CAPITULO 90
Assombrada
-Mary usou Hermy para me prender... – ele tentou explicar, mas teve a boca assaltada por um beijo selvagem.
Hermione não queria ouvir desculpas. Não queria saber. Derrubando-o na cama, ela apoderou-se do que era dela. Se Mary usaria as filhas para prende-lo, jogando sujo, Hermione também arremangaria as mangas e jogaria do mesmo jogo que ela!
Usaria seus métodos para cativar a atenção dele!
Totalmente cativado, Rony agarrou sua cintura, apreciando o que ela fazia com as mãos abrindo sua camisa e deslizando as palmas suaves por sobre seu peito nu. Hermione fitava seus olhos azuis, sorrindo diante do seu prazer. Ele precisava ser cuidado.
Rony vivia sobre pressão a tantos anos, contrariado e infeliz, que precisava sentir-se amado e cuidado. Não o esmero desmedido, e pretensioso de Mary, que o sufocava e incomodava, mas sim, o cuidado de uma mulher com amor e dedicação que lhe entregasse esses sentimentos sem pedir nada em troca.
Não apenas sexo, pensou Hermione, curvando-se e sussurrando em seu ouvido:
-Eu amo você – era um sussurro baixo, que o arrepiou da cabeça aos pés – amo todinho. Cada sarda, cada curva, cada relevo, eu amo tudo. Até dos problemas estou aprendendo a gostar – era uma brincadeira e ele riu, acariciando seus cabelos crespos – Não ficou com raiva de mim, ficou?
Era uma pergunta suave, mas que escondia um medo verdadeiro.
-Fiquei. Fiquei com ódio por ter me deixado – ele trouxe de volta aquele assunto – mas a raiva era pelo fato de não estar ao seu lado. E já passou. Quanto a hoje, não posso te culpar. Nem culpar Mary. Eu deveria tê-la mandado embora, quando apareceu. Era minha obrigação como mestre do curso, você é minha aluna, deveria ter colocado as duas em seus devidos lugares e não o fiz. Confesso, gostei da idéia dela levar uma lição.
-Hum... –ela pôs um dedo sobre seus lábios, sentando-se provocadora sobre seu quadril – Não repita mais esse nome na minha frente. Não aqui dentro.
-Como quiser – ele disse com os lábios úmidos, praticamente salivando.
Hermione estava sentada sobre ele, com os seios convidativos, excitados e arrepiados e tudo que queria era dedicar sua total atenção a eles. E o fez. Ergueu ambas as mãos, e agarrou a pele macia, amassando os seios nas palmas das mãos enquanto ela gemia e tentava abrir sua calça.
Hermione deixou-se levar embalada pelas sensações deliciosas que provocava com seus carinhos. Rony era mestre em seduzir, e era um desperdício não ter vivido suas descobertas na adolescência de ambos. Teria sido perfeito ter sido sua primeira mulher e terem se descoberto juntos. Ela sabia disso, pois desfrutava desse sentimento por ele ter sido seu mentor.
Segurando uma de suas mãos, ela tirou de seu seio, e levou aos lábios beijando os dedos longos e grossos, que tanto mexiam com sua fantasia. Audazmente colocou um deles na boca e Rony parou tudo, preso nesse erotismo.
O dedo desapareceu entre seus lábios cheios, e ele sentiu a quentura e a umidade do interior de sua boca, e era uma das coisas mais gostosas que já sentira. Hermione tirou o dedo lentamente, desfrutando de sua expressão perturbada. Rony era de ver e tocar, e estava completamente cativado.
Aproveitando que parecia hipnotizado, Hermione saiu de sobre seu corpo, e sem afastar os olhos dos dele, puxou a calça masculina para baixo, junto com a peça intima, apanhando seu membro nas mãos, com avidez.
Rony fechou os olhos, quando ela baixou o rosto, imitando o movimento que fizera com seu dedo. Merlin realmente o amava, pensou. Só podia ser isso! aquela mulher ia acabar com ele. Estava totalmente entregue. Acabando. Um cachorrinho atrás dela.
Passara aqueles últimos doze dias antes de fazerem as pazes sobrevivendo de raiva e saudade. E agora, seu mundo voltara a se iluminar e a felicidade não parecia ter hora para ir embora.
Estava sendo exagerado, talvez romântico demais, porém não conseguia evitar.
Hermione gemeu, a boca ocupada, mas o prazer evidente em sua face. Dar-lhe prazer e vê-lo entregue compensava qualquer duvida e sacrifício de agüentar Mary e suas loucuras.
Dobby seguiu sua senhora por toda a casa, sem que ela notasse. Eram ordens de seu mestre e não desacataria. Gina mantinha-se todo os dias inquieta, sempre procurando atividades para distrair sua mente, e se decidia sair, sempre parecia que era seguida. Mesmo que dissesse a Harry que estava tudo bem, e ele estivesse acreditando, lá no fundo estava cada vez pior.
Ela olhou para os lados, achando ter visto um vulto. Não era nada, disse a si mesma. A casa tinha dezenas de feitiços de proteção e o único que podia aparatar na casa era o próprio Harry e ela.
A pedidos dela, a lareira estava desligada, e as chances de portais que levavam a casa de seus pais estava desativada. Tinha medo que algo viesse, mas não sabia medo do que.
Sentia uma presença a sua volta, sussurros no ar que repetiam seu nome, e em momentos como aquele a certeza de ter ouvido passos no corredor a motivava a andar por toda a casa atrás do invasor.
Sua mente racional lhe dizia que era bobagem, ninguém poderia entrar sem sua permissão ou de Harry, mas seu emocional, confuso, alertava do perigo. Sacando a varinha ao ver uma imagem formada contra a parede, uma sombra que se aproximava, ela reteve o ar, pronta para atacar.
Sua filha estava na casa dos avós, os Wesleys, e ela sentia-se pronta para enfrentar quem quer que estivesse tirando sua paz.
Quando a sombra se aproximou ela não pensou duas vezes antes de gritar:
-Estupefaça!
**********************
AUTORA: parei de novo na melhor parte. Fazer o que, gente? Eu sou assim. Muitooooooooo malvada!!!!
Bjs.