CAPITULO 105
MÃOS ATADAS
-Merlin, Harry está cada vez mais enrascado – Rony disse olhando para a primeira pagina do profeta diário.
Havia uma matéria de capa com a foto de Greg muito ferido, em uma entrevista exclusiva, contando da agressão de Harry Potter contra ele, depois da tentativa frustrada de assassiná-lo meses atrás.
Havia sim, uma notinha muito pequena, sobre a acusação feita por sua ex-esposa, Gina Wesley sobre uma tentativa de estupro e agressão, que fora totalmente sufocada pelas palavras ásperas contra Harry.
-Falei com Antenor, ele está irredutível sobre se retratar – Hermione disse irritadíssima.
Os dois estavam na cama, lendo o jornal abraçados, era noite, as meninas estavam em seu quarto, dormindo, e depois de fazer amor, ela lhe mostrara a edição que Antenor lhe entregara antecipadamente, pois sairia apenas na manhã seguinte.
Ela se ergueu em um braço, e o lençol mal cobriu seu corpo nu e ele acariciou seus cabelos com ternura e também uma muda indagação no olhar.
-Só não pedi demissão, pois ele me garantiu o direito a publicar os fatos verdadeiros, quando Harry conseguir provar sua inocência. Afinal, se Harry for considerado um mentiroso, também serei considerada. O que não seria nada bom para seu período de guarda das meninas – ela disse cansada e muito, mas muito, indisposta.
Estar grávida era muito bom, mas tinha um aspecto físico terrível.
-Está sentindo-se melhor? – ele perguntou notando seu abatimento.
-Não. Continuo enjoada -ela reclamou, deitando novamente e ele abandonou o jornal, querendo vê-la longe de problemas.
-Amanhã nos preocuparemos com Harry, pois tenho uma audiência que pedi ao ministro. Quero expor alguns fatos da época das investigações que contradizem as provas que ele apresentou. Mesmo assim, é um assunto que não deve pensar agora.
-Será que vou ficar assim pelos noves meses? – ela queixou-se ele sorriu.
-Não sei. Para ser franco, casei com Mary quando as meninas nasceram e fui muito omisso durante a gravidez. Fato que desejo corrigir dessa vez – ele disse beijando-a nos lábios com carinho.
Hermione ajeitou-se sob ele e sorriu apreciando seu corpo masculino sobre o dela.
-Ficou me devendo uma fantasia, lembra? - cobrou abrindo seu melhor sorriso.
-Lembro – ele piscou – Mas fomos interceptados em nossa lua de mel – ele brincou referindo-se as meninas.
-Ah, Rony, mas eu gosto de brincar de casinha! – ela brincou de volta e os dois pararam de rir, quando alguém bateu na porta do quarto.
Ele tinha regras severas sobre bater em portas e as meninas eram comportadas nesse sentindo, mas hoje, ele estava mais ameno sobre isso, visto que elas ainda estavam sensibilizadas pelo abandono recente de Mary.
Hermione apanhou a camisola no chão e vestiu enquanto ele vestia o short de dormir e mandava que entrasse.
Sara apareceu na porta, segurando um bilhete nas mãos e estava muito envergonhada.
-O que foi, docinho? – ele perguntou esperando que ela se aproximasse, mas Sara continuou parada, vestindo as roupas de dormir e os cabelos trançados. Ela não olhava para o pai, mas quando o fez pode ver que seus olhos haviam derramado lagrimas recentes.
-Sara, esteve chorando? – ele se aproximou e apanhou facilmente a filha no colo, trazendo-a para a cama, sobre seu joelho e Hermione se aproximou.
-Eu ouvi quando falou com Hermione sobre preciasar de algumas provas de que mamãe tem um comportamento ruim – ela disse envergonhada e sentiu-se culpado por ter sido descuidado e ela ter ouvido isso.
-Querida, eu pedi ao ministro que me deixe criá-las. Longe de sua mãe, até que ela possa ter um comportamento condizente com o de um mãe. Não desejo magoá-las.
-Sei disso, papai – ela falou sorrindo um pouco e erguendo o pedaço de pergaminho – Antes de virmos para cá, mamãe recebeu isso...eu fiquei curiosa e peguei da bolsa dela quando escreveu uma resposta.
Rony abriu o bilhete e então entregou a Hermione para que lesse.
Apesar dos pesares, ele estava envergonhado como homem por ter sido traído.
O bilhete dizia: “Não me espere, Rony está aborrecido comigo e não posso permitir que descubra de nós. Estou com saudades, quero fazer amor com você de novo. Beijos, Mary.”
-é a letra da mamãe, eu a vi escrevendo - ela suspirou – Será que o ministro vai achar isso ruim o bastante para nos deixar ficar com você, papai?
-Torçamos para isso. –ele beijou sua testa e a fez levantar – Agora volte para a cama, está tarde e amanha tem aula cedo.
Sara despediu-se e voltou para o quarto.
-Rony...será que ela tem um amante a muito tempo? – era uma pergunta que escondia outra pergunta, bem mais séria.
-Não quero saber, Hermione – ele respondeu, mas respondeu a pergunta que não tinha coragem de fazer – Se elas não são minhas,não quero saber. não me importa. Não faria diferença. Se mostrar isso ao ministro, ele pedira o exame que talvez prove que não são minhas filhas.
-Rony...talvez fosse melhor saber – ela disse suave, mas ele negou.
-Para que? Eu as amo demais, Hermione. Elas são minhas, não importa de onde vieram.
-Mas e se forem suas? Não prefere ter a certeza? – estranhou.
-E se não forem? Mary terá mais direito do que eu.
Era uma verdade incontestável e no fundo do coração, Hermione não queria ver aquelas meninas sofrerem ainda mais. Queria protegê-las a qualquer custo! A razão prevalecia, era mais fácil para Rony se não fossem dele, mas o coração a guiava e a fazia concordar.
-Tem alguma coisa errada, Rony – ela disse beijando seu pescoço e o trazendo de volta para a cama, para um abraço, querendo que pudessem dormir e descansar um pouco. – Com tudo a nossa volta, tem alguma coisa muito errada.
-Sim, tem -ele disse abraçando-a e puxando o lençol sobre eles dois – Nossa vida não foi como deveria.
-Sei o que quer dizer. teríamos uma linda família não é? -ela sorriu fazendo carinhos em seus cabelos macios e ruivos.
-Teríamos sido tão felizes. – havia um traço de tristeza em sua voz e ela se comoveu.
-Ainda podemos ser felizes, Rony, pode demorar, mas ainda podemos ter a vida que deveria ter sido nossa.
-Espero que Harry e Gina também possam – ele disse nostálgico.
-Eles conseguiram. –ela tentou parecer confiante.
-E nós? – ele precisava ouvir.
-Sim, nos seremos felizes, Rony. No fim, seremos muito felizes.
Acalentado pela promessa, ele abraçou-a e descansou uma das mãos em seus ventre, fazendo carinhos até que ela adormecesse, porem por mais que acreditasse e tivesse esperanças, não podia deixar de pensar em como teria sido se houvessem vivido a vida para qual foram predestinados.
Autora: Aí, clima tenso. O Greg não vale nada. Mas vai ter surpresas sobre ele, então, não o odeiem por antecedência! Quanto a Mary, bem, podem odiá-la o quanto quiserem, ela merece! E quanto a Hermione, vai ter uma razão, para ela ter tantas cenas com as meninas...hehe...
Beijos!!!