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96. Testa fransida


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 96


 


 


Testa fransida


 


 


A conversa girou em torno de Harry e a viagem que planejava em breve e até então era segredo. Uma surpresa totalmente e inocentemente destruída pela língua cumprida de Rony.


-Eu juro, foi sem querer –ele explicou quando Gina levantou-se para trocar Fely e aproveitou para levar Sara no banheiro – Podia jurar, que Harry tinha contado para Gina!


-Era uma viagem romântica, Rony, porque ele contaria? – ela perguntou como se fosse bastante evidente.


Ele não respondeu nada, e Hermy riu da expressão do pai.


-Você acha graça, não é?


-É claro que não,papai – ela disse ocultando o sorrisão.


Hermione também fingiu não achar graça e quem acabou rindo foi ele.


-Pai, posso comprar uma tortinha?  -ela perguntou olhando para o balcão colorido com muitos doces, pois agora o Três vassouras também servia doces e confeitaria.


-Pode sim  - ele entregou alguns sicles e ela saltitou para longe, feliz com a guloseima. – Queria falar com você – ele disse para Hermione como se nada fosse nada.


-É mesmo, porque? – ela perguntou inocente.


-Achei o seu presentinho no meu banheiro – quem ouvisse acharia que falavam por códigos.


-E então, gostou? – ocultou um sorriso.


-Fiquei um pouco chocado – confessou.


-E ela? O que fez com ela? – perguntou olhando-o sob a borda da xícara.


-Tive um acesso, eu acho – ele disse envergonhado – Acabei de cueca na sala dos meus sogros, devolvendo-a – notou seus olhos se arregalarem – ela tentou me enganar outra vez, me descontrolei.


-Não posso dizer que sinto por ela – ironizou – Também não resisti a lhe dar uma lição. Imagina, querer usar a minha imagem para seduzi-lo! Deveria ter arrancado aqueles cabelos oxigenados e não apenas deixado-a ouvir o que fazíamos! – lembrar fazia a raiva voltar.


-sinto muito, não ter notado a diferença logo de cara – ele estendeu a mão e fez um carinho na sua, e ela se afastou pois não queria que as meninas vissem e contassem para a mãe.


-Não tinha como imaginar que fosse Mary.  – defendeu-o, pois depois de pensar bem, isso ficará claro para ela. – Alem disso, a única pessoa que deveria pedir perdão é ela!


-Hum, falando em perdão, saiba que estou pensando em algo para recompensá-la por...


-Recompensar quem papai? – Sara perguntou voltando do banheiro antes da tia.


-Hermione ajudou o papai num trabalho importante – ele mentiu sorrindo e ela sorriu.


-Disse a seu pai que não preciso de nada. Ver um amigo feliz, me faz muito feliz. – foi polida, mas havia um brilho malicioso em seu olhar.


Sara não prestava atenção as palavras dos dois, os olhos brilhantes diante do doce que a irmã vinha comendo.


-Pegue um para você, Sara – Rony estendeu o dinheiro, mas ela negou.


-Não posso, papai – ela disse sem conseguir esconder a vontade.


-Porque não? – ele perguntou, já sabendo a resposta.


-Porque engorda e estraga os dentes, e mamãe diz que vou ficar muito feita se comer doces e nenhum garoto vai querer se casar comigo!


Era nessas horas que ele sempre ficava sem saber o que dizer.


-Hum, porque não divididos um doce? – Hermione o surpreendeu – Assim nenhuma de nós duas engorda e ainda poderemos nos casar! – havia jovialidade em sua voz – Eu mais do que você, estou começando a me preocupar com isso!


A menina riu e foi buscar o doce recebendo um olhar de carinho e admiração de Rony.


-Sua tia está demorando – Rony disse com segundas intenções e Hermy revirou os olhos, indo atrás dela no banheiro.


-Muito discreto, Rony – ela ironizou.


-Não quero ser discreto – ele disse suave, mas com uma gama de paixão na voz que a arrepiou da cabeça aos pés – Quero que todos saibam que estamos juntos. Vocês não quer isso?


Sua expressão de duvida deixava claro que também queria.


-Me conta o que está acontecendo – ele mandou e por alguma estranha razão, não pode mais segurar a verdade:


-Mary ameaçou envenenar as meninas se eu não me afastasse – sussurrou.


-Foi por isso que me deixou – ele concluiu.


-Foi por isso que tentei te deixar – corrigiu e ele sorriu apesar a surpresa da revelação.


-Tenho que conseguir a guarda das meninas o mais rápido possível – ele disse agoniado – O ministro encaminhou meu pedido, mas essas coisas demoram.fico de mãos atadas!


-Tudo vai ficar bem se ela continuar acreditando que estamos separados – garantiu para tranqüilizá-lo.


-E quando descobrir a verdade? – era uma preocupação para a auqla ela não tinha resposta. Tinha medo de pensar no que aquela louca faria ao saber que fora enganada.


 


 


 


Gina saiu do lavabo após trocar a frauda de Fely e encontrou sua sobrinha no corredor, reclamando do pai não querê-la por perto para poder paquerar sua tia Hermione.


Por um segundo, levou um susto, mas Hermy lidava com tanta naturalidade com a situação que achou melhor não interferir. As duas andaram pelo corredor, quando Gina parou e virou-se para trás certa que veria alguém. Ouvira claramente passos.


Mas não havia nada. Perguntando se Hermy não ouvira, ela tentou se convencer que era apenas implicância sua e que tudo estava maravilhosamente bem.


 


 


 


Em casa, Harry conversava com Guilherme e esperava a equipe de aurores terminar seu trabalho. Havia convencido Gina a sair e fazer compras, para guanhar liberdede paea vistoriar toda a residência atrás de algum possível vestígio de intrusos.


Gina não sabia, mas havia dois seguranças com ela, dia e noite, onde quer que fosse, e deveriam ser tão invisíveis quando  uma alma penada. Estar ao seu lado, como uma prevenção enquanto não provasse que aquilo era apenas sua imaginação.


Sabia que Gina continuava achando que estava magoado, mas bem da verdade, estava preocupado, preferindo que ela pensasse o contrario. Não sentia-se seguido, e tinha mais inimigos  que qualquer outro bruxo. Então, porque, Gina estaria sendo perseguida?


 

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