CAPITULO 101
Reviravolta
Era uma sensação estranha ver Greg segurando Fely. Ele não tinha jeito com a pequena, o que era estranho, visto que lembrava-se de ser um homem afetuoso e apegado a crianças. Mas disse a si mesma, que ele passaram por muitas coisas.
Um trauma horrível, ser dado como morto, e ainda ter que se recuperar de graves ferimentos. Ele estava na sala da casa de Harry, ou melhor, da sua casa, sentado no sofá com a neném no colo. Recebera a noticia de seu problema na fala com naturalidade e atpe um pouco de indiferença, mas ela tentou entender, pois tivera uma reação muito ruim ao descobrir.
-O médico que contratamos está seguro que em poucos meses teremos resultados positivos, talvez, até consiga falar normalmente – ela explicou para que ele não sentisse tanto o impacto.
-É um especialista? – ele perguntou olhando para a menina.
-Sim, Harry buscou o melhor dessa área, está hospedado em Hogsmead apenas para cuidar de Fely. Não se preocupe com o tratamento, ela está tendo toda a assistência que precisa!
-Imagino. Harry tem muito dinheiro – havia um inegável traço de magoa em sua voz.
-Greg, não permito que pense que estou com Harry pelo dinheiro, quando sabe que sempre o amei. Tivemos muitas brigas por causa disso, e sei que se lembra!
-Claro, eu me lembro – ele cortou estendendo a menina para ela.
Gina apanhou Felicity e colocou-a no carrinho de bebê, olhando para ele com expectativa. Pedir a Harry que os deixasse a sós para ter essa conversa, talvez não tivesse sido uma boa idéia.
-Greg...não quero desenterrar o passado. – disse suave, esperando que pudesse entender – e depois de tudo que passou, não deveria querer fazer isso também! Seguir em frente é o melhor para nós dois.
-Não posso seguir em frente enquanto não punir o responsável pela minha desgraça – ele disse gritando seus olhos com rudeza. A suavidade e simpatia de outrora desaparecera do olhar de Greg desde que o reencontrara.
-Tem um suspeito? – perguntou curiosa, visto que naquele noite todos haviam sido atraídos para uma armadilha de lobisomens.
-Agora eu tenho – ele levantou andando pela sala impaciente – Durante semanas eu investiguei, e descobri que um homem ordenou o ataque com o intuito de me matar. Não entendi como era possível, eu nunca tive inimigos! E quando me entregaram as provas do responsável, julguei que fosse um grande engano! Fico feliz de não ter me livrado dessas provas, pois agora posso colocar esse desgraçado em Askaban!
-Um atentado contra você? -estranhou – Porque? Quem faria isso?
-Alguém que desejava o que era meu! – ele disse magoado.
-Quem foi o mandante?
-Tenho provas irrefutáveis de que o seu amante está por trás disso – ele disse sério.
-Meu amante...? não tenho amantes! – indignou-se – Quanto a Harry, está louco se acha que vou acreditar nisso! – afastou-se furiosa.
-Não me importa o que acredita. amá-la, não me faz bobo. Entendo que prefira ficar com ele, é a sua vida. Mas a minha filha... – ele olhou para a inocente que dormia em seu carrinho e maneou a cabeça – Vim até aqui, para dizer isso, Gina. Vou entregar as provas que tenho ainda hoje ao ministério e pedir a guarda da minha filha, não vou permitir que seja criado com um assassino!
-Greg! Ouça o que está dizendo! Quanta tolice! Harry não é nada disso! É um homem bom, um homem que me ama, e ama sua filha! Ele cuida de nós! Ele...
-Ele é apaixonado por você, entendo isso. te trata como uma rainha, e se é tão feliz com ele, o que posso dizer? mas quanto a Felicity...não, ela vai ser criada por mim!
-Não pode fazer isso comigo! -ela exasperou-se, sem entender de onde saíra essa conversa.
-É claro que posso! Sou o pai dela!
-Harry não fez nada e não tem prova alguma que possa incriminá-lo de um crime que não cometeu! – gritou revoltada, desejando estuporá-lo.
-Se é isso que pensa! Vim aqui para te dar uma oportunidade de ver sua filha crescer, mas se não quer...não é problema meu!
-Porque está fazendo isso? íamos nos separar! – ela revidou, furiosa por estar sendo coagida.
-Íamos? – ele pareceu surpreso –então,não vai se importar de viver longe dela. Se era esse seu plano!
-Eu ficaria com a guarda! Tínhamos tudo decidido!
-Isso foi antes do seu amante tentar me matar! – ele gritou furioso também.
-Harry não fez isso!
-Quem vai decidir isso é o ministério. Espero que saiba, o ministro está louco para pôr as mãos nele! Acredita que Harry possa disputa uma eleição com ele! Tenho certeza que irá usar toda sua influência para garantir que Harry seja condenado, ou ao menos, esteja muito ocupado para se preocupar com o cargo de ministro. Você, pode não acreditar, mas todo o mundo bruxo acreditará em mim!
-Não pode fazer isso com Harry...ele é um homem bom, integro, honesto! Não merece ser agredido dessa forma!
-Ele tentou me matar e não vou permitir que minha filha permaneça ao seu lado!
-Greg, não pode fazer isso comigo!
-Posso e vou. Fique com Harry, e seja feliz. Mas sem a sua filha!
Gina não acreditava no que estava ouvindo!
-Então, é isso? está me chantageando para deixar Harry?
-Não. Estou te dizendo que aceito-a de volta. Volte para a nossa vida, Gina, e Harry segue sua vida – ele suavizou voz.
-Jamais vou ceder a uma chantagem de qualquer natureza- disse greia e convicta – Faça o que quiser! Mas saiba, que se não provar a culpa de Harry, terá conseqüências! Não pode acusar um homem inocente e sair em pune!
-Não se preocupe, tenho todas as provas. Não haverá retaliação, apenas justiça. Justiça para tudo que Harry fez contra mim!
Convicto, ele se afastou e ela observou sem ação.
-Tem até amanhã para mudar de idéia, Gina. Depois, não esperarei um segundo para entregar as provas ao ministro.
Gina o deixou ir, sem condições de ir atrás. Haviam provas contra Harry? Como? Ela acreditava totalmente no que acontecera a Harry e Hermione! Mas Serpa que o resto do mundo bruxo pensaria o mesmo?
Sentindo um aperto no peito, ao supor o quanto Harry sofreria sendo acusado injustamente, olhou para a filha. Não podia sequer pensar na idéia de ficar sem ela! Mas as possibilidades eram remotas, pensou. Por mais que Greg achasse ter provas contra Harry, ainda assim, era um grande mal entendido!
Apanhando Fely no colo, ela beijou sal cabecinha cheia de cabelos sedosos, e sussurrou:
-É uma pena, minha flor, que seu papai não possa superar o que lhe aconteceu...
Hermione enfrentou o café da manhã como uma guerreira. As meninas passaram a noite toda enfurnadas no quarto com eles, num ataque de carência que lhe custou dormir espremida no canto da cama, com medo de cair a qualquer momento!
Depois, monopolizaram-no no banho, no ato de se vestir e por fim, numa gritaria sem fim enfrentaram o café da manhã. Tudo bem, criança é assim. Barulhenta e irrequieta, e ela entendia, só estava um pouco decepcionada sobre sua primeira noite como sua mulher ter sido frustrada.
Cansada, e insone, ela escutou Hermy falar com ela sem parar e respondeu dentro do possível, bocejando.
-Psiu – ela ouviu Rony sussurrar – Acho que deixamos Hermione cansada com nossa algazarra.
-Não -ela respondeu sorrindo – Só não estou acostumada a tanta agitação. Fui filha única. – desculpou-se – Me dêem alguns dias e vou estar totalmente acostumada!
-Vou pedir para a mamãe me deixar ficar aqui durante a semana! – Hermy informou – ela vai deixar!
-Será? – Rony duvidou, notando um olhar assombrosamente adulto tomar conta da face de sua filhinha.
-Mamãe vai gostar de ficar só com Sara, ela vivi dizendo que queria só uma filha!
Hermione gemeu em desaprovação e Rony não respondeu nada.
-Então, porque não pedem as duas para ficar aqui? – Hermione sugeriu, querendo fazer a menina sentir-se bem vinda – assim sua mãe tem uma folga, afinal, não deve ser fácil criar filhos e ainda cuidar da carreira! Minha mãe era dentista, e trabalhar fora sempre a deixava muito cansada!
Hermy sorriu, talvez achando que era essa a razão de tanta indiferença em sua mãe.
-Agora, se já tomaram o café, peguem suas mochilas e vamos correr, ou perdem a hora da aula! – Rony mandou, e todos levantaram, e assim que ficaram sozinho,ele enlaçou sua cintura, e a beijou. Um beijo doce e apaixonado.
-Está sendo ótima para as meninas -ele disse carinhoso – não sei como lhe agradecer por isso, Hermione.
-Sabe sim – ela sorriu maliciosa, beijando-o rapidamente – Vamos, ou nos atrasamos.
-Hum, não tão rápido, moça -ele apertou-a mais forte – Já disse que te amo hoje?
-Ainda não – ela reclamou, e ganhou mais um beijo.
-Pois saiba, eu te amo – ele disse apaixonado, e ela olhou em volta ficando sem jeito ao ver que tinham platéia.
-Eu também te amo, mas é melhor irmos! -ela o empurrou, e sorriu para as meninas corada.
-Papai nunca foi assim com a mamãe – Hermy disse baixinho para ela, quando saiam – Que bom que gosta do papai!
Hermione sorriu o coração aquecido de ver aquela menina tão magoada se abrir desse modo e para demonstrar, abraçou-a pelos ombros, notando que Sara parecia querer o mesmo, mas não demonstraria nunca! Sorrindo para a gemeazinha enjoada, ela ofereceu a mão e as três apressaram o passo, reclamando que Rony andava muito rápido por ser um trasgo gigante!
*************************
Autora: está chovendo a uma semana aqui no Sul, e minha amada internet praticamente morreu. Por isso não estranhem as ausências ou o silêncio, é porque só entro na internet quando dá.
Bjs.