FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

5. Magia Bruxa vs. Magia do Povo


Fic: O Segredo da Magia


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Harry e Hermione foram até o banheiro se lavar e voltaram poucos minutos depois, encontrando os outros já sentados a mesa, onde um elegante e farto chá da tarde fora servido. Harry sorriu em aprovação para Hermione, todo aquele exercício abrira seu apetite.


-Por favor, fiquem à-vontade. –Artemis fala como um bom anfitrião, observando os dois jovens se sentarem a mesa. –Falávamos sobre as diferenças entre a magia do povo e a dos bruxos.


-Aliás, tive uma curiosidade no teste. Os vi usando essas varinhas durante todo o percurso, por acaso são dependentes delas? –Butler pergunta em tom objetivo, Artemis fica mais atento, era exatamente o que gostaria de perguntar.


-As varinhas são, assim como os cajados, anéis mágicos e afins, canalizadoras de magia. Usando um objeto desses, um bruxo só precisa se concentrar no feitiço que quer realizar, um bruxo que quisesse fazer algo a mão livre, precisaria, além disso, concentrar sua magia em uma parte do corpo, normalmente em uma das mãos. Então, por puro comodismo e facilidade, os bruxos se tornaram dependentes desses objetos, sendo a varinha mais comum e eficiente. Claro que bruxos bem dispostos e dedicados poderiam aprender a fazer isso sem varinha, mas são poucos os que se habilitam. –Hermione responde tentando simplificar ao máximo, porém sem deixar faltar alguma informação.


-E vocês estão entre os que fazem ou não magia sem varinha? –Holly pergunta intrigada.


Como resposta, o bule com chá flutua até a xícara de Melissa, voltando a enchê-la. Todos olham para Harry e Hermione, que bebiam e comiam normalmente, sem fazer qualquer movimento que os denunciasse.


-Mais chá, Holly? –Harry pergunta quando o bule pára a frente da xícara da elfa, ele exibia um sorrisinho de canto, satisfeito com as expressões impressionadas.


-Sim, obrigada. –Fala sorrindo em aprovação.


-Vocês têm um limite? –Artemis pergunta contendo a animação.


-Fala de uma distância? –Harry pergunta, enquanto servia Butler com o chá.


-Não. Quero saber se vocês têm um limite do quanto de magia podem fazer. As fadas do povo possuem um limite, é como se tivessem baterias e gastassem um pouco da carga ao fazer magia, então para recarregar fazem um ritual. –Artemis explica de modo simples, mas Holly pareceu aprovar a analogia.


-Creio que o limite seria a fadiga, não é? –Harry fala e então olha para Hermione, que terminava com uma torrada.


-Sim. Nós podemos fazer o quanto de magia quisermos, porém fazer feitiços complicados, como aquele raio, consomem um pouco mais de energia, nos deixam um pouco cansados, mas um bruxo bem preparado fisicamente e concentrado, pode ter um grande aproveitamento, que seria lançar muitos feitiços complicados em pouco tempo. Agora, para recuperar a capacidade mágica é necessário umas poucas horas de sono ou um bom chocolate, que além de muito energético nos faz produzir substâncias estimulantes. –Hermione explica, observando que Artemis ganhara um brilho diferente nos olhos, enquanto Holly tinha o semblante levemente preocupado.


-Pelo que conversamos agora pouco, li nos relatórios e usando o que Hermione me contou sobre a história do povo das fadas, suponho que essa limitação seja uma mutação. Não uma involução, mas uma evolução necessária para preservar a magia neles. –Melissa diz em tom sereno e pensativo.


-Sim. –Concorda Artemis. –A falta da exposição ao sol, a atmosfera, a própria falta de contato com o meio ambiente as superfície, é algo que afeta muito a magia das fadas, que sempre foi conectada profundamente com a natureza.


-Por isso antigamente os elfos eram conhecidos pelo grande poder. Sua magia não provinha só dele, como também de todo o meio que o cercava. Era como se a vida estimulasse sua magia e o ambiente estéril do subterrâneo houvesse os deixado doentes. –Hermione apóia e demonstra sentir por eles.


-Mas isso não precisa ser necessariamente uma verdade absoluta. –Melissa diz com um sorriso que Harry reconheceu como o mesmo que ela usara quando falou sobre a teoria da penseira. –Holly, se estiver disposta a fazer alguns exames, posso avaliar sua constituição e organismo, de modo a não só confirmar ou não nossa teoria, mas a verificar se poderia dar um jeitinho nas suas restrições mágicas, afinal você ficará na superfície por um bom tempo e essa influência pode lhe beneficiar.


-Acha que poderia fazê-la não ter um limite mágico? –Artemis parecia assombrado com a hipótese, além de profundamente excitado com a perspectiva.


-Potrus quer participar da conversa. –Holly avisa e retira o capacete, pressionando um botão em seu capacete. Agora ela afastara uma bandeja com petiscos e colocara o capacete na beirada, onde acima surgiu a imagem holográfica do rosto de Potrus.


-Olá, Potrus, prazer conhecê-lo. –Melissa o cumprimenta com um sorriso amigável.


-O prazer é meu, Melissa. –Ele retribui com um discreto sorriso, os olhos a examinavam curiosamente. –Confesso que fiquei tão curioso e surpreso quanto Artemis, por isso, se for esta a questão, gostaria de detalhes. –Ele pede completamente atento.


-Ok, eu não posso afirmar nada antes de fazer exames, preciso ver se meus estudos podem ser aplicados em uma elfa do povo, porém se o forem, creio que a resposta seja sim. Eu poderia através de uma medicação ou mesmo de intervenção mágica –ela olhara para Hermione, que sorri –estimular a área do cérebro afetada pela mutação e certamente a exposição prolongada ao sol e a atmosfera, fariam todo o resto. –Melissa diz em tom calmo, como se tivesse absoluta certeza do que falava.


-Mas é claro que pode haver conseqüências. –Hermione rapidamente completa, chamando a atenção para si. –Se fizermos isso, não sabemos a que níveis de magia Holly poderia chegar, porém certamente não voltaria a ter seu “reservatório”, ou seja, feita uma intervenção para corrigir a limitação, ela teria que viver muito mais tempo na superfície do que no subsolo.


-Quando diz muito mais tempo, quer dizer quanto exatamente? –Holly pergunta sem parecer gostar muito da conseqüência, havia ficado animada a princípio, porém o preço parecia ser caro demais.


-Provavelmente não poderia passar mais que um dia inteiro lá. –Melissa informa entendendo o dilema de Holly. –Talvez pudesse até trabalhar lá, mas teria que morar aqui e, obviamente, o gasto de magia lá seria bem mais acentuado do que aqui.


-Ou seja, não seria possível aumentar a capacidade mágica de Holly. –Potrus diz em tom de lamento, afinal um membro do povo devia morar no subsolo.


-Holly pode ser sentimental a ponto de não querer essa mudança, mas certamente Opala não seria. –Artemis diz como se já soubesse exatamente quais seriam os planos de Opala. –Holly, creio que deva fazer os exames propostos. Potrus, poderia conseguir um duende diabrete para submetermos ao mesmo exame? Creio que precisemos trabalhar com essa idéia, afinal quantos passos a frente de Opala estivermos, melhor.


-Tem toda razão, Artemis. Opala sem dúvida apreciaria ter um poder ilimitado e se possível multiplicado várias e várias vezes. É essencial sabermos o que ela precisará de tecnologia, pessoal habilitado e todo e qualquer recurso químico e bruxo. –Potrus fala enquanto teclava rapidamente em seu computador.


-De que tipo de exames estamos falando? –Harry pergunta de modo objetivo.


-Tomografias, radiografias, exame de DNA e sanguíneo, enfim quase um check-up, mas acredito que Artemis possa nos oferecer as instalações adequadas. –Melissa diz de modo simples e objetivo, observando a postura consciente de Artemis.


-Minha mãe esteve muito doente e com isso montamos uma estrutura muito específica aqui na mansão. Podemos fazer os exames quando quiser. –Artemis estava orgulhoso da estrutura que tinha, mas muito de sua satisfação provinha do fato de que todos os dados seriam produzidos, processados e armazenados em seus domínios.


-Ótimo! Podemos começar assim que terminarmos aqui. –Melissa diz e olha para Holly, que por estar com a boca ocupada apenas assente.


-Vou me ausentar um instante, precisarei falar com Kelp pessoalmente. –Potrus avisa e logo depois o holograma desaparece.


-Estava aqui pensando, não há como aumentar a capacidade de Holly sem afetar a limitação que ela tem? –Butler pergunta pensativo, não era do tipo que aceitava fácil abrir mão de algo que poderia fortalecer o seu lado.


-Talvez, mas teríamos que ver o resultado dos exames. –Hermione responde e todos param pensativos por um momento, avaliando não só as perspectivas quanto a Holly, mas principalmente o que Opala faria se conseguisse burlar sua limitação.


********************************************************


Enquanto Harry e Butler ficaram discutindo sobre a informação que possuíam do quartel general dos aliados de Opala, assim como os suspeitos de pertencer à organização, os outros estavam no subterrâneo da Mansão Fowl, onde submetiam Holly a uma gama variada de exames.


Horas depois, quando finalmente terminaram todos os testes, Harry, Hermione e Artemis combinavam datas e horários para agir, Holly organizava suas coisas e o material que usara para o teste, os quais ficariam na mansão até o dia seguinte, quando trariam o diabrete, que seria examinado por Artemis, então os policiais da LEP levariam o equipamento de volta.


-E aí, quer dar uma olhada no meu carro agora? –Melissa pergunta a Butler, que pondera um pouco antes de concordar com um aceno.


Os dois caminham até o lado de fora conversando sobre automóveis, suas marcas favoritas e um pouco sobre mecânica. Assim que chegam ao carro ela primeiro deixa que ele visse o interior, cujo banco traseiro não só chamou a atenção como foi examinado atentamente. Porém a parte que mais entreteve os dois fora o motor, onde Melissa havia indicado as melhorias que fizera, para deixar o carro ainda mais potente, estável e veloz.


-Estou impressionado! Parece que tem um grande conhecimento na área. –Butler diz com um sorriso discreto e um tanto incomum na face, seus olhos ainda brilhavam pelos ajustes mecânicos que vira.


-Tenho um amigo que diz que eu sei um pouco sobre quase tudo e muito sobre tudo o que importa. –Melissa fala rindo levemente. –A verdade é que eu adoro aprender.


-Sei como é, acompanhei Arty durante toda sua vida e testemunho dia após dia sua grande sede por conhecimento.


-Deve ser um trabalho duro e que exige vigilância constante, suponho. –Butler concorda com um aceno. –Mas ainda sim deve ter dias de folga, alguns dias de férias aqui e ali. O que gosta de fazer nesse tempo livre? –Apesar de seu tom de voz não ter mudado, o olhar profundo de Melissa passava a mensagem de que não estava perguntando por perguntar.


-Não ando tendo muito tempo livre. Parece que esse caso é bem complicado. –Diz de modo esquivo, lançando um rápido olhar na direção da casa.


-Vamos passar muito tempo juntos. –O jeito como ela dissera fora insinuante, o sorriso demonstrava que adoraria cada momento daqueles. Butler engoliu em seco, mas manteve a postura séria e compenetrada.


-Sou muitos anos mais velho que você. –Fala de modo direto, a voz inflexível e em tom prático.


-Adoro homens experientes, além disso, você poderia causar inveja a muitos de minha idade... –Diz parecendo não se importar, mas ele logo a corta.


-Sou um homem que vive em constante perigo, não tenho tempo livre e nem poderia ser sinônimo de estabilidade, minha vida está em constante risco. Aliás, tenho muitas cicatrizes para comprovar isto. –Diz de forma dura, quase agressiva.


-Sabe que bravinho assim fica ainda mais sexy? –Diz sem se intimidar, dando um passo a frente para ficar mais perto, os olhos fixos nos dele. Butler grunhi desconfortável, atrás de si havia um muro. –Porque ser tão arredio? Vamos muito tempo juntos, entrando e saindo de pequenas batalhas, imersos em muita adrenalina, podendo nos machucar gravemente, completamente tomados por toda a tensão que implica salvar o mundo... não sei você, mas eu consigo pensar em muitas maneiras deliciosas de descarregar toda essa tensão e adrenalina. –A voz dela mal passava de um sussurro, os olhos cheios de promessas ainda firmavam os dele, notando o quanto ele ficara desestabilizado com o que dissera.


-E aí, Butler, gostou do carro? –Harry diz ao se aproximar a passos largos, junto a ele vinham Hermione, Holly e Artemis.


-Sim, é fantástico, e o banco de passageiros ficou impressionantemente sólido. –Diz recuperando o tom normal, por dentro agradecia o “salvamento”.


-Posso ver? –Artemis pergunta e Melissa acena que sim. –Não qualquer tipo de ligação com o carro, nada que o prenda. Em caso de batida o que aconteceria? –Artemis pergunta curioso, voltando-se para Hermione.


-Nada. O banco é magicamente firme, portanto se comportaria como qualquer banco normal. –Hermione responde de modo simples. –O mais importante no carro, no entanto, são os ajustes que a Mel fez. Ela te mostrou, não é Butler?


-Sim, é um acerto incrivelmente preciso. –Admite, indo para trás de onde estavam. Harry acabara de por a mala de Holly no porta-malas.


-Hermione também fez ótimos acertos mecânicos no Scorpion dela. –Melissa completa querendo dividir o mérito.


-Também entende de mecânica, Hermione? –Butler pergunta satisfatoriamente surpreso.


-Sim, mas não tanto quanto a Mel. –Hermione diz sem jeito.


-Em compensação pilota melhor que eu. Talvez um dia possamos fazer uma exibição. –Apesar de falar com todos, Melissa direcionava um olhar especial a Butler.


-Isso seria divertido, adoraria participar também. –Holly diz ficando empolgada.


-Não sei se terá a mesma opinião depois dessa viagem. –Harry fala com uma careta.


-Falando em viagem, é melhor irmos, amanhã teremos um dia cheio. –Hermione diz e todos concordam, despedindo-se brevemente.


************************************************************


-Isso é pra caso de emergência. –Harry diz a Holly, entregando-lhe um saco de papel, os dois já estavam acomodados no carro e com seus cintos de segurança devidamente postos.


-Não tenho problemas com velocidade. –Holly aceita o saco, porém fala rindo, apreciando o modo como rapidamente ganhavam velocidade. –Qual a velocidade máxima que ele atinge.


-Este aqui, cerca de 350 km/h, mas não se preocupe que eu jamais faria algo para machucar meu bebê. –Melissa responde com um sorriso, enquanto o carro rasgava a reta a 300 km/h, se preparando para uma curva.


Uma mudança de marcha, uma combinação de embreagem, acelerador e freio e o perfeito drift faz o carro sair da curva a 294 km/h. Harry engolira em seco, as mãos se agarrando ao banco, Holly parecia mais composta, mas ficara pálida e com os olhos arregalados.


-Se acha que isso é ruim, espere até ter outro carro na curva. –Harry sussurra a Holly, que engole em seco.


-Apenas ouçam a música e relaxem. –Hermione diz de modo divertido, ligando o som onde uma batida suave de blues e a voz grave do cantor logo se destacaram.


**************************************************************


Após hesitar por um instante, Melissa toma coragem e bate na porta do quarto de Holly, que logo dá permissão para entrar. Ao abrir a porta, Melissa logo percebe que a elfa deixara a mala pronta a um canto, como se estivesse pronta para partir a qualquer momento, o uniforme organizado e acessível, porém, em contraste com a praticidade, viu Holly com os cabelos cuidadosamente penteados, trajando uma belíssima camisola de tom róseo e brilhoso, era mais bonito e parecia mais delicado que seda.


-Uau! Isso pra matar o Harry, caso a veja? –Melissa brinca fazendo Holly rir.


-Muito diferente do uniforme, não é? –Diz sorrindo relaxada.


-Muito feminino e sexy, mas não se preocupe que o Harry não é de reparar muito, o menino além de hiper tímido é incrivelmente desligado. –Melissa diz com uma careta.


-Acha isso ruim? –Holly pergunta desconfiada, não esperava que ela pudesse estar interessada em Harry.


-Não por minha causa, mas pela Mione. Você vendo os dois por esses dias, vai entender o que quero dizer. –Fala com ar desolado.


-E isso é o motivo que a traz aqui? –Pergunta curiosa.


-Não, apesar de ser afim. –Melissa assumira um tom malicioso. –Não sei qual o seu nível de relacionamento com Artemis e Butler, mas por acaso sabe se aquele pedaço de mau caminho está solteiro? –Pergunta torcendo para a resposta ser sim.


-O Butler? Está interessada nele? –Holly pergunta quase sem acreditar.


-Claro! Ele além de estar em uma forma incrível tem aquele jeito todo sério e bravo, suuuuper sexy. –Melissa confidencia suspirando.


-No início ele só parecia um gigante amedrontador, alguém extremamente perigoso, mas com o tempo fui vendo que ele tem um lado muito doce. E, pelo que eu saiba, não tem ninguém, mas teria que confirmar com Artemis. –Holly responde segurando o riso, era difícil imaginar alguém sentindo-se daquele jeito por Butler.


-Ele não é tão mais alto que eu, deve ter dois metros e eu tenho quase 1,80m sem salto. –Melissa diz de modo tranqüilo. –Quanto ao lado doce, eu não posso dizer muito, mas hoje parecia um coelhinho assustado quando eu investi, por isso pensei que pudesse ter alguém.


-Você tentou algo hoje? Foi naquela hora que esteve mostrando o carro? –Melissa apenas confirma com um aceno. –Certo, me conte tudo. –Holly pede transbordando de curiosidade.


***********************************************************


Holly dormia tranquilamente, quando um som alto a desperta, possuía sono leve e tinha certeza de ter escutado algo. Pouco depois novamente um som, um grito alto, a voz era masculina e por isso rapidamente se levantou, saindo de seu quarto e indo até o de Harry. Abriu a porta lentamente, Harry se debatia na cama, murmurando coisas confusas, as palavras “não”, “mortos” e “culpa” eram repetidas várias vezes.


-Harry, acorde! –Holly diz se aproximando, tocando a testa dele.


Por reflexo e instinto, Harry se ergue muito rápido, sua mão segurando Holly pelo pescoço e a erguendo em um aperto. Ela se debateu, tentando apoiar o pé na cama.


-Harry, sou eu, Holly! –Diz fazendo esforço, mal conseguia respirar.


Harry a soltou, tateando em volta em busca de seus óculos. Ao colocá-lo demorou alguns instantes para conseguir vê-la no escuro. Holly tinha a mão no pescoço e tentava voltar a respirar normalmente.


-Me desculpe, eu sinto muito. Estava tendo um pesadelo e não enxergo sem os óculos. –Harry se desculpa totalmente sem jeito.


-Não se desculpe, é bom saber que tem bons reflexos, que não baixa a guarda nem dormindo. –Holly diz já sentindo-se melhor. –Estava tendo pesadelos com a guerra? –Pergunta com cautela, não queria ser intrusiva.


-Sim. Perdi muitas pessoas que amava, que foram importantes na minha vida de alguma forma, e por mais que eu me esforce para não pensar nisso, é difícil evitar concluir que se eu não tivesse agido errado em algumas ocasiões ou se tivesse sido mais firme ou mais atuante, mais competente, vários deles ainda estariam vivos. –Harry diz cabisbaixo, o olhar perdido em lugar algum.


-Não diga isso. Muitos heróis cultuados pelo meu povo ou o seu não fizeram metade do que você fez e aqueles com feitos tão grandes quanto tinham muito mais idade e experiência. –Holly diz de modo suave, tocando levemente a mão dele e pressionando. –Na verdade, me pergunto como alguém que passou por tudo que você passou, pode ser assim... –Diz examinando o tronco nu, marcado por músculos firmes e definidos, passando para o rosto delicado e que revelava as emoções conflituosas que ele sentia – Você tem corpo de homem e rosto de menino, do mesmo jeito que tem o espírito de um guerreiro muito experiente e o coração puro e virtuoso de uma criança.


-Acho que esse era o segredo da profecia. –Harry responde sorrindo um pouco sem jeito, erguendo os olhos para fitá-la. –Tom Riddle e eu tivemos infâncias muito parecidas, ambos órfãos, mal-tratados e que pouco sabiam de seus pais. Ele ainda possuía a vantagem de seus inimigos também serem órfãos de sua idade, o que permitia a ele, discretamente, se vingar, enquanto se eu tentasse revidar levaria uma pancada ou seria prontamente e severamente castigado. Se bem que talvez isso tenha o feito ser mais vingativo e escuso, enquanto eu apenas era revoltado... De toda forma a grande diferença vem do nosso destino em Hogwarts, Tom foi para a Sonserina, que na época era ainda mais elitista e preconceituosa do que na minha época, ele teve que criar um personagem para poder se inserir e de tanto interpretá-lo, acabou se transformando nele. Eu já tive mais sorte, fui para a Grifinória, casa da coragem e lealdade, onde pude conviver com Rony e Hermione, não só meus amigos, como meus pilares, foram os dois que me mantiveram honesto, crente, me ancoraram ao lado certo. Principalmente Hermione, a única que sempre acreditou em mim, sempre esteve ao meu lado, mesmo quando a única perspectiva para o dia seguinte era de que fosse mais sombrio e perigoso que o anterior. –Harry sorriu e ela o acompanhou. –Uma vez ela, que não é chegada a altura, montou em um animal que não podia ver e que voava absurdamente rápido, para fugirmos da escola para invadir o ministério da magia e resgatar Sirius, mesmo tendo ela me dito que aquilo era uma armadilha. Ela me seguiu para um lugar perigoso e que sabia estar cheio de comensais, tínhamos apenas quinze anos.


-Ela é mesmo muito importante pra você, não é? –Holly diz impressionada com aquele tipo de relação.


-Tanto quanto você é pro Artemis. –Holly fez menção de negar, mas Harry a interrompe. –Assim como Hermione, você foi como o sol, surgindo devagar, tentando clarear a escuridão da fria noite que era nossas vidas, lentamente vencendo a penumbra, dissipando as nuvens, até estar altivo no céu, iluminando nossos caminhos, trazendo calor e vida a nossa existência. Artemis e eu somos apenas como planetas orbitando em torno das grandiosas estrelas que vocês são. –Harry não falava apenas com palavras, como também com os olhos. Os orbes verdes brilhavam úmidos, sinceros e profundos.


-Está superestimando a mim e subestimando o Artemis. –Holly diz com a voz um tanto embargada. –Acho melhor voltar a dormir, creio que sua mente já esteja mais leve.


-Sim. Obrigado por me ouvir. –Harry agradece erguendo a mão dela e beijando suavemente. –Boa noite.


-Boa noite! –Holly deseja a ele, bagunçando seu cabelo e depois saltando da cama. Saindo do quarto sem olhar para trás e indo direto ao seu, onde se atira na cama, deixando de segurar as lágrimas. –O que você tem que encanta a todos, Hermione? –Se pergunta pensando não apenas no jeito do Harry falar dela como também no modo como Artemis parecia admirá-la e como Melissa a defendera após o teste. Suspirou desanimada, fitando o teto. –Ela é um sol quente e forte iluminando um dia de verão, enquanto eu sou apenas uma lua fracamente iluminando uma noite invernal.


***********************************************************



N/A: Olá! Não era para att essa fic agora, mas bateu uma súbita inspiração e resolvi escrevê-la, terminando o capítulo após refletir sobre esse final a caminho da faculdade.


N/A²: Então, nesse capítulo tivemos a conclusão sobre o porque Opala Koboi quer a pesquisa da Mel e também a explicação entre os diferentes tipos de magia. No próximo capítulo, mais detalhes sobre a pesquisa e Opala agindo.


N/A³: Falando da parte romântica da fic, temos uma Holly cada vez mais inconsolável, um Harry parvo toda vida (afinal quem dia que uma garota é seu Sol e só a quer como amiga?) e a tigresa Melissa encurralando o coelhinho Butler. Para vocês, que casal desenrola mais rápido e qual o mais legal de ver?


Baby Jones: Holly com ciúmes por enquanto está fofa, mas eu acho que mais pra frente não vai estar tão fofa assim né rsrsrsrs. Realmente Melissa é uma tia muito legal, mas não é a única gente boa da família da Mione, acho que daqui dois capítulos veremos mais deles. Também amo carros, por isso não poderia escolher qualquer coisa pras duas personagens, muita velocidade e belas formas. Curiosidade, porque gostou dele morcego? A pontualidade foi britânica sim, eles chegaram às cinco em ponto, só que quando o Harry olhou o relógio, toda aquela conversa tomou uns minutos.


Ana Rita: Eles são uma equipe perfeita, assim como Artemis e Holly, agora eles entenderem que são perfeitos já são outros quinhentos. Não sei se já leu algum dos livros do Arty, mas tenho certeza de que quando ler vai gostar. Quanto ao Rony, ele aparece no próximo capítulo. Hermione devia dar mais ouvidos aos conselhos da Mel, mas ainda vai demorar pra isso acontecer.


Respondendo as suas perguntas: Holly tem sim orelhas pontudas, é uma fada, mas as asas são do uniforme e não dela mesma.


James V Potter: Que bom que gostou da demonstração, foi só pra esquentar. Quanto ao casal, isso ainda ta frioooooooooo. Já terminou de ler os livros?


Guto: O teste não dava pra ser mais difícil, foi armado em pouco tempo e já era até bem mortal, de todo jeito vai ter ação conjunta no próximo capítulo. Então, como já te expliquei a Holly não é ruiva e quanto ao Arty, ele não abaixou a cabeça só ignorou pra evitar brigas desnecessárias e também fazer um bonitinho pra Holly, claro.


Anderson potter: Fizeram em dez minutos certinhos. Não foi um protego não, foi um círculo mágico e o outro foi um raio, um feitiço elementar, criação minha RS RS RS.


Andressa Araujo: Que bom que gostou, espero que continue acompanhando e comentando.


Danny Evans: A Mel não gosta do namoro da Hermione com o Rony e é da teoria de que a Mione está na idade de se divertir, mas é claro que a torcida especial é toda pro Harry e acho que depois desse cap nem precisa perguntar o porque né. Eu não diria que dará tanta confusão assim, mas ela ficar na casa do Harry vai permitir que ela conheça melhor o Harry e a Mione, quanto ao carro é um espetáculo mesmo rsrsrsrs.


Próxima Atualização: Herdeiros das Trevas e Alvorecer

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.