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93. Pimenta nos olhos


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 93


 


Pimenta nos olhos


 


 


Suas esperanças estavam se esvaindo quando ele desceu as alças do sutiã exageradamente plumado, e parou, espirando quando as plumas o incomodaram. Por um amargo segundo ela pensou que Rony merecia fazer isso. transar com Mary e saber no dia seguinte que foi enganado novamente!


Ele bem que merecia, uma vez que não notava diferença entre uma e outra!


Petrificada de ódio, ela notou quando ele sentou na cama, e ela veio atrás, mas ele segurou suas mãos. Era agora, pensou. Agora que notaria!


-Hermione... – ele estava em duvida, mas tinha que falar.


-O que foi meu amor? – ela acariciou seu perto, sua barriga e desceu as mãos para suas coxas firmes. Ele fechou os olhos, mas quando os abriu novamente foi para beijá-la profundamente.


-Se importaria de tirar essa coisa? – ele apontou as plumas, incomodado com isso.


-É claro que não! – havia decepção na voz dele e ele sentiu-se péssimo.


-Esse perfume que esta usando...é...você colocou dois perfumes não foi? Um sobre o  outro? – ela concordou sorrindo e ele maneou a cabeça – Tem um cheiro doce que me enjoa. Não leve a mal, estou adorando a surpresa que tinha me prometido, mas esse perfume me lembra...


-O que ele te lembra, amor? – ela ficou na expectativa, achando obviamente que lembrava as vezes em que estivera em seus braços.


-...me lembra os anos que tive que agüentar o perfume enjoativo de Mary  -ele confessou.


Aquela Hermione ficou estática, os lábios cor de rosa separados, magoado. Mas ele não notou.


-Poderia tirar esse cheiro? Poderíamos tomar um longo banho juntos – ele sugeriu para não magoá-la visto que aquele cenário todo era só para ele.


-Eu...prefiro fazer isso sozinha – ela disse segurando as lágrimas, mas ele não percebeu afinal, Hermione não ficaria chateada por ele não gostar de Mary. Bem pelo contrario!


Sentindo-se um crápula por magoá-la, reclamando da surpresa, ele observou –a praticamente correr para o lavabo, fechando a porta atrás de si. Em segundos, ele ouviu o som do chuveiro e ficou aliviado.


Nesse momento, Hermione pensou em contar tudo e se revelar, mas ele levantou, e começou a arrumar o cabelo no espelho, assoviando, e medindo o nível de suor que lhe trazia um aroma forte e desagradável. Tentado a se perfumar, ele desistiu, afinal, ela não dissera nada sobre não gostar do seu cheiro natural.


Hermione sorriu esquecida da raiva. Ele queria tanto aquela noite! Mary merecia uma lição, era verdade, mas talvez, outro tipo de lição.


Andando na surdina, protegida por feitiços de confusão de ambiente, ela notou quando ele olhou em volta, talvez sentindo sua presença, e sorriu decidida. Próxima a porta, ela sussurrou:


-tranca-tranca – e a seguir – silenciari voz!


Não ouviriam nada que viesse do banheiro, mas quem estivesse lá dentro ouviria tudo que acontecesse ali dentro, pensou atrevida.


Ele terminou de conferir como estava e voltou para a cama, olhando para a porta com expectativa. Sentia falta do corpo quente ao seu lado, e a cama parecia muito grande só para ele. Esparramado, ele jogou um braço para trás da cabeça e descansou um das mãos sobre o umbigo sexy.


Ele não tinha idéia de como era sexy. A pele era clara, de quem quase não pega sol, porém ele pegava muito sol, apenas não bronzeava com facilidade. Pele lisa, sem manchas, pele grossa e com pelos ruivos nos braços, pernas, e abdômen.


Nu, era uma imagem irresistível. O peito era másculo, com músculos, sem exageros, os ombros muito largos e os bíceps tentadores. Tinha uma trilha de pêlos claros que desciam de seu umbigo em direção a suas coxas, recobrindo sua virilha e descansando em sua masculinidade. Alias, naquele momento, ele estava a meio caminho e ela admirou o efeito que tinha sobre ele. Pois  continuava excitado mesmo estando longe a tantos minutos.


Decidindo que tinha urgência em se unir a ele, visto que seu corpo estava tenso e olhar já não era o bastante, ela saiu do quarto. Pela porta aberta, apagou a luz e com a varinha fez todas as velas do quarto se ascenderem.


Ele levou um susto e se moveu procurando pela própria varinha, mas parou ao ver um par de saltos negros, e de pernas cobertas pelo couro adentrar pela porta aberta. Seu olhar subiu para as coxas lisas adornadas por uma liga, e decidiu que mesmo que morresse atacado por uma cruel comensal, ainda assim morreria feliz com aquela visão!


Seu olhar correu diretamente para o rosto da invasora e seu sorriso malicioso diante de sue olhar foi fogo puro derramado em suas veias.


Com um braço erguido contra o batente da porta, ela exibia o belo corpo em nada menos do que nada. Era um corpete de couro negro, que moldava seus seios, e estes o sustentavam sozinhos, como se um fizesse parte do outro. Cobria até a cintura, onde uma tirinha muito fina e frágil mantinha o triângulo mínimo de rendas cobrindo sua intimidade.


Os cabelos ganharam grande atenção dele, pois estavam soltos e arrumados de modo a parecerem selvagens.  Ela toda estava selvagem.


Andando lentamente em sua direção, Hermione parou para que ele apreciasse a verdadeira surpresa. Assim, a luz de velas, o quarto estava com uma luz amarelada, que lembrava sombras sobre a pele dela e aumentava o nó na garganta de Rony.


Mesmo que apenas pudesse observar, já seria um homem feliz.


Feliz e completamente esquecido que ela deveria estar no banheiro.


-Hermione...?


-Hum...não. não me chame assim – ela pediu sorrindo, ao lembrar que não queria que Mary achasse que era ela que estava com ele.  – Sem nomes.


-Sem nomes?  -ele falou para si mesmo, a boca aberta e francamente com a cara no chão.


-Sem nomes – ela suspirou,  começando a esquecer de Mary.


Mary, que terminado seu banho, dispensou a toalha e andou nua para a porta. Aquela vadia da Hermione tinha um corpo medíocre, pensou consigo. Lixo, comparado com o dela.


Confiante, girou o trinco e nada. Trancado? Sua duvida durou um segundo até ouvir vozes baixas, era voz de mulher.


Oh, não!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Chocada ela chegou a inevitável conclusão que a piranha que vinha dormindo com seu marido estivera no apartamento todo o tempo esperando o momento de pega-la.


Não! Não! Não! Não!não!


Desesperada, começou a bater na porta e gritar desesperadamente!


Mas ninguém ouvia. E ninguém queria ouvir.


 


Hermione esperou que ele se mexesse, mas Rony estava congelado no lugar, olhando para ela como se olha para um suculento bife após dias de jejum. Então, só restava a ela a iniciativa.


Bem lentamente, ela andou pelo quarto, pensando com lamento sobre não ter comprado o chicote.  A essa hora, ele estaria salivando, pensou! Um pequeno riso escapou de seus lábios a esse pensamento, e ele sorriu, deitando na cama, num mudo convite para que se juntasse a ele.


Ela maneou a cabeça e estendeu uma mão em sua direção, chamando –o com o dedo.


Rony levantou-se da cama, olhando cada pedacinho de seu corpo e se pergunta se ela tinha idéia do que sentia. Do efeito disso sobre ele. Sua Hermione armando toda uma cena dessas apenas para dizer o quanto o amava. Era demais para ele. Demais para qualquer homem que admitisse estar apaixonado e assumisse esse sentimento.


Por alguma razão, ela foi se afastando passo a passo, até estar cm as costas contra a porta do banheiro. As maios pequenas puxaram um dos lados da calcinha, soltando o nó que a mantinha segura, e ela caiu por suas coxas diretamente para o chão e não precisava ser um gênio para saber o que ela esperava.


Tudo isso era para ele. Sem falsa modéstia, tudo isso era só para ele!!!!!!!!!!!!!!


Estarrecido com a própria sorte, ele grudou o corpo no dela,aproveitando sua entrega e oferecimento. Era um cara esperto, nunca recusava um presente quando vinha de tão boa vontade até suas mãos!


Ela dobrou a perna sobre a sua, e Rony correu uma das mãos pelo couro macio da bota, seguindo por suas pernas, até encontrar a coxa macia e arrepiada, seguindo os dedos pelo quadril, enquanto sua boca devorava o pescoço, descendo um caminho de beijos molhados até o vale entre seus seios, deliciando-se com o perfume cítrico e impregnante e o volume realçado pelo corpete apertado.


Gemendo, Hermione ofereceu o corpo, descendo as mãos em direção a ereção que apertada contra seu ventre, empurrando-o para trás, e o guindo para si. Rony segurou suas nadegas, puxando-a para cima, e penetrando-a profundamente.


Sem tempo para pausas, longo, rijo e quente. Inteiro e profundamente enterrado até onde alcançava.


Hermione gritou, recebendo-o muito molhada e excitada.


Os movimentos eram fortes e rápidos, e Hermione sentiu as costas raspando contra a parede da porta, gemendo muito e mordendo -se de prazer. Era tão bom senti-lo em seu corpo e saber que era a responsável por sua expressão de desejo e ardor.


Empurrando o corpo para frente, ela o enlaçou com os braços, ajudando na penetração com movimentos desordenados e urgentes, sentindo aquela fogueira crescer em seu ventre.


Rony gemeu muito forte em seu ouvido, e ela capturou seus lábios para um beijo alucinado, segurando seu rosto com força e mantendo-os tão agarrados quando era possível dois seres humanos estarem.


 


Do outro lado da porta, os olhos de Mary estava arregalados, e havia escorregado para o chão, ouvindo os gritos e gemidos  e sabendo que contra aquela porta uma traição se dava.


Aquela mulher desconhecida havia sido mais esperta que ela e deleitava-se com o homem que escolhera para passar todos os dias de sua vida! Seu Rony! Seu! Lágrimas grossas corriam em sua face quando ela batia e chutava a porta, querendo que eles parasse, mas nada acontecia.


 


 


 


Rony agarrou-a com força, tirando-se de contra a porta e carregando-a para a cama. Hermione nem pensou em protestar, afinal aquilo tudo era para ele e por ele!


Em poucos passos, a colocou sobre a cama e saiu do seu corpo, ajudando-a a virar-se de costas e ficar de quatro. Ela gemeu quando entendeu o que ele queria e engatinhou na cama, apreciando seu resmungo de satisfação diante daquela imagem impressionante.


Agarrando as grades da cama, ela ficou de costas, olhando por sobre o ombro e piscando para Rony.


Ele apressou-se a posicionar-se atrás e ela, e penetrá-la novamente, mordendo seu pescoço alvo e colocando uma das mãos por dentro do corpete , agarrando o seio túrgido.


-Eu te amo – ele disse, fechando os olhos fortemente, o corpo sendo sacudido por tremores de prazer – não existe outra como você...eu te amo. Eu  te amo... –ele repetiu sem parar, enquanto o prazer o batia e derrotava.


Hermione se forçou contra ele mais algumas vezes, quando notou que ele estava perdido no próprio prazer, e sentiu o seu abatê-la sem dó.


Ela segurou firme a grade, os joelhos fraquejando e ele segurou sobre suas palmas, soltando os dedos delicados, e ajudando-a a se mover. Os dois estavam unidos ainda, e ele a fez deitar de lado, continuando os movimentos, mais suave, agora que ambos haviam gozado.


Desamarrou o corpete, soltando os colchetes que o seguravam, enquanto continuava o movimento leve e doce. Os gemidos haviam diminuído, e Hermione apenas buscava o ar com força, sentindo o desejo se erguer enquanto tocava suas coxas, estendendo as mãos para trás e beijava-o.


Rony rolava um dedo sobre seu clitóris, garantindo que estivesse com ele naquele enlevo de amor. Ela teve um espasmo antes de orgasmo e soltou os lábios dos dele, mordendo o travesseiros, enquanto sentia o prazer dele jorrar dentro dela.


Um desejo mais calmo, um orgasmo mais suave. Mais que paixão, era amor.


-Eu te amo – ele tornou a repetir acariciando seus cabelos e correndo os dedos por suas costas e quadril – Sabe disso, não sabe?


-Hum-hum – ela respondeu baqueada ainda.


-Her...


-Shiiiiiiiii – ela disse antes que falasse seu nome – Preciso ir agora, Rony – disse suave, se mexendo até estar de frente para ele.


-Porque não fica? – perguntou angustiado de ser assim todas as noites.


-Porque eu quero você só para mim – ela respondeu baixo, beijando-o e sorrindo – Não percebeu o quanto eu te amo?


-Tive uma pista  -ele abriu seu melhor sorriso acariciando sua perna e olhando paras as elas de couro.


-Amanhã você me conta o que achou. – ela juntou coragem para deixá-lo e ir para casa dormir sozinha, e achou ao lembrar de algo. – e pensa em um modo de me retribuir.


Notou, enquanto se vestia, que os olhos azuis brilharam intensamente diante dessa proposta. Tanto, que vestida, ela se curvou para beijá-lo uma ultima vez e sussurrou em seu ouvido:


-Tem uma surpresinha para você no banheiro.


Antes que ele respondesse, ela havia partido. Ido embora, e ele esqueceu de tudo, se acomodando nos lençóis macios e amarrotas. Hermione havia deixado seu perfume por toda a cama e ele adormeceu impregnado em sua presença.


 


 


No banheiro, Mary chorava desesperadamente.


 

*************

Autora: Josy, me atrasei, mas está aí o cap.
Mi, vou te responder mesmo estando off, ok?
Raissa, gostou?
Demais caros leitores, espero que tenham curtido, eu amei esse cap!
Bjs

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