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9. Mensagem de Sangue


Fic: Por culpa do Destino - Draco&Hermione - último cap postado 22-05-10


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 9:
Mensagem de sangue




Havia sangue pelo corredor, misturado à água que encharcava todo canto, no chão um corpo ainda vivo, ele respirava com dificuldade, apresentava ferimentos profundos que deixariam cicatrizes, era um garoto ainda e havia testemunhado algo perverso. Nas paredes algumas breves palavras escritas com o sangue do garoto.


“O mal chegará a todos... Os sangue-ruins serão os primeiros”


Palavras simples... e assustadoras. Ninguém seria poupado e ninguém tinha ideia de quem era o autor daquela frase. Tempos difíceis chegavam, todos sabiam disso, desde o retorno do Lorde das Trevas. E agora um crime, debaixo do nariz de qualquer um, até mesmo do diretor. A escola ainda funcionaria? Ninguém sabia. Mas tudo isso era previsível depois do Lorde das Trevas ter realmente voltado alguns meses antes.


O dia nascia devagar e os fracos raios do sol penetravam o castelo iluminando-o com cores claras. Em uma das janelas, observando todos os alunos assustados e os professores receosos havia somente um pássaro alvo, qualquer um poderia observá-lo e lamentar que tão belo animal tivesse que presenciar tão horrível fato. Um animal branco que poderia significar paz, a ausência do mal, indiferença, mas era exatamente por isso que o animal não era observado, porque ninguém se mantinha tranqüilo e indiferente diante daquele acontecimento. O animal abriu as asas e ainda sem chamar atenção levantou vôo, longe do terror, seguindo para outro lugar com sua falsa tranqüilidade.


 


Algumas horas antes...


 


Manhã nasceu calma naquele dia, Hermione já havia tomado café, nesse momento saia da biblioteca carregando um livro quando bateu de frente com alguém, quando viu deparou-se com as íris cinzentas de um loiro. Ela sentiu o olhar nervoso dele e sentiu ódio, se afastou deixando-o para trás. Passou por um corredor e se permitiu encostar em uma parede, respirando sem fôlego. Não conseguia encarar Draco depois do que ele fizera, sentia raiva, ódio, e por isso preferia reservar ao loiro sua indiferença. Respirou fundo e saiu de dentro do castelo. Resolveu aproveitar aquela manhã de sábado em um dos jardins. Sentou-se embaixo de uma das árvores e apreciou a vista. O lago estava calmo, o sol se escondia atrás de nuvens cinzentas, talvez mais tarde chovesse. E mesmo que o dia se mostrasse cinzento ainda havia uma claridade diferente, os raios solares se dissipavam no céu e uma brisa batia no rosto da garota. Este podia ser um dos últimos dias em que os alunos aproveitariam o fraco sol. Um pouco mais longe ela viu Harry e Gina juntos, passeando de mãos dadas, rindo, “estavam felizes”, a castanha pensou invejando aquela felicidade. A verdade era que ela sentia um vazio dentro de si, ainda não entendia o motivo de Draco ter se aproximado dela e depois ter dito tudo aquilo.


 


-Me faz um favor, Granger? Faça de conta que eu não existo, que eu nunca te beijei, que eu nunca tenha dito que te amo, me odeie, Granger, como odiava antes.


-Eu, não... Mas por quê?


-Porque você é insuportável, não quero ser seu amigo, você não aceita que as pessoas mudam, eu tentei, juro que tentei te entender, mas não dá, você nunca vai aceitar que eu possa saber quem você realmente é , e você é uma sangue-sujo. Onde eu estava com a cabeça para querer algo com você? Eu não consigo não te odiar, vai ser sempre assim, não tente mudar isso.


Ele tinha um segredo, disso ela sabia, não fazia sentido o que ele lhe dissera, ele havia repetido várias vezes que a odiava e ela acreditara naquele momento. Mas agora ela não conseguia se convencer de que aquilo tudo que ele disse era verdade, não depois de ter visto o nervosismo dele há pouco.


“Ele quer me odiar, mas não consegue” ela se pegou pensando. “ele quer que eu o odeie... ele realmente se empenhou para contar todas aquelas mentiras” ela sorriu sarcasticamente e percebeu que o loiro estava a alguns metros longe dela, também sentado embaixo de uma árvore com o semblante pensativo. O olhar cinzento concentrado, os cabelos loiros propositalmente desarrumados. “Céus! Ele é lindo!” ela pensou “Mas como um anjo desses mentiria tanto para mim?” O aperto em seu peito aumentou quando se lembrou das palavras dele, mas tinha que haver algo que ele escondia. Essa esperança nascera no mesmo dia em que eles haviam brigado e a descoberta de que ele estava procurando a pedra foi o que ajudou, essa poderia ser uma explicação para o comportamento dele. “Tinha que ser”. Se não por que ele a salvara sendo que a odiava? “Definitivamente, eu descobrir sobre a pedra não fazia parte do plano dele!” ela riu divertida, mas logo voltou ao seu olhar ferido. “Ele não me beijaria se me odiasse, mesmo achando que eu amo meu melhor amigo.”


“Eu não posso fingir que nada aconteceu, eu não posso aceitar que ele me machuque assim tão facilmente, eu não posso fingir que não gosto dele, você brincou com a pessoa errada, Malfoy!”


 


::::::      ::::::


 


“Burro! Burro! Burro! Você é um grande burro, Malfoy!” o loiro pensara enquanto entrava em uma sala vazia. Acabara de deixar os jardins da escola, mas antes de fazer isso pode ver a tristeza que o olhar de Hermione continha. “Decididamente você é um jumento! Como eu consigo fazer mal a ela até quando estou longe?” perguntou-se sentindo ressentimento por todas as vezes que a encontrara pelos corredores e ambos se ignoravam. Para piorar ele não conseguia achar seu caderno com as anotações sobre a pedra do destino. “Maldita missão” pensara com ódio e conjurou um violão com a varinha. Certificou-se de que a porta estava trancada e começou a tocar para se distrair e tirar o rosto de uma certa garota da cabeça. Começou a cantar com sua voz arrastada, pensando no que enfrentaria, lembrando-se sem querer do passado.  


This world will never be
(Esse mundo nunca será)
What I expected
(O que eu espero)
And if I don't belong
(Se eu não pertencer)
Who would have guessed it
(Quem iria adivinhar)
I will not leave alone
(Eu não vou abandonar)
Everything that I own
(Tudo aquilo que eu possuo)
To make you feel like it's not too late
(Pra fazer você sentir como se não fosse tarde demais)
It's never too late
(Nunca é tarde demais)

Era impossível tirar o sorriso dela de sua mente, a cada minuto ele sentia falta do cheiro dela, dos beijos que ele roubava-lhe, dos arrepios que ela não conseguia esconder dele, sentia falta da delicadeza da pele dela, do sorriso inocente, do ar inteligente que ela tinha.


 Even if I say
(Até se eu disser)
 It'll be alright
(Que vai ficar tudo bem)
Still I hear you say
(Ainda te ouço dizer)
You want to end your life
(Que você quer acabar com sua vida)
Now and again we try
(Agora e mais uma vez eu tento)
To just stay alive
(Apenas continuar vivo)
Maybe we'll turn it around
(Talvez iremos dar a volta por cima)
'Cause it's not too late
(Porque não é tarde demais)
It's never too late
(Nunca é tarde demais)

Ele tinha uma missão que mudaria sua vida, não conseguia aceitar o fato de que teria que acabar com os sonhos das pessoas, tudo o que ele queria era um mundo melhor, tudo o que ele desejava era poder viver, nunca tivera uma infância como as outras crianças, tinha sempre obrigações e deveres, e principalmente, recebera o treinamento reservado a seguidores das artes das trevas, ganhara do pai sua total indiferença, crescera como uma criança mimada, conheceu a dor e o desespero, encontrou carinho em uma só face em sua infância, sua mãe era a única que faria o que quer que fosse para salvá-lo, e o loiro temia que acontecesse algo com ela, ele simplesmente aceitara sua missão para poupar a mulher que o colocara no mundo, aprendera a matar, e o dia de testar o que aprendera logo chegaria, Draco tinha medo de si mesmo, porque conhecia o lado mais negro que poderia existir da magia.    


No one will ever see
(Ninguém nunca vai ver)
This side reflected
(Esse lado refletido)
And if there's something wrong
(Se há algo errado)
Who would have guessed it
(Quem iria adivinhar)
And I have left alone
(E eu tenho abandonado)
Everything that I own
(Tudo aquilo que eu possuo)
To make you feel like
(Pra fazer você sentir)
It's not too late
(Como se não fosse tarde demais)
It's never too late
(Nunca é tarde demais)

Quando voltara a Hogwarts para seu sexto ano ele já havia aceitado seu destino,sua missão,mas jamais poderia prever que iria se apaixonar por uma inimiga,tão irônico, tão perigoso...


Even if I say
(Até se eu disser)
It'll be alright
(Que vai ficar tudo bem)
Still I hear you say
(Ainda te ouço dizer)
You want to end your life
(Que você quer acabar com sua vida)
Now and again we try
(Agora e mais uma vez eu tento)
To just stay alive
(Apenas continuar vivo)
Maybe we'll turn it around
(Talvez iremos dar a volta por cima)
'Cause it's not too late
(Porque não é tarde demais)
It's never too late
(Nunca é tarde demais)

Seria realmente certo abandoná-la para protegê-la? O loiro riu, sabia que esse não era o único motivo para abandoná-la, a verdade era que ele sentia medo de que ela descobrisse o que ele teria que fazer, Draco não queria que ela soubesse de sua missão. Seria cruel permitir que ela conhecesse seu pior lado.


The world we knew
(O mundo que nós conhecíamos)
Won't come back
(Não vai voltar)
The time we've lost
(O tempo que nós perdemos)
Can't get back
(Não pode voltar)
The life we had
(A vida que tinhamos)
Won't be ours again
(Não vai sangrar-nos outra vez)

Tanto tempo perderam brigando um com o outro, discutindo por assuntos infantis, implicando com o que quer que fosse do outro, ferindo a si mesmos com palavras.


This world will never be
(Esse mundo nunca será)
What I expected
(O que eu espero)
And if I don't belong
(Se eu não pertencer)

E agora ele percebia, Hermione Granger era um anjo, o melhor que já acontecera a ele, ela fez ele ver o mundo com outros olhos, mas Draco Malfoy não merecia viver no paraíso.


Even if I say
(Até se eu disser)
It'll be alright
(Que vai ficar tudo bem)
Still I hear you say
(Ainda te ouço dizer)
You want to end your life
(Que você quer acabar com sua vida)
Now and again we try
(Agora e mais uma vez eu tento)
To just stay alive
(Apenas continuar vivo)
Maybe we'll turn it around
(Talvez iremos dar a volta por cima)
'Cause it's not too late
(Porque não é tarde demais)
It's never too late
(Nunca é tarde demais)

Ela merecia muito mais do que ele, merecia viver, ser feliz. “Como eu fui me apaixonar pela amiga do Potter?” ele riu e cantou a última parte da música com sua voz arrastada.


Maybe we'll turn it around
(Talvez iremos dar a volta por cima)
'Cause it's not too late
(Porque não é tarde demais)
It's never too late (It's never too late)
(Nunca é tarde demais (Nunca é tarde demais))
It's not too late
(Não é tarde demais)
It's never too late
(Nunca é tarde demais)


 ::::::      ::::::


 A água da chuva caía fracamente nos terrenos de Hogwarts enquanto as chamas da lareira queimavam as toras colocadas mais cedo para serem alimentadas pelo fogo, nas poltronas à frente estavam quatro amigos rindo animados.


-Rony! Eu não consigo acreditar – Gina dissera às gargalhadas enquanto Harry quase se matava de rir – Lilá Brown sua namorada! Por que não disse nada sobre ela e você?


-Ora... eu... eu... EU SABIA QUE VOCÊS IRIAM RIR DE MIM!


-Nunca pensei que te veria aos amassos com ela. – a ruiva disse divertida fitando o irmão adquirir a cor de seus cabelos ruivos.


“O ruivo se encontrava num corredor mal iluminada, estava monitorando, uma garota virou o corredor de encontro a ele.
-Lilá – o ruivo exclamou antes dela pular em seus braços e capturar seus lábios – por que demorou? – ele perguntou entre beijos.
-Foi difícil sair do dormitório sem ninguém me ver. – ela respondeu com seu rosto afastado do dele por breves segundos e tomou sua boca.
-Não acredito no que meus olhos estão vendo. – Gina disse encostada na parede enquanto fitava o rosto do irmão perder a cor.”


-Não era pra você estar lá. – Rony rebateu.


-Então era por isso que você sumiu no passeio em Hogsmeade. – Harry disse entre risos.


-E por isso que não te vemos no intervalo das aulas. – Hermione lembrou enquanto folheava um caderno e acariciava bichento com a outra mão.


-Você e a Lilá simplesmente sumiam juntos. – Harry completou.


-OKAY! Chega! Eu estou com ela e ninguém tem nada a ver com isso – o ruivo perdeu a paciência – eu fiquei quieto quando a Hermione estava aos beijos com a doninha quicante e até aceitei quando vocês dois resolveram namorar – ele falou encarando Harry e Gina – mas quando é comigo todo mundo me zoa? – Rony disse irritado e um silêncio constrangedor tomou conta do ambiente, ninguém falava, só se ouviam as respirações uniformes e de repente os quatro amigos começaram a rir.


-Isso é ridículo – Hermione disse sorrindo.


-Você não faz ideia. – Harry comentou.


Mas Hermione já não prestava atenção, enquanto os amigos continuavam a conversa e zombavam um do outro, ela se afogava em pensamentos, os amigos não se lembravam que dia era hoje, “se esqueceram” repetia isso mentalmente, não fazia mal, seus pais se lembraram pelo menos. Em cima da cama dela ainda estavam os livros que ganhara, haviam chegado na noite anterior, junto com vários doces da Sra. Weasley, “Por que afinal Harry e Rony se lembrariam?” perguntou-se e decidiu prestar atenção no caderno que tinha em mãos, fazia uma semana que ele estava em suas mãos, era de Draco, e embora o loiro o procurasse por todos os cantos nem desconfiava que seu caderno estivesse sob a posse dela.


“Por que eu não jogo isso no fogo simplesmente?”


Ela não havia reunido coragem para lê-lo de novo. Mas dessa vez o abriu já cansada de não ter as respostas que queria. Várias anotações se destacavam nas páginas.


“A pedra do destino é um objeto mágico extremamente poderoso, contêm feitiços que impedem algum bruxo de obtê-la por magia, portanto, ela só obedecerá a quem a conquistar, a quem se mostrar merecedor de tal magia, e quando isso acontecer seu possuidor terá grandes poderes.”


“A pedra também é conhecida por amuleto predestinado, permite alterar o futuro, conhecer o passado, confundir as pessoas, conseguir poderes extraordinários...”


“... ela é perigosa, faz as pessoas se tornarem obsessivas para a possuírem, as manipula para que cometam  loucuras para determinarem o futuro, embora ninguém queira usá-la para visitar o passado e descobrir como mudar o futuro sem seu uso”


Ela parou de ler, cansada de descobrir como a pedra era ruim, e quanto Draco já conhecia a seu respeito, ela deixou o caderno escorregar de suas mãos e as páginas se passaram, parou em uma página onde a caligrafia dele havia rabiscado algumas palavras.


Eu queria que você soubesse que eu amo seu jeito de sorrir
Eu quero te abraçar bem forte e levar sua dor pra bem longe
Eu guardo sua fotografia; eu sei que ela me faz bem
Quero te abraçar bem forte e roubar sua dor
Pois eu fico despedaçado quando estou sozinho
E eu não me sinto bem quando você vai embora


Você se foi
Você não me sente aqui, não mais


O pior já acabou e nós podemos respirar de novo
Eu quero te abraçar bem forte, e mandar minha dor pra longe
Ainda há muito o que aprender, e ninguém mais para brigar
Eu quero te abraçar bem forte e roubar sua dor
Pois eu fico despedaçado quando estou aberto
E eu não sinto que sou forte o suficiente
Pois eu fico despedaçado quando estou sozinho
E eu não me sinto bem quando você vai embora


 Você se foi
Você não me sente aqui, não mais


Ela não conseguia imaginar o Draco que a humilhou escrevendo aquelas palavras. Porque tudo nele tinha que ser uma mentira? Ela já não aguentava mais acreditar nas coisas que ele falava.


 “Ele deve ter copiado isso de algum lugar, só pode!”


 -Hermione, você está bem? – Gina perguntou fitando a amiga.


 -Estou. – a garota respondeu sem olhar a ruiva.


 -Quando vai nos contar o que o Malfoy te fez? – Harry a pressionou como sempre fazia quando ela não estava bem. – Eu não esqueci o que aconteceu há uma semana.


 “ Eu também não.” Ela pensou se lembrando.


 “Hermione passou pelo quadro da Mulher-gorda deixando as lágrimas deslizarem seu rosto, o caderno de Draco estava quase caindo-lhe da mão, as palavras dele nítidas em sua mente, então vira quem ela precisava naquele momento. Harry. Ele a viu quando entrou no salão comunal.
-Hermione? O que acon... – mas não terminou a frase, pois ela se atirara em seus braços soluçando mais ainda.”


-Na verdade eu preciso ir, sabe... Vocês devem ter mais o que fazer do que se preocuparem comigo – ela começou a fugir do assunto deixando claro que estava zangada com eles.


-Nem pensar! – Harry dissera postando-se em frente à amiga – Acho que estou esquecendo alguma coisa... – ele começou deixando a garota sem reação – Ah, sim! Corrige meu trabalho de Transfiguração? – ele perguntou descaradamente e recebeu o olhar mais raivoso que já vira de Hermione, mas Harry começou a rir descontroladamente – Sabia que não é todo dia que uma bruxa atinge a maioridade? – ele disse rindo da amiga que ficara irritada – Qual é, Hermione? Achou que tivéssemos esquecido?


-Seu... grrr – ela bufara irritada socando Harry em todos os cantos que podia – o. Dia. Inteiro. Vocês. Me. Evitaram.! É CLARO QUE PENSEI QUE TIVESSEM ESQUECIDO! – ela gritou, mas logo o amigo a abraçou.


-Eu nunca esqueceria... – ele disse – queríamos ver sua reação se achasse que tivéssemos esquecido seu aniversário.


-Ei, Harry! Larga ela, sou amigo dela também – Rony disse e abraçou a amiga em seguida. – Vamos aos presentes. – ele disse enquanto Gina dava parabéns à Hermione. – Abra o meu primeiro.


 A garota desembrulhou e viu uma delicada pena dourada, com entalhes e uma plumagem meio perolada.


-Rony, é linda! – ela disse admirada. – deve ter custado caro.


-Você merece – o garoto respondeu.


-Obrigada. – ela respondeu e Gina empurrou o presente dela para a amiga. Era uma pequena caixa com um anel que continha uma pedra topázio cravejada no centro. – Gina, onde conseguiu isso?


-No Beco Diagonal – a ruiva respondeu rindo – Não se preocupe, não fiz nada ilegal – ela disse arrancando risos dos amigos.


-E por fim o meu presente, mas Gina deixou na sua cama. – Harry disse e as garotas subiram as escadas rumo ao dormitório das garotas.


Quando abriu a porta e entrou no quarto, Hermione viu uma caixa em cima da sua cama.


-Você vai adorar – Gina disse e a castanha a abriu, revelando um belo vestido rosado de seda.


-Não acredito... é realmente lindo... – Hermione gesticulou essas palavras sem tirar o olho do vestido.


-Pensamos em fazer uma festa para você, mas você sabe como é... seria arriscado, mas ouvi falar que vai haver uma no dia das bruxas...


-Onde você arranja essas informações? – a castanha perguntou e ouviu a amiga gesticular algo como “segredo de estado” , mas não se importou. – eu amei os presentes... achei que tivessem esquecido meu aniversário – ela disse rindo junto com Gina. – Bom, vou agradecer ao Harry e começar a monitorar... 


 ::::::      ::::::


-EU JÁ DISSE! ESTAVA VOLTANDO DE UMA DETENÇÃO QUE O SNAPE ME PASSOU! – Harry disse pela centésima vez para McGonagall e escutou a risada zombeteira do professor de poções. – pergunte a ele. – Harry indicou o professor.


-Sinto muito Sr. Potter, mas mesmo você estando na detenção poderia ter feito tudo isso depois que saiu da minha sala.


-Sair de uma detenção para ganhar outra? – Harry ironizou – Nem meu pai conseguiria isso!


-Seu pai era um arrogante com pose de jogador falsificado de quadribol!


-Como se o senhor soubesse o que é uma goles...


-Como é Potter?


-Nos chamaram professora? – Hermione entrou na sala seguida por Draco atrapalhando a discussão de Harry e Snape.


-Sim Srta. Granger, gostaríamos muito de saber o que a senhorita e o Sr. Malfoy fizeram hoje na monitoração. – ela perguntou severamente mirando-os pelo óculos.


-Monitoramos? – Draco respondeu com uma risada como se a resposta fosse óbvia.


-Onde estavam exatamente? – a professora se virou para o sonserino repreendendo-o pela resposta e Hermione desviou seu olhar para o chão não querendo encará-lo.


-E eu estava monitorando no corredor leste. – a garota respondeu.


-Eu estava no corredor oposto ao da Granger dando uma bela de uma detenção pra ele – Draco respondeu apontando o garoto de cabelo negro parado na porta – que estava fora da cama há essa hora.


-O que fez agora Sr. Wolhein? – perguntou Snape virando-se para o garoto falando como se para uma criança.


-Eu estava esperando a Dona Morte, sabe? A gente marcou um encontro – Anthony disse irônico.


-Isto é sério Wolhein, não me venha com gracinhas. – Snape se irritou com o garoto.


-É sério, lá vai ela com seu manto negro, espalhando trevas e desespero, desejando que sua presença seja mais tranqüila e indiferente, despertando desejos naqueles que resolvem encontrá-la, maltratando aqueles que são obrigados a ver seu rosto sem face...


-Você por acaso é emo? – Draco perguntou irritado com o garoto corvinal.


-Não, por quê? Você é? – ele devolveu.


-Fale o que realmente estava fazendo fora da cama tão tarde. – Snape cortou os dois.


-Me encontrando com a Morte.


-Ah! Que ótimo! Então por que você não a trás aqui? – o professor perdeu a paciência.


-Claro, quer encontrá-la como?Avada? – ele disse baixo para si mesmo, mas a porta abriu nesse exato momento.


-Com licença, por que me chamaram há essa hora aqui? – Lucy entrou irritada na sala.


-Até que enfim hein Dona Morte, eu estava explicando agora mesmo para eles sobre nosso encontro, aliás, onde você estava? – o garoto de olhos negros disse ironicamente e a garota loira se perguntou sobre a sanidade dele.


-Não é da sua conta onde eu estava – ela respondeu baixo e seca e foi o que bastou para calar o garoto. – e agora, por que estou aqui?


-Me sigam – McGonagall disse e saiu da sala seguida por Snape e pelos cinco jovens. Logo entrou em uma sala, e enquanto todos se espantavam com o que viam explicou - É o seguinte, essa noite, alguém destruiu a sala de troféus, muitos foram quebrados, sofreram feitiços que alteram sua forma, cor, essas coisas, basicamente, os troféus foram destruídos.


-Não está pensando que um de nós fez isso, não é? – Hermione perguntou o que todos estavam pensando.


-E você tem outra teoria Granger? – Snape perguntou – todos vocês estavam nesse andar, nessa noite, coincidência demais, não acha?


-Eu estava no meu salão comunal – Lucy respondera revoltada.


-Encontramos isso perto dessa sala. – a professora mostrou-lhe um livro com o nome Lucy Moore escrito na segunda página. – tivemos que chamá-la por isso.


-Eu devo ter deixado cair mais cedo. – ela respondeu preocupada.


-Isso não prova nada. Você poderia ter deixado cair agora a pouco. Os monitores estão aqui por que estavam monitorando esse andar, Potter está aqui porque acabou de sair da sala do prof. Snape, Wolhein estava fora da cama e seu livro foi encontrado aqui perto, é simples.


-E como pretendem achar o verdadeiro culpado. Veritasserum? – Draco perguntou irônico.


-Naturalmente que não. Não vou gastar meu estoque de poções com isso. Mas como temos prova de nada, então o mais óbvio a fazer – ele disse com um sorriso debochado – é aplicar detenção em todos vocês.


-ISSO NÃO É JUSTO! – Hermione disse com revolta estampada em sua face.


-A vida não é justa. – o professor respondeu friamente – quero essa sala impecável! Com TODOS os troféus arrumados e em seus devidos lugares. Boa limpeza – ele disse – e fiquem felizes em não serem expulsos.  – em seguida saiu da sala sendo acompanhado por McGonagall e trancou a sala. – Colloportus.


-ÓTIMO! O MORCEGÃO NOS TRANCOU AQUI! – Harry explodiu de raiva.


-Agora, por favor, QUEM FOI O INTELIGENTE QUE FEZ ISSO? – Draco rosnou.


Ninguém falou nada. Ambos tentavam deduzir, mas não obtinham provas para acusar ninguém. Lucy por outro lado sabia quem fez aquilo tudo, estava lendo a mente do culpado, via exatamente a hora em que ele entrava na sala e disparava feitiços para todos os lados, quebrando troféus, se baseando que tudo aquilo não passava de uma brincadeira para irritar os professores.


-Alorromora! – Hermione apontava a varinha para a porta, mas esta não destrancava. – o melhor a fazer é obedecer Snape – ela disse vencida.


-Não acredito. A sabe-tudo não conseguiu abrir a porta? Por que isso parece tão retórico? – Draco disse irritado.


-Por que você não põe fogo na porta? Talvez assim a gente consiga sair. – a castanha retrucou estressada com o loiro.


-Por que não bate a cabeça nela até ela cair?


-Por que vocês não deixam de ser crianças? – Anthony disse irritado com os dois e começou a percorrer a sala consertando vários objetos – Reparo! Andem, tem muitos troféus precisando de conserto.


-Tergeo! – Harry limpava a sujeira na parede espiando Hermione pelo canto do olho como se quisesse se certificar de que Malfoy não chegaria perto dela.


-Não dá pra acreditar. Eu ‘to trancado em uma sala, com o cicatriz, o emo, a sabe-tudo e a legilimente. Que decadência! – Draco resmungava.


-Acorda pra vida, Malfoy, deixa de ser patético. – o moreno alfinetou.


-Patético? Já se olhou no espelho, Potter?


-Por que não cala a boca?


-Por que não deixa de ser idiota?


-Malfoy, cala a boca você! – Hermione postou-se entre os dois, sentindo a raiva em todos os poros. – EU NÃO AGUENTO MAIS TE OUVIR, EU CANSEI DE VOCÊ, NÃO DÁ AGUENTAR ESSA SUA VOZ IRRITANTE, SE ACHA O ESPERTO, ACHA QUE CONSEGUE FERIR AS PESSOAS, MAS É VOCÊ QUEM DEVE SAIR FERIDO, ME DIGA, QUANTOS AMIGOS VOCÊ TEM? SABE POR QUÊ? AQUELE CONVERSA DE QUE EU NÃO TENHO AMIGOS É RIDÍCULA! VOCÊ É SOZINHO, NINGUÉM SE IMPORTA COM O QUE VOCÊ PENSA, PORQUE NÃO TEM NINGUÉM QUE TE AMA! – ela gritou já com lágrimas deslizando seu rosto.


-Engraçado, eu poderia jurar que tinha uma sangue-ruim interessada em mim. – o loiro ignorou a garota e disse aquilo para afetá-la – É VOCÊ QUE SAIU DECEPCIONADA DA MINHA FRENTE UMA SEMANA ATRÁS, NÃO EU! – ele gritou e percebeu ela engolir em seco – MAS ME DIGA, QUEM TE AMA MESMO? O Potter, que te trocou pela Weasley? – Hermione estremeceu afetada pelas palavras dele novamente.


-Malfoy, chega! – ela suplicou já se cansando de todo aquele jogo.


-O que foi? Não gostou do joguinho que você começou? Você que começou a desenterrar o que já passou, não eu.


-Mas ela está certa. Você não tem ninguém Malfoy, e Hermione nunca te daria amor de verdade, você nunca que saberia amá-la. Ela não é para você. – Harry disse com raiva.


-E pra quem é? Quem iria querer uma sangue-ruim como ela? – Draco disse com raiva sem se importar e como resposta sentiu o punho de Harry na cara, ele tombou e voltou-se furioso para o moreno – VOCÊ VAI MORRER – e investiu outro soco em Harry.


-Por Merlin, parem – Hermione suplicava e virou-se para Anthony – faça eles pararem.


-Ei, eu preso minha vida, ok? – ele disse e ela o puxou pelo colarinho da camisa ameaçadoramente.


-Então me obedeça, antes que eu mesma acabe com você!


-Nossa! Pedindo com tanto carinho não tem como negar – ele disse irônico e avançou para os dois garotos que se socavam – ok, fim da luta – Draco socou o nariz de Harry fazendo-o sangrar. – por que abordagem direta nunca funciona?


-Wolhein, anda logo.


-Calminha, Srta. Estresse – ele disse e tentou finalmente separar os dois, mas acabou recebendo um soco no olho – MERD*, PQP, SE EU NÃO ENXERGAR MAIS A CULPA É DE VOCÊS DOIS, NÃO! É DA GRANGER! POR QUE EU NÃOESCOLHI ENFRENTAR ELA EM VEZ DESSES CAVALOS? AH! É CLARO! PORQUE EU SOU UM BURRO!


-E um inútil – Ela disse.


-Eu apanho e ela me chama de inútil? Eu devo ter cara de Darth Vader! – ele disse e viu Lucy sacar a varinha.


-Eu devia ter feito isso antes. Protego  – a loira disse e foi cada um para um canto. – e isso Wolhein se chama abordagem prática!


-Ótimo, Dona Morte. AGORA EU ADORARIA SABER QUEM FOI O VEADO QUE ME SOCOU.


-Se algum veado te socou eu não sei, mas eu adorei te socar agora. Por que a pergunta? – o loiro perguntou sentindo sangue escorrer por sua boca.


-Você está na minha lista negra.


-Ah, é? E o que vai fazer? Me azarar?


-Eu posso amaldiçoar cada fio desse seu cabelo engordurado.


-Se quiser, eu ajudo. – Harry disse.


-Chega! Os três. Isso já foi longe demais, brigarem como trasgos. – Hermione disse severamente.


-Você que me mandou fazer isso – Anthony se defendeu.


-Errado. Eu mandei você os fazer parar. – a castanha retrucou mal-humorada.


-Eles pararam se você não percebeu. Eu fiz o que você pediu. – ele disse sarcástico se dirigindo à castanha e depois se virou para Lucy. – Agora será que dá pra desfazer a porcaria do feitiço escudo? EU PRETENDO SAIR DESSA SALA AINDA HOJE.


-Não Wolhein, estamos trancados e eu não vou deixar vocês se matarem aqui dentro. – a loira respondeu.


-Ótimo! Alguém quer um chá pra passar o tempo?


-Dá pra calar a boca, Wolhein? – Draco disse com raiva massageando o punho.


-Não, eu cansei, realmente cansei – Anthony disse – Agora que tal um joguinho rápido? Vamos dizer só verdades, nada de mentiras como vocês sempre fazem.


-É verdade que Wolhein é o cara mais idiota de Hogwarts? – Draco provocou.


-É verdade que Draco Malfoy mente para a Granger? – Lucy entrou no jogo e continuou – É verdade que Hermione Granger tem medo de acreditar em um Malfoy e se decepcionar?


-O que você pode saber? – Hermione disse fitando os olhos claros de Lucy.


-Vocês podem enganar o mundo, mas nunca enganarão a si próprios. – a loira continuou e desfez o feitiço escudo, depois se dirigiu a Draco que foi se sentar em um canto.


-Por que disse tudo aquilo? – ele começou – a escolha de ficar longe dela foi minha, você não pode me convencer a voltar atrás. Eu vou ter que repetir isso quantas vezes?


-E você prefere enganá-la, mentir, machucá-la? – a loira perguntou pela milésima vez a ele. – olhe para ela – a garota indicou Hermione com a cabeça.


Draco a olhou pelo canto do olho, ela estava cuidando de Harry, fazendo feitiços para curar o nariz quebrado dele, ela estava séria, machucada não por fora, mas por dentro.


-O que você vê nela agora, Draco? – a loira continuou. – Não percebe que ela está sofrendo? Ela confiou em você, ela daria tudo para te proteger, você sabe que sim. Por que não consegue acreditar no que estou te dizendo?


-Sabia que no ataque dos comensais eu a mandei ir embora? Basicamente eu queria que ela corresse e fosse para um lugar seguro, mas ela não foi, ela disse que não me deixaria. – Draco disse distraído e hesitante, como se estivesse se convencendo de que ela ainda faria aquilo por ele.


-Está vendo? Não adianta você se manter longe dela, já passou pela sua cabeça que vai chegar um dia em que terá que enfrentá-la? A causa a qual você está lutando é contra ela.


-Mas é exatamente por isso que eu não sou o melhor para ela...


-Quer saber? Cansei! Siga o caminho do seu lorde então. – a garota disse irônica e começou a percorrer a sala consertando o que estivesse quebrado.


-Ah! Oi, Dona Morte. – Anthony disse distraído ao vê-la, mas logo percebeu o olhar irritado que ela lhe lançou e entendeu o porquê – aqueles dois não se entendem, né?


-Não sei mais o que fazer. – ela confessou e olhou para o rosto do garoto. – Você tem plena consciência de que seu olho esquerdo está roxo?


-Tenho – ele respondeu irritado – Mas, afinal, por que quer que eles fiquem juntos?


-Esse é um segredo que só vai se revelar na hora certa. – ela disse sorrindo marotamente e concertou um troféu reparando momentaneamente no nome Charles Steiner escrito em dourado nele – por falar em segredos, o seu está seguro. – no momento em que ela falou isso ele arregalou os olhos em espanto.


-Do que está falando?


-Da sala, você que fez isso, queria pregar uma peça nos professores, mas saiu tudo às avessas já que nos trouxeram para cá – o garoto respirou aliviado ao ouvir a resposta dela, o que não passou despercebido por Lucy – Do que achou que eu estava falando?


-De nada, esquece. – e continuou consertando o que visse, lendo os nomes Jean Dawis e Marie Madison em taças de quadribol.


“Ele tem um segredo e eu vou descobrir!” ela pensou intrigada.


 


Hermione se aproximou do loiro ignorando os protestos de sua razão, mantendo o olhar frio, olhando-o com atenção, mesmo com o olhar interrogativo dele.


-O que quer Granger? – ele perguntou estressado já temendo outra briga.


-Moore me disse que estava machucado... e que era para eu... te ajudar. – ela disse desviando seu olhar para o chão, percebendo que ver a poeira nele era mais interessante do que olhar o loiro nos olhos.


-E você pretende me ajudar? – ele perguntou com um sorriso desdenhoso nos lábios e ela se sentou ao lado dele calmamente, desejando que ele não começasse a insultá-la.


-Olha, eu vim aqui porque ela me pediu. Agora, onde está ferido? – ela perguntou finalmente fitando-o no rosto e ele lhe estendeu o braço.


Ela acariciou a mão dele devagar procurando por alguma ferida e ao apertar o pulso dele o loiro puxou o braço de volta, resmungando de dor. Ela riu.


-Você parece uma criança assim. Vamos Malfoy – ela disse – me dê sua mão.


-Não tenho lembranças muito boas de quando você tenta curar algum machucado meu. – ele disse irônico e estendeu relutante o braço novamente para ela.


-Então não se mecha – ela falou e puxou a varinha, apontando diretamente para o pulso do loiro – Episkey.


Ele sentiu sua mão ficar realmente fria, gelada, depois de um segundo ela ficou muito quente e voltou ao normal, curando totalmente seu braço.


-Pelo menos dessa vez não trocou os feitiços. – os dois riram, mas logo um silêncio constrangedor surgiu sobre eles. – Por que está cuidando de mim? – a pergunta escapou de seus lábios antes que ele pudesse conter aquele pensamento.


-Não seria a primeira vez. – ela respondeu desviando do assunto e percebeu que essa era a primeira vez em sete dias que eles mantinham uma conversa e percebeu também que ainda não tinha soltado a mão dele. Quando foi soltar,  Draco segurou a dela mais ainda forçando-a a encará-lo.


-O que você faria se tivesse que decepcionar alguém para protegê-la? – ele perguntou.


-Agora é a hora que você começa a inventar mentiras? – ela o cortou amargurada e puxou a mão fazendo menção de se levantar, mas foi impedida por ele. – eu sei por que você me odeia – ela disse divertida, não sabendo se ria ou se chorava. – Você me odeia por que me ama. – ela disse e conseguiu derrubar a máscara que ele usava.


-Demorou para você perceber? – ele disse não conseguindo esconder um sorriso. “Dane-se a maldita missão! Eu não posso perdê-la” – Olhe nos meus olhos. Eu menti, eu sei disso, você sabe disso agora, mas foi porque eu tive medo. Medo que te machucassem se ficássemos juntos. Você viu o que Bellatrix fez comigo, ainda se lembra do que ela fez com você. Eu tentei impedir, mas eu sou fraco demais. Acredite em mim, Hermione, por favor. – ele falou tudo rápido demais, sentindo-se um idiota por tê-la enganado, desejando que não fosse tarde demais.


-Você disse que era tudo uma armadilha... – ela disse séria sentindo os olhos embaçarem, sentindo um aperto no peito, uma pequena sensação estranha que tomava conta de seu corpo, fazendo-a se arrepiar inteira. E só então ela reparou ao olhar para uma janela que a chuva estava mais forte, fazendo relâmpagos iluminarem o céu com uma luz azul fantasmagórica no meio da fria noite.


-Eu inventei aquilo para você me odiar, e tudo o que eu disse agora a pouco era mentira, achei que assim seria mais fácil para você ficar longe, mas eu nunca pensei que doesse tanto me afastar. – ele respondeu odiando-se por ter mentido tanto a ela.


-Você perdeu a confiança que lhe dei, você a quebrou, talvez seja tarde para consertar. – Hermione disse sentindo sua voz ficar mais fraca e no outro segundo teve a impressão de ter visto um corredor aparentemente vazio e sangue por toda a parte, mas logo seus olhos encontraram as íris cinzentas de Draco e ela se forçou a esquecer o que vira.


-Eu posso tentar juntar todas as partes quebradas, vou consertar o que estraguei, não é tarde ainda, me diga que não. – ele suplicou e percebeu os traços de tristeza na face dela.


-Eu sinto a sua falta – ela disse finalmente e ele a abraçou, a garota deixou a cabeça apoiada no peito dele, escutando batidas descompassadas, era um coração que estremecia arrependido.


Mas ao mesmo tempo ela sentia medo, um medo que surgia aos poucos dentro dela, uma sensação estranha que fazia seu peito subir e descer, sua respiração falhar em meio às lágrimas que insistiam em fugir-lhe dos olhos, como se algo muito ruim fosse acontecer, pior, como todos corressem perigo, mas então ela sentiu Draco acariciar seus cachos castanhos, expulsando todas aquelas sensações ruins, fazendo nascer nela novamente a esperança de que ele nunca fosse fazer-lhe mal. 


-Me perdoe – ele suplicou – eu sou fraco – ela se afastou alguns centímetros ao ouvir isso e olhou profundamente aqueles olhos cinzentos.


-Draco, me prometa que não vai mais mentir, que vai ser bom, que não vai mais me decepcionar, não esconda seus segredos de mim de novo. – ela suplicou e viu relutância nos olhos dele.


-Talvez meus segredos devam ser enterrados. São cruéis demais para você.


-Não, se você quer estar comigo, vai ter que confiar em mim – ela disse e viu o olhar pensativo e receoso dele – Quando você aceitar tudo isso, me procure.


Em seguida ela se levantou apontando a varinha para vários troféus quebrados, reconstituindo-os, fazendo as prateleiras voltarem ao normal. Viu vários distintivos e brasões voltarem ao lugar, virou-se e viu Draco também de pé e ajudando a arrumar a bagunça. Sentiu que Draco estava dividido entre ela e sua missão, como sempre esteve e sempre estaria. Meia hora depois os cinco jovens terminam e se sentaram nos degraus que levavam de um patamar para o outro da sala. 


-E agora? Cadê o símbolo capilar de Hogwarts? – Anthony pergunta irônico. – Daqui a pouco vai amanhecer...


-Eu nunca pensei que um dia eu teria que esperar pelo seboso vir me tirar daqui. É meio irônico se comparado ao que eu já enfrentei. – Harry disse e fez todos rirem.


-Vá em frente então Potter, abra a porta – Lucy disse.


-Eu não sei como. Aliás, o seboso comeria nosso fígado se saíssemos.


-Mas agora eu sei como abrir... – Hermione se levantou e puxou a varinha, os outros a olharam atônicos. – O que foi? Snape disse que queria a sala impecável, ela já está. Não disse nada sobre sairmos ou não. – Finite Collopurtus! – ela disse e a porta se abriu.


-Genial – Anthony disse admirado – Como é que você não foi para a corvinal?


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O homem andava sombriamente pelo corredor mal iluminado como se fosse uma sombra fundindo-se à escuridão, ele procurava um alvo, qualquer estudante serviria, mas seria melhor se fosse algum sangue-ruim que fosse atacado, isso era necessário para os planos funcionarem, em breve todos saberiam que o Lorde não estava de brincadeira e os seus inimigos estariam dizimados. “Talvez ainda houvesse um jeito de fazer as coisas certas.” Pensou o homem lembrando-se de seus objetivos. Ouviu um barulho, e mesmo com seu porte robusto ele se escondeu nas sombras com elegância como um felino, os fios loiros de seus cabelos caíram-lhe pela face enquanto seus olhos castanhos claros se acostumavam à penumbra do castelo. Reconheceu a voz de uma garota.


-Onde será que Harry se meteu, já devia ter voltado da detenção. – o homem avistou a garota falando sozinha e o que mais lhe chamava a atenção eram seus cabelos vermelho flamejantes. Ele já sabia o que fazer. Sabia quem ela era pelo pouco que estivera espiando dentro do castelo naqueles dois meses.


-Imperio! – ele bradou com a varinha apontada em seu alvo.


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-Sabe o que eu quero Creevey? – uma voz firme perguntara enquanto apontava a varinha para o garoto sozinho e desarmado no corredor. O garoto tinha medo, mesmo conhecendo a pessoa que o ameaçava. – eu quero te matar.


-Não quer não, que brincadeira é essa? Abaixe essa varinha. – a voz do garoto era fraca e amedrontada.


-Ah, eu quero! Quero matar todos os sangue-ruins iguais a você. – a voz disse e atacou o garoto com um feitiço que lhe acertou o peito, com outro fez um corte profundo em seu braço – mas você está com sorte, hoje você não vai morrer. – e voltou a abrir um corte na pele dele e com o sangue escreveu palavras na parede mal iluminada.


 “O mal chegará a todos... Os sangue-ruins serão os primeiros”


-Agora Creevey... – a voz da garota retornou a falar com o garoto ferido no chão – Você não vai se lembrar de quem te atacou. Obliviate!


-Muito bem... você será muito útil a mim – disse outra voz mais grossa e firme, feliz por ter sido tão fácil enfeitiçar a garota à sua frente para que ela desempenhasse o ataque – Só mais um toque final... – ele disse ressentido e conjurou uma rosa vermelha, deixando-a no chão perto do menino desacordado.


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A maioria dos professores escutaram gritos vindos de algum lugar do castelo, imediatamente seguiram o som, tentando descobrir a origem, mas quando chegaram repararam que vários alunos percorriam os corredores também assustados.


-Todos os alunos devem permanecer no salão comunal! – gritou Sprout enquanto tentava conter os alunos insistentes.


E mais adiante McGonagall examinava o garoto de sua casa, temendo que a segurança dos alunos estivesse abalada. Perto deles ainda estavam vários alunos que escaparam do salão comunal, os mais abalados eram os nascidos-trouxas, que temiam serem atacados a qualquer momento, mas Hermione que acabara de sair com os amigos da sala de troféus observava Colin e seus machucados de longe, tentava em vão se acalmar, as lágrimas já deslizavam por seu rosto e a imagem que vira por alguns segundos do corredor e do sangue não saía de sua mente.


“Como eu pude ver aquilo antes de acontecer?” ela pensou e observou Harry inquieto ao seu lado. “Uma coisa positiva: Não foi o Draco.” Ela disse a si mesma, pois o loiro estava do seu outro lado, talvez temendo que Hermione fosse a próxima a ser atacada. O que já acontecera em Hogsmeade e poderia retornar a acontecer. Hermione mal percebera que Lucy não estava mais com eles quando um pássaro branco levantou vôo de alguma parte do castelo.


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 Um pouco mais longe dos alunos assustados e do cenário horrendo repleto de sangue estava Gina, em seu dormitório, fazia alguns minutos que ela havia voltado à sua cama, a verdade era que ela sentia medo, acabara de ver Colin Creevey brutalmente ferido, ela estava parada no corredor, a última coisa que se lembrava era que estava procurando Harry, e depois nada. Não se lembrava de mais nada, ela virou o corredor e viu o garoto ferido, quis gritar, mas se controlou, por um momento ela sentiu mais medo ainda, olhou para os lados, não havia ninguém, mas percebeu o som de passos apressados se aproximando, então ela decidiu sair de lá, correu direto para o dormitório, onde se encontrava agora com o rosto afundado no travesseiro tentando conter as lágrimas. As outras garotas haviam decido para o salão comunal, provavelmente todos sabiam do ataque agora. Mas Gina tinha medo, talvez de si própria.


“E se foi eu quem fez aquilo com Colin?” ela perguntou-se “Não me lembro de nada antes do ataque e principalmente, não me lembro de ter ido até aquele corredor.”


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N/a: Gostaram desse cap? Me desculpem pela demora, mas minhas aulas voltaram essa semana...  

Mesmo eu estando suplicando coments ninguém tem pena dessa pobre autora... então eu decidi que não vou desistir da fic por isso, mas um coment é sempre bom...


Bom, nesse capítulo ficou evidente que o Draco não gosta do Anthony, falando nisso, o que acharam dele? Digamos somente que ele vai ter certa... importância.


Ah! Alguém tem idéia de quem seja o homem infiltrado em Hogwarts? Só uma dica: Ele é um comensal, porém é um personagem original e o nome dele já apareceu aqui na fic. (nossa ajudei muito :P).


Falando nele... porque será que ele quer atacar sangue-ruins? Será que ele está cumprindo mais um plano de Voldemort? Será que ele é realmente leal ao lorde das trevas? A resposta é... ops, não vou estragar a história.


Perceberam que a Lucy e o Draco viraram amigos? É lógico que eles estão só no início de uma amizade, mas mais para frente eles vão ter um forte vínculo e vamos conhecer mais a história da Lucy e inclusive a vida do Draco, não a retratada nos livros, mas sim a infância e o contato dele com o lado das trevas.


E será que o Draco e a Hermione vão parar de implicar um com o outro e assumir logo o romance deles? Esperem para ver... Próximo capítulo vai ter o baile de Halloween e uma fera do luar...


Certo eu acho que já falei demais...


Antes que eu me esqueça, a música do cap. é Never too Late do Three Days Grace, e essa mesma música está no trailer da fic... http://www.youtube.com/watch?v=Ko-ZJ6_UV5s


Comentem&Votem

Beijos


Gabi Ravenclaw

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