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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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Visualizando o capítulo:

5. Ciúmes


Fic: AMOR & PERDIÇÃO


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Primeiramente, perdoem-me pelo atraso em postar este novo capítulo. Eu costumo colocar músicas como temas de algumas cenas da fan fic e eu aconselho a ouvi-las enquanto vocês leem os capítulo. Espero que gostem e boa leitura. 

P.S: Se estiverem gostando da fic, me digam. Deixem comentários e votem, por favor. Preciso saber como anda a história no pensamentos de vocês...
Obrigadoooo!!!! ♥♥♥


“Estava nadando em um lago grande, de água fria e uma cor estranhamente clara, praticamente transparente. Percebeu, então que estava nua, assustada, nadou até a margem, mas não encontrou suas roupas, o bosque estava deserto, niguém além dela. Gritou por ajuda, não ouviu nenhuma voz além da dela. Não sabia o que fazia totalmente nua e no meio daquele lugar.


-Olá?


Ouviu uma voz masculina gritar. Dentre as árvores saiu um homem alto, loiro, de olhos fascinantes de um tom de azul diferente, um sorriso de lado e meio safado, os cabelos bagunçados, parecia não tê-los penteado.


-Como está se sentindo, minha pequena? –Ele perguntou.


Uma das coisas que mais a impressionou foi o que o menino estava vestindo: calça jeans, estava descalço e sem camisa.


-Draco? O que está acontecendo?


-Vem cá. Eu vou te ajudar.


Sentiu-se tão aliviada por ele estar ali. Queria que ele aparecesse, queria que ele a salvasse. Caminhou até ele e toda encolhida sentiu-se afagada pelos braços dele.


-Como você está fria… Andou nadando no lago outra vez, minha pequena?


-É… Eu acho. –Ela respondeu indecisa.


-Vamos pra casa…


Os dois abraçados, adentraram o bosque, o caminho era conhecido por Draco, porque ele seguia confiante a trilha aberta na mata, não muito longe apareceu uma casa de uns três andares com um carro preto parado a frente da casa.


Draco e ela moravam juntos? Olhou para as próprias mãos e viu, num susto só, uma aliança rodear o seu dedo na mão direita.


“Deus, eu e Drado somos casados!”


-Por onde andou? Eu te procurei pela casa toda… Você me deixou sozinho no quarto.


E de repente com um lapso de memória, suas lembranças retornaram, o dia em que se conheceram na rua deserta, o pedido em casamento, a festa, os convidados, os presentes, a casa, os móveis… Tudo estava voltando, mas uma coisa, pôde perceber, estava diferente, Harry não aparecia em suas lembranças da adolescência, somente no tempo em que estudou em Hogwarts.


-Já pensou se aparesse alguém por aqui e visse você nua? Meu Deus… Você é tão rebelde!


O sobrado era arejado e bem ilumiado, devido as enormes janelas de vidro. A sala de estar era branca com beji, belas esculturas adornavam as mesinhas e quadros famosos embelezavam as paredes do cômodo. Mais além via-se uma saleta com uma mesa de madeira central e um tapete cor de musgo muito bonito. Quando percebeu, Gina já estava subindo a escada de vidro em direção a um corredor comprido e após andar pouco, Draco abriu a quarta porta de madeira branca excelentemente talhada.


O quarto deles era enorme, num tom de branco-gelo admirável, muito bem mobiliado, Draco a pôs deitada na cama e ao lado tinha uma cômoda com uns três porta-retratos, um deles era um casal vestido num casamento, um segundo era Draco sozinho, parecia estar numa praia e a outra foto era ela mesma, fazendo uma pose em meio a um jardim, possivelmente o jardim deles.


-Eu te amo, sabia?


-Hã?


O loiro estava ao lado dela, acariciava sua barriga.


-Eu te amo. –Ele repetiu e depois beijou o ombro dela.


-Eu também te amo… -Ela respondeu.


-Me ama de novo?


Ela olhou-o séria. Tentava organizar tudo em sua mente. Aquela vida não parecia a sua, aquela casa não parecia a sua. Afinal, onde estavam? Por que estava se sentindo tão estranha? Por que ao mesmo tempo que parecia amar Draco loucamente, parecia estar enganada? Por fim, ela respondeu:


-Eu quero te amar, Draco! –Disse aquilo normalmente, nem parecia que tinha tido um tipo de amnésia há uns dez minutos atrás. Era como se realmente soubesse que era mulher de Draco, como se gostasse daquilo e estivesse acostumada àqueles pedidos.


Então, quando ela estava no lago, era para refrescar da transa que eles fizeram a poucos minutos?


Draco beijou-a e começou a desabotoar a camisa.


-Não, eu quero te amar. –Ela disse, o pôs deitado e sobre ele começou a fazer carinho no peito dele. Com os minutos se passando, se acostumou àquela situação, era mesmo como se fossem casados. Beijou aquele peito sarado, mordeu-lhe os ombros, beijou-lhe em volta do umbigo, desafivelou o cinto dele, abriu rapidamente as suas calças e admirando o volume que se fazia sob a cueca azul, ela disse. –Uau, queridinho, por que não foi me procurar logo?


Era delicioso.


Era diferente.


Era envolvente.


Era assustadoramente gostoso.


Gemiam… Cada vez mais alto. Os movimentos dela eram ritmados e sempre vagarosos, as investidas eram profundas e fazia Draco apertar-lhe a cintura.


-Gina…


Ele gemia. E a cada sopro de voz com seu nome, a ruivinha, só de maldade, fazia mais e mais fundo e mais gostoso.


-Gina…


-Draco…


Ela abaixou-se e beijou-o, descobriu cada canto da boca dele, saboreu a sua língua, o seu gosto, seu hálito…


Iria gozar, ele também.


Foi longo. Os dois juntos, ao mesmo tempo. Como aquilo poderia acontecer? Era quase que impossível, mas era deliciosamente bom!


Olhou fundo nos olhos dele e num sorriso disse:


-Eu te amo, sempre te amei, sempre quis te ter, você é o único na minha vida, Draco Malfoy!”.


Gina acordou de um salto.


Que sonho fora aquele?


Os olhos arregalados, o coração saltado, a respiração descompassada.


-Caracas, que sonho foi esse? Eu… e Draco? Não acredito…


Saiu da cama, às pressas, correu até o espelho, olhou-se bem, cada parte de seu rosto assustado, abraçou-se como se sentisse frio, enojada e preocupada com aquele sonho.


Enojada?


Estava mesmo enojada?


Por um lado sim, mas por outro… Como queria aquilo, como anseiava por aquilo, era tentador se imaginar abraçada a Draco, beijando-o, saboreando seus ombros, sua barriga, seu corpo por inteiro. Ser dele e de mais ninguém.


Harry não existia.


Harry nunca passara por sua vida.


Draco, somente Draco existia, somente ele Gina tinha amado. Quem eram os outros? Onde estavam? Quem se importava?


Moravam em uma mansão numa ilha, (Achava que era uma ilha), tinha um carro magnânimo, móveis caríssimos, tiveram um casamento explêndido, uma festa divina, tivera um vestido de noiva lindo e usava o colar de brilhantes que ele lhe dera.


Deveria acreditar que sonhos se tornam realidade?


Porque aí, sim, usaria o colar. Finalmente descobriria a finalidade do presente caro e de bom grado do loiro. Será que Draco podia ver o futuro?


 


Almoçava com Hermione, na segunda-feira, e contava-lhe o sonho que tivera no dia anterior.


-Eu disse que o amava e que sempre quis tê-lo daquele jeito… E eu acordei. Hermione, você tinha que ver a minha cara, sei lá, estava tão estranha, sorria de uma maneira tão satisfatória… Não era eu.


-Bem, os sonhos podem ser um desejo que sentimos e não expressamos.


-O que você quer dizer com isso?


-Isso mesmo que você entendeu, queridinha, você quer o Malfoy, mas tem medo de dizer isso a ele.


-Hermione, eu tenho um namorado.


-Claro, claro que tem. Mas você não deixa de gostar do Malfoy.


-Quem disse que eu gosto dele?


-Gina, a gente só sonha com uma pessoa, ainda mais esse tipo de sonho quando se gosta ou até se ama. Nesse caso depende do seu grau de afeto pelo loirinho…


-Ok, -Gina passou a mão pela testa. –Estou começando a ficar estressada com essa história. Passei o domingo todo com isso na cabeça.


-Pretende contar para o Harry?


-Pirou, ainda mais depois… depois que eu me recusei a dormir com ele.


-Não acredito! Você fez isso?


-É… Eu estava com medo…


-Medo? Você dormiu com o Draco Malfoy, um cara que você nem conhece direito e tem medo de dormir com o Harry Potter,  seu namorado há dois anos e que você conhece desde os onze anos! Virgínia, você endoidou de vez. Com toda certeza.


-Mas com o Malfoy foi um sonho… E ainda mais, éramos casados! É totalmente diferente.


-Então, você quer casar com o Harry primeiro pra depois chegar aos finalmente? Estou realmente… Espantada! Quanta lorota. Você não pode contar isso para o Harry.


-Ele terminaria tudo comigo.


-E tchau, tchau, namoro de dois anos e meio… -Hermione falou interpretando uma cara triste e um aceno de mão.


-Mione… Se isso não parar logo, eu vou enlouquecer de verdade!


-O que você quer que aconteça? Que o Draco desapareça?


-Seria uma boa escolha.


-Mas ele não desapareceria da sua mente. Ficaria guardado lá e de lá não iria sair. Não vai me dizer que ele é uma boa lembrança sua?


-Boa? O cara apareceu na minha vida e a transformou em um tornado de confusões!


-Que confusões? O Harry não sabe que ele existe.


-E nem precisa saber… Ok, Hermione?


-Ei, calma aí, você está achando que eu poderia contar para o Harry? Sou sua amiga, Gina, eu nunca te trairia.


-Tudo bem, foi mal. Me desculpe. É que eu não sei o que fazer…


-Para isso não há mais saída. Não há remédio para amor não correspondido. E se existisse eu com certeza, já teria tomado.


Gina sorriu e encostando os cotovelos na mesa de vidro, disse:


-Não sou só eu que tenho problemas por aqui, não é mesmo?


-Gina, não vamos entrar nesse assunto outra vez.


-Por que não? Você também, precisa de uma saída, você também precisa de ajuda.


-Virgínia, eu já me resolvi.


-Resolveu, o quê? Ficar parada e espera-lo ir embora?


-O que eu posso fazer? O Rony não gosta mais de mim… Nós nunca daríamos certo. Brigamos muito.


-Vocês são perfeitos um para o outro.


Mione calou-se e olhou para o prato agora vazio.


-Gina… Estou te dizendo que não daria certo. Durou um ano e meio e… Olha, -Ela levantou os olhos. –Apesar de gostar do Ron, ele… Ele sabe o que é o melhor pra ele, e não é ao meu lado.


-Você que está dizendo isso…


 


Na quarta-feira, Harry e Gina saíram para jantarem no mesmo restaurante da semana passada.


O De Javú estava lotado, quase não encontraram mesas.


-Nossa… O que aconteceu, hein?


-O que vai ter aqui, hoje? –Gina perguntou enquanto sentava-se de frente para o namorado.


-Deixe-me responder, senhorita. –O garçom pediu.


-Claro. –Ela respondeu.


-O De Javú, nesta noite, está programando uma dinâmica de casais, senhorita.


-Como assim? –Harry perguntou abaixando o menu.


-Os casais podem ir para a pista e dançar, assim, de tempos em tempos, trocaríam de casais.


-Seria divertido. Vamos, Harry?


-Não sei não, Gina. Você sabe que eu tenho um pequeno problema com dança. Imagina pagar um mico desses com outra mulher!


-Bem, se os senhores quiserem, a partir das oito e meia começaremos.


-Tudo bem, muito obrigado. –Gina agradeceu-o.


Fizeram seus pedidos e o garçom distanciou-se da mesa.


-Harry, por favor, você não me deixaria ir sozinha, né? São para casais.


-Gina, eu já falei.


-Harry, o que há com você? Onde está o seu senso de humor? Vai ser divertido, tenho certeza de que um monte de homens aqui não sabem dabçar e vão acompanhar suas namoradas e esposas na pista.


-Hum… Tenho que me lembrar de nunca mais aparecer aqui. Tenho que procurar um outro restaurante.


A ruiva ficou magoada e não disse nada mais para o namorado.


Começaram o jantar em silêncio.


Harry olhou para o relógio, voltou a jantar.


Um pouco depois, quando já tinham terminado, olhou no relógio mais uma vez.


-São oito horas.


-Certo. Vai pedir a sobremesa? –Perguntou secamente.


-Vou… -Harry respondeu em igual tom.


Escolheram um mousse de chocolate com granulado e um pudim de groselha.


-Gina, você sabe que eu te amo, não é?


-Sei.


Harry pôs a mão direita sobre a dela e continuou:


-Me desculpe, é que… Eu tive um dia ruim.


-Tudo bem, a minha semana também não temsido boa.


-Por quê?


O coração de Gina deu um salto.


-Não, prblemas na empresa. Muito serviço, etc. –Ela respondeu meio nervosa.


-Ok, mas olha, apesar dos problemas que tive hoje, não quero transmiti-los pra você, afinal, você não tem culpa de nada, não é mesmo?


“Fora ter te traído em sonho e beijar duas vezes um outro cara? Não, nunca te traí!” Ela pensou irônica.


Harry continuou:


-Se você ainda quiser, posso ficar com você e participar… Participar dessa dinâmica do restaurante.


-Sério?


-Seríssimo.


-Ai, Harry! –Ela apertou a mão dele e passou para a cadeira ao lado. Abraçou-o e disse ainda. –Você é muito bom comigo. Eu te amo. –E beijou-o.


-Me desculpa?


-Claro que sim, seu bobinho.


-Promete não ficar brava comigo como ficou o jantar todo?


-Eu não estava brava, só magoada. Mas já passou, esqueci, deletei da minha cabeça.


Harry sorriu.


Oito e meia o metri apareceu no meio da pista de dança com um microfone na mão e falou:


-Senhoras e senhores, um minuto da atenção de vocês, por favor. Hoje teremos uma brincadeira para o divertimentos dos senhores. Uma dinâmica será feita aqui na pista agora, casais dançrão e de tempos em tempos que se dará ao toque de uma sineta, trocarão de casais. Issos e estenderá até às dez horas da noite. Quem quiser participar pode se aproximar e fazer desta simples pista o vosso palco de dança. Obrigado e boa noite.


Logo, vários casais apareceram na pista e começaram a se juntar. O Dj do restaurante era eficiente em deixar as pessoas animadas para dançar.


Casais de jovens, adultos, idosos e até crianças se formaram.


Harry e Gina se levantaram.


-Obrigado, Harry. –Ela falou assim que pisaram na pista.


As luzes foram apagadas e Because you live de Jesse McCartney começou a tocar.


-Está ouvindo a música? –Harry perguntou.


-Sim…


-É por você que eu vivo, Gina, é porque você vive, que existe uma razão, é por você que sigo em frente quando perco a luta. Eu quero te dar o que você está sempre me dando.


-E o que eu estou sempre te dando, Harry? –Ela perguntou emocionada.


-Amor.


Gina sorria timidamente. Harry inclinou-se e beijou-a.


Como era bom beija-lo. Como Harry conseguia ser tão apaixonante, conquistava-a só com o afeto que transmitia nas palavras que pronunciava.


A música continuou tocando e a voz de Jesse McCartney continuou dizendo:


É por você que eu vivo, é porque você vive, que exite uma razão, é por você que sigo em frente quando perco a luta…


Dançaram mais uma música e trocaram de casais.


Gina se encontrou com um garotinho de uns doze anos e Harry, ela percebeu, estava vermelho e se esforaçava para fazer bonito com uma senhora idosa. O novo par de Gina falou-lhe:


-Você é muito bonita.


-Oh, obrigado. Você também é.


-Aquele cara era teu marido?


-Há, não… Somos só namorados.


-Que pena. Se você fosse solteira e eu uns dez anos mais velho investia em você.


Gina riu e continuou dançando com aquele menininho simpático.


Enquanto dançava com um rapaz, de uns dezesseis anos, percebeu um tufo de cabelos loiros passarem por entre outros casais. Quem seria? Será mesmo ele? Seria um desastre… Procurou-o novamente.


-O que foi? –O menino perguntou-lhe.


-Não nada, não.


-Como não? Ta esticando o pescoço para procurar quem? Seu namorado?


-Bem… Não, sei que ele está bem.


Ficaram em silêncio novamente.


Procurando mais um pouco encontrou o sorriso dele. Aqueles lábios se contorciam em um sorriso audacioso e sagaz. Para quem ele sorria? Quem era o par dele?


Gina virou-se nos braços do garoto e viu. Comprovou o que era dúvida. Draco Malfoy estava mesmo ali e dançava com uma garota de cabelos loiros iguais aos dele.


Irmã? Será que Draco tinha uma irmã?


Ele não tinha cara que a família fosse maior do que os pais e ele prórprio de filho!


Os cabelos dela estavam presos em um rabo de cavalo estiloso (como eram lisos e bonitos…), trajava um vestido de frente única preto, deixava seus joelhos perfeitos a mostra, os pés eram escondidos num escarpan preto e as unhas das mãos… Sim, daquela distância, Gina preocupou-se em reparar nas unhas daquela mulher, eram pefeitas pintadas em um azul petróleo que cintilava na pista de dança. Não conseguia ver o seu rosto, mas a altura era mediana, batia nos ombros de seu par.


A cineta tocou outra vez. E seus olhos se perderam do casal.


-Foi um prazer dançar com você, senhorita.


-Igualmente. –Gina retribuiu o elogio ao rapazinho que se distanciou e se perdeu no meio da multidão.


Ficou parada a procura dos dois loirinhos e quando percebeu era conduzida para mais perto do centro da pista por mãos carinhosas e quentes, os dedos longos se entrelaçaram entre os seus.


-Olá.


-Draco?


Estavam dançando juntos. Ele a olhava. Virgínia sentia seu coração pulsar ferozmente, suas mãos suavam, suas pernas bambiavam.


-Não vai me cumprimentar?


Uma música romântica começou a tocar, era Imbranato de Tiziano Ferro. Gina amava aquela música, era tão linda, tão sedutora… Tão absolutamente bonita!


-Olá.


-Como passou a semana depois daquela noite?


-Muito mal, se quer que eu seja sincera.


-Também. Foi insuportável passar esses dias com aquele acontecimento na cabeça.


-Me desculpe.


-Pare de se desculpar, garota. Por que tem que ser tão sincera, tão grata, tão simpática? Às vezes temos que ser um pouco rudes conosco.


-Assim como você?


-Não, eu sou um pouco exagerado, mas mesmo assim, consigo me dar bem.


-Hum… Me dou muito bem com as pessoas com quem convivo.


Draco a grudou contra seu corpo e surrurrou:


-Com quem você está?


-Meu namorado.


-Uau, finalmente conhecerei o famoso Harry Potter, o amor da vida de Virgínia Weasley.


-Não seja sarcástico. –Ela falou irritada. –E não vai conhece-lo.


-Não estou sendo e por que eu não o conheceria?


-Não precisa… E quem era a garota com quem estava dançando antes de mim?


-Pra que você quer saber? Não sou nada seu. A não ser que esteja com ciúmes.


-Não estou… -Ela respondeu com desdém. –Ciúmes de você? Por favor… Poupe-me, ta legal?


-Posso provar que está. –Draco a fez girar num eixo e juntou-a de costas a seu corpo.


-Como?


-Ouça a música.


-É italiana, não entendo o que diz…


-Pois eu te direi.


-Estou esperando. –Disse duvidosa.


-Bem… -Draco preparou-se, segurou-a pela cintura. –E me desculpe se te amo e se nos conhecemos… Há uns dois meses ou pouco mais. E desculpe se não falo baixo, mas que se não grito, morro. Não sei se sabe que te amo… -Virou-a para si e a encarava nos olhos. -E desculpe se rio, me entrego ao embaraço. Olho pra ti fixamente e tremo à idéia de te ter do meu lado. E me sentir somente teu. E estou aqui e falo emocionado: E sou um atrapalhado! E sou um atrapalhado! -Sussurrava aquelas palavras. Era sensual e dominante. -Oi, como estás? Pergunta inútil, mas o amor me torna imprevisível. Falo pouco, eu sei… e estranho, será o vento… será o tempo… será o fogo! Desculpe-me se te amo… Ah, mas te amo.


-Tantas desculpas? Por quê? –Gina tentava transparecer segurança e tranqüilidade, porém o seu estado era totalmente o contrário.


-Porque eu te amo.


Pararam de repente.


-Isso novamente?


-Direi que te amo quantas vezes forem necessárias ou até me roubarem a vida.


-Não seja dramático.


Mas o loiro insistia em dizer:


-Desculpas por às vezes ser tão rude, se não falo baixo… Pois se grito, é para que você possa ouvir que te amo. Será que não percebe isso? Será que é difícil entender o quanto sou louco por você?


-Pare já com isso… -Gina falava um pouco assustada afastando-se do rapaz. –Parece até que me conhece a muito tempo para estar louco de amores por mim, mas não conhece. Encare os fatos, senhor Malfoy.


O loiro segurou-a pelos braços e a laçou em um abraço apertado.


-Como senti saudades de ti, minha pequena.


“Minha pequena…” Ele a chamara como no sonho! Minha pequena


-O que você quer? Me enlouquecer? –Ela perguntou apressada.


-É como estou me sentindo. Louco! Já não paro de pensar em você… Se antes te disse que achava que te amava, agora tenho certeza! Te amo de verdade. –A garota ia dizer algo, mas Draco a impediu continuando a falar ansioso. –Não, um momento, por favor. Eu tremo imaginando ser somente seu… Me torno imprevisível e fico totalmente atrapalhado! Não queria que fosse assim, me desculpe, mas eu eu te amo!


-Cale a boca… -Lágrimas escorriam pelos olhos de Virgínia, ela o abraçou, apertou suas costas contra si. -… Por favor, está me machucando.


-Eu morro, Gina.


“Meu apelido…” Ele a chamou pela primeira vez pelo apelido. “Como ele sabe que esse é meu apelido?”.


-Juro que morro se não tiver você ao meu lado. Eu não queria. Como eu não queria…


-Eu amo o Harry.


-Ama… -Draco separou-se da menina e a encarou. Os olhos azuis acinzentados estavam lacrimejando lágrimas. Aqueles olhos impuros e maldosos estavam chorando, estavam sofrendo, estavam morrendo… -Ama? O que é o amor?


-Por acaso o que você sente por mim é amor?


-É amor. É mais do que uma simples paixão…


        Paixão, sentimento excessivo; afeto violento; amor ardente; entusiasmo; grande mágoa; cólera; objeto de afeição intensa…    


-É amor… -Ele disse abraçando a emoção e segurando o rosto da ruiva e aproximando-se dela.


Amor, afeição profunda; objeto dessa afeição; conjuntos de fenômenos cerebrais e afetivos que constituem o instinto sexual; afeto a pessoas ou a coisas…


Draco disse ainda:


-Você pode sentir meu coração bater mais forte? Pode senti-lo se quebrar? Pode senti-lo arder em chamas? Pode ampara-lo? Pode ama-lo?


A boca entre-aberta, os lábios secos pedindo para serem molhados, as lágrimas que saíam de seus olhos molhando as maçãs de seu rosto, o corpo inerte, o coração urrando por uma saída, a alma esperando o desfecho das palavras daquele rapaz.


Os lábios se tocaram mais uma vez. Um beijo tão leve, tão puro, tão desejado, mas ao mesmo tempo, tão proibido, tão doloroso, tão impuro.


Os refletores pararam sobre eles. A luz branca adentrando suas pálpebras fechadas… palmas… assovios… sussurros…


De imediato se separaram e olharam a sua volta.


A respiração ofegante, mal conseguia ver quem estava ao seu lado. Aquela luz a cegava. Aqueles sentimentos a cegaram.


Mas um rosto ela identificou. Um rosto estupefato, vermelho, frio, lábios que se contorceram em palavras que não pôde ouvir.


-Harry?


Não o via mais.


-Harry? (a música termina aqui)


-Virgínia…


Ouviu uma voz ao seu lado dizer-lhe ao pé do ouvido.


-Vamos embora.


Sentiu-se puxada para dentro da aglomeração de pessoas que voltavam a dançar.


-Eu não sei o…


-Draco? –Ela viu-o assim que pararam perto da porta do restaurante. –O que foi que deu em você?


-Eu não queria que todos vissem… Me desculpe.


-Desculpas? O meu namorado me viu. Sabe o que pode acontecer agora?


Draco balbuciou qualquer coisa, que Gina ignorou.


-Chega! –Chorava. –Deus, o que eu faço? Harry… O que eu digo pra ele?


-Pra onde ele foi? Você quer que eu te leve pra casa?


-Não, não, não! Eu… Eu vou procurar o Harry, espero que ele não tenha ido embora sem esperar uma explicação minha. –Gina dizia aflita enquanto rodeava o restaurante com o seu olhar.


-Mas, eu posso…


-Não, Draco. Quero que vá embora. Por favor, a gente… -Não acreditava que iria dizer aquilo, embora fosse o que o seu coraçõa queria. -… Se fala depois, ok? Eu, sei lá, a gente se encontra. Conversamos depois… Eu preciso procurar o meu namorado.


Draco olhava-a penalisado. Queria ficar ali, ela podia perceber, queria ajuda-la, mas não era o que Gina queria.


-Certo, te vejo depois… Então. –Iria toca-la a mão, mas Virgínia retirou-a com rapidez e não esperou que o rapaz sumisse atrávez da enorme porta de vidro do De Javú, correu a procura de Harry. Tinha, com urgência que esclarecer os fatos.


Sim, era fato que ela tinha beijado Draco Malfoy. Tinha beijado um outro cara na frente daquelas pessoas que os aplaudiram achando que eram um casal apaixonado e feliz. Mas, elas não sabiam, que Gina e Draco eram um casal feliz e que o namorado dela estava ali no meio daquela multidão, a observando e a desprezando por aquela traição.


Rodou pela pista de dança toda, foi até o bar, passou pelos banheiros, pela área de fumantes, pelos jardins de inverno do restaurante, mas era incrível a facilidade que Harry tinha para desaparecer. Decidiu, então procurar do lado de fora e a sua última esperança era o estacionamento.


Atravessou o resturante e desceu até o estacionamento.


Eram centenas de carros de diversos modelos.


Correu até o final daquela longa área iluminada pelas lâmpadas fluorescentes. Viu um carro vermelho escondido entre duas Mercedes. A porta do motorista do carro estava aberta e silenciosamente, Gina aproximou-se e viu duas pernas do lado de fora.


Harry estava deitado ali na frente, a mão esquerda sobre a testa, o olhar perdido. (Cuide bem do seu amor – Paralamas do Sucesso)


-Harry.


-O que você quer?


-Por favor, me ouça.


-O que você diria? Que beijou aquele cara? Não precisa, eu vi… Aliás –Ele sentou-se. –Eu e todos no De Javú viram vocês dois no maior love!


-Não foi nada daquilo.


-Fala sério, você vai me dizer que “não é nada disso que estou pensando”? Procure outra desculpa, essa já é velha.


-Não fale desse jeito comigo.


-Que jeito?


-Como se eu fosse a única mulher na face da Terra que beijou um cara por acidente.


-Acidente? –Harry saiu do carro. Os dois estavam entre a Mercedes prata e o carro dele. –Você chama beijar um outro cara de acidente?


-Há é? Então o que você chama aquele desintupidor de pia que você e aquela safada fizeram na boate?


-Não estamos falando de mim.


-Oh… Agora o Santo Potter ficou sentido, é? –Gina dizia enfurecida. –Você acha isso certo, então?


-Gina, eu já te pedi desculpas… Afinal, aquele beijo foi o troco?


-Claro que não! Foi algo sem pensar…


-É? E qual é o nome daquele loiro?


A ruiva resisitia, mas por fim, disse:


-Draco Malfoy.


-Onde que você o conheceu?


-Foi naquela noite da boate… Eu tava meio bêbada e… Ele me ajudou.


-Te ajudou? –Harry bateu no capô do carro. –Merda! Você mentiu pra mim… Você não dormiu na casa da Mione, coisíssima nenhuma.


-Harry… Eu não sabia como te contar.


-Não sabia como me contar?


-É… Como você reagiria ao saber que eu dormi na casa de um estranho?


-Do mesmo modo como estou reagindo agora.


-Injustamente?


-Não estou sendo injusto. –Harry protestou.


-Claro que está, poxa. Você fez a mesma coisa comigo e eu te perdoei. Em nome do nosso amor, Harry, eu te perdoei.


-Amor? Se você realmente me amasse não beijaria aquele cara.


-Mas eu te amo! –Ela suplicava.


-Ama nada. Eu te amo, Gina. Eu e mais ninguém nesse mundo! –Harry passou a mão pelos cabelos castanhos com impaciência. –E acho que você não me ama mais. Está dividida, Virgínia? Seu coração, a quem pertence?


Gina iria responder que a Harry, somente, mas não podia.


“Por que não? Responda, sua burra. Diga a ele que você o ama mais do que tudo…”. Conflitos começavam a se formar em sua cabeça e após uma breve e difícil luta, Gina respondeu:


-Tudo bem, se você quer tanto ouvir isso, senhor Potter, vai ouvir. –Gina encarou-o firmemente. –Meu coração pode estar dividido. Estou confusa entre milhões de sentimentos que me afogam e… Se estou assim perante o nosso amor, Harry, é porque você não deu valor, é porque você não soube cuidar, não preservou, não amou o suficiente. Desculpe-me se não te disse antes que existia o Draco em minha vida e que eu dividia os meus melhores sonhos com vocês… Mas, você também tem sua parcela de culpa nessa história, ok? –Ela sorriu rapidamente e virou-se. –Boa noite, senhor Potter. –Adiantou-se a sair dali de queixo erguido, sem uma lágrima derramar e nenhum suspiro de dor lançar. Tinha que agarrar aquela oportunidade para que Harry pudesse repensar seus atos. Não olhou para trás.


 


Não me trate assim


Como se eu fosse uma mulher


Que erra e não sabe admitir.


 


Não me olhe assim, meu amor


Não diga que a dor ainda não passou


Estou pedindo para me entender


Não estou pedindo para ficar,


Mas por favor, me explique


 


Não me trate assim


Ainda quero te ter


Não me trate assim


Como se eu nunca tivesse amado você.


 

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