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10. O Espião


Fic: Um Novo Erro SS PO


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Por Monique


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            Como pode ser odiar tanto algo intrínseco a pessoa que você ama? Será que existe uma explicação plausível para isso? E aquela sensação de injustiça que me dominava? Que nome seria dado aquilo? A injustiçada era eu! Mas havia dor nos olhos dele, havia medo também.


            Me assustei quando Alvo Dumbledore entrou no quarto. Ele me sorria bondosamente e veio até a cama sem desviar os olhos de mim. Sentou-se colocando meus pés no colo, abrindo um sorriso maroto ao observar minhas meias quadriculadas.


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-Severo me disse que você viu a Marca Negra. –ele começou me radiografando com o olhar.


-Eu vi. –confirmei achando o rumo da conversa bastante estranho. Dumbledore sabia da Marca?- Como você pode saber que eu já sei?


-Como eu disse, foi Severo quem me contou.


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            Era um intervalo de tempo mínimo para uma informação como aquela ser passada adiante.


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-Severo? –perguntei tentando ver algum traço dele naquele Dumbledore bem informado.


-Você está enxergando bem? –ele me observou com uma certa preocupação , por cima dos seus pequenos óculos de meia lua.


-Prove que você é Alvo Dumbledore. –eu sugeri desconfiada.


-O que você acha que está acontecendo aqui? –ele perguntou rindo divertidamente.


-Você pode ser Severo. Poção Polissuco.


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            Ele riu ainda mais.


.


-Ora, você é mais sagaz do que pensei!


-preciso ser, convivendo entre Comensais onde quer que eu vá!


-Monique, Severo Snape é completamente um homem de bem. Não o classifique assim.


-Como pode estar tão certo?


-Como você, que expressa tanto amor por ele com esse olhar verdadeiro, pode duvidar da natureza justa e brava dele?


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            Não pude responder.


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-Monique, seus pais estão furiosos com a sua escolha. Você abriu mão de tudo por Severo, e agora vai deixar que uma marca do passado atrapalhe a vida de vocês?


-Passado? Dumbledore, ele saiu para servir o Lorde das Trevas neste momento! –disse eu incrédula.


-Não, Monique. Essa é uma longa história. E Severo não é o vilão dela. Talvez um anti-herói, mas jamais será o vilão.


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            As palavras de Dumbledore me acalentaram, mas mesmo assim, algo em mim gritava que alguma coisa estava muito fora do lugar. Eu precisava das explicações, precisava que ele, e somente ele, me revelasse aquela verdade. Como o diretor havia dito, eu havia deixado a minha vida para trás, por ele. Por mim também, mas eu não mais pensava em mim sem Severo do meu lado. Era algo que já não podia mais ser modificado.


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-Acredite e confie em cada palavra que ele lhe disser. Tenha certeza de que ele não está feliz por estar indo submeter-se a Tom. Reflita sobre isso, menina. Agora eu preciso ir.


-Por favor, eu não quero ver meus pais de novo. –eu avisei em tom de pedido- Ou eles serão tirados daqui em macas.


-Como quiser. Descanse. -o diretor disse, e com uma piscadela deixou o quarto.


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            Eu estava mais calma, menos furiosa. Dumbledore havia me dado alguma paz de espírito. No entanto, por outro lado, algo em mim sangrava. Severo estava submetendo-se ao Lorde das Trevas contra sua vontade. Certamente, segundo as histórias que eu havia escutado em casa, aqueles chamados não eram bem um convite para um piquenique. Meus pais já haviam sido torturados e humilhados, o que confundia ainda mais a minha mente.


            E agora era Severo lá. E naquela certeza o pedido de Dumbledore estava esquecido. Enquanto ele não chegasse, comensal ou não, eu não descansaria.


Por Severo


 


            Esperei que não fosse demorar muito para voltar ao hospital. Meu atraso havia me rendido uma boa dose de tortura, mas era algo perfeitamente suportável. Eu imaginava Monique em meus braços quando as maldições me atingiam, e aquilo me confortava muito mais do que o esperado.


            Entrei no quarto dela e a encontrei semi adormecida, segurando um livro debilmente. Estava linda, com aqueles cabelos cacheados e negros escorrendo pelo lado do rosto pálido. Temia sua rejeição como um demônio teme a cruz, mas mesmo assim, impeli meu corpo para perto do dela.


            Seus olhos se abriram e ela me olhou surpresa, aflita. Num movimento inesperado, Monique atirou-se a mim, agarrando meu pescoço com seus braços finos e prendendo suas pernas na minha cintura. Eu abracei minha pequenina e delicada princesa, sentindo o algodão da camisola do hospital mover-se sobre sua pele macia. As curvas de sua cintura revelaram-se ao meu toque e o rosto dela moldava-se no meu pescoço, enquanto suas mãos seguravam meu rosto, entrelaçando os dedos nos meus cabelos. Eu estava aliviado, satisfeito.


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-Monique...


-Eu amo você, não importam as verdades por trás disso tudo, não importa o que você seja ou como escolha agir, eu o amo, Severo... –ela dizia com urgência- Eu não sei o que levou você a submeter-se ao Lorde, eu não sei o que você pretende com isso, mas é amor que eu vejo e sinto quando olho pra você, e sendo assim, eu não posso me afastar. Se é o meu destino me envolver com artes das trevas...


-Monique... Essa é uma história longa demais e você precisa descansar. Deite-se, eu ficarei aqui... –eu me curvei depositando-a na cama. Monique relutou em me soltar, mas o fez quando eu fiz cócegas na sua cintura. O leve riso dela encheu meus ouvidos e eu me senti feliz.


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            Era um som jovial que me contaminava. Sentado na cama ao lado dela, eu debrucei-me levemente sobre seu corpo, apoiando a cabeça na mão, deixando que meus lábios roçassem sua pele quando eu falasse. Ela afagava meu rosto enquanto eu acariciava sua cintura.


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-Dumbledore falou com você? –perguntei


-Ele me fez considerar as minhas atitudes, aquelas que me trouxeram até aqui. E eu entendi que não abri mão de tudo por nada. Eu fiz isso por você, independente da forma que você viva, eu sei, eu sinto que você é parte do meu futuro. Se você é um membro da Ordem, se é um comensal, pouco importa. O que faz diferença, neste momento, é aquilo que você é pra mim.


-E o que eu sou pra você?


-Você é parte de mim. Uma parte indispensável. Um órgão vital. Isso independente do que eu sou pra você.


-Você, menina... –eu disse pontuando as palavras com a minha emoção por descobrir que seus sentimentos eram tão fortes quanto os meus.- Você é minha alma.


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            Ela abriu um sorriso imenso, expondo a fileira de dentes alvos e simétricos. Seus olhos brilharam em lágrimas peroladas e eu a tomei em um beijo lento e cheio de comprometimento. Ela me amava. Me amava.


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-Eu amo você. –garanti a ela quando ao longo da noite o cansaço a dominou e seus olhos passaram a piscar cada vez mais devagar- Durma, minha flor. Eu guardarei seu sonhos.


.


Por Monique


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            Despertei aquecida pelo corpo dele naquela manhã. Ele estava entregue a um sono pesado, segurando minha mão. A pequena cama do hospital era enorme para nós dois, de tão juntos que estávamos. Concentrei-me ao ouvir as batidas ritmadas de seu coração, agradando que ele acordasse, o que não tardou a acontecer.


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-Bom dia... –eu disse quando ele despertou, espreguiçando-se levemente.


-Bom dia, Mona... –ele ronronou, não se dando conta de que havia usado meu apelido, já comum entre meus ex-colegas sonserinos.


-Um lindo dia, Sev... –brinquei beijando seu rosto repetidas vezes- Por mim você ficaria aqui, mas eu creio que seria melhor se você fosse para a poltrona. Não tenho certeza se é permitido que durmamos juntos no hospital.


-Você tem razão. –ele disse sentando-se na poltrona depois de me dar um forte abraço possessivo e cuidadoso- Como você tem se sentido?


-Estou bem melhor. O medibruxo disse que eu estou quase boa, mas que precisarei tomar uma poção que filtra o sangue, pra que o veneno não destrua meus rins, durante muito tempo. Ele disse que é uma sorte que eu esteja viva.


-E ele tem razão.


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            O medibruxo de que falávamos, veio me ver no meio da manhã. Depois de um longo exame, ele concluiu que eu estava quase pronta para outra.


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-Só recomendo repouso que tome bastante liquido. –disse o velho curandeiro assinando a alta- O senhor vai levá-la a Hogwarts ou ela vai voltar para a França, professor Snape?


-Nós ainda precisamos decidir isso. –eu disse sentando-me na cama- Mas agora eu acho que preciso de um banho.


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            Uma enfermeira veio me ajudar a recolher meus pertences, enquanto Severo saia pra contatar Dumbledore. Numa rápida conversa nós concluímos que não seria muito recomendado que eu ficasse sozinha na casa dele em Londres e que a minha volta para a França era algo que estava fora de cogitação. Meu destino seria a Sede da Ordem da Fênix, mas antes disso, eu e ele precisávamos conversar sobre as atividades que ele andava exercendo.


            Eu estaria do lado dele para qualquer coisa, mas eu só desejava saber de tudo do modo mais transparente possível. Depois de hoje, não haveriam mais barreiras os pontos obscuros entre nós.


.


Por Severo


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            Monique estava linda quando eu entrei no quarto para buscá-la. Vestia uma calça jeans azul escura e uma blusa singela de algodão rosa, realçando o leve tom corado de sue rosto. Os cabelos soltos, caindo em macias ondas por seus ombros, emolduravam as feições angelicais que me perseguiam em sonhos bons. Ela sorriu, pegando a mochila do chão e aproximando-se de mim.


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-Precisamos conversar. –eu me adiantei- Vamos a Hogwarts agora e depois eu levo você para a Sede da Ordem. Já está tudo acertado.


-Eu não conheço as pessoas da Ordem. –aquele era um ponto que devia estar deixando-a pouco confortável.


-Será por muito pouco tempo, amor, só até você estar definitivamente recuperada. Eu tenho planos pra que você esteja num lugar mais agradável em breve. Suas companhias não serão das melhores, mas eu garanto que é por muito pouco tempo.


-Você irá me ver? –ela perguntou claramente esperançosa.


-Sempre que eu puder. –garanti prevendo o quanto eu sentiria sua falta- Agora vamos.


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            Eu a conduzi até a sala das lareiras, onde várias pessoas chegavam e saiam sendo supervisionadas por uma bruxinha meio chamuscada, que olhou pra mim e perguntou esganiçadamente:


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-Hogwrats?


-Sim.


-Certo, por aqui.


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            Ela indicou uma lareira de onde acabava de sair uma mulher com uma criança cheia de furúnculos.


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-Ele andou brincando com pus de Brotuberas. –ela sorriu amarelo passando por mim. Monique reprimiu uma gargalhada.


-Você primeiro. Diretoria de Hogwarts.- eu disse a ela.


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            E segundo as minhas instruções, Monique desapareceu entre as chamas. Quando eu sai da lareira, ela estava espanando as cinzas de sua blusa. Estávamos sozinhos na sala de Dumbledore.


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-Mona, eu tenho algo para lhe mostrar. Mas antes eu quero que você entenda que eu não sou um comensal da morte qualquer, o que não anula a minha participação neste circulo das trevas, no passado. Mas hoje o trabalho que eu exerço para a Ordem da Fênix é o de Espião.


 

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