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107. NA PONTA DO LÁPIS


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 107


 


 


NA PONTA DO LÁPIS


 


 


 


Rony franziu o cenho quando notou a expressão da professora de suas filhas. Ela era uma moça jovem, muito bonita, mas sempre tímida. Hoje, deixara a timidez e o abordara assim que estacionara o carro trouxa em frente a escola.


Ele detestava dirigir, mas não tinha outro meio de busca-las em uma escola trouxa. Ela falava apressadamente, que antes dele, Mary estira ali, conversando com  a diretora e levara as filhas para casa.


Antes que o pavor o consumisse, ela contou-lhe que havia ligado a poucos minutos e Hermy atendera, o que indicava que estavam mesmo em casa. Na casa nova dele e de Hermione.


Após exigir que ele resolvesse essa situação, ou teriam que pedir que as meninas procurassem outra escola, visto que não poderiam assumir esse tipo de responsabilidade sobre alunos, ela o dispensara, para cuidar de outros pais que chegavam.


Apressado, ele não se preocupou com o carro, desaparatou para seu apartamento, ansioso para evitar o pior. No corredor, ele tencionava entrar de surpresa, para não lhe dar tempo de fazer nada, quando a porta do apartamento se abriu e ele viu Mary sair apresada.


-A mamãe volta para apanhá-las. Não contem nada a seu pai! Deixem suas coisas arrumadas e depois que essa aí for embora, eu volto para apanhá-las!


-Mas, mamãe...- Hermy tentou falar, mas ela a calou com um beijo na bochecha e Hermy estava tão carente da atenção da mãe que concordou.


Dentro do apartamento, ele ouviu a voz de Hermione chamando as meninas, e deduziu que Mary tenha se acovardado com a sua chegada. Ele esperou a porta ser fechada, para segui-la. Hoje, descobriria quem era seu amante, nem que para isso tivesse que segui-la até o fim do mundo!


Esgueirando-se para não ser visto, ele a seguiu para fora do apartamento em Hogsmead. Seria um problema se ela resolvesse seguir para o lado trouxa, mas estava disposto a tudo, por mais complicado que fosse.


Entretanto, não foi preciso se preocupar. Mary atravessou as ruas movimentadas e enfurnou-se num pequeno bar, onde demorou pouco. Com um sacola de garrafas nas mãos, ela seguiu a pé em direção a colina, andando distraída com seus saltos altos e andar perfeito.


Era uma mulher bonita e seu rosto prefeito atraia muitos olhares, mas esse fato nunca lhe causara orgulho. Como homem, nunca achara motivo de orgulho ter uma mulher bonita e perfeita ao seu lado. Sentia muito mais orgulho dos ovos queimados de Hermione! E de sua beleza minimalista, onde ressaltava os dotes de seu corpo, e seu olhar, e não apenas suas roupas e maquiagem!


Mary parou displicentemente, próxima a uma vitrine analisando vestidos bruxos. Merlin, mas aquela mulher não tinha discernimento? Ameaçava as filhas, planejavas tira-las de casa contra a vontade do pai e as ordens do ministério, e simplesmente, parava para ver vitrines? Roupas novas? Acessórios de beleza?


O que era essa mente afinal?a mente de uma lunática ou apenas uma mulher fria e egoísta? Não tinha resposta, mas continuou seguindo-a perguntando-se se não seria perca de tempo.


Mas não foi.


 


 


 


 


Hermione havia perdido muito tempo até conseguir achar Harry. Ele estava em um departamento especifico, mas ela não conhecia mais o ministério depois das reformas pela qual passou com a queda de Voldemort anos atrás. Havia deixado as gêmeas na ante-sala do ministério, e depois de explicar a um jovem auror que as meninas precisam de proteção por serem filhas do auror Ronald Wesley, ela seguiu até Harry mais tranqüila.


Ele estava esperado, pois o ministro queria ler com calma seu depoimento. Hermione notou que era alvo de muitos olhares enquanto se aproximava, e era sabido que no dia seguinte seria sua vez de depor.


-Hermione, o que faz aqui?  -ele também estranhou, pois isso poderia soar mal aos ouvidos de quem o acusava.


-É um assunto pessoal – ela informou ao auror que o ‘acompanhava’. – Por favor, é um assunto amoroso, e não vou discuti-lo na sua frente!


Incapaz de discutir com um ícone de sua infância, o rapaz se afastou lhes dando privacidade.


-Harry...Gina me procurou. – ele ficou tenso na mesma hora, e ela tocou seu braço para acalmá-lo  - Greg tem insinuado que o deixara em paz se ela ficar com ele novamente – antes que Harry pudesse explodir, ela continuou – e Gina colocou na cabeça que sumindo por um tempo, você ficará livre de Greg.


-Ela...foi embora? – ele ficou pálido, de tal modo que ela sorriu, para acalmá-lo.


-É claro que Gina não iria a lugar algum com Greg! Que idéia! Ela foi sozinha.


-Como assim, foi embora? Gina não pode ir embora! Ela precisa ser protegida contra esse calhorda, e tem Fely, ela não pode ficar sem seu tratamento! O que Gina tem na cabeça?


Alterado, ele se afastou, mas Hermione o fez parar segurando seu braço.


-Gina está bem, eu a coloquei em um hotel trouxa, com todos os feitiços para proteção que conheço! Estou te contando para que não ache que foi abandonado, pois ela está irracional quando a essa situação!


-Porque Gina não falou comigo? – havia magoa em sua voz.


-Porque ela te ama demais para ser a causa do seu sofrimento – foi sua resposta básica, que pareceu ser um balsamo para suas duvidas.


-E o que faço agora? Vou atrás dela? – ele também estava confuso.


-Não. Prove sua inocência, não será difícil, pois Rony está entrando com uma acusação contra Greg. Sabe, Rony era o responsável pela ação contra os lobisomens naquele dia, e tem informações mais precisas sobre o caso, principalmente sobre o comportamento de Greg. Tão logo anule essas acusações, vá atrás de Gina e a trate como uma rainha, Harry. Porque ela está muito machucada.


-E eu não estou machucado?


-Sim, você está. Mas foi ela quem  teve um bebê a pouco mais de dois meses, e ainda está frágil com as mudanças que houve em sua vida em tão pouco tempo! – ela disso enérgica – Harry, sabemos que os Wesleys não são racionais quanto ao amor!


-Está me dizendo para agir como se ela não houvesse me abandonado? – foi irônico.


-Estou dizendo que passe por cima disso para ser feliz. – foi sucinta.


-Vai cuidar dela para mim enquanto isso? – ele cedeu, a voz cheia de dor, ao pensar que não poderia ficar perto de Gina ou garantir sua proteção.


-Nós vamos cuidar. Preciso de Dobby no quarto ao lado, sem que ela saiba, pois ele pode protegê-la sem fazer perguntas, e preciso também de dinheiro para o hotel. – sorriu num mudo pedido de desculpas – Não poderia levar a Sra. Potter para um pardieiro e não vou pedir dinheiro ao Rony!


Harry conseguiu sorrir apesar da situação e apenas concordou com a cabeça, olhando para amiga com ternura.


-E como você está indo com a história da intimação para depor?  -ele quis saber preocupado.


-Estou indo bem – ocultou sua preocupação com o quão isso influenciaria no pedido de guarda das meninas.


-Tudo bem com o bebezinho? – ele perguntou terno e ela abriu seu melhor sorriso, esquecendo de tudo, pela oportunidade de falar do seu bebê.


-Ele está ótimo! Harry, mal posso esperar a hora que comece a aparecer! Tenho tido enjôos e fico sonolenta o tempo todo, mas só de pensar que terei um bebê isso perde a importância e...


Um pigarrear a fez olhar amarga para o jovem auror e se despedir, deixandso-o nas garras do ministério e suas artimanhas!


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


Uma hora depois, Mary entrou em um hotelzinho velho e praticamente abandonado em um lado da cidade, conhecido pela pratica e comercialização de artigos da arte das trevas. Era um lugar sem classe, e da qual normalmente ela viraria o nariz.


Mary era tudo, pelo que descobrira amargamente, menos deselegante ou vulgar. Detestava lugares baratos e nunca em sua vida, provara uma guloseima de rua. Era limpa demais para andar sem sapatos na grama, e suas roupas perfumadas demais para se dar ao luxo de passear em parques com as filhas!


Seguindo-a aproveitou que não havia ninguém na velha e suja recepção e seguiu pela escadinha em direção ao corredor. Para sua sorte, ela batia em uma das portas, mas ainda não fora atendida. Quando a porta abriu ele estreitou os olhos, para ver melhor.


Estava distante e o homem em questão na saíra do quarto.


-Eu demorei, desculpe  -ela disse docemente – Comprei sua cerveja e trouxe o jantar – havia muita passividade em sua voz, provando o quanto desejava agradá-lo. Aquele tom era conhecido seu e quase o enlouquecera ao longo dos anos!


-Espero que não tenha sido seguida – havia grossura em sua voz, e um braço apareceu apanhando a sacola.


-Não vai me deixar entrar?


Ela sorriu maliciosa e embora a resposta demorasse, ele arregalou os olhos quando viu Greg sair pela porta e enlaçar sua cintura, dizendo rouco de paixão:


-Você não vale nada.


Sim, ele tinha toda razão, pensou Rony.


Os dois não valiam nada!


Contendo a raiva e a vontade incontrolável de abordá-los, virou as costas e foi embora. Primeiro, proteger suas filhas, e tirara-las da mira de Mary e depois, achar um jeito de provar que eram amantes!!!!


 


 


FALTA COISA AQUI


Autora: Vocês não acham mesmo que escreveria algo tão clichê, não é?

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