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21. Shadowman


Fic: O Paladino de Hogwarts - Cap 35 on. Escrevendo o 36...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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As férias chegaram rapidamente. O medo crescia a olhos vistos conforme a bruxa desmascarada aumentava a freqüência e a força de seus ataques. Hogwarts mantinha novamente uma força-tarefa de aurores todos os dias, para manterem a segurança dos jovens. Mitkov e Masako havia se formado como os melhores da turma novamente. Vanessa os seguia de perto, Pietro, Alleria e Amaranth nem tanto. Mitkov havia ganhado o campeonato de duelos de seu próprio ano e do ano seguinte. Quase todos na escola o conheciam. E quase todos o temiam. Somente os amigos mais próximos já haviam visto seu sorriso, para os outros, ele era uma máscara de seriedade e devoção.


Como Masako e Vanessa haviam se afastado emocionalmente de Mitkov, numa espécie de pacto amistoso, Alleria e Amaranth aproveitaram a ausência e acabaram ficando com o garoto. Ele mantinha tudo oculto ao máximo e somente a oriental e o meio gigante sabiam sobre isso. A garota havia prometido a Mitkov que não contaria para ninguém, mas o boato corria solto pela escola. Isso acabara afastando as duas, que já não se gostavam muito.


Quando as férias chegaram, Mitkov achou que teria paz, mas as duas o convidaram para passar o fim das férias em suas respectivas casas. Ele havia passado uma semana pensando na resposta até que Pietro teve uma idéia maravilhosa: Convidar ambas para passar o fim das férias na casa dele. Escrevendo rapidamente para sua mãe seu plano logo é posto em ação e ele convida todos do grupo para irem para sua casa passar a última semana de férias. Depois disso foi para as férias feliz. Em sua cabeça estava tudo certo. Ele tinha um mês e meio para localizar e matar o traidor da família Holopainen.


A primeira coisa que ele fez ao chegar em casa foi procurar a sua mãe. A encontrou no quarto, descansando. Rapier havia ido buscá-lo na Plataforma 9 ½ e o levara para casa. Ele correra e pulara na cama da mãe que o recebera alegremente. Ela sorria, cansada, mas sorria.


Os dois iniciam uma animada conversa. O garoto mantinha a conversa o mais longe possível de seu pai. Não queria que a mãe descobrisse a traição do pai. Ele já havia decidido o castigo e sua mãe provavelmente tentaria o dissuadir de sua pequena obsessão. Ficaram horas conversando. Jantaram no quarto mesmo, com a companhia dos elfos.  Depois de colocado o assunto em dia, sua mãe toca em um dos assuntos que ele não queria discutir...


- E as suas amigas como estão? – Os olhos de sua mãe analisavam o rosto dele de forma intensa, ele sabia a que ela estava se referindo, mas isso não queria dizer que ele iria facilitar.


- Elas estão bem mãe... – e passa a mão na cabeça de um dos elfos, que sorri feliz com o afago de seu mestre.


- E você? Está namorando? – Ela sabia muito bem que não conseguiria nada indo pela tangente, então resolvera ir direto ao assunto.


- Não mãe. Não estou namorando ninguém. – Ele sentia o calor subir para o seu rosto. Na prática não era mentira. Ele não estava namorando ninguém... Então por que seu corpo o traía?


- Está mentindo para a mamãe, meu amor? Conta para a mamãe o que aconteceu... – Ela se inclinava na direção dele enquanto falava, e subitamente o abraçou, puxando-o para perto dela. Ela, delicadamente, o força a deitar no colo dela e começa a fazer carinho no cabelo revolto do filho.


- Eu meio que dei o meu primeiro beijo na escola. E o segundo... E o terceiro... E por aí vai... – Ele estava ruborizado e olhava para o teto enfeitado do quarto de sua mãe. Evitava a todo o custo olhar para os olhos de sua mãe.


- E com quem foi? Alleria?Vanessa? A japonesa? Ou será que foi aquela garota que a gente conheceu na Croácia? – Ela havia acertado. Em todas as perguntas. Será que ele era assim tão transparente?


- Para começar, agente conheceu a Amaranth na Sérvia... – Ele sabia exatamente qual seria a conclusão de sua mãe a esse comentário. Assim que um sorriso iluminou o rosto dela, ele sabia que havia pressuposto a conclusão correta.


- Então foi a sérvia? – Ela continuava insistindo no assunto. Mitkov decidiu que o silêncio daria a sua mãe uma resposta verdadeira, mas incompleta. O que a seu ver era mais do que sua mãe deveria saber sobre o assunto. Esse tipo de coisa é algo que ele deveria conversar com o seu pai e não com a sua mãe.


Uma forte pontada de dor o atinge ao pensar no seu pai. Traidor. Maldito. Ele iria morrer. Sua mãe estranha a súbita mudança na expressão do filho, mas supõe que seja uma esperada vergonha quanto ao assunto tratado. Ela deixa que ele se levante do colo. Ele vira, sorrindo, mas ela podia perceber o sorriso forçado. Era típico dele. Eles se despedem com abraços e beijos. E Mitkov volta para o seu quarto. Ele tinha que planejar e pesquisar...


Ele chega no quarto e chama com um sussurro por um dos elfos. Falchion atende seu chamado com um estalo alto que o desagrada. Por mais que o quarto de sua mãe fosse distante, ele não podia afirmar que ela estava realmente dormindo. O elfo faz uma exagerada mesura, mas Mitkov o força a se levantar antes que o servo terminasse o cumprimento. Eles haviam acabado de jantar juntos e o jovem Holopainen nunca vira necessidade nessas formalidades.


- Eu tenho um pedido para você... – O garoto sussurrava em tom conspiratório. O elfo o encara por poucos segundos com seus grandes olhos castanhos e faz uma nova reverência.


- Seus pedidos são ordens, meu senhor! – O elfo permanecia abaixado e o garoto resolveu ignorar essa excentricidade, afinal iria precisar do pequeno servo. O sonserino inspira profundamente e se senta na cama, convidando o elfo a sentar-se ao seu lado. O elfo o olha incrédulo e se senta no chão. Jamais sentaria na cama de seu mestre, por mais que a arrumassem todos os dias, mesmo durante o ano letivo. Mitkov revira os olhos disfarçadamente e continua a falar:


- Eu descobri recentemente que o meu pai ainda está vivo. – Ele observa calmamente o comportamento do elfo. Diferente do que ele imaginava. Ele parecia mais com medo do que surpreso. Por um momento, ele pensa na possibilidade de todos estarem escondendo isso dele, mas a despreza. Jamais fariam isso com ele. Respira profundamente e continua. – Eu quero que você o localize. Sem que ele perceba, ou que você o avise. Ele não pode descobrir em hipótese alguma que você o está seguindo. Nem ele e nem ninguém. Assim que você descobrir algo deve me avisar imediatamente. Compreendeu?


O elfo o olhava. Ele via os grandes olhos do elfo úmidos. Não sabia o que estava acontecendo, mas o elfo parecia extremamente abalado. O Holopainen espera por alguns segundos em silêncio, até que o elfo começa a balançar lentamente a cabeça numa muda afirmativa. Depois de poucos segundos, balança com mais vigor. As orelhas de morcego abanavam com força. O elfo subitamente se levanta e abraça as pernas de Mitkov.


Ele fica por um minuto abraçado às pernas do seu senhor e chorando. Murmurava incansavelmente:


- Eu faço. Tudo pelo meu pequeno mestre. Eu faço... – Mitkov acaricia delicadamente a cabeça cheia de calombos que estava afundada em sua barriga. Não entendia o porquê de tanto caso. Ele iria cumprir a ordem de qualquer modo, afinal ele era o último Holopainen leal à família...


Depois de alguns minutos o elfo se afasta e, com um estalo alto, desaparata para cumprir a missão. Já o sonserino resolve ir para sua cama dormir. Ele se deita e dorme rapidamente, pois havia passado muito do seu horário de dormir. Acorda no dia seguinte a tempo de ver o sol nascer. Sua pequena mansão era distante o suficiente de Londres para proporcionar conforto e perto o suficiente para ter a conveniência de uma grande cidade. Em quinze minutos era capaz de estar quase no coração da cidade.


Ele se levanta e abre a janela, deixando o ar puro entrar em seu quarto. Ao longe, via a luz rosada da aurora iluminando cada vez mais a noite. Ele sorri com sinceridade. Sempre gostara de ver o sol nascendo. Mas agora ele sentia algo mais. Sentia-se mais forte, mais enérgico, mais vivo. E tudo culminou em seu peito quando o sol finalmente surgiu. Sentiu sua energia aumentando num frenesi controlado. Não pôde ver o brilho flamejante que reluziu em seus olhos. Mas pode perceber quando instintivamente concentrou uma parte do fogo em sua mão direita. O fogo que surgiu era belo de uma forma sobrenatural. Era mais vivo e mais forte do que qualquer fogo que ele já tivesse visto. Fechando a mão em punho, ele extingue o fogo. Ele tinha que treinar. Tinha que se esforçar se pretendia sobreviver ao embate com seu pai. E que esse combate ocorresse o mais rapidamente possível.


Ele desce silenciosamente, na esperança de que todos estivessem dormindo, mas o elfos já trabalhavam a todo o vapor. Ele tenta passar despercebido, mas um deles o percebe e começa a preparar a mesa para o café da manhã. Com um gesto, Mitkov pede para eles esperarem e continua o seu caminho. Logo chega a sua academia particular. Ele treina até que o sol já indicasse o meio da manhã. Ele adorava não precisar se preocupar com aulas durante a manhã. Quando finalmente sai da academia estava suado e dolorido. Treinara tudo o que queria: tanto o físico quando a esgrima e até mesmo alguns feitiços.


Ele anda calmamente até a sala de jantar e se senta na cadeira onde havia sido estendida uma toalha. Havia uma grande diversidade de escolhas na mesa, então ele consegue escolher coisas bem variadas para comer. Não sabia por que sua mãe ainda teimava em comprar coisas com excesso de açúcar. Ele nunca comia coisas que fizessem mal.


Termina de tomar o café da manhã e vai para o banho. O bom do banheiro em seu quarto é que ele poderia demorar o quanto quisesse. Ele coloca a banheira para encher e volta para o quarto. Com gesto da varinha, ele coloca diversos materiais em sua escrivaninha. Pergaminhos e livros se abriam, enquanto penas e tinteiros eram organizados por tamanho e cor. Depois de uns segundos, olha satisfeito para o seu trabalho e vai para o banho.


Quase meia hora depois ele sai do banheiro. Estava quase que completamente relaxado. A água quente fizera milagres em seus músculos. Ele para por um momento para se olhar no espelho. O treinamento estava fazendo efeito. Jamais ficaria como Pietro, mas dava para o gasto em caso de combate. O sonserino termina de se secar e veste roupas leves. Era verão e estava fazendo um calor agradável. Mas ultimamente, mesmo que estivesse nevando estaria um calor agradável perto de Mitkov. Mas ele não encarava as coisas dessa forma. Ele nunca encarava as coisas da forma óbvia ou simples.


Assim que terminara de se vestir, começou a estudar. Em pouco mais de duas horas já havia terminado todos os exercícios que os professores haviam enviado para serem feitos durante as férias. Não conseguia entender como as pessoas demoravam dias para fazer tudo.


Com um suspiro, desce as escadas e passa o resto do dia com a sua mãe.


Os dias passam rapidamente e os planos de Mitkov não avançam um passo. O elfo não estava conseguindo rastrear o traidor do clã. Seus dias eram extremamente repetitivos. Mas sua mãe já conseguira descobrir que ele já havia beijado Vanessa e Masako, além de Amaranth. Ela havia conseguido fazê-lo admitir tudo em momentos de distração. Mitkov treinava durante a manhã e passeava com sua mãe durante a tarde. Geralmente passava as noites em casa, ou jantavam fora. Raramente ficavam até tarde fora de casa. Não estava em uma época segura para tanto. E o pequeno guerreiro não sabia até onde iria a traição de seu pai.


A semana na qual os amigos viriam para sua casa se aproximava rapidamente. Com o tempo extra que estava tendo para pensar ele finalmente percebeu a brincadeira por trás da idéia de Pietro. Ele se levanta rapidamente e literalmente cospe fogo na lareira, avivando subitamente a madeira umedecida pelo clima. Como ele não percebera antes?


Ele teria que escolher entre uma ou outra caso fosse aceitar o convite de uma delas. Então Pietro sugerira que ele convidasse ambas para irem para a casa dele. E ele, o idiota, convidara todos para virem ao mesmo tempo graças à uma sugestão do lufo. Despistar uma para ficar com a outra era fácil no imenso castelo que abrigava a Escola. Agora como fazer isso no limitado espaço de sua casa, onde elas só teriam um grupo reduzido para prestar atenção? Agora ele percebia o potencial para o desastre em seu plano.


Ele vai para a cama pensando em uma forma de se livrar desse problema, mas percebe um pequeno bolo de cartas esperando em sua cama. Novamente, Aurora e Masako não viriam. Todos os outros confirmaram o encontro no Beco Diagonal no dia seguinte na hora do almoço. Sem esperanças, ele vai dormir. O dia seguinte transcorre normalmente até que sua mãe o leva ao Beco. De lá ela iria viajar para a França. Iria deixar a casa para eles aproveitarem. Já havia aproveitado bastante o filho e deixara isso bem claro quando lhe deu uma armadura que encontrara no cofre como presente pela atenção.


A armadura tinha runas entalhadas por todo o seu interior e ao vesti-la, Mitkov ainda conseguia se mover como se ela não existisse, embora o aço frio ainda permanecesse tão durável quanto sempre. Ele adorou o presente.


No Beco, ele esperou em frente à Floreios por alguns minutos. Pietro logo chegou com um sorriso no rosto. Obviamente sabia que Mitkov já havia percebido a brincadeira. O rosto fechado do amigo simplesmente fez o sorriso se alargar ainda mais.


Pouco depois Vanessa surge com a mala e algumas bolsas que aparentavam ter coisas recém compradas. Alleria e Amaranth chegaram juntas pouco depois. Não se falavam e nem se olhavam, mas caminhavam lado a lado pela rua. Talvez por irem para o mesmo lugar.


Quando elas se aproximaram, Vanessa olhou para outro lado e Pietro arrumou a posição para olhar melhor para o amigo. O sorriso ainda estava em seu rosto. Amaranth alcançou Mitkov primeiro e lhe cumprimentou com um longo abraço. Sua mão foi ao longo cabelo preto do garoto e ele delicadamente desviou da tentativa dela de beijá-lo. Um forte cutucão nas costelas fez com que a lufa se afastasse, abrindo caminho para Alleria abraçá-la.


Ele é obrigado a desviar de outro beijo, para a felicidade de Pietro. Mitkov rapidamente reúne o grupo e os leva até um restaurante próximo. Assim que se senta, ele ouve a voz de Masako em sua mente.


- Eu conseguirei ir. Mas só vou quando terminar um assunto não resolvido. – e novamente sua mente só tinha seus pensamentos. Ele ainda não conseguia entender como o anel de bloqueio funcionava. Ela podia falar com ele, mas ele nunca podia responder. O grupo termina de fazer os pedidos e um alto estalo surpreende a todos.


Mitkov olha para o lugar de onde veio o barulho e se surpreende ao ver Falchion tremendo ao seu lado. Ele olhava amedrontado para seu mestre. Os olhos castanhos brilhantes do elfo hesitavam, olhando para os lados. Seus joelhos tremiam e as pequenas mãozinhas se torciam em agonia.


- Ela vai atacar, meu senhor. O senhor precisa fugir. Eles vão atacar o Beco.


O grupo todo se levanta ao ouvir a mensagem. Podiam não saber por que o elfo sabia isso, mas sabiam o que significava. Significava luta. A qualquer instante.


Alleria não era uma guerreira. Não sabia duelar direito, mas era muito boa em feitiços defensivos. Ela olhava para os lados assustada. A feição de Pietro mudara. Continuava sorrindo, mas agora era um sorriso selvagem. Era raro um lufo se destacar, mas Pietro era um monstro quando lutava. Vanessa olhava friamente para os lados. Seus olhos estavam ficando cada vez mais claros e, pela primeira vez, Mitkov pôde ver a quantidade de energia que ela acumulava, numa aura tempestuosa que cintilava ao redor do corpo dela. Ele nunca imaginara que alguém tão jovem poderia acumular tanto poder. Os olhos negros de Mitkov varrem novamente a rua e dessa vez ele vê quando alguns vultos negros e encapuzados aparecem.


A Holopan aparece em sua mão sem ele nem mesmo pensar nela. Como se a espada sagrada sentisse o mal por perto. Os gritos começaram e o sonserino ouve um forte trovão ao mesmo tempo em que um relâmpago cai dos céus sobre um dos comensais. Vanessa sorria. O primeiro sangue era dela. Pietro invoca o machado, presente de Mitkov para sua mão direita. O sorriso no rosto do gigante se alarga. Amaranth diz rapidamente que ficará dando suporte para os dois e, junto com Alleria, ficam para proteger o encantamento de Vanessa.


Mitkov sai do restaurante junto com Pietro. O fogo queimava dentro dele e queria sair. A Holopan queimava tanto com o fogo sagrado quanto com o fogo de Mitkov. Chamas brancas e vermelhas se misturavam, fazendo a lâmina luzir. Um grupo de cinco comensais dobrou a esquina e foi recebido com uma rajada de fogo que incendiou a roupa de três deles. Aproveitando o atordoamento do grupo, a dupla de alunos chega à distância de combate corpo-a-corpo e Pietro arranca um dos braços em chamas de um comensal.


A lâmina sagrada busca o torço do único oponente que portava uma varinha pronta. Um corte limpo sobe como um raio levando carne, sangue, lascas de osso e um olho em seu trajeto. A espada fazia o trabalho todo quase sozinha. O comensal acertado por Mitkov faz um barulho afogado e cai no chão, sendo seguido por duas metades do companheiro que estava ao seu lado. Depois dos poucos segundos do ataque selvagem dos dois garotos, restaram somente dois comensais em condições de lutar perfeitamente. Para encerrar o combate, Pietro abre o crânio do comensal sem braço com uma machadada certeira. Os dois comensais restantes percebem a chacina que acontecia e demoram alguns segundos para perceberem que estavam sendo derrotados por dois adolescentes sem varinhas à mostra. Um deles, o de vida mais longa, aparatou para um local ignorado, o outro achou que conseguiriam matar os dois jovens à sua frente. Esse pensamento ocupou suas mente por todos os três segundos que lhe restaram de vida.


A chuva começou a cair, abençoando com o poder de Vanessa os dois guerreiros. Mitkov se permitiu olhar para o alto por alguns segundos. A chuva lavava o sangue em suas roupas e espalhava ainda mais o sangue que banhava o chão. Sem hesitação. Sem medo. Sem misericórdia.


Pietro sorria, olhando para os quatro comensais. Mitkov não sabia o que o movia, mas era bom tê-lo ao seu lado. Os dois continuam avançando e eventualmente viam relâmpagos caindo por sobre o Beco. Uma névoa negra parecia obscurecê-los e Mitkov sentia Amaranth ao seu lado junto com a névoa. Mais três comensais encontraram a morte na patrulha dos garotos.


As ruas estavam desertas, e eles se moviam na direção dos gritos. Sempre havia gritos. Cada vez mais perto. Eles não sabiam a quanto tempo andavam, um novo relâmpago corta o ar e dessa vez um jato de luz negra sobe aos céus em direção às nuvens. A tempestade se acalma subitamente, mas as nuvens se adensam escurecendo ainda mais o dia outrora claro. Mas os relâmpagos de Vanessa cessam subitamente. A chuva para. Mas a névoa que acompanhava os dois se adensa ainda mais com a escuridão. A noção de tempo dos dois é perturbada pelas batalhas e assim que viram uma esquina, uma estranha sensação se apodera dos dois e eles se vêem numa pequena praça.


Dezenas de varinhas estavam apontadas para eles. O rosto malignamente belo que Mitkov somente Mitkov já vira antes, o encarava. Ela apontava a varinha displicentemente para baixo. Como se dois adolescentes não representasse o menor perigo para ela. A Holopan queimava forte na mão de Mitkov e ele sentia seu fogo interior a ponto de transbordar. O círculo ao redor da dupla cerrava cada vez mais, se deformando e formando uma espécie de corredor entre eles e a bruxa. A mulher olhava para Mitkov ignorando a presença de Pietro.


- Você me desafiou. – a voz não estava mais disfarçada com magia. – Mas eu agora tenho ainda mais poder. O medo é ainda maior. A lealdade é ainda maior. Eu sou ainda maior. Seu esforço foi inútil criança. – A varinha subitamente apontava para Pietro. – Avada Kedavra! – A espada de Mitkov reluziu em sua mão quando o sonserino a usou como um taco de baseball e desviou levemente o raio mortal. Um dos comensais cai morto no chão ao ser atingido pelo feitiço de sua mestra. O restante do grupo hesita por um momento. Tudo o que os dois precisavam para fazerem um ataque suicida.


Pietro joga o machado no ar e este vai rodopiando pelo em direção ao maior grupo de comensais. Seis comensais feridos, três mortos. E o machado misticamente estava novamente nas mãos de Pietro, o que surpreendeu até mesmo Mitkov. O último Holopainen expira e deixa o fogo queimar. O ar ao seu redor explode em chamas, atingindo todos os comensais próximos, mas estranhamente poupando Pietro.


Um grande arco de chamas segue a espada que corta e queima, ceifando três vidas em dois movimentos. O fogo guiava a mão dele. Em segundos, ele bloqueara com a lâmina da Holopan muitos dos feitiços que lançaram nele. Mas o poder curativo da espada sagrada o mantinha de pé. Com a agilidade aumentada pelo fogo interior, ele consegue ceifar mais braços, pernas e vidas antes que uma nova onda de feitiços o atinja. Ele vê com a visão periférica Pietro ser derrubado depois de duas ondas de feitiços estuporantes. A resistência do gigante era impressionante.


A bruxa levanta a varinha e uma marca negra diferente é enviada para o céu. Todos os comensais param de atacar e se afastam do garoto. Eles olham para a bruxa, mas abaixam a cabeça e aparatam, deixando ela, Mitkov e o bruxo encapuzado que estava a direita dela sozinhos. Fora Pietro inconsciente. A névoa negra havia sumido durante o combate. Ela arruma a capa de forma a dar mais liberdade para os braços. Mitkov estava parcamente consciente. O negrume do desmaio poluía sua visão periférica. Mas a espada lentamente o curava, alimentada pelo fogo já enfraquecido de Mitkov. Ela acena com a varinha e o bruxo dá passos hesitantes na direção do sonserino. A bruxa confirma com a cabeça e o pai de Mitkov retira a capa.


Ele olha para o filho e sorri, triste. Mitkov percebe o traidor assumindo a posição de batalho dos Holopainen, sacando a espada e a varinha. Essa era a oportunidade de Mitkov. A mão dele segura mais forte na espada e a outra procura a varinha. O metal frio nas duas mãos o acalma. O pai dele o olha surpreso. Aparentemente esperava que o filho estivesse chocado. Ele não sabia que Mitkov já tinha visto sua traição.


O jovem Holopainen ataca o traidor com uma fúria que surpreendeu o pai. Por puro instinto ele consegue bloquear o ataque. A espada inferior dele vibra com o golpe da Holopan. Outro golpe e a espada dele se quebra, soltando faíscas para todos os lados. Mitkov sorri, mas é atingido por um feitiço poderoso que o impele metros para trás. A bruxa estava agora à suas costas. Estava de braços cruzados. A varinha guardada na cintura. Mitkov olha para seu pai que estava com um brilho doentio nos olhos. Em uma mão a varinha e em outra um pedaço quebrado da espada. Seu pai dispara uma série de feitiços numa velocidade quase sobre-humana, mas o garoto consegue bloquear todos. Subitamente o traidor do clã toca com a varinha no chão.


O sonserino olha, mas não percebe nada acontecendo. Ele era capaz de ver que seu pai não estava lutando sério. Quase como se estivesse preocupado com alguma outra coisa. Tanto melhor. Assim morreria por suas mãos mais rápido. Ele não hesitaria em tirar a vida de um traidor do clã. O pai olha para ele com um olhar suplicante. O rapaz não entende. Jamais desistiria. E iria matá-lo. Custe o que custasse. Se morresse agora, já tinha cumprido sua cota na batalha. Não era vergonha morrer para um inimigo superior. Apesar de ele ser um traidor sem honra. O olhar atento de Mitkov não perde os movimentos deliberados do oponente. Ele sabia o que vinha antes mesmo do feitiço ser pronunciado. Mas seu pai não hesitou e a voz rouca dele gritou:


- Avada Kedavra!!! – O feitiço vem inexorável, mas Mitkov sorri e a espada viaja rapidamente para bloquear mais uma Maldição da Morte. O único problema é que ele não contava com uma coisa: seus pés escorregaram no concreto áspero. Assustado, ele vê tudo em câmera lenta. Seu corpo parece demorar em cair e ele sua vida passa como um filme por seus olhos. Seu coração bate dolorosamente rápido. Ele mantém os olhos abertos, agora olhando para o céu tempestuoso. Parecia apropriado que sua morte fosse em um clima ruim. O chão acerta dolorosamente suas costas e a Holopan sai de sua mão, caindo a poucos centímetros de seu corpo.


Ele vê o jato verde passando a milímetros de seu rosto e espalhando seu cabelo no ar. Ele ouve um grito feminino ao perceber toda a situação e inclina a cabeça para trás para ver a situação. A maldição da morte havia errado Mitkov e passara direto, acertando a bruxa que estava logo atrás. Essa, confiante, não estava portando a varinha e fora atingida em cheio. Mitkov não pôde ver o que mais aconteceu, pois sua cabeça acertou o chão com força e ele não tinha mais energia para lutar. O desmaio finalmente o atingiu com toda a força, o levando para o limbo da inconsciência.

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