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88. Cobras e lagartos


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 88


 


 


Cobras e lagartos


 


 


 


 


Mary empunhou a varinha um pouco assustada. Olhou em volta em pânico, e quando o ambiente branco tornou-se escuro, com uma relva baixa, e muitas arvores altas, sem vegetação, apenas arvores em seu caminho, ela decidiu sair dali.


Olhou para Hermione disse um pouco tremula:


-Isso foi uma péssima idéia. Estou grávida, não vou duelar.


-Eu ouço você...mas não entendo o que diz – Hermione disse sorrindo maquiavelicamente como uma lunática, prestes a torturar criançinhas assustadas – Está com medo,Mary?


-Eu...é claro que não!


-Hum...viúvos podem se casar na Igreja não podem? – ela perguntou dramaticamente, como quem tem uma simples duvida e os olhos de Mary abriram-se largos, de medo e pavor.


Medo por morrer, ou medo de deixá-lo para ela? Vai saber! Suas prioridades eram distorcidas e vindo dela tudo é possível!


Assistindo através do vidro Harry disse para Rony:


-Acha uma boa idéia?  -ele apontou-as e Rony sorriu:


-Foi idéia de Mary – era como lavar as mãos.


Ambos fixaram o olhar, esperando ver qual das duas começaria.


Hermione não atacaria, enquanto Mary não estivesse suficientemente assustada.


Uma sobrancelha correu ao alto de sua testa quando um trovão cortou o som escasso dentro daquela sala e Mary saltou para o lado, olhando em volta com pavor.


Hermione havia desaparecido.


Mary andou entre as arvores, mantendo a varinha apontando em suposta defesa, seus sapatos amarelos, delicados, com fitinhas manchando no barro e na lama que cobria a relva.  Ela parou ao ouvir algo, um som muito baixo e gritou quando algo agarrou seu tornozelo.


Longos tentáculos subiram por suas pernas e  a mantiveram parada, aos gritos, tentando soltar-se.


-Solte-me! – ela gritou, tentando desesperadamente lembrar de algum feitiço – Morrea! – nada, eles continuaram subindo – Esparças! – nada, eles ganharam nova vida, e ela continuou berrando. – Esfumace!!!!


Uma nevou escura circulou as pernas de Mary e os tentáculos ficaram imóveis, ela sorriu vitoriosa, e quando tentou soltar-se definitivamente, ouviu uma voz sussurrar em seu ouvido:


-Imobillus!


Ela ficou parada, pois os tentáculos congelaram mantendo-a completamente presa. Hermione não estava visível mas ela podia sentir seu hálito em seu pescoço e gemeu choramingando quando sentiu seus dedos mexerem em seus cabelos louros, montados em cachos delicados e artificiais.


Hermione torturou-a, deixando-a muito nervosa, soprando em seu ouvido e rindo dela.


-sua vadia, eu vou me vingar quando sair daqui! – Mary sussurrou só para ela ouvir.


-Não tem idéia, Mary, de como foi bom – ela disse muito baixo, ficando visível, pois queria que ela visse seus olhos – A noite com Rony, antes de terminarmos. Foi a noite mais linda minha vida.


Mary olhou em seus olhos, e esqueceu completamente do duelo.


-Ele me tocou como se fosse a única mulher do mundo. Ele te toca desse modo? Ele te tocou dessa forma alguma vez? É claro que não! Sabe porquê? Porque não te ama.


Para Mary a tortura de ouvir era ainda pior que apanhar.


-Como é ficar paradinha ouvindo isso?  -ela perguntou andando ao redor de Mary – Olhar para mim, e saber que ele me ama?


-Ele vai voltar para mim! – ela disse entre dentes, afinal, nenhuma delas queria que Rony soubesse do acordo entre elas – Vai se cansar de você, de esperar que mude de idéia, e vai voltar para mim!


-E quem se importa? – Hermione disse sorrindo meiga, como poucas vezes fazia – Tenho um amante novo. – ela disse malvada – Um muito mais bonito e bom de cama –mentiu adorando a expressão de Mary – Rony não te contou?


-Não, ele não contou – havia fragilidade em sua voz.


-Pois é.   –ela fez ares de superior.  – ele me satisfaz muito e ainda por cima é livre. Não tem uma ex mulher insuportável como você! – ela apontou a varinha para Mary com deboche.


-Finite encantate! – Hermione desfez o feitiço e Mary estava livre.


Livre e abalada pelas novidades.


-Você o ama, não ama? – Mary perguntou com olhar de quem implora por uma resposta.


-E você? O ama? – Hermione perguntou devolvendo a responsabilidade dessa pergunta – Se a verdade custasse a sua vida, você diria que o ama?


Mary baixou os olhos e nada respondeu. Quando ergueu-os novamente, Hermione tinha baixado a varinha entre os dedos experientes, que seguravam-na com a maestria de quem adora duelar.


-Tem uma chance de me pegar  -ela ofereceu. – Só uma chance.


Mary entendeu bem a direta.


Hermione ficou longe, esperando o próximo movimento de Mary. Ela parecia pensar muito, o que a fez pensar na razão. Ou não sabia se defender, ou estava com medo de mostrar que sabia. Fosse qual fosse a verdade, Mary vivia em uma mais absoluta mentira, e Hermione decidiu por tira-la daquela bolha cor de rosa.


Pegando-a desprevenida, ela atacou. Mary abriu os lábios surpresa por estar trapaceando e usou um feitiço bloqueador.


-Estupefaça! – Hermione gritou desejando não atingi-la pois jamais faria isso com uma mulher grávida, ainda mais de um filho de Rony e o feitiço era superficial, do tipo que qualquer primeiralista poderia rebater:


-Protego! – Mary defendeu-se.


Seguiu-se uma seqüência de feitiços fáceis  e Hermione estava cansada de tentar em vão irritá-la.


-Sabe o que  patético? – Hermione gritou acima do som dos feitiços que saiam de ambas as varinhas  - Mesmo sozinho Rony não a quer!


-Você o abandonou! – Mary gritou furiosa, a bela face suada, refletindo a loucura interior.


-E mesmo abandonado, ele não a quer!  -ela riu enquanto se defendia.


-eu te odeio! –Mary parou um segundo, olhando para ela como quem desistiria da luta, suas palavras desprezando um louco ódio em sua rival – Eu te odeio desde o dia que seu nome foi pronunciado diante de mim! – ela apontou a varinha novamente, e dessa vez Hermione soube que o duelo de brincadeira, havia acabado, e aquela era a verdadeira Mary, que esquecida que eram observadas, vinha lhe dizer ‘olá’.- Eu te odiei a cada dia dos últimos seis anos! CADA MALDIDO DIA!!!!! E SÓ QUERO QUE VÁ EMBORA!!!


Hermione defendeu o forte feitiço que veio em sua direção e deu um passo para trás quando outro feitiço quase acertou-a.


-REGENÊRA!!!!!!! – Mary quase riu quando Hermione se afastou defendendo-se a custo – Tolura!!!


-Expelliarmus! – Hermione tentou tirar sua varinha, mas ela não parou, a raiva transbordando por seus olhos e o ambiente tornou-se muito frio, o vento gelado levando os cabelos de Hermione contra seu rosto, assim como os de Mary. – Chega! Vamos para com isso agora! – ela gritou acima do som do vento, achando que era demais para uma briga de rivais.


-NÃO!!! NÃO ENQUANTO ESTIVER AQUI, NA MINHA FRENTE! – Ela continuou atacando, e Hermione se defendendo – PORQUE NÃO VAI EMBORA? PORQUE NÃO ME DEIXA EM PAZ? POEQUE NÃO MORRE?????????!!!!!!!!!!!!!! SUMA DA MINHA VIDA! SUMA! SUMA AGORA!!!!!!!!!!! AVADA KEDRAVA!!!!!!!!!!!


O feitiço atingiu uma arvore, graças a maestria de Hermione em confundir a pontaria de Mary. Mesmo assim ela caiu na relva chocada com a audácia e com o quão longe Mary chegara.


-LEVANTE! – Mary gritou apontando as cegas a varinha para ela, visto que Hermione mentinha o feitiço de confusão – LEVANTE!


Sem notar, Mary não pode se defender  quando Hermione ficou a centímetros dela dizendo em tom baixo e pausado:


- Expelliarmus – sua varinha voou  de sua mão e as lágrimas grossas corriam na face pálida e maquiada de Mary.


Encostando a ponta de sua varinha na garganta de Mary, ela ficou muito perto, o rosto a pouco mais de alguns centímetros, dizendo e olhando fixamente em seus olhos com a a mesma gama de ódio que a outra. Mas um ódio diferente, com razão.


-Agradeça a Merlin estar grávida. – afastando a varinha, Hermione apanhou a dela no chão e quebrou em dois pedaços jogando no chão novamente.


O cenário desapareceu no momento em que Rony arrombou a porta. Havia disparado em direção a sala de treino quando começaram as maldiçoes imperdoáveis.


-Minha varinha! Você destruiu minha varinha! – Mary berrou lamentando as partes quebradas culpando-a.


-USOU.MAGIA.DAS.TREVAS.COMTRA.MIM!!!!!!!!!!!!!! – Hermione gritou pausando cada palavra com ódio assassino.


-CHEGA!!!!!!!!!! – Rony gritou mais alto que ambas, agarrando  o braço de Hermione e a empurrando para fora da sala, mas não sem ter tempo de ouvir o grito de Mary:


-Ele ainda é meu! – Mary tinha os olhos avermelhados de ódio.


-Faça bom proveito – ela disse sentindo nojo daquela mulher imunda, puxando o braço e afastando-se dele como uma locomotiva desgovernada.


Mary correu atrás dela, mas sabiamente Rony a segurou, mantendo-a dentro da sala.


De longe, Harry estava boquiaberto sobre quão longe podem ir duas mulheres feridas pela paixão.


 


 


 


 


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AUTORA: Josy Chocolate eu sou boazinha!!!!! Sou um doce de criatura, não precisa temer!!! (olhar macabro). As meninas me conhecem, ou grito, mas não mordo!!!!!! Seus coments são bem vindo!!!


Mi, assim, você magoa meu coração sensível!!! (HEHEHEHE)


 


Tenho que dizer, como a Hermione é folgada!!!!! Fiquei até com pena da Mary!!!!

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