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103. Lua nova


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 103


 


Lua nova


 


 


Harry tampou os olhos com o braço. Mesmo tendo dormido toda a noite, ainda estava cansado. Cansado, era uma palavra vaga para exemplificar como sentia-se. A palavra ‘lixo’ caia-lhe melhor!


Ultrajado, amedrontado, e indignado, era assim que sentia-se desde que o ministro lhe avisara da reabertura do caso Greg. Aparentemente, o homem tinha provas que o colocava como suspeito numero um do atentado que quase o matara, e também tirara a vida de tantos outros aurores. Cinco era o numero de mortes a cair sobre suas coisas.


O pior de tudo, era a sombra de suspeita sobre sua historia. Andar pelas ruas, sendo apontado como mentiroso era seu secreto medo.


Ao seu lado, na cama, Gina ainda dormia, parcialmente nua, abraçando o travesseiro, era um visão linda de se ter pela manhã. Mesmo assim, não se animou. Gina acordou no instante em que Harry saia da cama, e se aproximava na janela, olhando pela grande janela da sacada, ele estava pensativo, e nervoso, notou pela forma como correu os dedos pelos cabelos. Usava apenas a boxer, e tinha a expressão fechada que vinha exibindo nos últimos dias e sabia bem a razão.


Dobby deixara escapar que haviam acusações contra seu mestre, e Gina tinha o coração partido de pensar que era a responsável.


Greg a queria de volta, e usava Harry como isca. Tentada a contar tudo, Gina se conteve, ao pensar que Harry ficaria furioso e tiraria satisfações com Greg, agravando sua situação, caso houvesse uma briga física entre eles. Fechando os olhos, ela pensou num ultima alternativa. Falar com Greg uma ultima vez e tentar trazê-lo a razão.


Harry virou-se a tempo de ver que sua mulher havia acordado. Apoiada em um braço, com o torço descoberto, Gina o observava com expressão preocupada. Admirando os cabelos ruivos, soltos e lisos, sobre os seios ainda inchados devido a amamentação, ele achou que nada poderia ser mais bonito do que aquela visão matinal.


-Bom dia – ele disse para chamar sua atenção se pergunta onde estaria sua mente.


-Bom dia...  –ela suspirou afastando o olhar.


-Em que está pensando? – ele perguntou m, sentindo um estranho sentimento de possessividade, de ciúmes inegáveis!


Estaria Gina pensando em Greg? Era possível. Naquela noite, a sentira um tanto distante, diria até fria, durante o sexo. Como se alguma lembrança distante estivesse incomodando-a. talvez fosse alguma lembrança do ex-marido. Esse pensamento o deixava aflito.


Ela chegou a abrir a boca para responder mas a babá eletrônica, ao lado da cama, trouxe sons do berço, que ficava no outro quarto, e ela levantou-se vestindo a camisola e olhando para ele:


-Precisamos conversar, Harry.


Ela disse rapidamente, antes de sair atrás da filha.


Para Harry, soou como um aviso. Um sinal de alerta.


Gina queria conversar sobre o que? Sobre seus sentimentos por Greg? Sobre seu arrependimento em estar com ele?


Fechando os olhos, ele decidiu que só tinha uma atitude acertada a tomar, que era tirar satisfações com aquele homem que ousava acusá-lo!


 


 


 


 


Na saída da escola trouxa, Hermy olhou para sua mãe e soube que isso não ia prestar. Seu pai ficara de buscá-las, para saírem todos juntos e comemorarem a chagada de mais um irmãozinho, mas sua mãe aparecera sem avisar, e isso o deixaria preocupado.


-Mãe, onde vamos? – ela perguntou um pouco apreensiva, enquanto a mãe dirigia seu carro trouxa em velocidade baixa pelas ruas da cidade londrina.


-Vamos dar um passeio – ela respondeu sorridente, mas Hermy já sabia interpretar quando seu sorriso era falso ou não.


-Mas mãe, o pai ia levar a gente para jantar fora! – Sara protestou.


-Jantar fora? – ela ficou claramente em duvida e Sara sanou sua curiosidade.


-Tia Hermione está esperando bebê. – havia inocência em sua você, e ambas irmãs gritaram quando sua mãe quase bateu na traseira de outro caro, depois de prensar o pé no acelerador por engano, visto o susto.


-Ela...está esperando um filho de Rony?


Era uma pergunta para o vazio, que não esperava resposta.


Transtornada, ela olhou para as duas filhas, com um único pensamento: não havia valido a pena. Nenhuma delas, se compararia ao filho de Hermione. Ao filho da mulher que povoara os pensamentos de Rony durante tantos anos!


Decidida, ela parou no meio fio em frente a uma grande praça movimentada, e pediu que as meninas descessem.


-A mamãe já volta – ela disse olhando-as pela janela do carro – é só um minutinho, e já volto, não saiam daqui!


Ela acenou alegremente para as meninas,enquanto conduzia o carro. Na esquina, olhou pelo retrovisor, vendo as meninas paradas no mesmo lugar, com expressão de abandono, olhando para o carro que se afastava rapidamente. Sara segurava nos braços algumas revistas, e Hermy carregava sua mochila de aula nas costas, e a da irmã pendendo numa das mãos.


Havia desamparo nas faces infantis, mas ela não voltou atrás.


Rony iria pagar, a se iria!


 


 


 


As horas estavam passando e o pânico de Rony crescia. Tivera um péssimo pressentimento, quando a professora das gêmeas o alertara que Mary as levara para um passeio. Assim, sem avisar! temia que houvesse acontecido alguma coisa, talvez um acidente, embora não soubesse de onde viera aquela sensação.


Seu medo tornou-se maior ao chegar na residência, que até um tempo atrás era sua casa. Estranho, como aquele lugar não lhe dizia mais nada. Com exceção das boas lembranças que guardava das filhas, aquele lugar não lhe despertava nenhuma emoção significativa.


-Onde estão as meninas? – ele perguntou direto, quando Mary abriu a porta após algumas batidas.


-Rony! Porque  não usou sua chave?  -ela perguntou inocentemente, fechando a porta atrás de si.


-sabe muito bem que não uso mais essa chave! Quero ver minhas filhas! Agora!


-Rony, que é isso – ela ficou surpresa, mas sorriu – querido, não precisa inventar desculpas, para vir me ver.


Seu sorriso sedutor o deixou com mais raiva, ele sabia que estava alterando a voz:


-Elas ficariam comigo até o final desse mês! Porque as buscou sem falar comigo?


-O que foi, atrapalhei seus planos de comemoração?  -ela perguntou deixando um pouco a mascara feliz de lado – Não precisa das gêmeas, agora que terá seu tão sonhado filho com Hermione!


-Mary, o que você fez com as minhas filhas?  -ele segurou seu braço com força, vendo seus olhos se arregalarem de surpresa e medo.


-Não fiz nada! Fizemos um passeio, só isso! depois, eu a deixei com aquela...aquela mulherzinha barata! Foi ela que sumiu com as meninas!


-Cala a boca, chega de mentiras! O que você fez com elas? Me responda!  -ele a sacudiu com força, principalmente quando ela riu.


-Não fiz nada!


Ele pensou, pela primeira vez em sua vida, em bater em uma mulher, estava prestes a chegar a esse ponto para arrancar dela a verdade, quando o telefone trouxa, tocou. Raramente, Rony atendia, ou usava, mas dessa vez, apanhou-o desesperado, depois de solta-la sobre o sofá, quase provocando sua queda.


-Alô? – alguém disse do outro lado, pois ele não disse nada, sempre esquecia que tinha que dizer algo, e ao reconhecer a voz, soltou o ar fortemente.


-Hermione?  -ele queria confirmar e ouviu um suspiro suave.


-sim, sou eu. Pode falar mais baixo, posso ouvi-lo perfeitamente – como sempre, ela ensinava  com a dedicação de quem sente prazer em ensinar e não apenas cobrar – Tinha certeza que o encontraria ai. Rony...


-Ela sumiu  com as minhas filhas, Hermione! – ele não baixou o tom, nervoso demais para isso – Essa louca, sumiu com as meninas!


-eu sei, calma, elas estão bem.


-Estão bem?  -ele olhou para Mary que parecia mais surpresa do que ele.


-Sim, estão bem. Agora venha para casa, Rony. Elas estão assustadas. – havia doçura em sua voz e ele apostava que estava ao lado das meninas.


-Onde as encontrou? – ele tinha que saber.


-Hermy acabou de me ligar  -ela disse baixo, pausadamente – Dei a ela meu numero de celular, caso um dia precisasse –era um jeito de dizer, que caso um dia  a mãe, que insistia em viver como trouxa, causasse algum mal entre trouxas, onde estavam desprotegidas por não conhecerem nenhum bruxo do lado de lá, poderiam procurar por ela.  – Elas estavam numa praça. Rony, por favor, não faça nada ainda. Não brigue.


-Não brigar? – havia ironia em sua voz.


-Rony, elas foram abandonas por horas, em um lugar estranho, com pessoas desconhecidas. Completamente sozinhas, por favor, venha logo para casa.


Havia um traço de desalento em sua voz, e a raiva era tanta, que ele desligou sem se despedir, olhando para Mary que derramava lagrimas de arrependimento.


-Elas nunca mais ficaram na sua companhia – ele avisou – Nunca mais voltara a se aproximar delas! Está me ouvindo? E quando o bebê nascer, vou tira-lo de você!


Não era uma ameaça, era a única coisa decente que poderia fazer, salvar aquela criança da mãe terrível que possuía!


-Não se dê a esse trabalho! – ela gritou, furiosa, indo atrás dele. -Rony, não me odeie...eu fiz o que fiz, por amor..


Antes que ele se desse ao trabalho de responder, som vindo da cozinha alertou que mais alguém havia entrado na casa.


-quem está aí?


Ansioso, ele avançou querendo dar um flagra, mas o rato fugira pela porta dos fundos e ele não achou ninguém. Do lado de fora, ele olhou para ela uma ultima vez antes de aparatar e ir embora.


Desesperada, Mary correu ao telefone, e apertou o botão de rediscagem, direcionando a ligação de volta para Hermione.


-Rony?  -ela perguntou assim que atendeu e Mary conteve um grito.


-Quebrou nosso acordo! – Mary disse insana – Está esperando um filho! Quebrou nosso acordo!


Mary ouviu barulho, provavelmente, dela se afastando das meninas para falar.


-Não, quem quebrou o acordo foi você, Mary. Machucou as meninas quando jurou não fazê-lo até o seu bebê nascer!


-Acha mesmo que Rony vai aceitar que vá embora? Um filho! Ele jamais a deixara! – ela gritou e Hermione continuou falando calmamente.


-Um filho, Mary, que o trouxe de volta para mim.  O que a faz pensar que é de verdade?


-É..uma mentira? – sentiu todo o corpo tremer de alivio.


-sim, é claro que é. – Hermione até conseguiu rir suavemente – Agora, fique longe das meninas até o fim do nosso acordo.


-eu..farei isso. convença Rony a me perdoar – ela mandou achando estar por cima de novo.


-É o que farei – Hermione prometeu antes de desligar.


Em seu apartamento, sua casa e seu lar, ela olhou para as duas criaturas inocentes que estavam sentadas no sofá, depois de muito choro, cansadas demais para lamentar. Quando as encontrara estavam em completo pânico, e se agarraram a ela, como quem se agarra a própria vida.


Por elas, e por Rony, pensou, valia qualquer mentira.


Deixando o telefone de lado, ela voltou para perto das crianças, sentando-se entre elas, e abraçando sara que ainda chorava baixinho:


-Porque a mamãe abandonou a gente?  -ela sussurrou muito baixo, pois era a única que ainda mentia a si mesma sobre quem era Mary.


-Sua mãe não fez por querer... – ela achou melhor não mentir - ...as vezes fazemos coisas sem querer, e precisamos nos cuidar e tratar, para que não aconteça mais. Sua mãe precisa disso, para voltar a ser como era.


Sara ergueu o rosto e havia além de dor, raiva em seu olhar.


-Ela puxa meu cabelo e as vezes me joga de joelhos no chão quando respondo! Teve vezes que  me bateu com a vassoura!


Em sua raiva a gêmea mais apegada a mãe, levantou e mostrou os recentes vergões em suas costas.


-Ela não quer que conte ao papai! A mamãe não gosta de nos  e eu não gosto mais dela!


-Não diga isso, Sara. É uma menina boa demais para sentir isso. vem, sente-se. Vamos esperar seu pai chegar. Ele vai conversar com vocês duas e tentar explicar o que aconteceu. Está bem?


-Foi nos buscar – Hermy sussurrou quando a irmã se acalmou.


-É claro que fui  -ela respondeu no mesmo tom.


-Sempre irá nos buscar? – havia um duplo sentindo em sua frase e Hermione quase engastou de amor, pena e carinho por aquele animalzinho ferido de olhos tristes.


-Sempre. – garantiu, no mesmo instante que a porta se abria a as duas corriam para os braços do pai.


 


 


 


 


 


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Autora: não deu para terminar a fic, porque bolei umas coisas novas para o fim. Acho que vai ter mais capítulos que tinha previsto. Espero que entendam a demora e perdoem a falha, mas realmente estou trabalhando dobrado para antecipar minhas férias e garantir minha lua de mel.  


Vou tentar postar todos os dias de novo, mas se falhar é porque não deu mesmo para escrever! As atualizações sempre serão bem tarde da noite, porque como desgraça pouca é bobagem voltou a chover aqui no Sul e minha internet praticamente está morta e enterrada!


Espero que gostem dos capítulos, porque estou começando a traçar os ganchos para os capítulos finais.


Beijos!

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