lamentar depois.

Então não me lamentei.

Porque aquilo me deu forças para encarar Scorpius Malfoy quando finalmente o encontrei; depois de exatos três anos.

Bastante tempo para os olhos; pouco para o coração. Se é que me compreendem.

– Sejam bem-vindos ao hotel London W. Brigde – eu disse aos quarenta e nove jogadores franceses, em meio a um único que compreendia meu idioma desde que nasceu. Estava no hall de entrada do hotel que eu havia adquirido para hospedar o time francês, e eu olhava para os jogadores de forma recepcionista, que orgulharia meu chefe. – Serão hospedados até a partida final do Campeonato Europeu. Sigam a sra. Glovis para conhecerem o lugar. Nosso departamento estará doando a vocês durante essa semana o campo de Quadribol do hotel para treinarem.

Embora eu estivesse olhando para qualquer um naquele instante, quem ocupava a visão era ele mesmo. Talvez porque eu sabia que cheguei a amá-lo cegamente e nunca esqueci daquilo, nem que uma vez pensei em viver a vida inteira com ele. Sonhos tolos. Nada mais que isso agora. E o tempo dissipou qualquer brilho entre nós, quando nos encaramos mesmo ainda de longe. Não enxergava nada, nem sentia nada. Eu estava completamente fria, impossível explicar tal sensação. Mas eu esperava que a indiferença que eu demonstrava ao revê-lo o ferisse bem na alma.

Ainda que era um pedido improvável, eu duvidava que sua memória fosse duradoura. Duvidava que se lembrasse de mim em algum aspecto.

Eu sabia porque o olhar que Malfoy lançou a mim, antes de se afastar com o resto do time para conhecer o hotel, era semelhante ao de alguém que tentava identificar uma pessoa parecida com aquela que não via há bastante tempo.

Só que, para variar, eu estava enganada. Quanto a ele não se lembrar de mim. E isso eu descobri logo que o jogo da final terminara, França a vencedora, sendo o pomo de ouro capturado por ninguém menos que Malfoy. Logo mais tarde, uma festa. A festa que Dansford insistiu que deveria ter, para o vencedor do campeonato. E eu fui, sem nenhum problema, acompanhada por Josh.

– Você não se importa? – ele perguntou, no meu ouvido, enquanto dançávamos conforme a música agitada se estendia no lugar.

– Me importo com o quê?

– De sair com o filho do seu chefe – havia um sorriso que eu sentia. – Isso pode ser errado.

Soltei uma risada, talvez meu corpo já estivesse colado ao dele, enquanto dançávamos. Eu não sabia ao certo, mas era uma sensação que me deixava aturdida. Ele não fazia idéia de como já estava acostumada a desafiar regras como aquelas.

– Não tem nada demais.

Afinal, não íamos levar aquilo muito longe. Relacionamentos anteriores, que obviamente tive, demonstraram que o limite era até que sexo acontecesse.

Céus! O que eu estava pensando? Devia ser a bebida. Era a bebida.

Parei imediatamente de dançar, antes que eu fizesse mais alguma besteira. Há algum tempo havia prometido a mim mesma que daquele jeito eu não iria ultrapassar. Merlin sabe as experiências que tive quando coloquei no organismo alguns copos de Whisky de fogo. E minha consciência não aturava esse tipo de coisa. Sentia-me um pouco envergonhada. Eu era fraca. Disse a Josh que precisava ir ao banheiro e me afastei.

Saí da multidão de jogadores e torcedores que dançavam, em direção a um corredor escuro. E foi então que eu ouvi meu sobrenome proferido por uma voz. Olhei-me imediatamente para as paredes do corredor, para os lados. Ninguém.

Coloquei a mão na testa, cansada da minha própria estupidez.

Mas, alguém parado atrás de mim disse, como se respondesse todas as minhas dúvidas:

– Eu não esqueci de você.

Paralisei-me. Eu sentia que era a voz dele. Contudo, não ousei virar meu corpo para encará-lo, que eu sabia que estaria muito perto daquela vez. Eu não me sentia muito preparada para ter tanta certeza, se era ou não outra ilusão.

Ainda de costas para Malfoy, tentei raciocinar.

Três anos. Muito tempo para os olhos; pouco para o coração.

Dane-se.

Scorpius Malfoy estava ali, há alguns passos atrás de mim. De todas as pessoas que ele poderia estar aproveitando, como privilégio de ser o eleito melhor jogador europeu, ele escolheu me encontrar naquela noite.

Aquilo significava alguma coisa?

As coisas que eu poderia ter falado, as palavras que planejei dizer se o visse outra vez perto de mim, nenhuma delas me pareceu propícia, no entanto. Tudo o que eu fiz, então, para a minha surpresa, foi dar risada.

E eu esperava que ele definitivamente notasse a ironia nela. Assim como a do destino. Quando me virei para enfim encará-lo de perto, parei de rir; não havia graça! A figura dele estava real demais para que minha consciência pudesse me enganar daquela vez.






N/A: FINALMENTE! Finalmente saiu alguma coisa! Finalmente o Scorpius apareceu nessa fic em carne e osso! Até chegar ao momento que eles se reencontram eu tive que fazer umas 3 versões desse capítulo. Mas essa é a que eu acho que deve ficar na fanfic.


Queria agradecer de todo coração a Leeh Malfoy, pelo comentário do capítulo anterior. Leeh, sobre o seu coment: Hahaaa, a intenção minha mesmo era escrever uma fic com a visão do Scorpius, o que eu já fiz, uma do Albus e outra da Rose, que estou fazendo! E sobre a Rose estar sem muitos sentimentos, devo dizer que não imaginei que fosse uma crítica, já que era meio isso o que eu queria mostrar, e você já pode imaginar o culpado, não? ’ Mas, calma, a fic está no começo. Scorpius tem muito o que revelar ainda! Obrigada, e não só por comentar nos capítulos, mas por dizer que é minha fã *–––––* GOD, eu fico mega feliz!


Agradecimento geral ao povo que está lendo! E peço, humildemente, que deixem suas opiniões aqui se tiverem lido tudo! Façam tudo valer a pena pra mim! Não custa nada, comentem, comentem. E peço, de uma outra forma humilde, para que não me abandonem, assim não abandonarei vocês!


Mil beijos a todos, até a próxima ;)
Belac.

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Comentários: 1

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Enviado por Lana Silva em 25/12/2011

Nossa capitulo tenso eu gostei ...Agora quero ver as farpas que irão sair desse encontro!

Nota: 5

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