CAPITULO 85
De novo e de novo....
-Mary está furiosa – Gina confidenciou, aproveitando que Harry e Rony estavam do outro lado do jardim – Rony saiu de casa, já deve saber. – notando sua surpresa ela continuou – É claro que ninguém te contou – deduziu – No dia seguinte a briga de vocês, ele saiu de casa. Está no apartamento de vocês, quero dizer, dele – havia maldade em seus olhos, pois queria alfinetá-la – Já tem duas semanas. No começo não coloquei muita fé, mas agora, acho que é para valer.
-O que é para valer? – Harry perguntou se aproximando e abraçando Gina por trás e aproveitando para beijar seu pescoço.
-A separação do Rony -ela disse sorridente.
-É feio fazer fofocas, Gina – Rony disse de bom humor, vendo a irmã tão feliz.
-Não estava fazendo fofoca. Estava fazendo as vezes de alcoviteira. – ela jogou vendo as expressões fecharem e os dois olharem em volta, tudo para não olharem um para o outro. – Hermione, porque não leva Felicity lá para cima, tadinha está dormindo no carrinho e as meninas não a deixam em paz...quero aproveitar um pouco do sol com Harry. – pediu e Hermione concordou agradecendo a Merlin pela saída propicia.
Ela apanhou Felicity no carrinho e saiu do jardim, sendo acompanhada pelos olhos dele. Gina fingiu não notar quando segundos depois ele foi atrás, mas cutucou Harry rindo. Eles iriam entreter as meninas para não sentir falta do pai, e deixar a natureza agir naqueles dois cabeças duras!
Hermione subiu as escadas e entrou no quartinho de Fely cantarolando para a afilhada dormir. Era um anjinho comportado, mas ela precisava de sua soneca e precisava também dar um tempo para os pais se curtirem e namorarem.
Distraída, ela colocou a pequena no bercinho e cantarolou até vê-la adormecer. Fechando as cortinas da varanda, ela lançou um feitiço para serem avisados quando ela acordasse ou se chorasse.
Hermione sentia-se cansada. E sabia que esse cansaço todo não era comum. Mesmo em momento de muita correria e luta, ainda assim, não sentira-se desse modo. Esse cansaço era emocional e não apenas físico. Estava cansado de lutar contra o que sentia. Casada de ser politicamente correta. Cansada de perder.
Deixando o quarto, ela parou no corredor, tentando decidir se ia embora, ou se ficava. Era ainda mais cansativo ficar ali, tentando fingir que estava tudo bem. Que não o amava e não abrira mão dele.
Mary estivera certa todo o tempo, ele não a perdoaria nunca, acabaria se cansando assim como ela estava cansando, de correr atrás do que não poderia ter, e voltaria para ela e sua vida perfeita. Era inevitável.
-Desistiu da piscina?
A voz no corredor a sobressaltou e ela se perguntou que idéia era essa de subir atrás dela!
-Não, só preciso colocar o biquíni – disse tentando aparentar naturalidade – E você?
-Não estou a fim de gastar minha tarde brincando com as meninas. Estou cansado – ele disse sério e ela entendeu.
-Elas não tem culpa que tenha decidido nos massacrar nos treinos – alfinetou.
-Tem razão, a culpa é só sua – ele alfinetou de volta.
Para isso ela não tinha resposta.
-Se a sua idéia era me punir, conseguiu -ela disse séria, achando melhor acabarem logo com isso – Rony, nos terminamos algo que não deveria ter começado. Não pode passar os próximos dois anos do curso se vingando!
-Não estou me vingando - ele disse, afastando o olhar antes de confessar – Estou me fazendo notar.
-Com certeza, está -ela disse amarga – Vamos descer, antes que notem nossa falta – ela tentou passar, mas ele segurou seu braço, deixando-a imóvel, com medo de olhar para ele e contar tudo.
-Estou com raiva, muita raiva por ter me abandonado. –ele disse entre dentes, num tom perigoso – e estou com mais raiva ainda por te querer.
-Rony, me solte – ela pediu baixo,sem poder esconder o quanto o queria também.
-Não sentiu saudades de mim? – ele perguntou baixo e muito perto – Eu senti sua falta.
-Não devemos falar sobre isso – ela fugiu, tentando soltar-se, mas ele segurou mais forte, causando um arrepio de antecipação.
-Tem medo de não resistir? – havia a sombra de um sorriso em sua face e ela quase sorriu também.
-Eu nunca disse que não o amava – ela disse em tom de aviso – Só não quero compartilhar sua vida. Por favor, me deixe ir agora. –tentou manter a calma.
-Não sei, estou pensando se devo abrir mão de você ou se devo infernizar sua vida, como faz com a minha.
-Eu não faço isso! – ela indignou-se.
-É claro que faz! Está no meu pensamento vinte e quatro horas por dia! Está nos meus sonhos! Está presente em cada pedacinho do meu dia,e acha que isso não me abala? Acha que posso viver normalmente quando sei que a minha felicidade está longe de mim?
-Está sendo dramático – apesar de tudo era um balsamo ouvir isso.
-Estou sendo sincero – ele corrigiu.
Os dois ficaram se encarando durante alguns segundos um medindo a decisão do outro em fraquejar. Hermione estava prestes a beijá-lo,quando ele o fez. Puxando-a nada delicado em sua direção, ele se apoderou de seus lábios em um beijo forte e fundo.
Nada de carinho ou delicadeza, apenas desejo e tesão, necessidade primitiva de reencontrar aquilo que lhe pertence. Ela não queria corresponder, mas a decisão não era sua. Era mais forte que eles dois. Seus braços o agarraram com a mesma vontade que ele a agarrava e ela segurou os cabelos ruivos entre dos dedos, misturando seus cabelos sedosos entre os dedos, enquanto as mãos dele seguravam sua cintura com força, mantendo-a grudada a ele. Era um momento de calor, não de pensar e tudo que ela pode pensar, foi em achar um lugar para que pudessem ficar mais íntimos.
Desde a primeira noite entre eles, que rolava na cama, de saudade dele. E agora isso não importava mais. Ela sentiu quando ele a levou para o outro lado do corredor, testando o trinco da porta e levando-a com ele.
O quarto era escuro, as luzes apagadas, e era melhor assim, pensou. Os lábios se separaram, atrás de ar, e não ficaram assim muito tempo, pois ele correu a beijar seu pescoço, deixando-a incapaz de impedi-lo ou protestar, as mãos graúdas subindo para seus seios, e apartando a carne delicada com vontade.
Eles tatearam no escuro, até achar a cama, e Rony sentou-se com ela sobre ele. Sem perceber, ela ficou de joelhos sobre seu quadril e ajudou-o a tirar a camiseta, enquanto ele arrancava o short, rasgando o tecido, que mais tarde recuperaria com magia.
Semi-nus eles se encaram na escuridão quase total do quarto, e havia uma troca mutua de culpa. Eles queria, ponto. Não tinha nada a ser discutido qe pudesse ser mais importante que isso.
O mundo que se explodisse. Eles não ligavam.
O mundo não era capaz de lavar todo o cansaço e tristeza com apenas um carinho e preencher o vazio com alegria e arrepios de desejo, o mundo nos os entendia como eles se entendiam, e os carinhos prosseguiram, ele amassando os cabelos crespos entre os dedos, seguindo para sua nuca e descendo sobre a camiseta, até erguer o tecido fino deixando-a apenas com a fina calcinha.
Beijando toda a extensão de seu ombro direito, ele desceu os lábios quentes e úmidos em direção aos seios macios e a única coisa que Hermione pode fazer, foi ofertar-lhe o peito e gemer.
Gemer e fechar os olhos, entregue completamente aquele momento de inconseqüência....
AUTORA: Mi G.Souza e Josy Chocolate, vcs se uniram num complô?
Em retaliação eu parei o cap no meio na melhor parte....hehe...hehe...hehehe....
Mi: vc vai ter uma surpresinha logo, logo, por isso vai preparando esse coraçãonzinho Rony X Hermione.
Beijos a todos e até amanhã!!!!