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3. Capítulo 3


Fic: Lembre-se!


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Denver, Colorado: Dois Anos Depois




A chuva de outubro batia no capacete de Harry Potter enquanto ele colocava o cinto de ferramentas no assento da caminhonete.



_ Chega por hoje, pessoal. Para casa. Não podemos fazer mais nada enquanto continuar essa chuva.



Os homens resmungaram, mas sabiam que o chefe tinha razão. Trabalhar com um tempo daqueles aumentava o risco de acidentes de trabalho, e nenhum deles queria ir parar numa cama de hospital.



Harry olhou para trás, para o edifício que construíam, e entrou na caminhonete. Ser patrão era diferente de ser capataz. Produzia outros tipos de dor de cabeça, eram precisos outros tipos de regras. Mas substituir o pai havia sido o que garantira sua sanidade mental.



Ligou o motor e começou a dar a ré, parando para olhar mais uma vez a construção que estava em sua fase final. Tudo parecia estar certo. Com um suspiro, engatou a primeira e saiu devagar até o leito da rua.


Os últimos vinte e quatro meses haviam sido de reabilitação, tanto para ele quanto para a empresa.



Mas, durante esse tempo, havia sido perseguido pela polícia, caluniado pela imprensa local e tratado como um assassino pela sociedade em geral, se bem que não houvessem descoberto nada que provasse isso.



Uma mulher desaparecera e alguém tinha que ser responsabilizado. O marido, neste caso, Harry, era a escolha óbvia. O fato de que a luz desaparecera de seu mundo não importava a ninguém a não ser a ele e a seus pais. A opinião pública o rotulara como o homem que cometera um crime perfeito. Ele se tornara amargo e, em boa parte, endurecido. De vez em quando sofria ao lembrar e se surpreendia pelo sofrimento reaparecer como se tudo houvesse acontecido naquele dia. Por mais que houvesse tentado continuar sua vida até que tudo se encerrasse de algum modo, isso nunca acontecera


Naquele momento, por exemplo, em que era forçado a pensar em algo mais além do trabalho, tinha medo de voltar para casa. Na verdade não se tratava mais de um lar; era apenas o lugar onde ele dormia. Fazia apenas alguns meses que seus pais haviam desistido de convencê-lo a mudar-se. Aquela pequena casa era o último lugar em que ele havia sido feliz. Era o último lugar onde vira Ginevra e ainda não se sentia capaz de romper aquela conexão.



Nos últimos dois anos perdera a conta das horas que passara indo ver cadáveres não identificados nos institutos médico-legais do Estado. Depois da terceira vez que fora chamado para fazer uma identificação, algo morrera dentro dele. Continuava a ir quando era chamado, porém cada vez com menor vigor. Era quase como se Ginevra Potter
Jamais houvesse existido. E se não fossem o pequeno álbum com fotografias do casamento e o vazio deixado pela ausência dela em seu coração, até mesmo ele teria duvidado.



Mais adiante, um caminhão de bombeiros passou pelo cruzamento a toda velocidade, com as sirenes ao máximo. Harry ficou olhando até que nada mais havia a não ser um fugidio reflexo vermelho no aguaceiro. Estremeceu. Era esquisito pensar em algo queimando sob aquele verdadeiro dilúvio, mas ninguém mais do que ele sabia que coisas estranhas aconteciam. Como pessoas desaparecendo sem deixar traço.



Alguns minutos depois entrou na rua onde morava. Quando viu a pequena casa seu peito se apertou. Era sempre assim e piorava tudo o fato de na semana anterior ter transcorrido o terceiro aniversário do casamento deles, data que fora relembrada por uma tevê local como o segundo ano do desaparecimento de Ginevra Potter. Era impossível para ele esquecer a impressão que a reportagem dera de que Harry Potter era um homem feliz e com uma próspera empresa de construções, enquanto o responsável pelo desaparecimento de sua esposa continuava impune. Ainda o culpavam. Aliás, não era novidade.



Entrou com o carro na rampa para a garagem e parou. Ficou sentado por alguns instantes, ouvindo a chuva bater no teto. Talvez tivessem razão: não fora capaz de proteger Ginevra. Se alguém devia ser culpado, era ele.



_ Que inferno! - resmungou e saiu do carro.



Quando chegou à porta estava ensopado. Abriu-a, com a mesma sensação de medo ao entrar.



A casa.



Estava sempre tão terrivelmente silenciosa!



No momento seguinte achava-se lá dentro, acendendo as luzes e ligando a televisão, na tentativa de acrescentar uma pretensa normalidade à sua existência. Jogou as chaves sobre o console do hall, depois olhou para o chão em busca da correspondência que em geral ali estava, enfiada por baixo da porta pelo carteiro.



Não havia nada.



Com a testa franzida, voltou-se e vu a pequena pilha de envelopes sobre a mesa. Mesmo sabendo que ele tinha uma faxineira, sua mãe de vez em quando ia até lá dar uma arrumação geral.



Sem pegar a correspondência, foi para a cozinha. Uma xícara de café bem quente seria eficaz para livrá-lo do frio que sentia nos ossos.



Enquanto colocava a cafeteira para funcionar, viu um prato e um garfo sujos dentro da pia e sorriu. Lilian Potter comera o último pedaço de torta de cereja. Que pena! Havia pensado nele várias vezes naquela tarde.



Sacudiu os ombros; um pedaço de torta era o que menos o preocupava. Enquanto esperava a água ferver, foi para o quarto. Talvez um chuveiro quente e roupas secas melhorassem seu ânimo. A televisão estava com o som muito alto quando passou pela sala de estar; foi pegar o controle remoto e nesse momento começou o noticiário local.



Repercussões do terremoto que sacudiu o sul da califórnia ontem a tarde ainda se fazem sentir. O transporte está difícil, dentro e fora do Estado. Algumas companhias aéreas reiniciaram as operações, porém está sendo desencorajado que por enquanto se viaje pela região. O número de vítimas subiu e ainda se supõe que haja mais.



Harry meneou a cabeça, acionou o controle remoto e quando um antigo capítulo da série Eu amo Lucy apareceu na telinha, aumentou o volume, largou o controle numa poltrona e dirigiu-se para o quarto.



Enquanto desabotoava a camisa reparou que suas botas estavam enlameadas e esperou não ter deixado uma trilha pela casa. Tudo estava limpo. Para garantir que assim continuasse, encostou-se na parede, tirou as botas e entrou no quarto, carregando-as na mãos.



Olhou automaticamente para a cama e surpreendeu-se ao vê-la desarrumada. Poderia jurar que a arrumara antes de sair. Enquanto continuava olhando, as cobertas moveram-se, revelando uma cabeça de cabelos vermelhos e um braço. Harry deu um passo para trás. Seu estômago contraiu-se e ele fechou os olhos.



_ Santo Deus... Não mereço isto...


Respirou fundo. Olhou de novo, certo de que o fantasma teria desaparecido. Estava errado. Ele....ela... continuava lá.

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