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17. Capítulo 17


Fic: Êxtase Mortal - Concluída


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 17


 


Jess Barrow começou a falar lentamente e aos tropeços de seus experimentos e investigações, de sua fascinação pela influência dos estímulos externos sobre o cérebro humano, dos sentidos e a estimulação dos mesmos por meio da tecnologia.


- Ainda não chegamos sequer a superfície do que somos capazes de fazer para obter prazer ou dor. – explicou - Isso queria fazer eu. Bater na superfície e atingir em seguida o interior. Os sonhos, Weasley. As necessidades, os medos, as fantasias. Em toda minha vida a música foi à motivação de... tudo: a fome, a paixão, a tristeza, a alegria. Quanto mais intenso seria tido se pudéssemos entrar e utilizar realmente a mente para explorar? 


- Assim você trabalhou nela. - o insitou ela – Devotou-se a isto.


- Três anos. Mais na realidade, mais três dedicados exclusivamente ao projeto, experimentação e aperfeiçoamento. A cada moeda que tinha o dedicava a isso. Já não me restava praticamente nada. Por isso precisava de apoio, precisava de vocês.


- E Luna era seu vínculo comigo, comigo e com Harry.


- Escute. - Jess levantou as mãos e esfregou o rosto, depois as deixou cair sobre a mesa. – Eu gosto de Luna. Tem a faísca. Certo, eu a teria usado mesmo que fosse insípida como um andróide, mas não é caso. Eu não lhe machuquei. Ao contrário disso, lhe dei um empurrão para o sucesso. Tinha o ego, estava na sarjeta quando nos encontramos. Oh, claro. Estava indo bem, mas tinha perdido a confiança em si mesma pelo o que ocorreu antes. Eu injetei uma grande dose de confiança nela.


- Como?


Ele vacilou e decidiu que, posteriormente, a queda seria pior se sonegasse informações agora.


- Está bem. Encorreia suavemente suave utilizando mensagens subliminares na direção certa. Deveria estar agradecida. E trabalhei com ela, melhorei seu material, poli seu trabalho sem tirar o seu toque pessoal. Já a ouviu. Está melhor do que nunca.


- Experimentou nela. – disse Gina e quis pendurá-lo em sua própria corda - Sem seu conhecimento nem consentimento.


- Não foi como se tratasse de uma rata andróide. Por Deus, tinha aperfeiçoado o sistema. - Indicou Neville com um dedo. - Você sabe que é perfeito. 


- É bonito. - concordou Neville - Mas isso não o faz legal.


- Merda, também eram ilegais a engenharia genética, a fecundação em vitro e a prostituição. Aonde nos levou tudo isso? Percorremos um longo caminho, mas seguimos na idade das trevas, homem. Isto é um avanço, uma forma de aproximar a mente dos sonhos e fazer realidade o que sonhamos.


- Não todos queremos que nossos sonhos se tornem realidade. O que lhe da direito de decidir por outra pessoa?


- Certo. - Jess levantou uma mão. - Talvez me entusiasmei demais em algumas ocasiões. Deixei-me levar. Mas tudo o que fiz com você foi ampliar o que já estava ali. De maneira que aumentei seu potencial sexual aquela noite no estúdio. Qual foi o dano que lhe fiz? Em outra ocasião dei a sua memória um pouco de impulsos, abrir algumas fechaduras. Queria ser capaz de demonstrar o que poderia ser feito, para quando chegasse o momento, eu poderia me aproximar de você e Potter com uma proposta de negócio. E a última noite...


Interrompeu-se, sabendo que tinha calculado muito mal.


- Está bem, ontem à noite fui longe demais. Deixei-me levar pela música. O tom era forte demais. Atuar diante um público novamente, é como uma droga. Excita-me. Talvez tenha mergulhado um pouco profundo demais. Foi um erro bem intencionado. - Tentou sorrir novamente - Olhe, utilizei-o em mim mesmo dúzias de vezes. Não tem seqüelas, nada permanente. Só é uma alteração temporária do estado de ânimo.


- E você escolhe o estado de ânimo?


- Parte. Com uma equipe padrão, você não tem tanto controle, nem a mesma profundidade de campo. Com o que desenvolvi pode acendê-lo e apagá-lo como se fosse uma luz. Desejo ou satisfação sexual, euforia, melancolia, energia, relaxamento. Escolhe e pronto.


- Como um desejo de morrer?


Jess negou com a cabeça.


- Eu não brinco com esse tipo de coisa. 


- Mas tudo é um jogo para você, não? Aperta os botões e a gente se põe a dançar. É o Deus da eletrônica.


- Você não tem a visão do conjunto. - insistiu ele – Sabe quanto essas pessoas estão dispostas a pagar para se sentir como quiserem?


Gina abriu o dossier que Neville tinha trazido e tirou algumas fotografias. 


- Que sentiam eles, Jess? - Lançou-lhe as fotos dos quatro cadáveres no depósito – Qual foi à última coisa que lhes fizeste sentir para que se matassem com um sorriso?


Ficou branco como a morte, e seus olhos se puseram vítreos antes que conseguisse fechá-los. 


- Não. E nenhuma maneira. De jeito nenhum. - Dobrando-se em dois, vomitou o café da manhã que tinha tomado no centro médico.


- Que conste em ata que o suspeito se indispôs momentaneamente. - disse Hermione secamente - Chamo a manutenção e a um assistente de saúde, tenente? 


- Por Deus, sim. - murmurou Gina enquanto Jess continuava vomitando - Interrompe-se o interrogatório às dez e quatro. Tenente Weasley, Gina.


- Muito cérebro, mas o estômago fraco. - Neville se aproximou da máquina distribuidora do canto e selecionou um copo de água – Aqui está rapaz, tente engolir um pouco disso.


Os olhos de Jess estavam molhados. Seus músculos do estômago estavam doloridos e a água tremia em sua mão, de modo que Neville teve que auxiliá-lo a beber.


- Não pode me acusar disso. - balbuciou. 


- Isso é o que vamos ver. – Gina se afastou por que o assistente de saúde acabava de chegar para levá-lo para a enfermaria - Preciso um pouco de ar. - murmurou e saiu.


- Espera, Weasley. – Neville correu depois dela, deixando a Hermione dirigir a operação e recolher o dossier - Temos que conversar.


- O mais próximo é meu escritório. - Gina amaldiçoou em silêncio ao sentir que o joelho tremia. A bandagem de gelo estava derretendo e precisava ser substituída. Seus quadris latejavam.


- Vocês se deram bem no escritório de trocas, ontem heim? - Neville sorriu compassivamente ao vê-la mancar - Já a examinaram?


- Mais tarde. Não tive tempo ainda. Daremos uma hora a esse idiota de merda para que coloque seu estômago no lugar, depois voltaremos a golpear. Ainda não chamou um advogado, mas logo este vai aparecer. Mas ai então não vai mais importar que as ondas cerebrais coincidam com as das vítimas.


- Esse é o problema. Sente-se e descansa essa perna. – aconselhou-a enquanto entravam na sala. 


- É o joelho. Se eu sentar ficará mais rígido ainda. Qual é o problema? - perguntou Gina servindo o café.


- Nada coincide. - Neville a olhou decepcionado quando ela se voltou para ele - Não coincidiu nenhuma, no lote inteiro. Muitas continuam sem identificar, mas tenho a varredura de todas as vítimas, e não disponho da de Devane, mas tenho a de sua última revisão médica. Não coincidem, Weasley.


Desta vez Gina se sentou pesadamente. Não era preciso lhe perguntar se estava seguro. Neville era tão meticuloso como um andróide doméstico procurando poeira dos cantos. 


- Certo, temos outros lugares para procurar. Conseguimos uma ordem judicial para seu estúdio e sua casa?


- Uma equipe está lá agora. Ainda não recebi o relatório.


- Poderia ter uma caixa forte ou algo semelhante. - Gina fechou os olhos – Merda Neville, por que ia guardá-las depois de terminar com eles? Provavelmente as destruiu. É arrogante, mas não estúpido. Podiam comprometê-lo e ele o sabia. 


- Há uma possibilidade que ele tenha feito isso. Mas também poderia tê-las guardado como recordação. Nunca deixa de surpreender-me o que as pessoas são capazes de guardar. Lembra-se daquele sujeito que despedaçou a sua mulher o ano passado? Conservou os olhos numa maldita caixa de música.


- Sim, lembro-me. – De onde vinha esta dor de cabeça?, perguntou-se Gina, esfregando-se em vão as têmporas para aliviá-la - Assim que talvez tenhamos sorte. Se não, temos outras muitas provas. E uma boa base para acusá-lo.


- Esse é o problema, Weasley. - Neville se sentou na beirada da mesa e procurou no bolso um pacote de amêndoa gratinadas - Não cai bem.


- Como que não? Nós o pegamos.


- É certo, mas não por assassinato. - Pensativo, Neville mastigou uma amêndoa - Não consigo compreendê-lo. O homem que projetou esse equipamento é brilhante, algo retorcido e egocêntrico. E o sujeito que acabamos de interrogar é tudo isso, e pode adicionar infantil. Para ele é um jogo com o qual pretende fazer uma grande fortuna. Mas assassinato...


- O que acontece é que se apaixonou pelo console dele. 


- Certo. - reconheceu ele sem envergonhar-se - É um homem fraco, Weasley, e não só de estômago. Como vai ficar rico matando gente?


Ela arqueou uma sobrancelha.


- Imagino que nunca ouviu falar em assassinos de aluguel?


- Esse rapaz não tem colhais nem para isso. - Comeu outra amêndoa - E onde está o motivo? Tirou a essa gente de um chapéu? Além disso, sua descoberta requer estar perto para intervir no subconsciente. Não pode colocá-lo em todos os lugares dos crimes.


- Disse algo sobre possibilidade de controle remoto.


- Sim, tinha um muito bom, mas não se selecionou essa opção. Não que eu tenha percebido.


Gina se recostou em seu assento. 


- Você não veio aqui fazer meu dia, Neville.


- Eu queria que pensasse um pouco, Weasley. Se ele está envolvido nisso, tem uma ajudante ou um outro equipamento portátil. 


- Poderia adaptar-se a óculos de realidade virtual? - A idéia o intrigou e fez que seus olhos abatidos brilhassem.


- Não posso falar com segurança. Encontrarei tempo para averiguá-lo.


- Espero que o encontre. É a única coisa que temos, Neville. Se não consigo demonstrar nada, sairá impune dos assassinatos. Encerrá-lo dez a vinte anos na prisão não são o bastante para mim. - replicou - Pedirá um exame psicológico e fará o que seja para sair do atoleiro. Talvez Minerva saiba mantê-lo lá. 


- Deixe que ela fale com ele depois desse descanso. - sugeriu Neville - Deixa que ela fique algumas horas com ele, e vê se faz um favor a si mesma e vai para casa descansar um pouco. Se continuar assim vai desmaiar a qualquer momento. 


- Pode que o faça. Por enquanto falarei com Lupin. Algumas horas livres talvez arejem minha mente. Devo ter deixado algo passar.


 


Por uma vez Moody não estava a espreita. Gina entrou na casa furtiva como um ladrão e subiu as escadas mancando. Deixou atrás de si um rastro de roupas ao encaminhar-se ao dormitório, mirou na cama e suspirou de prazer ao deixar o corpo cair. 


Dez minutos mais tarde jazia de costas, olhando o teto. A dor era intensa, pensou de mau humor. Mas o efeito do estimulante que tinha tomado horas atrás não tinha terminado. Estava passando, deixando-a mareada de cansaço, enquanto seu organismo seguia transbordante de energia. 


Era incapaz de conciliar o sonho. 


Encontrou-se separando as peças do quebra-cabeça para a seguida voltar a uni-las. Cada vez formava uma figura diferente até convertê-la numa confusa miscelânea de fatos e teorias. 


A esse passo não falaria com muita coerência quando se reunisse com Minerva. Considerou tomar um longo banho quente em vez de dormir. Inspirada, levantou-se e agarrou um roupão. Tomou o elevador com a finalidade de evitar Moody, e baixou no andar inferior onde se achava o trajeto para o jardim que a conduzia até o solário. Uma sessão na piscina seria a solução, decidiu.


Atirou ao chão o roupão e se aproximou nua da água escura contida por um muro de pedra autêntica e rodeada de flores perfumadas. Quando submergiu um pé dentro da água esta lhe pareceu agradavelmente quente.


Sentou-se no primeiro degrau e ajustou o painel para jorros e borbulhas.


Quanto a água começou a agitar-se programou a música. Com uma careta, decidiu que não estava com humor para melodias. 


Ao princípio se limitou a boiar, agradecendo que não tivesse ninguém por perto para ouvi-la choramingar quando os jorros de água atuavam em seus músculos doloridos. Deixou-se respirar. Perfume floral. Deixou-se flutuar. Prazeres singelos.


O conflito entre a fadiga e o estimulante se equilibrou quando o relaxamento chegou. As drogas eram excessivamente supervalorizadas, decidiu Gina. A água fazia maravilhas. Virou-se preguiçosamente e começou a nadar, devagar a princípio, enquanto os músculos se aqueciam. Depois pôs mais energia, esperando livrar-se do excesso do estimulante e reanimar-se com o exercício.


Quando soou o relógio automático e a água se acalmou, ela continuou dando longas e constantes braçadas, submergindo-se até quase roçar o brilhante fundo negro, até que se sentiu como um embrião num útero e saiu à superfície com um gemido alto e satisfeito. 


- Nada como um peixe.


O instinto fez que Gina estendesse suas mãos em busca da arma que levava, mas encontrou apenas suas próprias costelas despidas. Apressou-se em secar os olhos e focalizou Reeanna.


- É um clichê, mas em seu caso é verdadeiro. - Aproximou-se da borda da piscina. Depois chutou os sapatos, sentou-se e submergiu as pernas na água - Importa-se?


- Fique a vontade. - Gina não se considerava uma puritana, mas submergiu um pouco mais. Odiava que a surpreendessem nua - Procurava Harry?


- Não. Na verdade não. Acabo de deixá-los. Ele e William subiram para seu escritório. Eu tenho hora no salão. - Balançou os fabulosos cachos vermelhos e reluzentes. - Tenho que fazer algo com esta mata de cabelo. Moody comentou que estava aqui embaixo, e pensei em lhe dar um “oi”. 


Moody. Gina sorriu divertida. Então ele a tinha visto. 


- Tinha algumas horas livres. Pensei em tirar vantagem delas.


- E que lugar maravilhoso para fazê-lo. Harry tem uma classe surpreendente, não?


- Sim. Pode-se dizer que sim.


- Queria parar aqui um momento apenas para lhe dizer o quanto apreciei a noite passada. Não tive tempo para conversar com você, tal a multidão. E depois você foi requerida.


- Os policiais são uma negação no trato social. - Gina comentou. Queria saber como sairia dali e recuperaria seu roupão sem se sentir uma idiota.


Reanna estendeu a mão até afundá-la na água e depois a recolheu deixando que o líquido quente escorresse entre seus dedos. 


- Espero que não tenha sido nada... desagradável.


- Não morreu ninguém, se é a isso que se refere. – Ela mesma era péssima no trato social, mas obrigou-se a sorrir e fazer um esforço – Na verdade tivemos um golpe de sorte no caso que estou investigando. Nós detivemos um suspeito.


- Isso é bom. - Reeanna inclinou a cabeça com expressão intrigada - Se refere aos suicídios que discutimos em outra ocasião?


- Não estou autorizada a responder.


Reeanna sorriu.


- Conversa de policial. Bem. De um modo ou de outro eu tenho pensado muito sobre isso. Seu caso, ou o que quer que você o chame, seria um artigo fascinante. Tenho estado tão absorta em temas tecnológicos que não tenho escrito nada. Espero discutir o assunto com você uma vez que o solucione e divulgue.


- Faremos isso, se resolvê-lo. - respondeu Gina cedendo um pouco. Essa mulher era uma perita, apesar de tudo e podia ajudá-la – Pois neste momento ele está sendo avaliado pela doutora Minerva. Já fez alguma vez avaliação de comportamento e personalidade?


- Certamente. Mas de um ângulo diferente de Minerva. Poderia dizer-se que somos dois lados de uma mesma moeda. Nosso diagnóstico final com freqüência seria o mesmo, mas utilizaríamos um método diferente e um ponto de vista diferente.


- É possível que precise dois pontos de vista antes de que termine este assunto. - murmurou Gina, medindo-a com o olhar - Não tem por acaso autorização para se envolver em um assunto confidencial?


- Por coincidência tenho sim. - Reeanna continuava balançando as pernas lentamente, mas tinha uma expressão alerta e interessada em seus olhos - Nível quatro, classe B.


- Quase. Se lhe desse o caso, o que acharia de trabalhar para sua cidade com o cargo de assessora temporária? Posso garantir muitas horas de trabalho, más condições e péssimo salário. 


- Quem poderia declinar uma oferta assim? - Reeanna riu jogando o cabelo para trás – Na verdade, eu ficaria encantada com a oportunidade de novamente trabalhar com pacientes. Fico tempo demais encerrada em laboratórios, trabalhando com máquinas. Willian adora, já percebeu, mas eu preciso de pessoas.


- Pois é possível que eu lhe chame. - concluiu Gina. E decidindo que era mais estúpido permanecer na água do que sair com naturalidade, levantou-se.


- Já sabe onde me encontrar... Por Deus, Gina! O que aconteceu? - Reeanna ficou de pé imediatamente.


- Ossos do ofício. - pegou uma das toalhas amontoadas próxima do borda e estava se envolvendo nela quando Reeanna a arrebatou.


- Deixe-me dar uma olhada em você. Não foi tratada. – seus dedos sondaram o quadril de Gina. - Você está negra e azul.


- Ei, você se importa?


- Sim. - Impaciente, Reeanna levantou o olhar - Oh, fique quieta. Não só sou mulher e conheço pessoalmente o corpo feminino, como também tenho um diploma em medicina. O que colocou no joelho? Tem um péssimo aspecto.


- Uma bandagem de gelo. Está melhor.


- Pois eu odiaria tê-lo visto quando não estava. Por que não foi ao centro médico ou a um posto de assistência?


- Porque os odeio. E não tinha tempo.


- Bem, você tem tempo agora. Quero encontrá-la de barriga para baixo em uma mesa de massagem. Irei ao carro pegar minha valise de emergência e cuidarei eu mesma disso. 


- Escuta, eu lhe agradeço. - teve que levantar a voz porque Reeanna já se afastava - Mas são apenas contusões.  


- Será sorte se não estilhaçou um osso nesse quadril. - Com esse sombrio vaticínio, Reeanna entrou no elevador e as portas se fecharam. 


- Oh, agradeço. Sinto-me bem melhor agora. 


Resignada, Gina despiu a toalha, colocou o roupão e se aproximou de má vontade da mesa acolchoada situada embaixo de uma pérgula cheia de glicínias em flor. Mal tinha instalado quando Reeanna voltou, seus passos ecoando sobre o piso e com uma valise de couro puro nas mãos.


Essa mulher sabia atuar, pensou Gina. 


- Pensei que tinha hora na cabeleireira.


- Telefonei para que me mudem. Deite-se, me ocuparei primeiro do joelho.


- Cobra extra pelas visitas a domicílio?


Reeanna sorriu ligeiramente enquanto abria a valise. Gina deu uma olhada distraída para o interior da maleta e voltou a cabeça. Por Deus, odiava a medicina.


- Esta é grátis. Considera-a uma prática. Faz quase dois anos que não trabalho em seres humanos.


- Isso é algo que inspira confiança. - Gina fechou os olhos quando Reeanna tirou um miniscaner e lhe examinou o joelho - Por quê deixou a medicina humana? 


- Hummm. Não está quebrado, isso já é algo. Um pouco torcido e inflamado. Por quê? – devolveu o aparelho para a valise – Peça a Harry a razão. Fez a Willian e a mim uma oferta que não podíamos recusar. O dinheiro era sedutor, e Harry sabe que teclas tocar.


Gina deixou o ar escapar entre os dentes enquanto algo frio era pressionado contra seu joelho. 


- Você está dizendo isso para mim?


- Ele estava ciente que eu me interessava, há um bom tempo, por padrões de comportamento e nos efeitos da estimulação. A oportunidade de criar nova tecnologia, trabalhando com fundos literalmente ilimitados era tentadora demais para deixá-la escapar. A vaidade não podia resistir a oportunidade de participar de algo novo, e com o respaldo de Harry sem dúvida ia ser um sucesso. 


Fechar os olhos tinha sido um erro, Gina decidiu. Estava começando a boiar. As palpitações nos quadris se atenuaram. Sentiu os dedos delicados de Reeanna espalharem algo frio e macio sobre ele. Se ombro recebeu o mesmo tratamento. A ausência de dor agia como um tranqüilizante e a levou ainda mais profundamente.


- Ao que parece nunca fracassa. 


- Não, ao menos desde que o conheço.


- Tenho uma reunião dentro de duas horas. - se apressou a dizer Gina.


- Descansa primeiro. - Reeanna retirou a compressa de seu joelho e ficou satisfeita ao perceber que o inchaço tinha diminuído - Vou aplicar outra bandagem ultracicatrizante, e depois uma de gelo para finalizar. É provável que continue sentindo-o um pouco duro depois de uma caminhada mais prolongada. Aconselho a cuidar desse joelho com carinho nos próximos dois dias. 


- Claro. Carinho.


- Tudo isto aconteceu ontem à noite, enquanto corria atrás de seu suspeito? 


- Não, antes. Ele não me deu problemas. Era um grande bastardo. – Gina enrugou as sobrancelhas - Não consigo achar provas contra ele.


- Estou segura de que o fará. – a voz de Reeanna era tranqüilizadora, pois continuava com o tratamento - É rigorosa e se envolve nos casos. Assisti você em um dos canais de notícias. No telhado com Cerise Devane, arriscando a vida. 


- A perdi.


- Eu sei. - Reeanna untou as contusões com um creme anestesiante - Foi horrível. Visualmente chocante. E mais ainda para você, imagino. Tinha que ver seu rosto e seus olhos quando ela saltou.


- Ela estava sorrindo.


- Percebi.


- Queria morrer.


- É no que acredita?


- Disse que era magnífico. A experiência final.


Satisfeita por ter feito tudo que poderia, Reeanna escolheu outra toalha e a estendeu sobre Gina.


- Há alguns que acreditam nisso. Consideram a morte como a experiência humana suprema. Não importa quão avançada estejam a medicina e a tecnologia, ninguém pode escapar dela. E dado que estamos destinados a morrer, por que não ver a morte como um objetivo em lugar de um obstáculo?


- Somos chamados para lutar. Cada trecho sangrento do caminho.


- Nem todo mundo tem a energia ou a necessidade de lutar. Alguns a aceitam calmamente. - Reeanna pegou sua mão e lhe tomou o pulso - Outros vão mais resistentemente. Mas todos vão.


- Alguém a incitou. E isso o converte em um assassinato. E ai eu entro.


- Sim, suponho que sim. Dorme um pouco. Direi a Moody para acordá-la a tempo para a reunião. 


- Obrigada.


- Não é nada. - Reeanna lhe tocou o ombro - Entre amigas.


Estudou Gina por algum tempo, depois deu uma olhada a seu relógio com incrustado de diamantes. Teria que correr para chegar a tempo no salão, mas havia um pequeno detalhe para resolver antes.


Guardou o equipamento e depois de deixar na mesa um tubo de creme anestesiante, apressou-se a sair.


 


 


 


 

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