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2. Ilegais II: Insensatez


Fic: Ilegais


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Ato II: Excitação
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E então, os olhos se encontraram.


Aqueles olhos grafites dos quais não conseguia mais tirá-los do pensamento estavam ali. A poucos metros de distância. Talvez cinco ou oito. Ou quem sabe menos.


Hermione prendeu a respiração incisivamente. Seus pêlos do corpo se arrepiaram e sentiu uma pequena sensação de calor. Alguns segundos depois, engoliu duro. Seu corpo estava tenso e não sabia bem o que fazer para ocultar a insegurança que tomava conta da própria alma.


Por que diabos ela estava ali? Só para vê-lo? Que ridículo...


Seus olhos castanhos acompanhavam os passos dados por Tom. O futuro Voldemort aproximava-se dela de forma cautelosa e curioso, já que há menos de cinco minutos nem em Hogwarts estava.


Parou a alguns centímetros da garota. Hermione continha os punhos cerrados e os olhos cor de mel sobre o garoto. Alguns segundos depois, seus olhos percorreram todo o rosto de Riddle. O rosto pálido e jovem; o nariz fino; as sobrancelhas negras e grossas; os olhos.


 Ela pareceu perder a capacidade de piscar os olhos, pois suas pálpebras nem se mexiam.


-O que faz aqui? – Perguntou Tom numa voz curiosa e melodiosa.


Hermione não respondeu, na verdade, nada fez. Seus ouvidos não escutavam o que o garoto dizia. Seus olhos apenas encaravam o garoto ali á sua frente, vendo-o abrir e fechar os lábios, sem que um som audível saísse da sua boca.


Ao se dar conta do estava acontecendo, ou melhor, do que seu corpo sentia, recuou alguns passos aumentando a distância entre eles. Tom não se mexeu. Viu o suspiro preso da garota e as mãos cerradas, como se dentro de seus punhos estivesse a coisa mais importante para ela.  


Hermione piscou os olhos ao ver um ralo sorriso torto no canto dos lábios do garoto... ou era só impressão? Seu coração pareceu explodir em grilhões quando viu os olhos cinza-grafites. Os olhos cinza-grafites de Tom. O garoto com que abraçara, beijara e pensara.


-Parece distraída. – Comentou o garoto juntando um pouco as sobrancelhas. É. Há algum tempo, Hermione estava andando distraída. Aquilo já não era novidade.


-Você tá melhor? – Perguntou ela desviando os olhos castanhos para o chão frio de Hogwarts.


-Um pouco. – Respondeu com a voz baixa. Hermione pôde perceber que a voz dele estava diferente. Tinha um leve sotaque escocês misturando-se com a rouquidão de um típico garoto daquela idade. Ao mesmo tempo, era calma e segura. Agradava Hermione.


A garota negou a cabeça tentando afastar aquele pensamento. –Sua dor passou? – Indagou com nervosismo e curiosidade, tentando pensar em outras coisas á parte dos olhos de Tom ou como a voz dele causava sensações estranhas nela própria. Seus olhos castanhos embebados de angústia, paradoxo e surrealismo.


-Não. – Respondeu com a voz um pouco seca. Talvez ele ainda não estivesse curado da doença maligna. –O que está fazendo aqui?


-Eu... eu só quis... só quis ver se estava bem. Só. Nada mais. – Respondeu com a voz nervosa e um pouco tristonha.- Mas vejo que já está.- Ela tentou mostrar um sorriso, mas mostrar um sorriso a Lorde Voldemort não era algo muito inteligente a se fazer. E não muitas vezes, Hermione perdera as contas de quanto imprudente fora á frente de Tom Riddle.


Ela afastou-se do garoto e respirou um pouco mais forte, enchendo os pulmões de ar que tanto pediam. Tom piscou os olhos e viu a garota dar as costas a ele, caminhando em uma direção que, ele bem sabia, só a levaria pra longe dele.


-Eu senti sua falta. – Disse Tom, por fim, numa voz rouca e baixa como se tivesse medo que alguém mais o escutasse. Hermione parou de andar e seus pés pareciam ficar presos ao chão. –Mesmo que por infames dois dias...


Seu corpo enrijeceu ao escutar aquilo. O coração batia estrondosamente fora de ritmo e sua respiração pareceu cansar-se de sentir presa. Hermione mirava o nada, seus olhos nem piscar conseguiam, sentiu que os olhos cinza de Tom encaravam os olhos castanhos dela, mesmo que ela estivesse de costas para ele. Sentia os olhos do garoto sobre sua pessoa e sentia que eles podiam ver o que se escondia nos olhos dela sem nem olhá-los.


Hermione apenas deixou-se a sentir e escutar os batimentos cardíacos um pouco exagerados dentro do peito. – Sentiu minha falta ou a falta de fazer algo interessante em Hogwarts? – Indagou com a voz um pouco cínica e temerosa.


-Senti sua falta. – Respondeu normal. –Consigo me divertir um pouco sem você por aqui.


Hermione cerrou os punhos mais fortes. Agora sentia dor pela força das unhas que marcavam as palmas de suas mãos. O “consigo me divertir um pouco sem você por aqui” não agradou Hermione. Seu cenho franziu-se e algo quente, incômodo e latente corroeu seu estômago. – Se consegue se divertir sem mim por aqui, por que sentiu minha falta?


-É uma boa pergunta. – Falou o garoto franzindo as sobrancelhas. – Mas temo não saber a resposta certa. Acho que é só um paradoxo. E paradoxos não possuem respostas certas, já que a própria situação parece representar algo errado, ou contra os princípios morais e sociais, mas que ao mesmo tempo não está realmente errada. – Terminou com a voz calma e melodiosa de sempre.


Hermione entendeu. Não só entendeu, percebeu. Estava realmente apaixonada por Tom Marvolo Riddle.


Paradoxalmente apaixonada.


Hermione abriu as mãos que já começariam a suar. Sentia que havia deixado marcas das unhas e agora, mais do que nunca, sentia que tinha que se afastar de Tom. Aquilo ficaria mais problemático. Bem mais problemático do que já estava sendo.


-Tom, eu não deveria estar aqui. – sua voz saiu baixa e rouca. –Isso não está certo.


-É. – Concordou o garoto com uma voz rouca.


Hermione sentiu os olhos castanhos arderem um pouco. Sua garganta pareceu fechar e ficou difícil engolir a saliva que estava começando a ser um bolo. É. Eles não poderiam ficar juntos! Até ele sabia disso! Hermione trincou os dentes e fez o possível para aliviar a respiração pesada. Não queria chorar na frente dele, mesmo que ela estivesse de costas pra ele.


 Não na frente dele.


-Nada relacionado a você, ao que parece, pode ser certo. – Disse Tom parecendo um pouco nervoso.


Hermione fechou ainda mais seus punhos. A vontade de choro continuava lá, iminente, crescente. Queria correr daquele corredor e nunca mais ver aqueles olhos grafites. Mas algo a fazia ficar ali. Algo a fazia escutá-lo.


Algo a fazia acreditar que aquilo poderia dar certo...


Mas aí vinha a lembrança de Harry. Vinha a lembrança de tudo que ela, Harry e Ron tiveram de enfrentar por causa dele. Vinha a lembrança do Crucio que quase a matara. Vinha a lembrança do abraço, do beijo... E tudo rodopiava na cabeça dela como se fosse um jogo de enigmas.


Hermione sentiu alguns fios de cabelo do garoto no lado esquerdo do rosto. Ele estava ali, praticamente colado a ela, com a boca muito perto do seu ouvido.  Seus olhos castanhos miravam a tapeçaria vermelha na parede da biblioteca de Hogwarts, mas Hermione sabia que não precisava deles pra saber que Tom Riddle estava ali.


-Mesmo assim gosto de te ter por perto... – Disse Tom num sussurro em seu ouvido.


 Hermione sentiu o ar morno encontrar seu pescoço. Os pêlos da menina se eriçaram e ela sentiu o coração bater desesperadamente dentro do corpo. Seu peito arfava e sentia a respiração do garoto em seu ouvido.  Hermione fechou os olhos e percebeu que desejava mais, ouvir mais. Ter novamente em seus ouvidos, aquela voz penetrante, firme, rouca e deliciosa que ligava e desligava vários e vários pontos em seu corpo... Instintivamente.


Ouvindo apenas parte do que ele dizia, quase envergonhada por sua atenção estar voltadas para as sensações que Tom lhe causava, não entendia como poderia sentir aquilo por ele. Justamente por ele.


-Não... complique as coisas... – Disse Hermione com a voz um pouco trêmula.


-E nem quero. – Sussurrou novamente no ouvido dela. Hermione arfou o ar e sentia o rosto arder. Arder de calor. Provavelmente estaria com a mesma cor de pepperoni. –Mas parece que é você quem as faz.


Algo pareceu explodir dentro de Hermione. Sentia que não só o rosto, mas todo o corpo ardia. Algo turbulento e maciço rodeava todos os seus músculos. Ela engoliu duro, sentindo uma gota de suor escorrer pelo colo.


-Comecei a ter sensações estranhas. – Ele dizia no tom melodioso e rouco. Involuntariamente, os músculos de Hermione estremeciam a cada palavra. – Sensações que nunca senti antes. Eu não conseguia compreender o que meu corpo parecia necessitar. E minha mente me jogava nessas armadilhas...


“Se fosse só a sua...” Pensou segurando com força os finos gemidos que pareciam querer livrar-se de sua garganta.


-Perguntava-me a cada divagação quando elas iam parar de me atormentar. Mas elas não paravam. – Disse Tom respirando um pouco forte agora. Hermione dobrou os dedos dos pés dentro do tênis. –Elas não pararam.


Hermione continuava calada. Ela não sabia o que dizer, não sabia o que fazer. Queria sair correndo dali para Tom não vê-la mostrando aquelas fraquezas, mostrando aquelas sensações ridículas por Voldemort. Mas ela se deixou ficar ali, parada, com os olhos fechados, ouvindo a respiração e a voz rouca de Tom no seu ouvido, sentindo seu corpo se entorpecer completamente.


-Você aparecia lá. Na minha mente. Na armadilha. – Disse ainda no ouvido dela. Mas seus olhos cinzas miravam o chão de Hogwarts. –Eu tentava usar oclumência para fechar a minha mente, mas você continuava lá. Em tudo que eu fazia, você estava lá. E tinha vezes que eu não conseguia...


Ele parou como se tivesse vergonha. Hermione ainda escutava a respiração dele no ouvido, mas abriu os olhos. Arderam mais do que quando estavam fechados. Hermione havia entendido com o “não conseguia”. E ao pensar nisso, percebeu que o “turbulento e o maciço” ficava cada vez mais forte. Rebatia em seus músculos a cada palavra dita por ele.


Tom afastou-se de Hermione. Ela pensou em reclamar, mas viu que ele se afastou para dar a volta e ficar de frente á ela. Seu coração batia de forma que nunca batera antes, banhava seu corpo a todo o momento e o esquentava tanto que tinha a sensação que estava com febre.


Ela piscou os olhos e ficou a mirar os cinzas de Tom. Estavam tão claros que pareciam transparentes. Ele fez um movimento com a mão, lento, temeroso. Hermione olhou para a mão direita dele e a viu ganhar altura até pousar sobre seu rosto. Prendeu a respiração. O toque da mão de Tom fez seu corpo receber uma descarga térmica.


-Eu tocava você... – Disse ele com a voz melodiosa. Hermione estava há tanto tempo calada com os dentes cerrados que sentia dores nas suas mandíbulas e maxilares. –Eu beijava você...


Hermione engoliu o bolo de saliva. Todo o seu corpo doía. Doía por arder. Parecia que dentro do seu corpo tinha uma fogueira que aumentava o fogo a cada palavra de Tom como se elas fossem a própria lenha. Hermione percebeu que era.


-Mas não era suficiente... – Disse descendo a mão do rosto de Hermione para a nuca da menina. Seus dedos brincaram com os cachos dela e Hermione sentiu um pequeno calafrio.


Tudo que Hermione conseguiu dizer foi: “N-não era?”


Tom negou com a cabeça. Ele falou alguma coisa que Hermione não entendeu. Todos os sentidos do seu corpo estavam aguçados sentindo os dedos de Tom acariciar a nuca dela. Hermione sentiu um formigamento nas mãos e nas pernas.


-E então descobri... – Disse Tom respirando um pouco fora do ritmo. Hermione percebera que assim como ela, ele tentava controlar as sensações. –Descobri que tinha esses sonhos com você... Porque eu queria sonhar com você.


Hermione sentiu seu corpo travar. O maciço e turbulento estava mais forte e a respiração quente ás vezes fazia doer o próprio coração. Aquilo já estava passando da linha do ofegar.


Hermione fechou os olhos quando Tom aproximou-se novamente do ouvido dela. Sua voz rouca e melodiosa apenas disse: Eu quis tocar você.


Ela sentiu como se o coração explodisse em milhões de pedacinhos em segundos. Como se um lacre tivesse cortado, a coisa maciça e turbulenta inundou Hermione por completo. Seu corpo estava mais sensível ao toque dele. Seus ouvidos estavam mais sensíveis ás palavras dele. Ao mesmo tempo em que Hermione percebera que nunca sentira aquilo, ela notou que aquilo foi a coisa mais tentadora e poderosa que já sentira.


Ela estava excitada.


E no mesmo instante, soube que Tom tinha razão. Não era suficiente.

Continua...
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