- Tudo bem, Mione? - Harry enrugou a testa, preocupado. Aproximou-se e levantou seu rosto, colocando levemente a ponta de seus dedos no queixo da garota.
Ela encarou aqueles olhos exageradamente verdes e sorriu.
- Bem.
- Sabe do que eu me lembro quando te vejo chorando, Mione? - ele perguntou baixinho.
- Hm. - ela sorriu de canto.
- Do primeiro ano. Trasgo. Banheiro das meninas. Lembra?
- Droga, lembro sim - ela riu e enxugou as lágrimas. - Caramba, como eu era chata.
- Muito.
A garota deu a língua e bateu de leve no ombro do amigo. Ambos sorriram e chamaram Rony, que quase dormia em cima de um pergaminho qualquer.
- Rony. Aula - Harry disse simplesmente e fez um rápido cafuné em cima da cabeça de Bichento.
- Ai. Pelas Barbas de Merlim - a garota arregalou os olhos e colocou a mão sobre a boca. - Não não não não - falou com a voz abafada, por trás da mão.
- O que houve? - resmungou Rony, se levantando e aindo até a passagem.
- Aula com Snape.
Rony e Harry trocaram olhares significativos.
- Você nunca reclamou de aulas.
- Mas... Concordemos - a voz de Hermione ficou embriagada. - Snape é... Chato.
- Chato sou eu. Aquilo é... Um trasgo - Rony falou baixinho e ambos riram. Hermione forçou uma risada.
- He... É.
- Ah não não não! - fora a vez de Rony resmungar.
- Qual o problema? - perguntou Harry, não escondendo o riso.
- Ele vai entregar os testes. Meeerda.
- Olha a boca, Ronald! - Hermione resmungou e empinou o nariz, anciosa mais do que nunca por chegar naquela sala.
- O quê? Um T? Ele que é um T! - Rony arregalou os olhos e encostou a testa em cima da mesa. - Estou ferrado.
- Ah não não não - fora a vez de Harry. - Um T. Também.
- Será que vocês podem calar a boca? - Hermione perguntou séria, e corou de leve quando Snape passara por sua carteira e jogara - literalmente - seu teste sobre a mesma.
Não falara um A sequer, e simplesmente apressou o passo para sair de perto da mesma. A garota, por sua vez, suspirou fundo a fim de ter o cheiro dele maior possível em seus pulmões. Seu perfume completamente simples e torturante era completamente gostoso. E o barulho de sua capa preta esvoaçando em seus ouvidos era como seu rosto: um co...
- Hei. - Harry estralou os dedos na frente da amiga.
- Ah. Ah não, quanto eu tirei? - Hermione arrancou seu pergaminho das mãos de Rony.
- Mais que eu - Rony resmungou com sua voz fina de sempre e voltou a afundar seu rosto na carteira.
- Que óbvio que é mais que você, Rony. - Harry riu e deu um leve tapa na cabeça do amigo.
- Mas o quê? Eu... Ah... Droga... - resmungou e dobrou em quatro o pergaminho.
- Silêncio. E tenho um simples aviso: Como sabem, este teste foi apenas uma prova de quem realmente é bom. Fama, como sabem, não é tudo. Além disso - olhou diretamente para Harry nesta hora. Seu tom de voz estava completamente enojado - Não aceito notas ruins, principalmente T's nos NOM's. Notas menores que O perderam 5 pontos, cada, em sua respectiva casa. E principalmente notas Trasgo, perderam exatamente 70 pontos. É lamentável.
Pode-se ouvir risinhos abafados de Malfoy e seu grupo no outro canto da sala. Rony fizera gesto obsceno para o mesmo.
- Wesley, detenção. Nada de gesticulações trouxas aqui. Principalmente em minha aula. E abram logo esses livros na página 398.