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2. Capítulo II


Fic: Senhor das Terras Altas CONCLUIDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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 — Ela está resmungando — Gregor comentou ao se juntar a Harry que já estava observando Gina. Harry quase sorriu. No momento em que haviam acam­pado ele ordenara que Gina preparasse uma refeição. Ela obedecera, mas não fez segredo de sua contrariedade. O fa­to de apenas Simon, o mais jovem dos homens e seu meio-irmão, a estar ajudando deixou-a ainda mais irritada. Ela resmungava e ensinava Simon com má vontade. Harry ou­vira apenas algumas palavras e achara melhor permanecer afastado.


— Acho que ela pensa que é homem e acha essa tarefa humilhante — continuou Gregor.


—  Oh, eu não acho que ela pense ser um homem — murmurou Harry.


— Mas sua habilidade com armas...


— Ela foi propositalmente treinada. Não tenho dúvida disso. E foi bem treinada.


— Por que alguém treinaria uma moça para lutar?


— Posso pensar em muitas razões. Talvez uma escassez de homens lutadores, talvez ela venha de um lugar onde as batalhas sejam freqüentes, onde haja perigo ao redor, ou talvez tenha sido criada por homens que não sabiam como educar uma mulher. Na minha opinião, é a última hipótese. Ela se movimenta como homem e veste roupas masculinas como se estivesse acostumada com isso. Gregor a observou por alguns instantes.


— É verdade. Ela se move mais como um rapaz do que como uma moça.


— E também parece não temer ficar sozinha no meio de doze homens.


— Talvez ela não seja solteira e esteja acostumada a con­viver com homens.


— Não acho.


— Você parece ter certeza.


— Apenas julgo de acordo com o modo como ela age. — E com relutância, Harry admitiu que não gostou da ideia de imaginar Gina sendo tocada por outro homem. — Ela nos enfrentou com armas, atacou nossos ouvidos com insul­tos e tenta nos impedir de executar nosso plano de resgate simplesmente recusando-se a nos dar seu nome completo ou de onde vem. Não ouve nenhuma tentativa de flertar com nenhum de nós ou de usar qualquer artifício feminino. E observe como nosso Simon a obedece servilmente. E ela não usa de sedução.


— É. Ela parece tratá-lo como a um irmão mais novo — Gregor sorriu. — Por isso Simon está tão escravizado. Nosso Simon é tímido e virginal. Algumas solteiras de Scarglas tentaram conquistá-lo, mas ele ficou com medo. Estou pensando em levá-lo a um bordel para que as mulheres lhe en­sinem algumas coisas.


Harry lembrou-se do tempo em que seu pai o pôs na cama de uma mulher, insistindo que era hora de ele se tornar um homem. Ele tinha quinze anos, era alto e magro, e tremen­damente tímido. Também se sentia intimidado pela aparente tentativa de seu pai de perpetuar sua própria raça, mantendo uma esposa em casa e muitas outras mulheres grávidas, ano após ano. Harry estremeceu com a recordação da noite em que perdera a virgindade. Fora uma noite cheia de fracassos, embaraços e desencontros, tudo acontecendo nos braços de uma mulher de olhar duro que o atemorizava com seu ex­cesso de peso e a necessidade de tomar um banho.


— Não — ele murmurou, fingindo não ver o olhar sur­preso de Gregor. — Deixe-o sossegado. Ele fará isso quando se achar pronto.


-— Como queira — Gregor deu de ombros. — Só acho que ele é um pouco vagaroso para tomar uma atitude.


— Ele o fará quando decidir que é hora. É melhor dei­xarmos essa escolha para ele mesmo. — Harry olhou para Simon, que o fazia lembrar-se de si próprio com a mesma idade. — Provavelmente, Simon apenas precisa se ver como um homem formado, com ossos duros e um par de pés gran­des demais.


— É assim que você se sente? — Gregor apenas sorriu quando Harry olhou para ele, franzindo o cenho.


— Nem todos são abençoados com a sua confiança e seu rosto bonito.


— Obrigado por não dizer vaidade.


—  De nada. É claro que você deve deixar suas partes descansarem de vez em quando antes que se gastem.


Harry quase riu quando George olhou assustado para sua própria virilha e depois olhou para ele.


— Nem todos somos monges como você — Gregor res­mungou.


— Não sou um monge — Harry retrucou.


— Dormir com uma mulher uma vez por ano é ser um monge. Não consigo entender como consegue.


— Isto se chama controle. É melhor que pôr no mundo uma legião de bastardos.


— Eu só tenho dois. Tentamos fazer como você pediu, mas um homem tem necessidades e nem todos têm a sua força. Alguns não conseguem e fico a pensar se esse não é o motivo de termos um humor tão negro.


Harry suspirou e meneou a cabeça. A velha discussão. Era difícil ensinar controle quando o patriarca da tribo não dava o exemplo. O fato de Scarglas ter muitas mulheres dentro de casa que eram livres para fazerem o que quises­sem, não ajudava muito. Ele tinha tido sucesso desde que tomara o lugar do seu pai há cinco anos, mas não do modo como gostaria. Olhou para Gina e pensou o que ela acharia de Scarglas e seu povo.


— Talvez essa moça dê ao rapaz a confiança que lhe falta — murmurou Gregor. — Se Simon puder aprender como ficar à vontade com essa moça, poderá ganhar confiança com as outras. Bem, isso se ela ficar conosco durante algum tempo.


— Oh, acho que ela será nossa hóspede durante muito tempo, a não ser que você tenha um modo de fazê-la nos dizer exatamente quem ela é.


— Você poderia tentar arrancar essa confissão dela. Aon­de nós vamos? — Gregor perguntou quando, depois de um olhar furioso, Harry começou a penetrar no bosque.


—  Vamos caçar — Harry respondeu. — É melhor eu tentar matar algum animal e pôr came na nossa mesa do que enfiar minha espada em você. Eu poderia me arrepender disso daqui a um ou dois anos.


Harry não ficou surpreso quando percebeu que o irmão o seguia. Os perigos que cercavam a ele e a sua família não permitiam que ele saísse sozinho. Ele também sabia que não devia caçar, e pegar apenas algum animal que cruzasse seu caminho. Não queria admitir, mas estava tentando escapar da tentação sugerida por Gregor.


Seduzir uma mulher tão linda como Gina? Seria digno de risada se ele não pudesse controlar pensamentos e senti­mentos que tentava enterrar profundamente dentro de si mesmo. Ele era um homem adulto e escuro na aparência e na natureza. Gina era clara como o sol, linda, viva e cheia de energia. Estava muito longe de suas mãos e era atordoante até olhar para ela. Apenas algumas horas na companhia da­quela mulher e ele já se pegava lutando para se convencer de que nunca poderia tê-la. Precisava descobrir quem era ela, pedir o resgate e afastá-la da sua vida antes que sucum­bisse aos desejos, tentasse chegar até ela e fazer papel de tolo.


— Onde uma moça bem-nascida como você aprendeu a cozinhar tão bem? — Simon perguntou, inalando o cheiro do coelho que Gina estava preparando.


— O que o faz pensar que sou bem-nascida? — ela per­guntou, enquanto mexia o guisado, pensando se seria sufi­ciente para tantas pessoas.


Ela estava cozinhando dois grandes caldeirões em duas bocas de fogo que Simon acendera, mas doze homens de­vorariam tudo em poucos minutos.


— Você não se veste e nem age como uma lady, mas eu acho que é bem-nascida. Suas roupas, suas armas e seu ca­valo demonstram isso. E você fala bem e... — Simon corou. — E limpa e cheira bem.


—Sim, sou bem-nascida, mas os primeiros anos da minha vida foram passados como a mais pobre das camponesas.


Ela acrescentou no guisado uma cebola que um dos ho­mens havia trazido e sorriu para Simon, que obviamente esperava uma história.


— Durante muitos anos nossa tribo e duas outras se se­pararam. Finalmente veio um tempo em que nada sobrara a não ser pedregulhos, campos queimados, gado sacrificado, viúvas e órfãos. Os que sobreviveram da última batalha, que matara os proprietários das terras e a maioria dos homens, ergueram-se e juraram que tudo terminara naquele dia. Che­ga de feudos, matanças, invasões e todo o resto. E foi assim. Todos nós, dos mais pobres aos proprietários de terras, todos os sobreviventes, começamos a reconstruir o que havíamos perdido.


— E esse o motivo de você ter aprendido a lutar?


— Sim, mas graças a Deus, houve paz e precisamos lutar muito pouco. Além disso, estávamos tão fracos que qualquer um de nós teria sido derrotado com facilidade. Foi uma vida muito dura, mas conseguimos sobreviver. Todos tínhamos conseguido inúmeras habilidades e estávamos mais próxi­mos uns dos outros. Não tínhamos mais que lutar a cada dia para sobreviver, mas sabíamos como fazê-lo se houvesse necessidade, e todos, homens, mulheres e crianças da tribo podiam fazer o mesmo. Foi uma coisa boa.


— É verdade — concordou Simon. — Mas vocês devem ter um chefe, uma pessoa superior às outras.


— Sim, temos uma pessoa que lidera as outras. Mas, de­vido ao que sofremos, até os proprietários das terras, se for necessário, trabalham ao lado do povo, tanto na terra como no conserto de um telhado, por exemplo. O povo sabe tam­bém que o líder nunca comeria se tivesse alguém passando fome e nem se aqueceria na sua grande sala se alguém es­tivesse passando frio. Há também o conforto de saber que o líder jamais começaria uma guerra se houvesse a possibi­lidade de resolver tudo sem derramamento de sangue. Isso é muito reconfortante.


— Deve ser bom. Nosso velho líder briga com todos, ou brigava. Cinco anos atrás, Harry assumiu a liderança e ele trabalha para fazer alianças. Mas não está conseguindo. Nos­so pai fez inimigos poderosos.


— Oh, você também é irmão de sir Harry?


— Meio-irmão, Sou bastardo. Somos muitos. Perto de três dúzias, na última contagem.


O que poderia falar sobre isso?, pensou Gina. Como seu irmão Rony tinha cinco crianças bastardas, seria hipocrisia condenar tal fato. Mesmo assim, o velho líder fora longe demais. A excessiva extravagância era provavelmente o mo­tivo de sir Harry ter assumido a liderança. Isso e a menção de Simon de que o velho líder fazia inimigos com facilidade, deixando sua tribo cercada de adversários. Gina teve von­tade de saber para onde estava sendo levada.


Por um breve momento, foi tentada a contar a sir Harry exatamente quem ela era para que ele pudesse pedir o resgate e ela voltar a Deilcladach. Mas... meneou a cabeça. Sua tribo não era tão rica a ponto de esvaziar os cofres por ela ter sido tola o suficiente para pèrder-se e ser capturada. Sua família ficaria preocupada com ela, mas não havia como fazer com que eles soubessem que ela estava bem, sem expô-los a um resgate exorbitante.


Na verdade, havia uma pequena vantagem de estar ali, embora até se considerasse culpada por pensar nisso. Os Malfoy não a encontrariam, nem poderiam imaginar onde ela estaria. Por enquanto, Gina decidiu, seria egoísta e iria se aproveitar desse fato.


Declarando que a refeição estava pronta, ela pegou sua parte e forçou Simon a fazer o mesmo. Sir Harry e Gregor estavam voltando ao acampamento quando ela disse aos ho­mens que eles poderiam comer. Saiu rapidamente do cami­nho e sentou-se, encostando-se a uma árvore. Sorriu para Simon quando ele apareceu oferecendo-lhe um pedaço de pão.


— Seu líder viaja com bons suprimentos — murmurou Gina.


—  Ah, sim, este pão nos foi dado por duas irmãs que foram pegas com nosso Gregor — disse Simon. — As moças gostam de nosso Gregor. — Simon meneou a cabeça. — Ele já tem dois bastardos. É coisa de homem, mas isso me preocupa. Marca um rapaz e é uma marca da qual nunca se livra. E marca também a moça que teve os filhos.


— É verdade — Gina concordou. — Eu tenho um irmão que tem cinco bastardos, embora ele possa não ser o pai de todos eles. As mulheres disseram que ele era o pai quando deixaram as crianças na nossa porta e ele os aceitou. É um homem afortunado, pois sua nova esposa também aceitou as crianças.


— Oh, isso é bom. Minha mãe encontrou um marido e não me quis. Então Harry me pegou. Eu tinha apenas três anos e não era útil aos homens. Era outra boca para alimen­tar. E isso foi bom, pois se eles tivessem ficado comigo eu seria usado na lavoura ou para tomar conta dos animais. Em vez disso, fui treinado para ser um guerreiro.


Não foi fácil, mas Gina concordou com o rapaz. Nunca deixaria que ele percebesse que ela tinha pena dele. Nascera como um menino sem pai e abandonado pela própria mãe. Simon estava certo em dizer que tivera uma vida melhor do que poderia ter tido. Simon havia sobrevivido e estava pros­perando. Isso era, no final, o mais importante.


Gina foi afastada dos pensamentos sobre o triste começo de Simon, quando foi distraída pelos outros homens. Um por um deixava o prato vazio aos seus pés. Gina pensou que era um modo de agradecer pelo alimento, mas era para que ela lavasse as tigelas. Era um fato irritante, mas não inesperado.


O olhar divertido de sir Harry, entretanto, a fez ficar com mais raiva, como se estivesse esfregando urtigas na sua pele. Apenas Simon se ofereceu para ajudá-la salvando os homens de terem as orelhas vigorosamente esbofeteadas. Resmun­gando, ela e Simon limparam tudo depois da refeição que fora obrigada a preparar.


—  O que foi? — Harry perguntou a Gregor, ao vê-lo observar Gina e Simon, enquanto se afastavam.


— Estou procurando os punhais.


— Ainda bem que achei todos — Harry disse, sorrindo. — E estou em dívida com Simon, por me salvar de uma prová­vel agressão.


— Você a viu olhando como se quisesse esganar você?


— Sim. Ela estava furiosa. Mais como um homem do que como uma mulher. Suspeito que logo seremos capazes de dizer o motivo.


Gregor concordou.


— Você poderá ser capaz de fazê-la cuspir algumas ver­dades se a deixarmos com raiva.


— Pode ser. Este plano é melhor do que o outro que você teve.


— Sedução é uma maneira comprovada de arrancar ver­dades de uma mulher — Gregor insistiu. — Se você tiver urgência, eu posso...


— Não. Não precisamos de mais inimigos e acho que lucraremos se a usarmos para o resgate.


Harry achou que este era um bom argumento e não igno­rou o olhar divertido do irmão.


— Seja como quiser. Devo protegê-la durante a noite? Não sei como, mas acho necessário. Desconfio que essa mo­ça poderia nos causar um grande problema.


Harry resmungou e olhou para Gina. Não seria tão difícil alterar o horário da guarda que ele organizara para que ela fosse vigiada durante toda a noite. Para seu desânimo, ele não gostava da idéia de outros homens ficarem perto dela enquanto ela dormia, ou mesmo terem a oportunidade de ganhar o interesse dela.


Que loucura, pensou Harry, era uma fraqueza que poderia lhe trazer muitos problemas. Se estivessem em Scarglas, ele teria lugares para ir e serviços para fazer na tentativa de tirar Gina da sua mente. Mas ali não havia onde se esconder.


Harry suspirou, aceitando a própria contrariedade. Não queria outro homem perto demais dela durante muito tempo, desse modo ele teria que ser um dos guardas da noite. Seria, sem dúvida, uma noite insone.


— Eu a vigiarei — ele declarou. — O horário da guarda já foi organizado e é melhor não alterá-lo. Eu ficarei de guarda. Preciso apenas de um pedaço de corda.


— Corda? — Gregor perguntou, enquanto acompanhava o irmão até o setor de suprimentos. — Pretende amarrá-la?


—  Seria bom, mas não é possível. Não quero ter que explicar aos meus homens porque um homem do meu ta­manho precisa amarrar uma moça para que possa dormir. Apenas a amarrarei a mim, para que ela não tenha chance de fugir.


Sem mais nenhuma palavra, Harry andou até Gina, que estava terminando de lavar os utensílios usados na refeição.


Ela arregalou os belos olhos ao vê-lo empunhando um pe­daço de corda. Antes que pudesse esboçar qualquer reação, ele pegou seus dois punhos com apenas uma das mãos. Ele a viu armar um chute e disse:


— Eu não gostarei nem um pouco se você me chutar, moça — declarou, enquanto a conduzia ao lugar onde Gre­gor estendia um cobertor no chão para eles dormirem.


— Bem, isso certamente me manteria lamentando pela noite toda — disse Gina, tentando livrar os pulsos. A força dele não era dolorida, mas impossível de ser vencida. — O que pretende fazer com essa corda?


Harry não respondeu. Passou uma extremidade da corda ao redor dos pulsos dela e a outra extremidade ao redor dos próprios pulsos. Depois de verificar se estavam bem amar­rados, seus olhares se encontraram. Ela parecia pronta para amarrar o pescoço dele com aquela corda. Ele, estranhamen­te, divertiu-se com aquilo e concluiu que a luxúria estava tirando seu juízo.


Em silêncio, Gina o xingou de todos os nomes que ela conhecia, enquanto ele, gentil, mas com firmeza, a conduzia em direção do cobertor. Harry deitou-se ao lado dela e es­ticou outro cobertor para cobri-los. Quando ele cruzou um dos braços sob a cabeça e esticou o outro que o mantinha preso a ela. Gina teve que olhar para ele.


— Acho que você não acreditaria se eu dissesse que não tentarei escapar? — Gina perguntou, girando o corpo para encontrar uma posição melhor.


— Não. Eu não sei quem você é e você não quer me contar. quer, Gina-dos-dez-punhais?


Ela quase sorriu ao ser chamada daquela maneira. Gina-dos-onze-punhais seria melhor, pois ela ainda tinha um es­condido e poderia se soltar daquela corda. Havia coisas pio­res que ele poderia ter feito para ter certeza de que ela não lhe causaria problema, mas isto tornaria difícil conciliar o sono.


Com a proximidade, Gina percebeu de repente fatos desconcertantes. Tinha consciência da proximidade daquele corpo grande e viril. Ele era morno e cheirava bem, era limpo e perigosamente atraente. De repente, Gina lembrou-se de como haviam ficado perto no momento em que ele a desar­mara. Sentiu-se corar e percebeu que tinha vontade de sentir aquelas mãos grandes sobre ela novamente; só que dessa vez para acariciá-la. Era loucura, mas Gina sabia que difi­cilmente se livraria dessas sensações.


Fechando os olhos, tentou reviver o medo de estranhos e de homens, que a perversão dos Malfoy havia criado nela, mas de nada adiantou. Por razões que ela ainda desconhecia, Gina não sentia medo daquele homem grande e moreno. Sentimentos que nunca experimentara antes, por homem ne­nhum, haviam sido despertados nela. Uma parte dela queria deixar esses sentimentos crescerem e voarem. Outra, queria enterrá-los. Era uma péssima ocasião para perceber que po­dia se sentir atraída por um homem. Podia até sentir paixão, mas era um momento muito inoportuno.


Depois de xingar silenciosamente, Gina lutou para livrar sua mente desses pensamentos. Talvez depois de algumas horas de sono pudesse encontrar força para ver tudo com mais clareza.


Harry deu uma olhada na mulher à qual estava atado. Aproveitou para olhar melhor quando percebeu que ela es­tava dormindo. Seu rosto era suave e a claridade da lua a fazia ainda mais bela. Silenciosamente, se xingou ao cons­tatar que poderia ficar olhando durante horas para aquele rosto, sem se cansar. Harry sabia que muitos homens a acha­riam defeituosa devido às duas cicatrizes nas faces, mas para ele, elas não diminuíam a beleza daquela mulher.


Harry fechou os punhos e lutou contra o desejo de tocar Gina. A lembrança da pele macia que sentira ao desarmá-la era difícil de ser esquecida. Era mesmo impossível, ele ad­mitiu. Ansiava por senti-la novamente, por acariciá-la da sola dos pequenos pés até as suaves sobrancelhas.


Esses pensamentos foram suficientes para provocar uma ereção que chegou a doer. Harry queria sentir aqueles seios firmes na palma das suas mãos. Queria que aquelas pernas esguias e fortes estivessem ao redor da sua cintura. Queria ouvi-la gemer e gritar seu nome enquanto a possuía selvagemente.


Ele fechou os olhos e jurou acabar com aquela atração. Por muitas razões decidira ser um homem sozinho. Se não fosse cuidadoso, se não reprimisse seus sentimentos, temia que sua refém pudesse mudar sua mente e poderia fazê-lo tentar alcançar o que nunca poderia ter.

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