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28. Batalha Perdida


Fic: Desencontros


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 28 - Batalha Perdida

 


"...aquele que sobreviver esse dia voltará são e salvo ao seu lar e se colocará na ponta dos pés quando se mencionará esta data [...] Os velhos esquecerão; mas, aqueles que não esquecem de tudo, se lembrarão todavia com satisfação das proezas que levaram a cabo naquele dia. E então nossos nomes serão tão familiares nas suas bocas como os nomes dos seus parentes:[...] Harry, Bedford, Exeter, Warwick e Talbot, Salisbury e Gloucester serão ressuscitados pela recordação viva e saudados com o estalar dos copos. O bom homem ensinará esta história ao seu filho, e [...] a lembrança do nosso pequeno exército, do nosso bando de irmãos; porque aquele que verter hoje seu sangue comigo, por muito vil que seja, será meu irmão, esta jornada enobrecerá sua condição e os cavaleiros que permanecem agora no leito da Inglaterra irão se considerar como malditos por não estarem aqui, e sentirão sua nobreza diminuída quando escutarem falar daqueles que combateram conosco..."


William Shakespeare (A vida do rei Henrique V, ato IV, cena III)



 


A fumaça que pairava insistente no ar atrapalhava a respiração. Mesmo sem o barulho das bombas e dos disparos, um zumbido permanecia perturbando seus pensamentos. Harry quase não podia acreditar que menos de um mês antes estava aproveitando do sossego de Bourghill nos braços de Ginny. Com um suspiro abafado, procurou afastar as lembranças de sua mente e tentou, sem esperanças de realmente conseguir, cochilar por algum tempo.

O regimento onde Harry e Ron serviam, havia sido enviado ao sul dos Países Baixos uma semana após a dispensa de Harry ter chegado ao fim, o que foi útil para desviar a atenção dele da saudade que sentia. Ou do medo de que Ginny não o perdoasse por não ter se despedido.

Tão logo chegaram, encontraram uma cidade parcialmente destruída - que foi se deteriorando ainda mais à medida que o combate entre as forças aliadas e o exército alemão se acirrava. Nas duas semanas seguintes os combates foram intercalados somente pelas arriscadas locomoções entre uma cidade e outra. O cansaço, a fome e o frio cobravam seu preço em todos. E Harry rezava para que de alguma forma aquilo terminasse logo.

Mais um suspiro irritado e Ron, que tentava descansar apoiado na parede oposta aonde Harry havia deitado, abriu seus olhos e grunhiu.

- Quer fazer o favor de parar de pensar na minha irmã e dormir de uma vez!

- Me deixa, Ron.

- Até deixaria, se seus lamentos não estivessem me incomodando - Ronald declarou , enquanto alongava os músculos do pescoço. - Droga, eu daria qualquer coisa por uma cama decente agora.

Mas o comentário que Harry pensou em fazer foi momentaneamente abafado pela explosão ao lado do cômodo que os homens usavam para descansar. Logo a profusão de estrondos, gritos e disparos prendeu a atenção de todos que rapidamente já estavam de volta ao combate. O descanso teria que esperar.

Os minutos transformaram-se em horas enquanto clareava até o amanhecer. As nuvens coalhavam o céu azul, o que tornaria o dia glorioso se não fosse a sangrenta batalha que acontecia naquela cidade.

Mesmo tendo sido enviado para um prédio abandonado do outro extremo da rua, Harry de sua privilegiada posição, ainda conseguia ver Ron nitidamente. Infelizmente não se dava o contrário e Harry não pode avisar que alguns soldados alemães estavam prestes a atacá-lo. Sentindo o coração martelar contra sua garganta por causa do pavor ante a perda do amigo, Harry desceu as escadas o mais rápido que pôde tentando achar uma posição melhor para ajudar seus companheiros.

Um grito desesperado saiu inesperadamente de sua garganta quando viu Ron ser atingido, iniciando a reação do soldado que suplantou a de amigo. Harry engatilhou sua arma e após alguns tiros certeiros o soldado alemão não era mais ameaça para ninguém.

Harry começou sua jornada de volta ao local onde Ron se encontrava caído, em meio aos tiros disparados em sua direção pelos nazistas. Nunca antes se sentira tão desnorteado em meio a uma batalha. Algo frio e pegajoso apertava seus pulmões ao galgar em meio aos escombros do prédio onde estava, enquanto a imagem do corpo de Ronald, caindo e ensanguentado embotava qualquer outro pensamento. Por fim alcançou a rua e, deixando de lado toda precaução e todos os ensinamentos militares, Harry saiu correndo na direção de seu melhor amigo.

Contudo, apenas dois passos depois, uma forte explosão fez a rua tremer.

Muitas coisas aconteceram ao mesmo tempo: um peso enorme foi jogado contra suas costas, arrancando o ar de seus pulmões; uma dor excruciante lhe toldou a vista; o chão se tornou mais próximo do que ele supunha.

Depois veio a escuridão. E então, o nada.


 


 


 


 


 


 


 


Hermione respirou aliviada ao, finalmente, colocar os pés em cima da mesa no centro da sala. Ela estava adorando dar aulas para a classe inicial, mas tinha que admitir que em alguns dias, era cansativo. A diretora McGonagall não a tinha alertado sobre o quão desgastante poderia ser, quando a convidou a assumir o lugar que Nymphadora Tonks havia deixado vago ao casar. Provavelmente porque após algum tempo exercendo dupla função - de diretora e professora da classe inicial - McGonagall devia estar ansiosa por achar alguém para ajudá-la, e como Hermione havia terminado a faculdade e voltado para casa no início do ano, cheia de vontade de trabalhar, não havia sido difícil convencê-la.

Ela ainda tinha que corrigir os trabalhos que trouxera e preparar a aula do dia seguinte, pensou enquanto descansava a cabeça no encosto da poltrona e fechava os olhos. Mas antes mesmo que seu corpo começasse a relaxar, insistentes batidas na porta a sobressaltaram.

- Senhor Potter? - Hermione perguntou intrigada ao ver o pai de Harry parado à porta ao lado do padrinho deste. - Senhor Black. Em que posso ajudá-los?

- A minha esposa está, Hermione?

Algo na voz dele, talvez o tom cinzento com o qual falara, fez o coração de Hermione apertar. Na verdade não se lembrava de nenhuma vez em que o pai de Harry estivera ali procurando a esposa antes.

- E-está, entrem. E-eu vou chamá-la. Posso ajudar em mais alguma coisa?

- Ronald está esperando no carro, ele pediu para chamá-la.

Os olhos de Hermione voaram dos dois homens parados no hall para o carro parado junto à calçada. Definitivamente havia algo errado. Por que Ron não os acompanhara? Rapidamente Hermione conduziu James e Sirius até a sala e chamou Lily Potter no consultório que seu pai mantinha nos fundos de casa, antes de seguir para o carro ao encontro de Ron.



 


 


Ginny escutou o barulho de um carro se aproximando da Toca pela janela entreaberta de seu quarto, mas estava muito cansada para ficar curiosa em saber quem poderia ser. Provavelmente estava ficando doente. Sentia um cansaço fora do comum e uma sonolência que a incomodara o dia inteiro. E para culminar, a comida que sua mãe preparara para ela, devia ter se estragado, pois fora impossível comer. Debilitada, só teve forças para se jogar na cama, assim que chegou do trabalho e gemeu, lamentando-se, quando algum tempo depois ouviu sua mãe lhe chamar, do andar de baixo.

Quando Ginny finalmente desceu as escadas até a sala, deparou-se com os olhares apreensivos e penalizados de seus pais e Fleur.

- Me chamaram?

- Sim Ginevra.

De repente Ginny ficou em alerta. Sua mãe tinha o rosto agoniado e seu pai mantinha os olhos cravados no chão.

- O-o que houve? Foi... - balbuciou nervosa. - Quem era... no carro?

- Hermione chegou há pouco com Ron e trouxe notícias...

- O Ron 'tá aqui? - um suspiro de alívio escapou de seus lábios ao saber que seu irmão estava em casa. Mas, então a expressão que via em seus pais estava errada. Por que pareciam tão angustiados? O que poderia ter acontecido para deixá-los naquele estado? Uma pequena e incomoda suspeita começou a crescer, quando Ginny perguntou baixinho: - Por-por que ele ainda não entrou?

- Eles estam converrsando lá forra - Fleur adiantou-se, aproximando-se de Ginny. - Ron está com a perrrna engessada.

- O que aconteceu?

- Oh, minha filha! Venha cá. Sente-se. As notícias não são boas. Você tem que ficar calma...

- O QUE ACONTECEU? - Ginny repetiu exasperada.

- Tenha calma. O senhor Potter trouxe o Ronald de Londres, mas fiq...

- O pai de Harry? E ele? O que aconteceu com ele? Digam de uma vez!

- O regimento em que Harry e Ron estavam enfrentou uma batalha muito dificil e... - Arthur começou, encarando sua filha caçula. - Do grupo que Harry fazia parte, parece que ninguém sobreviveu...

Ninguém sobreviveu. Ginny encarou as pessoas à sua volta. Os olhos vermelhos e lacrimejantes de sua mãe, a expressão desolada de seu pai. Harry não sobreviveu? Harry está... morto? Isso não pode ser verdade. Não depois de tudo! Não agora! Ginny ouviu ao longe alguém chamá-la, mas não respondeu. Seu corpo cedeu e tudo escureceu quando ela desmaiou no meio da sala de sua casa.


 


 


 


De algum modo Ginny percebia que estavam chamando seu nome do outro lado daquela escuridão. Aos poucos sua mente foi clareando o suficiente para que ela se desse conta de que algo com cheiro bastante forte era colocado junto a ela. Sentindo a cabeça rodando e abrindo os olhos com dificuldade, Ginevra se sentou, ainda absorta do falatório ao seu redor. Harry estava morto. A lembrança penetrou fundo, despedaçando-a. Morto...

Ginny se levantou, ignorando os chamados de sua mãe e de Hermione. Seus olhos se fixaram em Ron, sentado numa poltrona no canto. Não podia ser verdade... Harry não podia estar morto. Ficou de frente para o irmão esperando que ele pulasse de repente avisando que tudo não passava de uma brincadeira infeliz, mas vê-lo murmurar um sofrido 'sinto muito' foi mais do que ela podia suportar. Lágrimas que ela nem percebia que vertia, escorriam por seu rosto, enquanto balbuciava entorpecida.

- Você está mentindo... Ele não pode estar morto...

- Ginny eu não...

- Foi ele quem pediu para você falar essas coisas para mim? - Ginny interrompeu seu irmão, com raiva. - Eu vou até lá dizer umas verdades para ele...

- Ginny, espere - Ron pediu, segurando-a pelo punho.

Com um gesto brusco, Ginny soltou-se do irmão, exclamando enquanto se virava em direção à porta:

- VOCÊS ESTÃO MENTINDO PRA MIM!

- GIN!! Merda! - Ron urrou ao tentar levantar-se rapidamente para alcançar sua irmã, sendo impedido pela perna engessada que causava uma imensa dor. - Mione vai atrás dela, por favor.

- Claro. E-eu vou conversar com ela, fiquem tranquilos.



Apesar dos esforços de Hermione, Ginevra permanecia resoluta. Transtornada, caminhou pela trilha que levava aos fundos da escola e que também era um atalho para a casa dos Potter. A Hermione só restou seguí-la enquanto tentava acalmá-la. Chegaram ao sobrado em meio a uma chuva fina que rapidamente umedeceu suas roupas. Impaciente, Ginny só parou de bater à porta quando esta foi aberta.

- Onde ele está?

- Ginevra?! - Nymphadora  Lupin, com seu filho no colo, olhou espantada e então perguntou para Hermione parada logo atrás. - Você não contou a ela?

- E-ela não quer acreditar - lamuriou Hermione num fio de voz.

- Na-não pode ser verdade! Ele não...

- Quem é... Ah, senhorita Weasley, não é? - Sirius perguntou entrando na sala. - Venha garota, sente-se aqui.

Sirius passou um braço sobre os ombros de Ginny, protetoramente, encaminhando-a até o sofá. Trocou um olhar sofrido com Remus, que vinha da cozinha, pedindo:

- Talvez ela precise de um chá.

- Eu não quero chá, eu quero vê-lo. Ele não pode mentir assim para mim.

- E-ela não quer a-acreditar - Hermione gaguejou, segurando ela mesma suas lágrimas enquanto via a amiga finalmente desabar. - Eu não consegui impedí-la de vir até aqui.

- Eu vou preparar uma xícara de chá para você também, Hermione - Nymphadora seguiu com seu marido para cozinha mais para evitar chorar novamente do que realmente para preparar o chá.

- Me diz que o que o meu irmão me contou não é verdade, senhor Black, por favor.

Ver a dor naqueles olhos castanhos ao negar esse pedido, foi tão difícil para Sirius quanto fora dizer as mesmas palavras para Lily um pouco mais cedo. Sentindo o mesmo bolo em sua garganta, e desviando os olhos para o chão, murmurou penosamente:

- Eu sinto muito.

- Não... Não!

- Ginny! - Hermione exclamou indo imediatamente abraçar a amiga. - Vamos embora...

- Não... eu preciso... preciso saber - os olhos lacrimejantes de Ginny focaram-se em Sirius. - Como... Como foi que...?

- Eu não acho que... - Nymphadora, trazendo duas xícaras de chá numa bandeja, começou a dizer mas foi interrompida pela súplica de Ginny.

- Eu preciso saber.

- Tem certeza? - Remus Lupin perguntou, sentando-se no braço da poltrona onde a esposa havia se sentado junto com o pequeno Teddy. Após o assentimento de Ginny, Sirius começou.

- O regimento dele foi enviado aos Países Baixos, onde cidades estavam, e algumas ainda estão, sendo retomadas. Eles já haviam estado em várias cidades diferentes em poucos dias e os homens estavam exaustos. Pelo que soube, eles haviam acabado de chegar e acreditavam que não teriam problemas na cidade em que estavam, pois não viram nenhum inimigo. Eles estavam errados e foram surpreendidos. Parece que Harry comandava um dos grupos de ataque e foi mandado montar guarda num prédio abandonado. Os nazistas tinham algumas bombas escondidas. Eles explodiram o prédio... Nenhum membro do grupo de Harry conseguiu escapar a tempo...

Um silêncio pesado se seguiu às palavras de Sirius. Ele mesmo teve que se levantar e ir até a janela se recompor. Harry não era seu filho, mas ele o amava como tal. Perdê-lo era muito triste. E mesmo assim sabia que James e Lily - que permaneciam no quarto após terem tomado um calmante ministrado pelo doutor Granger - sofriam muito mais.


 


 


 


 


Foram dias muito difíceis. Depois que deixou a casa dos Potter, Ginny foi levada de volta para casa, onde permaneceu durante muito tempo em seu quarto. A tristeza a consumia e viver estava sendo uma tarefa bastante árdua, principalmente quando se lembrava que Harry nunca mais iria voltar.

Mas Ginny sabia que ele não gostaria de vê-la naquele estado e procurou retornar aos poucos com a sua rotina. Voltou ao trabalho, onde foi recebida com uma expressão penalizada pelo senhor Longbotton e começou a, pelo menos, fingir que comia durante as refeições. Provava uma, duas colheres, apenas o suficiente para se manter de pé, enquanto sentia o estômago revirar.

Tentava viver um dia após o outro, apenas para não ver seus pais sofrerem por ela. E assim esperava conseguir superar toda a dor que sentia dentro de si.



Duas semanas inteiras haviam se passado antes que Ginny notasse que havia algo errado. E mais metade de um dia até que desse o braço a torcer e resolvesse procurar Hermione.

- Hermione eu preciso de sua ajuda - Ginny implorou assim que a amiga abriu a porta de sua casa. - Você está sozinha?

- Estou. Minha mãe foi visitar uma amiga depois da escola, meu pai foi visitar um paciente e a senhora Potter foi junto com ele.

- Ótimo - Ginny entrou e esperou Hermione fechar a porta e se virar antes de pedir. -  Eu... Eu não sei o que fazer, Mione.

Foi o modo desesperado que Ginny falou que assutou mais Hermione. Conduziu-a até a sala onde sentaram-se lado a lado.

- Eu só posso te ajudar se me disser o que está acontecendo - Hermione explicou carinhosamente.

- Co-como eu posso descobrir se eu... se eu estou grávida?

- Grávida! - Hermione tentou afastar toda a surpresa de seu rosto antes de continuar. - Como assim? Vocês...

- Quando Harry chegou de surpresa no Natal... Eu e ele... E agora... Eu não sei!

As lágrimas escorriam pelo rosto pálido de Ginny enquanto ela o escondia nas mãos, num gesto desesperado.

- Meu Deus, calma... - Hermione abraçou Ginny, consolando-a. - Deixe-me pensar. Pelo que eu sei, meu pai faz alguns exames para confirmar...

- Exames? - cortou Ginevra num sussurro.

- É, mas também tem os sintomas.

- Quais são esses sintomas?

- Eu acho que enjôo e desmaio, mas espera - Hermione levantou-se de um pulo -, meu pai tem um livro no consultório que fala sobre isso. Venha.

Hermione puxou-a pela mão até o consultório de seu pai e se aproximou da estante alta atrás da mesa. Examinou os diversos volumes até encontrar um de capa de couro vinho. Levou-o até o pequeno sofá onde Ginny estava sentada aguardando e começou a procurar pela informação que queriam.

- Aqui. Gravidez... - passou os olhos pelas palavras filtrando rapidamente as informações à procura da que queriam. - Exames clínicos... Isso só com ele mesmo... Exames laboratoriais... Sintomas principais...

- Isso, leia logo, Hermione - pediu Ginevra, aflita.

- Era o que eu ia fazer. Sintomas: sonolência excessiva, vertigem, enjôos matinais, interrupção do fluxo... Afinal o que você está sentindo?

-Tudo isso.





Neville Longbottom dirigia calmamente o Ford da família pelos arredores de Bourghill. Havia chegado naquela manhã e estava aproveitando o tempo livre para passear pela cidade, quando avistou Ginevra Weasley sentada num banco à beira do rio.

Talvez fosse uma bobagem, mas ficou preocupado. Vira quando ela saira no horário do almoço e pelo visto não retornara. Sabia que a amiga não costumava fazer coisas assim. Isso não era do feitio de Ginny. Nunca se atrasava e a única vez que ela faltara ao trabalho desde que fora contratada pelo pai de Neville havia sido no dia seguinte à noticia da morte de Harry.

Neville estacionou alguns metros depois de onde Ginevra estava sentada e aproximou-se, ainda incerto se fazia a coisa certa.

- Olá Ginny.

- Oh! - a garota exclamou, antes de completar. - Neville...

- Eu estava dando umas voltas pela cidade... Você sabe, para matar um pouco a saudade... Tudo bem com você? Você saiu da farmácia para almoçar...

- E-eu tive que verificar uma coisa... - e meu mundo virou de cabeça para baixo nesse meio tempo, completou para si mesma. - Eu vou voltar agora e me explicar para o seu pai.

- Está tudo bem? Você parece... preocupada. Aconteceu alguma coisa?

- Não... Nada, - Ginny sentia sua garganta se fechar. Ela estava perdida! Ninguém poderia ajudá-la. - Não é nada.

- Gin, nós nos conhecemos desde criança. E ficamos mais próximos quando eu e... Quando eu a Luna namorávamos. E você pode não acreditar, mas eu não sou tão burro quanto pareço - num gesto de carinho, Neville ergueu o queixo dela com a mão e observou os olhos vermelhos que ela desviava. - O que está acontecendo? É... sobre o Harry?

- É... - respondeu, antes que pudesse se impedir. - Não adianta, ele não vai poder me salvar dessa vez.

- Se eu puder ajudar...

- Acho que não Nev, obrigada - Ginny agradeceu e completou num fio de voz. - Na verdade eu nem sei se posso me ajudar...

Ginevra tentou se levantar mas, como tantas vezes tinha acontecido nos últimos dias, sentiu-se subitamente tonta. Percebeu que Neville a amparava e a ajudava a se sentar novamente, enquanto um pranto intenso a acometia.

Neville nunca fora muito habilidoso com as garotas. Sua única namorada fora Luna Lovegood e apesar dele achar que seu relacionamento era maravilhoso, ela terminara tudo para ficar com outro depois de anos de namoro. Então, quando viu Ginny começar a chorar, Neville hesitou, mas decidiu que o melhor a fazer seria ampará-la. Passou o braço por seu ombro e apoiou a cabeça dela em seu ombro.

Ficaram assim por longos minutos até que os soluços foram diminuindo e Ginny pareceu se acalmar.

- Me deixe ajudá-la, Ginny.

- Não posso, - ela se desvencilhou dos braços de Neville. - Ninguém pode me ajudar.

- Eu sou seu amigo, Ginny. E era amigo do Harry. Me deixe pelo menos tentar.

Após pensar por um tempo, decidiu aceitar a ajuda de Neville. Não poderia confiar somente no que ela e Hermione haviam lido naquele livro um pouco mais cedo. Ela precisava de uma confirmação.

- Eu... Você conhece algum médico?

- Por quê? Você não está se sentindo bem? Eu te levo ao doutor Granger.

- Não! - cortou rapidamente. - Você conhece algum médico fora da cidade?


 


Neville pensou por alguns segundos, tentando entender o que havia por trás daquele pedido e que angustiava tanto Ginevra. Com cautela, respondeu:


 


- Uma vez a minha avó me levou ao doutor Trout, quando estávamos em Applebrook.

- Vo-você... poderia me levar até lá?

- Claro. Quando você quiser - ele anuiu, sério.

- Amanhã?

- Amanhã? - Neville repetiu intrigado.

- É... Mas tudo bem se você não...

- Ok. Tudo bem.



O vento era frio e cortante, bem diferente do que se esperaria no início da primavera, quando Ginny chegou ao coreto para esperar por Neville naquela manhã. Um pouco antes da hora combinada, o rapaz apareceu e em seguida tomaram o caminho para a cidade vizinha.

Fizeram o percurso de quase duas horas quase completamente em silêncio, enquanto a preocupação se fazia cada vez mais evidente no rosto de Ginny.

Quando chegaram em frente ao consultório, Ginevra recusou o oferecimento de Neville em acompanhá-la. Armou-se com toda coragem que possuia e entrou.

Uma hora e meia depois, ao sair do consultório do doutor Trout, Ginny sentia-se como se tivessem tirado o chão onde deveria pisar e a cada passo que dava, afundava cada vez mais. Encontrou Neville adormecido dentro do carro, a cabeça apoiada nos braços sobre o volante, mas ela estava tão aturdida que nem se deu conta de que o acordara ao bater a porta do carro quando entrou.

- O que... Ah, é você. Desculpe, acabei cochilando enquanto esperava... - Neville parou de falar ao olhar para Ginny. - Mas que... O que houve? O que ele disse? Você está bem?

Ginny desviou os olhos do rosto preocupado de Neville e respondeu:

- E-eu estou... bem.

Neville a observou por um instante, enquanto sua preocupação era substituída por irritação. Deu partida no carro com força e acelerou mais do que normalmente faria. Após andarem alguns quilômetros e saírem da cidade, parou na beira da estrada e virou-se para Ginny.

- Olha, você pode até não querer que eu me meta na sua vida. Mas eu não sou estúpido, Ginny.

- Eu não acho que você seja estúpido...

- Então por que continua mentindo para mim?

- Eu não...

- Você não está bem, Gin. Apostaria qualquer coisa, mas tenho certeza de que bem é a única coisa que você não está!


 


- Neville, eu realmente agradeço tudo isso, mas ninguém...


 


- Se... Se o Harry estivesse aqui, ele te ajudaria?


 


- Mas ele não está... Nu-nunca mais ele... e-ele... eu es-estou perdida!


 


- Mas eu estou, Gin. Me deixe ajudar.


 


- Ningué...


 


- Pare de dizer que ninguém pode te ajudar. Me deixe ajudar, Gin - repetiu o rapaz. - Por Harry.


 


Aquilo tudo era tão injusto! Por que tinha que ter acontecido logo com ela? Por que Harry tinha que ter morrido? E principalmente, por que ela tinha que enfrentar tudo que estava acontecendo, sozinha? Os pensamentos enevoavam sua mente ao mesmo tempo que uma outra voz gritava em seu cérebro que ele havia lhe deixado um presente. Que ele nunca estaria realmente longe dela. Ginny nem percebia que os soluços balançavam seu corpo até que sentiu Neville a abraçando, tentando acalmá-la.


 


- Calma, tudo vai ficar bem... Eu só quero ajudar, mas se você pref...


 


- Eu estou grávida.


 


A confissão saiu num lamento, antes mesmo que ela se desse conta de que havia feito.


 


- O que?! - Neville exclamou afastando-a o suficiente para olhar em seu rosto, mas ao perceber sua própria expressão chocada, remendou: - Você... Você não parece grávida... A barriga...


 


Ginevra conseguiu sorrir a despeito de tudo.


 


- Espere mais alguns meses aí você poderá ter a real dimensão da minha barriga.


 


- É... é claro. Desculpe. É que... nossa! Eu não esperava que...


 


- Nem eu - Ginny se desvencilhou dos braços de Neville e procurou um lenço em sua bolsa com o qual tentou limpar os traços de choro em seu rosto. Depois, fechou os olhos, suspirou constrangida e


desviou os olhos para a janela. - Deus! Você deve... deve estar pensando que eu sou...


 


- Uma garota incrível, que cometeu um deslize e agora está aflita? - Gina olhou de relance para Neville, sentindo seu rosto corar. - Não se preocupe, Ginny. Não é como se eu nunca tivesse feito nenhuma besteira.


 


- Infelizmente, isso não é apenas uma besteira.


 


- Eu sei... O pai... O pai da criança era o Harry, não era? - Neville perguntou cauteloso, mas continuando antes mesmo que Ginevra o fizesse. - É claro que era, que tolice a minha. E agora, o que você pretende fazer?


 


- E-eu não sei. No momento eu estou desesperada. Eu não... não sei se vou aguentar passar por tudo isso sozinha...


 


- Sozinha? Mas e a sua família?


 


- Bem, essa situação vai afetar toda a minha família, e eles não merecem passar por algo assim... - a voz de Ginny ficou embargada, e ela precisou respirar fundo antes de conseguir continuar. - Mas a única coisa que eu penso é que agora eu vou ter uma parte de Harry para sempre. 


 


 


 


 


 


Neville não esperava vê-la tão cedo no dia seguinte, mas assim que entrou na farmácia à procura de seu pai, encontrou-a já totalmente absorvida em seus afazeres.


 


- Bom dia, Ginny.


 


- Ah, olá Neville - Ginevra respondeu, levantando os olhos do receituário que examinava. - Seu pai está lá dentro, no laboratório.


 


- Eu vou lá - o rapaz falou, aproximando-se da mesa onde ela estava. - Eu não pensei que encontraria você aqui hoje.


 


- Eu não posso simplesmente ficar em casa, não é? - Ginny deu um sorriso triste antes de se encaminhar para a estante cheia de frasco de remédios e apanhar alguns. Depois, respirou fundo e virou-se para Neville. - Sobre... Sobre ontem, eu queria pedir para você não coment...


 


- É claro que eu não vou comentar, Ginny. Quem você pensa que eu sou? - respondeu, levemente ofendido.


 


- Me desculpe, é claro que você... que você não... me desculpe.


 


- Tudo bem, Ginny. Você já pensou no que vai fazer?


 


Neville observou a máscara de Ginny cair, deixando a mostra o quão frágil ela realmente estava por baixo de tanta força. Os olhos castanhos dela estavam agora cheios de lágrimas e as mãos tremeram levemente.


 


- E-eu não tenho muitas opções... Eu devo ir morar com minha tia Muriel. Ela vai inventar alguma história para os vizinhos, vai me perturbar o resto da vida, mas tem bom coração.


 


- Eu pensei... - Neville começou a falar, mas a aproximação de uma senhora fez com que se calasse enquanto Ginevra atendia a cliente de seu pai. Vários e longos minutos depois, ele continuou num tom de voz que beirava o sussurro. - Eu pensei sobre o seu... problema. Desculpe, mas eu, não consegui parar de pensar em algum modo de ajudar. Talvez... Talvez haja outra solução.


 


- Que seria?


 


- Você poderia se casar.

Ginny não conseguiu mais aguentar e se sentou.

- Neville, como eu vou me casar? O Harry está morto... - lágrimas silenciosas escorreram por seu rosto antes que ela pudesse conter. Secou-as com o lenço que Neville ofereceu e agradeceu. - Obrigada, Neville, mas eu não tenho...

- E se você se casar comigo?

- Ahm?!

- Eu gostaria de ajudar e assim você poderia poupar a sua família.

- Mas Neville, isso não é certo! Eu não posso...

- Por que não?

- Porque... porque... Nós dois!?

- Você precisa de alguém para ajudar a criar essa criança.

- Você diz isso agora, mas e depois? Um dia você vai encontrar alguém...

- Eu encontrei alguém, Ginny. Mas ela me largou de uma hora para outra para ficar com Dean. Eu não aguento mais ser apontado na cidade como o cara que foi trocado por outro.

- Mas e se...

- Não haverá mais ninguém na minha vida como a Luna.

- Ela te magoou tanto assim?

- Eu não quero mais pensar nela. Nós temos um problema mais importante para resolver.

- Isso... Essa ideia... É uma loucura.

- Pelo menos agora você tem mais uma opção.

- Você está sendo maravilhoso, Neville, mas...

- Não decida nada agora, está bem? Pense bastante e amanhã você me diz o que resolveu.

- Amanhã?

- Bom, nós não podemos perder tempo numa situação como essa, não é mesmo?

- Nev... - ele a cortou segurando em suas mãos e beijando-as delicadamente antes de pedir.

- Promete para mim que vai pensar?

Ginevra suspirou resoluta. Sabia que aquela era uma batalha perdida. Neville estava oferecendo uma vida tranquila em contraponto a um futuro incerto e solitário. E mesmo assim Ginny não tinha certeza sobre que decisão tomar. Mordeu o lábio inferior, respirou fundo e respondeu:

- Tudo bem, eu prometo.


*#*#*#*#*

 


N/B Sally: U-A-U!!!!!!!!!!!!!!!!!! Que capítulo!! minha mãezinha, eu ainda estou sem fôlego. Minhas unhas foram para o Beleléu!!!! Que coisa mais densa, real, forte, bem escrita, BOA!!!!!!!!! Fiquei com vontade de por a Ginny no colo. Ela é tão novinha e ter que amadurecer assim, do dia para noite, CÉUS!!!! Mal posso esperar o próximo capítulo, comadre. Vc foi show de bola nesse. Parabéns!


 


NB Sônia: *uma sobrancelha erguida, tamborilando os dedos no mouse* - Eu não sei se choro, se brigo com você, se abro um fã clube para o Neville, se danço pelo quarto pelo Ron estar bem, se brigo com você, se renovo meus votos de amor eterno ao Sirius, se brigo com você, ou se, definitivamente, brigo com você, PELO QUE ACONTECEU AO HARRY!!!! Taí, eu acho que a última opção é a que mais me apetece  no momento! - ;D - E a Gi! E A GI! A criança sente o que ela sente!!! Misericórdia...Eu só não brigo pra valer contigo, porque confio que vai ajeitar isso tudo, mas que doeu ler, doeu! MUITO!!!! - Isso significa, é claro, que este foi mais um capítulo esplendidamente escrito mana, e que, apesar de abalada, só me resta aplaudir ensurdecedoramente... AVE, AUTORA! OS QUE SE EMOCIONARAM TE SAÚDAM!  =D - Amo você, mana! Beijão enooooormeeeeeee!!!! Até o breve, brevíssimo,- pra já mesmo!-, próximo capítulo!!!! APLAUSOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


 


NB Paty: Ficou muito perfeito!!! Amei a cena da Gina desesperada, foi de dar dó ela não acreditando que o Harry tinha morrido, nossa! E o Sirius então (chora) é claro que eu tinha que falar do Sirius. Ai eu não quero nem pensar na Lily e no James. A Ginny com o Nev foi muito bonito de se ver tb, ele é um fofo mesmo. Bjs amoreco.


 


NA: Antes de mais nada eu quero lembrar, contar ou reafirmar (vai depender do caso de cada um hehehe) que a idéia dessa história surgiu a partir desses dois últimos capítulos (esse e o próximo). Originalmente a história se passava no sétimo ano de Harry, durante a caça às horcruxes. Ela ficou quietinha enquanto eu escrevia “Depois do Funeral” e então não havia mais sentido em escrever algo nesse período. Foi daí que eu pensei em transformar a história em uma UA. Mas para chegar nessa parte, eu então tive que contar o início e tudo mais. Esse palavrório todo é para dizer que a idéia da gravidez da Gina e todos os seus desdobramentos já estavam previstos desde antes de “Desencontros” ir para o papel, portanto não fui influenciada por ninguém além de mim mesma. Ou seja, só existe uma culpada: EU! Kkkkkkkkkk Acho que me encrenquei agora, não foi? Não posso pedir para enviarem berradores nem azarações para mais ninguém...


Obrigada a todos que tem acompanhado a fic. Espero que a história continue agradando a todos. Aguardo comentários (e berradores...) Beijos da Pri.


 


Mona Potter-Mayfair - Espero que tenha conseguido arrancar muitos ohhhs e Meu Deus de você nesse capítulo. Bjks


 


Patty Black Potter: Posso garantir que não foi só você quem tee vontade de matar o Harry pelo que ele fez nesse capítulo. Bjks


 


Maria Lua: Pergunta respondida, hehehe. Bjks


 


Dani Gente Boa: Como você leu, sim o Ron voltou para a guerra, mas agora já voltou pra casa. Bjks


 


BERNARDO CARDOSO: E como amigo, e como... Quanto às consequencias, elas foram as previsiveis mas nem por isso menos preocupantes. Bjks


 


Tati Black Malfoy - Amore... o capitulo anterior já foi a virada pra 1945, hehehe. Espero que você tenha sobrevivido à espera e eu não esteja respondendo a um cadáver, bjks.


 


Kellysds -  E aí, a tradução que você conseguiu estava correta? e agora lendo o capítulo inteiro, o que achou? Te amo querida, beijos.


 


Thaty - Continuando! Bjks


 


Lanni Lu - Que bom, respondendo à sua pergunta provavelmente mais 1 e o epílogo. Bjks


 


Pedro Henrique Freitas - Meu companheiro de twitter! Você não está enganado, a guerra está em seus momentos finais sim. E com ela, a nossa história. Bjks


 


Evelyn - Acho que suas perguntas foram respondidas, hehe. Aguardo mais! Bjks


 


Patty Carvalho - Pois é. Acho que a Ginny também preferiu  o Harry. Bjks.


 


Ari Cullen B.  - Espero que você não tenha enlouquecido nesse um pouco mais de um mês de espera. Bjks


 


Bianca Evans - Postado. Bjks


 


Ninha - Amore, você comentou o 27 quando eu postei o 28. Então não sei se você já leu o anterior. Espero que tenha gostado. Bjks


 


Debora Souza -  Sim eu procuro pesquisar antes de escrever. Além disso eu tenho uma professora de História entre as minhas betas, e que além de tudo é meio perfeccionista, hehehe Eu não vi o filme que você recomendou, mas vou tentar arrumar um tempo pra isso. O que eu achei do sexto filme... Foi melhor do que eu esperava, com certeza. E tirando algumas coisas eu até que gostei. Bjks


 


Saima - Querida, você não sabe o quanto estou feliz por ter conseguido te convencer a ler uma UA. E ainda bem que você gostou! Obrigada pela compreensão quando eu surto e não tem uma beta por perto, e então você tem que aturar meus delírios, muitas vezes sem entender direito sobre o que eu estou enlouquecendo. Um dia eu ainda aprendo a agradecer em finlândes. Bjks


 

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