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6. Redescobrindo


Fic: WishMaster HP.SS.HG


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Quando tomei os lábios do garoto nos meus pude experimentar diversas sensações, e a maioria delas era confusa demais pra que eu as catalogasse na minha mente. Uma delas foi muito boa, que era a sensação de estar vivendo um beijo de amor puro. Outra foi muito ruim, já que eu nunca imaginei que sentir a barba mal feita de alguém contra sua boca fosse tão desagradável. Me espetava e foi aquelas pequenas cutucadas que me fizeram acordar para a insensatez do momento.


            Soltei o garoto de mim, e ele ainda lutou por alguns momentos pra continuar o beijo. Fui mais forte e o mantive afastado. Seus olhos me fitaram com ansiedade, esperando uma palavra. Mas eu não tinha o que dizer. Estava tão surpreso e acuado que perdi as palavras e subi silenciosamente. Mas uma coisa eu sei que ele notou. Naquele momento, havia um estranho volume nas minhas calças.


            A ducha gelada não foi o suficiente. Eu me olhava no espelho considerando muito seriamente o uso de uma poção pra dormir sem sonhar, por que eu temia sonhar com o garoto. Ou seus olhos. Mas por mais estranho que pareça, diante dos fatos daquele dia, naquela noite eu não vi olhos verdes diante dos meus. Eu vi apenas Hermione.


            Pela manhã, ao despertar, encontrei um café da manhã bastante reforçado posto a mesa. Mas Harry não estava lá. Havia alguém mais importante.


.


-Bom dia, professor Snape. –ela disse suavemente, meio rubra.


-Bom dia, Granger.


.


            Um pouco lívido e meio trêmulo, sentei-me no topo da mesa, ao lado dela, que bebericava uma xícara de chá. Seus olhos castanhos pousados em mim.


.


-Eu quero me desculpar. –ela disse piscando devagar- Ontem eu agi muito mal e quando fui, entendi que na verdade eu queria ficar.


.


            E a mão dela segurou a minha sobre a mesa.


.


-Granger, você está brincando comigo. –reassumi meu tom frio e letal dos meus tempos de mestre impiedoso de Poções.


-Não, Snape, não estou... Eu só acho meio irreal esse seu amor súbito. Achei que você estivesse apenas tentando obter regalos físicos de mim. –ela me abriu um sorriso lindo, que por pouco não me fez dar uma descarga na minha máscara fria e segurá-la pelo rosto num beijo fulminante, mas me controlei. Se ela gostava de jogos de gato e rato, que chamasse Minerva pra brincar.


-Me sinto ferido que você pense apenas isso de mim. E... pra regalos físicos posso conseguir uma dezena de mulheres sem dignar tanta mão-de-obra.


-E ainda tem o Rony. Você acabou humilhando ele...


-E você me quebrou uma costela. Achei que estávamos quites.


-Me desculpe. –ela abaixou os olhos.- Eu não pretendi machucá-lo muito.


-Hermione... –decidi parar de ser frio. Aquilo estava custando muito auto-controle.- Por favor, naquele dia... no dia em que o seu namoradinho tentou me bater... –abri um sorrisinho desdenhoso com a lembrança- Tudo o que eu falei era sincero.


-E eu realmente acho que era. Seus olhos dizem isso. –ela suspirou afagando minha mão.


.                                      


            Da ultima vez que Hermione me tratou assim eu acabei atrelado num beijo com Potter e eu não queria repetir a “espinhosa” experiência hoje.


.


-O Harry me pediu pra vir. Eu estava com o Ronald na minha casa.


-Com... com Weasley? –imaginei os dois sentados num sofá, diante dos pais dela, conversando sobre alguma idiotice, já que aquele parvo só sabe falar idiotices, e Hermione rindo, recostada no ombro dele.


-Sim, meu namorado.


-Seu falecido namorado, s e você continuar me dizendo essas coisas assim, com tanta desenvoltura. –eu rosnei meio enfurecido demais.


-Você não faria isso. –ela riu baixinho debruçando-se sobre a mesa e segurando o meu rosto. Curvei-me em sua direção e nós engatamos um beijo puro, adocicado pelo chá que ela bebia.


.


            Ao final do beijo ela ficou de pé, ainda segurando minha mão na sua e me conduziu até a minha sala de estar, onde sentou-se no sofá, me puxando junto. Suas mão automaticamente transferiram-se para o meu peito e ela debruçou-se sobre mim, ficando presa no meu abraço protetor por longos minutos. Nunca tinha me sentido tão pleno e detentor de uma felicidade tão profundamente simples. Eu a havia beijado, estava junto dela, unido a ela num abraço sem malicia... Eu estava bem.


 


Hermione Granger.


 


            Na noite anterior ao meu cessar fogo com Snape, eu havia estado na minha casa, em Oxford, com Ronald. Ele havia ido me ver e acabou voltando de lá com uma noticia não muito boa.


.


-Rony, não podemos mais ser namorados. –eu disse muito segura, ate mesmo um pouco fria demais.


-Não? –ele arregalou os olhos e me encarou bestificado- Por que não?


-Rony, eu não amo você desse jeito. Eu quero que nós possamos ser amigo e...


-É o seboso do Snape, não é? Ele está te confundindo, não está? Eu notei que você está diferente desde aquele dia n’A Toca.


-Sim, Rony, eu não vou negar nada a você, afinal nós somos amigos acima de tudo.


-Mas já não basta o Harry, Mione...? Você vai competir com o Harry? Já não é suficiente a quantidade de absurdos que essa história já tem?


-Rony, eu não vou competir com o Harry. Eu apoiei o Harry quando ele se encantou com o Cedrico, mas nesse caso, Snape está apaixonado por mim. E eu estou extremamente consciente de que eu também estou interessada nele. Desculpe-me.


-Eu estou triste, Mione. Realmente achei que nós fossemos ficar juntos sempre.


-Mas nós vamos, Ronald. Como amigos.


.


            Ele sorriu tristemente e aparatou sem dizer mais nada. Subi as escadas e peguei alguns livros que estavam sobre a escrivaninha. Estava em duvidas obre ler os Estudos Avançados de Poções ou se eu me adiantaria nas aulas de Snape, em DCAT.


            Lembrei-me do quarto ano, quando Harry contou pra mim que estava interessado em Cedrico, sentindo-se um alienígena. Eu o apoiei incondicionalmente. Sem preconceitos ou acusações. Lembro do dia em que ele narrou o beijo, da declaração no Labirinto antes de Ced ser assassinado por Voldemort. Eu estava do lado dele, agora ele teria que ficar do meu lado. Eu queria Snape. Eu faria de tudo para tê-lo.


 


 


Severo Snape


 


            Parecia que eu iria enlouquecer. Hermione estava em meus braços, mas meu pensamento vagava em torno de Harry. Como ele tinha conseguido reunir sangue frio o suficiente pra chamar Mione ali quando era ele quem gostaria de estar?


            Parecia que eu o havia chamado com o pensamento, pois, no momento seguinte, ele estava parado no topo da escada. Hermione ergueu o rosto e sorriu para o amigo, que lhe retribuiu o gesto com um leve aceno de estimulo.


.


-Snape, eu vou sair pra jogar quadribol com o Rony. Volto a noite.


-Tudo bem. Divirta-se. –eu disse incapaz de articular mais nada.


-Cuide bem dela. –ele acrescentou curvando-se sobre Mione e dando-lhe um beijo no topo da cabeça.


-Pode deixar. –e minha mão pousou sobre a dele, fazendo-o me olhar de um jeito que pude radiografar seus sentimentos. Ele queria me ver bem. Eu estava bem. Mas fiquei ainda melhor quando entendi o quão puro eram os sentimentos de Harry.


-Divirta-se, Mione. –ele ainda disse antes de sair.


.


            Hermione me olhou e sorriu, passando os braços pelo meu pescoço e içando-se para me beijar. Capturei seus lábios nos meus e me deixei envolver. Rapidamente, como quem não percebe a passagem do tempo, ela desabotoava minha camisa, enlevada por algo que eu não conseguia entender, descrevendo uma trilha perigosa de beijos pelo meu pescoço e mandíbula.


.


-Hermione, pare. –eu disse rouco


-Por que? –ela perguntou endireitando-se sobre mim- Você não...?


-Eu a quero muito, mas não assim, não tão rápido.


-Você parece o Professor Snape. –ela disse- Não é o Severo que foi me procurar na Toca, tão envolvido e apaixonado.


-Aquele Severo foi quebrado, humilhado e rejeitado por você. Tenho o direito de tentar me resguardar, que aliás, é o melhor que eu posso fazer.


-Não vim até aqui, passando por cima do meu orgulho ferido de aluna perseguida, para ver você se resguardando.


.


            Eu ri do tom amargurado dela e a calei com alguns beijos, apenas mantendo-a presa no meu abraço. Não permitiria nunca mais que ela me provocasse e se afastasse. Já era ruim o suficiente ter que me comportar tendo ela ali, apenas colada ao meu corpo, imagine então com aquela boca macia provocando pontos sensíveis no meu pescoço e peito?


            Ela compreendeu a minha situação e se afastou.


.


-Isso não vai dar certo, Snape.


-Como não?


-Não me sinto a vontade com você. É como se você sempre fosse várias pessoas. A que eu vejo, a que eu quero ver, a que é de verdade, a que você finge ser... Não me sinto preparada para lidar com tudo isso.


-Se você não se sente preparada, ninguém vai se sentir, Hermione.


.


            Ela sorriu.


.


-Você me acha mesmo madura?


-Sim. –respondi sinceramente- Nos tempos de escola o seu maior defeito eram as suas companhias, mas agora eu admito que era eu que os via com maus olhos, mesmo continuando a achar Ronald Weasley um parvo.


-Severo! –ela me censurou meio irritada.


.


            Eu ri um pouco e ela relaxou, passando novamente os braços em torno do meu corpo e ficando quietinha ali.


.


-Eu quero tentar ficar com você, mas tem o Harry. Ele vai se magoar.


-Vai? Eu acredito que não, Hermione. Ele leva a situação com mais habilidade do que eu. Na verdade, ele me surpreende muito, mostra tanta maturidade que... nem parece Potter.


-Você também não parece Snape. –ela disse olhando pra mim, tentando enxergar o Mestre de Poções e vendo apenas uma pessoa diferente.- Eu já cheguei a pensar que você morreu mesmo na Casa dos Gritos e que alguém se apossou do seu corpo.


.


            Dessa vez eu gargalhei.


.


-Por que é tão difícil me enxergar? –perguntei- Por que você não consegue separar o Professor Snape de Severo?


-Traumas de infância, certamente.


-Não acho que sejam traumas. Se fossem traumas você não estaria aqui.


-Talvez não. Talvez se você tivesse sido menos injusto e tivesse se permitido viver antes de passar por uma experiência drástica como a que passou, essa casa fria e vazia estaria alegre, com crianças e um pouco mais de vida. Você teria se permitido amar.


-Eu me permiti amar, e só me magoei.


-Ela não mereceu você. –Hermione referiu-se a Lilian- Ela trocou o melhor amigo por um delinqüente juvenil...


-Não fale do que não sabe, Mione. Eu não era um santo, eu nunca condenei Lilian por suas escolhas.

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