CAPITULO 91
Ferro e fogo
Rony gritou quando êxtase o apanhou. Não queria gozar ainda, mas ela estava levando-o a loucura, nada disposta a solta-lo e sem força vontade suficiente, ele se deixou conduzir por sua boca cálida e por seus movimentos rítmicos.
Ela lambeu os lábios, sorrindo vitoriosa.
Não que esperasse segura-lo com sexo, mas não custava dar-lhe um incentivo a mais depois de uma noite de manipulações ao lado de Mary.
-tenho que ir agora, amor -ela disse baixo, analisando sua expressão de contentamento.
-Nem pensar -ele reclamou, abrindo os olhos azuis letárgicos e baqueados pelo recente prazer – quero fazer amor com você.
Ela sentiu-se amolecida. Era tão fácil derreter-se em seus braços.
-Vou perder a hora no jornal – ela disse doce, beijando seu rosto, seu queixo e seu pomo de adão. – Além disso quero que tenha no que pensar enquanto não estivermos juntos.
-É mesmo? –ele sorriu apesar da decepção de não poder terminar o que começaram – Quer me torturar?
-Mais um menos isso -ela riu, descansando a cabeça em seu peito e deixando que ele acariciasse suas costas, seus cabelos, seu rosto – Pense, a tortura é minha também.
-Nos veremos na hora do almoço? – ele perguntou quase convencido que seu plano era interessante. Aumentava sua libido, e ele estava ficando excitado novamente.
-Gina me chamou para almoçar com ela – fez careta, ao negar-lhe pequeno prazer – Acho que ela precisa desabafar.
-Não se prenda muito nos problemas dela – ele orientou – Pense só em mim.
-Uau, quanto egoísmo, Sr.Wesley! -ela deu-lhe um tapinha no ombro, sorrindo.
-Não é egoísmo querer que tenha olhos apenas para mim. que pense apenas em mim. Que passe o dia todo se remexendo na cadeira, querendo o meu corpo dentro do seu...- ele deslizou uma mão pelo seu quadril, e ela afastou-a antes que chegasse ao destino, arfando diante da sugestão.
-Vou dar atenção a minha amiga. E você, cuide do seu trabalho. Elabore uma aula bem simples, sim?
-Porquê? – ele olhou-a intrigado, pois geralmente ela adorava as aulas puxadas e as correrias dos treinos.
-Porque não quero gastar todas as minhas forças naquela sala de treinamento. Tenho planos para nós dois, Ronald Wesley.
-Planos? -ele pode sentir a boca secar de antecedência, diante daquele olhar que sempre o deixava na miséria, desde o tempo que namoravam escondido nos acampamentos.
-Esteja pronto para mim, amor. Beba muito liquido, e coma muito bem. Quero você inteirinho a minha disposição. – disse beijando seus lábios e se afastando quando ele tentou alcançá-la.
Ela riu quando desapareceu para o banheiro para terminar de se arrumar. Rony ficou sorrindo, sentindo o corpo doendo em uma ereção não resolvida. Hermione era uma mulher muito tinhosa! Se queria deixá-lo em suas mãos, estava conseguindo!
E mesmo pensando no quanto era bom o sexo, e em quanto adorava suas provocações, teve que admitir que nada era mais gostoso do que companhia intransigente, exigente e inteligente. Ela o motivava.
O tirava da mesmice, e o colocava em uma roda gigante todas as vezes em que se encontravam, mesmo que apenas trocasse um olhar, sem toques, ele sentia aquele revirar no estomago, e aquele ar frio subindo sua espinha.
Hermione Granger colocava sua vida de cabeça para baixo, e ele adorava cada minuto disso!
-Oh, Merlin! O que foi que eu fiz!!!!!!!!!
Gina gritou correndo em direção a pessoa atingida. Graças a precisão de Dobby, ao conjurar um colchão, Harry caíra sobre o chão sem bater nenhuma parte do corpo, depois de ser atingido pelo forte feitiço dela.
Acudindo-o, ela conferiu se estava bem, e quando olhou em seus olhos, ela soube que ele estava furioso. E com razão. Poderia ter causado uma desgraça, visto que ele caiu perto da escada. E se houvesse rolado escada abaixo? Merlin, ela era uma inconseqüente!
-Mestre precisa de ajuda – Dobby disse alcançando seu graveto,que era sua varinha.
-Não, Dobby – ele recusou, levantando-se – Estou bem. Pode ir.
Normalmente não era tão seco, mas Dobby sabiamente olhou de um para o outro e soube que era melhor não se importar com isso. sozinhos, Harry desapareceu com o colchão e olhou para ela com cobrança.
-Harry... – ficou sem palavras.
-Jurou que tinha passado -ele disse entre dentes – que estava melhor! Foi só por isso que esmoreci! Porque olhou nos meus olhos e disse que estava bem! -ele elevou a voz, deixando claro que sua paciência chegara ao limite.
-Eu...eu...não...- ela olhou para o chão, sentindo a garganta engasgar.
-Qual o problema de dividir seus problemas comigo? Qual o problema que eu saiba que não está bem?! – ele ficou exasperado.
-Harry, tente entender – ela não teve coragem de olhar em seus olhos – Eu...você me deu a vida dos meus sonhos, ao seu lado. E eu...- sem poder dizer tudo que sentia, ela virou-se e andou apressada pelo corredor, querendo desaparecer da face da terra.
-Espere! –ele segurou seu braço no meio do caminho e a fez olhar para ele. – Não posso entender o que me não me explica!
-Ao seu lado tenho uma vida tão feliz...como posso incomodá-lo com problemas da minha cabeça, quando me aceitou, aceitou minha filha e ainda me faz tão feliz? Como?
Harry soltou-a ao ouvir isso, olhando para suas lagrimas com um aperto no coração. Isso se chamava gratidão e não amor. Gina lhe tinha gratidão.
Apenas e tão somente gratidão.
Derrotado, ele baixou a cabeça, e se afastou.
-Harry... –ela chamou-o, mas parou ao ouvir um choro forte.
Ele também parou. Um olhou para outro, pois certas coisas passavam por cima de qualquer problema entre eles. Fely não chorava alto. Ela raramente chorava com som. Era muitas vezes apenas ruídos.
Dessa vez porem era um choro forte, um choro com som definido. O medico havia jurado que as poções fariam efeito, levaria muito tempo, mas eles começariam a notar a diferença.
Gina correu para o quarto, e ele a seguiu, ambos encontrando a pequena acordada no berço, aos prantos.
-Oh, meu amor, a mamãe está aqui -ela apanhou a filha com mãos tremulas. – Shiiii, não precisa chorar -ela sorriu, sentindo a lágrimas que antes eram de tristeza, virarem lagrimas de alegria.
Isso não era nada, talvez não quisesse dizer nada, mas havia acendido a esperança novamente em seu coração de mãe. Ela olhou para Harry entre as lagrimas e notou que ele havia desviado o olhar delas.
Conseguirá feri-lo, pensou. Tudo o que mais temia acontecera. Magoar o seu Harry. O homem que iluminava sua vida, e a fazia a mulher mais incrivelmente feliz do mundo.
Dividida entre tantas emoções conflitantes, ela não notou que Harry não prestava atenção nelas, discretamente afastando as cortinas do quarto, depois de um olhar para ver se ela prestava atenção, e olhava para a janela aberta.
As janelas estava enfeitiçadas para manterem-se sempre fechadas, a menos que fossem abertas por dentro. E Gina jamais deixaria a janela do quarto de Felicity aberta, a noite, com a brisa fria que entrava da noite.
Olhando novamente para sua pequena família, chegou a conclusão que algo estava errado.
E talvez, não fosse apenas imaginação de Gina.
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AUTORA:
Comecei outra fic, gente. Só vou postar quando estiver pronta, mas estou me dividindo entre as duas. Mal posso esperar para começar a postar!!!!